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03 setembro, 2026

Japonesa ANA Holdings assina novo pedido de oito jatos E190-E2 à Embraer

Acordo eleva para 23 as encomendas firmes da companhia aérea japonesa pela família E2 e confirma decisão do conselho de administração tomada em julho


 
*LRCA Defense Consulting - 03/09/2026 

A Embraer e a ANA Holdings Inc. (ANA HD) assinaram, nesta sexta-feira (4), em Tóquio, o contrato para a compra de oito aeronaves E190-E2. O acordo formaliza a decisão anunciada em 29 de julho de 2026 pelo conselho de administração da holding japonesa de ampliar sua frota regional e eleva para 23 o total de encomendas firmes da ANA HD pela família E2 da fabricante brasileira. A companhia japonesa ainda mantém cinco opções de compra adicionais para o mesmo modelo.

O novo pedido se soma ao contrato original, firmado em fevereiro de 2025, por 15 unidades firmes do E190-E2, com opção para outras cinco. Segundo apuração da imprensa especializada, a operação atual está avaliada em cerca de 105 bilhões de ienes (em torno de US$ 642 milhões) e as entregas devem ocorrer entre os anos fiscais de 2029 e 2032; já a primeira aeronave E2 da ANA HD, oriunda do contrato original, tem entrega prevista para 2028.

"Este pedido adicional de E190-E2 acelera nossos esforços para construir uma rede de aviação regional sustentável no Japão", afirmou Koji Shibata, presidente e CEO da ANA Holdings. "Isso também reforça nossa confiança na tecnologia da Embraer para reduzir tanto o impacto ambiental quanto os custos operacionais. Estamos animados em aprofundar essa parceria, elevando a conectividade regional e proporcionando uma experiência superior aos passageiros em todo o Japão."

"Estamos honrados com a confiança contínua da ANA HD no pequeno narrowbody E2 da Embraer e aguardamos poder apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão", declarou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. "Com sua economia excepcional e eficiência de combustível, o E2 vai apoiar a ampliação da conectividade em todo o Japão, além de oferecer mais conforto e espaço aos passageiros."

De acordo com veículos do setor, as oito novas aeronaves serão operadas pela IBEX Airlines, parceira regional da ANA, em um esquema de ACMI (aeronave, tripulação, manutenção e seguro fornecidos por terceiros), em substituição aos jatos CRJ700 atualmente empregados pela companhia. Pelo modelo, a ANA segue responsável pelo planejamento de rotas, pela programação e pela venda de passagens, enquanto a IBEX responde pela operação dos voos.

A escolha do E190-E2 pela ANA ocorreu depois do fim do programa SpaceJet, da Mitsubishi Aircraft, do qual a companhia japonesa era cliente lançadora. A fabricante japonesa tentou por anos certificar o jato regional até que a Mitsubishi Heavy Industries cancelasse o projeto em 2023, após sucessivos atrasos e bilhões de dólares em custos de desenvolvimento.

O E190-E2 integra a família E-Jets E2 da Embraer, reconhecida pela eficiência de combustível, pelas menores emissões, pelos níveis reduzidos de ruído e pela experiência superior de passageiros. Segundo a fabricante, a versatilidade da aeronave permite às companhias aéreas atender com eficiência tanto mercados já existentes quanto novas rotas, com ganhos operacionais e ambientais relevantes. Os E-Jets da Embraer operam no Japão desde 2009 e contam com suporte de pessoal da fabricante brasileira no País.

Estabelecida em 2013, a ANA Holdings é a maior holding de grupo aéreo do Japão, reunindo 72 empresas. O grupo inclui a companhia aérea de serviço completo All Nippon Airways (ANA) e a Peach Aviation Limited, principal companhia aérea de baixo custo do País. A ANA HD supervisiona um portfólio diversificado de negócios centrado no transporte aéreo, incluindo operações de passageiros e de carga, além de empresas de apoio ao setor de aviação. O grupo destaca ainda a classificação máxima de cinco estrelas da SKYTRAX conquistada pela ANA anualmente desde 2013, feito que faz da companhia a única aérea japonesa a manter a distinção por 13 anos consecutivos; também figura entre as empresas mais admiradas do mundo segundo a revista Fortune e integra o Dow Jones Best-in-Class World Index há nove anos consecutivos.

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