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07 janeiro, 2025

Embraer entrega 206 aeronaves em 2024, 14% a mais que as 181 registradas em 2023

 


*LRCA Defense Consulting - 07/01/2025

A Embraer, uma das líderes globais da indústria aeroespacial, entregou 75 aeronaves no 4T24 – ou 27% a mais que no trimestre anterior (3T24), quando foram entregues 59 aeronaves, e igual ao volume do mesmo período de 2023 (4T23). No ano inteiro, foram entregues 206 aeronaves em 2024 – um número 14% maior que as 181 registradas em 2023.

Aviação Comercial
Com 31 entregas nos últimos três meses do ano, a Aviação Comercial atingiu 73 novas aeronaves em 2024 (no topo da faixa revisada de 70-73 guidance para o ano, e dentro da guidance original de 72-80).

Aviação Executiva
Enquanto isso, a Aviação Executiva foi responsável por mais 44 jatos no trimestre, e pelo total de 130 entregas no ano (no ponto médio da guidance original). Em comparação com 2023, o crescimento dessas unidades de negócios foi de +14% e +13%, respectivamente.

Defesa e Segurança
Por último, mas não menos importante, Defesa e Segurança também superou o resultado do ano anterior com a entrega de 3 novos C-390 Millennium em 2024 versus 2 em 2023. 



Fibraforte desenvolve o sistema de controle de atitude para a 2ª e 3ª fases de voo do Veículo Lançador de Pequeno Porte


 

*LRCA Defense Consulting - 07/01/2025

A Fibraforte Engenharia, Indústria e Comércio, uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento e na produção de componentes para satélites, foguetes e aeronaves. Com 30 anos de mercado, possui uma equipe técnica altamente qualificada e consolidou-se como referência em seu campo de atuação.

A empresa desenvolve sistemas de propulsão para satélites e controle de foguetes lançadores de satélites; estruturas leves e mecanismos para aplicação aeroespacial; equipamentos de suporte mecânico para integração e testes de satélites; sistemas de testes pra estruturas de aeronaves e serviços de engenharia.

Ao longo de sua história, participou de projetos de grande relevância, como o desenvolvimento do sistema de propulsão para a Plataforma Multimissão (PMM), utilizado no Satélite Amazônia, sendo a primeira vez que o Brasil desenvolveu um sistema deste tipo.

Em parceria com a Cenic, a Fibraforte também desenvolveu os mecanismos dos painéis solares da PMM. Além disso, a empresa foi responsável pelo desenvolvimento integral das estruturas dos satélites CBERS 3, CBERS 4 e CBERS 4A, desde a especificação até a produção de modelos de voo.

A Fibraforte também trabalhou no desenvolvimento de tanques de propelentes, reduzindo a dependência nacional de componentes, e desenvolveu propulsores monopropelentes.

No projeto do Microlançador Brasileiro (MLBR), desenvolve o sistema de controle de atitude para a segunda e terceira fases de voo do  Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP). Esses atuadores são essenciais para o controle preciso do veículo durante o voo, assegurando a estabilidade e a trajetória necessárias para o sucesso das missões espaciais. 

As demais empresas envolvidas no projeto do MLBR fazem parte do arranjo produtivo brasileiro formado por Cenic, Concert Space, Plasmahub, Delsis e Etsys.

Sobre a Fibraforte
A história da Fibraforte está ligada diretamente a iteanos (engenheiros oriundos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica -ITA) dedicados em desenvolver um trabalho eficiente, sério e de alta tecnologia. Três iteanos foram os responsáveis pela iniciativa, todos da Turma de 1985: Jadir Gonçalves, Thomas Leomil Shaw e Estácio Teru.

Sediada em São José dos Campos, a empresa foi fundada em 1994 em vista das demandas de sistemas mecânicos para os programas de satélites. Mas, com a evolução e expertise, já trilha outros caminhos, atuando também no setor aeronáutico.

Sempre investindo em P&D, a empresa é apoiada por órgãos de fomento como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico) e a FINEP (Financiadora de Estudo e Projetos).

O programa de desenvolvimento dos jatos da família EMB170/190 da Embraer colocou a Fibraforte atuante também no segmento aeronáutico. É fornecedora estratégica da Kawasaki no projeto das estruturas das asas e teve significante amadurecimento em negócios com empresas estrangeiras e excelente resultado financeiro que permitiu reinvestirmos em tecnologia e infraestrutura.

No Programa de Transferência de Tecnologia ligado ao SGDC, teve a Thales Alenia elevando seu status de fornecedores de propulsores, tanques e sistemas de propulsão. O fato, além de ter possibilitado o desenvolvimento de produtos com nível de qualificação exigido pelas integradoras de satélites estrangeiras, melhorou significativamente a sua visibilidade no mercado internacional.

No segmento de satélites também desenvolve estruturas, mecanismos e equipamentos de apoio à integração e testes de satélites.

Ainda no segmento espacial, mas destinados aos veículos lançadores de satélites, a empresa está desenvolvendo sistema de propulsão e atuadores mecânicos para aplicação em controle de atitude dos lançadores atualmente em desenvolvimento para o programa espacial brasileiro.

A Fibraforte atua também no segmento aeronáutico com suporte de engenharia no segmento de estruturas, além de fornecer dispositivos para testes de estruturas e mecanismos. A empresa tem buscado oportunidades na área de defesa em sistemas mecânicos, tanto estruturas como mecanismos, em uma iniciativa de aplicar suas competências desenvolvidas para a área espacial e aeronáutica em sistemas de defesa.

Atualmente, os principais clientes da Fibraforte são o INPE/AEB e Visiona no segmento de satélites, e Cenic no segmento de lançadores.

Delegação sul-africana visita a Embraer, pois o interesse continua alto em seu transporte C-390

Renderização de um C-390 nas cores da Força Aérea Sul-Africana

*Defence Web, por Guy Martin - 07/01/2025

Representantes da Força Aérea Sul-Africana (SAAF) estavam entre uma delegação governamental de alto nível que recentemente visitou as instalações da Embraer no Brasil, incluindo as unidades de produção do C-390 Millenium e do A-29 Super Tucano.

Entre 7 e 8 de novembro, a Embraer recebeu a delegação, composta por representantes-chave da Denel e da Força Aérea Sul-Africana (SAAF). A delegação da SAAF foi liderada pelo Brigadeiro-General Carl Moatshe, Diretor de Transporte Aéreo e Sistemas Marítimos, enquanto os representantes da Denel foram Lindokuhle Justice Mpanza, Gerente Executivo de Engenharia e Aeronavegabilidade Continuada, e Mante Mahlogonolo Phakathi, Gerente Executivo responsável pela Manutenção e Atualizações da Base.

O objetivo da visita era que a Embraer mostrasse a expertise da empresa em tecnologia aeronáutica, design, montagem e suporte. A visita incluiu apresentações sobre a empresa, bem como tours pelas linhas de montagem de aeronaves comerciais e de defesa, como o avião de transporte C-390 Millennium e a aeronave de treinamento/ataque leve A-29 Super Tucano. Representantes da SAAF também exploraram instalações de treinamento, incluindo simuladores de voo.

“Esta excursão abrangente proporcionou uma oportunidade de construir relacionamentos fortes e explorar o potencial para estabelecer parcerias industriais”, disse a Embraer ao defenseWeb após a visita.

Forte interesse da SAAF no C-390

A Embraer exibiu recentemente a aeronave C-390 na exposição Africa Aerospace and Defence (AAD), realizada na Base Aérea de Waterkloof de 18 a 22 de setembro, apresentando a aeronave e suas capacidades ao presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e à ministra da Defesa Angie Motshekga. A Embraer disse que a aeronave de transporte militar multimissão atende totalmente às necessidades da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF), bem como de outros departamentos governamentais.

“A SANDF demonstrou interesse no C-390 Millennium, à medida que avança nas etapas necessárias para a seleção da tão necessária capacidade de transporte estratégico para a SANDF”, disse a empresa após o AAD 2024.

A Embraer deu à África do Sul a oportunidade de avaliar a aeronave nos últimos dois anos, trazendo-a pela primeira vez para a África do Sul em novembro de 2023, quando foi avaliada pela SAAF, bem como por vários departamentos governamentais - a Embraer acredita que o C-390 é ideal para combate a incêndios, socorro em desastres, assistência humanitária e outras tarefas que a África do Sul precisa realizar.

Em abril de 2024, autoridades da Embraer se reuniram com o South African National Disaster Management Centre (NDMC) para explicar o uso da aeronave para missões como combate a incêndios e transporte aéreo humanitário. A África do Sul passou por vários desastres naturais nos últimos anos - incluindo incêndios e inundações - enquanto a SAAF precisa de aeronaves de transporte para apoiar suas obrigações de missão de paz internacional.

KC-390 na Base Aérea de Waterkloof em 2023

A Embraer disse que o C-390 poderia facilmente assumir missões para a Força de Defesa Nacional da África do Sul, o Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente, bem como o Departamento de Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais. Elas variam do transporte de carga, pessoal e veículos para operações de manutenção da paz a operações especiais, suporte humanitário, evacuação médica, busca e salvamento, vigilância marítima, combate a incêndio, reabastecimento aéreo e gerenciamento de desastres.

“Esta aeronave é atualmente a mais moderna e de alto desempenho em sua categoria”, disse a Embraer, acrescentando que ela pode operar em aeródromos austeros para realizar uma ampla variedade de missões. Desde sua entrada em serviço na Força Aérea Brasileira em 2019, o C-390 realizou inúmeras missões de ajuda humanitária e evacuação médica, salvando milhares de vidas. Diariamente, o C-390 Millennium transporta soldados, pessoal, suprimentos e veículos civis e militares, uma capacidade altamente valorizada para missões de manutenção da paz e gerenciamento de desastres. Mais recentemente, o C-390 contribuiu para a proteção ambiental no Brasil ao combater incêndios florestais na região do Pantanal, despejando até 11 toneladas de água por passagem sobre os incêndios.

Esta aeronave de transporte tático é capaz de ser reabastecida em voo, permitindo que ela cubra longas distâncias a Mach 0,8 ou realize missões estendidas. Ela também pode realizar missões de reabastecimento ar-ar para outras aeronaves graças a pods especiais instalados em suas asas.

“É interessante notar que a África do Sul compartilha muitas similaridades com o Brasil, particularmente em termos de geografia e necessidades operacionais. Ambos os países têm vastos territórios com ambientes remotos e muitas vezes desafiadores, incluindo grandes áreas florestais e vários campos de aviação austeros”, disse a Embraer. “Além disso, ambas as nações contam com o jato de caça Saab JAS-39 Gripen projetado pela Suécia, que é capaz de reabastecimento ar-ar para a proteção de seu espaço aéreo nacional. Isso torna o C-390 Millennium uma escolha ainda mais relevante e prática para a Força Aérea Sul-Africana, oferecendo não apenas capacidades de ponta, mas também aprimorando a interoperabilidade com a Força Aérea Brasileira.”

“Além de sua versatilidade, confiabilidade e desempenho de alto nível, que o tornam a melhor aeronave em sua categoria, o C-390 também oferece custos operacionais e de manutenção muito atrativos. Essas qualidades explicam o crescente sucesso comercial desta aeronave comprovada em missões com vários clientes, incluindo Suécia, Coreia do Sul, Portugal, Brasil, Hungria, Áustria e Holanda para substituir suas aeronaves legadas”, concluiu a Embraer. A Eslováquia está em processo de aquisição de três C-390s.

Linha de produção do C-390 da Embraer

O C-390 foi selecionado por muitas nações para substituir suas frotas de C-130 Hercules – o C-390 pode voar quase duas vezes mais rápido que o C-130 e carrega uma carga útil maior (26 toneladas versus cerca de 20 toneladas). Para a Força Aérea Sul-Africana, o C-390 permitiria um transporte mais rápido e eficiente de tropas e equipamentos para lugares como a República Democrática do Congo (RDC), onde a SANDF tem forças de paz destacadas.

06 janeiro, 2025

Embraer-CAE Training Services irá inaugurar novo simulador de voo completo para E-Jets E2 em Madri


*LRCA Defense Consulting - 06/01/2025

Segundo declarou, há duas semanas, a Gerente de Operações da CAE Inc. para o Sul da Europa na CAE Madrid, Reis Jardí Toro, há apenas três meses sua empresa se despediu de um de seus principais simuladores de voo, que há 20 anos treinava pilotos de todo o mundo. A executiva afirmou ter avisado que "algo inovador estava por vir, adaptando-se às novas frotas e apostando sempre na melhor tecnologia". 

Ainda conforme suas palavras "Bem, aqui está, pronto para voar! E em tempo recorde. A Embraer CAE Training Services (ECTS) oferece aos seus clientes um Simulador de Voo Completo Embraer E2 Nível D, bem como um CAE 400XR FTD e um Simfinity VSIM, nos quais podem treinar com as mais altas garantias de segurança e qualidade existentes no mercado".

Esta Consultoria apurou, com base em fontes não oficiais, que o simulador de voo passou por qualificação junto à Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) em meados de dezembro último, mas ainda não foi oficializado pela Embraer. 

Relevância estratégica e operacional
A instalação de um novo simulador completo de voo para aeronaves comerciais da Embraer na Embraer CAE Training Services (ECTS) em Madri tem grande relevância estratégica e operacional para a empresa e para a aviação comercial em geral.

Seguem alguns dos principais aspectos que ressaltam sua importância:

1. Expansão da capacidade de treinamento
- Atendimento à demanda global: o novo simulador aumenta a capacidade de treinamento de pilotos e equipes técnicas, atendendo à crescente demanda global por profissionais qualificados para operar aeronaves da Embraer.

- Localização estratégica: Madri é um hub logístico e de transporte na Europa, facilitando o acesso de companhias aéreas europeias e de outras regiões próximas, como Oriente Médio e Norte da África.

2. Reforço na segurança operacional
- Treinamento avançado: simuladores completos oferecem experiências imersivas e realistas, permitindo que os pilotos pratiquem situações de emergência e cenários complexos em um ambiente seguro.

- Padronização de procedimentos: a utilização de simuladores garante que os pilotos sigam os padrões operacionais da Embraer, reduzindo riscos e melhorando a eficiência.

3. Competitividade e inovação
- Apoio à frota crescente: com o aumento da frota de aeronaves comerciais da Embraer em operação, o novo simulador reforça o suporte pós-venda, contribuindo para a fidelização de clientes.

- Tecnologia de ponta: simuladores de última geração incorporam avanços tecnológicos que replicam com precisão os sistemas das aeronaves, destacando a Embraer como líder em inovação e treinamento.

4. Sustentabilidade e eficiência
- Redução de emissões: treinar pilotos em simuladores reduz a necessidade de voos reais para treinamento, contribuindo para a diminuição da pegada de carbono.

 - Economia operacional: companhias aéreas economizam custos significativos ao treinar pilotos localmente, evitando deslocamentos para centros de treinamento mais distantes.

5. Impacto econômico e parcerias
- Geração de empregos: a instalação do simulador pode criar oportunidades de trabalho para instrutores, técnicos de manutenção e outros profissionais em Madri.

- Fortalecimento da parceria Embraer-CAE: a colaboração entre a Embraer e a CAE é consolidada, promovendo o desenvolvimento conjunto de soluções de treinamento e suporte.

A instalação de um novo simulador de voo da Embraer em Madri representa um investimento estratégico que traz diversos benefícios para a empresa, para os operadores de suas aeronaves e para a indústria aeronáutica como um todo. Ao oferecer um treinamento personalizado de alta qualidade, a Embraer fortalece sua presença no mercado europeu, melhora a qualidade do treinamento de pilotos e reforça o compromisso da empresa com a segurança operacional, inovação, desenvolvimento e sustentabilidade da aviação comercial.

Expansão da joint-venture entre Embraer e CAE Inc.
Em agosto de 2023, a Embraer e a CAE Inc. anunciaram uma expansão da joint-venture entre as empresas, com o objetivo de incluir o treinamento de pilotos e tripulantes de cabine para a família E-Jet E2. O novo programa de treinamento de pilotos da Embraer-CAE Training Services (ECTS) em Singapura, inaugurado em fevereiro de 2024, passou a contar com um novo simulador de voo completo (FFS, na sigla em inglês), de última geração, para os E-Jets E2 no Centro de Treinamento de Voo da CAE em Singapura.

O programa de capacitação do E2 conta com material didático de avaliação de treinamento baseado em competências (o CBTA, da CAE), instruções interativas em sala de aula com o simulador virtual CAE Simfinity (VSIM) e treinamento prático imersivo em um novo simulador de última geração da série CAE 7000XR. O equipamento está localizado no Centro de Treinamento de Voo CAE, em Singapura, próximo ao Aeroporto de Changi, e dá apoio aos operadores de E2 na região.  

Em complemento ao simulador de voo do E2 estão sessões em sala de aula que incluem treinamento interativo em tela touchscreen para acelerar o aprendizado. O VSIM, poderosa ferramenta para familiarização dos pilotos com todos os sistemas da aeronave, apresenta um aprimoramento significativo em relação à preparação típica dos profissionais. O VSIM pode ser usado por um instrutor para simular todos os tipos de funções do sistema, tanto em sala de aula ou como em briefings. Além disso, a ferramenta pode ser utilizada por pilotos para treinamentos individualizados.

Singapura foi escolhida como o primeiro local por conta da crescente frota de jatos E2 na Ásia-Pacífico.  A instalação do simulador de voo e do programa de treinamento de pilotos aumentou a proposta de valor da Embraer na região.

Simulador de voo completo (FFS), de última geração, para os E-Jets E2 no Centro de Treinamento de Voo da CAE em Singapura

Plataforma Embraer Services & Support
A Embraer Services & Support vem expandindo sua rede de MRO em todo o mundo em ritmo acelerado. A unidade de negócios dobrou sua capacidade de serviço de manutenção para jatos executivos nos Estados Unidos, por meio da adição de três instalações de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) em Dallas Love Field, Cleveland e Sanford. Na Europa, será dobrada sua capacidade para jatos executivos em Le Bourget (França).

A rede global de simuladores de voo completo também está crescendo. A Embraer Services & Support pretende abrir dois novos simuladores de Aviação Comercial em todo o mundo, além de Madri e Singapura. Os demais locais serão divulgados oportunamente.

As soluções de treinamento da ECTS são um dos destaques da plataforma Embraer Serviços & Suporte. A plataforma reúne todo o portfólio de produtos e soluções para fornecer os melhores serviços e experiência de suporte, e alavanca o negócio de pós-venda para intensificar sua presença e aprimorar o suporte no dia a dia, gerando mais valor aos clientes. 

O programa de treinamento E2 conta com simuladores de voo completo CAE 7000XR Series, incluindo o inovador sistema visual CAE Tropos™ 6000XR, bem como dispositivos de treinamento de voo (FTDs) CAE XR Series.

Os programas de treinamento de pilotos e tripulantes de cabine do E2 serão gradualmente expandidos para locais estratégicos da rede global da CAE a fim de apoiar as entregas dos jatos da Embraer.

“Nossa unidade de negócios atingiu um backlog recorde de US$ 3,1 bilhões em 2024, oferecendo os melhores serviços agnósticos da categoria em áreas-chave do mercado, como MRO (Manutenção, Reparo e Revisão), Motores, Aeroestruturas, Treinamento, Materiais, Modificações e Conversões. A Embraer Services & Support visa continuar expandindo sua presença global, fortalecendo sua posição como um impulsionador de crescimento para a Embraer”, diz Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Services & Support, em julho de 2024.

Sobre a CAE
Na CAE são preparadas pessoas em funções importantes com a experiência e as soluções para criar um mundo mais seguro. Como uma empresa de tecnologia, digitaliza o mundo físico, implantando treinamento de simulação baseado em software e soluções de suporte a operações críticas. Acima de tudo, capacita pilotos, tripulantes de cabine, companhias aéreas, forças de defesa e segurança e profissionais de saúde para que tenham o melhor desempenho possível todos os dias, em especial quando os riscos são mais altos.

Em todo o mundo, está em todos os lugares onde os clientes precisam que esteja, com mais de 13.000 funcionários em aproximadamente 250 instalações e locais de treinamento em mais de 40 países.

A CAE representa mais de 75 anos de pioneirismo no setor - os simuladores de voo, de missão e médicos da mais alta fidelidade e os programas de treinamento alimentados por tecnologias digitais. A empresa incorpora a sustentabilidade em tudo o que faz, garantindo, hoje e amanhã, que seus clientes estejam prontos para os momentos que importam.

05 janeiro, 2025

Sobre a entrada de jovens brilhantes para a carreira militar: preocupações para o longo prazo


*Anderson Correia, via LinkedIn - 05/01/2025

Sobre a entrada de jovens brilhantes para a carreira militar, tenho minhas preocupações para o longo prazo. Como vamos atrair os melhores engenheiros e cientistas para este setor, com tantas boas opções em outras carreiras, com muito mais atrativos de curto e longo prazo? Além das questões de amor à pátria, o que levaria um jovem a ficar 35 anos em uma carreira pública?

Tenho a impressão que as gerações mais novas tem dificuldade em se comprometer com uma carreira longa e tão verticalizada. Ainda mais porque os postos atrativos vão ocorrer no médio prazo (10-20 anos). Imagine dizer isso para alguém da geração Z?

No passado, havia o atrativo da estabilidade da carreira e aposentadoria integral. Mas isso vai perdurar nas próximas 3, 4 ou 5 décadas? Com uma dívida pública tão elevada, esses benefícios podem ser alterados.

Temos que lembrar que a carreira militar não envolve apenas a tropa de soldados. Há toda uma tecnologia envolvida. As forças armadas mundo a fora tem investido bastante em computação quântica, setor espacial, armas biológicas, energia nuclear e segurança cibernética. Vamos conseguir estar atualizados com o padrão internacional aqui no Brasil?

Tem outro ponto. A mídia critica muito os militares. Isso deve pesar no consciente dos jovens. Porque seguir uma carreira que é tão bombardeada? Em outros países, ser militar é motivo de honra. Outro dia fui assistir a um jogo de basquete nos Estados Unidos e o locutor pediu para a plateia se levantar porque havia um soldado assistindo ao jogo e todos o aplaudiram, como se fosse um herói.

Claro que sempre haverá os idealistas. Mas um país não pode se sustentar somente com base no sacrifício pessoal, pois tudo tem um limite. E esse setor de tecnologia exige pessoas motivadas. É só notar o ambiente de trabalho das empresas mais inovadoras e veremos que isso não é apenas firula, é algo que impacta na produtividade científica mesmo.

Como cidadão Brasileiro, anseio por Forças Armadas bem avançadas tecnologicamente e com pessoal bem formado e motivado integrando suas fileiras. A segurança de nosso país depende disso.

A maior parte dos Brasileiros às vezes nem sabe, mas há nesse momento vários engenheiros militares cuidando de sua segurança. E a guerra de hoje ocorre na computação, no espaço e em ameaças bem sutis, não é mais só no campo de batalha tradicional. A gente não enxerga os inimigos entrando.

Ter jovens bem formados e motivados para a carreira militar é questão estratégica para nosso país.

*Anderson Correia é Diretor-Presidente do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas, uma das maiores instituições de ciência e tecnologia do Brasil, Professor Titular e ex-Reitor do ITA.

Sancionada a criação da Alada, empresa estatal voltada ao desenvolvimento de projetos espaciais


*Agência Senado, 03/01/2025

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 15.083, de 2025, que cria a Alada, uma estatal voltada para projetos aeroespaciais. A lei, publicada nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial da União (DOU), autoriza a exploração econômica da infraestrutura aeroespacial.

A Alada é subsidiária da NAV Brasil, estatal vinculada ao Ministério da Defesa, criada em 2020 para administrar serviços de navegação aérea que antes eram responsabilidade da Infraero. Com foco em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de tecnologias aeroespaciais, o objetivo da Alada é fortalecer a atuação do Brasil no setor, permitindo que o país participe de maneira mais ativa no mercado internacional de satélites e lançamentos espaciais.

Alada
A subsidiária poderá desempenhar várias funções estratégicas. Entre elas estão:
- Desenvolvimento e comercialização de tecnologias para navegação aérea e espacial;
- Pesquisa e certificação de equipamentos aeroespaciais;
- Proteção e gestão da propriedade intelectual de inovações na área;
- Apoio ao Comando da Aeronáutica em projetos para melhorar o controle do espaço aéreo;
- Gestão e operação de redes de satélites.

Além disso, a nova empresa poderá ser contratada para executar projetos estratégicos do Comando da Aeronáutica, utilizando recursos do Fundo Aeronáutico.

Estrutura
Nos primeiros quatro anos de operação, a subsidiária poderá contratar técnicos e funcionários administrativos de forma temporária para garantir seu funcionamento inicial. Essas contratações serão consideradas de interesse público e seguirão as regras definidas pelo Conselho de Administração da NAV Brasil.

A lei também permite que servidores públicos e militares sejam cedidos para trabalhar na nova empresa. Caso isso aconteça, a subsidiária terá que reembolsar os órgãos de origem pelos custos com esses profissionais.

Além disso, a subsidiária poderá oferecer planos de previdência complementar aos seus funcionários, por meio da adesão a uma entidade fechada de previdência já existente.

Outro ponto da lei é a possibilidade de a União assumir o controle direto da subsidiária. Isso poderá ocorrer por meio da transferência das ações da NAV Brasil para o governo federal, sem custos para a União. Essa medida permitiria ao governo ter maior controle sobre os projetos da subsidiária e sua integração com políticas nacionais para o setor aeroespacial.

Projeto
A criação da Alada foi proposta pelo PL 3.819/2024, de autoria do Poder Executivo. O texto foi aprovado pelo Plenário do Senado em dezembro de 2024, após parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), e já havia sido aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE).

Durante a tramitação, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia, elogiou a iniciativa de criação da Alada. Ele disse que, como ministro entre 2019 e 2022, participou da concepção da empresa. O senador destacou a importância da estatal para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, ressaltando que a exploração comercial de voos espaciais pode gerar bilhões de dólares em receitas para o país.

Armados para sobreviver: como o massacre do Hamas em 7 de outubro transformou a cultura das armas em Israel


*Fox News, por Efrat Lachter - 27/12/2024

Na sala de parto de um hospital em Jerusalém, enquanto as contrações se intensificavam e a parteira tentava ajudar a parturiente a se mudar para uma posição mais confortável, a mãe sentiu algo estranho.

"Ela me disse que algo a estava machucando", lembrou Erga Froman, a parteira. "Então percebi que era minha arma, que estava no coldre em um cinto giratório e tinha se deslocado para a frente, tocando-a." Depois que o bebê nasceu, os colegas de Froman no hospital tiraram uma foto dela parada ao lado do recém-nascido, ainda usando a arma. "É uma imagem de contrastes", disse ela.

Antes de 7 de outubro, Froman, uma mãe de cinco filhos que agora vive nas Colinas de Golã, no norte de Israel, nunca havia considerado obter uma licença de porte de arma. Tendo optado por fazer serviço nacional não militar em vez de serviço militar na IDF, ela nunca havia disparado uma arma em sua vida. A mudança veio rapidamente após o ataque terrorista sem precedentes do Hamas às comunidades israelenses em 7 de outubro, deixando mais de 1.200 mortos e destruindo uma sensação de segurança na qual muitos israelenses confiavam há muito tempo.

"Na noite de 7 de outubro, meu marido e eu percebemos que, como eu viajo sozinha à noite em estradas perigosas para o meu trabalho – trazendo vida ao mundo – eu precisava de proteção", Froman disse à Fox News Digital. "Na manhã seguinte, eu tinha enviado meu pedido de licença de porte de arma. Agora espero nunca precisar usá-la, mas estou preparada se for preciso."

Por décadas, a posse de armas de fogo em Israel era incomum. Embora o serviço militar garantisse que muitos israelenses fossem treinados com armas, armas de fogo pessoais eram vistas mais como uma responsabilidade do que uma necessidade. O rigoroso processo de licenciamento dissuadiu muitos, e os israelenses confiaram no estado e em suas forças de defesa para protegê-los de ameaças terroristas, o que teve precedência sobre as baixas taxas de criminalidade de Israel.

Mas depois do massacre do Hamas em 7 de outubro, muitos israelenses começaram a ver armas de fogo pessoais como uma salvaguarda necessária em uma realidade nova e mais perigosa . "Como não havia equipes médicas suficientes em 7 de outubro, também não havia defesa suficiente", observou Froman. "Aprendendo com isso, hoje temos uma equipe médica comunitária e também estamos armados para poder dar uma primeira resposta."

A Suprema Corte israelense está atualmente analisando petições contra o ministro nacionalista da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, alegando que seu gabinete emitiu licenças de porte de armas sem a devida autorização.

Nos meses seguintes ao ataque de 7 de outubro, mais de 260.000 novos pedidos de licença de porte de arma foram submetidos – quase igualando o número total das duas décadas anteriores combinadas. Mais de 100.000 licenças já foram aprovadas, marcando um aumento de dez vezes em comparação ao ano anterior.

Ferramenta de sobrevivência
Ayala Mirkin, uma mãe de Shiloh na Judeia e Samaria, mais amplamente conhecida como Cisjordânia, solicitou uma licença de porte de arma depois que seu marido, um soldado da reserva da IDF, foi enviado para lutar na guerra em Gaza, deixando-a sozinha com seus três filhos pequenos. "Eu me senti insegura dirigindo por vilas árabes e sabia que tinha que fazer algo para me proteger", disse ela. "O processo foi muito mais rápido do que teria sido antes de 7 de outubro, mas ainda levou meses por causa da enxurrada de solicitações."

Mirkin agora carrega sua pistola sempre que sai de seu assentamento, embora ela continue em conflito. "Eu não quero ter uma arma. O dia em que eu puder devolvê-la será o mais feliz da minha vida. Mas não tenho escolha. É uma ferramenta de sobrevivência."

Para famílias como a de Mirkin, armas de fogo se tornaram parte da vida cotidiana. Ela mantém sua arma trancada em um cofre e treinou seus filhos para nunca tocá-la. "É uma ferramenta para proteção, não para matar", ela enfatiza. "Meu foco é preservar a vida, não tirá-la."

Oren Gozlan, um veterano paraquedista e pai, está entre aqueles que hesitaram antes de solicitar uma licença. Morando no lado israelense da fronteira da Linha Verde, perto da cidade palestina de Tulkarem, Gozlan decidiu que não poderia mais evitar se armar. "O medo de ter uma arma em casa com crianças ainda existe, mas a necessidade de proteger minha família supera isso", diz ele. "7 de outubro mudou tudo. Trouxe a percepção de que somos vulneráveis ​​de maneiras que nunca imaginamos."

Gozlan está nervoso com o que ele vê como supervisão inadequada no processo de licenciamento. "No campo de tiro, vi pessoas que nunca tinham segurado uma arma na vida, mal acertando seus alvos. É assustador pensar que essas pessoas agora estão andando por aí com armas de fogo."

Saar Zohar, um reservista em uma unidade de elite, expressou uma mudança semelhante. Por anos, Zohar resistiu a ter uma arma, acreditando que era desnecessário depois de seu serviço. Mas uma série de ataques terroristas após 7 de outubro o levou a reconsiderar. "Eu não conseguia suportar a ideia de ficar desamparado se algo acontecesse", ele diz. "Sabendo que tenho o treinamento e posso responder, sinto que é minha responsabilidade."

Ao contrário dos Estados Unidos, onde a posse de armas é frequentemente ligada a medos de crime ou à defesa da propriedade privada, as armas de fogo em Israel são vistas como ferramentas para combater o terrorismo. Historicamente, Israel evitou os tiroteios em massa públicos que às vezes atormentaram os EUA, mas especialistas alertam que a rápida proliferação de armas de fogo pode mudar isso. Com tantos indivíduos não treinados portando armas, o medo de ações impulsivas e erros trágicos paira grande.

Zohar é assombrado pelo potencial de identificação errônea. "A ideia de que outro civil armado possa me confundir com um agressor me aterroriza", ele diz, referindo-se a um incidente trágico em novembro de 2023, quando um civil israelense que havia atirado em terroristas em Jerusalém foi morto por engano por um jovem soldado.

O preço psicológico dessa mudança é evidente entre os recém-armados. Eyal Haskel, pai de três filhos de Tel Aviv, descreve as pressões sociais que enfrentou depois de 7 de outubro. "Eu nunca quis carregar uma arma, mas meus amigos questionavam por que eu não estava armado. Parecia uma expectativa, quase um dever."

Mas Haskel também está perturbado com o que viu em estandes de tiro. "As pessoas tratam isso como um jogo, atirando sem nenhuma compreensão da responsabilidade. É horrível pensar que essas pessoas agora são licenciadas."

Para muitos israelenses, a reforma representa uma resposta necessária a uma ameaça existencial. No entanto, ela também expôs falhas profundas no sistema. Os críticos argumentam que a abordagem atual sacrifica a segurança de longo prazo pela segurança de curto prazo, alertando sobre potenciais consequências não intencionais, de tiroteios acidentais a um aumento na violência doméstica.

"Obter uma licença de porte de arma é mais fácil do que obter uma carteira de motorista", diz Gozlan. "Para um carro, você precisa de aulas, testes e regras rígidas. Para uma arma, é só alguma papelada e algumas horas no estande de tiro."

Froman vê as coisas de forma diferente. "Se alguém ameaça você, você só saca sua arma em uma situação de segurança nacional. Você não saca uma arma para situações de risco de vida pessoal, a menos que seja um caso de terroristas. As regras aqui são claras – você deve ter um cofre para sua arma. Não posso confiar no cofre do meu marido; uma arma de fogo é pessoal. Não tenho permissão para usar a arma dele, e ele não tem permissão para usar a minha. Os regulamentos são muito rigorosos. A arma é para defesa contra aqueles que querem nos prejudicar, não para autodefesa geral."

Mirkin concorda. "Não somos como a América", ela disse. "Não queremos armas como passatempos... para nós, é sobrevivência, não escolha."

Um entrevistado que pediu para permanecer anônimo descreveu como ele treinou sua esposa no manuseio básico de armas de fogo, mesmo que ela não tenha licença. "Eu nunca quis colocá-la nessa posição, mas se eu não estiver em casa durante um ataque, ela precisa saber como defender nossos filhos."

À medida que Israel se ajusta a essa nova realidade, as implicações sociais do aumento da posse de armas de fogo permanecem incertas. Para muitos, o peso dessas decisões destaca o delicado equilíbrio entre proteção e responsabilidade.

"Espero nunca ter que usá-lo", diz Gozlan. "Mas não posso ignorar a realidade em que vivemos. O dia 7 de outubro mudou tudo."

04 janeiro, 2025

Aeromot inicia 2025 com transformação e crescimento

Visita dos alunos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMG ao hangar da Aeromot na filial de Belo Horizonte, em 16/10/2024

*LRCA Defense Consulting - 04/01/2025

A Aeromot anunciou que as obras da primeira fase de reforma no seu novo hangar no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, estão prestes a ser concluídas.

O novo hangar será um centro estratégico que ampliará suas operações, oferecendo um ambiente moderno e funcional para os clientes. Segundo a empresa, sua equipe estará operando no novo local muito em breve, comprometendo-se com cada detalhe do atendimento.

Essa conquista é um marco significativo para a empresa e representa o crescimento constante da Aeromot, bem como seu compromisso em oferecer soluções cada vez mais inovadoras e tecnológicas no setor de aviação, reforçando o seu foco no futuro e na construção de uma base sólida para atender às demandas dos clientes com excelência.

No vídeo abaixo, Leonardo Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Aeromot, destaca a importância dessa etapa e os planos que a movem rumo ao futuro. 


Parceria com o Centro de Estudos Aeronáuticos da UFMG
A Aeromot, referência nacional em tecnologia aeronáutica, firmou um acordo de colaboração com o Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A parceria entre as instituições busca impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras voltadas para a mobilidade aérea regional, um setor estratégico para a expansão da infraestrutura de transporte no Brasil.

O acordo contempla a colaboração em projetos de pesquisa, inovação e desenvolvimento de aeronaves e tecnologias sustentáveis, visando atender às necessidades emergentes do mercado aeronáutico brasileiro. A parceria fortalecerá o intercâmbio de conhecimento técnico e científico entre os engenheiros e pesquisadores da Aeromot e do CEA-UFMG, com foco em projetos que promovam eficiência operacional, segurança e sustentabilidade no transporte aéreo regional.

"Estamos muito entusiasmados em unir forças com uma instituição de prestígio como o CEA-UFMG. Esta cooperação é um passo importante para avançarmos no desenvolvimento de soluções que irão transformar a mobilidade aérea regional no Brasil, atendendo à crescente demanda por conectividade e acessibilidade em regiões que carecem de infraestrutura de transporte eficiente", afirmou Leonardo Andrade, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Aeromot e ex-aluno pelo CEA.

Por sua vez, o coordenador do Centro de Estudos Aeronáuticos da UFMG, Prof. Joel Laguardia, destacou a relevância do acordo para a comunidade acadêmica: "Esta parceria permitirá que nossos pesquisadores e alunos estejam na vanguarda das inovações tecnológicas aplicadas à aviação. Além disso, contribuirá para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país, reforçando o papel da UFMG como protagonista na pesquisa aeroespacial." Com este acordo, a Aeromot reafirma seu compromisso com a inovação e a busca por soluções que ofereçam alternativas seguras e sustentáveis para a mobilidade aérea regional, beneficiando o setor e a sociedade como um todo.

03 janeiro, 2025

Sete mil mulheres se alistam no serviço militar em 2 dias

 


*Agência Brasil, por Daniella Almeida - 03/01/2025

O Ministério da Defesa registrou desde a quarta-feira (1º) até o meio dia desta sexta-feira (3) cerca de 7 mil inscrições no alistamento militar feminino voluntário. As inscritas concorrem a uma das 1.465 vagas disponibilizadas em Brasília (DF) e em outros 28 municípios de 13 estados, mais o Distrito Federal

O alistamento militar feminino inédito segue até 30 de junho. Mesmo período do alistamento masculino obrigatório. A iniciativa é destinada às mulheres que completam 18 anos em 2025, ou seja, nascidas em 2007, a partir do decreto 12.154, de 27 de agosto de 2024, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, o Ministério da Defesa afirma que pretende aumentar, progressivamente, o número de mulheres recrutadas pelo serviço militar inicial feminino, alcançando 20% das vagas, sendo 1.100 no Exército Brasileiro, 300 na Aeronáutica e 155, na Marinha.

Alistamento militar feminino
Outro requisito além da idade para o alistamento voluntário é que as jovens residam no município onde existe a organização militar.

As interessadas podem se alistar em uma das três forças armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – de forma online no link [ https://alistamento.eb.mil.br/alistamento ] ou presencialmente em uma junta de serviço militar dos seguintes municípios:  Águas Lindas de Goiás (GO), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Canoas (RS), Cidade Ocidental (GO), Corumbá (MS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Formosa (GO), Fortaleza (CE), Guaratinguetá (SP), Juiz de Fora (MG), Ladário (MS), Lagoa Santa (MG), Luziânia (GO), Manaus (AM), Novo Gama (GO), Pirassununga (SP), Planaltina (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santa Maria (RS), Santo Antônio do Descoberto (GO), São Paulo (SP) e Valparaíso de Goiás (GO).

Seleção  
No processo de análise das inscrições, as três forças irão considerar a disponibilidade de vagas, a aptidão da candidata e a especificidade exigida para incorporação.

A seleção inclui entrevista, inspeção de saúde (exames clínicos e laboratoriais) e testes físicos.

Todo o processo de recrutamento será realizado em etapas: alistamento, seleção geral, seleção complementar, designação/distribuição e incorporação.

Incorporação
As mulheres selecionadas serão incorporadas no primeiro semestre de 2026 (de 2 a 6 de março) ou no segundo semestre (de 3 a 7 de agosto).

Os cargos iniciais para ocupação são os da graduação de soldado (Exército e Aeronáutica) ou marinheiro-recruta, no caso da Marinha.

A partir do ato oficial de incorporação, o serviço militar inicial feminino se tornará de cumprimento obrigatório. As militares incorporadas terão os mesmos direitos e deveres dos homens e ficarão sujeitas às penalidades previstas na legislação brasileira.

Conforme o Decreto 12.154, de 27 agosto de 2024, o serviço militar terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogado por até oito anos.

As mulheres voluntárias não terão estabilidade no serviço militar. Após serem desligadas do serviço ativo, elas irão compor a reserva não remunerada das Forças Armadas

Mulheres nas Forças

A partir da aprovação em concurso público ou como militares temporárias, atualmente, existem 37 mil mulheres nas Forças Armadas, o que corresponde a cerca de 10% de todo o efetivo militar brasileiro.

De acordo com o Ministério da Defesa, nas três forças armadas, as mulheres atuam, principalmente, nas áreas de saúde, ensino e logística ou têm acesso à área combatente por meio de concursos públicos específicos, em estabelecimentos de ensino, como o Colégio Naval (CN), da Marinha; a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx); e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), da Aeronáutica.

Embraer: a fabricante de aeronaves preferida da Índia em meio à turbulência da indústria


*Financial Express, por Huma Siddiqui - 03/01/2025

Com mais de 40 aeronaves operando nos setores de defesa, aviação comercial e executiva da Índia, a Embraer se consolidou como uma parceira essencial nas aspirações da aviação do país. De plataformas militares a jatos regionais, a fabricante aeroespacial brasileira está posicionada de forma única para dar suporte às ambições da Índia de se tornar um centro global de aviação.

Um parceiro confiável em defesa

As contribuições da Embraer para o setor de defesa da Índia são estratégicas e impactantes. O sistema Netra Airborne Early Warning and Control (AEW&C), construído na plataforma Embraer 145, reforça significativamente as capacidades de vigilância da Força Aérea Indiana. Além disso, a aeronave Legacy 600 serve como transporte VIP confiável para autoridades governamentais, simbolizando a reputação da Embraer por confiabilidade e desempenho em missões críticas.

Olhando para o futuro, a Embraer está colaborando com parceiros indianos para explorar potenciais aquisições de sua aeronave de transporte C-390 Millennium. Esta aeronave militar multimissão está sendo posicionada como uma forte concorrente para o programa de aquisição de aeronaves de transporte médio da Índia. As discussões em andamento da Embraer com o Mahindra Group ressaltam sua intenção de aprofundar parcerias industriais no país. 

A visão da Embraer se alinha perfeitamente com as necessidades da aviação regional da Índia. Sua família de E-Jets, conhecida pela eficiência de combustível e conforto dos passageiros, está pronta para melhorar a conectividade entre cidades de nível dois e três. Essa abordagem apoia o esquema UDAN do governo indiano, que visa tornar as viagens aéreas acessíveis e acessíveis para cidadãos em cidades menores. A companhia aérea regional Star Air exemplifica essa parceria. Com uma frota totalmente Embraer composta por nove aeronaves — quatro E175s e cinco E145s — a Star Air anunciou planos de expansão para 25 jatos Embraer até 2027. Esse crescimento não apenas reforçará a pegada da Star Air, mas também aumentará significativamente a infraestrutura de conectividade regional da Índia.

Fortalecendo as cadeias de suprimentos locais
Além de implantar aeronaves, a Embraer está trabalhando ativamente para se integrar ao ecossistema industrial da Índia. Ao aprimorar sua base de cadeia de suprimentos dentro do país, a empresa pretende contribuir para a iniciativa 'Make in India' do governo. Essa estratégia reflete o compromisso de longo prazo da Embraer em apoiar as ambições aeroespaciais da Índia e promover capacidades tecnológicas e de fabricação locais.

Construindo um Futuro Sustentável
O foco da Embraer em sustentabilidade e inovação ressoa com o cenário de aviação em evolução da Índia. Sua aeronave de última geração promete emissões reduzidas, alinhando-se com os esforços globais para combater as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que aborda a crescente demanda da Índia por viagens aéreas.

Uma Parceria Abrangente
Dos céus ao chão de fábrica, o envolvimento da Embraer com a Índia abrange defesa, aviação comercial e colaboração industrial. Ao fornecer soluções personalizadas e promover parcerias locais, a Embraer se posicionou como um participante-chave na história de crescimento da Índia. Com seus jatos regionais prontos para transformar a conectividade e suas plataformas de defesa aprimorando a segurança nacional, a Embraer realmente se destaca como a fabricante de aeronaves preferida da Índia.

WEG atinge dois mil geradores fornecidos ao cliente Vestas do Brasil Energia Eólica


*LRCA Defense Consulting - 03/01/2025

A WEG celebra a expressiva marca de dois mil geradores fornecidos para a Vestas um dos componentes vitais das turbinas produzidas pela empresa dinamarquesa, fortalecendo ainda mais sua contribuição para o setor de energia limpa no Brasil. Os equipamentos, desenvolvidos para operar nas torres eólicas Vestas, estão instalados em diversos parques eólicos espalhados pelo país, evidenciando o compromisso compartilhado das duas empresas com a sustentabilidade e o avanço da matriz energética renovável no Brasil.

Este marco é resultado da confiança contínua da Vestas na capacidade da WEG, destacando a forte sinergia entre as duas empresas desde o início da parceria. "O fornecimento de dois mil geradores é um marco significativo na nossa trajetória com a Vestas, reforçando a qualidade dos nossos produtos e a eficiência do trabalho conjunto", ressalta João Paulo Gualberto da Silva, Diretor Superintendente da WEG Energia.

O relacionamento entre as empresas que reflete o compromisso mútuo em garantir a excelência em cada etapa do processo, em que a qualidade, desempenho e dedicação são os pilares que sustentam essa colaboração. Os resultados obtidos até aqui são um motivo de orgulho para todos na WEG, e os inspiram a continuar sua jornada em busca de inovação e melhoria contínua.

Essa parceria motiva a WEG a seguir oferecendo produtos e serviços de alta qualidade, sempre focados na satisfação do cliente e em atender aos mais elevados padrões de excelência.   
 

02 janeiro, 2025

Pistola GX2: lançamento mundial da Taurus ocorre hoje nos EUA

Imagens com direitos autorais de Holly Marcus

*LRCA Defense Consulting - 02/01/2025

Em lançamento mundial realizado hoje nos Estados Unidos, a Taurus Armas S.A. traz ao mercado sua nova pistola de polímero: a Taurus GX2, a mais nova integrante da linha GX. A empresa  está convicta de que, pelas suas características, preço e inovações, a nova arma deverá representar seu maior volume de vendas em 2025 e se tornar líder de mercado nos EUA, o maior do mundo.

Entre as muitas novidades, foi adicionado uma alavanca de desmontagem, não sendo necessária uma ferramenta, como uma chave de fenda de cabeça chata ou um estojo usado, para girar e liberar o ferrolho, tal como na GX4.

Taurus GX4 Carry Unboxing Review and first 100 Shots. Canal Phat Tático


Confira abaixo a matéria da NRA Women sobre o lançamento

Proteção acessível: a nova pistola compacta Taurus GX2

*NRA Women, por Holly Marcus - 02/101/2025

Ao anunciar sua nova pistola GX2, a Taurus reafirmou a missão da empresa como sua crença de que "todo americano tem direito à proteção pessoal, independentemente de sua situação financeira". A GX2, que é uma extensão da série de pistolas GX da empresa introduzida em 2021, tomará o lugar da popular G2c.

A pistola semiautomática compacta Luger de 9 mm será oferecida como uma versão básica e sem frescuras de seus modelos GX4. Esta é uma boa notícia, pois a GX4 Carry foi classificada em quarto lugar na linha de pistolas de 9 mm no 5º Projeto Anual de Pistolas Femininas. O que é uma notícia melhor é que a GX2 mantém o preço da G2c, tornando-a uma opção de arma de fogo atualizada e moderna que não vai quebrar o bolso.

A curta seção do trilho Picatinny na tampa contra poeira permite a montagem de luzes compactas ou lasers, como este Crimson Trace CMR-205 Rail Master Pro.

Em agosto de 2024, a Taurus realizou um evento de pré-lançamento com a nova pistola no renomado campo de treinamento Gunsite Academy e convidou jornalistas para testar a pistola. Treinados por alguns dos melhores instrutores de armas de fogo do país, treinamos com alvos reativos, tocamos placas de aço e até levamos a GX2 para o campo de tiro "Urban Scrambler" e para o campo de tiro interno "Funhouse".

As primeiras impressões da GX2 são sua ergonomia. A curva da alça traseira permite uma circunferência menor na parte superior da armação, o que é ideal para uma mão menor. Percebi que consegui manipular o disparador do carregador, o disparador do ferrolho e a segurança sem mudar meu punho de disparo. O alcance do gatilho também é confortável.

As dimensões básicas da GX2 são semelhantes às da G2c, o que a torna dimensionada entre a GX4 padrão e a GX4 Carry. Assim como a G2c, a GX2 vem de fábrica com uma segurança manual para o polegar. Uma segurança de gatilho bloqueia o pino de disparo até que o gatilho seja pressionado, para evitar um disparo acidental se a pistola cair. O botão de liberação do carregador pode ser acionado por qualquer lado. A alavanca de segurança e a trava do ferrolho são apenas do lado esquerdo. As atualizações incluem um trilho Picatinny na armação para montar uma lanterna e uma rodada extra de capacidade para um total de 13.

O formato da alça traseira e a largura estreita da estrutura do punho permitem que meu polegar alcance todos os controles sem interromper a empunhadura de tiro.

Na linha de tiro, o gatilho atualizado da GX2 é aparente, com uma leve retomada antes de uma quebra nítida, com reinicialização mínima. O tiro com uma mão com uma pegada firme produziu um giro mínimo do cano, pois o eixo de furo baixo ajuda a assentar bem a pistola na mão. A textura ao redor da estrutura da empunhadura tem uma leve sensação de lixa e manteve a arma firmemente na minha mão enquanto suportava o calor do fim do verão do Arizona no campo de tiro.

Atirar com a GX2 produziu bons grupos na massa central de alvos ao disparar rapidamente a curta distância e ainda acertou tiros de precisão conforme a distância dos alvos aumentava. Embora o ferrolho da pistola não seja cortado para uma montagem óptica, as miras de ferro são personalizáveis. O poste de mira frontal com ponto branco e entalhe em U serrilhado traseiro pode ser trocado por qualquer mira de reposição compatível com Glock.

A GX2 é um pouco menor e mais leve que uma Glock 19.

O ferrolho tem uma mola principal rígida que pode ser controlada com um movimento forte e positivo usando as suas serrilhas profundas ao engatilhar uma bala ou travá-lo para trás. Os carregadores de metal também têm molas muito rígidas e um dispositivo de assistência de carregamento (não fornecido) foi necessário para carregar todos os 13 cartuchos.

O evento Gunsite foi a primeira parceria da Taurus com a Academy para o lançamento de um novo produto, um fato que reflete a confiança da empresa na GX2. Ao longo de dois dias, queimei centenas de cartuchos de munição MagTech forçando a GX2 através dos rigores dos exercícios Gunsite e saí confiante na capacidade da pistola de fornecer uma vida inteira de serviço confiável. A Taurus respalda isso com uma Garantia Vitalícia Limitada para o comprador original.

AGX2 vem com dois carregadores de 13 cartuchos.

A escritora/fotógrafa Andi Bogard testa a GX2 no evento de pré-lançamento da Taurus na Gunsite Academy em agosto de 2024.

O MSRP (preço de venda sugerido) da GX2 toda preta é de US$ 310 e um modelo de aço inoxidável é listado por US$ 325. Como uma pistola de nível básico, a GX2 é uma opção sólida para proprietários de armas de fogo de primeira vez, que podem então investir o dinheiro que economizaram em munição e treinamento. Atiradores mais experientes ficarão agradavelmente surpresos com o quão bem a GX2 compete com pistolas de preço mais alto. O preço da GX2, combinado com a qualidade e os recursos da pistola, afirma ainda mais o mantra da Taurus de que "acessível não significa barato".    

A Taurus está oferecendo um modelo em aço inoxidável da GX2. Foto cortesia da Taurus USA.

Especificações
Fabricante: Taurus
Modelo: GX2
Largura: 1,18”
Comprimento: 6,19”
Altura: 4,89”
Peso: 20,08 ozs.
Calibre: 9 mm
Tamanho Luger: Compacto
Capacidade: 13
Ação: Disparado por percussor
Comprimento do cano: 3,38”
Punho: Polímero
Miras : Preto
Pronta para Óptica: Não
Segurança do Polegar: Sim
Cor/Acabamento: Preto/Inoxidável
Cano Roscado: Não
Material do Cano: Aço Inoxidável
Estrutura: Aço Inoxidável
MSRP: $310 / $325

01 janeiro, 2025

Mídia russa afirma que o cliente não revelado de dois Embraer C-390 é o Uzbequistão


*LRCA Defense Consulting - 01/01/2025

O portal Live Journal, uma mídia russa, especula que o cliente não revelado de dois Embraer C-390 Millennium seja o quase vizinho Uzbequistão, com o qual a Embraer teria anunciado “proximidade da celebração de um contrato” para a venda de duas aeronaves C-390 em maio de 2024.

Segundo o portal, o valor do contrato não foi divulgado oficialmente, mas a Embraer adicionou US$ 240 milhões à sua carteira de pedidos, que parece ser o preço do contrato.

Conforme publicou esta Consultoria em 05 de maio de 2024, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações - Cofig, uma entidade integrante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em sua 192ª Reunião Ordinária, realizada em 25 de abril de 2024, aprovou pedido de cobertura do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), ao amparo do Fundo de Garantia à Exportação, de operações de exportação de aeronaves da Embraer destinadas aos Estados Unidos e ao Uzbequistão. 

O uso do SCE, ferramenta gerida pelo MDIC, garante maior nível de segurança aos exportadores brasileiros, gera empregos, renda e fomenta o desenvolvimento tecnológico de nosso país.

Segundo publicou, na época, o jornalista Roberto Caiafa em seu perfil no X, seriam duas aeronaves militares multimissão C-390 Millennium para o Uzbequistão e até 30 aeronaves comerciais E175 para um cliente dos Estados Unidos. 


Para além do C-390

Em março de 2023, representantes do setor de aviação civil do Uzbequistão realizaram mesa redonda com delegação do conglomerado Embraer durante uma rodada de debates chamada de "Embraer Day", que integrou as discussões do tema "Futuro da Aviação: Uzbequistão".

Participaram do evento João Pedro Taborda, Vice-Presidente do Conglomerado Embraer, J. Choriev, Vice-Ministro dos Transportes, U. Azamov, Vice-Ministro da Cultura e Turismo, representantes de companhias aéreas e corpos diplomáticos atuantes no país e especialistas do setor.

Durante a mesa redonda, foram discutidas a apresentação da aeronave produzida pela Embraer e as perspectivas de cooperação mútua. Em particular, João Pedro Taborda observou que os setores de aviação e turismo estão se desenvolvendo rapidamente na região da Ásia Central, e novas companhias aéreas privadas estão surgindo no mercado de aviação. As aeronaves de curto e médio alcance fabricadas pela Embraer estão sendo vendidas às companhias aéreas que operam no país e a empresa está pronta para fornecer aeronaves de curta e média distância às companhias aéreas do Uzbequistão em condições favoráveis, acrescentou.

Ao final da mesa redonda, foi acordado trazer a aeronave E195-E2 para o país em junho deste ano, como parte do programa promocional especial implementado pela Embraer em todo o mundo, e organizar o evento "Asia Connect" para representantes de companhias aéreas e da indústria do turismo.

Em julho de 2023, o E195-E2 fez sua estreia no Uzbequistão com voos de demonstração durante dois dias. Os voos possibilitaram uma experiência com o design inovador e a eficiência operacional da família de aeronaves E2 para as autoridades governamentais, imprensa e representantes das companhias aéreas locais.


A apresentação da família E2 no Uzbequistão evidenciou a necessidade de avançar na conectividade doméstica e regional no curto prazo, para apoiar o desenvolvimento do turismo e a expansão da infraestrutura. A demanda por uma aeronave versátil, confiável e eficiente se torna ainda mais evidente ao considerarmos o perfil geográfico do Uzbequistão, marcado por relevo montanhoso e verões intensos.

O evento foi acompanhado por representantes do governo do Uzbequistão, pela Embaixada do Brasil, imprensa e companhias aéreas da região, além de integrantes da comunidade local de aviação.

“Os voos de demonstração proporcionaram uma excelente oportunidade para apresentar a eficiência operacional, os baixos custos de manutenção e a versatilidade da família E2 em condições desafiadoras. Essas características demonstram a alta capacidade de operação da aeronave no mercado do Uzbequistão”, afirma Michal Nowak, Vice-Presidente de Vendas da Embraer Aviação Comercial na Europa e Ásia Central. “Estamos otimistas com as oportunidades que o mercado local nos apresenta”.

O evento foi organizado em parceria com Uzbekistan Airports e Uzbekistan Airways.

“Os jatos da Embraer tem comprovado seu sucesso no mercado global de aviação. Estamos satisfeitos com trabalho constante em melhorias para as aeronaves, focados em características importantes como eficiência de combustível e redução no nível de ruído. A aviação no Uzbequistão está em forte crescimento, com novas companhias aéreas e novas aeronaves entrando em operação. Isso tem dado um impulso para o turismo doméstico e internacional”, afirma Rano Jurayea, Presidente do Conselho do Uzbekistan Airports. “Nesse contexto, esse evento é muito importante para nós, pois possibilita um espaço para companhias aéreas conhecerem a aeronave, tirar dúvidas diretamente com a fabricante e participar do voo de demonstração”, completa.

“Versatilidade, confiabilidade e eficiência para operar em meio a um ambiente geográfico singular são fatores-chave a serem considerados na composição da nossa frota. Estamos gratos pela oportunidade de testar as capacidades do E195-E2 no Uzbequistão. Isso possibilitará uma decisão mais informada, que nos auxiliará no aperfeiçoamento dos nossos serviços e no desenvolvimento da nossa malha aérea”, disse Shukhrat Khudaykulov, CEO da Uzbekistan Airways.


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