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24 julho, 2022

Depois dos carros, Brasil vai ter roupas blindadas, com moda de alto padrão e à prova de balas

Tecnologia já é usada na Europa e no Oriente Médio. No Brasil, até então, apenas em alguns tipos de fardas | Divulgação / DuPont

*SBT News - 13/06/2022

A indústria mundial de produtos químicos e equipamentos de segurança, DuPont, anunciou, no dia 11 de junho, que está ingressando no mercado brasileiro da moda. Mas, um detalhe: moda de alto padrão e à prova de balas.

Pois é, estilistas e marcas de luxo terão à disposição um tecido de proteção balística, que pode ser utilizado para confeccionar roupas de uso diário. A tecnologia é similar àquela usada para fardas de agentes de segurança.

Justamente por ser um instrumento de proteção balística, o produto precisa ser certificado por órgãos como o Inmetro. Fase que deve ser concluída no segundo semestre. Na Europa e no Oriente Médio a tecnologia já está em uso.

Depois dessa etapa, a multinacional vai oferecer não só o produto, mas assessoria técnica às tecelagens, colocando à disposição o seu laboratório balístico instalado em Barueri, SP, um dos três da DuPont em todo o mundo.

No dia a dia do usuário, nada muda, promente a marca. O resultado é uma vestimenta com proteção a ataques com armas de curto calibre e ainda  com caimento perfeito que não prejudica movimentos e pode passar despercebida.

No anúncio, a DuPont ainda cita que aposta no Brasil por ser um dos maiores mercados de blindagem automotiva do mundo. "Entendemos que esse público, que já consome essa proteção para veículos, vai buscar também um traje com o mesmo nível de proteção para quando estiver fora do carro", diz o líder do segmento de Defesa da DuPont para a América Latina, Marcelo Fonseca.

'A crise da pandemia está ficando para trás', diz presidente de aviação comercial da Embraer


*Terra Notícias - 22/07/2022

Presidente do principal segmento da Embraer, o de aviação comercial, o holandês Arjan Meijer afirma que a crise da pandemia está ficando para trás, mas que ainda é preciso aguardar o processo lento de venda de aviões para voltar a um patamar normal. "Esse processo leva, em média, pelo menos um ano para chegar à assinatura dos contratos. E aí você tem de fabricar as aeronaves. Então, acho que estamos no ritmo esperado, mas é preciso ser paciente."

Meijer assumiu o comando da aviação comercial da Embraer em junho de 2020, quando o segmento era reincorporado à companhia após ser desmembrado para ser vendido à Boeing, em uma operação fracassada. O executivo diz que, para deixar essa história também para trás, a companhia aposta em seu portfólio e nas tendências do mercado pós-pandemia. Isso porque a aviação regional - que utiliza aviões menores, como os da Embraer - e a sustentabilidade têm ganhado força na retomada do setor. Confira trechos da primeira entrevista do executivo a um jornal brasileiro.

Como o sr. avalia a recuperação da aviação?

Estamos vendo uma demanda reprimida em todo o mundo. O desafio é que reduzimos os negócios em geral, e agora precisamos fazê-los crescer novamente. Mas acreditamos que estamos saindo da crise completamente diferentes do que entramos. Antes, era como se houvesse um crescimento ilimitado, e todo mundo (empresas aéreas) estava adicionando mais e mais assentos, aeronaves cada vez maiores. Agora, no pós-crise, vemos novas tendências. Uma delas é a regionalização. Vemos também a preocupação crescente com sustentabilidade. Tem ainda a guerra na Ucrânia, efeitos inflacionários, preços de combustível em alta. O mundo, daqui para frente, é muito incerto. Então, as companhias aéreas também ficarão mais avessas ao risco, enquanto precisam de lucratividade para pagar as dívidas. Essa nova realidade se conecta com os produtos da Embraer. Estamos bem posicionados com uma aeronave menor, como as da família E2, que têm um custo de viagem menor (por gastar menos combustível). Acho que podemos ajudar nossos clientes na retomada. Eles podem ser mais ágeis, não precisam preencher todos os assentos adicionais (de aviões maiores), mas ainda obterem recompensas dos baixos custos por assentos.

Acha que essas mudanças serão permanentes?

No caso da sustentabilidade, a mudança é permanente. Aí nós não estamos olhando apenas para o E2 (nova família de aviões da empresa), mas também para o turboélice (modelo de aeronave que a companhia está desenvolvendo). É uma tecnologia que pode realmente reduzir as emissões.

Mas vocês já afirmaram que só vão desenvolver o projeto se houver algum parceiro…
Sim, mas estamos muito determinados a trazer essa aeronave para o mercado, principalmente agora que a preocupação com a sustentabilidade cresceu. Estamos estudando como trazer novas tecnologias. A Airbus e a Boeing, que têm aeronaves maiores, podem usar SAF (combustível sustentável de aviação) ou talvez hidrogênio verde (combustível limpo obtido a partir de água ao se separar o hidrogênio do oxigênio). Esses aviões não poderão usar baterias nem ser híbridos (por serem muito grandes). No nosso segmento de até 150 assentos, podemos olhar para a eletricidade, para o híbrido, para células de combustível. Há mais oportunidades.

No mercado financeiro, a Embraer se recuperou relativamente bem da crise e da desistência da Boeing de comprar seu segmento de aviação comercial. Isso aconteceu não por causa da aviação comercial, mas porque a empresa cortou custos e o mercado ficou otimista com o desenvolvimento do eVTOL (o 'carro voador'). Quando a aviação comercial voltará a ser o destaque da empresa?
Estamos quase lá, mas podemos melhorar um pouco mais. Tivemos de reduzir nossos volumes em 2021 para atravessar a crise. Esse era o único modo (de sobreviver). Mas também reduzimos custos. Houve um foco grande nisso. Aí conseguimos apresentar resultados relativamente bons no ano passado. Temos uma base forte para crescer. Devemos entregar de 60 a 70 aeronaves (em 2019, último ano antes da pandemia, foram 89). É um grande passo que estamos dando, especialmente se você olhar o crescimento (se forem entregues 70 jatos neste ano, o crescimento terá sido de 31%). E queremos crescer mais daqui para frente. Outra coisa que gostaria de dizer: tivemos a incerteza com a Boeing por quase dois anos, antecedendo a crise. Depois, entramos na crise, um período em que não havia muita atividade no mercado. O que você vê agora são muitas companhias aéreas tendo de tomar decisões. As frotas delas precisam avançar em sustentabilidade. As empresas estão olhando para o nosso segmento, mas esses negócios levam tempo para serem fechados. Não são investimentos pequenos. Faz três meses que estamos vendo o mercado se recuperar. As empresas estão começando a ganhar velocidade, mas teremos de dar tempo a elas. O cenário é positivo.

Mas quando vamos ver que a crise ficou para trás e que as companhias aéreas voltaram a comprar?
Acho que isso está acontecendo agora, mas temos de passar pelo processo normal de venda. Esse processo leva, em média, pelo menos um ano para chegar à assinatura dos contratos. E aí você tem de fabricar as aeronaves. Então, acho que estamos no ritmo esperado, mas é preciso ser paciente.

Quando vocês fecharam a venda para a Boeing, que depois seria desfeita pela empresa americana, vocês falaram que a Embraer precisava do negócio para competir com a Airbus. Isso porque a Airbus havia comprado o A220 da Bombardier, um avião que está no mesmo segmento dos da Embraer. Como está agora a aviação comercial da Embraer sem a Boeing?
Nós trabalhamos em um acordo com a Boeing, em 2018 e 2019, que não foi para frente em 2020. Estávamos em um mercado completamente diferente naquela época. Qual é o mercado hoje? Acreditamos que a Embraer tem um portfólio muito mais forte e também que há mais motivos para as companhias aéreas nos olharem. O mercado mudou. Quando o acordo com a Boeing caiu, ficamos muito desapontados, porque estávamos trabalhando duro para que ele acontecesse. Mas agora, dois anos depois, acho que temos produtos e projetos muito fortes, como o turboélice. O segmento de até 150 assentos pode ajudar os clientes nas questões de sustentabilidade e de enfrentar a crise. Acreditamos que estamos em uma posição muito boa sem a Boeing, e competir com o A220 não é apenas uma questão de preço, mas de como esse avião se encaixa na frota das companhias aéreas. Que receita o cliente pode gerar com essa aeronave? Qual alcance eles precisam? E qual é o nível de custo total além do preço de compra?

A Airbus não tem uma condição melhor de negociar com os clientes, dado que pode oferecer diferentes produtos para uma única companhia?
Haverá momentos em que eles terão vantagens nas negociações. Haverá também momentos em que nós sairemos melhor. Existem muitos jatos da Embraer no mercado hoje. Então, há muitos benefícios para as companhias trocarem seus modelos para os da família E2 e, realmente, depende do que as empresas estão precisando.

Gerdau investe em novos negócios com grafeno

Gerdau Graphene pretende acelerar o uso do grafeno e contribuir para a evolução do mercado global (Foto: divulgação / Gerdau)

*O Diário, por Carla Olivo - 23/07/2022

Com objetivo de ser a principal desenvolvedora de grafeno das Américas, a Gerdau Graphene, lançada em 2021 por meio da Gerdau Next - braço de novos negócios da empresa que visa garantir 20% da receita vindos de produtos adjacentes ao aço -, oferece soluções tecnológicas inovadoras para os setores da construção civil, borracha, termoplástico, tintas e sensores.

Com foco na produção, desenvolvimento e comercialização de produtos com a aplicação de grafeno no Brasil e no continente americano, a Gerdau Graphene gera mais valor a seus produtos e clientes a partir do benefício das propriedades mecânicas do nanomaterial bidimensional, formado por átomos de carbono em uma estrutura hexagonal.

O grafeno, matéria-prima do século XXI obtida a partir do grafite e com potencial de aplicações na indústria do aço, como na proteção de peças contra corrosão em ambientes industriais e na construção - é caracterizado pela resistência, leveza, flexibilidade e transparência, além de ser um excelente condutor de calor e de eletricidade, garantindo plásticos mais sustentáveis, borrachas maleáveis, lubrificantes de alta performance, tintas e cimentos com maior eficiência.

Com foco na produção, desenvolvimento e comercialização de produtos com a aplicação de grafeno no Brasil e no continente americano, a Gerdau Graphene gera mais valor a seus produtos e clientes (Foto: divulgação Gerdau Graphene)

Diante das múltiplas possibilidades de inovação, a Gerdau Graphene pretende acelerar o uso do grafeno e contribuir para a evolução do mercado global.

O material se tornou um dos mais cobiçados pela indústria a partir de 2010, quando os cientistas Konstantin Novoselov e Andre Geim, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, receberam o Prêmio Nobel de Física pela descoberta, em 2004, do potencial do grafeno como transistor, tornando-o cada vez mais fino sem perder suas notáveis propriedades. A partir daí, já em 2019, a Gerdau passou a pesquisar o material, em parceria com o Centro de Inovação de Engenharia de Grafeno (GEIC, na sigla em inglês), da Universidade de Manchester.

Com sede na capital paulista, que no final do ano será abrigada no Instituto de Pequisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP), a Gerdau Graphene terá laboratório e linhas de produção na fábrica de Mogi. Atualmente são 30 colaboradores, mas a empresa prepara mais contratações para chegar a 60 funcionários.

“Mogi tem grande relevância para a Gerdau Graphene, pela localização, que é muito boa em termos de acesso a mercados e clientes, infraestrutura de transporte em geral, além de acesso a excelentes profissionais, com escolas de formação técnica e universitária”, enfatiza o diretor.

Ele conta que, no mês passado, a empresa realizou os dois primeiros lançamentos de seu portfólio: o primeiro aditivo comercial para tinta imobiliária à base de água com grafeno do mundo e uma tinta de piso com o nanomaterial, que tem maior lavabilidade e dura mais tempo, inclusive com barreira à água. “Em março pintamos a fábrica da Gerdau de Pindamonhangaba e a de Mogi está sendo pintada com as novas tintas de grafeno. Na sequência, estamos lançando masterbatches de polímeros de plásticos e aditivos minerais também com grafeno. Para este ano, a meta é lançar cinco produtos”, adianta o executivo.

A Gerdau Graphene também trabalha em uma segunda linha de aditivos para aplicação em tintas anticorrosivas de light e heavy maintenance, que chegará ao mercado em 2023.

“Estes produtos serão usados juntos com o aço, com soluções tecnológicas para os clientes. Muitas aplicações que a gente desenvolve com o grafeno, seja para concreto, tinta ou polímero, a aplicação final entra em uma cadeia onde o aço também está. Então, a Gerdau oferece soluções tecnológicas integradas”, completa.

Convidado a ingressar na Gerdau há 2 anos para atuar na área de novos materiais complementares ao portfólio, Alexandre de Toledo Corrêa, diretor executivo da Gerdau Graphene, destaca a relevância da empresa no mercado. “É a única no mundo a transformar o grafeno em um ingrediente que possa ser usado de forma comercial. Havia este hiato, porque todo mundo quer usar o grafeno, acha o material interessante, mas às vezes não entende como aplicá-lo. A Gerdau está entregando uma solução pronta, com escala industrial e preço acessível”, explica.

Alexandre de Toledo Corrêa, diretor executivo da Gerdau Graphene (Foto: divulgação / Gerdau)

Com sede na capital paulista, que no final do ano será abrigada no Instituto de Pequisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP), a Gerdau Graphene terá laboratório e linhas de produção na fábrica de Mogi. Atualmente são 30 colaboradores, mas a empresa prepara mais contratações para chegar a 60 funcionários.

“Mogi tem grande relevância para a Gerdau Graphene, pela localização, que é muito boa em termos de acesso a mercados e clientes, infraestrutura de transporte em geral, além de acesso a excelentes profissionais, com escolas de formação técnica e universitária”, enfatiza o diretor.

Aplicações
Ele conta que, no mês passado, a empresa realizou os dois primeiros lançamentos de seu portfólio: o primeiro aditivo comercial para tinta imobiliária à base de água com grafeno do mundo e uma tinta de piso com o nanomaterial, que tem maior lavabilidade e dura mais tempo, inclusive com barreira à água. “Em março pintamos a fábrica da Gerdau de Pindamonhangaba e a de Mogi está sendo pintada com as novas tintas de grafeno. Na sequência, estamos lançando masterbatches de polímeros de plásticos e aditivos minerais também com grafeno. Para este ano, a meta é lançar cinco produtos”, adianta o executivo.

A Gerdau Graphene também trabalha em uma segunda linha de aditivos para aplicação em tintas anticorrosivas de light e heavy maintenance, que chegará ao mercado em 2023.

“Estes produtos serão usados juntos com o aço, com soluções tecnológicas para os clientes. Muitas aplicações que a gente desenvolve com o grafeno, seja para concreto, tinta ou polímero, a aplicação final entra em uma cadeia onde o aço também está. Então, a Gerdau oferece soluções tecnológicas integradas”, completa.

“Estes produtos serão usados juntos com o aço, com soluções tecnológicas para os clientes. Muitas aplicações que a gente desenvolve com o grafeno, seja para concreto, tinta ou polímero, a aplicação final entra em uma cadeia onde o aço também está. Então, a Gerdau oferece soluções tecnológicas integradas”, completa.

23 julho, 2022

Embraer publica Perspectivas de Mercado para 20 anos


*LRCA Defense Consulting - 22/07/2022

A Embraer publicou suas Perspectivas de Mercado para os próximos 20 anos para o segmento de aeronaves comerciais com menos de 150 assentos. O relatório apresenta análises e tendências globais e regionais que influenciarão a demanda por novos jatos e turboélices até 2041.

Os executivos da empresa destacaram os principais elementos do relatório em uma coletiva de imprensa durante o Farnborough Airshow, que incluíram:

Crescimento e Recuperação da Demanda
A demanda mundial por viagens aéreas, medida em receita por passageiro-quilômetro (RPK), crescerá 3,2% ao ano (CAGR) nas próximas duas décadas, um pouco menos do que a taxa de 3,3% prevista no ano passado. O crescimento mais fraco reflete uma desaceleração de curto prazo da economia global, os efeitos da pandemia e o impacto do conflito Rússia-Ucrânia.

Espera-se que os RPKs retornem aos níveis de 2019 até 2024.

Digitalização e Regionalização
Continuarão as tendências para o aumento da digitalização (home office, videoconferências) e regionalização (relocalização produtiva - reshoring), que surgiram no início da pandemia, e irão impulsionar a demanda por aeronaves de menor capacidade.

Foco na flexibilidade da frota e na transição para tecnologias verdes
A adequação da capacidade à demanda é a maneira mais sustentável de capturar as oportunidades de crescimento no mundo pós-pandemia. Novas tecnologias verdes tendem a se concentrar em aeronaves de menor porte, onde as inovações são incialmente aplicadas antes da introdução em plataformas maiores. Nesse contexto, aviões menores são elementos-chave para viagens aéreas mais sustentáveis, além de melhorar igualmente a conectividade.

Conversões de aviões de passageiros para cargueiros
O forte crescimento do comércio eletrônico está abrindo novos mercados para aeronaves a jato de carga com menor capacidade, impulsionando a demanda por conversões de passageiros para cargueiros.

Entregas de novas aeronaves - Por números:

Demanda global por novas aeronaves de até 150 assentos     10.950 unidades
              8.670 jatos
              2.280 turboélices

Valor de mercado de todas as novas aeronaves         US$ 650 bilhões

Taxa de crescimento anual de RPK – classificada por região
4,3%    Ásia-Pacífico (inclui China)
4,0%     América Latina
3,8%     África
3,2%     Média Global
3,2%     Oriente Médio
2,3%     Europa
2,0%     América do Norte

Participação de RPK até o final de 2041
42% Ásia-Pacífico
38% Europa + América do Norte

Entregas de jatos - 8.670 (% de participação)
2.740 América do Norte     (31,6%)
2.230 Ásia-Pacífico     (25,7%)
2.320 Europa e CEI    (26,8%)
750 América Latina       (8,7%)
330 Oriente Médio       (3,8%)
300 África            (3,5%)

Entregas de turboélices - 2.280 (% de participação)
960 Ásia-Pacífico     (42,1%)
500 Europa e CEI     (21,9%)
400 América do Norte     (17,5%)
200 África            (8,8%)
180 América Latina       (7,9%)
40 Oriente Médio        (1,8%)

Baixe as Perspectivas de Mercado para 2022 completo, incluindo análises e sinopses regionais para cada uma das seis regiões do mundo em www.embraermarketoutlook2022.com

Por que a Rússia continua perdendo generais?

Militares russos sentam em bancos em Melitopol, Ucrânia, em 14 de julho. OLGA MALTSEVA/AFP VIA GETTY IMAGES

*Foreign Police Magazine - 20/07/2022

Antes do final de fevereiro, a Rússia era vista como uma das potências militares do mundo. Com o quinto maior exército permanente do mundo, composto por 900.000 soldados permanentes e 2 milhões de reservistas, e um orçamento de defesa de US$ 65,9 bilhões , o poder dos militares russos pairava sobre a Eurásia e a OTAN em geral.

Avançando para hoje, a reputação dos militares russos é definida por imagens de fazendeiros ucranianos roubando tanques russos e a incapacidade de atravessar os sistemas fluviais básicos. Aparentemente, os militares russos têm problemas para nadar, o que é um bom presságio para a Finlândia. A única coisa em que parece ser bom são artilharia em massa e crimes de guerra. E particularmente embaraçosa é a capacidade russa de matar ou demitir sua liderança sênior. Até agora, a Rússia teria perdido pelo menos nove generais no campo de batalha e muito mais em casa, enquanto o presidente Vladimir Putin continua seu expurgo de generais. Os altos gastos com defesa e uma política externa agressiva não resolveram os graves problemas que atormentam a cultura militar russa desde a queda da União Soviética.

A consolidação do poder nas mãos de alguns oficiais militares de alto escalão e o isolamento dos militares da supervisão política – exceto pelo autocrata responsável – são marcas registradas do Estado russo. Quando Boris Yeltsin emergiu como presidente da Rússia em 1991, seu primeiro movimento foi eliminar a supervisão parlamentar dos serviços de segurança e consolidar seu controle sobre os ministérios da defesa e do interior, bem como a KGB, através do estabelecimento do Ministério da Segurança e Assuntos Internos da Rússia. .

O desejo de Yeltsin de controle pessoal em detrimento da competência se infiltrou no resto do governo, fato encarnado por seu ministro da Defesa, Pavel Grachev. Grachev era amplamente considerado um incompetente que devia seu papel ao relacionamento com Yeltsin. Os militares eram a chave para o controle centralizado da União Soviética, e o conhecimento das atividades corruptas dos generais era uma ferramenta que os líderes soviéticos usavam para coagir a lealdade. Yeltsin, apesar de criar um departamento anticorrupção, fez pouco ou nada para punirgenerais que ele sabia desviaram e roubaram do estado russo. Alavancagem, chantagem e lealdade para compra, marca registrada da União Soviética, foram transferidos para o estilo gerencial e de liderança dos novos líderes russos. A escolha de Grachev por Yeltsin cimentou por décadas esse padrão de inépcia militar e nepotismo que minou os militares russos e lançou as bases para o desastre primeiro na Chechênia e depois na Ucrânia.

A corrupção prejudicou grande parte do novo Estado russo, mas Grachev garantiu que o Ministério da Defesa permanecesse preso à incompetência, não apenas atrasando a reforma do sistema militar, mas também se recusando a implementar inúmeras mudanças por medo de perder poder e privilégios institucionais. O sucessor de Yeltsin, Putin, instalaria oficiais militares com inclinações semelhantes.

Sergei Ivanov, ministro da Defesa de Putin de 2001 a 2007, apoiou publicamente as posições ideológicas de Putin à custa da prontidão militar. Ivanov trabalhou para restaurar a imagem da Rússia como uma grande potência através da preparação para um conflito em larga escala, apesar das unidades táticas se tornarem a definiçãounidade organizacional do conflito moderno. Ele argumentou contra o envolvimento parlamentar em assuntos militares e foi inflexível em isolar os processos políticos de qualquer supervisão independente. Foram as necessidades de Putin, não as dos militares, que impulsionaram a aparência, a liderança e a modernização dos serviços de defesa da Rússia. Sucessivos chefes de estado-maior, os mais altos comandantes militares da Rússia, agravaram as tolices de Ivanov ao fazer sua melhor interpretação de Grachev. Os chefes de Estado-Maior Anatoly Kvashnin e Yuri Baluyevsky seguiriam um caminho semelhante, onde os privilégios individuais superavam as capacidades militares. Em última análise, tendo falhado em inovar e reenergizar o exército russo, ambos foram demitidospor incompetência militar, um fracasso em apoiar as tentativas de Putin de consolidar o poder e um fracasso geral na modernização das forças armadas da Rússia.

A guerra da Rússia com a Geórgia em 2008 revelou a abundância de fracassos e falhas estruturais que se desenvolveram como resultado de reformas fracassadas. O sucesso foi alcançado por meio das falhas consideráveis ​​da própria Geórgia — e do enorme desequilíbrio de tamanho. O fraco desempenho do poder aéreo russo, a incapacidade dos serviços de trabalhar juntos, as falhas logísticas , a falha na comunicação de dados de inteligência e reconhecimento em tempo real e a desorganização geral das forças armadas refletiam os danos infligidos pelos líderes militares russos. Essas falhas foram suficientes para impulsionar as reformas de 2008, que visavam criar um exército mais eficaz, flexível e escalável.

Anatoly Serdyukov, segundo ministro da Defesa de Putin e líder dos esforços de reforma, abordou os militares através de lentes de austeridade e ceticismo. Seus esforços levaram a uma tentativa de reduzir significativamente o número de oficiais até 2013, uma reorganização das unidades militares e a criação de um departamento de controle financeiro dentro do Ministério da Defesa para controlar o fluxo de finanças para o Estado-Maior. Sua desconfiança em relação aos militares e a falta de conhecimento militar geral alienaram os grupos militares e o complexo militar-industrial, ambos grandes aliados de Putin, o que alimentou o medo de que as reformas militares voltassem a ameaçar os poderes superiores. Também significou sua condenação. Em última análise, a diretoria de contra-inteligência militar do FSB construiu um caso criminalcontra Serdyukov e o derrubou em 2012.

O atual ministro da Defesa, Sergei Shoigu, tentou equilibrar o clientelismo e a necessidade de reformas. Embora ele ainda não tenha revertido as mudanças estruturais introduzidas sob Serdiukov, como comandos estratégicos operacionais, formações baseadas em brigadas e planos estratégicos de rearmamento, ele continua a suprimir febrilmente críticas independentes e avaliações de operações militares, e incutiu a noção de Putin de controle de alto nível dos oficiais militares.

Isso pode ser melhor refletido na bênção de Shoigu de Valery Gerasimov para se tornar chefe do Estado-Maior em 2012. O mais novo chefe militar de Putin incorporou o desejo do líder por relações estáveis ​​com o complexo industrial militar e esforços de rearmamento. Essa nomeação destacou não apenas a relação entre Shoigu e Gerasimov, mas também a falta geral de autonomia que define a cultura militar da Rússia. Gerasimov comanda os militares e propõe mudanças de acordo com as demandas civis, enquanto Shoigu faz lobby por recursos e coordena com outros ramos civis, mas canaliza meticulosamente as prioridades estratégicas de Putin em diretrizes militares. Portanto, quaisquer reformas planejadas devem ser validadas pelo próprio Putin.

Embora Gerasimov tenha defendido uma abordagem rigorosa baseada em evidências para o desenvolvimento militar da Rússia, combinando previsão militar estratégica com resposta dinâmica e a importância de desenvolver uma superioridade militar esmagadora sobre qualquer ameaça, conhecida e desconhecida, em vez de se preparar para um único tipo de guerra , ele está, em última análise, a pedido de Putin. Assim, enquanto esses dois, juntos, trouxeram um sentido mais refinado à liderança militar, a consolidação do poder e do controle de Putin permanece.

Essas reformas levaram à modernização das forças armadas russas, mas não em um grau operacionalmente significativo. Sob Putin, os militares tornaram-se mais subjugados ao Kremlin, não menos, mesmo à luz de suas exigências de mudança. A falta de supervisão parlamentar e a politização dos objetivos militares criaram um ambiente em que Putin opera com “informações distorcidas que geralmente exageram o status das forças armadas”, segundo um relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Experiência da Rússia na Ucrânia
A experiência da Rússia na Ucrânia é um excelente exemplo. De comandantes de batalhões de fuzileiros e divisões de tanques a chefes de unidades de guerra eletrônica, a liderança russa perdeu toda uma gama de líderes de alto nível. O comando militar russo mostrou relutância em delegar autoridade a oficiais subalternos. Esse sistema significa não apenas que os generais tendem a aparecer mais em combate e, portanto, são vulneráveis ​​a ataques, mas também que os oficiais subalternos não têm experiência para comandar operações no campo de batalha quando chamados. Essas perdas são ainda mais exacerbadas pela falta de oficiais para substituí-los – causada, em parte, pelos esforços de reforma equivocados de Serdiukov.

Aqueles que escapam da morte no campo de batalha podem encontrar um destino menos dramático em casa. A eficiência dos militares depende do relacionamento do ministro da Defesa com Putin e de sua capacidade de navegar pelo nepotismo autocrático do Estado russo. Como tal, é incomum para qualquer oficial militar de alto escalão contradizer Putin publicamente, muito menos criticá-lo. O exemplo mais gritante nos últimos tempos é a humilhação pública de Putin ao seu chefe de inteligência. Isso significa que os generais são excepcionalmente vulneráveis ​​à reação do próprio Putin, resultando em uma série de demissões e rearranjos em casa.

O Ocidente e, talvez mais importante, os vizinhos da Rússia devem levar em consideração o pesadelo que é a liderança militar da Rússia. Independentemente desse ambiente, a Rússia continuará se engajando em provocativas operações militares regionais. Aprender como detê-los exige que os alvos em potencial da Rússia aprendam como as forças armadas russas funcionam – e onde estarão suas fraquezas na próxima vez.

*Austin Wright é um profissional de não proliferação e comércio estratégico, especializado em segurança transatlântica e controles de exportação.

CBC lança Pump Military com cano de 14 polegadas


*LRCA Defense Consulting - 23/07/2022

Atendendo ao desejo de seus consumidores, especialmente os ligados à área de segurança, a CBC está lançando a espingarda Pump Military calibre 12 com nova opção de comprimento de cano: 14 polegadas.

A Pump Military 14” possui coronha em polipropileno na versão convencional ou retrátil (RT). O modelo RT é apresentado nas variações com ou sem acessórios. 

Além de ser bastante adequada ao uso tático por forças de segurança, haja vista que o cano menor possibilita um transporte mais fácil, especialmente em viaturas, a Pump Military 14" também é muito útil para a defesa aproximada residencial e de propriedades rurais.

Avaliação de Samuel Cout


22 julho, 2022

Taurus: jovem fenômeno do Tiro Esportivo fica impressionado com o clima organizacional da empresa


*LRCA Defense Consulting - 23/07/2022

No dia 19 de julho, a Taurus recebeu a visita de Hussein Klube Daruich, atleta patrocinado pela empresa e pela CBC, que conquistou a medalha de bronze na Fossa Olímpica Masculina na primeira edição da ISSF World Cup Júnior de tiro esportivo sub 21.

Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, afirma que sente muito orgulho de Hussein, atleta que tem apenas 14 anos e que já é medalha de bronze na Alemanha. “Temos certeza de que seu futuro será brilhante, representando o Brasil nas próximas competições.”

Sobre a visita, Hussein menciona que gostou muito do projeto Taurus do Bem, que é um incentivo para que as pessoas com deficiência não desistam de ocupar seu lugar no mercado de trabalho.

Além disso relata: “O que mais chamou a atenção na fábrica é a satisfação dos funcionários. Eles se sentem em casa, é um prazer que a gente percebe. É nítido! Você vê que está todo mundo satisfeito".


 

Motores WEG aumentam a eficiência energética em indústria de referência do segmento de Alimentos e Bebidas


*LRCA Defense Consulting - 22/07/2022

A WEG Portugal realizou, para a unidade da CEREALIS – Produtos Alimentares, Lda, localizada na região de Maia, o fornecimento de 271 motores IE3 e IE4, para substituição dos equipamentos existentes.

Este fornecimento teve como objetivo melhorar a eficiência energética da empresa dedicada à produção e comercialização de produtos derivados da transformação de cereais, possibilitando um maior rendimento dos motores que trabalham em média 24 horas por dia e 340 dias por ano, reduzindo assim o consumo de energia existente.

Os motores WEG, projetados e produzidos tanto na sede no Brasil, como na fábrica de Santo Tirso, em Portugal, foram fornecidos para serem acoplados aos ventiladores, extrusoras e moinhos de cereais da empresa Cerealis. O fornecimento contemplou 271 motores para áreas seguras, entre 1.1 kW e 75kW, 2 e 8 polos, várias formas construtivas e diferentes alturas de eixo, sendo que 31 destes motores irão operar em áreas classificadas.

Um dos principais desafios deste fornecimento foi a substituição de todos os motores antigos com baixo nível de eficiência por motores com nível de eficiência IE3 e IE4, porém mantendo a intercambialidade total. Os motores fornecidos têm um plano de pintura 212P apto para ambientes corrosivos, resistência de aquecimento, tropicalização completa de 200 horas e rolamentos aptos para altas temperaturas.

A este projeto está ainda associado um extenso e cuidadoso trabalho de cumprimento e acompanhamento das especificações técnicas e da documentação contratual, revelando uma abordagem centrada no cliente e na experiência em fornecimentos com soluções customizadas.

Este fornecimento reforça o know-how e a confiança dos produtos WEG no desenvolvimento de soluções técnicas eficientes e com elevada performance, capazes de atender às necessidades dos clientes nas mais diversas aplicações do segmento de Alimentos e Bebidas.

21 julho, 2022

AIEA: Brasil avança na corrida pelo submarino nuclear


*Portal BIDS - 20/07/2022

O Brasil avança a passos largos para concluir com sucesso o projeto para lançar seu primeiro submarino movido a propulsão nuclear. O Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, informou que o Brasil dará início a consultas sobre os procedimentos especiais de verificação aplicados ao material nuclear.

Ao fazer o anúncio, o Diretor-Geral elogiou a decisão brasileira de trabalhar em conjunto com a AIEA nesse projeto. O Brasil é membro da AIEA desde sua criação, em 1957. Esse organismo internacional tem a responsabilidade estatutária de estimular e auxiliar a pesquisa e o desenvolvimento das aplicações práticas da energia nuclear, com objetivos pacíficos. O projeto do submarino a propulsão nuclear dotado de armas convencionais encontra-se atualmente em fase avançada.

Uma vez completado o projeto, o Brasil será o primeiro país não possuidor de armas nucleares a desenvolver, de maneira autóctone, um submersível movido a energia atômica. A vantagem dos submarinos a propulsão nuclear sobre os motores a óleo diesel está na sua permanência submersa por períodos muito mais longos, sem necessidade de reabastecimento. Além disso, são mais rápidos e silenciosos e sendo de difícil detecção.

A embarcação será construída nos estaleiros de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. O protótipo do reator, que utilizará urânio de baixo teor de enriquecimento (LEU) como combustível, está sendo desenvolvido nas instalações da Marinha em Aramar, no estado de São Paulo, com tecnologia brasileira.

Para o Brasil, que possui mais de sete mil quilômetros de costa marítima, cerca de 3,6 milhões de km2 de mar territorial e uma significativa zona econômica exclusiva, o submarino a propulsão nuclear dotado de armas convencionais será de grande valia para patrulha, dissuasão e proteção eficiente dos recursos naturais e econômicos existentes nesse espaço marítimo.

Na FIA 2022, Akaer demonstra o Albatross, seu drone de emprego militar


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2022

No Farnborough International Airshow 2022, que acontece de 18 a 22 de julho, a Akaer está demonstrando o drone Albatross, seu projeto de UAS para reconhecimento terrestre e naval, que poderá ser configurado para outros tipos de missões. 

A plataforma possui  amplos compartimentos internos os quais, somados aos seus pontos duros, possibilitam o transporte de uma carga útil que poderá ser composta de sensores e sistemas de ataque.

Por meio do seu design inovador e de sua grande autonomia de voo, este sistema fica por muitas horas sobre a área de atuação, atendendo plenamente as múltiplas necessidades do seu operador.

“Temos a plena capacidade de desenvolvimento de soluções não tripuladas cobrindo todo o cilco de desenvolvimento, desde a concepção, projeto, integração de sistemas, testes e certificação”, afirma Aldo da Silva Junior, Vice-Presidente de Marketing e Vendas da Akaer.

Segundo Aldo, o que a Akaer apresentará na feira é apenas um exemplo das soluções não tripuladas da empresa nesse segmento. “Desenvolvemos aeronaves que atendem a requisitos complexos oriundos dos nossos clientes: desde missões de inteligência, vigilância, até mesmo tarefas que exijam emprego operacional de sistemas de armas.” 

Além do Albatross, a Akaer está apresentando também:

Modificações e Modernizações de Aeronaves
Dentre os pacotes de serviços prestados destacam-se as soluções de modificações as quais  efetuam as alterações de estruturas, mecanismos primários, desenvolvem novos interiores e instalam equipamentos e sistemas. Todas essas atividades são plenamente aplicáveis em aeronaves comerciais, VIPs e militares tanto de asa rotativa como fixa.

Para as modernizações, destacamos o trabalho feito com o P3 Orion da Força Aérea Brasileira destinado à patrulha do litoral brasileiro, no qual o mesmo passou por um processo completo de revitalização das suas asas, prolongando assim a vida útil dessa importante plataforma de vigilância aérea.

“A Akaer possui longo histórico referente à revitalização das mais variadas plataformas aéreas, sejam elas civis ou militares, adequando seu emprego para os novos desafios dos nossos clientes”, afirma Cesar Silva, CEO da Akaer.

Satélites
Para o segmento dos nanos e micros satélites de observação remota de alvos, a Akaer irá apresentar sua nova câmera, a qual possui dentre suas aplicações a geração de imagens em alta resolução para a detecção de movimentação de contingentes como tropas e veículos blindados.

Além disso, a empresa possui total capacidade de desenvolvimento de outras tecnologias utilizadas nesse setor, como por exemplo: processamento de sinal e controle de carga útil, concepção e projeto de missões espaciais completas, engenharia de sistemas espaciais, entre outros.

Modernização de veículos de combate
A empresa exibe também seu novo programa de modernização de veículos de combate blindados, aumentando dessa forma suas respectivas vidas úteis.

Dentre os possíveis pacotes de modernização, destacam-se a possibilidade de implantação de novas motorizações, a revitalização da suspensão, instalação de torres de comando automatizada para melhora da consciência situacional, substituição das miras óticas por optrônicos de última geração para busca e pontaria dos alvos e instalação de lançadores de mísseis anti-tanque.

Um dos pontos de destaque é a possibilidade de instalação de modernos computadores de tiro para execução de todos os cálculos balísticos e um outro computador de comando e controle o qual irá analisar em tempo real os parâmetros ambientais que possam interferir na execução das missões.

Sobre a Akaer
Em março de 2022, a Akaer completou 30 anos de contribuição para o desenvolvimento de tecnologias de ponta para os setores Aeroespacial, Defesa e Indústria 4.0. A empresa possui sua sede em São José dos Campos (SP/Brasil), e escritórios comerciais em outros dois países. Como um dos seus mais recentes destaques está o projeto em parceria com a sueca SAAB do caça Gripen NG para a Força Aérea Brasileira.

Farnborough International Airshow
A feira acontece nos anos pares, tendo a última edição ocorrida em 2018, já que em 2020 a pandemia prejudicou a realização do evento. A organização Farnborough International Limited (ADS Group) espera mais de 1.500 expositores e 80 mil visitantes de 96 países diferentes este ano. Em 2018, foram anunciados US$ 192 bilhões em fechamento de negócios.

A Akaer está no estande 4540 no Espaço Brasil.

MD e Invest Minas firmam acordo para impulsionar indústria de defesa


*Portal BIDS - 21/07/2022

Para alavancar a indústria de defesa, o Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), firmou a assinatura de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Agência de Promoção de Investimentos do Estado de Minas Gerais (Invest Minas). O acordo foi celebrado na sexta-feira (15), na sede da Pasta, em Brasília.

A parceria promove o desenvolvimento do ecossistema financeiro de apoio ao setor de defesa brasileiro, por intermédio de novas abordagens e soluções estratégicas em investimentos, financiamentos, seguros e garantias.

Os efeitos, na economia brasileira, podem ser identificados nos setores econômico, tecnológico e social. A partir disso, ocorre o aumento em investimentos, por meio do interesse de empresas em se estabelecer no Brasil e de fundos privados e soberanos a investir no País.

Em 2021, a balança comercial brasileira ampliou as exportações nacionais de defesa, atingindo 1,7 bilhão de dólares, o que representou um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Segundo dados da Seprod, a demanda por produtos de defesa no cenário geopolítico mundial está em crescimento, e os gastos no setor movimentam, no mundo, mais de 1,7 trilhão de dólares por ano.

Dessa forma, a iniciativa amplia a disponibilidade de instrumentos customizados que atendam às demandas da Base Industrial de Defesa (BID), incrementando o potencial de alavancagem do setor.

WEG participa de ampliação da capacidade de moagem da Usina Alto Alegre


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2022

A WEG possui um amplo portfólio de soluções para a indústria de Açúcar e Etanol, aliando a experiência de líder de mercado com a tecnologia de uma empresa inovadora. Os produtos são desenvolvidos com concepção moderna e alto padrão de desempenho, conferindo às aplicações sucroalcooleiras baixa manutenção, alta confiabilidade e flexibilidade, resultando em maior eficiência e segurança operacional.

Foi por isso que a Usina Alto Alegre, uma importante empresa do segmento, com capacidade de processar cerca de 11 milhões de toneladas de cana por safra, escolheu a WEG para fornecer equipamentos para a ampliação da capacidade de moagem de uma de suas usinas. 

Os motores da linha W60, carcaça 710, 4.500 cv, 13.800 V, fornecidos irão acionar o processo de preparo da cana, picador e desfibrador e possuem intercambialidade entre si e com outro equipamento já existente, o que possibilita fácil aplicação. Por se tratarem de máquinas iguais para aplicações diferentes, o cliente tem a possibilidade de, em uma eventualidade, remover um dos motores da posição original e aplicar em outra posição, garantindo maior segurança e disponibilidade operacional. Além dos motores, a WEG forneceu também um transformador de 55.000 kVA, 138 kV e retificadores.

A utilização de motorização elétrica nos processos produtivos da usina promove a economia de vapor, que aplicado na turbina gera energia, alimentando os motores e disponibilizando o excedente para comercialização.

Com a maior rede de assistência técnica e revendas autorizadas em todo o Brasil, a WEG mantém suporte completo ao cliente, do momento da compra ao pós-venda, possibilitando menor custo operacional, redução de paradas e o aproveitamento da safra de maneira sustentável.

Nordic Aviation Capital assina MoU com Astral Aviation para converter primeiros dois Embraer E190F para cargo


*LRCA Defense Consulting - 20/07/2022

A Nordic Aviation Capital (NAC), maior empresa de leasing de aeronaves regionais do mundo, assinou um memorando de entendimento para a Astral Aviation, com sede em Nairobi, Quênia, para a conversão das duas primeiras aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) do modelo E190F.

Em maio de 2022, a NAC e a Embraer chegaram a um acordo para que a empresa de leasing tivesse até 10 posições de conversão para os jatos E190F/E195F, com as primeiras entregas começando em 2024. As aeronaves serão convertidas da frota já existente de E190 e E195 da NAC.

“Estamos honrados em ser o cliente de lançamento do E190F, que terá como base o hub da Astral em Nairobi, operando uma combinação de voos regulares e fretados em nossa rede interafricana. Os E-Jets são conhecidos pela eficiência, flexibilidade e sustentabilidade e estamos confiantes de que a plataforma de cargueiros será uma adição revolucionária à nossa crescente frota. Somos gratos à NAC e à Embraer por escolherem a Astral para lançar os E-Jets cargueiros no mercado”, disse Sanjeev Gadhia, Fundador e CEO da Astral Aviation.

“Somos a empresa de leasing de lançamento do programa de conversão de cargueiros dos E-Jets e estamos satisfeitos em assinar um memorando de entendimento, para duas aeronaves E190F, com a Astral Aviation, líder no setor de carga na África. A NAC pretende permanecer líder em aviação regional e expandir nossa atuação para aeronaves narrowbodies maiores, enquanto reforçamos nossas capacidades de gestão do ciclo completo de vida de nossas aeronaves”, Norman C. T. Liu, presidente e CEO da NAC.

“A resposta ao programa P2F da Embraer, lançado apenas em março deste ano, tem sido incrível. A NAC já definiu o cliente das duas primeiras aeronaves e é ótimo receber mais um operador na nossa família de E-Jets”, disse Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

20 julho, 2022

Embraer: JetBlue se une à rede em expansão do Beacon nos Estados Unidos


*LRCA Defense Consulting - 20/07/2022

O Beacon, plataforma de coordenação de manutenção da EmbraerX para conectar recursos e profissionais para acelerar o retorno de aeronaves às operações, inicia testes com a JetBlue, a sétima maior companhia aérea na América do Norte, com sede em Nova York. Neste período, o Beacon ajudará a JetBlue a simplificar a coordenação de seus serviços de manutenção e impulsionar a colaboração entre as equipes de manutenção e fornecedores para acelerar o retorno à operação.

“A JetBlue é um parceiro comercial importante para o Beacon devido à escala de sua operação e à sua reputação na indústria”, disse Marco Cesarino, Head do Beacon. “Trata-se de uma companhia líder do setor, com inovação centrada no ambiente digital e na experiência dos seus passageiros. Estamos entusiasmados pela parceria com a JetBlue e por expandir a atuação do Beacon na América do Norte, aumentando o número de usuários da plataforma e medindo resultados para compartilhar o sucesso com outras operadoras. O objetivo é manter os passageiros sempre voando”.

A integração começará com as bases selecionadas da JetBlue em Nova York e Boston e expandirá gradualmente para outros aeroportos e rotas.

“Estamos empolgados em migrar nossas equipes para uma nova era digital com o Beacon”, disse Alvaro Espinoza, Diretor de Manutenção da JetBlue. “Há muito tempo esperamos por uma solução que acelere o retorno das aeronaves à operação, auxiliando nossa força de trabalho a ser ainda mais coordenada e reduzindo a complexidade das atividades com as quais costumam lidar, à medida em que aprimoramos a gestão do conhecimento sobre a operação”.

Por meio dessa parceria, a plataforma Beacon continuará expandindo sua presença no mercado comercial, o número de aeronaves atendidas, estações apoiadas e contribuirá com a missão de reduzir o tempo em que as aeronaves permanecem fora de serviço e atrasos para todos os tipos de aeronaves ao redor do mundo.

Sobre a JetBlue
A JetBlue é a Hometown Airline®️ de Nova York e uma transportadora líder em Boston, Fort Lauderdale-Hollywood, Los Angeles, Orlando e San Juan. A JetBlue transporta clientes para mais de 100 cidades nos Estados Unidos, América Latina, Caribe, Canadá e Reino Unido.
 

Embraer e Fokker Services fortalecem colaboração para desenvolvimentos futuros


*LRCA Defense Consulting - 20/07/2022

A Embraer e a Fokker Services anunciaram hoje, no Farnborough Airshow, a intenção de aprofundar a colaboração entre as empresas em diversos projetos, principalmente relacionados às áreas de serviços e suporte. As duas empresas estão analisando tópicos de suporte pós-venda, como modificações e customização de aeronaves, suporte a programas, logística, serviços de reparo e muitas outras oportunidades de suporte.

Esses desenvolvimentos estão relacionados ao Memorando de Entendimento (MoU) assinado em outubro de 2021 entre as empresas, que também inclui a Fokker Techniek. 

Isso abriu oportunidades para explorar uma ampla gama de atividades para os mercados de Defesa, incluindo a colaboração para a aeronave multimissão C-390, Aviação Comercial e Serviços e Suporte. Desde então, as empresas têm discutido diversas oportunidades utilizando seus respectivos conhecimentos e capacidades em novos projetos.

Em maio, a Embraer anunciou a seleção da Fokker Services para fornecer serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO), cobrindo uma série de unidades substituíveis de linha (LRUs, na sigla em inglês) para motores que fazem parte do Programa Pool da Embraer, apoiando as aeronaves da primeira geração de E-Jets da Embraer, que inclui o E170, o E175, o E190 e o E195. O acordo de longo prazo abrange mais de 60 peças de unidades substituíveis em linha para motores.

Outras oportunidades de Defesa estão em discussão, como a conversão e acabamento de aeronaves de missão e transporte especial. No mercado de aviação Comercial, o suporte de engenharia e logística serão os principais elementos a serem explorados, além do desenvolvimento de aeronaves movidas a hidrogênio.

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