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25 março, 2021

Segundo a Simply Wall St., Taurus já tem participação de fundos estrangeiros


*LRCA Defense Consulting - 25/03/2021

Em 21 de março, após a divulgação do excepcional balanço da Taurus Armas relativo ao ano de 2020, esta Consultoria produziu a matéria "Taurus cresce, aparece e se projeta para o futuro", onde comentava que "O fato de voltar a ter Patrimônio Líquido positivo tem importantes e consequentes implicações que poderão fazer uma grande diferença para o futuro da companhia:

  • possibilidade de investimento em suas ações por grandes fundos e gestoras de capital nacionais e internacionais, até então impedidos de fazê-lo; 
  • acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas; 
  • eventuais aquisições e/ou novas joint ventures estratégicas; 
  • pagamento de dividendos anuais aos acionistas (35% pelo Estatuto), após serem acertadas as dívidas de exercícios anteriores ainda pendentes;
  • e, por que não, listagem de seus títulos em uma bolsa de valores norte-americana."
No dia de hoje (25), ao verificar os dados disponibilizados publicamente pela casa de análises internacional Simply Wall St., lá foi encontrada a atual composição acionária da empresa, que mostra a participação de fundos de investimento nacionais e internacionais, incluindo a BlackRock, uma das mais poderosas gestoras globais de investimentos. A participação da BlacRock na multinacional brasileira foi também confirmada por meio do seu "Annual report and audited financial statements 2020 - BlackRock Strategic Funds".
 
Além dela, também constam: o fundo americano Macquarie Investment Management Business Trust, um dos 50 principais gestores globais de ativos; a chilena Administradora General de Fondos Security S.A., uma das principais gestoras de ativos desse país; e os nacionais: BTG Pactual Asset, XP Investimentos Asset, Caixa Econômica Federal Asset, Itaú Unibanco Asset, São Paulo Gestora de Recursos, Órama Asset e Íris Investimentos. 
 
Esta Consultoria acredita que as posições acionárias divulgadas sejam tomadas em relação ao total de ações da Taurus Armas, haja vista que o megainvestidor brasileiro Luiz Barsi Filho aparece detendo 4,61% da empresa, enquanto o BTG Pactual aparece com 2,98%. Ressalta-se que as datas do início de cada investimento, exceto o do Barsi e o do BTG, são desconhecidas até o momento.



Em 31 de dezembro, a Taurus Armas publicou em seu site a composição acionária da companhia, discriminada por tipo de ação, onde só constavam as participações de Luiz Barsi Filho e do BTG, por serem ambas superiores a 5% do total de ações preferenciais.


A propósito, a casa de análises Simply Wall St., com dados atualizados ontem (24) e considerando a excepcional capacidade de geração de caixa que a empresa demonstra, está projetando um valor justo para as suas ações preferenciais de R$ 148,12, dentro de seu método de Fluxo de Caixa Descontado e tomando por base um horizonte de investimento de três a cinco anos.

Para maiores informações sobre a Simply Wall St. e suas análises sobre a Taurus, veja a matéria: "Taurus: em 8 meses, ação PN atinge valor justo previsto para 5 anos por casa de análises internacional"

Sistema Penitenciário do MT recebe reforço de 100 novas pistolas IMBEL MD6 e duas vans

Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária entrega vans para os presídios de Água Boa e Sinop - Foto por: Tchélo Figueiredo - SECOM/MT

*Primeira Hora - 24/03/2021

O Sistema Penitenciário de Mato Grosso recebeu duas vans e 100 pistolas na manhã desta quarta-feira (24.03). As aquisições provêm de diferentes fontes.

Enquanto a compra dos veículos foi viabilizada por meio de emenda parlamentar do deputado estadual João Batista, as pistolas foram adquiridas com recursos provindos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

“As armas serão destinadas aos servidores penitenciários de todo o Estado de Mato Grosso, assim esses policiais poderão passar a ter a cautela permanente do armamento individualizado. São pistolas calibre .40 modelos IMBEL MD6”, esclarece o secretário Adjunto de Administração Penitenciário, Jean Gonçalves.

Leia a íntegra da matéria.

Pistolas IMBEL MD6 - Foto por: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

24 março, 2021

Embraer revela táxi voador desenvolvido no Brasil


*Auto Esporte, por Rodrigo Ribeiro - 24/03/2021

Há mais de 25 anos que os brasileiros não podem mais comprar um automóvel desenvolvido por uma empresa nacional. Mas isso pode mudar em breve, e com um veículo elétrico, autônomo e... voador! A Embraer revelou nesta semana as primeiras imagens do teste com o protótipo de sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL).

O aparelho está sendo desenvolvido pela Eve, divisão voltada para mobilidade urbana criada a partir da EmbraerX — que, por sua vez, é o braço de inovação e pesquisa da gigante aeronáutica. O foco do eVTOL, que ainda não tem nome oficial, será oferecer transporte individual dentro dos grandes centros urbanos, uma alternativa ao táxi aéreo tradicional com potencial para ter custos menores e ser mais sustentável.

O primeiro protótipo funcional do veículo ainda está em escala reduzida e não tem capacidade para levar passageiros, sendo controlado remotamente. O objetivo é avançar no desenvolvimento das superfícies de controle, software e propulsão. O eVTOL que está sendo testado tem 10 hélices movidas individualmente por motores elétricos. Veja abaixo o vídeo produzido pela SCBR Defesa Nacional e divulgado em seu canal no YouTube.



Claro instala rede 5G na WEG para testar potencial da tecnologia para Indústria 4.0


*TI Inside - 23/03/2021

A Claro está fechando parcerias com clientes corporativos e com empresas do ecossistema de inovação aberta para demonstrar as potencialidades da tecnologia 5G para a Indústria 4.0 e colaborar na criação de novas soluções e produtos. Dentro desta filosofia, a operadora participa do "Open Lab WEG/V2COM", instalando uma rede 5G em uma fábrica da WEG com alto nível de automação em Jaraguá do Sul (SC), em ambiente real de produção.

O projeto conta com a participação do BeOn, hub de inovação da Claro, e com a colaboração da Ericsson e da Qualcomm. O "Open Lab WEG/V2COM" é primeiro projeto-piloto viabilizado pelo Acordo de Cooperação Técnica assinado, em novembro do ano passado, entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de testar a aplicação da tecnologia 5G em redes privativas para uso industrial.

"Somos a operadora que implementará a rede 5G na WEG e liderará o esforço, juntamente com a Ericsson e a Qualcomm, para o desenvolvimento de provas de conceito pioneiras no país", diz o diretor de IoT da Claro, Eduardo Polidoro. "Estamos fortemente comprometidos com a transformação digital e queremos construir, juntamente com nossos parceiros, as oportunidades para entregar não só a conectividade, mas múltiplas soluções de IoT e uma melhor experiência da rede. Entre as aplicações IoT que serão testadas neste projeto, estão leitura e monitoramento de sensores, acionamento remoto de dispositivos baseado na informação dos sensores, aplicações multimídia, controle de robôs e máquinas de forma remota, entre outras. Este projeto reforça a colaboração de longa data entre a Claro e a indústria. Por meio da Embratel, a Claro é um líder no segmento empresarial e corporativo no Brasil", explica Polidoro.

Um dos objetivos da parceria é avaliar o desempenho de aplicações IoT utilizando a tecnologia 5G, principalmente a conexão de dispositivos com a rede celular de 5ª geração, avaliando o throughput (velocidade de dados) e latência mais adequados a cada caso de uso. Será feita também a validação da faixa de frequência sub-6 (3.5 GHz), além de testes de integração e interoperabilidade.
"As redes 5G irão expandir o mercado celular no segmento IoT industrial, fornecendo novos recursos, como alta confiabilidade e soluções de rede orientadas às necessidades do negócio. As redes LTE disponíveis atualmente já podem servir a muitos casos de uso, ao mesmo tempo em que apresentam um roadmap para 5G que trará funcionalidades adicionais e otimizações para a Indústria 4.0", afirma André Sarcinelli, diretor de Engenharia da Claro.

Aplicações industriais da IOT

Os testes demonstrarão o potencial das redes 5G implementadas e gerenciadas por uma operadora celular, disponibilizando dados para futuros novos modelos de negócios, como "Rede 5G como Serviço", permitindo às empresas minimizar riscos e custos de implantação da tecnologia em plantas industriais e outros cenários. As operadoras podem aproveitar o espectro licenciado, dedicando uma parte às indústrias em áreas onde o espectro não é totalmente utilizado e aproveitando a experiência na implantação e operação de redes móveis.

De acordo com a ABI Reasearch, haverá mais de 4 bilhões de dispositivos sem-fio conectados nas fábricas inteligentes até 2030. Com capacidade de trafegar dados a altas taxas e latência abaixo de 10ms, o 5G é a principal tecnologia para digitalizar centros logísticos, conectar robôs e sensores, automatizar linhas de produção e tornar o ambiente mais produtivo e seguro aos trabalhadores.

As redes celulares são ideais para os requisitos de comunicação essenciais para os negócios de fábricas, centros logísticos e outros setores corporativos, bem como para órgãos de segurança pública. A Claro considera que este projeto é mais uma demonstração de que a empresa segue adiante com a estratégia de ser cada vez mais um agente relevante dentro do ecossistema de inovação aberta. O "Open Lab WEG/V2COM" será um grande laboratório para o desenvolvimento de novos casos de uso com foco em Indústria 4.0.

A WEG, importante ator dentro da indústria 4.0, utilizará também produtos WEG/V2COM desenvolvidos para conectividade em 5G industrial neste projeto. "Termos a possibilidade de testar em ambiente real de produção uma rede 5G dedicada e privativa operada por um especialista como a Claro nos coloca em posição privilegiada para levarmos soluções de negócio ao mercado de forma mais rápida e mais conveniente", explica Guilherme Spina, Diretor da V2Com, empresa do Grupo WEG.

Será utilizado o espectro de frequências abaixo de 6GHz (sub-6) em 3,5GHz, por meio de uma licença de uso científico concedida à Claro pela Anatel. Os testes seguirão as definições do 3GPP (Third Generation Partnership Project), organização internacional responsável por certificar novas tecnologias celulares. Os avanços propostos para a indústria 4.0, como baixa latência (<2ms) e rede ultra confiável (99,9999%), deverão constar da próxima publicação da 3GPP, o Release 16, em 2021.

Aspectos técnicos

A infraestrutura 5G será disponibilizada e implementada pela Ericsson. "O 5G é a plataforma de inovação mais importante da próxima década, impulsionando a digitalização de toda a sociedade e consolidando a quarta revolução industrial. De acordo com o Global Innovation Index de 2020, os dez países mais bem posicionados no ranking de inovação são também os dez maiores em adoção da tecnologia 5G, ou seja, a quinta geração de tecnologia móvel será fundamental para aumentar a competitividade da indústria brasileira, melhorar a eficiência das empresas e possibilitar o surgimento de novos serviços da economia digital", diz Tiago Machado, vice-presidente de Negócios da Ericsson Brasil. Segundo ele, "como líder global no 5G, a Ericsson trabalha ativamente na orquestração do ecossistema que permita às indústrias aproveitar ao máximo as funcionalidades e benefícios trazidos pelo avanço da tecnologia, por meio de mais de 50 programas de colaboração com operadoras, universidades e líderes do setor em todo o mundo".

Os dispositivos protótipos e módulos 5G utilizados serão baseados na plataforma Qualcomm 5G de 2ª geração da Qualcomm Technologies, o Qualcomm Snapdragon X55 5G Modem-RF System – um sistema abrangente e solução de modem a antena totalmente integrada, que suporta virtualmente qualquer combinação de bandas e operação 5G, projetado para otimizar o desenvolvimento de várias categorias de produtos de banda larga móvel, incluindo soluções industriais. A Qualcomm Technologies também pode contribuir com o projeto fornecendo ferramentas (dispositivos de teste), recursos de engenharia para testes, coleta de dados e análise de protocolo, calibração de RF do dispositivo e testes pré-Anatel para apoiar a homologação e implementações futuras.

"Temos o orgulho de colaborar com a Claro, Ericsson e WEG/V2COM neste marco significativo para o Brasil, que é a implantação de uma rede 5G em uma planta industrial. A IoT na indústria está passando por uma grande transformação, o que permitirá benefícios como manufatura flexível, manutenção preditiva e maior eficiência em geral. A conexão 5G conduzirá essa transformação, também conhecida como 'fábrica do futuro' ou Indústria 4.0, para o próximo nível. E a Qualcomm Technologies se orgulha em fazer parte disso, impulsionando a IoT e o 5G por meio de tecnologia, padronização e desenvolvimento de produtos. Fomos pioneiros nos testes de redes LTE para IoT industrial e seguimos colaborando com muitas empresas hoje, preparando o terreno para a transição ao 5G", afirma Fiore Mangone, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da Qualcomm Serviços de Telecomunicações Ltda para a América Latina.




WEG fornece pacote elétrico para PCH em Tocantins


*LRCA Defense Consulting - 24/03/2021

No Brasil, cerca de 2/3 da energia elétrica produzida provém de usinas hidrelétricas, representando uma parcela significativa da matriz energética brasileira. Ao passo em que o progresso requer a expansão do acesso à eletricidade, a necessidade de soluções cada vez mais sustentáveis também cresce, com um olhar voltado para a geração por meio de fontes renováveis.

Neste sentido, a WEG tem investido constantemente em Pesquisa & Desenvolvimento na busca pelas mais avançadas tecnologias e, essa expertise fez com que a empresa fosse escolhida para fornecer os principais equipamentos para a PCH Manuel Alves, localizada em Dianópolis/TO. Além de garantir maior disponibilidade elétrica para o mercado, com esta PCH, o cliente aumentará seu portfólio de usinas hidrelétricas.

O pacote de equipamentos é composto por duas turbinas Kaplan “S” Jusante de 4,2 MW, dois geradores de 4.500 kVA, transformadores, quadros elétricos, sistemas de supervisão e também alguns serviços. “A PCH Manuel Alves, foi a 22ª usina do Grupo Hy Brazil em parceria com o Grupo WEG. O relacionamento entre as empresas é pautado pela confiança, profissionalismo e performance. Manuel Alves não foi diferente, estamos muito satisfeitos com a qualidade, performance e rendimento dos equipamentos WEG”, explica Glauber Freitas, da Hy Brazil.

A PCH Manuel Alves tem potência instalada de 8,4 MW. Em média, isso é suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 18 mil habitantes.

23 março, 2021

CBC doa equipamentos, respiradores e materiais para ajudar Ribeirão Pires na luta contra a Covid-19


*LRCA Defense Consulting - 23/03/2021

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) doou para o município de Ribeirão Pires, onde está localizada a matriz da empresa, equipamentos, entre eles dez respiradores, e materiais para complementar o atendimento aos pacientes no Hospital de Campanha e na UPA Santa Luzia. 

A doação significa uma ajuda importante nesse momento difícil de pandemia da Covid-19, que contribuirá na luta contra a doença e para que o trabalho de proteger e salvar vidas na cidade continue.

O Prefeito Clovis Volpi, junto do Secretário de Saúde, Audrei Rocha, e de Nonô Nardelli, Secretário de Governo, recebeu, no dia 16 de março, a visita dos representantes da CBC, Wesley Angelo, Gerente de Suprimentos, Roberto Gutierrez, Supervisor de Recursos Humanos, e Roberto Sampaio, Gerente Corporativo de Segurança. 



Ucrânia observa forte interesse brasileiro em mísseis anti-tanque


*Defence Blog, por Dylan Malyasov - 23/03/2021

Na segunda-feira, foi realizada a primeira consulta técnica online entre a Ucrânia e a República do Brasil no âmbito do Diálogo na Esfera de Defesa dos dois países, lançado no outono de 2020, de acordo com um recente comunicado à imprensa da SpetsTechnoExport.

A conferência contou com a participação de: do lado ucraniano - Embaixador da Ucrânia no Brasil Rostislav Tronenko; Designer-Geral Diretor da LUCH Oleg Korostelev; gerente da Spetstechnoexport; do Brasil - Diretor do Departamento de Promoção Comercial de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa do Brasil, Divisão General Luis Antonio Duisit Brito; coordenador do departamento de promoção de produtos de defesa Arthur Denise Marra; coordenador do departamento de promoção de produtos de defesa, capitão de mar e guerra Pedro Sá.

Conforme observado pelo SpetsTechnoExport, um dos principais focos da discussão preliminar foi a cooperação adicional no fornecimento de sistemas de mísseis guiados anti-tanque (ATGM) e mísseis guiados de 90 e 105 mm, desenvolvimento e fornecimento de mísseis de aeronaves e sua integração em caças Gripen , uma produção conjunta de veículos blindados e aeronaves pesadas.

O escritório de projetos estadual com sede em Kiev, LUCH, é uma empresa líder de defesa ucraniana que desenvolve sistemas de mísseis modernos, como armas anti-tanque Stugna-P e Corsar, sistema de mísseis de cruzeiro anti-navio Neptun e sistema de foguetes guiados de longo alcance Vilha .

Os modernos sistemas de mísseis anti-tanque Stugna-P ucranianos e Corsar de peso leve são projetados para destruir tropas e alvos blindados modernos fixos e móveis com armadura combinada, transportada ou monolítica incluindo ERA (armadura reativa explosiva) e também localizar alvos como posições de armas, objetos levemente blindados e helicópteros pairando a qualquer hora do dia ou da noite.

Fratelli, de Santa Rosa (RS), recebe selo de Empresa Estratégica de Defesa


*Correio do Povo - 19/03/2021

A empresa Fratelli, sediada em Santa Rosa, recebeu recentemente o selo de “Empresa Estratégica de Defesa”. O fato aconteceu após uma visita de técnicos do Ministério da Defesa para avaliar o Sistema Inteligente de Geração de Energia Fratelli - SIGEF, equipamento que tem como objetivo fornecer energia a partir de um sistema híbrido, combinando geração de energia através de sistema eólico, solar e diesel.

O equipamento da Fratelli foi visto como uma possibilidade de instalação junto a Postos Avançados da Amazônia, lugares estratégicos para a defesa nacional, onde forneceria energia para os soldados do Exército Brasileiro que ficam nesses lugares, otimizando a queima de combustível fóssil (diesel) e economizando no transporte desse combustível até os postos, que são, muitas vezes, de difícil acesso. O sistema é inteligente e otimiza seus sistemas para uma performance mais eficaz e que gere economia, alternando as formas de geração de energia, usando ao máximo os sistemas de produção de energia limpa (solar e eólica), suportando grandes demandas de carga. Quando a energia dessas duas fontes não for suficiente o SIGEF aciona o sistema de contingência, disponível em várias potências, por meio da energia a diesel. Ele possui um banco de baterias com 234Ah/360V, dando autonomia para o equipamento.

O diferencial da tecnologia Fratelli é a forma de carregamento do equipamento, que se assemelha a um container, podendo ser transportado por avião, off road ou até mesmo com rodas retráteis. Após a fixação em algum ponto ele expande suas placas solares e eleva os cata ventos, tudo por meio de automação.

Para Moacir Antonio Locatelli, proprietário da empresa, é um orgulho estar à frente desses avanços que trazem esse reconhecimento das forças armadas brasileiras, aeronáutica e marinha para uma tecnologia produzida em Santa Rosa. “É fenomenal pensar que temos tecnologia de ponta e estamos sendo recomendados em feiras pelo mundo”, salienta. Locatelli relatou que sua tecnologia foi apresentada pelo Ministério da Defesa em uma feira em Dubai, onde nações como Síria demonstraram interesse pelo equipamento.

Ação da Taurus bate recorde em 2020 e está entre as maiores valorizações, com alta de 930%


*LRCA Defense Consulting - 23/03/2021

Com resultados extremamente positivos e desempenhos recordes a cada trimestre, a Taurus, uma das maiores fabricantes de armas do mundo, está entre as empresas que apresentaram maior valorização de sua ação na bolsa de valores em 2020.

Dados apurados entre os dia 23 de março de 2020 e 19 de março de 2021, apontam uma alta de 930% na ação da companhia, à frente da Locaweb (850%), PetroRio (691%), Gradiente (630%), entre outras importantes empresas.


Na última sexta-feira (19), a Taurus divulgou seus resultados do 4º trimestre de 2020 e do ano de 2020, surpreendendo e impressionando analistas e acionistas com números expressivos e que consolidam o verdadeiro turnaround que a empresa deu nos últimos anos, com uma nova gestão desde 2018 e, consequentemente, uma forte reestruturação operacional e financeira.

A empresa apresentou em 2020 mais uma vez recordes na receita, lucro bruto, margem bruta, Ebitda e em sua margem, assim como dívida equacionada e, principalmente, retorno ao patrimônio líquido positivo após cinco anos, com antecipação de quase um ano a frente do previsto.

Hoje a Taurus tem a maior margem bruta entre as empresas de armas que divulgam seus resultados. A empresa tem, atualmente, o menor custo de produção, de modo que a margem bruta em 2020 foi de 42,6%, enquanto Ruger e Smith & Wesson - empresas do setor listadas em bolsa nos EUA - registraram margens, considerando os últimos 12 meses divulgados, de 33,7% e 39,6%, respectivamente. A Taurus é também a melhor empresa mundial do setor em termos de crescimento e de conquista de mercado.

Com a demanda aquecida em seus principais mercados, Brasil e EUA, a companhia atingiu a marca de 1,8 milhão de armas vendidas, o que proporcionou receita de R$ 1.773,2 milhões e aumento de 77,4% em relação a 2019, que já tinha sido um ano de resultados fortes para a Taurus. Além disso, a empresa tem backorders (pedidos firmes em carteira) de 2,3 milhões de armas, significando cerca de 18 meses de produção já garantida. Com isso, a Taurus poderá aumentar em cerca de 30% (no mínimo) as vendas e o Ebitda em 2021, e os resultados este ano poderão ser ainda melhores que os de 2020.

As unidades da Taurus no Brasil e nos EUA estão trabalhando intensamente e se preparando para aumentar ainda mais a produção, de modo a acompanhar o crescimento da demanda. O ritmo de produção da fábrica no Brasil atualmente é de cerca de 6 mil armas/dia, o que representa produção de 1,1 milhão armas/ano. Nos EUA, a expectativa é que em 2021 a produção também já se aproxime da capacidade plena de produção de cerca de 800 mil armas no ano. Isso somaria 1,9 milhão de armas produzidas. Mas a meta da Taurus é alcançar, ainda em 2021, a produção histórica de 2 milhões de armas.

Nos próximos cinco anos, a Taurus quer ser a maior fabricante de armas leves do mundo e está em plena atividade, se preparando para alcançar mais esse objetivo. "Vamos chegar lá com crescimento orgânico - o que envolve o aumento da produção, produtos que incorporam os anseios do consumidor e atuação em segmentos que não atuamos ainda, de maior valor agregado", explica Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.

(Com informações da Ascom/Taurus)

22 março, 2021

CBC completa 95 anos, apresenta nova identidade visual e publica atualização de seu Código de Conduta

 

*LRCA Defense Consulting - 22/03/2021

Ao completar 95 anos de história em 2021, a CBC renovou sua identidade visual e está com nova logomarca, agregando elementos que reforçam o seu compromisso, posicionamento e essência.

A nova marca CBC é composta por três elementos principais: logotipo, símbolo e posicionamento. O símbolo elipse é a representação da solidez ascendente, o movimento que a empresa segue desde sua fundação, em 1926. Grafado em exclusiva tipografia, o logotipo CBC é o acrônimo de Companhia Brasileira de Cartuchos, representando em seus traços a força, o movimento e o avanço, componentes do DNA da companhia. A nova marca também apresenta o posicionamento de líder mundial em munições, que é como é reconhecida no mundo - uma respeitada empresa global, líder em seu segmento.


"No momento em que a empresa chega à marca histórica de 95 anos, o logo foi redesenhado, acompanhando as inovações da marca. Essa nova versão possui mais força, mais presença, com um estilo tipográfico que reflete tecnologia e modernidade", explica o Diretor Comercial & Marketing da CBC, Paulo Ricardo Gomes.

Além da nova tipografia, o logo se apresenta em uma nova cor proprietária: o verde, cor que representa o Brasil.

A mudança da identidade visual ocorrerá gradativamente nos materiais de comunicação, dentro e fora das fábricas. Além disso, também foi desenvolvido um logo especial em comemoração aos 95 anos de história da empresa.


A atualização da marca vem em um momento bastante promissor do mercado de munições, que passa por um período de crescimento das vendas e expansão no Brasil e no mundo. Segundo Salesio Nuhs, vice-presidente comercial e de relações institucionais da CBC, as mudanças são resultado de um grande trabalho de branding liderado pela área de marketing que envolveu todo corpo diretivo da empresa. Este projeto abrangeu avaliação em profundidade do propósito, compromisso, fundamentos e pilares estratégicos da marca.

"O novo design reflete a trajetória de sucesso da companhia. Em quase 100 de história, a CBC já passou por diversos momentos no mercado nacional e internacional, no que se refere a economia, política e regulamentações do setor. A modernização da marca é fundamental para reforçarmos nossa essência no mercado", afirma Nuhs.

De acordo com o vice-presidente de vendas e marketing internacional da CBC, Fernando Salm, a nova identidade visual representará a empresa também no mercado externo. "A CBC vende seus produtos globalmente e nos últimos anos tornou-se umas das principais fornecedoras de munição para os países da OTAN. A marca corporativa é destinada às exportações ao mercado internacional militar, que é um dos carros-chefes da empresa. A nova identidade global da CBC marca uma nova etapa na vida da companhia, que se consolida hoje como líder mundial em munições", explica.


Evolução da marca
O logotipo da CBC foi redesenhado ao longo do tempo, acompanhando a evolução da empresa. A primeira versão foi criada em 1926, quando a CBC ainda chamava Fábrica Nacional de Cartuchos e Munições, e foi utilizada por 10 anos. Em 1936, o logotipo passou a ser estilizado em formato de elipse na horizontal e na cor vermelha, acompanhado do novo nome da empresa e da nova sigla. A partir de 1992, a CBC teve sua marca alterada em uma nova estratégia de marketing, passando a ser representada por uma elipse na cor azul, com uma identidade mais moderna e dinâmica. Em 2019, o logo CBC passou a ser aplicado somente na cor preta, reforçando sua estratégia de atuação no mercado, confiabilidade e solidez. Em 2021 o logo é redesenhado, acompanhando as inovações da marca:


CBC apresenta também novo Código de Conduta
Com o compromisso de conduzir seus negócios com ética, integridade e transparência, buscar a melhoria contínua de seus processos, assim como manter-se atualizada e em conformidade com a legislação anticorrupção no Brasil e no mundo e com a Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil - LGPD, a CBC aprimorou a estrutura de Compliance da empresa, com atualização de políticas e procedimentos, dentre eles, o Código de Conduta CBC Trust, em vigor desde 2017. O documento está publicado no site www.cbc.com.br

Segundo o presidente da CBC, Fábio Luiz Munhoz Mazzaro, o objetivo é que a empresa siga trabalhando com ética e dedicação, continuando sendo uma grande empresa, servindo ao país, clientes, parceiros e colaboradores de maneira transparente, justa e honesta. Neste contexto, também destaca que a empresa está comprometida com uma gestão responsável e transparente, aplicando medidas técnicas e organizacionais para garantir a segurança dos dados pessoais de seus colaboradores e parceiros de negócios, em conformidade com a LGPD.

"Nosso Código é um guia que nos dá diretrizes para fazermos a coisa certa, tanto na condução de nossos negócios e atividades, como no relacionamento com a sociedade, nos orientando a tomar decisões éticas e corretas no nosso dia a dia. Ele se aplica não somente aos nossos colaboradores, mas também a todos os parceiros que se relacionam conosco, interna e externamente. Contribuímos não somente para a segurança nacional do nosso país, mas também para o desenvolvimento e cuidado de nossos colaboradores, por isso, itens como ética e segurança são fundamentais", ressalta Mazzaro.

 

21 março, 2021

Embraer aposta no forte crescimento da aviação comercial chinesa


*Aero Magazine, por Gabriel Benevides - 19/03/2021

A Embraer continua apostando no potencial de crescimento no mercado chinês, que deverá se consolidar como o maior do mundo nos próximos anos. O fabricante brasileiro acredita no sucesso da família E-Jet E2 em linhas regionais, especialmente graças ao tamanho do mercado interior da China.

Embora o país asiático tenha estabelecido grandes cidades nas últimas três décadas, o interior do país ainda reúne grande parte da população e está cada dia mais conectado aos centros urbanos como Xangai e Pequim. Rotas regionais entre cidades pequenas e médias também cresceram consideravelmente nos últimos anos.

Em entrevista ao portal japonês Nikkei Asia, Arjan Meijer, CEO da Embraer Aviação Comercial, disse que o fabricante brasileiro tem um grande potencial de mercado na China, mesmo com o rápido crescimento da Comac, o novo fabricante local para aviação comercial.

O executivo aposta que a família E2, com as versões com capacidade entre 100 e até 146 passageiros poderá complementar a família de jatos C919 da Comac, criado para disputar a faixa acima de mercado, disputando com as famílias A320neo e 737 MAX.

Ao considerar as projeções de mercado, a Embraer avalia que nos próximos dez anos a demanda mundial será de aproximadamente 5.500 jatos regionais com até 150 assentos, sendo que um terço desta demanda virá apenas da Ásia, especialmente da China.

"Com as ambições da China de se expandir para as cidades regionais e países asiáticos vizinhos, acreditamos que dar às companhias aéreas chinesas acesso ao E2 oferece grandes oportunidades", disse Meijer ao Nikkei Asia.

Apesar de ter sido o epicentro do surgimento do novo coronavírus, a demanda de passageiros no mercado doméstico chinesa está recuperando rapidamente, já com níveis próximos de 2019, no pré-pandemia.

O processo da China se tornar o maior mercado de aviação comercial do mundo deverá ganhar novo folego, já que os Estados Unidos e Europa ainda estão sofrendo com os efeitos diretos da crise causada pela covid-19. A franca recuperação do mercado chinês, somado ao potencial se de tornar o maior do mundo certamente interessa aos planos de curto e médio prazo da Embraer.

De acordo com dados da consultoria de aviação Cirium, a Embraer possui atualmente 96 jatos em operação na China, o que representa 2,6% da frota aviões comerciais do país. A Comac entregou, por ora, apenas 42 aeronaves da família ARJ21, o que representa 1,1%.

A Comac prevê um avanço considerável de sua participação no mercado chinês para os próximos anos, tanto que os planos atuais são primeiro conquistar a confiança das empresas aéreas locais, que sozinhas podem absorver mais de 3.000 aviões da família C919. O fabricante também não descarta comercializar seus aviões no exterior, mas diz que este projeto ocorrerá apenas em um segundo momento.

Com a possibilidade da exportação de aeronaves como o C919 para outros países, Meijer aposta que a experiência da Embraer poderá ser fundamental para a conquistar a confiança de novos clientes na Ásia, que ainda contam com uma estabelecida rede de apoio na China, Cingapura, Índia e Filipinas, incluindo ainda um centro de simuladores no Japão.

Com a redução nos pedidos de aeronaves de fuselagem larga registrada nos últimos meses, previsto para ser uma tendência nos próximos dois anos, a Airbus, principal rival da Embraer, também avalia o potencial de crescimento da China no mercado de aviação comercial. O ingresso dos A220 no mercado chinês poderá ser crucial para o consórcio europeu se estabelecer no segmento de aeronaves regionais.

Taurus cresce, aparece e se projeta para o futuro

Segundo afirmou o CFO da Taurus em live recente, "os resultados de 2021 serão ainda melhores que os de 2020".


*LRCA Defense Consulting - 21/03/2019

O dia 19 de março ficará marcado na história empresarial recente do País, pois foi nele que a Taurus Armas surpreendeu a maioria dos analistas e acionistas, divulgando os balanços do 4T20 e o de 2020 com números de causar espanto e inveja a qualquer boa empresa nacional ou internacional. Como afirmou uma analista: foi um verdadeiro "turnaround de livro".

Recordes na receita, lucro bruto, margem bruta, Ebitda e em sua margem; dívida equacionada e, principalmente, retorno ao Patrimônio Líquido Positivo após cinco anos, com antecipação de quase um ano frente ao previsto e sem precisar se desfazer da fábrica de capacetes e do terreno em Porto Alegre, são apenas alguns dos fatos que caracterizaram o balanço. 

Além disso, a empresa tem backorders (pedidos firmes em carteira) de 2,3 milhões de armas, significando cerca de 18 meses de produção já garantida. Com isso, a Taurus afirma que poderá aumentar em cerca de 30% (no mínimo) as vendas e o Ebitda em 2021. Segundo afirmou seu CFO em live recente, "os resultados de 2021 serão ainda melhores que os de 2020".

Para relembrar e consolidar tais números, segue um vídeo do canal BM&C News, divulgado no dia 19, onde o analista Alex André, da Sara Invest, apresenta e disseca os principais números, características e projeções da Taurus: 


Assuntos importantes off topic
Cabe ressaltar, porém, algumas informações off topic, ou seja, não presentes no balanço, que são relevantes para o futuro da empresa:

1. O mercado de carregadores - uma das peças fundamentais da arma - está extremamente aquecido, acompanhando o de armamento leve, e a margem de lucro por peça é muito grande. Para os EUA, só no 1T21 já foram vendidos mais carregadores que em todo o ano de 2020. A Taurus espera estar produzindo 7.000 carregadores/dia em abril e cerca de 10.000 por dia em junho, com um detalhe: os carregadores produzidos pela joint venture com a Joalmi tem qualidade superior aos utilizados anteriormente, incluindo os importados. A previsão é que a produção já se dê em São Leopoldo no final do ano, dentro do Projeto Estratégico Condomínio. 

2. O grande terreno de 26.000 m2 em área nobre de Porto Alegre está muito próximo de ser comercializado, havendo várias incorporadoras interessadas, haja vista o aquecimento do mercado da Capital gaúcha para imóveis de padrão médio/alto.

3. Os 12.412 fuzis T4 vendidos para as Filipinas e as 4.500 pistolas TH9 vendidas para Burkina Faso serão contabilizados no balanço do 2T21, inflando-o substancialmente em cerca de R$ 40 milhões, pelos cálculos desta Consultoria.

4. A estratégia de imposto diferido (mecanismo que permite pagar o imposto só quando o lucro é creditado) implementada pela empresa, mostrou-se de grande acerto e irá impactar positivamente a geração do caixa nos próximos balanços.

5. Tão logo a situação de pandemia permita, a empresa enviará à Índia uma grande equipe acompanhada de 10 unidades de cada um desses tipos de armas: Fuzil T4 em três versões, três tipos de pistola e um de submetralhadora (metralhadora de mão), para serem analisados pelas Forças Armadas indianas visando futuras aquisições. A Taurus, por meio de sua JV com a Jindal Defense, mudou o foco anterior, que era o de, no primeiro ano, só produzir armas para uso civil, passando agora a ênfase total para o mercado militar e de segurança. Com isso, as 30 mil armas previstas serão destinadas ao mercado dos EUA. Para começar, já estará participando de uma grande licitação de 93.985 fuzis CQB (uso em combate aproximado) aberta pelo Exército indiano, onde competirá com seus fuzis T4 5,56mm, após testes que serão feitos quando as armas chegarem na Índia. Como mais um ponto positivo, a pandemia impediu também que, por enquanto, outras empresas passassem a produzir no país, no âmbito do Programa Make in India.

6. Dentro das diretrizes iniciais que desde 2018 viabilizaram o "turnaround de livro", a empresa prossegue com sua estratégia de manter um controle rígido de custos e de redução de despesas, mesmo em momentos de excelentes resultados, como o atual. Este é um dos motivos que faz com que seus produtos tenham uma expressiva margem de lucro e possam ser oferecidos por um valor que nenhuma outra empresa internacional consegue igualar.

7. A revolucionário pistola microcompacta GX4, a ser lançada no início de maio (não mais em abril) simultaneamente no Brasil e nos EUA, será um "divisor de águas" para a empresa, passando a disputar um mercado estimado em 40% nos EUA e de quase 100% no Brasil, já que não há similar nacional e as importadas são absurdamente caras. Seu lançamento está previsto para ser feito dentro de uma grande ação de marketing, similar ao de um novo modelo de iPhone. É de lembrar que o lançamento da G3c em 2020 suscitou enormes filas nas calçadas e o estoque inicial se esgotou em poucas horas.

Atração de grandes investidores nacionais e internacionais
Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, afirmou ao jornal Valor Econômico que o Patrimônio Líquido negativo registrado desde 2015 era um obstáculo para que fundos de investimento adquirissem ações da Taurus, devido às restrições de seus estatutos sociais. “Nem os mais otimistas analistas apostavam na reversão desse patrimônio líquido ainda em 2020. Foi nossa maior conquista”.

O fato de voltar a ter Patrimônio Líquido positivo tem importantes e consequentes implicações que poderão fazer uma grande diferença para o futuro da companhia:

  • possibilidade de investimento em suas ações por grandes fundos e gestoras de capital nacionais e internacionais, até então impedidos de fazê-lo; 
  • acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas; 
  • eventuais aquisições e/ou novas joint ventures estratégicas; 
  • pagamento de dividendos anuais aos acionistas (35% pelo Estatuto), após serem acertadas as dívidas de exercícios anteriores ainda pendentes;
  • e, por que não, listagem de seus títulos em uma bolsa de valores norte-americana.
Vale lembrar que, no dia 22 de janeiro, durante uma hora, o CFO e IRO da Taurus Armas, Sérgio Sgrillo, e o CEO da Taurus USA, Bert Vorhees, pela primeira vez na história, apresentaram a empresa a investidores institucionais americanos durante o webinar Lake Street Capital Markets Virtual Outdoor Day, capitaneado pelo Lake Street Capital, um conhecido Banco de Investimentos americano focado em companhias em crescimento.

O evento visou apresentar empresas de capital aberto do mercado de Outdoor (armas, munições e produtos para esportes ao ar livre). Entre as sete grandes empresas presentes, a Taurus foi a única sediada fora dos Estados Unidos a ser convidada.

No webinar, os dois dirigentes da Taurus detalharam a empresa aos investidores, incluindo as perspectivas para 2021 (crescimento, novos mercados e inovação), além de responder perguntas do moderador e de participantes, durante e na sequência da apresentação.

No entender desta Consultoria, a apresentação da empresa no evento - primeira grande vitrine da Taurus Armas perante o bilionário mercado de capitais americano e junto às grandes empresas do setor, consubstanciada agora pelos formidáveis resultados apresentados em seu último balanço, pela impressionante carteira de pedidos firmes que possui e, principalmente, pela reversão do Patrimônio Líquido para a condição de positivo em tempo recorde, pode ter representado um marco na história da empresa junto aos grandes investidores americanos.

Por outro lado, e por motivos semelhantes, a Taurus Armas também deverá passar a ser olhada com novos olhos pelos grandes investidores institucionais e privados nacionais, haja vista estes terem maior facilidade para acompanhar a empresa, inclusive pessoalmente.

20 março, 2021

Embraer espera anunciar nova parceria em produto em breve, diz presidente

*Money Times, via Reuters - 19/03/2021

A Embraer (EMBR3) está trabalhando ativamente em novas parcerias de desenvolvimento de produtos e espera fazer um anúncio em breve, disse o presidente-executivo, Francisco Gomes Neto, nesta sexta-feira.

Embora o executivo não tenha especificado quais novos produtos estão envolvidos nas discussões, ele disse no passado que a empresa espera desenvolver um novo avião turboélice, mas que não pode fazer isso sozinha.

A Reuters relatou pela primeira vez no ano passado que China, Índia e Rússia estavam considerando uma parceria com a Embraer.

Até o ano passado, a Embraer deveria vender a maior parte de sua operação de aviação comercial para a Boeing por 4,2 bilhões de dólares.

Mas o acordo fracassou em abril, atingido por dificuldades geradas pela pandemia e pela própria crise de suspensão dos voos 737 MAX no mundo inteiro após duas quedas que mataram centenas de pessoas.

A Embraer divulgou nesta sexta-feira seu melhor desempenho trimestral até agora durante a pandemia, reduzindo as perdas para 3 milhões de dólares e entregando mais jatos no período do que nos primeiros nove meses do ano juntos.

A companhia, terceira maior fabricante de aviões do mundo, afirmou que não vai fazer projeções de desempenho pois avalia que suas perspectivas permanecem incertas, mas observou que não teve nenhum pedido de jatos comerciais cancelado e que concluiu programa de demissões.

Taurus vende 4.500 pistolas TH9 para Burkina Faso


*LRCA Defense Consulting - 20/03/2021

Prosseguindo em sua estratégia de avançar no mercado internacional e ampliar a diversificação geográfica de suas vendas, a Taurus Armas S.A., multinacional brasileira sediada em São Leopoldo (RS), vendeu 4.500 pistolas do modelo TH9 para o Ministério da Segurança de Burkina Faso, onde, provavelmente, irão equipar a Polícia Nacional, já que este é o órgão de segurança subordinado ao citado Ministério.

O negócio foi firmado em dezembro de 2020 e as armas serão entregues em lotes, entre abril e junho deste ano. Em consequência, o montante da venda deverá, provavelmente, ser contabilizado no balanço do 2T21 da Taurus.

O modelo é o mesmo das pistolas que foram exportadas em Ago/20 para a polícia da província de Chubut, na Argentina, para serem utilizadas pela División Seguridad Rural de toda a província e pela División Policía de Investigaciones de Puerto Madryn.

Segundo a Taurus, a TH9 é a pistola ideal para o uso ostensivo, policial e militar, dado seu alto poder de fogo e precisão. Possui mecanismo de disparo e ação simples e dupla, além de cão externo, transmitindo segurança ao usuário, caracterizando também pela robustez, confiabilidade, segurança e facilidade de operação. Em calibre 9mm, possui teclas ambidestras, indicador de munição na câmara, mira de trítio, trilho Piccatiny, protocolo de teste de 10.000 tiros com munição Gold, punho ergonômico e carregador para 17 tiros e mais um na câmara, e é à prova de queda de até 2m em piso metálico.

A TH9 é um dos seis tipos de armas que serão levados à Índia para serem testados pelas Forças Armadas desse país, tão logo a situação de pandemia permita a viagem da equipe da empresa.


Burkina Faso
Burkina Faso (antiga República do Alto Volta) é um país africano limitado a oeste e a norte pelo Mali, a leste pelo Níger, e a sul pelo Benim, pelo Togo, por Gana e pela Costa do Marfim. Sua capital é a cidade de Uagadugu. Sua área territorial abrange 274.200 quilômetros quadrados, com uma população estimada de mais de 15.757.000 de habitantes.

Como curiosidade, a Força Aérea do país possui a aeronave de caça e ataque ao solo Embraer A-29 Super Tucano.

 



19 março, 2021

Embraer: mesmo com prejuízo maior, liquidez continua sólida e empresa melhorou o caixa no 4T20


*LRCA Defense Consulting - 19/03/2021

A Embraer divulgou hoje os seus balanços referentes ao 4T20 e ao ano de 2020. Apesar de um esperado aumento nos prejuízos em relação aos respectivos períodos anteriores, devidos à pandemia e ao negócio desfeito com a Boeing, a companhia apresentou boa recuperação no 4T20 e mantém uma posição sólida de liquidez.

No 4T20, a Embraer entregou 28 aeronaves comerciais e 43 executivas (23 jatos leves e 20 grandes) e em 2020 foram 44 aeronaves comerciais e 86 executivas (56 jatos leves e 30 grandes). Sua carteira de pedidos firmes (backlog) alcançou US$ 14,4 bilhões.

A Receita líquida atingiu R$ 9.812,0 milhões no 4T20 e R$ 19.641,8 milhões no ano de 2020, representando crescimento de 14% em relação ao 4T19 e queda de 10% em relação ao ano anterior, respectivamente.

No 4T20, excluindo-se os itens especiais, o EBIT  e EBITDA² ajustados foram de R$ 406,8 milhões e R$ 783,4 milhões, respectivamente, levando a margens de 4,1% e 8,0%, respectivamente. No ano, o EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ (523,7) milhões e R$ 437,6 milhões, com margens ajustadas de -2,7% e 2,2%, respectivamente, tendo sido impactados principalmente pelo fraco resultado da Aviação Comercial no contexto da pandemia da Covid-19.

No 4T20, a Embraer apresentou Prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 70,2 milhões e Prejuízo por ação ajustado de R$ 0,10. Em 2020, a Embraer reportou um Prejuízo líquido ajustado de R$ 2.372,3 milhões e um Prejuízo por ação ajustado de R$ 3,22;

A empresa reportou uma melhora significativa em sua Geração livre de caixa ajustado no 4T20, que foi de R$ 3.709,3 milhões, levando a um Uso livre de caixa ajustado de R$ 4.757,8 milhões em 2020.

A liquidez da Companhia permanece sólida e fechou 2020 com um caixa de R$ 14,3 bilhões, acima dos R$ 11,2 bilhões de 2019. Ao final de 2020 a Embraer apresentava uma posição de Dívida líquida de R$ 8,8 bilhões;

Devido à incerteza relacionada à pandemia da Covid-19 e seus impactos na indústria, a Companhia decidiu por não publicar, nesse momento, suas estimativas financeiras e de entregas para 2021.

Clique aqui para ver o documento completo publicado pela empresa.

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