Tecnologia
monitora condições de pouso com algoritmos preditivos e emite alertas para
apoiar pilotos na identificação e mitigação de riscos de ultrapassagem dos
limites da pista
*LRCA Defense Consulting - 17/07/2026
A Embraer (NYSE: EMBJ / B3:
EMBJ3) anunciou, em 17 de julho de 2026, que a EASA (Agência de
Segurança da Aviação da União Europeia) certificou a tecnologia ROAAS (Runway
Overrun Awareness and Alerting System, sistema de alerta de excursão de
pista) para a família de aeronaves E-Jet E2. A aprovação europeia foi
concedida logo após a recente validação do sistema pela ANAC (Agência
Nacional de Aviação Civil), consolidando mais uma etapa na implementação da
inovação de segurança no programa.
Como funciona o sistema
O ROAAS foi desenvolvido para ajudar a prevenir ultrapassagens dos limites da pista durante operações de pouso. Trata-se de um sistema baseado em energia que monitora continuamente as condições da aeronave e calcula, em tempo real, o desempenho de pouso, tanto na fase de aproximação quanto após o contato com a pista. Quando identifica um risco potencial, o sistema emite alertas para aumentar a consciência situacional da tripulação e apoiar decisões mais seguras. Os algoritmos que sustentam a ferramenta foram desenvolvidos internamente pela própria Embraer e avaliam a capacidade de a aeronave parar com segurança dentro do comprimento de pista disponível.
O ROAAS foi desenvolvido para ajudar a prevenir ultrapassagens dos limites da pista durante operações de pouso. Trata-se de um sistema baseado em energia que monitora continuamente as condições da aeronave e calcula, em tempo real, o desempenho de pouso, tanto na fase de aproximação quanto após o contato com a pista. Quando identifica um risco potencial, o sistema emite alertas para aumentar a consciência situacional da tripulação e apoiar decisões mais seguras. Os algoritmos que sustentam a ferramenta foram desenvolvidos internamente pela própria Embraer e avaliam a capacidade de a aeronave parar com segurança dentro do comprimento de pista disponível.
Um sistema que já circula
por outras famílias da Embraer
O ROAAS não é uma novidade isolada. A tecnologia já equipa aeronaves da aviação executiva da fabricante, como o Phenom 300E e os recém-certificados Praetor 500E e Praetor 600E, tendo tornado a Embraer, segundo a própria empresa, a primeira e única fabricante da aviação executiva a desenvolver e certificar esse tipo de solução. Com a chegada à família E-Jet E2, voltada à aviação comercial de corredor único, a companhia amplia o alcance da tecnologia para um segmento de mercado com volume de operações consideravelmente maior.
O ROAAS não é uma novidade isolada. A tecnologia já equipa aeronaves da aviação executiva da fabricante, como o Phenom 300E e os recém-certificados Praetor 500E e Praetor 600E, tendo tornado a Embraer, segundo a própria empresa, a primeira e única fabricante da aviação executiva a desenvolver e certificar esse tipo de solução. Com a chegada à família E-Jet E2, voltada à aviação comercial de corredor único, a companhia amplia o alcance da tecnologia para um segmento de mercado com volume de operações consideravelmente maior.
A fala da Embraer
Segundo Luís Carlos Affonso, vice-presidente de Engenharia e Desenvolvimento Tecnológico da Embraer, a certificação do ROAAS pela EASA representa uma conquista importante para o programa E2, obtida em conformidade e dentro do prazo do requisito obrigatório da autoridade europeia de aviação. O executivo destacou que a tecnologia reforça o compromisso da fabricante em avançar continuamente na segurança da aviação, por meio de soluções que apoiam os pilotos e ajudam a prevenir excursões de pista.
Segundo Luís Carlos Affonso, vice-presidente de Engenharia e Desenvolvimento Tecnológico da Embraer, a certificação do ROAAS pela EASA representa uma conquista importante para o programa E2, obtida em conformidade e dentro do prazo do requisito obrigatório da autoridade europeia de aviação. O executivo destacou que a tecnologia reforça o compromisso da fabricante em avançar continuamente na segurança da aviação, por meio de soluções que apoiam os pilotos e ajudam a prevenir excursões de pista.
Por que o tema importa
As excursões de pista figuram, de forma recorrente, entre as ocorrências mais comuns da aviação comercial. Dados da IATA relativos a 2025 apontam eventos desse tipo entre as categorias de acidente mais frequentes no transporte aéreo global, ao lado de tail strikes e falhas de trem de pouso. No País, o tema ganhou peso simbólico após o acidente de julho de 2007 em Congonhas, que motivou a criação, pela ANAC, de uma comissão dedicada especificamente à prevenção de excursões de pista e a levantamentos estatísticos conduzidos pelo CENIPA. É nesse contexto de atenção regulatória contínua que se insere a certificação agora obtida pelo ROAAS.
As excursões de pista figuram, de forma recorrente, entre as ocorrências mais comuns da aviação comercial. Dados da IATA relativos a 2025 apontam eventos desse tipo entre as categorias de acidente mais frequentes no transporte aéreo global, ao lado de tail strikes e falhas de trem de pouso. No País, o tema ganhou peso simbólico após o acidente de julho de 2007 em Congonhas, que motivou a criação, pela ANAC, de uma comissão dedicada especificamente à prevenção de excursões de pista e a levantamentos estatísticos conduzidos pelo CENIPA. É nesse contexto de atenção regulatória contínua que se insere a certificação agora obtida pelo ROAAS.
O que muda para os
operadores
A certificação da EASA amplia a disponibilidade do ROAAS para operadores de aeronaves E2 na Europa e em outras regiões que reconhecem aprovações da agência europeia. Para a Embraer, o movimento reforça a posição da família E-Jet E2, que já soma mais de 200 aeronaves em operação junto a 24 companhias aéreas em seis continentes, como uma das opções mais avançadas em segurança entre os jatos de corredor único disponíveis no mercado.
A certificação da EASA amplia a disponibilidade do ROAAS para operadores de aeronaves E2 na Europa e em outras regiões que reconhecem aprovações da agência europeia. Para a Embraer, o movimento reforça a posição da família E-Jet E2, que já soma mais de 200 aeronaves em operação junto a 24 companhias aéreas em seis continentes, como uma das opções mais avançadas em segurança entre os jatos de corredor único disponíveis no mercado.

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