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22 setembro, 2026

Embraer avança sobre Airbus em disputa por até 20 jatos da Japan Airlines

Companhia japonesa estaria inclinada a escolher o E190-E2 para a primeira etapa da renovação da frota regional; decisão poderá ocorrer em outubro, mas ainda não foi formalizada


*LRCA Defense Consulting - 22/09/2026

A Embraer abriu vantagem sobre a Airbus na disputa por uma encomenda de aproximadamente 20 jatos regionais da Japan Airlines (JAL). Segundo pessoas familiarizadas com as negociações ouvidas pela Bloomberg, a companhia japonesa está inclinada a escolher a família E2, enquanto avalia também o A220. A decisão poderá ser tomada já em outubro de 2026, embora ainda não esteja concluída e possa mudar.

A informação representa uma evolução importante em um processo acompanhado desde 2024. A JAL planeja começar a receber sua nova geração de aeronaves regionais no ano fiscal de 2028, iniciado em 1º de abril daquele ano. Em novembro de 2025, a Bloomberg informou que o estudo poderia envolver cerca de 40 jatos regionais, além de até 30 turboélices. O número agora mencionado, próximo de 20 aeronaves, sugere uma primeira etapa da renovação, possivelmente concentrada nos E170 mais antigos da subsidiária J-AIR.

Nem a JAL nem os fabricantes confirmaram a escolha. A Japan Airlines não respondeu à consulta feita pela Bloomberg durante o feriado japonês, enquanto Embraer e Airbus recusaram-se a comentar. Portanto, o negócio deve ser tratado como uma concorrência em andamento, na qual a fabricante brasileira aparece como favorita, e não como uma encomenda fechada.

E190-E2 se ajusta à operação atual
A J-AIR, subsidiária regional integralmente controlada pelo Grupo JAL, opera 32 E-Jets: 18 E170 com 76 lugares e 14 E190 configurados para 95 passageiros, dos quais 15 na Classe J e 80 na classe econômica. Os E170 começaram a chegar em 2008 e entraram em serviço em 2009; os E190 foram incorporados a partir de 2016.

Esse perfil ajuda a explicar a vantagem do E190-E2. Em uma configuração de duas classes citada pela Bloomberg, o modelo transporta cerca de 97 passageiros, capacidade muito próxima dos 95 assentos dos E190 atuais. O concorrente Airbus A220-100 acomoda aproximadamente 120 passageiros em configuração comparável. Para rotas regionais com demanda limitada, a diferença pode tornar o avião da Embraer mais adequado, permitindo preservar frequências sem oferecer assentos em excesso.

A opção pelo E2 também reduziria a ruptura operacional. Embora o E190-E2 tenha novos motores, asas redesenhadas e sistemas atualizados, a aeronave preserva elevada comunalidade com a geração anterior dos E-Jets. A J-AIR já dispõe de pilotos, técnicos, procedimentos, experiência operacional e relacionamento logístico construídos ao longo de 18 anos com a Embraer. A adoção do A220 exigiria incorporar uma família inteiramente nova à operação regional.

Os motores, isoladamente, não devem decidir a disputa. Tanto o E190-E2 quanto o A220 utilizam versões da família de turbofans com engrenagens da Pratt & Whitney. Os problemas de disponibilidade e manutenção que atingiram esses motores vêm apresentando melhora nas variantes que equipam os jatos menores, segundo representantes do setor de leasing ouvidos pela Reuters.

Primeira etapa pode substituir os E170
A frota de E170 da J-AIR tem idade média próxima de 15 anos, enquanto os E190 estão em torno de nove anos. Isso reforça a hipótese de que uma encomenda inicial de aproximadamente 20 E190-E2 seria destinada prioritariamente à substituição dos 18 E170, com alguma margem para crescimento ou reserva operacional. Uma segunda etapa poderia alcançar os E190 ou ampliar a frota, dependendo da demanda doméstica e da estratégia de malha da JAL.

Essa interpretação concilia os dois números conhecidos. A avaliação divulgada em 2025 abrangia cerca de 40 jatos; a negociação agora descrita envolve aproximadamente 20. Não há confirmação de que a necessidade maior tenha sido abandonada. A companhia pode estar dividindo a renovação em lotes para escalonar investimentos, entregas, treinamento e retirada das aeronaves atuais.

A decisão preenche ainda a lacuna deixada pelo Mitsubishi SpaceJet. A Japan Airlines havia contratado 32 unidades do jato regional japonês, inicialmente denominado MRJ, que deveriam tornar-se aeronaves centrais da futura frota da J-AIR. Os sucessivos atrasos impediram as entregas, e a Mitsubishi Heavy Industries encerrou o programa em 2023. Sem o SpaceJet, a JAL permaneceu dependente dos E170 e E190 que o novo avião deveria complementar e, progressivamente, substituir.

Programa Pool fortalece a posição da Embraer
A notícia surge imediatamente após a Japan Airlines e a Embraer renovarem, por vários anos, o acordo do Programa Pool que sustenta os 32 E170 e E190. O contrato, anunciado em 21 de setembro, cobre componentes reparáveis, manutenção e peças de reposição, além de manter estoque relevante próximo às bases da companhia japonesa.

Segundo a Embraer, a frota da J-AIR registrou confiabilidade média de serviço de 99,8% nos seis meses anteriores ao anúncio. O índice, associado à continuidade do suporte, fornece à JAL uma referência concreta sobre a capacidade da fabricante de manter os aviões disponíveis em uma rede na qual a mesma aeronave pode cumprir vários trechos diários.

A renovação do Programa Pool não equivale a uma escolha do E190-E2. A frota atual permanecerá em operação durante a transição e continuará necessitando de peças e reparos. Entretanto, o acordo reforça a relação entre as empresas justamente quando a JAL se aproxima da decisão sobre seu próximo jato regional. Também permite imaginar uma substituição gradual, na qual E170, E190 e E190-E2 convivam por alguns anos sob uma estrutura integrada de suporte.

ANA ajuda a criar uma base japonesa para o E2
Outro elemento favorável à Embraer é a escolha já feita pela ANA Holdings, maior concorrente da Japan Airlines. A ANA encomendou inicialmente 15 E190-E2, com cinco opções, e acrescentou oito unidades firmes em 2026. O compromisso alcançou 23 aeronaves, mantidas as cinco opções, com primeiras entregas previstas para 2028.

Se a JAL confirmar aproximadamente 20 unidades, as duas maiores companhias aéreas japonesas somarão pelo menos 43 E190-E2 firmes. Essa escala poderá estimular a formação de um ecossistema nacional de treinamento, manutenção, peças e conhecimento técnico, reduzindo riscos e custos para os operadores. Também representará uma conquista estratégica para a Embraer em um mercado tradicionalmente dominado por Boeing e Airbus e abalado pelo encerramento do projeto SpaceJet.

Para a Airbus, uma derrota retiraria do A220 a oportunidade de conquistar uma operadora regional de grande visibilidade no Japão. A fabricante europeia obteve encomendas importantes para o modelo, mas o programa ainda enfrenta o desafio de elevar a produção e melhorar sua rentabilidade. Já a família E2 conquistou, no último ano, pedidos de empresas como ANA, Finnair e SAS, além de disputar uma possível grande encomenda da indiana IndiGo.

Decisão terá alcance além das 20 aeronaves
A eventual vitória da Embraer não significará apenas a venda de cerca de 20 aviões. Ela poderá assegurar a continuidade de uma relação iniciada em 2008, estabelecer o E190-E2 como sucessor natural dos E-Jets da J-AIR e consolidar o Japão como um dos mercados mais relevantes da nova geração de jatos comerciais brasileiros na Ásia-Pacífico.

Para a Japan Airlines, a escolha definirá a capacidade, os custos e a flexibilidade de parte importante de sua rede doméstica por décadas. A decisão precisará equilibrar preço, consumo, manutenção, disponibilidade de motores, treinamento, capacidade de passageiros e desempenho nos aeroportos regionais. Nos elementos já conhecidos, o E190-E2 reúne uma vantagem decisiva: oferece tecnologia de nova geração sem obrigar a companhia a abandonar um modelo operacional que alcançou elevada confiabilidade.

Até o anúncio formal, permanecem em aberto a quantidade definitiva, eventuais opções de compra, configuração interna, valor do contrato e cronograma de entregas. A indicação de preferência, porém, coloca a Embraer em posição concreta de transformar sua presença histórica na J-AIR em uma nova encomenda e de vencer mais uma disputa direta com o Airbus A220.

03 setembro, 2026

Japonesa ANA Holdings assina novo pedido de oito jatos E190-E2 à Embraer

Acordo eleva para 23 as encomendas firmes da companhia aérea japonesa pela família E2 e confirma decisão do conselho de administração tomada em julho


 
*LRCA Defense Consulting - 03/09/2026 

A Embraer e a ANA Holdings Inc. (ANA HD) assinaram, nesta sexta-feira (4), em Tóquio, o contrato para a compra de oito aeronaves E190-E2. O acordo formaliza a decisão anunciada em 29 de julho de 2026 pelo conselho de administração da holding japonesa de ampliar sua frota regional e eleva para 23 o total de encomendas firmes da ANA HD pela família E2 da fabricante brasileira. A companhia japonesa ainda mantém cinco opções de compra adicionais para o mesmo modelo.

O novo pedido se soma ao contrato original, firmado em fevereiro de 2025, por 15 unidades firmes do E190-E2, com opção para outras cinco. Segundo apuração da imprensa especializada, a operação atual está avaliada em cerca de 105 bilhões de ienes (em torno de US$ 642 milhões) e as entregas devem ocorrer entre os anos fiscais de 2029 e 2032; já a primeira aeronave E2 da ANA HD, oriunda do contrato original, tem entrega prevista para 2028.

"Este pedido adicional de E190-E2 acelera nossos esforços para construir uma rede de aviação regional sustentável no Japão", afirmou Koji Shibata, presidente e CEO da ANA Holdings. "Isso também reforça nossa confiança na tecnologia da Embraer para reduzir tanto o impacto ambiental quanto os custos operacionais. Estamos animados em aprofundar essa parceria, elevando a conectividade regional e proporcionando uma experiência superior aos passageiros em todo o Japão."

"Estamos honrados com a confiança contínua da ANA HD no pequeno narrowbody E2 da Embraer e aguardamos poder apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão", declarou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. "Com sua economia excepcional e eficiência de combustível, o E2 vai apoiar a ampliação da conectividade em todo o Japão, além de oferecer mais conforto e espaço aos passageiros."

De acordo com veículos do setor, as oito novas aeronaves serão operadas pela IBEX Airlines, parceira regional da ANA, em um esquema de ACMI (aeronave, tripulação, manutenção e seguro fornecidos por terceiros), em substituição aos jatos CRJ700 atualmente empregados pela companhia. Pelo modelo, a ANA segue responsável pelo planejamento de rotas, pela programação e pela venda de passagens, enquanto a IBEX responde pela operação dos voos.

A escolha do E190-E2 pela ANA ocorreu depois do fim do programa SpaceJet, da Mitsubishi Aircraft, do qual a companhia japonesa era cliente lançadora. A fabricante japonesa tentou por anos certificar o jato regional até que a Mitsubishi Heavy Industries cancelasse o projeto em 2023, após sucessivos atrasos e bilhões de dólares em custos de desenvolvimento.

O E190-E2 integra a família E-Jets E2 da Embraer, reconhecida pela eficiência de combustível, pelas menores emissões, pelos níveis reduzidos de ruído e pela experiência superior de passageiros. Segundo a fabricante, a versatilidade da aeronave permite às companhias aéreas atender com eficiência tanto mercados já existentes quanto novas rotas, com ganhos operacionais e ambientais relevantes. Os E-Jets da Embraer operam no Japão desde 2009 e contam com suporte de pessoal da fabricante brasileira no País.

Estabelecida em 2013, a ANA Holdings é a maior holding de grupo aéreo do Japão, reunindo 72 empresas. O grupo inclui a companhia aérea de serviço completo All Nippon Airways (ANA) e a Peach Aviation Limited, principal companhia aérea de baixo custo do País. A ANA HD supervisiona um portfólio diversificado de negócios centrado no transporte aéreo, incluindo operações de passageiros e de carga, além de empresas de apoio ao setor de aviação. O grupo destaca ainda a classificação máxima de cinco estrelas da SKYTRAX conquistada pela ANA anualmente desde 2013, feito que faz da companhia a única aérea japonesa a manter a distinção por 13 anos consecutivos; também figura entre as empresas mais admiradas do mundo segundo a revista Fortune e integra o Dow Jones Best-in-Class World Index há nove anos consecutivos.

29 julho, 2026

ANA Holdings confirma compra de mais oito Embraer E190-E2

Novo pedido eleva para 23 o total de encomendas firmes da fabricante brasileira junto ao grupo japonês, que prepara parceria operacional mais ampla com a IBEX Airlines


*LRCA Defense Consulting - 29/07/2026

A ANA Holdings, controladora da All Nippon Airways (ANA), aprovou nesta quarta-feira (29), em reunião de conselho, a compra de mais oito jatos Embraer E190-E2. A decisão foi confirmada por registro da própria companhia na bolsa japonesa e reproduzida por veículos especializados, entre eles a AVIATOR e a FlightGlobal.

O novo pedido soma-se ao contrato firmado em fevereiro de 2025, quando a ANA Holdings encomendou 15 unidades firmes do modelo, com opção para outras cinco. Com a nova confirmação, o total de compromissos firmes do grupo japonês para o E190-E2 sobe para 23 aeronaves. Segundo o registro da bolsa, o valor do pedido adicional gira em torno de 105 bilhões de ienes (cerca de US$ 642 milhões). As entregas estão previstas para o período entre o ano fiscal de 2029, que começa em 1º de abril daquele ano, e 2032.

Configurado na versão de 100 assentos, o E190-E2 é apresentado pela Embraer como o jato de sua categoria com menor consumo de combustível e menores emissões sonoras entre os modelos equivalentes, graças a motores e tecnologias de geração mais recente. A ANA Holdings afirma que a aeronave dará mais flexibilidade para ajustar a oferta de capacidade à demanda nas rotas domésticas, em um contexto de mudanças demográficas no Japão, incluindo o encolhimento da população em determinadas regiões.

A compra das oito novas unidades está diretamente ligada a um movimento de reorganização das operações domésticas da ANA. Segundo apurado pelo portal TRAICY, a companhia e sua parceira de codeshare, a IBEX Airlines, sediada em Tóquio, anunciaram um acordo para ampliar a atual parceria, que passará de um simples compartilhamento de código para uma parceria operacional mais abrangente. Nesse novo arranjo, a ANA seguirá responsável pelo planejamento de rotas, frequências e vendas, na condição de transportadora comercializadora, enquanto a IBEX Airlines operará os voos, na condição de transportadora operadora, sob o código e os números de voo da ANA.

As oito novas aeronaves E190-E2 serão usadas em conjunto com a frota já existente do grupo ANA e devem substituir os jatos CRJ da IBEX Airlines, que hoje opera nove unidades do modelo CRJ700. A companhia afirma que o novo desenho de parceria permitirá a ambas as empresas usar de forma mais eficiente seus recursos de gestão, ao mesmo tempo em que a ANA preserva sua rede doméstica e ganha eficiência operacional.

O pedido original de fevereiro de 2025 fazia parte de uma encomenda maior, de até 77 aeronaves, fechada pela ANA Holdings com a Boeing, a Airbus e a Embraer, e marcou a primeira chegada da família E2 ao mercado japonês. Até então, a frota regional do grupo era composta por turboélices De Havilland Canada DHC-8-Q400, operados pela subsidiária ANA Wings. As entregas do primeiro lote de E190-E2 devem começar em 2028.

A Embraer não havia se manifestado publicamente sobre o novo pedido até a publicação desta matéria.

07 fevereiro, 2026

Empresa japonesa AirX optou por adquirir até 50 aeronaves eVTOL Eve, num investimento de US$ 250 milhões

Aeronaves elétricas serão utilizadas para voos de transferência e turísticos em Tóquio


*AIN, por Chad Trautvetter - 04/02/2026

A AirX, corretora de fretamento aéreo com sede em Tóquio, firmou um pedido de duas aeronaves eVTOL da Eve Air Mobility e opções para mais 48 — um negócio potencialmente avaliado em US$ 250 milhões (a preços de tabela estimados) — na quarta-feira, durante o Singapore Airshow. A AirX utilizará as aeronaves elétricas principalmente para voos de transferência e turismo no Japão, com foco na região da Baía de Osaka. A entrega das duas primeiras eVTOLs está prevista para 2029.

A AirX organiza esse tipo de voo em helicópteros por todo o Japão, operados por empresas parceiras com licença de operador aéreo, há quase 11 anos, por meio de sua plataforma de reservas online Airos Skyview. As reservas na empresa são divididas igualmente entre voos de transferência e voos turísticos. Um aplicativo, com lançamento previsto para o segundo trimestre, oferecerá uma interface mais amigável que facilitará as reservas pontuais de mobilidade aérea avançada (MAA), disse Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX, à AIN .

Segundo Masato Kikuchi, especialista em inovação e aquisição da AirX, os planos preveem que a empresa alugue os eVTOLs Eve para operadores parceiros que os operarão. O serviço de Mobilidade Aérea Avançada (AAM) com a aeronave elétrica de quatro a seis passageiros deverá começar na região metropolitana de Tóquio nos próximos cinco anos, dependendo da obtenção da certificação, observou ele.

Questionado sobre o custo dos voos com Mobilidade Aérea Avançada (AAM) em uma aeronave Eve, Tezuka disse que ele e sua equipe "estão tentando descobrir isso agora". No entanto, ele observou que a demanda existe: "Já recebemos muitos pedidos de voos de transferência usando helicópteros".

Luiz Mauad, vice-presidente de serviços, soluções operacionais, design estratégico e ecossistema da Eve, detalhou a demanda por Mobilidade Aérea Aérea (AAM) na região Ásia-Pacífico, onde a Eve prevê uma necessidade de 12.200 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) — 41% da frota mundial projetada. Ele observou que cidades com alto congestionamento impulsionarão essa demanda.

Mauad afirmou que oito das dez maiores cidades do mundo estão nessa região, com Tóquio no topo da lista. Além disso, a população da Ásia deverá disparar de 2 bilhões em 2020 para 3,5 bilhões no final desta década, levando a um aumento do congestionamento urbano que os eVTOLs podem ajudar a aliviar.

Segundo Mauad, os eVTOLs reduzirão significativamente o tempo de deslocamento em cidades como Tóquio. Por exemplo, ele afirmou que uma aeronave eVTOL da Eve poderia voar do Aeroporto de Haneda, em Tóquio, até um vertiporto no centro da cidade em 15 minutos, em vez de mais de uma hora de carro. A aeronave da Eve possui um compartimento de bagagem com capacidade para duas malas despachadas e duas de mão, facilitando esses traslados aeroportuários, acrescentou.

“A região Ásia-Pacífico tem uma enorme demanda por Mobilidade Aérea Avançada (AAM) eVTOL, incluindo voos de passageiros e de carga leve”, disse Mauad.

03 fevereiro, 2026

Japonesa AirX firma contrato com Eve Air Mobility para fornecimento de duas aeronaves eVTOL com opção para mais 48

O acordo de encomenda amplia a flexibilidade com opções para mais 48 aeronaves eVTOL da Eve (subsidiária da Embraer), à medida que a AirX, sediada no Japão, expande seus serviços de Mobilidade Aérea Urbana

  


*LRCA Defense Consulting - 03/02/2026

A Eve Air Mobility, líder global no desenvolvimento de soluções de decolagem e pouso vertical elétricos (eVTOL) de última geração, assinou seu segundo contrato vinculativo com a AirX, sediada em Tóquio, uma das principais fornecedoras japonesas de serviços inovadores de mobilidade aérea. O contrato vinculativo inclui a compra de até 50 aeronaves eVTOL. Este acordo representa um passo significativo para o avanço de soluções sustentáveis ​​de mobilidade aérea urbana no Japão.

“Nosso primeiro acordo na região Ásia-Pacífico, firmado em parceria com a AirX no Japão, é mais do que um marco; ele inaugura uma nova era que irá redefinir a mobilidade urbana”, afirmou Johann Bordais, CEO da Eve Air Mobility. “A região Ásia-Pacífico está preparada para liderar a transformação global rumo ao transporte aéreo sustentável e, juntos, estamos criando soluções inovadoras que irão redefinir a forma como as cidades se conectam, se deslocam e prosperam. Esta parceria é um passo ousado em direção a um futuro mais limpo e inteligente para as próximas gerações.”

Nos termos do acordo, a AirX integrará a aeronave eVTOL de última geração da Eve em suas operações, apoiando a visão da empresa de oferecer alternativas de transporte eficientes e com zero emissão para viagens urbanas e regionais. A entrega das duas primeiras aeronaves está prevista para 2029, com potencial para expansão adicional conforme a demanda por mobilidade aérea avançada crescer.

“Estamos entusiasmados com a parceria com a Eve Air Mobility para trazer o transporte aéreo de última geração para o Japão”, disse Kiwamu Tezuka, fundador e CEO da AirX. “Essa colaboração reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e a inovação, e posiciona a AirX na vanguarda do mercado de mobilidade aérea em constante evolução.”

As aeronaves eVTOL da Eve Air Mobility são projetadas para fornecer transporte seguro, confiável e ecologicamente correto, aproveitando a tecnologia avançada para reduzir o ruído e as emissões, ao mesmo tempo que aprimoram a experiência do passageiro.

“Receber este prêmio da AirX reforça nosso compromisso compartilhado em aprimorar a experiência do viajante”, disse Megha Bhatia, diretora comercial da Eve Air Mobility. “O Japão está posicionado para ser um dos líderes nesta região, com seu foco estratégico em Mobilidade Aérea Aerotransportada (AAM) para fornecer soluções de transporte mais limpas e acessíveis.”

Os eVTOLs da Eve serão usados ​​para atender rotas turísticas e missões de entrega do último quilômetro em cidades como Tóquio e Osaka.”

Este acordo consolida a crescente presença global da Eve e reforça a demanda cada vez maior por soluções de mobilidade aérea sustentáveis ​​em todo o mundo.

A Eve Air Mobility realizará uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Singapura) do dia 4 na Sala de Eventos 4 do Singapore Airshow. Durante a apresentação, a empresa compartilhará detalhes adicionais sobre o acordo recentemente firmado com a AirX. Representantes da AirX também estarão presentes para discutir a colaboração e responder às perguntas da imprensa.

Sobre a Eve Air Mobility
A Eve Air Mobility dedica-se a acelerar o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada pelos  56 anos de experiência aeroespacial da Embraer  e com um foco singular, a Eve adota uma abordagem holística para o desenvolvimento do ecossistema UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gestão de tráfego aéreo. A Eve está listada na Bolsa de Valores de Nova York (EVEX; EVEXW) e na Bolsa de Valores de São Paulo (EVEB31), onde suas ações ordinárias, warrants públicos e recibos de depósito brasileiros são negociados. 

Sobre a AirX

A AirX Inc., com sede em Tóquio, é uma empresa de plataforma de mobilidade aérea vertical dedicada a transformar a mobilidade aérea urbana. Fundada em 2015, a AirX desenvolve soluções integradas que conectam pessoas a viagens aéreas mais rápidas, convenientes e sustentáveis. Por meio de suas plataformas digitais, incluindo AIROS Skyview e AIROS Charter, a AirX oferece serviços de passeios turísticos e fretamento de helicóptero, enquanto se prepara ativamente para a implantação de aeronaves eVTOL e da próxima geração de "carros voadores". Guiada por sua missão de "libertar o potencial humano", a AirX está moldando o futuro da mobilidade, criando maneiras mais inteligentes, limpas e acessíveis de se locomover entre cidades e regiões.

15 outubro, 2025

Brasil e Japão ampliam diálogo estratégico em defesa. Embraer surge como parceira potencial

C-390 sobre Tóquio: imagem meramente representativa


*LRCA Defense Consulting - 15/10/2025

O Ministério da Defesa brasileiro recebeu no final de setembro, uma comitiva do Japão para tratar do intercâmbio entre os dois países nas áreas de equipamentos e tecnologias de defesa. O encontro, solicitado pelo Adido de Defesa japonês, renovou o compromisso de estreitar laços entre as nações, destacando a participação dos setores privados no fortalecimento da cooperação bilateral.

Heraldo Luiz Rodrigues, Secretário de Produtos de Defesa, enfatizou que foram debatidos temas relevantes para ampliar a visibilidade da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira no Japão, visando não só aumentar as vendas, mas também aprofundar a troca tecnológica. “O Japão demonstra intenção firme de estreitar os laços com o Brasil na área de defesa, o que se apresenta como uma excelente iniciativa”, afirmou Rodrigues.

Neste contexto, a Embraer tem reforçado sua presença no mercado asiático, especialmente com a apresentação do KC-390 Millennium durante o evento DSEI Japan 2025, realizado em maio em Chiba. O avião multimissão de transporte médio da Embraer foi o destaque do portfólio da empresa na feira, evidenciando suas capacidades técnicas e operacionais que podem suscitar interesse por parte da Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF).

O KC-390 Millennium se diferencia por seus atributos como alta capacidade de carga, versatilidade para operar em pistas curtas ou não pavimentadas, e múltiplas funcionalidades que vão do transporte de cargas e tropas a operações de resgate e reabastecimento em voo. Essas características o posicionam como uma possível opção para atender a necessidades estratégicas e operacionais do Japão, especialmente em missões humanitárias e de resposta a desastres naturais — uma área de grande relevância para o país.

Embora não haja confirmações oficiais de negociações específicas envolvendo o KC-390, o interesse potencial é indicado pela própria Embraer, que reconhece o Japão como mercado importante onde seus aviões comerciais possuem forte presença. Segundo o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Bosco da Costa Junior, a empresa está comprometida em apoiar as necessidades de defesa e aeroespaciais do Japão, reforçando o caráter de aproximação que a feira DSEI Japan ajudou a consolidar.

Além disso, o diálogo institucional reforçado na reunião em Brasília sugere uma retomada das tratativas entre a Secretaria de Produtos de Defesa e o governo japonês, com objetivos claros de ampliar cooperação tecnológica e comercial. Este movimento estratégico poderá abrir caminho para a inserção crescente de soluções brasileiras, como a plataforma do KC-390 Millennium, no mercado de defesa asiático.

Assim, Brasil e Japão fortalecem a parceria em defesa e inovação tecnológica, ampliando as perspectivas para futuros avanços conjuntos. O KC-390 Millennium aparece, nesse cenário, como uma das opções promissoras avaliadas para contribuir com as capacidades aéreas do Japão, ainda que o processo de decisão e negociações permaneça aberto e em evolução.

Desafios da Força de Autodefesa Marítima do Japão com os Hércules C-130R reforçam interesse por novas opções

A mídia japonesa tem repercutido os graves problemas enfrentados pela Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF), também conhecida como Marinha Japonesa, com a indisponibilidade frequente das suas seis antigas aeronaves de transporte Hercules C-130R. O transporte aéreo com essas aeronaves é fundamental para abastecer ilhas remotas japonesas como Iwo Jima e Minamitorishima. Relatórios indicam que, por longos períodos, todas as aeronaves da frota estiveram fora de operação simultaneamente, atingindo até uma indisponibilidade de 100% devido a falhas de manutenção, corrosão e degradação dos equipamentos.

Hercules C-130R da Força de Autodefesa Marítima do Japão

Esses Hércules C-130R foram adquiridos do Exército dos Estados Unidos após o Grande Terremoto do Leste do Japão em 2011, com conversão para uso em transporte e um investimento elevado em manutenção. Mesmo assim, a operação contínua das aeronaves tem exigido contratos dispendiosos e manutenções intensivas, que nem sempre foram eficazes para garantir um nível aceitável de prontidão.

As dificuldades da JMSDF com a frota C-130R têm motivado discussões sobre a necessidade urgente de novas aeronaves de transporte. Nesse cenário, o Embraer C-390 Millennium desponta como uma alternativa moderna, com alta confiabilidade operacional e capacidade comprovada em vários países, podendo atender efetivamente às exigências da Marinha Japonesa para missões em ilhas remotas, apoio humanitário e operações táticas.

Esse contexto operacional reforça o apelo do C-390 para o Japão, em especial diante das crescentes ameaças regionais, necessidades de modernização e busca por soluções tecnológicas alinhadas aos elevados padrões de eficácia e custo-benefício esperados pelo setor de defesa japonês.

18 agosto, 2025

Com Eve (da Embraer), Osaka alça voo: parceria estratégica impulsiona a mobilidade aérea avançada no Japão

 


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2025

Um passo gigantesco é dado rumo ao futuro da mobilidade urbana no Japão, com a confirmação de uma colaboração de peso entre gigantes da aviação e infraestrutura. A cidade de Osaka, conhecida por sua dinâmica inovação, foi escolhida para sediar o primeiro "vertihub" do país, uma iniciativa pioneira que promete revolucionar o transporte e aliviar o congestionamento urbano.

O projeto visionário e sua importância
A Mobilidade Aérea Avançada (AAM) deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma realidade tangível, e o Japão está na vanguarda dessa transformação. Um projeto ambicioso para a construção do primeiro vertihub em Osaka está ganhando forma, sendo fruto de uma parceria estratégica entre a Eve Air Mobility, Kanematsu Corporation, Nakanihon Air, Nippon Koei e Skyports Infrastructure. Este empreendimento não é apenas um projeto de infraestrutura; é um manifesto da visão japonesa para o futuro da mobilidade, que integra aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) ao ecossistema urbano.

Essa colaboração coloca os envolvidos "na vanguarda do setor de Mobilidade Aérea Avançada (AAM) do Japão". Mais do que isso, a iniciativa recebeu um reconhecimento oficial de peso, sendo "um projeto selecionado pela Prefeitura e Cidade de Osaka para financiamento público", o que sublinha a sua importância estratégica e o compromisso das autoridades locais com essa nova era da mobilidade. O vertihub é um elemento crucial para o desenvolvimento do setor de AAM, pois fornecerá a infraestrutura necessária para a operação segura e eficiente das aeronaves eVTOL.

Empresas envolvidas: um consórcio de expertise global
A força deste projeto reside na diversidade e complementaridade das empresas envolvidas, cada uma trazendo uma expertise única para a mesa:

  • Eve Air Mobility: subsidiária da renomada Embraer, a Eve é a ponta de lança no desenvolvimento de aeronaves eVTOL e na criação de soluções inovadoras para o ecossistema da Mobilidade Aérea Avançada. Sua experiência em design e tecnologia de aeronaves é fundamental para o sucesso do vertihub.
  • Kanematsu Corporation: tradicional e influente empresa de comércio japonesa, a Kanematsu possui uma atuação significativa no setor aeroespacial. Sua longa trajetória e profundo conhecimento do mercado local são cruciais. Desde 2020, a Kanematsu tem uma colaboração estabelecida com a Skyports, focada no desenvolvimento de operações e infraestrutura para a AAM no Japão, o que já pavimenta o caminho para este projeto.
  • Nakanihon Air: considerada a principal operadora de helicópteros do Japão, a Nakanihon Air é uma peça-chave na aceleração da adoção de eVTOLs. Sua vasta experiência em operações aéreas e logística é inestimável para a integração dessas novas tecnologias no espaço aéreo japonês. Sua participação ativa demonstra a transição natural das operações de helicópteros para as aeronaves eVTOL.
  • Nippon Koei: empresa de engenharia e consultoria de destaque, cuja expertise em planejamento e desenvolvimento de infraestrutura é vital para a concepção e execução do vertihub. Seu conhecimento garante que o projeto seja robusto, eficiente e alade as normas técnicas e regulatórias.
  • Skyports Infrastructure: líder global no desenvolvimento e operação de vertiportos, a Skyports Infrastructure é o elo que conecta as aeronaves à infraestrutura terrestre. Sua especialização é fundamental para projetar e operar o vertihub de maneira eficaz. A Skyports tem uma presença ativa e comprovada em projetos no Japão, incluindo parcerias prévias com a Kanematsu e outras empresas locais, o que fortalece ainda mais a base deste consórcio.

Eve Air Mobility: voando rumo ao futuro 
A participação da Eve Air Mobility nesta parceria estratégica para o vertihub de Osaka não é apenas mais um projeto em seu portfólio; ela representa um marco fundamental e um divisor de águas para o futuro da empresa. Como subsidiária da Embraer, a Eve tem se posicionado na vanguarda do desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e na concepção de soluções inovadoras para a Mobilidade Aérea Avançada (AAM).

Esta colaboração com a Kanematsu Corporation, Nakanihon Air, Nippon Koei e Skyports Infrastructure solidifica de forma expressiva a presença e a posição da Eve no vital mercado japonês. Mais do que isso, é uma demonstração inequívoca da crescente confiança do mercado e de seus parceiros em sua tecnologia de ponta e em seu modelo operacional visionário. O projeto em Osaka marca uma transição crucial para a Eve: do desenvolvimento teórico e da prototipagem para a execução prática e a entrega de soluções reais. É um passo decisivo em sua evolução para se tornar uma fornecedora líder e global de soluções de mobilidade aérea urbana de última geração.

A ambição da Eve, no entanto, não se restringe apenas ao Japão. A empresa tem expandido sua presença global por meio de acordos comerciais de grande relevância, consolidando seu ecossistema. Um exemplo notável é o contrato vinculativo assinado em junho de 2025 com a Revo, uma operadora de mobilidade aérea urbana com sede em São Paulo, Brasil, e sua controladora, Omni Helicopters International SA (OHI). Este acordo, avaliado em até US$ 250 milhões, inclui a venda de até 50 aeronaves eVTOL, além de serviços essenciais de entrada em operação e suporte pós-venda. Esta parceria com a Revo e OHI reitera a transição da Eve de uma empresa focada em P&D para uma fornecedora com capacidade de produção e suporte em escala global.

Além disso, no próprio Japão, a Eve já havia estabelecido um acordo com a SkyScape, uma empresa especializada no desenvolvimento e gestão de vertiportos, para implementar sua solução de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (Urban ATM).

Este fato ressalta o compromisso da Eve em oferecer soluções abrangentes que vão muito além da simples fabricação de aeronaves. A empresa está focada em construir todo o ecossistema necessário, que abrange desde a infraestrutura terrestre até a gestão inteligente do espaço aéreo, garantindo a operação segura, eficiente e escalável dos eVTOLs.

Essas iniciativas e parcerias globais são reflexos diretos da estratégia da Eve de desenvolver um ecossistema robusto e interconectado para a Mobilidade Aérea Avançada. Ao colaborar com empresas líderes em diversas regiões do mundo, a Eve não apenas amplia sua própria presença e alcance de mercado, mas também contribui ativamente para a criação de um ambiente propício e regulamentado para a adoção generalizada de soluções de mobilidade aérea que sejam tanto sustentáveis quanto eficientes. Em suma, a Eve Air Mobility está se posicionando de forma contundente na vanguarda da Mobilidade Aérea Avançada, demonstrando um compromisso inabalável com a inovação e o desenvolvimento de soluções que prometem transformar o futuro da mobilidade urbana.

Infraestrutura eVTOL: o coração da nova mobilidade de Osaka
O vertihub planejado para Osaka vai muito além de ser apenas um local de pouso e decolagem. Ele é concebido como uma infraestrutura completa e essencial para as operações de eVTOL. Este projeto pioneiro "estabelecerá uma infraestrutura essencial de eVTOL, permitindo manutenção, estacionamento e suporte terrestre". Isso significa que o vertihub será um ecossistema operacional autossuficiente, capaz de garantir que as aeronaves estejam sempre prontas para uso.

A implementação dessa infraestrutura é fundamental para a operação segura e eficiente das aeronaves eVTOL, permitindo uma integração harmoniosa com o ambiente urbano já existente. Os benefícios para Osaka são múltiplos: o vertihub é visto como um "passo crucial para melhorar a mobilidade urbana e reduzir o congestionamento nas áreas metropolitanas". Ao oferecer uma alternativa de transporte rápido e eficiente sobre o tráfego terrestre, espera-se que o vertihub contribua significativamente para o alívio das vias congestionadas da cidade e otimize o tempo de deslocamento dos cidadãos e visitantes.

Avanço da AAM: o papel catalisador da parceria 
A parceria entre essas empresas representa um avanço monumental para a Mobilidade Aérea Avançada no Japão. A colaboração combina a expertise de cada parceiro para desenvolver uma infraestrutura robusta e eficiente para as operações de eVTOL, criando um modelo que poderá ser replicado.

Um dos atores mais estratégicos nesse cenário é a Nakanihon Air. Como "a principal operadora de helicópteros do Japão", ela está "impulsionando a adoção de eVTOLs". Sua vasta experiência em gerenciamento de operações aéreas e manutenção de frotas de aeronaves a torna um facilitador natural para a transição e integração dos eVTOLs no espaço aéreo japonês. A participação ativa da Nakanihon Air não só legitima a tecnologia eVTOL, mas também acelera a sua aceitação e operacionalização em grande escala.

A parceria se fundamenta em um trabalho contínuo já existente no Japão, demonstrando um "apoio contínuo ao avanço do AAM na região". À medida que o estudo avança, o grupo está focado em "avaliar as necessidades técnicas e colaborar com as partes interessadas regionais para facilitar a integração", garantindo que o desenvolvimento seja adaptado às especificidades e regulamentações locais, e que haja uma sinergia com outros modais de transporte.

Perspectivas futuras: Osaka como modelo global
A expectativa é que o vertihub de Osaka não seja apenas uma instalação isolada, mas que sirva como um modelo e catalisador para futuras implementações de infraestrutura de eVTOL em outras regiões do Japão e, potencialmente, no cenário global. Com a crescente demanda por soluções de mobilidade sustentável e eficiente, projetos como este são essenciais para o pleno desenvolvimento da AAM no país.

A colaboração entre empresas locais e internacionais, como evidenciado por esta parceria, destaca o firme compromisso do Japão em liderar a inovação no setor de mobilidade aérea. A visão é de um futuro onde os eVTOLs se tornem uma parte integrada do sistema de transporte, oferecendo uma opção de deslocamento rápido, limpo e eficiente, que complementará as redes de transporte terrestre existentes. O Japão está, assim, solidificando sua posição como um player chave na corrida global pela Mobilidade Aérea Avançada.

Um novo horizonte para a mobilidade japonesa
A construção do primeiro vertihub de Osaka, fruto da união estratégica entre a Eve Air Mobility, Kanematsu Corporation, Nakanihon Air, Nippon Koei e Skyports Infrastructure, representa um marco inegável e um avanço significativo para a Mobilidade Aérea Avançada no Japão. Este projeto não apenas estabelece a infraestrutura física necessária para as operações de eVTOL, mas também sinaliza o compromisso e a ambição do país em adotar soluções de vanguarda para aprimorar a mobilidade urbana e, consequentemente, reduzir os desafios de congestionamento nas suas cidades.

A participação da Eve Air Mobility neste projeto é particularmente estratégica e crucial. Como subsidiária da Embraer, a Eve está na vanguarda do desenvolvimento de aeronaves eVTOL e na criação de soluções abrangentes para o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana. Sua contribuição solidifica a presença da empresa no vital mercado japonês e demonstra a crescente confiança na sua tecnologia e modelo operacional. Esta e outras parcerias globais, como o acordo com a Revo no Brasil e com a SkyScape no Japão para Urban ATM refletem a estratégia da Eve de construir um ecossistema robusto e interconectado, posicionando-a como uma fornecedora líder de soluções de mobilidade aérea urbana que vão além da fabricação de aeronaves, incluindo a infraestrutura e a gestão do espaço aéreo.

Com o apoio governamental e a expertise de um consórcio global, Osaka se posiciona como um laboratório vivo para o futuro da mobilidade aérea, prometendo transformar a paisagem urbana e a forma como as pessoas se deslocam. O vertihub é mais do que uma estação de aeronaves; é um símbolo de inovação e um testemunho da visão de um futuro mais conectado e eficiente para a nação japonesa.

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