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04 fevereiro, 2021

ABIMDE representará empresas brasileiras de Defesa na Idex, em Abu Dhabi


 


*ABIMDE - 04/02/2021

A ABIMDE (Associação Brasileira das indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) participará da International Defence Exhibition And Conference (IDEX), um dos principais eventos de defesa do mundo, que acontecerá entre os dias 21 e 25 de fevereiro no Centro Nacional de Exposições de Abu Dhabi (ADNEC), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O intuito é promover as empresas da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança), estreitar laços com outros países e gerar negócios para o Brasil. Também participarão da exposição as associadas da ABIMDE: Atech, Avionics, CBC, Condor, Embraer, Gespi, Iacit, Kryptus, MacJee, M&K Logistics, Siatt e Taurus.

“Os próximos anos serão cruciais para as empresas brasileiras que desejam obter ou ampliar espaço no mercado externo. Por isso a ABIMDE atua fortemente no apoio às empresas da BIDS. E a IDEX é uma oportunidade de ouro para nossas empresas mostrarem seu potencial junto a parceiros do mundo inteiro, especialmente do Oriente Médio”, ponderou o presidente da entidade, Dr. Roberto Gallo.

Paulo Albuquerque, diretor de projetos e de relações institucionais da ABIMDE, destaca que a realização do Brazilian Defense Day com os Emirados Árabes Unidos, em novembro do ano passado, qualificou as associadas para o evento em Abu Dhabi. “As nossas empresas chegam mais fortes e mais preparadas nesse evento. Em um ambiente fortemente competitivo, elas largam na frente”.

A IDEX 2021 apresentará os últimos desenvolvimentos, tecnologias e inovações na indústria de defesa. Além de apoiar o desenvolvimento do setor, o evento estabelece novas relações entre grandes empresas internacionais.

Organização

A IDEX é patrocinada pelo Sheikh Khalifa Bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos e comandante supremo das Forças Armadas do país. O evento é organizado pela Capital Events em associação e com o apoio das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos.

A única exposição e conferência internacional de defesa confirmada na região MENA (Oriente Médio e Norte da África, na sigla em inglês), a IDEX é uma plataforma importante para quem deseja estabelecer e fortalecer relacionamentos com departamentos governamentais, empresas e forças armadas em toda a região.

Saiba mais sobre o evento em: https://idexuae.ae/.

03 fevereiro, 2021

Taurus e Imbel firmam inédito e importante memorando de entendimentos


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2021

A Taurus Armas S.A., por meio de um Fato Relevante divulgado hoje, informou aos seus acionistas e ao mercado que, na data de 02 de fevereiro de 2020, foi assinado o memorando de entendimentos (MoU) não vinculativo com a IMBEL - Empresa Estratégica de Defesa (EED), visando o trabalho em conjunto para estabelecer as bases técnicas e comerciais de possíveis instrumentos no futuro.

O Memorando de Entendimentos (MoU) tem por objetivo estabelecer entre as partes bases técnicas e comerciais iniciais para celebração de possíveis instrumentos específicos, nos quais serão definidos termos e condições de execução, visando possível contratação de serviços de industrialização por encomenda (IPE) de produtos e serviços do portfólio da IMBEL®, implantação e operação, em conjunto, ou isoladamente, de um Órgão de Acreditação e Certificação; pesquisa, desenvolvimento e produção de novos produtos; e, ainda, a comercialização conjunta de produtos e serviços de ambas as empresas.

O prazo inicial do MoU assinado será de 5 (cinco) anos, podendo ser prorrogado de forma sucessiva por igual período, desde que haja manifestação expressa e por escrito, que deverá ser formalizada mediante aditivo contratual.

A Taurus finaliza o documento afirmando que a celebração desse Memorando de Entendimentos é mais um importante passo no processo da Taurus no desenvolvimento de tecnologia, principalmente, quando envolve duas Empresas Estratégicas de Defesa (EED).

Ao noticiar o fato em sua página no Facebook, a IMBEL afirmou que as duas empresas "firmaram um Memorando de Entendimento versando sobre o estabelecimento de uma parceria não acionária para o desenvolvimento, a industrialização e a comercialização conjunta de produtos e serviços de ambas as empresas" e que "somaram seus esforços a fim de fortalecer e impulsionar a Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil, em consonância com a Política e a Estratégia Nacional de Defesa".

A assinatura da parceria aconteceu na Sede da IMBEL em Brasília (DF), e contou com as presenças do Diretor-Presidente da Indústria de Material Bélico do Brasil, General de Brigada R/1 Aderico Visconte Pardi Mattioli, do Presidente e CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, além de Diretores das duas empresas. 

General Aderico Visconte Pardi Matiolli, Presidente da IMBEL, e Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas

A IMBEL
Para que se possa dimensionar os frutos de uma parceria entre a Taurus (leia-se Grupo CBC/Taurus) e a IMBEL, é necessário conhecer um pouco sobre esta última empresa, sua situação atual e seus importantes planos já em execução (onde se insere o MoU firmado ontem), haja vista que se trata dos dois principais grupos do Setor de Defesa na área de armamento e munições.

A Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) - considerada a primeira e mais estratégica empresa de defesa do País e vital para a sua sobrevivência em caso de conflito externo - foi constituída nos termos da Lei nº 6.227, de 14 de julho de 1975. É uma estatal dependente e controlada pelo Exército Brasileiro.

Atualmente, a companhia atravessa a mais delicada fase de sua longa vida empresarial iniciada em 1808, por ocasião da criação da Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro (RJ).

A empresa tem sua sede instalada em Brasília (DF) e suas Unidades de Produção localizadas nas cidades de Piquete (SP), Rio de Janeiro (RJ), Magé (RJ), Juiz de Fora (MG) e Itajubá (MG).

Os principais produtos fabricados e comercializados pela IMBEL são fuzis, pistolas e carabinas (inclusive as que são padrão do Exército); munições de artilharia, de morteiros e de carros de combate; pólvora, explosivos e acessórios; equipamentos de comunicações e eletrônica; e sistemas de abrigos temporários de campanha, humanitários e de defesa civil.

Apesar de suas características únicas para o Setor de Defesa nacional, a empresa se encontra em uma grande encruzilhada, onde precisa produzir, suprir as necessidades das Forças Armadas e ter lucro para reinvestir, mas, como empresa estatal ligada ao Exército e dependente do Tesouro Nacional, está totalmente amarrada pela lei que a criou e pela "Lei do Teto", não tendo autonomia e nem espaço orçamentário sequer para adquirir insumos e pagar impostos. Com isso, embora tenha alta demanda para seus produtos, quase não consegue produzir.

Presidentes e diretores das duas empresas presentes na solenidade de assinatura do MoU

No dia 14 de agosto de 2020, o  General de Exército Décio Luís Schons, atual Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do EB, integrante do Alto Comando do Exército e Presidente do Conselho de Administração (CA) da IMBEL, proferiu um discurso intitulado "IMBEL: Indústria de Defesa e Soberania Nacional". Em suas palavras, o Gen Schons fez uma análise da empresa e anunciou grandes mudanças para ela.

No dia 03 de setembro, coube ao Presidente da empresa, General de Divisão R/1 Aderico Visconte Pardi Mattioli, fazer um pronunciamento através de um podcast gravado e publicado pelo Exército Brasileiro.

Abaixo, está a síntese das palavras de ambos:

- A IMBEL é vital para a sobrevivência do País em caso de conflito externo.

-  A IMBEL vinha trilhando a passos firmes o caminho para passar à situação de não dependência, com o planejamento ajustado para atingir tal situação, de forma não traumática, em 2026. Para isso, as dívidas foram quitadas, as pendências em grande parte sanadas...

- Na situação atual, a empresa não consegue produzir, apesar de ter demanda e a despeito de ter numerário na conta única do Tesouro Nacional, pois lhe falta espaço orçamentário para adquirir insumos e pagar impostos.

- Como não há produção, não há faturamento. Em consequência, não há lucro.

- ...por vermos a IMBEL ir aos poucos perdendo a capacidade estratégica, incluindo as competências para produzir materiais e sistemas de emprego militar.

- A meta principal do Conselho de Administração da empresa neste momento é passá-la à situação de não dependência. Mais que isso, a empresa precisa ter autonomia para gerar recursos próprios e ter a liberdade de ação para empregá-los na modernização...

- A alternativa por vezes aventada seria a pura e simples privatização da empresa, algo absolutamente impensável.

- Anteriormente, a IMBEL tinha uma matriz que lhe permitia, ano a ano, reduzir o nível de dependência econômica. Com o advento da Lei do Teto isso se tornou mais difícil, porque nenhum recurso pode ser aportado para a área produtiva e isso faz com que a empresa esteja perdendo a capacidade de produção ano após ano.

- O Plano Nova IMBEL, preparado pela empresa, previa a não dependência em 2026. Agora, em virtude da nova situação, a previsão foi adiantada para 2021.

- O Exército e o Ministério da Defesa são favoráveis ao Plano. Falta a área econômica estabelecer como fazer essa transição.

- O Plano prevê que, ao invés de o Estado bancar a folha de pagamento e os custos fixos, a empresa compensaria essa manutenção de capacidade estratégica com as encomendas do Exército. Hoje, a empresa recebe para ficar de "braços cruzados". No futuro, quer receber com que o que estará entregando, ou seja, a ativação das encomendas viria em substituição ao aporte de recursos para os custos fixos.

- A não dependência abriria o escantilhão [as possibilidades], pois:

  • passaria a trabalhar com interveniência técnica, ou seja, como viabilizadora de exportação governo para governo. Esses países demandam soluções, não apenas produtos, e a IMBEL poderá explorar o arranjo produtivo brasileiro, organizá-lo e oferecê-las;
  • passaria a trabalhar como Instituto de Ciência e Tecnologia, e a empresa está se habilitando para isso;
  • como empresa gerencial, trabalhando o arranjo produtivo nacional, poderia melhor atender as demandas da Força Terrestre nas áreas de alimentação, uniformes, equipamentos de campanha, produtos e soluções de Saúde, que hoje não fazem parte da área fabril; 
  • passaria a atuar como órgão de avaliação e de certificação de produtos controlados (armamento, munição e explosivos) e comunicações.

Tais medidas serão fundamentais para que a IMBEL cumpra um de seus grandes propósitos: fomentar a Base Industrial de Defesa. É um novo viés gerencial muito forte: explorando o arranjo produtivo, contribuindo com a exportação de produtos e soluções e certificando esses produtos.

No dia 11 de setembro, em uma interessante e esclarecedora live do portal DefesaNet sob o título "Inovação e Tecnologia em Sistemas de Defesa e Segurança", conduzida por Nelson Düring, especialista em assuntos de Defesa, foi entrevistado o Gen Mattioli e seus chefes de unidades fabris.

Durante o evento, o Gen Mattioli e seus subordinados se mostraram muito entusiasmados com o nível técnico, com a motivação dos funcionários da "família IMBEL" e com as possibilidades futuras da empresa. Além de comentar e reforçar pontos já citados anteriormente pelo primeiro e pelo Gen Schons, trouxeram à luz informações importantes sobre a empresa, com destaque para as seguintes:

- Na área de Comunicações, é única na América Latina e, talvez, ao Sul do Equador. Em determinados campos, está entre as cinco ou seis do mundo, com produtos de fronteira tecnológica, como o rádio definido por software (Rádio Rondon), o osteofone, rádios em forma de onda e equipamentos para telemedicina, mas ainda depende de insumos internacionais. Fez parcerias com diversos grupos nacionais e internacionais do setor das áreas de defesa e segurança que procuram a empresa por conta da capacidade adquirida. 

- Fornece toda a gama de rádios para os combatentes do EB, além do Rádio Mallet. 

- Fabrica o Sistema de Controle de Tiro Gênesis para a Artilharia, totalmente nacional, que está dando a esta Arma uma nova dimensão.

- Infraestrutura química de 1ª linha para produzir explosivos e propelentes. Tudo 100% nacional.

- Na área de munições pesadas, produz quase tudo o que o EB precisa. O que não produz, tem condições e conhecimento para fazê-lo.

- Quadro de trabalho conta com os engenheiros formados no IME.

- A montagem de algumas munições já está sendo robotizada. Insumos serão todos nacionalizados até o final do ano.

- Está trabalhando a munição 105mm M795 para os obuseiros autopropulsados M109A5 Plus.

- Está desenvolvendo munição insensível a choque.

- Está automatizando grande parte dos processos perigosos da área química, sem afastar colaboradores.

- Prioridade em armamentos é completar a família de fuzis e carabinas IA2 (padrão do EB) nos calibres 5,56 e 7,62mm.

- Está trabalhando em um novo fuzil de precisão, que deve estar pronto em 2021.

- Como as polícias procuram uma pistola "striker", está trabalhando na parceria com a SIG Sauer, que deve ser oferecida em muito pouco tempo.

- Automatização de processos na fabricação de armamentos, passando a fábrica para a versão 4.0.

- Possibilidade de produzir armamentos coligados com instrumentos de mira e com instrumentos de designação de alvos.

- Está trabalhando um sistema de Internet por ondas curtas.

- Salários são baixos, mas trabalhadores são entusiasmados e motivados, permanecendo por amor à IMBEL.

- Há boas tratativas com a Taurus Armas, parcerias com a CBC e SIG, e bom diálogo com a Delfire Arms; Springfield já foi parceira. Não tem exclusividade com ninguém, todos são parceiros.

- A parceria com a SIG Sauer para a  (nacionalização e) produção de suas pistolas no Brasil se deveu ao fato de estas armas serem usadas pelo exército americano. (Atualização de 03/02/2021: o boletim Relatório Reservado desta data noticiou que a SIG teria desistido do negócio em virtude da precária situação financeira da estatal, mas ainda sem confirmação)

- O Brasil está buscando quebrar a assimetria tributária e regulatória no Setor de Defesa, tanto que a empresa está se credenciando para ser órgão de avaliação e de certificação. Essa certificação será terceirizada e controlada pelo Inmetro e pelo EB de uma maneira muito mais ágil e ampla.

- Exportação é muito pequena, mas não pelo potencial, e sim pela limitação orçamentária. Há boa demanda, mas não há teto orçamentário para produzir.

- Quando um cliente nacional paga por um produto, o dinheiro vai para a União e não para a empresa. Daí a demora para entregar, pois tem que aguardar ter o recurso para poder produzir. Esse é o ciclo que deverá ser quebrado quando for uma empresa não dependente.

- As propostas da empresa foram ouvidas pelo EB, que criou um grupo de trabalho no seu Estado-Maior para estudá-las. Após este GT concluir pela viabilidade, foram submetidas ao Comandante do Exército e ao Ministro da Defesa, que as aprovaram. Agora, estão em tratativas com outros órgãos da área governamental.

- Fatura cerca de 120 milhões de reais por ano, com efeito multiplicador mínimo de 400 milhões de reais, fora os empregos gerados.

- Espera que esse faturamento, com a não dependência, passe para 340 milhões já em 2021, com um teto conservador estimado de 420 milhões em 2023, essencialmente com as demandas nacionais reprimidas (EB, Segurança e mercado privado). Não incluiu nesse valor as possibilidades de exportação por não poder estimá-las.

- A IMBEL é herdeira da marca ENGESA e quer ativar o cluster ENGESA, que englobará uma gama extensa de produtos.

- Com explosivos que compõem mísseis e foguetes, participou da exportação de uma quantidade expressiva de foguetes terra-ar vendidos a um país asiático recentemente.

- Um aspecto muitas vezes não tomado em consideração é a ação da IMBEL como núcleo do cluster de material de defesa, gerador e indutor de empregos, exportações, pesquisa, desenvolvimento e inovação no âmbito do Exército e da iniciativa privada.

- Além disso, mantendo a condição de empresa estatal, a IMBEL pode, em curto prazo, passar a facilitar as exportações de produtos de defesa, exercendo o papel de interveniente em transações governo a governo.

A IMBEL e o Grupo CBC/Taurus - antecedentes
A IMBEL e a CBC são parceiras de longa data. Até abril de 2004, a IMBEL detinha  28,12% (correspondente a 306.128 ações ordinárias) do capital votante da CBC, então uma companhia com capital aberto. Em 24 de abril daquele ano, a PCDI (Participações em Negócios e Administração), sediada em Ilha de Guaratiba (RJ), adquiriu a maior parte dessas ações, ficando a IMBEL apenas com uma ínfima participação residual.

No dia 21 de agosto, na cidade de Piquete (MG), a IMBEL e a CBC firmaram um acordo para distribuição de pólvoras IMBEL pela rede de revendedores da CBC. Tal acordo permitirá maior flexibilização e economia à IMBEL, pois poderá utilizar, a baixo custo, a grande rede de distribuição da CBC, capilarizada por todo o País. Por sua vez, a CBC passará a agregar mais um produto complementar ao seu extenso portfólio, beneficiando seus clientes.

A propósito, a produção de nitrocelulose de guerra da IMBEL (para a fabricação de pólvora especial) somente foi viabilizada após essa empresa ter firmado uma parceria com a CBC. Hoje, esta companhia compra a matéria prima para a IMBEL industrializar pólvora de vários tipos e, depois, a adquire e a distribui em sua rede com a marca IMBEL.

Além da parceria na distribuição da pólvora fabricada pela IMBEL, as duas empresas têm uma relação empresarial bastante profícua, e é natural que assim seja, pois há muitos interesses comuns entre ambas.

Paulo Ricardo Gomes (Diretor Comercial & Marketing CBC) e General Aderico Visconde Pardi Matiolli (Presidente da IMBEL) assinam o acordo de parceria entre CBC e IMBEL em Ago 20
 

A Nova IMBEL poderá desafogar as avaliações e homologações de produtos controlados
Com a liberação de calibres havida desde 2019 e com o estabelecimento de seu Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA, a Taurus já desenvolveu mais de 300 novos modelos. Somados com os produzidos pelas demais empresas do segmento de produtos controlados, compreensivelmente esse número ultrapassou em muito a capacidade do Centro de Avaliações do Exército (CAEX), causando uma lentidão de meses ou até anos na necessária homologação.

Para complicar o problema, uma legislação ultrapassada determina que mesmo uma simples alteração estética no produto (como a mudança do material ou da cor do cabo de uma arma) já requeira todo um novo e demorado processo de homologação.

Como muitos desses produtos concorrem no dinâmico e disputado mercado internacional, essa demora traz grandes prejuízos às indústrias nacionais, que perdem em inovação, oportunidade e competitividade por não poderem comercializar no País produtos já disponíveis ou com similares no mundo.

Além disso, os produtos importados, que concorrem diretamente com os nacionais, não precisam ter um Relatório Técnico Experimental (RETEX) para serem comercializados no Brasil, gerando uma situação de concorrência predatória, já que podem ser lançados aqui e em seus países de origem simultaneamente.

Assim, a Nova IMBEL, dentro de sua proposta de reestruturação e inovação para 2021, agora reforçada pela parceria com a Taurus, está se credenciando para ser um Órgão de Acreditação e de Certificação, cumprindo também a missão que hoje é reservada apenas ao CAEX. 

A inciativa, a cargo da sua Diretoria de Inovações (criada em 2020), prevê que a certificação será terceirizada e controlada pelo Inmetro e pelo Exército de uma maneira muito mais ágil e ampla do que é feito atualmente.

Quando estiver em pleno funcionamento, o novo órgão deverá desafogar significativamente o CAEX, podendo resolver parte da assimetria regulatória que emperra os fabricantes nacionais de armamento, de munição e de outros produtos controlados, e os faz ter severas perdas em relação à concorrência internacional, que não é sujeita a esses entraves técnico-burocráticos.
 
Parceria poderá reforçar e dinamizar as duas empresas
A provável parceria entre a Taurus e a IMBEL poderá reforçar e dinamizar as duas empresas, especialmente no que se refere à pesquisa, desenvolvimento e produção de novos produtos; à comercialização conjunta de produtos e serviços; e à contratação de serviços de industrialização por encomenda (IPE) de produtos e serviços do portfólio da IMBEL.

Para tanto, a Taurus poderá oferecer:
- Os serviços do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos, com o que há de mais moderno no mundo em tecnologias para armamento leve.
- Acompanhamento constante dos desejos do mercado consumidor, nacional e internacional.
- Capacidade financeira para viabilizar o desenvolvimento e a fabricação de produtos de interesse comum.
- Um imensa rede nacional e internacional de distribuição e assistência técnica.
- Acesso ao mercado americano de armas leves (o maior do mundo) e a outros mercados internacionais.
- Industrializalização por encomenda (IPE) de armamento e munições do porfólio da IMBEL.

Por sua vez, a IMBEL poderá oferecer:
- Rapidez e flexibilidade na avaliação e certificação de novos armamentos e outros produtos controlados pelo Exército, destravando o setor.
- Atuação como Interveniente Técnica Governamental, ou seja, como viabilizadora de exportações governo-a-governo (G2G), pois há países que demandam soluções, não apenas produtos, preferindo realizar as tratativas em nível de governo. Para tanto, a IMBEL, como estatal, poderá explorar e organizar o arranjo produtivo brasileiro, no qual a Taurus e a CBC estão inseridas, oferecendo as soluções buscadas. A atuação como Interveniente Técnica Governamental permite também à IMBEL atuar nas atividades de acompanhamento técnico de contratos e na verificação do cumprimento de prazos, metas e padrões de qualidade contratualmente estabelecidos entre governos, trazendo maior garantia e confiabilidade às negociações.
- Novos produtos a serem agregados ao mix hoje ofertado pela Taurus nos mercados nacional e internacional, mediante retribuição financeira compatível.
- Maior respaldo para a Taurus junto ao Exército e ao governo brasileiro, já que a parceria agregará interesses de todas as partes.

Ao fim e ao cabo, esta Consultoria acredita que uma parceria efetiva entre as duas maiores empresas fabricantes de armamento leve no Brasil poderá lançar as bases de um inédito empreendimento nacional, com benefícios significativos para a IMBEL, para a Taurus, para uma grande parte do setor de produtos controlados e para o País.
 
Especificamente para a Taurus Armas, além dos benefícios já citados, essa parceria poderá se constituir em mais um importante passo para a multinacional gaúcha atingir seu objetivo de se tornar a maior fabricante mundial  de armamento leve.

Nos EUA, alta demanda por armas de fogo não tem fim à vista

(Daniel Friend)

*The Texan, por Daneil Friend - 02/02/2021

Em novembro de 2008, mesmo mês em que Barack Obama venceu sua primeira eleição presidencial, o número de verificações de antecedentes de armas de fogo ultrapassou 1,5 milhão - um novo recorde e um aumento de 42% em relação a novembro anterior.

Ao longo de sua administração, Obama foi saudado pela Ammo.com como “o maior vendedor de armas da América”.

Mas o vice-presidente de Obama, que agora ocupa o Salão Oval, o presidente Joe Biden, pode tirar o título de seu ex-superior se a tendência atual continuar.

Com base nos dados do National Instant Criminal Background Check System (NICS), Small Arms Analytics and Forecasting (SAAF) estima que houve 2,2 milhões de unidades vendidas de armas de fogo em janeiro de 2021, um aumento de 79% em relação a janeiro de 2020.

“Janeiro de 2021 certamente começou com um 'estrondo' de vendas devido à turbulência em torno da confirmação e posse de Biden como o novo presidente dos Estados Unidos”, disse o economista-chefe da SAAF, Jurgen Brauer.

No entanto, embora as vendas de armas estejam mais altas do que há uma década, Brauer observa que o pico visto em janeiro já aconteceu antes.

“Um aumento ainda maior, de pouco mais de 100 [por cento], ocorreu em janeiro de 2013, o mês em que o segundo mandato presidencial de Obama começou”, disse Brauer.

Embora 2020 tenha sido um ano recorde para vendas de armas e cheques NICS por muitos motivos, janeiro de 2021 foi outro mês recorde, com 4,3 milhões de cheques conduzidos em todo o país - um aumento de 62% em relação ao ano anterior.

O Texas estabeleceu um novo recorde para o mês de janeiro com 212.000 cheques, um aumento de 3 por cento em relação a dezembro e 65 por cento em janeiro de 2020, e é o maior número registrado desde junho .

Dados mais específicos mostram que durante o mês passado no Texas:

  • 84.000 cheques eram para compras de armas de fogo, 5% a mais que em dezembro e 56% no ano anterior;
  • 59.000 cheques foram pedidos de Licença de Transporte, o maior já registrado em um único mês no Texas, um aumento de 20% em relação a dezembro e 98% em relação ao ano anterior;
  • E 47.000 cheques eram para compras de armas longas, uma queda de 20% em relação a dezembro, mas um aumento de 62% em relação ao ano passado.

Estatísticas semelhantes foram vistas em nível nacional:

  • 624.000 cheques foram para novas autorizações de transporte, um aumento de 14% em relação a dezembro e 47% em janeiro de 2020;
  • 1,6 milhão de cheques foram para verificações de licenças em estados como Kentucky e Indiana, que exigem verificações frequentes de antecedentes para titulares ativos de licenças de transporte;
  • 1,1 milhão de cheques eram para compras de armas, um aumento de 16% em relação a dezembro e 75% em relação ao ano passado;
  • E 713.000 cheques eram para compras de armas longas, uma queda de 7% em relação a dezembro, mas um aumento de 88% em relação ao ano anterior.

No nível federal, Biden prometeu perseguir uma longa lista de medidas de controle de armas, com muitas exigindo a passagem pela Câmara dos Representantes democrata e ainda mais pelo Senado democrata.

Algumas das medidas propostas por Biden, como a proibição da importação de “armas de assalto”, diz ele, poderiam ser promulgadas por meio de ordem executiva, mas o presidente ainda não tomou essa ação.

Na sessão legislativa estadual em andamento, onde os republicanos controlam as câmaras superior e inferior, vários projetos de lei pró-Segunda Emenda foram apresentados, desde o porte constitucional à proibição da aplicação de medidas federais de controle de armas que não estejam na lei estadual.

Essa legislação já foi proposta antes, mas nunca reuniu apoio suficiente para ser aprovada na Câmara e no Senado.

Os democratas do Texas também introduziram várias leis de controle de armas, que alguns republicanos já indicaram apoio, mas os defensores dos projetos de lei de controle de armas mais abrangentes enfrentarão uma batalha difícil.

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02 fevereiro, 2021

Mercado de caminhões elétricos ganha mais opções no Brasil


*BiodieselBR, Autopapo, por Érico Pimenta - 02/02/2021

Rumo a um futuro sem motores a diesel, as fábricas de caminhões têm investido cada vez mais em modelos elétricos, e para o mercado brasileiro, ao contrário do que muitos possam imaginar, os clientes interessados já contam boas opções na hora de escolher esse tipo de veículo.

A Volkswagen Caminhões (VWCO), que se intitula como a primeira fabricante a lançar um caminhão elétrico, oferta o e-Delivery nas versões 4×2 (11 toneladas) e 6×2 (14 toneladas).

Dentre as interessadas, a cervejaria Ambev fez o pedido de 1.200 unidades, sendo as 100 primeiras unidades entregues ainda neste ano de 2021. A VWCO e a Ambev já realizaram testes em aplicações reais e rodaram mais de 50 mil quilômetros dentro da cidade de São Paulo – a cervejaria se diz satisfeita com os resultados.

A Ambev também fechou negócio com a FNM-Agrale e comprou 1.000 unidades. A produção dos modelos será realizada na fábrica da Agrale em Caxias do Sul. O novo FNM elétrico tem autonomia de 200 km.

A chinesa JAC Motors, importada para o Brasil pelo Grupo SHC, apresentou em setembro de 2020 o iEV1200T na versão 4×2 (7,5 toneladas) e autonomia de até 200 km. Segundo informações da JAC, é possível rodar até 250 km caso o motorista seja “cuidadoso nas acelerações e não usar o ar-condicionado”.

Nesta semana, o Grupo SHC comunicou a entrega de 11 unidades do modelo, sendo 10 para a PepsiCo e uma para a DHL. Outra empresa a receber o caminhão foi a ManLog, o primeiro modelo elétrico da região Centro-Oeste.

Outra chinesa, a BYD tem feito investimentos no Brasil e tem focado tanto na produção de chassi de ônibus elétricos como caminhões, que estão voltados mais para o recolhimento de resíduos residencial – caminhão de lixo, no popular.

Vantagens e desvantagens

Sem dúvida, uma das grandes vantagens de um caminhão elétrico está no torque instantâneo do motor. No caso do Volkswagen e-Delivery o modelo é equipado com um motor de 260 KW (350 cavalos) e 2.150 Nm de torque. Para termos uma ideia melhor, o motor de 13 litros a diesel de 410 cavalos do Scania tem 2.150 Nm de torque.

Essa questão do torque em motores elétricos é exponencialmente maior, tanto é que as locomotivas têm motores elétricos nos eixos de tração alimentados por geradores a diesel. Com isso temos uma melhor capacidade de tração com motores de baixa potência.

Outra vantagem também está ligada diretamente ao torque. Nos motores a combustão, temos a curva de torque, ou seja, o torque do motor e entregue em uma faixa de RPM, já nos motores elétricos temos o torque instantâneo, por isso carros como Tesla tem a aceleração de 0 a 100 km/h de forma absurda.

Como desvantagem, os problemas estão nas baterias. A capacidade delas é limitada e, para ter autonomia na faixa dos 200 km, é necessário usar muitas. Isso acrescenta mais peso, não é algo vantajoso em um caminhão. Isso se deve ao PBTC.

De forma simples, o PBTC é o peso do caminhão somado do implemento (o peso do baú ou carroceria) e do o peso da carga. Se o caminhão elétrico em si for muito pesado acaba sobrando pouco “espaço” para a carga. Isso é algo fácil de se notar: os modelos elétricos disponível no mercado inicia de 7,5 toneladas a 14 toneladas.

Por fim, o tempo de carregamento das baterias, também é uma desvantagem tanto em carros como em caminhões.

Mercado
No setor de transportes, temos uma variedade de aplicações e necessidades para os caminhões elétricos, e as montadoras estão de olho nesse mercado. Apesar da baixa autonomia dos modelos elétricos, a Ambev, por exemplo, coloca esse tipo de veículo em rotas de entrega de 100 km e, com isso, o modelo não tem o risco de ter uma “pane seca” e cumpre bem o seu objetivo.

Outra aplicação é a movimentação portuária, onde alguns containers são transportados de um lado para o outro dentro do porto ou até mesmo para fora, a “puxadinha de porto”.

Em geral, os caminhões elétricos ainda têm um bom chão pela frente, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente de armazenamento de energia pode mostrar um futuro promissor para esses modelos.

01 fevereiro, 2021

EUA: intenção de compra de armas em janeiro tem recorde histórico


*LRCA Defense Consulting - 01/02/2021

Hoje (01), foi divulgado o número das verificações de antecedentes realizadas pelo Sistema Nacional de Verificação Instantânea (NICS) do FBI para o mês de janeiro de 2021.

O resultado comprovou as afirmações e observações dos comerciantes de armas e munições americanos: foram 4.307.804 intenções de compra de armas, o maior número em um mês desde 1998, quando esse sistema teve início, significando quase 60% sobre Jan 20 e 9,6% a mais que Dez 20.

O fato evidencia que a Grande Corrida às Armas de 2020 nos Estados Unidos prosseguiu em seu ritmo recorde no primeiro mês deste ano, e nada indica que poderá ser amenizada em breve.


 

CEO da Taurus participará de live no dia 02 Fev


*LRCA Defense Consulting - 01/02/2020

No dia 29 de janeiro, a Taurus Armas S.A informou aos acionistas, investidores e ao mercado em geral que no dia 02 de fevereiro de 2021,às 19 horas, o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, participará de uma live promovida pelo canal Portal das Armas, no YouTube.

Assuntos a serem comentados:
- Expectativas da Taurus para o ano de 2021.
- Empecilhos que a Taurus e empresas do setor enfrentam ao empreenderem no Brasil.
- Aumento do valor das munições.
- Medida recente do presidente da República que pretendia zerar a alíquota de importação de armas.
- O que a Taurus aprendeu com os erros do passado e quais expectativas para o futuro?
- Lançamentos e novidades da Taurus.
- Competitividade no mercado brasileiro.
- Atuação no mercado dos EUA, onde aTaurus é quarta maior fabricante de armas.

A live poderá ser acompanhada em:
https://www.youtube.com/channel/UCmOL5xWggqMG9Kn2Tke9Rcw

Em visita à ABIMDE, adido militar da Coreia do Sul demonstra interesse nas indústrias de defesa brasileiras


*LRCA Defense Consulting - 01/02/2021

O diretor de projetos e Relações Institucionais da ABIMDE, Paulo Albuquerque, recebeu na manhã desta sexta-feira o adido militar da Coreia do Sul,  TC Jeonghoe Seo. O encontro aconteceu na sede da entidade.

O Coronel Jeonghoe Seo, em sua visita à ABIMDE, falou sobre a possibilidade de estender as relações comerciais com o Brasil e demonstrou interesse em conhecer melhor o potencial das empresas da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança).

“Foi um encontro muito proveitoso. Conversamos sobre as ações necessárias para abrir novos negócios e ampliar as relações entre os dois países”, explicou Albuquerque. Ele convidou o adido militar sul-coreano para participar da 6ª Mostra BID Brasil e da ADESCO (Air, Defense and Security Connections Internacional Exhibition). Os dois eventos acontecerão entre 17 e 19 de agosto de 2021, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF).

O encontro evidencia os laços entre o segmento de defesa dos dois países, especialmente por parte de suas entidades representativas da indústria, já que a ABIMDE possui acordo de cooperação com a Kodits (Korea Defense Industry Trade Support Center) e a Kotra (Korea Trade-Investment Promotion Agency).

ITA adquire unidades de Câmeras Termais produzidas pela Opto S&D do Grupo Akaer

 

*LRCA Defense Consulting - 01/02/2021

O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) realizou, no dia 16 de agosto de 2020, o retorno às atividades presenciais dos alunos do primeiro ano, dentro do Protocolo de Biossegurança emitido pelo MEC em julho deste ano. Desde então, a Opto Space & Defense, do Grupo Akaer, e o ITA têm desenvolvido parceria para o emprego do Opto-ThermoScan, câmera termal para identificação da temperatura corporal.

Após a realização de testes operacionais em alguns eventos realizados no Instituto, como o Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa, e do monitoramento de temperatura dos alunos e servidores em suas instalações no dia a dia, o ITA adquiriu permanentemente seis unidades do ThermoScan.

As duas primeiras câmeras termais foram entregues na primeira quinzena de dezembro, na sede do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos/SP. Nesta sexta-feira (29), foi feita a entrega oficial das demais quatro unidades, com a participação do Coronel Aviador Luiz dos Santos Alves, Pró-reitor de Administração do ITA, do CEO da Opto, Claudio Carvas, do Engenheiro da Akaer Davi Siqueira e do Diretor de Desenvolvimento de negócios do Grupo Akaer, Horácio Gonzaga.

“Entregar essas unidades para o ITA é uma grande satisfação. Essa aquisição reforça a qualidade, a capacidade e o potencial da tecnologia nacional. O Grupo Akaer é certificado e reconhecido por ter alguns dos melhores laboratórios do mundo dedicados à pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas. Concretizar essa parceria com o ITA e, eventualmente, poder contar com a expertise do Instituto em futuros aperfeiçoamentos do equipamento é realmente uma oportunidade em dobro”, comenta Cesar Silva, Diretor-Presidente do Grupo Akaer.

A função do ThermoScan é identificar a temperatura corporal das pessoas rapidamente e com alta precisão, mesmo em grandes grupos em movimento, já que o estado febril é um dos sintomas que pode ser apresentado por pessoas infectadas pela Covid-19 e outras doenças.

De acordo com o Pró-reitor de Administração do ITA, a decisão para a aquisição dos equipamentos se deu pelo seu desempenho superior, quando comparado com sistemas similares, pela facilidade de instalação, transportabilidade, assistência técnica nacional e por ser produzido por uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), a Opto S&D. Incluindo, ainda, a possibilidade de utilização das câmeras na atividade de vigilância em sistemas de segurança. Essas características e o acordo firmado entre as duas organizações envolvendo a possibilidade de customização do software do equipamento, foram fatores decisivos para a seleção do ThermoScan.

Sobre o Opto-ThermoScan

Concebido a partir de um produto da área militar, o SUV (Sistema Universal de Vigilância) para Veículos de Combate, o ThermoScan foi adaptado para atuar como um portal a ser usado em aeroportos, escolas, shopping centers, fábricas e/ou áreas críticas para identificar a temperatura corporal de indivíduos em aglomerações e passagem de grande número de pessoas, sem necessidade de interferência no fluxo normal para medição individual.

EUA: comerciantes de armas da área de Chicago têm vendas recordes desde 6 de janeiro, impulsionadas pelo 'medo, puro e simples'

Jeff Regnier, proprietário da Kee Firearms and Training em New Lenox na sexta-feira. Pat Nabong / Sun-Times

*Chicago Sun Times - 31/01/2021

Negociantes de armas locais dizem que janeiro foi o mais quente mercado de armas de todos os tempos. E seu maior vendedor é o medo. O medo de tudo, de democratas prestes a tirar suas armas, de agitação civil nas ruas a um estado fechado por um vírus, a um presidente que afirma que uma eleição foi roubada dele.

Os comerciantes de armas dizem que estão vendendo mais armas de fogo do que nunca na área de Chicago desde a insurreição no Capitólio dos Estados Unidos - e eles preveem que as vendas quebrarão os recordes estabelecidos durante a agitação civil do ano passado e nos primeiros dias do pânico do coronavírus.

“É o mais movimentado que você pode imaginar. Há filas em volta do quarteirão, porta a porta, em torno de minha loja todos os dias desde março ”, disse Jeff Regnier, proprietário da Kee Firearms and Training no subúrbio sudoeste de New Lenox.

“Agora, recentemente, tivemos a tempestade do Capitólio. Isso causou vendas de armas 10 vezes maiores do que na pandemia, que já era 10 vezes o que seu negócio normal era. ”

Mark Glavin, dono da Fox Valley Shooting Range em Elgin, disse que viu o mesmo salto dias antes da posse do presidente Joe Biden. “Os dias 14, 15, 16 e 17 [de janeiro] foram provavelmente alguns dos dias de maior venda de armas que já tivemos.”

A Polícia do Estado de Illinois não divulgou dados sobre a papelada que tratou relacionada à compra de armas até o fim do mês, mas “viu um aumento nas consultas por meio do Programa de Transferência de Inquérito de Armas de Fogo no mês de janeiro”, disse Beth Hundsdorfer, Porta-voz da Polícia Estadual.

E antes de 6 de janeiro, o ano passado já havia sido um ano recorde para armas.

A Polícia do Estado de Illinois relatou 554.195 inquéritos de transferência de armas em 2020, em comparação com 385.770 em 2019 - um aumento de quase 44%.

Os clientes fazem fila na Kee Firearms and Training em New Lenox na sexta-feira. Pat Nabong / Sun-Times

Os recordes mensais anteriores foram alcançados no ano passado - em março, no início da pandemia do coronavírus, e em junho, durante a agitação civil que se seguiu à morte de George Floyd pela polícia de Minneapolis.

Os números da Polícia Estadual de Illinois resultam de documentação usada para iniciar verificações de antecedentes de compradores em potencial de armas de fogo. Não é um indicador exato de vendas, porque várias armas podem ser compradas com uma única verificação de antecedentes, e alguns compradores podem cancelar a compra após uma consulta.

Mas os números de Illinois refletem uma tendência nacional. De acordo com o grupo comercial Small Arms Analytics & Forecasting, as vendas de armas em todo o país aumentaram mais de 60% em 2020 para 23 milhões.

Hundsdorfer recusou-se a caracterizar o aumento das investigações em Illinois ou o que pode ter desencadeado isso.

Mas os negociantes de armas locais dizem que este mês viu o mercado de armas mais aquecido de todos os tempos.

Armas de fogo em exibição no Marengo Guns em Marengo na sexta-feira. Brian Rich / Sun-Times

E seu maior vendedor é o medo.

O medo de tudo, de democratas prestes a tirar suas armas de agitação civil nas ruas, a um estado fechado por um vírus, a um presidente alegando que uma eleição foi roubada dele - uma reivindicação apresentada sem provas e rejeitada por vários tribunais, mas ainda considerada por muitos.

Richard Pearson, diretor executivo da Illinois State Rifle Association, relaciona o aumento nas vendas aos protestos do Black Lives Matter no verão passado e outros distúrbios civis.

“As pessoas estão preocupadas com isso”, disse Pearson. “E então, eles estão começando a se perguntar se a polícia pode protegê-los. E muitos de nós finalmente perceberam que a polícia não tem obrigação de proteger qualquer pessoa individual. Então, eles estão procurando se proteger.”

Jeff Regnier, proprietário da Kee Firearms and Training em New Lenox na sexta-feira. Pat Nabong / Sun-Times

Mas os defensores do controle de armas colocam a culpa por esse medo diretamente no colo do presidente Donald Trump, teorias de conspiração infundadas - e o lobby e os próprios comerciantes de armas.

“O que vimos em janeiro foi que o Capitólio foi atacado por terroristas domésticos que invadiram o Capitólio ilegalmente”, disse Kina Collins, do Centro de Educação para Prevenção da Violência com Armas - Conselho de Illinois Contra a Violência com Armas. “E assim, vem de cima, que tem sido o governo Trump, que alimentou esses temores”.

“Sabemos que as teorias da conspiração estão definitivamente alimentando os medos de muitas pessoas e alimentando esses medos. Mas, o mais importante, sabemos que muitos dólares em publicidade e muitos RP do NRA e o lobby das armas vão garantir que o medo atraia as pessoas às lojas de armas para comprar munições e armas ”.

O presidente Donald Trump chega para falar em um comício em Washington em 6 de janeiro.
 
Arquivo Jacquelyn Martin / AP

Mas Glavin culpou os democratas pelo medo.

O dono do campo de tiro Elgin citou Biden, que apóia a proibição de armas de assalto e limita a compra de uma arma de fogo a um indivíduo por mês, e o governador JB Pritzker fechando o estado e assustando as pessoas como o inferno.

“É por isso que as pessoas estão comprando”, disse ele.

“Os democratas liberais apenas aceitaram os distúrbios nas ruas e não tentaram impedi-los. É por isso que as pessoas estão com medo ”, disse ele.

Dan Eldridge, dono da Maxon Shooter Supplies and Indoor Range em Des Plaines, disse que sua loja esteve especialmente ocupada nas últimas duas semanas, mas sua capacidade de atender a essa demanda foi prejudicada pela falta de oferta que persiste desde março.

“Normalmente teríamos um a dois meses de suprimento [de munição] em mãos. No momento, estamos contando os dias ”, disse ele.

Os clientes navegam no Marengo Guns em Marengo na tarde de sexta-feira. Brian Rich / Sun-Times

Greg Tannehill, da loja de armas GT Transfer, no subúrbio sul de Merrionette Park, atribuiu às vendas de armas "ao medo direto".

Ele culpa a mídia por não cobrir a “eleição roubada”, acusando o Chicago Sun-Times especificamente de ser um veículo “liberal”.

“Só esta eleição roubada e o aumento das vendas de armas nas últimas duas semanas andam de mãos dadas. Eles são gerados pelo roubo de uma eleição”, disse ele.

“Estamos de volta sem confiar em nosso governo. A mídia realmente pintou o melhor presidente da história como um cara realmente mau. Você não deveria ter feito isso porque muitas pessoas se cansaram dessa merda. E você verá uma grande reação em breve, se ainda não viu. ”

Tannehill não disse se seu comentário se referia à insurreição no Capitólio.

Dominic DeBock, do Marengo Guns, disse que o medo está dos dois lados. Muitos de seus clientes desde a insurreição são jovens compradores de armas pela primeira vez.

Algumas das armas de fogo em exibição no Marengo Guns em Marengo na tarde de sexta-feira. Brian Rich / Sun-Times

“Eu não conheço as pessoas que compram nossas armas”, disse ele. “Mas nas últimas duas semanas, você olha os CEPs de onde vêm as compras, vê a idade e o momento em que elas acontecem, não se parece com os republicanos.”

Igualmente revelador é o que seus clientes estão comprando.

“As pessoas não estão gastando seu dinheiro em armas de fogo colecionáveis”, disse ele. “Eles não estão comprando rifles de caça. Eles não estão comprando espingardas".

“Eles estão comprando armas para proteção pessoal. E isso fala ao medo, pura e simplesmente.”

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