Postagem em destaque

Taurus vence na Justiça mais uma ação que alegava problemas em seus armamentos

* LRCA Defense Consulting - 02/07/2020 Esta semana foi proferida sentença que julgou totalmente improcedente a ação civil pública proposta e...

julho 25, 2019

Coincidências ou poderosos interesses econômicos, políticos e ideológicos em jogo?




Ontem (24), dois grandes jornais e um portal especializado no mercado de ações publicaram reportagens negativas sobre a Taurus Armas S.A., a maior empresa de armamentos da América Latina, que gera cerca de 2.000 empregos diretos e é uma das maiores exportadoras do RS.

O G1 e o Valor Econômico repercutiram a penalidade imposta pelo governo do Estado de SP, que impediu a empresa de licitar com sua Polícia Militar por dois anos. Já o portal InfoMoney publicou matéria da Agência Pública noticiando que a Taurus recebeu empréstimos do BNDES no passado, o que seria proibido.

Para se tentar entender os interesses por trás da aparente coincidência de duas reportagens negativas diferentes sobre a empresa, divulgadas no mesmo dia, é preciso considerar alguns fatores que passam ao largo do grande público e de muitos investidores:
- A Taurus está às vésperas de divulgar o balanço do segundo trimestre de 2019, sendo que, no primeiro, obteve lucro, após anos de prejuízo.

- Até o mês que vem, a empresa deverá divulgar o resultado de um processo de criação de uma joint venture com uma grande siderúrgica indiana, que poderá abrir o imenso mercado desse país a seus produtos.

- A PM/SP está realizando uma licitação para adquirir 40 mil pistolas. Segundo a Taurus, o processo contra a empresa ficou parado por mais de dois anos sem qualquer movimentação até que a Polícia Militar, neste ano, resolveu retomá-lo e aplicar a penalidade, não respeitando a lei e os prazos nela prescritos.

- O governo brasileiro, através de decretos, flexibilizou os requisitos para aquisição, registro e porte de armas, o que despertou a cobiça das grandes fabricantes internacionais de armas sobre o mercado brasileiro.

- Os referidos decretos também liberaram a importação de armamento leve estrangeiro e o estabelecimento de suas fábricas no Brasil, todas elas concorrentes diretas da Taurus nas licitações internacionais.

- O novo presidente do BNDES afirmou que uma de suas metas é abrir a "caixa preta" dos bilionários empréstimos a algumas ditaduras latino-americanas e africanas, que foram classificados como "secretos ou ultrassecretos" pelos governos anteriores e que estão gerando o maior calote que o Brasil já sofreu.

Quanto ao processo da PMSP, a Taurus, em nota aos jornais, afirmou que:
- "O processo administrativo da Polícia Militar do Estado de São Paulo foi instaurado no ano de 2014 e trata de contratos de aquisição de carabinas dos anos de 2007 e 2011. Essas carabinas estão em uso pela Polícia Militar há muitos anos. A prova do processo evidencia que não há defeitos nas carabinas e há relatórios expedidos por Oficiais da Polícia Militar reconhecendo a improcedência do processo. A Taurus sempre cumpriu suas obrigações contratuais e prestou garantia e assistência técnica além dos prazos previstos nos contratos. Estranhamente esse processo ficou parado por mais de 2 anos sem qualquer movimentação até que a Polícia Militar nesse ano resolveu retomá-lo e aplicar penalidade não respeitando a lei e os prazos nela prescritos. Coincidentemente, isso ocorre quando está em curso o processo de licitação internacional n. CMB-340/0006/19 da Polícia Militar para aquisição de 40.000 pistolas pela Corporação, o que indica atuação para impedir a participação da indústria nacional, que gera empregos e paga impostos, em benefício das indústrias estrangeiras. A Taurus repudia tal penalidade e vai interpor recurso administrativo às Instâncias Superiores da Polícia Militar e todas as medidas legais cabíveis, confiando que haverá reversão da sanção aplicada”.

No que se refere à matéria do InfoMoney, sua origem está na Agência Pública, um órgão que se autodenomina como "agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos" e conta com uma equipe de mais de 20 profissionais. No entanto, uma simples leitura de seu rol de reportagens permite constatar seu viés ideológico de esquerda e, naturalmente, contrário a qualquer iniciativa do atual governo brasileiro, como, por exemplo, um maior armamento da população ou o estabelecimento de uma forte indústria de defesa.

Além disso, todos os países que são sedes de indústrias de armamentos, sejam capitalistas ou sejam comunistas, fomentam pesadamente tais indústrias, pois elas geram empregos e divisas como quaisquer outras, além de serem fundamentais para as respectivas estratégias nacionais de defesa, tal qual a Taurus o é para o Brasil.

Assim, ficam algumas perguntas...

O fato de uma empresa que só dava prejuízos e que agora, após uma reengenharia radical, está gerando lucros e se encontra próxima de firmar uma grande joint venture na Índia, não poderia levar a que poderosos investidores quisessem derrubar o valor de suas ações antes dos novos anúncios, possibilitando com que comprassem seus papéis bem mais baratos?

Por que a PM/SP, revigorou um antigo processo, já provado como sem fundamento, e penalizou a Taurus às vésperas de licitar a aquisição de 40 mil pistolas?

Se 85% das receitas da Taurus provém de mais de 100 países para onde exporta (principalmente para o exigente mercado dos EUA), depois vencer licitações com as maiores empresas mundiais de armamentos, sendo que é a maior fabricante mundial de revólveres, é de se acreditar que seus produtos sejam de baixa qualidade?

Por que uma agência ideologicamente engajada divulgou, no mesmo dia, uma matéria que tenta atingir uma das grandes exportadoras brasileiras e a maior indústria de armamentos da América Latina, justo quando os financiamentos antigos do BNDES a algumas ditaduras estão na mira do governo e os decretos sobre armas poderão vir a ser apreciados pelo Congresso?

E mais: por que a divulgação acima foi feita justamente por um portal especializado no mercado de ações?

Afinal, quem (e por que) se mostra contrário a uma empresa brasileira que gera empregos e divisas para o País?
  • Seria a maioria da população, que em 2005 disse "Não" ao desarmamento e que votou no atual Presidente em 2018?
  • Seria a poderosa concorrência internacional e seus prepostos políticos e econômicos no Brasil?
  • Seriam grandes investidores do mercado de ações que querem comprar barato seus papéis antes das boas notícias?
Em síntese, são tantas as peças nesse tabuleiro, que é difícil acreditar que os fatos citados sejam apenas coincidências, e não fruto dos poderosos interesses econômicos, políticos e ideológicos em jogo.

*LRCA Consulting

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será submetido ao Administrador.