T4, T10, RPC e TX9 são empregados por fuzileiros navais em cenário ribeirinho no Lago de Furnas, validando o Protocolo de Intenções firmado entre a empresa e o Corpo de Fuzileiros Navais, no ano do centenário da presença da Marinha em Minas Gerais
*LRCA Defense Consulting - 16/07/2026
A Taurus Armas S.A. participou da Operação Furnas 2026, um dos maiores exercícios militares já realizados em Minas Gerais, empregando quatro de seus principais armamentos leves em condições operacionais reais. O exercício, coordenado pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil, reuniu cerca de 2 mil militares entre 22 de junho e 3 de julho de 2026, na região do Lago de Furnas, em São José da Barra (MG). Para a Taurus, Empresa Estratégica de Defesa (EED) e uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo, a operação funcionou como um laboratório de campo para validar, junto ao usuário final, soluções já em desenvolvimento no âmbito de sua parceria institucional com a Marinha.
Um exercício de
grande porte no interior do País
A Operação Furnas
2026 comprovou a capacidade expedicionária do CFN, que deslocou tropas do Rio
de Janeiro até o Sul de Minas Gerais, um trajeto de aproximadamente 1.000
quilômetros. Segundo o chefe do Estado-Maior do Comando da Divisão Ribeirinha,
capitão de mar e guerra (fuzileiro naval) Adilson Cappucci, o objetivo foi
treinar unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) de forma integrada a
meios aéreos e embarcações da Marinha, em operações ribeirinhas, operações de
apoio à Defesa Civil e operações de paz, com participação de órgãos municipais
e estaduais.
O exercício mobilizou uma estrutura ampla de meios operativos: carros-lagarta anfíbios, viaturas blindadas leves sobre rodas (JLTV), viaturas blindadas especiais sobre rodas (Piranha), a nova Embarcação de Desembarque Litorâneo (EDLit), viaturas 5 toneladas 4x4 UNIMOG U5000, equipamentos de desativação de artefatos explosivos, sistemas de rádio tático e comunicações satelitais, além de drones e sistemas ópticos. A presença de observadores de nações amigas ampliou a dimensão internacional do treinamento.
Os armamentos da
Taurus testados em campo
Segundo o release
da empresa, militares do CFN empregaram, durante a Operação Furnas 2026, os
fuzis T4 (calibre 5,56 x 45 mm) e T10 (calibre 7,62 x 51 mm), a carabina
compacta RPC (calibre 9 mm) e a pistola TX9 (calibre 9 x 19 mm), em diferentes
atividades de adestramento. O objetivo declarado foi permitir aos operadores
avaliar aspectos como confiabilidade, ergonomia, precisão, modularidade e
desempenho em ambiente operacional fluvial, lacustre e ribeirinho.
O T4 é apresentado como plataforma modular de fuzil de assalto, com ampla compatibilidade a acessórios ópticos e táticos e diferentes configurações de comprimento de cano. O T10, fuzil de batalha de maior alcance e poder de fogo, é indicado para missões de combate, apoio e tiro de precisão. A RPC, plataforma compacta de 9 mm, foi desenvolvida para ambientes confinados e operações que exigem mobilidade elevada, sendo apontada como adequada a operações especiais, proteção de instalações, segurança de autoridades e emprego por tripulações de veículos militares. Já a TX9, pistola de nova geração da companhia, incorpora o sistema de segurança Tetra Lock e arquitetura preparada para acessórios e diferentes configurações operacionais.
Na avaliação de Henrique Gomes, diretor da Divisão Militar e de Exportação da Taurus, a proximidade com o operador é um dos pilares do processo de desenvolvimento da empresa, e o emprego em ambiente operacional exigente permite o aperfeiçoamento contínuo das soluções.
O protocolo com o
CFN e o contexto da Base Industrial de Defesa
A participação da
Taurus na Operação Furnas 2026 se insere em uma aproximação institucional que
já dura alguns meses. Em 10 de fevereiro de 2026, a Marinha do Brasil, por meio
do CFN, celebrou com a Taurus um Protocolo de Intenções, com apoio institucional
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o
desenvolvimento de novos sistemas de armas leves e coletivas nos calibres 5,56
mm, 7,62 mm e .50, além de um drone armado destinado às tropas anfíbias. O
instrumento, com vigência de dois anos, prevê reuniões técnicas periódicas e
não envolve, nesta fase, transferência de recursos financeiros entre as partes.
Pelo desenho da parceria, cabe ao CFN traduzir a realidade do combate em requisitos técnicos e conduzir a avaliação prática dos equipamentos em ambiente operacional, com vistas à homologação. À Taurus cabe o papel de braço industrial e tecnológico, mobilizando equipe técnica especializada e disponibilizando instalações laboratoriais para apoiar os testes. A Operação Furnas 2026 é, nesse sentido, um passo concreto de validação prática daquilo que o protocolo assinado em fevereiro estabeleceu no papel.
O exercício não se limitou à Taurus. De acordo com reportagem do portal Defesa em Foco, a Base Industrial de Defesa (BID) esteve representada também pela Protecta, com coletes balísticos flutuantes, e pela Condor, com meios não letais. Simuladores do míssil MAX, da SIATT/ADTech, apoiaram o treinamento das equipes, enquanto a Unidade Fabril Expedicionária (UFEx) demonstrou capacidade de manufatura aditiva em campo, fabricando estruturas para drones e adaptações táticas sob demanda. A gestão do ciclo de vida de materiais contou ainda com soluções da ALIX Business Solutions, voltadas a rastreabilidade e controle logístico.
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| Protocolo de Intenções entre o CFN e Taurus, assinado em 10/02/2026 |
Centenário da
Marinha em Minas Gerais e ações civis
A Operação Furnas
2026 integrou as comemorações do centenário da presença da Marinha do Brasil em
Minas Gerais, o que confere ao exercício um simbolismo histórico adicional.
Além da vertente militar, as tropas realizaram Ações Cívico-Sociais (Aciso),
com atendimento médico e odontológico às populações ribeirinhas da região do
Lago de Furnas.
Para a Taurus, o resultado prático da participação é o encurtamento do ciclo entre desenvolvimento e emprego real: o feedback dos combatentes que utilizaram T4, T10, RPC e TX9 em condições adversas alimenta diretamente a engenharia de pesquisa e desenvolvimento da empresa, em um movimento que a companhia associa ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa e à ampliação da autonomia tecnológica do País.

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