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31 dezembro, 2025

Stella Tecnologia desenvolve primeiro drone kamikaze do Brasil que desafia a guerra eletrônica

 Empresa brasileira desenvolve tecnologia de ponta para a defesa nacional

Imagem aproximada do drone com fibra óptica da Stella Tecnologia


*LRCA Defense Consulting - 31/12/2025

A Stella Tecnologia, empresa estratégica de defesa sediada em Duque de Caxias (RJ), entrou para o seleto grupo de desenvolvedores de drones kamikaze guiados por fibra óptica, tecnologia que está revolucionando conflitos modernos e representa um marco na indústria de defesa brasileira.

Pioneirismo nacional
A Stella Tecnologia apresentou protótipos de um drone de ataque usando fibra óptica em evento militar recente, tornando-se referência no desenvolvimento dessa tecnologia no país. A empresa, reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), vem consolidando sua posição no mercado de sistemas não tripulados desde sua fundação em 2015.

Tecnologia imune a interferências
A principal vantagem dos drones com fibra óptica está na sua resistência à guerra eletrônica. Enquanto drones convencionais podem ser neutralizados por sistemas de interferência de rádio, os drones guiados por fibra óptica são praticamente imunes à guerra eletrônica, mantendo controle e transmissão de vídeo estáveis até o impacto final.

O funcionamento é baseado em um cabo de fibra óptica ultrafino que conecta fisicamente o drone ao operador. Os dados viajam como pulsos de luz através do cabo, tornando o enlace de controle imune a interferências e bloqueios por rádio, diferentemente das vulneráveis comunicações sem fio.

Alcance e especificações
Segundo informações técnicas, os drones kamikaze com fibra óptica da Stella Tecnologia possuem alcance mínimo de 10 km, podendo chegar até 50 km com cabos mais longos. O alcance prático de drones militares com fibra óptica varia de 10 a 20 km, com ataques reportados entre 20 e 30 km.

Contexto internacional
A tecnologia ganhou destaque nos conflitos atuais. No campo de batalha da Ucrânia, os drones com fibra óptica estão se destacando por sua capacidade de operar sem vulnerabilidade eletrônica. Tanto forças russas quanto ucranianas adotaram massivamente essa tecnologia após constatar sua eficácia contra sistemas de interferência.

Estima-se que cerca de 10% dos drones ucranianos já são guiados por fibra óptica, enquanto fontes russas reportam produção de dezenas de milhares de unidades mensalmente.

Portfolio da Stella Tecnologia
A Stella possui amplo portfólio de drones, incluindo o Atobá, maior VANT da América Latina com 11 metros de envergadura e autonomia de 28 horas, além do Albatroz para operações embarcadas e o ambicioso Atobá XR, com 1.400 kg e capacidade para 300 kg de carga útil.

O sistema desenvolvido pela Stella envolve munições suicidas com peso de cerca de 15 kg no lançamento, equipadas com câmera no nariz e receptor/emissor datalink criptografado.

Desafios e limitações
Apesar das vantagens, a tecnologia apresenta limitações. O peso adicional do cabo de fibra óptica exige baterias mais potentes ou motores mais fortes, encarecendo a fabricação e potencialmente reduzindo velocidade e manobrabilidade.

Outro desafio é logístico: cada drone deixa para trás quilômetros de cabo plástico no campo de batalha, criando um problema ambiental significativo que pode durar séculos.

Parceria entre Stella e Thales
A parceria entre a Stella Tecnologia e a Thales fortalece o ecossistema de drones da Stella, integrando sistemas avançados de vigilância e defesa a plataformas como o Atobá, promovendo soberania tecnológica brasileira. A aliança estratégica, firmada na LAAD 2025, combina a expertise da Stella em VANTs de classe MALE com sensores e eletrônica da Thales (via Omnisys), permitindo soluções embarcadas ideais para drones com comunicação por fibra óptica, que oferecem baixa detectabilidade e alta segurança em missões ISR.

Além disso, reforça a autonomia nacional em sistemas não tripulados, com desenvolvimento local de payloads para drones ópticos, reduzindo dependências externas, elevando capacidades em cenários de guerra eletrônica e abrindo mercados globais, como OTAN, para exportação de drones Stella equipados com tecnologia Thales, gerando empregos e inovação em fibras ópticas para defesa aérea.

Em síntese, essa colaboração posiciona os drones de fibra óptica da Stella como referência em soberania e interoperabilidade. 

Mercado em expansão
O mercado global de drones atados por fibra óptica foi estimado em 300 milhões de dólares em 2024 e deve se aproximar de 460 milhões até 2033, demonstrando o crescente interesse militar nesta tecnologia.

Com o desenvolvimento da Stella Tecnologia, o Brasil se posiciona estrategicamente neste mercado emergente, agregando capacidade tecnológica nacional ao setor de defesa e oferecendo alternativas às soluções importadas tradicionalmente utilizadas pelas Forças Armadas.

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