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04 fevereiro, 2026

Embraer expande parcerias na Ásia e Europa com foco em serviços e defesa

Fabricante brasileira anuncia acordos na Tailândia e Hungria para fortalecer suporte a aeronaves militares 


*LRCA Defense Consulting - 04/02/2026

A Embraer anunciou nesta quarta-feira (04) dois movimentos estratégicos que consolidam sua presença nos mercados asiático e europeu de defesa. A empresa avançou em negociações para estabelecer um centro de serviços na Tailândia e assinou um contrato de suporte técnico com a Força Aérea Húngara.

Tailândia: aposta na capacitação local
A parceria com a Thai Aviation Industries (TAI) prevê a criação de um centro de serviços autorizado para realizar manutenção na frota de aeronaves ERJ135 das Forças Armadas Reais da Tailândia. A implementação está prevista para o final de 2026.

A iniciativa representa o amadurecimento do Memorando de Entendimento firmado anteriormente entre as empresas e busca fortalecer o ecossistema aeroespacial tailandês por meio do envolvimento da indústria local.

"Nossa parceria com a Embraer demonstra a crescente capacidade da Tailândia em serviços de suporte aeroespacial", afirmou o Marechal do Ar Piboon Vorravanpreecha, Diretor Executivo da TAI.

Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, destacou que a estratégia visa "construir autossuficiência e capacidade a longo prazo" no país asiático. Ele também sinalizou interesse em expandir a colaboração para outras plataformas, mencionando especificamente o cargueiro militar KC-390 Millennium como opção para atender necessidades estratégicas futuras da Tailândia.

Hungria: consolidação operacional
Na Europa, a Embraer formalizou um contrato de prestação de serviços com a Força Aérea Húngara para dar suporte à frota de C-390 Millennium do país. O acordo abrange manutenção, logística e suporte técnico, utilizando a infraestrutura da Embraer no continente europeu.

A Hungria, segundo operador da OTAN a adotar o C-390, tornou-se em novembro de 2025 a primeira nação a receber todas as aeronaves contratadas, duas unidades. Desde que entrou em operação no final de 2024, a primeira aeronave registrou taxa de sucesso superior a 99% em suas missões.

"A Hungria demonstrou a excepcional confiabilidade e versatilidade da aeronave", afirmou Douglas Lobo, Vice-Presidente de Suporte ao Cliente e Vendas Pós-Venda da Embraer Serviços e Suporte.

As aeronaves húngaras são equipadas com uma inovação mundial: uma Unidade de Terapia Intensiva médica modular do tipo "roll-on/roll-off", que pode ser instalada e removida conforme a necessidade.

Estratégia de longo prazo
Os anúncios reforçam a estratégia da Embraer de não apenas vender aeronaves, mas criar relacionamentos duradouros por meio de serviços de suporte e manutenção. A abordagem busca garantir a operacionalidade das frotas e abrir caminho para futuras expansões comerciais em ambas as regiões.

03 fevereiro, 2026

Japonesa AirX firma contrato com Eve Air Mobility para fornecimento de duas aeronaves eVTOL com opção para mais 48

O acordo de encomenda amplia a flexibilidade com opções para mais 48 aeronaves eVTOL da Eve (subsidiária da Embraer), à medida que a AirX, sediada no Japão, expande seus serviços de Mobilidade Aérea Urbana

  


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2026

A Eve Air Mobility, líder global no desenvolvimento de soluções de decolagem e pouso vertical elétricos (eVTOL) de última geração, assinou seu segundo contrato vinculativo com a AirX, sediada em Tóquio, uma das principais fornecedoras japonesas de serviços inovadores de mobilidade aérea. O contrato vinculativo inclui a compra de até 50 aeronaves eVTOL. Este acordo representa um passo significativo para o avanço de soluções sustentáveis ​​de mobilidade aérea urbana no Japão.

“Nosso primeiro acordo na região Ásia-Pacífico, firmado em parceria com a AirX no Japão, é mais do que um marco; ele inaugura uma nova era que irá redefinir a mobilidade urbana”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility. “A região Ásia-Pacífico está preparada para liderar a transformação global rumo ao transporte aéreo sustentável e, juntos, estamos criando soluções inovadoras que irão redefinir a forma como as cidades se conectam, se deslocam e prosperam. Esta parceria é um passo ousado em direção a um futuro mais limpo e inteligente para as próximas gerações.”

Nos termos do acordo, a AirX integrará a aeronave eVTOL de última geração da Eve em suas operações, apoiando a visão da empresa de oferecer alternativas de transporte eficientes e com zero emissão para viagens urbanas e regionais. A entrega das duas primeiras aeronaves está prevista para 2029, com potencial para expansão adicional conforme a demanda por mobilidade aérea avançada crescer.

“Estamos entusiasmados com a parceria com a Eve Air Mobility para trazer o transporte aéreo de última geração para o Japão”, disse Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX. “Essa colaboração reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e a inovação, e posiciona a AirX na vanguarda do mercado de mobilidade aérea em constante evolução.”

As aeronaves eVTOL da Eve Air Mobility são projetadas para fornecer transporte seguro, confiável e ecologicamente correto, aproveitando a tecnologia avançada para reduzir o ruído e as emissões, ao mesmo tempo que aprimoram a experiência do passageiro.

“Receber este prêmio da AirX reforça nosso compromisso compartilhado em aprimorar a experiência do viajante”, disse Megha Bhatia, diretora comercial da Eve Air Mobility. “O Japão está posicionado para ser um dos líderes nesta região, com seu foco estratégico em Mobilidade Aérea Aerotransportada (AAM) para fornecer soluções de transporte mais limpas e acessíveis.”

Os eVTOLs da Eve serão usados ​​para atender rotas turísticas e missões de entrega do último quilômetro em cidades como Tóquio e Osaka.”

Este acordo consolida a crescente presença global da Eve e reforça a demanda cada vez maior por soluções de mobilidade aérea sustentáveis ​​em todo o mundo.

A Eve Air Mobility realizará uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Singapura) do dia 4 na Sala de Eventos 4 do Singapore Airshow. Durante a apresentação, a empresa compartilhará detalhes adicionais sobre o acordo recentemente firmado com a AirX. Representantes da AirX também estarão presentes para discutir a colaboração e responder às perguntas da imprensa.

Sobre a Eve Air Mobility
A Eve Air Mobility dedica-se a acelerar o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada pelos  56 anos de experiência aeroespacial da Embraer  e com um foco singular, a Eve adota uma abordagem holística para o desenvolvimento do ecossistema UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gestão de tráfego aéreo. A Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York (EVEX; EVEXW) e na Bolsa de Valores de São Paulo (EVEB31), onde suas ações ordinárias, warrants públicos e recibos de depósito brasileiros são negociados. 

Sobre a AirX

A AirX Inc., com sede em Tóquio, é uma empresa de plataforma de mobilidade aérea vertical dedicada a transformar a mobilidade aérea urbana. Fundada em 2015, a AirX desenvolve soluções integradas que conectam pessoas a viagens aéreas mais rápidas, convenientes e sustentáveis. Por meio de suas plataformas digitais, incluindo AIROS Skyview e AIROS Charter, a AirX oferece serviços de passeios turísticos e fretamento de helicóptero, enquanto se prepara ativamente para a implantação de aeronaves eVTOL e da próxima geração de "carros voadores". Guiada por sua missão de "libertar o potencial humano", a AirX está moldando o futuro da mobilidade, criando maneiras mais inteligentes, limpas e acessíveis de se locomover entre cidades e regiões.

A corrida armamentista contra drones: o novo campo de batalha de US$ 49 bilhões

Enquanto estrategistas discutem caças de sexta geração, o verdadeiro epicentro do capital de defesa mudou para enfrentar uma ameaça mais simples, barata e letal


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2026

Segundo publicou o especialista Hakan Kurt no LinkedIn, em artigo com o título "The Counter-Drone Arms Race: Where $49B in Defense Capital Found Its Next Battlefield?", o financiamento de Venture Capital em tecnologia de defesa atingiu a marca recorde de US$ 49,1 bilhões em 2025, um salto de 80% em relação ao ano anterior. O mercado de soluções anti-drone, avaliado em US$ 1,73 bilhão em 2024, deve disparar para US$ 23,82 bilhões até 2031.

Esta não é apenas uma tendência de mercado, mas uma resposta existencial à economia que rompeu a doutrina de defesa tradicional da guerra moderna revelada em conflitos como o da Ucrânia. Atualmente, drones comerciais de US$ 500 são capazes de destruir tanques de US$ 5 milhões, criando uma assimetria insustentável para as doutrinas de defesa tradicionais.

O alerta vermelho das potências mundiais
A urgência é global e os últimos 30 dias confirmam a vulnerabilidade das grandes nações:

  • Estados Unidos: um relatório do Inspetor Geral do Pentágono revelou que 75% das principais bases militares dos EUA carecem de capacidade operacional C-UAS. A Secretária do Exército classificou os sistemas atuais como "terrivelmente ruins".

  • França: o país iniciou a aquisição emergencial de novos sistemas após enxames de drones não identificados sobrevoarem bases de submarinos nucleares e comboios de tanques.

  • Reino Unido e Índia: ambos aceleram investimentos, com a Marinha Real Britânica planejando instalar armas de energia dirigida em contratorpedeiros até 2027. 

  • Polônia: está criando um bilionário sistema multicamada anti-drone após ter seu território invadido por mais de 20 drones russos. 

 

Os quatro campos de batalha tecnológicos
O ecossistema de defesa está sendo dividido em quatro frentes principais, atraindo diferentes perfis de investimento:

1. Detecção e fusão de IA (a fundação): é a camada essencial, pois "não se pode derrotar o que não se pode detectar". Utiliza radares 3D, sensores de radiofrequência e câmeras térmicas integrados por IA para identificar ameaças com mais de 95% de precisão.

  • Vantagem: alta fidelidade do cliente e receita recorrente via software.

2. Contramedidas eletrônicas: o segmento de crescimento mais rápido (31,2% CAGR), focado em neutralizar drones sem o uso de munição física.

  • Tecnologias: bloqueio de sinal (Jamming), negação de GPS e a sofisticada "Invasão de Protocolo", que assume o controle do drone em pleno voo.

3. Armas de Energia Dirigida (DEW): representam a mudança na economia do combate. Enquanto um interceptor tradicional custa entre US$ 100 mil e US$ 200 mil por disparo, um tiro de laser ou micro-ondas custa cerca de US$ 1.

  • Destaque: a empresa Epirus já captou mais de US$ 550 milhões para desenvolver sistemas de micro-ondas de alta potência capazes de desativar enxames inteiros de uma só vez.

4. Interceptores cinéticos: necessários para drones autônomos imunes a interferências eletrônicas (como os controlados por fibra ótica). O foco aqui é a produção em massa de drones interceptores de baixo custo (entre US$ 10 mil e US$ 50 mil) para garantir a proteção de ativos de alto valor.

O futuro: consolidação e dominância
O mercado caminha para uma dinâmica onde as 5 a 10 principais empresas devem capturar 70% do setor até 2030. A validação em combate e a capacidade de fabricação em escala (mais de 1.000 unidades/ano) serão os grandes diferenciais entre startups promissoras e os futuros gigantes da defesa.

Como resume o artigo citado, o mundo não está mais esperando por uma crise; está em plena mitigação ativa de ameaças em escala nacional. 

Embraer revela novidades no primeiro dia do Singapore Airshow

 Manutenção preditiva e transporte militar consolidam posição global da empresa


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2026

No primeiro dia do Singapore Airshow, a Embraer anunciou um acordo de manutenção preditiva com a Virgin Australia, divulgou que o primeiro C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República da Coreia (ROKAF) atingiu a fase final de montagem, revelou o surgimento de um novo cliente para o C-390 Millennium na Ásia Central, e esclareceu que a República das Filipinas é o cliente não revelado que adquiriu seis A-29 Super Tucano anteriormente, movimentos estes que reforçam a aposta da empresa no mercado Asia-Pacífico.

Virgin Australia adota sistema AHEAD para manutenção preditiva digital
A Embraer assinou, nesta terça-feira, um contrato de longo prazo com a Virgin Australia para equipar sua frota de E190-E2 com o sistema AHEAD (Aircraft Health Analysis and Diagnosis). A plataforma permite a implementação de manutenção preditiva digital nos jatos E-Jet, utilizando dados coletados em voo e em solo para identificar e antecipar problemas técnicos antes que se tornem críticos.

O sistema oferece monitoramento em tempo real de um amplo leque de sistemas da aeronave, da Unidade de Potência Auxiliar (APU) aos motores, passando por hidráulica, aviônica, controles de voo e ar condicionado. Algoritmos preditivos processam esses dados continuamente, permitindo que operadores planejem intervenções de forma proativa, reduzindo o tempo de inatividade não programado e otimizando a disponibilidade da frota.

"Nossos jatos E2 são revolucionários. A ferramenta AHEAD nos ajudará a antecipar problemas de manutenção, garantindo que estejamos aproveitando ao máximo nossas novas aeronaves", afirmou Nathan Miller, Gerente Geral Executivo, Virgin Australia Regional Airlines

Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços e Suporte, destacou que o acordo "reforça o compromisso da Embraer em impulsionar a inovação digital na aviação", pois a integração do AHEAD à frota E2 deve reduzir custos de manutenção e ainda diminuir as emissões de CO₂, ao eliminar queimas de combustível desnecessárias vinculadas a problemas de manutenção não tratados.

A Virgin Australia possui oito encomendas firmes de E190-E2 e já recebeu duas aeronaves. A frota regional, operada pela Virgin Australia Regional Airlines (VARA), é baseada em Perth e representa a primeira operação do E2 na Oceania, iniciada em novembro de 2025.

Primeiro C-390 da Coreia do Sul entra na fase final de montagem
Também durante a abertura do Singapore Airshow, a Embraer anunciou que o primeiro C-390 Millennium destinado à Força Aérea da República da Coreia (ROKAF) atingiu a fase final de montagem. A aeronave seguirá para voos de produção e, depois, para a integração de sistemas específicos que atendem aos requisitos da ROKAF, com entrega prevista até o final do ano.

O marco assinala a conclusão de um processo iniciado com a seleção do C-390 no âmbito do programa de Aeronave de Transporte de Grande Porte (LTA-II) da Coreia do Sul, tornando o país o primeiro cliente da Embraer para o Millennium na Ásia.

"O progresso do primeiro C-390 da República da Coreia demonstra tanto a eficiência e maturidade de nossa linha de produção, quanto a força de nossa parceria com a DAPA, a ROKAF e nossos fornecedores coreanos" declarou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO, Embraer Defesa & Segurança

Bosco também indicou que a cooperação industrial com a Coreia está avançando, fortalecendo a cadeia de suprimentos global da Embraer à medida que a empresa aumenta a produção do C-390 para atender uma crescente lista de clientes internacionais. A empresa já cortou o tempo de construção da aeronave em cerca de um terço e pretende continuar acelerando o ritmo.

Incrementos no C-390
O executivo da Embraer
 acredita que há espaço para aumentar a produção do C-390 para cerca de 10 aeronaves por ano até 2030, com a eventual abertura de linhas adicionais de montagem, podendo ampliar ainda mais esse volume.

Paralelamente, a Embraer estruturou o chamado “Grupo de Evolução do C-390”, integrado ao seu conjunto mais amplo de operadores, com o objetivo de mapear e priorizar futuras modernizações da plataforma.

Nesse contexto, embora a versão de reabastecimento em voo KC-390 já disponha do sistema de mangueira e cesto, seguem em andamento os estudos para a incorporação de uma lança de reabastecimento. A iniciativa é motivada, entre outros fatores, pelas exigências de clientes da OTAN que buscam empregar a aeronave no reabastecimento de suas frotas de caças Lockheed Martin F-35 e/ou F-16 padrão (não equipados com probe retrofit). 

C-390 Millennium: clientes confirmados até hoje:

  • Brasil, Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia, República do Uzbequistão, Eslováquia e Lituânia.
  • Primeiro cliente na Ásia: República da Coreia (programa LTA-II, seleção em 2023).
  • Primeiro cliente na Ásia Central: República do Uzbequistão (revelado em  03 defevereiro de 2026).
  • Meta de produção: 10 aeronaves/ano até ~2030; entrega de seis unidades prevista para 2026.  

Uzbequistão confirmado como cliente do KC-390 na Ásia Central
Na mesma oportunidade, a Embraer revelou que a República do Uzbequistão é o cliente anteriormente não revelado por trás de uma encomenda feita em dezembro de 2024. Com essa confirmação, o país se torna o primeiro operador do C-390 na Ásia Central, expandindo a presença da aeronave em uma região considerada estratégicamente relevante do ponto de vista geopolítico e logístico.

Segundo a Embraer, a Força Aérea do Uzbequistão utilizará o C-390 principalmente em missões humanitárias e de transporte. A quantidade de aeronaves do pedido não foi divulgada, mas Da Costa indicou que a primeira entrega está prevista para este ano — sendo uma das seis unidades que a fabricante pretende entregar aos clientes ao longo de 2026, duplicando o volume de entregas de 2025.

“Damos as boas-vindas oficiais à República do Uzbequistão ao grupo de operadores do C-390, enquanto a Força Aérea do Uzbequistão moderniza suas capacidades de transporte”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Estamos honrados com a escolha desta importante Força Aérea da Ásia Central e trabalharemos em estreita colaboração com ela para garantir a operação impecável desta aeronave revolucionária”. 

Filipinas é o cliente não revelado de seis A-29 Super Tucano
A Embraer também anunciou no Singapore Airshow que a Força Aérea Filipina (PAF) recebeu uma encomenda de seis aeronaves A-29 Super Tucano, anteriormente anunciada como não divulgada. Esta encomenda adicional de seis aeronaves eleva a frota total da Força Aérea Filipina para 12 aeronaves, aprimorando as capacidades da PAF para realizar uma variedade de missões, como apoio aéreo aproximado, ataque leve, vigilância, interceptação aérea e contra-insurgência, com confiabilidade e taxas de sucesso incomparáveis.

Estratégia da Embraer na Ásia-Pacífico
Os dois anúncios definem um cenário em que a Embraer consolida sua presença na Ásia-Pacífico, tanto na aviação comercial como na defesa. Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer, já indicou, antes do airshow, que a região é um "motor principal de crescimento" para a empresa, com oportunidades significativas nos segmentos de aviação comercial e de defesa. 

A Embraer vê um mercado endereçável de 184 C-390 Millennium (juntamente com 90 unidades do Super Tucano) na região Ásia-Pacífico, com a Índia representando um segmento de 40 a 80 unidades. No curto prazo, a empresa estima oportunidades para cerca de 84 aeronaves na região. Para atender essa demanda, a fabricante pretende aumentar a produção a dez unidades por ano até aproximadamente 2030, além de avaliar capacidade adicional de montagem final. 

Além da Coreia do Sul e do Uzbequistão, a empresa está trabalhando com o Mahindra Group para avançar a proposta do C-390 para o programa de Aeronave de Transporte Médio da Força Aérea Indiana. 

No segmento comercial, além do acordo AHEAD com a Virgin Australia, a Embraer já opera E190-E2s com a Scoot (Singapura) desde maio de 2024 e recebeu um pedido de 15 E190-E2s da All Nippon Airways (ANA). 

Em 27 de janeiro de 2026, a Embraer e a Adani Defence & Aerospace assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para desenvolver um ecossistema integrado de aeronaves de transporte regional na Índia. A parceria foi celebrada em cerimônia organizada pelo Ministério da Aviação Civil em Nova Délhi, com a presença de autoridades seniores.

Os jatos E2 da Embraer desempenharão um papel importante na substituição dos 800 turboélices na região Ásia-Pacífico, argumenta a empresa. Os E2 são mais rápidos, têm mais capacidade e maior alcance do que turboélices. Por outro lado, oferecem a solução ideal para preencher a lacuna entre turboélices e narrowbodies.

Raul Villaron, vice-presidente sênior de vendas e marketing da Embraer e chefe de região para a Ásia-Pacífico, observou que as presenças de alto perfil em diferentes partes da Ásia-Pacífico dão aos jatos E2 boa visibilidade. "Agora temos marcas de clientes realmente fortes em diferentes partes da Ásia-Pacífico", disse ele.

Há também potencial significativo para mais pedidos no mercado australiano, onde já existem cinco operadoras com várias aeronaves Embraer. Villaron projeta que poderia haver um total de 200 aeronaves Embraer operando na Austrália até 2030. 

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