DOMO.VC celebrou novo investimento na empresa em publicação nas redes sociais
Há aproximação da companhia com as áreas de segurança e defesa
Há aproximação da companhia com as áreas de segurança e defesa
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*LRCA Defense Consulting - 14/08/2026
A Speedbird Aero, fabricante brasileira de drones autônomos para entregas e serviços de logística, abriu uma rodada de investimento Série B em busca de US$ 30 milhões. O objetivo é acelerar a expansão da empresa nos Estados Unidos e na Europa e consolidar a liderança conquistada no Brasil, segundo reportagem publicada pela jornalista Gabriela Del Carmen no site Startups em 10 de agosto de 2026.
A movimentação foi celebrada pela DOMO.VC, gestora que aportou na Speedbird pela primeira vez em 2020, quando a tese de entrega autônoma por drone ainda soava distante no cenário brasileiro. Em publicação no LinkedIn, a DOMO.VC destacou que, seis anos depois, "a tese está no ar todos os dias" e atribuiu o avanço da companhia à combinação de engenharia, disciplina e visão de longo prazo dos fundadores.
Uma operação com lastro comercial
Fundada em Franca, no interior paulista, em 2018, por Manoel R. Coelho e Samuel Salomão, a Speedbird Aero soma hoje mais de 43 mil entregas comerciais realizadas em áreas urbanas desde 2020. No Brasil, a companhia atende parceiros como iFood, Fleury e Pardini; fora do País, mantém voos comerciais diários no Reino Unido, na Bélgica, em Portugal, na Itália, em Singapura e nos Estados Unidos.
Segundo Coelho, CEO e cofundador da empresa, ainda não há pressa para concluir a captação, tampouco um fundo líder definido. "Falamos com fundos norte-americanos, europeus e brasileiros. Muitos deles têm a capacidade de liderar a rodada. Agora é uma questão de negociar", afirmou o executivo ao Startups. A expectativa é encerrar o processo até o fim de 2026.
Autorização da ANAC amplia o alcance regulatório
Parte da estratégia de expansão depende do avanço regulatório recente no País. Em março de 2026, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou a Speedbird a operar o drone DLV-2 A25 em áreas com densidade de até 5 mil habitantes por quilômetro quadrado. Na prática, a decisão dispensa a solicitação de aprovação individual para cada rota, tornando o modelo operacional mais escalável e abrindo caminho para uma integração mais profunda no ecossistema de entregas urbanas.
No Brasil, a supervisão do setor é dividida principalmente entre a ANAC, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Nos Estados Unidos e na Europa, a estrutura regulatória é mais concentrada, respectivamente na Federal Aviation Administration (FAA) e na European Union Aviation Safety Agency (EASA). A Speedbird integra ainda um grupo informal batizado de Drone Squad, que reúne representantes da ANAC, da FAA, da EASA e da canadense Transport Canada para discutir regras do setor.
Caminho até a Série B
A rodada anunciada é a segunda captação da Speedbird em 2026. Em fevereiro, a startup já havia recebido US$ 5,8 milhões em uma rodada bridge liderada pelo iFood, parceiro comercial há seis anos, com recursos destinados a expandir operações, obter certificações e viabilizar novas rotas. Antes disso, a empresa levantara R$ 35 milhões em rodada Série A em 2022, liderada pelo fundo norte-americano Bela Juju Ventures, com participação da Domo Invest (hoje DOMO.VC) e da Nau Capital, além de R$ 10 milhões aportados pela MSW Capital em 2023, por meio do fundo MultiCorp 2, cujos cotistas incluem a Embraer, a BB Seguros, a Baterias Moura e a Age-Rio.
Ao longo dos últimos anos, a Speedbird também recebeu recursos de DGF, Explorer, AcNext, Lince Capital e Cedrus. Segundo o Crunchbase, a companhia já captou US$ 10,2 milhões em rodadas anteriores. O capital financiou, entre outras iniciativas, a entrada da empresa em Portugal, em 2024, e a posterior expansão para outros mercados europeus.
A Speedbird Aero, fabricante brasileira de drones autônomos para entregas e serviços de logística, abriu uma rodada de investimento Série B em busca de US$ 30 milhões. O objetivo é acelerar a expansão da empresa nos Estados Unidos e na Europa e consolidar a liderança conquistada no Brasil, segundo reportagem publicada pela jornalista Gabriela Del Carmen no site Startups em 10 de agosto de 2026.
A movimentação foi celebrada pela DOMO.VC, gestora que aportou na Speedbird pela primeira vez em 2020, quando a tese de entrega autônoma por drone ainda soava distante no cenário brasileiro. Em publicação no LinkedIn, a DOMO.VC destacou que, seis anos depois, "a tese está no ar todos os dias" e atribuiu o avanço da companhia à combinação de engenharia, disciplina e visão de longo prazo dos fundadores.
Uma operação com lastro comercial
Fundada em Franca, no interior paulista, em 2018, por Manoel R. Coelho e Samuel Salomão, a Speedbird Aero soma hoje mais de 43 mil entregas comerciais realizadas em áreas urbanas desde 2020. No Brasil, a companhia atende parceiros como iFood, Fleury e Pardini; fora do País, mantém voos comerciais diários no Reino Unido, na Bélgica, em Portugal, na Itália, em Singapura e nos Estados Unidos.
Segundo Coelho, CEO e cofundador da empresa, ainda não há pressa para concluir a captação, tampouco um fundo líder definido. "Falamos com fundos norte-americanos, europeus e brasileiros. Muitos deles têm a capacidade de liderar a rodada. Agora é uma questão de negociar", afirmou o executivo ao Startups. A expectativa é encerrar o processo até o fim de 2026.
Autorização da ANAC amplia o alcance regulatório
Parte da estratégia de expansão depende do avanço regulatório recente no País. Em março de 2026, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou a Speedbird a operar o drone DLV-2 A25 em áreas com densidade de até 5 mil habitantes por quilômetro quadrado. Na prática, a decisão dispensa a solicitação de aprovação individual para cada rota, tornando o modelo operacional mais escalável e abrindo caminho para uma integração mais profunda no ecossistema de entregas urbanas.
No Brasil, a supervisão do setor é dividida principalmente entre a ANAC, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Nos Estados Unidos e na Europa, a estrutura regulatória é mais concentrada, respectivamente na Federal Aviation Administration (FAA) e na European Union Aviation Safety Agency (EASA). A Speedbird integra ainda um grupo informal batizado de Drone Squad, que reúne representantes da ANAC, da FAA, da EASA e da canadense Transport Canada para discutir regras do setor.
Caminho até a Série B
A rodada anunciada é a segunda captação da Speedbird em 2026. Em fevereiro, a startup já havia recebido US$ 5,8 milhões em uma rodada bridge liderada pelo iFood, parceiro comercial há seis anos, com recursos destinados a expandir operações, obter certificações e viabilizar novas rotas. Antes disso, a empresa levantara R$ 35 milhões em rodada Série A em 2022, liderada pelo fundo norte-americano Bela Juju Ventures, com participação da Domo Invest (hoje DOMO.VC) e da Nau Capital, além de R$ 10 milhões aportados pela MSW Capital em 2023, por meio do fundo MultiCorp 2, cujos cotistas incluem a Embraer, a BB Seguros, a Baterias Moura e a Age-Rio.
Ao longo dos últimos anos, a Speedbird também recebeu recursos de DGF, Explorer, AcNext, Lince Capital e Cedrus. Segundo o Crunchbase, a companhia já captou US$ 10,2 milhões em rodadas anteriores. O capital financiou, entre outras iniciativas, a entrada da empresa em Portugal, em 2024, e a posterior expansão para outros mercados europeus.

“A ideia sempre foi ser a Embraer dos drones”
Com representantes da Embraer em seu conselho desde o aporte da MSW Capital, a Speedbird declara publicamente a ambição de repetir, no setor de drones, a trajetória de internacionalização da fabricante brasileira de aeronaves. "A ideia sempre foi ser a Embraer dos drones. Uma empresa brasileira gigantesca, presente em todo o mundo, líder da indústria aeroespacial, no nosso caso, de drones. Sabemos que, para chegar nesse nível, temos que fazer o processo da maneira correta, adquirindo certificações e seguindo as regulamentações", disse Coelho.
Coelho cita a norte-americana Zipline, que levantou US$ 800 milhões em rodada Série H (avaliando a empresa em mais de US$ 7,6 bilhões) e já superou 1 milhão de entregas, como principal referência internacional do setor. Segundo o executivo, porém, boa parte do histórico da concorrente ocorreu em áreas abertas e menos densas, sobretudo na África, enquanto a Speedbird concentra sua operação em ambientes urbanos. "Operamos como uma fração muito pequena de todo esse capital e, mesmo assim, já alcançamos números significativos", afirmou.
Sem detalhar valores, Coelho projeta dobrar a receita da companhia no próximo ano, apoiado na expansão de parceiros estratégicos como o iFood, e sem depender de estrutura própria de vendas e marketing. Em publicação recente, a Speedbird também anunciou a reestruturação de seu portfólio de aeronaves, batizado em três famílias (Bird-S, Bird-M e Bird-X), e a transferência de sua fábrica de Franca para Jacareí, na região de São José dos Campos, movimento voltado a ampliar a capacidade industrial da empresa.
Sinais anteriores de aproximação com segurança e defesa
Embora a rodada Série B e a nova família Bird estejam associadas a um discurso predominantemente logístico e civil, a Speedbird já sinalizou, em pelo menos três momentos anteriores, interesse em mercados adjacentes de segurança e defesa. Em setembro de 2024, a empresa criou a joint venture BIRDS ao lado das israelenses High Lander Aviation e Cando Drones, cada sócia com um terço da nova companhia, voltada a soluções de segurança, vigilância e monitoramento para infraestrutura crítica (portos, óleo e gás, energia, saneamento e mineração), indústrias em geral e o setor público, incluindo secretarias de segurança e órgãos de defesa civil.
Embora a rodada Série B e a nova família Bird estejam associadas a um discurso predominantemente logístico e civil, a Speedbird já sinalizou, em pelo menos três momentos anteriores, interesse em mercados adjacentes de segurança e defesa. Em setembro de 2024, a empresa criou a joint venture BIRDS ao lado das israelenses High Lander Aviation e Cando Drones, cada sócia com um terço da nova companhia, voltada a soluções de segurança, vigilância e monitoramento para infraestrutura crítica (portos, óleo e gás, energia, saneamento e mineração), indústrias em geral e o setor público, incluindo secretarias de segurança e órgãos de defesa civil.
A parceria nasceu do contato entre os três sócios no National Drone Delivery Network Program, projeto do governo de Israel do qual a Speedbird é a única empresa estrangeira participante. “Nosso foco sempre foi a logística e delivery, mas começamos a ser demandados em outras áreas à medida que avançamos. Até que tomamos a decisão de seguir esse caminho, mas com a noção de que seria muito complexo fazermos isso sozinhos”, disse Coelho ao lançar a BIRDS.
O segundo indício está no próprio site institucional da empresa, que lista “carga crítica para defesa” (mission-critical defense cargo, no original em inglês) entre os segmentos atendidos pela divisão de logística industrial, ao lado de operações ship-to-shore, óleo e gás, mineração, pecuária e coleta de amostras. Trata-se, até o momento, de um posicionamento comercial genérico, sem contrato ou parceria específica declarados publicamente.
O segundo indício está no próprio site institucional da empresa, que lista “carga crítica para defesa” (mission-critical defense cargo, no original em inglês) entre os segmentos atendidos pela divisão de logística industrial, ao lado de operações ship-to-shore, óleo e gás, mineração, pecuária e coleta de amostras. Trata-se, até o momento, de um posicionamento comercial genérico, sem contrato ou parceria específica declarados publicamente.
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| DLV-2, da Speedbird Aero |
O terceiro episódio ocorreu no 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), promovido pela Força Aérea Brasileira em 12 de junho de 2026 na Base Aérea de Salvador. A Speedbird participou do evento e realizou demonstração de voo do DLV-2, então descrito por André Stein, diretor do Conselho e presidente para as Américas da empresa, como capaz de atuar “em ambientes complexos” além do transporte de cargas médicas e biológicas. A companhia, contudo, não figurou entre as signatárias dos protocolos de intenções firmados com o Comando da Aeronáutica naquela ocasião, que reuniram BRVANT, Helisul, Mac Jee, OBL e Taurus Armas; a presença da Speedbird no evento configura aproximação institucional, não compromisso formal com a FAB.
Até a publicação desta matéria, não há declaração pública da empresa conectando especificamente a nova família Bird, e o Bird-X em particular, a aplicações militares ou de segurança pública. O drone apresentado no INOVAERO foi o DLV-2, da nomenclatura anterior; o Bird-X estreou em junho de 2026, na DroneShow Robotics, em contexto exclusivamente logístico e industrial, associado à transferência da fábrica da empresa para Jacareí. Os três sinais aqui reunidos (a JV BIRDS, o posicionamento do site institucional e a presença não protocolar no INOVAERO) indicam, portanto, um interesse estratégico em desenvolvimento, ainda não formalizado em produto ou contrato militar.

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