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07 novembro, 2020

IMBEL fornece carabinas aos Estados de Rondônia e Pará, e pistolas à GCM de Mogi Mirim

Carabinas IMBEL IA-2 entregues às forças de segurança de Rondônia

*LRCA Defense Consulting - 07/11/2020

A fim de modernizar as delegacias de homicídio e combater ao crime organizado, o Governo de Rondônia, por intermédio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), entregou na manhã do dia 03 de novembro, 21 carabinas IMBEL IA2 calibre 5,56 e 63 carregadores às forças de Segurança Pública do Estado. A entrega ocorreu no pátio do Palácio Rio Madeira e contou com a presença das autoridades e imprensa local.

De acordo com o titular da Sesdec, coronel PM José Hélio Cysneiros Pachá, a carabina IA2 5,56 atende os requisitos estabelecidos pelo Exército Brasileiro. “É uma arma adequada às forças de segurança pública, especialmente ao emprego urbano”, esclarece. Utilizando novas tecnologias, conceitos e materiais poliméricos, armas da família IA2 são mais leves, ergonômicas e têm melhor maneabilidade, trazendo mais segurança e qualidade aos operadores. (News Rondônia)

O governador Helder Barbalho entregou, na noite deste sábado (07), 21 carabinas IA2 calibre 5,56 para a Polícia Militar de Marabá e região. O comandante do Policiamento Regional II, responsável pela  Região Sudeste do Estado, Coronel PM Benedito Sabba, ressaltou que os novos armamentos são importantes à modernização da instituição. “São equipamentos que serão utilizados no combate à criminalidade”, destacou. (Agência Pará)

Em junho, a GCM de Mogi Mirim (SP) havia recebido 20 pistolas semiautomáticas IMBEL MD-2, modelo mais recente no mercado legal e utilizado até pelas Forças Armadas. O Secretário de Segurança Pública de Mogi, José Luiz da Silva, destacou que o objetivo é investir cada vez mais. “Trabalhamos frequentemente para que a GCM tenha cada vez mais uma melhor estrutura de trabalho, para que haja ampla proteção tanto ao cidadão quanto aos patrulheiros da cidade”. (O Regional)


Empresa dos Estados Unidos será a fornecedora de baterias para os FNM elétricos

 


*Blog do Caminhoneiro, por Rafael Brusque - 31/10/2020

A FNM Elétricos iniciou neste ano o desenvolvimento conjunto de caminhões elétricos com a Agrale, em Caxias do Sul-RS. Agora, a empresa anunciou a fabricante de baterias Octillion Power Systems, como fornecedora das baterias que serão usadas nos caminhões da marca.

A Octillion Power Systems tem unidades na Califórnia e Massachusetts, nos Estados Unidos, além de Índia e China, e desenvolve baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia estacionários.

Inicialmente, a Octillion terá uma unidade de estoque no Rio Grande do Sul. Posteriormente, com o aumento da demanda pelos caminhões da marca, a empresa pode construir uma fábrica completa próxima às instalações da Agrale.

A FNM elétricos, Fábrica Nacional de Mobilidades, irá produzir dois modelos de caminhões elétricos, batizados de 832 e 833, com capacidade de 13 e 18 toneladas de PBT, respectivamente. Com as baterias da Octillion, a autonomia esperada é de 300 km.

Parceria com a Agrale

A FNM Elétricos usará os caminhões da Agrale, chassi e cabine, para montagem dos dois modelos previstos, o FNM 832, com 13 toneladas de PBT, e o modelo 833, com PBT de 18 toneladas.

A Agrale usa cabines de fibra de vidro com estrutura tubular de aço, que receberão nova dianteira, com grade e faróis que remetem aos caminhões FNM D-11000, fabricados na década de 1960. Todo o conjunto mecânico, motor, câmbio e diferencial, será substituido por motores elétricos e baterias.

“Estamos muito orgulhosos de poder participar de mais um projeto inovador em nossa história e certos de que essa iniciativa trará excelentes resultados para a Agrale e seus parceiros de negócio, como também aos usuários finais que adotarem os produtos FNM, com forte proteção ao meio-ambiente e tecnologia de ponta”, destaca o Diretor-Comercial da Agrale, Edson Ares Sixto Martins.

Os novos caminhões FNM estão sendo desenvolvidos na Unidade 2 da Agrale, em Caxias do Sul-RS, e a comercialização, que será feita por encomendas, deverá começar no fim deste ano.

Além do desenvolvimento dos novos caminhões, a FNM Elétricos pretende lançar ônibus com o mesmo conceito, além de oferecer a possibilidade de conversão de caminhões diesel convencionais para modelos elétricos.

Os novos caminhões usarão tecnologia de ponta nos sistemas, e incluirão um pacote de telemetria conectado diretamente aos sistemas de logística das empresas, como câmeras anti-colisão com inteligência artificial, aviso de mudança de pista, alerta de partida de veículos à frente, alerta para motorista fumando e distraído, avanço de sinal vermelho, alerta de colisão e outros.

Por dentro, os caminhões FNM receberão um novo painel, totalmente digital, com telas de grande tamanho mostrando todas as informações referentes ao caminhão e ao motorista.

Taurus aposta na prevenção durante as campanhas Novembro Azul e Outubro Rosa


*LRCA Defense Consulting - 07/11/2020

Novembro Azul é uma campanha que busca conscientizar a população a respeito da necessidade da prevenção e diagnóstico do câncer de próstata, além da importância de cuidados integrais com a saúde do homem.

Em total adesão à campanha, a Taurus Armas S.A. distribuiu máscaras azuis para todos os seus colaboradores.

No mês passado, a empresa já havia aderido à campanha Outubro Rosa, quando distribui máscaras dessa cor para suas colaboradoras, integrando-se à luta contra o câncer de mama e o câncer de colo do útero.

A ideia da empresa, além de estimular a prevenção dessas doenças entre seus funcionários, foi apostar também no poder multiplicador das iniciativas, pois possui um total de 2.339 colaboradores, o que representa um público indireto de cerca de 8.000 pessoas na comunidade.

05 novembro, 2020

Embraer e Porsche anunciam colaboração em projeto para criar edição limitada “Duet”


 *LRCA Defense Consulting - 05/11/2020

Duas empresas globais na vanguarda da tecnologia e inovação, Embraer e Porsche colaboraram para criar o projeto Duet, edições limitadas da aeronave Embraer Phenom 300E e do Porsche 911 Turbo S. Ambas reconhecidas por sua engenharia, desempenho e design de classe mundial, a Embraer e a Porsche produzirão apenas dez pares de jatos executivos e carros esportivos, proporcionando uma experiência verdadeiramente contínua desde a estrada até as nuvens, pela primeira vez na história.
 
“O Duet é um pacote exclusivo desenvolvido em uma colaboração de design com a Porsche. Essa combinação rara e refinada estará disponível somente desta vez, por meio dessa parceria exclusiva”, disse Michael Amalfitano, Presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “Sempre buscando oferecer a melhor experiência ao cliente, estamos reunindo duas das marcas mais notáveis ​​nas indústrias aeroespacial e automotiva, agrupando empresas que são referência na produção de carros esportivos e no mercado de jatos leves, mais uma vez provando que não seguimos simplesmente as tendências – nós as criamos.”

O Duet traz o melhor do Phenom 300E e do 911 Turbo S em perfeita harmonia. O jato executivo “single-pilot” mais rápido e de maior alcance do mundo, a série Phenom 300, transformou a categoria de jatos leves. Desde seu revolucionário e premiado design de interior, com abundância de espaço na cabine e no bagageiro até seus aviônicos altamente intuitivos, a aeronave oferece desempenho incomparável, conforto excepcional e tecnologia líder da categoria, com baixos custos operacionais, atributos anteriormente disponíveis apenas em jatos muito maiores. O 911 é o coração do portfólio de produtos da Porsche e tem uma das tradições mais longas e celebradas da indústria automotiva. O 911 Turbo S é o ápice dos modelos 911 e representa desempenho e usabilidade.

“A Porsche e a Embraer compartilham uma série de valores comuns”, disse Alexander Fabig, Vice-Presidente da área de Personalização e Clássicos da Porsche AG. “Para essa cooperação, utilizamos o know-how de ambas as marcas para trabalhar em conjunto em um par único de veículos que são igualmente atraentes para o seleto grupo de clientes de jatos e carros esportivos.”

Projetado em conjunto, o Duet combina velocidade e estilo, luxo e potência – assinaturas do Phenom 300E e do Porsche 911 Turbo S. O jato executivo de maior sucesso da década (2010-2019) encontra-se com o padrão ouro no mercado de carros esportivos, resultando em um jato e um carro com designs exclusivos, ambos com seu interior personalizado e pintura inspirada um no outro.

“Este é o casamento perfeito entre carro e jato, personificado com o logo exclusivo da colaboração. Este logo combina o requisito aeronáutico de sustentação, representado pelo winglet do Phenom 300E, com o requisito automotivo de aderência à pista, representado pelo spoiler do modelo 911. Para solidificar ainda mais essa parceria simbiótica, o número de registro da aeronave aparece tanto na asa traseira do carro quanto nas laterais da chave”, disse Jay Beever, Vice-Presidente de Design da Embraer.

O logo exclusivo da colaboração está gravado nos encostos de cabeça dos assentos da aeronave e nos
encostos de cabeça do carro, bem como nas tampas dos porta-objetos, grades de alto-falantes e próximo à porta principal. Cada par também possui um distintivo especial, representando que aquele modelo é um em apenas dez unidades disponíveis. O cliente terá a opção de selecionar um número entre um e dez para determinar a unidade que representa o seu carro e a sua aeronave.

Para criar uma transição perfeita da aeronave para o carro para esse universo exclusivo de clientes, a inspiração do design da aeronave reflete a do carro e vice-versa. Começando com os assentos, o estilo de costura dos assentos do Phenom 300E foi baseado no do 911 Turbo S. Em ambos veículos os assentos possuem detalhes como costura no acabamento Speed ​​Blue, cobertura de fibra de carbono e até a tira vermelha que no avião representa a localização do colete salva vidas, criando uma conexão compartilhada. No 911 Turbo S, a Porsche introduziu uma combinação única de cores para o volante de forma a combinar com o manche da aeronave e, pela primeira vez, a Porsche colocou um acabamento claro no teto do carro, Chalk Alcantara, outra homenagem à aeronave. Para completar o interior, o relógio do pacote Sport Chrono apresenta o desenho de um horizonte artificial inspirado no painel de instrumentos da aeronave.

A aeronave e o carro compartilham a mesma paleta de cores para pintura externa. Pela primeira vez a Porsche combinou pinturas brilhantes e acetinadas. A parte superior do carro tem acabamento “Platinum Silver Metallic”, fazendo a transição para “Jet Grey Metallic” na parte inferior. Dividindo as duas cores, há algumas faixas feitas em “Brilliant Chrome” e “Speed ​​Blue”. O carro é inteiramente pintado à mão, o que é único neste projeto e reflete o processo de pintura do Phenom 300E. As rodas de liga leve do 911 Turbo S são pintadas em “Platinum Silver Metallic”, usando um revolucionário processo a laser para expor uma subcamada “Speed ​​Blue” nos aros. As entradas de ar do 911 Turbo S são pintadas em “Brillant Chrome” para combinar com os bordos de ataque das naceles da aeronave. As luzes de LED das portas projetam o logo da colaboração Duet no solo, e os frisos das soleiras das portas tem escrito “No Step”, como normalmente visto nas asas dos aviões.

O exclusivo Duet Porsche 911 Turbo S só pode ser adquirido em conjunto com seu par Phenom 300E. Para marcar a primeira colaboração entre Embraer, Porsche AG e Porsche Design, os clientes da Duet também receberão um conjunto personalizado de malas com o logo da Duet, contendo uma mala de piloto e outras duas malas de mão, bem como uma edição especial do Porsche Design 1919 Globe timer UTC-case de titânio, relógio inspirado no cockpit da aeronave.

Dez pares de edição limitada do dueto estão agora disponíveis para encomenda. As entregas começarão em 2021. 


Taurus e CBC poderão ter uma "avalanche de pedidos" conforme os resultados das eleições nos EUA


*LRCA Defense Consulting - 05/10/2020

No último dia 04, durante duas horas e 15 minutos, os doutores especializados em Relações Internacionais Marcelo Suano e Armenio Santos, de forma inteligente, competente, focada e agradável, entrevistaram o Presidente da ANIAM - Associação Nacional de Armas e Munições, Salesio Nuhs (também Presidente e CEO Global da Taurus Armas e Vice-presidente Comercial e de Relações Institucionais da Companhia Brasileira de Cartuchos - CBC), sobre o tema "A cadeia produtiva de Defesa Nacional, sob a ótica do setor industrial, sua importância estratégica para o Brasil". Suano e Armenio fazem parte do CEIRI - Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais.

Franco, direto e objetivo, como é seu estilo, Salesio explicou em detalhes diversas questões que caracterizam ou preocupam a Indústria Brasileira de Defesa, especialmente no segmento de armas e munições.

Inicialmente, discorreu sobre a importância da Base Industrial de Defesa, afirmando que é necessária, estratégica e fundamental para a soberania do País, mas só se sustenta se tiver um forte viés exportador e puder gerar a chamada "economia de escala", pois as compras internas não são suficientes para sua sobrevivência. Afirmou que as empresas que integram essa Indústria representam cerca de 4% do PIB brasileiro e, portanto, merecem uma atenção especial por parte do Governo e do País.

Ressaltou também a alta qualidade dos produtos brasileiros de defesa, que competem e se destacam no mercado internacional, afirmando que "na área de defesa não há amadores. Ou se é muito bom no que faz, ou não se sobrevive no mercado". Enfatizou que a Taurus é segunda opção estrangeira para os americanos e a quarta marca mais vendida, com um market share de 15% lá. A CBC tem a Magtech nos EUA, que é a maior importadora de munições desse país. Finalizou dizendo que uma empresa desse setor tem que exportar entre 60 e 90% para ser viável.

Entre as dificuldades, discorreu sobre a falta de isonomia tributária que penaliza as empresas nacionais em relação às concorrentes internacionais, fazendo com que os produtos brasileiros sejam gravados com altos impostos que não são incidentes sobre os importados. Completou afirmando que as armas, por exemplo, são taxadas em percentuais similares a cigarros e bebidas, como se fossem produtos supérfluos.

Discorreu também sobre a questão regulatória, explicando que, devido à morosidade nos processos de homologação de novos produtos, as fabricantes nacionais levam meses ou anos para poder homologar e vender no Brasil um produto novo ou a modificação de um produto já existente (às vezes, apenas alterações estéticas, como a cor do cabo da arma). Nesse item, citou que os produtos importados chegam ao Brasil e aqui são comercializados imediatamente, sem nenhuma necessidade de homologação junto ao Exército.

O executivo afirmou que a ANIAM é totalmente favorável ao livre comércio e à concorrência, desde que se deem de forma isonômica e sadia. As indústrias de Defesa e Segurança estrangeiras são bem-vindas, desde que se instalem aqui, arquem com nossos custos tributários, gerem empregos e transfiram tecnologia. Itens importados, como armas e munições, são vendidos agora livremente no Brasil sem enfrentar a nossa carga tributária e sem necessidade de uma demorada homologação. Já para os aqui fabricados, a tributação pode chegar a mais de 70%, além de aguardar meses/anos na prateleira homologatória.

Segundo Salesio, esses são os principais motivos de empresas estrangeiras do ramo, especialmente as do segmento de armas e munições, preferirem exportar para o Brasil, ao invés de vir produzir aqui, transformando o País em um mero "balcão de negócios". Por essa razão, falar em monopólio da Taurus e da CBC, segundo ele, é uma "bobagem" sem conexão com a realidade.

O executivo afirmou que a Índia e outros países fomentam e priorizam a respectiva indústria nacional de defesa, citando o exemplo do programa Make in India.  Nesse tópico, revelou que, por meio da joint venture indiana firmada em janeiro de 2020 entre a Taurus e o poderoso Jindal Group, há a expectativa de o governo da Índia vir a adquirir meio milhão de fuzis T4 no futuro, quando a empresa já estiver estabelecida lá, fato este que deve se concretizar no início de 2021.

Os entraves regulatórios e tributários, na visão do executivo, incentivam e impelem a Taurus, por exemplo, a sair do Brasil. "Lamentavelmente, quem poderá perder com isso é o nosso País, pois significará aumento do desemprego e diminuição da arrecadação".
 

Em virtude de tais empecilhos, a Taurus transferiu recentemente duas linhas de produção (de pistolas G2c e TS9) para sua fábrica nos Estados Unidos. É uma situação e uma decisão que a empresa, orgulhosa de ser brasileira, de estar no mercado há 80 anos e de ser uma líder mundial no setor, lamenta profundamente. Porém, a atual regulamentação e a lentidão da máquina pública lhe impõem essa nova realidade: produzir nos Estados Unidos e exportar para cá.

Salesio afirmou que a Taurus não irá abandonar o Brasil, mas não vai investir mais em aumento de capacidade no País. Sempre que houver requisição do mercado institucional ou do mercado civil brasileiro, a empresa irá produzir nos EUA e vender para cá, pois assim não sofrerá essas barreiras tributárias e regulatórias. 

Ponderou que, desta maneira, pelo menos, os consumidores brasileiros não serão privados de terem à disposição as inovações tecnológicas disponibilizadas pela empresa aos EUA e ao mercado internacional. Exemplificou dizendo que a pistola GX4, evolução da família G a ser lançada no 1T21 nos EUA, será importada para o Brasil e lançada aqui, provavelmente antes da G3 e da G3c, que são produzidas localmente e já lançadas nos EUA, mas que ainda estão aguardando o processo de homologação junto ao Exército Brasileiro. Outro exemplo é a pistola TX22, produzida nos EUA e já comercializada no Brasil via importação.

O executivo lamentou o fato de a empresa ser levada a ter que gerar empregos e riquezas em outro país, em virtude de uma legislação que hoje beneficia somente as indústrias estrangeiras que exportam para o Brasil, sem que nenhuma destas tenha compromisso com o bem-estar e com o progresso do nosso povo, pelo contrário, em especial neste momento de grave crise econômica, quando o índice de desemprego, devido à pandemia, é um dos maiores da história.


Tais afirmações surpreenderam os entrevistadores, que, apesar de possuírem grande expertise em relações e comércio internacional, não supunham que o governo e o arcabouço legal existente pudessem impor tais obstáculos a empresas brasileiras que aqui produzem e geram empregos e divisas para o País.

Avalanche de pedidos
Mesmo ressaltando não ser especialista em Relações Internacionais, Salesio Nuhs não se furtou a traçar cenários para os dois resultados possíveis nas eleições americanas:

"Se o Biden ganhar, a curto prazo nós teremos uma avalanche de pedidos. Hoje, a situação é muito é muito favorável a nós, porque temos uma carteira de pedidos com uma quantidade enorme de armas e munições para exportação. Se o Biden ganhar, vai aumentar ainda mais isso a curto prazo. Porém, a médio e longo prazo nós podemos sofrer por algumas decisões, mas eu não acredito em decisões radicais nos Estados Unidos porque a Segunda Emenda [à Constituição] garante o direito de aquisição. Agora, provavelmente terão algumas restrições pequenas com relação à posse e ao porte de armas nos Estados Unidos.

Se o Trump ganhar, nós não vamos ter essa correria a curto prazo, porque entende-se que o direito está garantido. Porém, a longo prazo, a gente não teria nenhuma desconfiança com relação ao futuro dos próximos quatro anos.

Independente disso, as indústrias brasileiras, tanto a CBC como a Taurus que exportam para os Estados Unidos, têm uma posição extremamente sólida lá. Então, não é que nós vamos perder o mercado dos Estados Unidos a ponto de balançar a estrutura aqui no Brasil. Nós temos uma posição muito forte lá. Então, vai ter uma restrição, mas uma restrição com que nós já convivemos no passado e hoje estamos muito mais fortes, porque tanto uma empresa quanto a outra se fortalecerem e aumentaram sobremaneira a capacidade de produção. A CBC é o maior importador americano de munição [além de líder mundial em munições para armas leves] e a Taurus é a segunda marca mais importada pelos americanos [e a maior produtora de revólveres do mundo]. Ou seja, existe uma preferência pelas nossas marcas". 

Pedidos à frente em carteira podem abranger quase toda a produção de 2021
Em virtude dessa nova "avalanche" de pedidos (que pode acontecer caso Biden vença) e dos recordes de vendas que estão acontecendo também no 2S20, e ainda considerando que no final do 1S20 a Taurus já tinha cinco meses à frente de pedidos em carteira, esta Consultoria acredita que, no final de 2020, esse número possa dobrar, levando a empresa a ter 10 meses ou mais à frente de pedidos contabilizados. 

Ou seja, é possível prever um cenário para 2021 onde quase toda a produção da Taurus Armas já esteja comprometida com os pedidos existentes em carteira.



 

Taurus Armas vence primeira fase de licitação para fornecer 12.412 fuzis T4 para o exército das Filipinas

 

*LRCA Defense Consulting - 05/10/2020

A empresa brasileira Taurus Armas venceu a primeira e mais importante fase da licitação para fornecer 12.412 fuzis automáticos T4 para o exército das Filipinas, oferecendo o preço de US $ 590,78 por unidade, considerado o menor entre as empresas licitantes.

Em segundo lugar, classificou-se a empresa coreana Dasan Machineries Co., Ltd, com o preço de US $ 605.71; em terceiro, a israelense EMTAN Karmiel Ltd., com o preço de US $ 940.44.

A licitação agora prossegue para a fase seguinte, conhecida como de pós-qualificação, onde será examinada a documentação adicional e realizados minuciosos testes de endurance nas amostras, como pode ser visto em https://urlzs.com/Kas9n

Caso seja vencedora também nas demais fases, a Taurus Armas poderá vir a ter um faturamento de mais de 7,3 milhões de dólares com essa venda.

A Taurus tem obtido sucesso em sua participação no mercado filipino, onde já entregou mais de 20.000 unidades de pistolas e submetralhadoras para a forças policiais nos últimos anos. No mercado civil desse país é uma das três principais marcas importadas.

Histórico
Em 2018, a companhia venceu um grande contrato para o fornecimento de pistolas Striker modelo TS9 para Polícia Nacional das Filipinas. As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20 mil disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os requisitos da Norma NATO AC-225. Os lotes foram entregues para a corporação filipina no ano passado.

No final de 2019, a Taurus participou da primeira grande licitação internacional para o fornecimento de 11.551 fuzis de assalto para suprir o Exército Filipino, estimada em 540.779.108 pesos filipinos, equivalente hoje a mais de 10,6 milhões de dólares.

O processo licitatório foi encerrado em 20 de janeiro do corrente e, no dia 04 de fevereiro, a empresa brasileira Taurus Armas S.A. foi declarada vencedora da primeira etapa, após ter apresentado a melhor proposta técnica e financeira.

No entanto, em março, após ter sido declarada praticamente vencedora do certame e ter informado este fato ao mercado brasileiro, a licitação foi suspensa e, posteriormente, cancelada definitivamente.

Filipinas e Índia credenciam a Taurus no imenso mercado asiático
O fornecimento de fuzis e pistolas para as forças armadas e policiais das Filipinas e a joint venture com a indiana Jindal Defense estabelecem um cenário promissor para a Taurus Armas, pois credenciam a empresa junto ao imenso mercado asiático, pressupondo novos e significativos negócios no maior e mais inexplorado mercado mundial para armamentos leves.

O fuzil Taurus T4
Adotado, desde o segundo semestre de 2017, como arma padrão pela Polícia Real de Omã, que importou 10 mil unidades, o fuzil T4 produzido pela Taurus Armas S.A. em São Leopoldo (RS) é um dos atuais carros-chefes da empresa para os mercados policial e militar do Brasil e do exterior.

Por meio da joint venture indiana firmada no final de janeiro de 2020 entre a Taurus e a Jindal Defense Systems, há a expectativa de o governo da Índia adquirir meio milhão de fuzis T4 ao longo dos próximos cinco anos, conforme informou a empresa após a assinatura do contrato de joint venture.

No Brasil, o T4 é utilizado com sucesso pelas polícias militares e civis de diversos Estados. Em 2019, venceu uma licitação internacional para equipar a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

O fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.

Além disso, tem alta performance, confiabilidade, segurança e é fabricado com materiais de última geração, sendo adaptado para permitir o uso de uma vasta gama de acessórios. O modelo possui trilho para acessórios integrado ao upper receiver para o acoplamento de aparatos de mira. A coronha telescópica do fuzil permite ao usuário mais conforto e facilidade de manuseio.

Podendo ser ajustada em até seis posições, adequa-se perfeitamente a qualquer usuário. Possui, também, um quebra-chamas, seguindo os rigorosos padrões STANAG, e apresenta empunhadura ergonômica para assegurar melhor grip no momento do disparo, promovendo assim maior precisão e segurança.

O T4 está disponível em três versões. Uma de 11,5” de cano com guarda-mão com quad-rail (quatro trilhos para acessórios) e duas versões com guarda-mão em polímero de alta resistência com canos de 11,5” e 14,5”.

As diferenças estão, principalmente, no comprimento de cano, peso e modos de disparo disponíveis em cada um. As versões com 11,5” de comprimento de cano possuem modos de disparo semiautomático, auto e safe. Estes modelos possuem um comprimento total de, no máximo, 811mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 716mm (com coronha completamente retraída).

Já o modelo com cano de 14,5” possui somente o modo de disparo semiautomático e safe. Esta versão é ligeiramente mais pesada que o modelo de 11,5”, tendo comprimento total de, no máximo, 870mm (com coronha completamente estendida) e, no mínimo, 787mm (com coronha completamente retraída).

03 novembro, 2020

Presidente da Taurus e da ANIAM convida para live do programa "Pensando o Brasil"


*LRCA Defense Consulting - 03/11/2020

A empresa Taurus Armas está convidando os internautas para acompanhar nesta quarta-feira, dia 04/11, às 18 horas, a live do programa "Pensando o Brasil", que contará com a participação do Presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM), Salesio Nuhs, também Presidente e CEO Global da Taurus.

O tema da conversa será "A cadeia produtiva de Defesa Nacional, sob a ótica do setor industrial, sua importância estratégica para o Brasil".

O programa será veiculado pelo canal do Portal Ceiri Newspaper no YouTube. Criado em 2009, o Ceiri foi o primeiro Portal da área de Relações Internacionais, constituindo-se em uma publicação online dedicada a esclarecer e divulgar temas internacionais relacionados à política, economia, negócios, cultura e inovação. Atualmente, é considerado um dos mais importantes e reconhecidos veículos de mídia sobre o tema.

A condução estará a cargo de Marcelo Suano e de Armenio dos Santos.

A transmissão será realizada nos seguintes links: 

- Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=27nI7GVYJT4 

- Facebook: https://www.facebook.com/marcelosuano/
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Live com o CEO da  Taurus, Salesio  Nuhs, no canal YouTube do Instrutor  Anderson  Lima


A Taurus Armas também está convidando os internautas para a live com o CEO da empresa, Salesio  Nuhs, no canal YouTube do Instrutor Anderson  Lima, que acontecerá nesta quarta-feira, dia 04/10, às 19 horas, com as seguintes questões gerais:
- Existe um monopólio do mercado de armas no Brasil?
- Qual o motivo da Taurus não lançar mais modelos no mercado nacional?
- A Taurus poderia se mudar para o polo de Manaus para diminuir a carga tributária dos seus produtos?
- Qual  modelo  a  Taurus  se  arrepende  de  ter  lançado  e  qual  o  Sr.  considera  o  melhor  produto  da empresa?
- Existe alguma solução para questão dos prazos homologação do Exército?
- O Sr. acredita que a G2C está melhorando a confiança do mercado brasileiro na Taurus?
- A empresa pretende investir mais no controle de qualidade?
- O  lançamento  do  Tracker  992  foi  um  sucesso;  a  empresa  estuda  o  lançamento  de  um  modelo  em 38/357? E um revólver em 9mm, como a Ruger?
- A empresa se preparou para a liberação de calibres para o Brasil?
- Existe a possibilidade de o governo autorizar novamente a publicidade de armas de fogo?

Corrida às armas faz com que lojistas e fabricantes americanos não consigam suprir a inédita demanda

A verdadeira "corrida" às armas e munição está causando falta desses produtos nas lojas, o que faz com que os fabricantes não consigam acompanhar a demanda e tenham meses à frente de pedidos em carteira.


*LRCA Defense Consulting, com Fox News e The Laconia Daily Sun - 03/10/2020

Após o encerramento do mês de outubro, os números dos órgãos do governo, das entidades especializadas e dos fabricantes mostram que as vendas de armas nos Estados Unidos estão superando largamente todas as previsões. A verdadeira "corrida" às armas e munição está causando falta desses produtos nas lojas, o que faz com que os fabricantes não consigam acompanhar a demanda e tenham meses à frente de pedidos em carteira.

A Taurus Armas S.A. - empresa brasileira que detém 15% do mercado americano de pistolas e revólveres e para lá exporta cerca de 85% de sua produção de 5.200 armas/dia no Brasil, além das quase 3.000 armas/dia que fabrica nesse país - revelou possuir, no final do primeiro semestre, pedidos “Back Order” de 852 mil armas, equivalente a mais de R$ 1 bilhão só em armas produzidas no Brasil, mais 208 mil armas em carteira na fábrica americana, equivalente a mais de 162 milhões de reais, além de uma carteira superior a 130 mil armas no Brasil. A grande demanda, especialmente nos EUA, está fazendo com que a empresa tenha cinco meses à frente de pedidos em carteira.

A Sturm, Ruger & Co., uma das maiores empresas americanas de armas leves, revelou ontem (02) que tinha uma carteira de pedidos de cerca de 1,27 milhão de armas no final do último trimestre (americano). Um ano atrás, a carteira de pedidos estava em 161.500.

NICS de outubro
Após a divulgação das verificações de antecedentes realizadas pelo Sistema Nacional de Verificação Instantânea (NICS) do FBI em outubro, percebe-se que a Grande Corrida às Armas de 2020 prossegue em seu ritmo recorde. Em comparação com outubro de 2019, os cheques NICS aumentaram de 2.393.609 para 3.305.465 (38%), o que torna o mês passado o outubro mais movimentado na história de 22 anos do sistema de verificação instantânea.

Em termos anuais, apesar de ainda faltarem dois meses para o encerramento do ano, o total de NICS (32.131.914) já é superior ao total dos 12 meses de 2019 (28.369.750). Mantendo-se a atual tendência, é possível  que o número anual em 2020 chegue ao redor de 38 milhões de NICS, recorde absoluto para todos os tempos.


Para ilustrar e contextualizar a inédita situação que ocorre nos Estados Unidos, esta Consultoria trouxe duas matérias publicadas ontem nesse país.

Vendas de armas no acumulado do ano ultrapassaram o recorde anual anterior em quase 2 milhões, mostram as estatísticas

*Fox News, por Stephanie Pagones - 02/10/2020

As vendas de armas aumentaram 65% no mês de outubro, já que os números deste ano mostram um contínuo “ritmo recorde de vendas de armas de fogo” em meio a  distúrbios e incertezas, de acordo com estatísticas divulgadas segunda-feira.

Estima-se que 1,9 milhão de armas de fogo foram vendidas em outubro deste ano, um aumento de 65% em relação ao mesmo mês de 2019, de acordo com dados fornecidos pelo Small Arms Analytics and Forecasting (SAAF), um grupo de pesquisa que examina os dados brutos obtidos do Sistema Nacional de Verificação Instantânea (NICS), do FBI.

O economista-chefe da SAAF, Jurgen Brauer, disse em um comunicado à imprensa na segunda-feira que cerca de 18,6 milhões de armas de fogo foram vendidas até agora este ano, enquanto 2020 "continua em seu ritmo recorde de vendas de armas de fogo".

Apenas no mês passado, a SAAF anunciou que o número de armas vendidas de janeiro a setembro de 2020 - 16,7 milhões - havia superado a alta anual anterior de 16,6 milhões de armas, que foram vendidas de janeiro a dezembro de 2016.

A National Shooting Sports Foundation, um grupo comercial da indústria de armas, estimou estatísticas ligeiramente diferentes, descobrindo que 1.769.553 armas de fogo foram vendidas em outubro, um aumento de 60,1% em relação a outubro de 2019, com base em sua própria fórmula usando dados do NICS. Apesar das diferenças, ambos os grupos relataram números recordes.

O porta-voz da NSSF, Mark Oliva, disse na segunda-feira que todo mês desde março "foi o mais forte daquele mês já registrado".

“Isso fica claro à medida que avançamos para o dia da eleição. Americanos de todas as tendências políticas estão exercendo seu direito da Segunda Emenda de manter e portar armas e fazendo isso em números recordes”, disse Oliva por e-mail aos repórteres. “Este não foi um fenômeno apenas de estados vermelhos [republicanos], mas também de estados azuis [democratas]. Nunca antes tantos americanos escolheram exercer seu direito de posse de armas de fogo, incluindo os cerca de 6,9 ​​milhões que compraram uma arma de fogo pela primeira vez este ano. ”

De acordo com a SAAF, cada mês, de março a julho, teve um aumento ainda maior nas vendas, com junho registrando o maior aumento - um acréscimo de 145% nas vendas de armas em relação ao ano anterior, com mais de 2,38 milhões de armas vendidas, de acordo com dados SAAF divulgados anteriormente.

Mas agosto e setembro tiveram números de vendas menos surpreendentes, embora ainda aumentados, de 57,8% e 66%, respectivamente.
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Sturm, Ruger vê aumento de 50% nas vendas de armas no terceiro trimestre

*The Laconia Daily Sun, por Bob Sanders NH Business Review - 02/10/2020

Sturm, Ruger & Co. está começando a ficar sem armas, graças a um "aumento incrível na demanda" no terceiro trimestre, juntamente com uma cautela induzida pelo COVID na contratação, disse o CEO Christopher J. Killoy a analistas em 29 de outubro.

Essa demanda crescente - que Killoy atribuiu à "agitação civil" e não à corrida para a eleição - está prestes a ser aumentada, à medida que a Ruger começa a produzir armas de fogo Marlin, que adquiriu por US $ 30 milhões no final de setembro como parte do Falência da Remington Arms. Ele disse que uma boa parte dos Marlins provavelmente será produzida nas instalações de Ruger em Newport.

As vendas de armas da Ruger aumentaram mais de 50% no terceiro trimestre, o que na verdade está abaixo do aumento de 68% para a indústria como um todo, de acordo com dados de verificação de antecedentes nacionais.

Em termos de dólares, as vendas de armas de fogo da empresa aumentaram para $ 145,7 milhões no trimestre, um aumento de 53% em relação ao terceiro trimestre de 2019, e o lucro líquido subiu para $ 24,8 milhões ($ 1,42 por ação), cerca de cinco vezes o que eram em um ano atrás. Isso traz uma receita acumulada no ano quase US $ 400 milhões e coloca os lucros em 58,7 milhões.

Para os acionistas, essa é uma boa notícia, já que os dividendos estão diretamente atrelados ao lucro por ação. Isso significa que eles receberão um dividendo de 56 por cento por ação neste trimestre, em comparação com 14 centavos um ano atrás.

Kilroy creditou o aumento nas vendas a “protestos, manifestações e distúrbios civis em muitas cidades”, levando a “preocupações com a proteção pessoal”, embora parte disso possa ser proveniente de convulsões sociais e econômicas devido à pandemia. Ele não mencionou a eleição presidencial particularmente volátil - que na história recente gerou um aumento nas vendas de armas.

Kilroy também disse que a indústria pode estar se beneficiando pelo fato de as pessoas ficarem presas em casa, já que “novos compradores voltam a sair com seus amigos e família para fotografar enquanto você ainda pode se distanciar socialmente”.

A empresa só começou a recontratar trabalhadores em junho, por medo de que o vírus pudesse prejudicar a saúde deles. A empresa aumentou seu quadro de funcionários em 140 pessoas no terceiro trimestre, para cerca de 1.750 no total, embora os funcionários individuais para a fábrica de Newport e as instalações na Carolina do Norte e Arizona não tenham sido fornecidos. A empresa foi capaz de aumentar a produção em 15%. No entanto, “como resultado desta demanda sem precedentes, os estoques permaneceram significativamente reduzidos em todos os níveis no canal durante o terceiro trimestre”, disse ele.

Em números, a empresa tinha uma carteira de pedidos de cerca de 1,27 milhão de armas no final do último trimestre. Um ano atrás, a carteira de pedidos estava em 161.500.

Esta não é apenas a situação da Ruger, disse Killoy.

“A maioria das marcas de armas de fogo está com estoques esgotados”, disse ele, acrescentando: “nunca vimos o nível de esgotamento de estoque em todo o canal. Quer se trate de armazéns Ruger ou armazéns de distribuidores ou as prateleiras de seu revendedor local, não há muito estoque disponível agora, especialmente nas principais famílias de produtos. Então, acho que é fundamentalmente mais forte e diferente do que vi em minhas três décadas no negócio. ”

Haverá ainda mais pressão sobre a demanda quando Ruger assumir a produção de Marlin. Kilroy disse que a empresa espera fechar o negócio neste trimestre.

A linha de produtos Marlin foi produzida nas fábricas da Remington em Nova York, Alabama e Lexington, mas a Ruger planeja mover tudo isso para suas instalações.

Quando questionado sobre quais, Killoy disse: “Vai ser dividido entre pelo menos duas instalações da Ruger, potencialmente todas as três, mas acho que é mais provável que seja dividido entre Mayodan, NC, e Newport, NH, mas isso ainda está para ser visto. ”

02 novembro, 2020

Astrofísico mais famoso do mundo pede que brasileiros tenham orgulho da Embraer

O astrofísico mais conhecido e renomado do mundo (ainda vivo), Neil deGrasse Tyson, enviou uma carta ao Brasil, pedindo que os brasileiros valorizassem a sua tecnologia, começando pela Embraer.

Fotos – Divulgação – Embraer e Neil deGrasse Tyson
*Aeroin, por Carlos Martins - 02/10/2020

Neil é um dos mais renomados astrofísicos do mundo, tendo comandado comissões da NASA para exploração no espaço, liderado estudos em universidades como Princeton e outros institutos e, além disso tudo, é um ótimo orador.

Você provavelmente já viu ele falando em algum canal da TV fechada, como National Geographic, History Channel ou PBS. A capacidade de transmitir um conhecimento tão complexo de forma simples e cativante é o um de seus maiores trunfos, que faz com que suas palestras, livros e documentários sejam bastante famosos.

No mês de setembro, ele fez uma carta direcionada ao Brasil em seu site, e compartilhou-o dias atrás em sua página no Facebook. O conteúdo dela já era um pouco conhecido de alguns, mas parece que Neil demonstrou um interesse maior no país, que nunca conheceu, mas disse que quer fazê-lo assim que possível.

Embraer E175 da American Eagle

Na carta, Neil fala que os brasileiros deveriam saber mais de suas conquistas, estampando os dizeres “Fabricado no Brasil” no seu produto.

Metade das vezes que embarcamos em voos domésticos (regionais) da American Airlines ou de outras companhias aéreas, viajamos num avião da Embraer. Tudo bem, o folheto com instruções de segurança traz impresso nele o nome Embraer. Nós podemos até achar Embraer escrito em letras miúdas em algum lugar da fuselagem. Mas quase nenhum de nós sabe que a aeronave é projetada e fabricada no Brasil“, afirma Neil.

Voltando à carta. O astrofísico elogia Santos Dumont e sua importância para o país e a indústria. “Mas, espere. Um dos grandes pioneiros nos primórdios da aviação era brasileiro. Engenheiro brilhante e inventivo, altamente condecorado, Alberto Santos-Dumont liderou a transição mundial do transporte aéreo mais leve que o ar para o mais pesado que o ar. O valor de uma semente cultural como essa, plantada no nascimento de uma indústria, é incalculável“, diz o Astrofísico.

Neil também cita o Astronauta Marcos Pontes, hoje Ministro da Ciência e Tecnologia: “Para que ninguém se esqueça, o primeiro (e único) astronauta sul-americano foi um engenheiro aeronáutico brasileiro. E quando se deu o lançamento de sua missão? Em 2006, ano do centenário do primeiro avião bem-sucedido de Santos-Dumont. E o que ele levou para o espaço? Uma bandeira do Brasil e uma camisa da seleção brasileira de futebol“.

Por fim, o astrofísico fala que o país precisa focar na política STEM – sigla em português para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Nos EUA, o governo e a sociedade têm se voltado a isso nos últimos anos, pegando pesado no investimento para focar a educação nestas quatro matérias, que são a chave para o desenvolvimento.

Os países que mais passam por dificuldades no mundo tendem a ser aqueles com baixos níveis de instrução e com ausência de STEM em sua cultura. Você tem os recursos e o legado para liderar toda a América Latina, se não o mundo, no que um país do futuro deveria ser — e no que um país do futuro deveria aspirar ser. Se você abraçar e apoiar suas indústrias STEM e o setor de tecnologia inteiro, então os sonhos dos alunos em toda a cadeia educacional não terão limites, conforme eles forem introduzidos num mundo em que “construir foguetes” é o que alimenta as ambições da sociedade“, conclui Neil.

A carta, na íntegra:

Caro Brasil,

Das minhas muitas viagens à América do Sul, nunca tive a oportunidade de visitar você. A maioria delas teve como destino a cordilheira dos Andes, com o objetivo de observar o magnífico céu do hemisfério sul através de telescópios de alta tecnologia de um consórcio internacional. Mas, mesmo assim, tenho pensado em você com bastante frequência.

Como nativo dos Estados Unidos da América, sei em que costumamos pensar quando se trata de você. Não seguindo uma ordem específica, você possui a maior e mais importante floresta tropical do mundo. Você abriga o maior rio do mundo, que, a cada minuto que passa, escoa para o oceano Atlântico um volume de água que daria para encher um estádio de futebol. E, sim, nós sabíamos da existência de seu rio e de sua floresta tropical muito antes de a Amazon.com1 pegar o nome emprestado.

Quer mais? Não há quem não goste de castanha-do-brasil2. Na verdade, nos EUA, nós precisamos pagar pelo pacote “premium” para que elas venham incluídas em nossos mix de castanhas. E mesmo aqueles de nós que quase não acompanham futebol sabem da existência de seus times famosos, ficando na maior expectativa de ver você na final da Copa do Mundo a cada quatro anos. Também sabemos das suas praias deslumbrantes pelas músicas que as cantam—a “Garota de Ipanema” sendo uma delas. Sabemos de suas festas populares, principalmente o Carnaval, e tentamos imitar a intensidade e a alegria dessas celebrações—com dança e música—aqui no nosso hemisfério. Sabemos do seu café. E eu, particularmente, amo a sua bandeira. Há um pedaço do céu noturno estampado nela; mais de duas dezenas de estrelas retraçam constelações autênticas, incluindo o Cruzeiro do Sul.

Então, se você perguntasse a qualquer um de nós nos EUA o que vem à nossa cabeça quando seu nome é mencionado, normalmente selecionaríamos algo a partir dessa lista.

Você sabe do que nós não nos damos conta? Metade das vezes que embarcamos em voos domésticos, da American Airlines ou de outras companhias aéreas, viajamos num avião da Embraer. Tudo bem, o folheto com instruções de segurança traz impresso nele o nome Embraer. Nós podemos até achar Embraer escrito em letras miúdas em algum lugar da fuselagem. Mas quase nenhum de nós sabe que a aeronave é projetada e fabricada no Brasil. Você poderia alardear “Tecnologia Brasileira,” mas não o faz. Por que não? A Alemanha não hesita em se gabar da dela. Nada mais justo, claro. Todo mundo conhece a qualidade dos produtos fabricados na Alemanha, que, por sua vez, permeiam sua economia aeroespacial, a terceira maior do mundo.

Mas, espere. Um dos grandes pioneiros nos primórdios da aviação era brasileiro. Engenheiro brilhante e inventivo, altamente condecorado, Alberto Santos-Dumont liderou a transição mundial do transporte aéreo mais leve que o ar para o mais pesado que o ar. O valor de uma semente cultural como essa, plantada no nascimento de uma indústria, é incalculável. Um século depois, você se tornou líder em tecnologias de biocombustíveis—um passo fundamental em direção a uma economia verde onde nossa harmonia com a natureza vai determinar se iremos prosperar, sobreviver ou nos extinguir. Você também possui uma ambiciosa agência espacial, além de ser a sexta maior indústria aeroespacial do mundo. Na América Latina, você também é líder em Tecnologia da Informação. E num país famoso por sua agricultura, quase um terço de sua economia se apoia num setor produtivo impregnado de tecnologia.

Então talvez seja a hora de o mundo saber mais a respeito disso. Talvez seja a hora de os brasileiros saberem mais sobre isso. Talvez esteja mais do que na hora de você exibir produtos que declarem: “Fabricado no Brasil.”

Seja o que mais for, ou não, verdade no mundo, as economias de crescimento do futuro—mesmo as que possam ser puramente agrícolas—vão girar em torno dos investimentos feitos hoje em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Numa democracia, esses investimentos fluem de um eleitorado letrado cientificamente, que elege líderes esclarecidos e que entendem o valor da educação, das pesquisas e das descobertas. Sem essas perspectivas, ainda estaríamos vivendo em cavernas, com alguns de nós resmungando: “Você não pode explorar o mundo exterior. Primeiro precisa resolver os problemas da nossa caverna.”

Para que ninguém se esqueça, o primeiro (e único) astronauta sul-americano foi um engenheiro aeronáutico brasileiro. E quando se deu o lançamento de sua missão? Em 2006, ano do centenário do primeiro avião bem-sucedido de Santos-Dumont. E o que ele levou para o espaço? Uma bandeira do Brasil e uma camisa da seleção brasileira de futebol.

Os países que mais passam por dificuldades no mundo tendem a ser aqueles com baixos níveis de instrução e com ausência de STEM3 em sua cultura. Você tem os recursos e o legado para liderar toda a América Latina, se não o mundo, no que um país do futuro deveria ser—no que um país do futuro deveria aspirar ser.

Se você abraçar e apoiar suas indústrias STEM—e o setor de tecnologia inteiro—então os sonhos dos alunos em toda a cadeia educacional não terão limites, conforme eles forem introduzidos num mundo em que foguetes são o que alimentam as ambições das pessoas que saem pela porta da caverna.

Atenciosamente,

Neil deGrasse Tyson

01 novembro, 2020

Iveco entrega 216 ônibus para o Caminho da Escola em outubro

Montadora venceu licitação para entrega de 1.200 unidades e 300 já foram produzidas neste ano


*Diário do Transporte, por Jéssica Marques - 28/10/2020

O Programa Caminho da Escola, do Governo Federal, segue movimentando o mercado de ônibus brasileiro. A Iveco informou que entregou 216 ônibus escolares em outubro. O modelo da carroceria é Mascarello Gran Micro S3.

Os veículos, segundo a fabricante, são do ORE 2 (Ônibus Escolar Rural Médio), com chassi Iveco 10-190. Neste ano, a montadora já entregou 84 unidades em agosto.

Os veículos fazem parte de um lote total de 1.200 unidades e serão utilizados por estados e municípios conveniados ao programa Caminho da Escola.

Em nota, o líder da Iveco para a América do Sul, Márcio Querichelli, afirmou que a negociação reafirma a posição de destaque da marca no fornecimento de ônibus para o Caminho da Escola.

“A ação governamental é um passo fundamental para o futuro do país e temos muito orgulho em fazer parte dessa iniciativa com cerca de 8.500 produtos”, disse.

Em meio à crise no mercado de ônibus, os segmentos de fretamento e escolares são os que contribuem para que novas unidades sejam fabricadas no Brasil.

Além do Caminho da Escola, a marca entregou em agosto 66 unidades do chassi 150S21 para o Departamento Penitenciário Nacional.

“No segmento de transporte de cargas vencemos outras licitações. Destaco a venda de um lote de 32 unidades do Tector 150E21 para o Instituto Água e Terra do Paraná, e a entrega de 10 unidades do Tector compactador de resíduos para o Governo Federal”, afirmou o  gerente de Vendas ao Governo da Iveco, Renato Perrotta, também em nota.

CHASSI
Em nota, a Iveco informou as especificações técnicas do chassi vendido para o Caminho da Escola, o 10-190. Confira os detalhes, na íntegra:

O modelo de 10 toneladas, projetado e desenvolvido no Complexo Industrial da IVECO em Sete Lagoas (MG), tem capacidade para 44 alunos e conta com o Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM) para portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida.

O sistema posiciona a poltrona do lado de fora do ônibus, o que permite ao passageiro embarcar e desembarcar sentado no seu assento. O DPM não reduz a capacidade de passageiros, como acontece em veículos adaptados que utilizam elevador para cadeiras de rodas, e proporciona uma viagem com o mesmo nível de conforto para todos os passageiros.

O chassi possui um motor NEF 4 ID, da FPT Industrial, com quatro cilindros em linha, sistema SCR, atende as normas do Proconve-P7 e é capaz de gerar potência máxima de 190 cv, a maior da categoria. O torque, chega a 610 Nm, disponíveis na faixa de 1.350 a 2.100 rpm.  

A transmissão utilizada é Eaton FS 6206B, manual, de seis marchas, com escalonamento compatível com as operações rurais e urbanas. O sistema permite condução suave, sem deixar de lado a economia de combustível. O acionamento da alavanca a cabo privilegia a ergonomia.  

O produto oferece equipamentos como: dispositivo automático de bloqueio de diferencial, que facilita a transposição de atoleiros, chassi com suspensão elevada e reforçada, pneus de uso misto e redução de balanço dianteiro e traseiro, permitindo o fácil acesso a trechos com terrenos irregulares.  

Também buscando oferecer mais conforto para o motorista, o 10-190 conta com direção hidráulica, embreagem com acionamento hidráulico e dispositivo de bloqueio de ignição com marcha engatada. Para o motorista o resultado é uma viagem mais prazerosa e suave. Já o passageiro viaja com segurança e comodidade.  

Especificações técnicas do chassi 10-190

Comprimento máximo (CT) 9.000 mm

Largura máxima (D) 2.400 mm

Entre Eixos (EE) 4.800 mm

Balanço dianteiro (BD) 1450 mm

Balanço traseiro (BT) 2.750 mm

Ângulo de entrada (A) ≥25°

Ângulo de Saída (B) ≥20°

Capacidade Técnica Eixo Dianteiro 3.600 kg

Capacidade Técnica Eixo Traseiro 6.900 kg

Peso Bruto Total 10.500 kg

Tanque de combustível com capacidade de 150 litros

Motor IVECO FPT N4 ID 138 kW(190 cv) 

Embraer 'será maior do que foi no passado', diz presidente da empresa

 

*R7 Economia - 01/10/2020

A pouco mais de uma semana de divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, pede calma aos investidores. “A mensagem para nossos acionistas é: acreditem na Embraer e tenham um pouquinho de paciência porque vamos chegar lá”, diz ele.

Segundo Gomes, a reestruturação feita na companhia e o planejamento estratégico para os próximos cinco anos tornarão a Embraer maior do que era antes da crise da covid-19 e de sofrer o revés da Boeing.

Em abril, a americana anunciou que não concluiria a compra da divisão de aviação comercial da brasileira, um acordo de US$ 4,2 bilhões. No projeto para os próximos anos, a Embraer prevê corte de custos e diversificação, além de apostar em uma recuperação do setor a partir de 2022. No mercado, porém, há certa desconfiança, dado que aviões usados ociosos podem dominar as vendas nos próximos anos.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

A Embraer atravessa a crise da covid-19 precisando também se recuperar do acordo fracassado com a Boeing. Foi um erro tentar a parceria?

Gomes: Não. Foi um movimento estratégico importante para as duas companhias. Infelizmente, não deu certo. Então vamos continuar a nossa vida, reintegrando a área de aviação comercial.

A empresa perdeu dinheiro para separar a unidade comercial para entregá-la à Boeing. Foram R$ 485,5 milhões em 2019.

É verdade. O processo da separação da aviação comercial foi complicado. Envolveu custos enormes. Isso está na arbitragem nos EUA. Enquanto isso, vamos fazer a lição de casa para superar a crise e preparar a companhia para crescer.

A Embraer dizia que o acordo com a Boeing era essencial porque o setor estava se consolidando e a empresa ficaria fraca para competir com gigantes como a Airbus. Se o acordo era tão importante, como sobreviver sem ele?

Gomes:
Como disse, acho que na época foi um movimento estratégico correto. Infelizmente, não deu certo. Também tivemos uma mudança grande no panorama com a covid. O que posso dizer é que temos avançado na reintegração da aviação comercial e fizemos um plano estratégico para 2021-2025. Ele é robusto e traz uma perspectiva boa de crescimento e de melhora de rentabilidade.

Soube que estão sendo mantidos dois sistemas de gestão, que vão 'conversar' entre si. Seria como um ‘zíper’, cujos lados podem ser separados caso haja uma venda para outra empresa. Novos acordos estão no radar?

Gomes: Estamos fazendo essa integração de forma inteligente. Onde faz sentido voltar ao que era antes, estamos voltando. Onde não faz sentido, estamos mantendo, mas trabalhando para simplificar os processos e torná-los mais ágeis, recuperando sinergias. Isso não tem a ver com a estratégia da companhia. Não temos plano de vender a aviação comercial ou nenhuma outra unidade de negócios neste momento. Mas estamos abertos a parcerias que nos permitam abrir novos negócios para a companhia, desenvolver produtos e crescer.

Quando a venda para a Boeing estava para ser concluída, falava-se que a Embraer viraria uma espécie de holding com diferentes negócios de tecnologia e de venda de serviços. Sem o acordo, a estratégia muda?

Gomes: Vim para a Embraer no ano passado para trabalhar a conclusão do acordo com a Boeing e também para criar uma estratégia para a Embraer continuar. Fizemos um trabalho bacana. Recriamos o espírito de equipe, trouxemos foco no resultado e em simplificar processos. Com a notícia do cancelamento do acordo, trouxemos a aviação comercial para dentro desse espírito. Revisamos esse plano estratégico, já levando em conta os impactos da covid.

A ideia então é ser o que a Embraer era antes do fracasso do acordo com a Boeing? O foco volta a ser aviação comercial?

Gomes: Vamos focar na aviação e na defesa, mas também diversificar. Temos negócios com a Marinha e com o Exército. Estamos ampliando os serviços de manutenção e reforma de aeronaves não somente da Embraer, mas de fabricação de terceiros. Devemos lançar uma família de nanossatélites. Então, a Embraer não vai voltar a ser igual, vai ser maior do que foi no passado, porque agora, além da diversificação, temos produtos novos, como o C-390 Millenium (cargueiro militar), um produto que vai ajudar a gente a crescer. Imaginamos a Embraer, nos próximos cinco anos, atingindo níveis de receita superiores aos do passado e com rentabilidade melhor.

Como fazer isso quando uma pandemia paralisa o setor?

Gomes: A gente fez esse plano 2021-2025 com o pé no chão. Imaginamos que 2021 ainda vai ser desafiador, sem grande crescimento de vendas. Mas estamos preparando a companhia para, mesmo nesse cenário, ter uma performance financeira muito melhor do que a deste ano. Imaginamos que, a partir de 2022, o mercado volta a crescer. Os segmentos de aviação executiva e de defesa têm sido mais resilientes. Na aviação comercial, a gente imagina que os voos regionais e domésticos terão uma retomada antes dos demais. Isso abre oportunidade para nós (os aviões da Embraer são menores e mais adequados para esses segmentos).

O sr. falou que até 2025 a companhia vai ser maior do que era antes da crise. Quando o sr. entrou na Embraer, as informações no mercado eram de que sua meta era dobrar o faturamento da companhia em cinco anos. Isso ainda é possível?

Gomes: No ano passado, quando estávamos trabalhando na nova Embraer, sem a área comercial, tínhamos uma expectativa muito otimista. As unidades que ficavam - de defesa, executiva e serviços - tinham boas oportunidades para crescer. Não era dobrar, mas era uma expectativa de crescimento importante.

Agora, com a aviação comercial dentro, considerando que ela é a mais afetada pela covid, dobrar seria demais. Imaginamos chegar ao fim desses cinco anos com nível de receita maior do que a Embraer já teve e a nossa expectativa é de que a rentabilidade melhore substancialmente, porque estamos fazendo esse trabalho de ganho de eficiência. A mensagem para nossos acionistas é: acreditem na Embraer e tenham um pouquinho de paciência porque vamos chegar lá.

A Embraer demitiu 2,5 mil funcionários neste ano e há rumores de mais cortes antes de dezembro. Isso está no planejamento?

Gomes: Não posso dizer nem que sim nem que não. Estamos fazendo o possível para preservar empregos, mas a crise não acabou e não a controlamos.

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