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16 julho, 2026

Grupo EDGE compra 100% da Akaer e amplia domínio sobre a indústria de defesa brasileira

Em entrevista à CNN, o CFO do conglomerado emiradense, Rodrigo Torres, detalha dívidas trabalhistas da fabricante brasileira, manutenção do status de Empresa Estratégica de Defesa e prioridade à modernização do blindado Cascavel 


*LRCA Defense Consulting - 16/07/2026

O Grupo EDGE, conglomerado de defesa e tecnologia avançada dos Emirados Árabes Unidos, anunciou nesta quinta-feira (16) a compra de 100% da Akaer, empresa brasileira de engenharia aeroespacial e de defesa sediada em São José dos Campos (SP). A informação foi divulgada pela CNN Brasil em entrevista com o diretor financeiro (CFO) do grupo, Rodrigo Torres. Os valores da transação não foram revelados.

Segundo Torres, a aquisição integra a estratégia do EDGE de ampliar sua presença no País e incorporar capacidades de engenharia consideradas relevantes para os projetos do conglomerado. A relação entre as duas empresas não é recente: cerca de 40% da receita da Akaer já vinha de contratos com o grupo árabe, sobretudo no desenvolvimento do JENIAH, aeronave não tripulada de grande porte do EDGE, para a qual a fabricante brasileira produz a estrutura (frame), o interior da plataforma e a integração de motores, cabos e sistemas.

Uma parceira de longa data
Fundada em 1992, a Akaer acumula mais de 10 milhões de horas de engenharia e participou de projetos como o caça Gripen, o cargueiro KC-390 e o Super Tucano, além de diferentes aeronaves comerciais da Embraer. A empresa também atua em sistemas optrônicos, tecnologias espaciais, integração de plataformas e modernização de equipamentos militares.

O vínculo entre as duas companhias remonta a abril de 2023, quando, durante a LAAD, Akaer e EDGE assinaram um memorando de entendimento para cooperação no desenvolvimento e na produção de sistemas de alta tecnologia para os setores aeroespacial e de defesa. Segundo o dossiê Uninhabited Middle East, do International Institute for Strategic Studies (IISS), publicado em 2026, a Akaer também contribuiu com o design e a análise de desempenho do motor do REACH-S, UAV de média altitude e longa autonomia da ADASI (subsidiária do EDGE), e aparece como parceira internacional do próprio JENIAH. O mesmo levantamento lista a empresa brasileira como parceira de design do Samoom, UAV da saudita Intra Defense Technologies, ao lado da sul-africana Hensoldt e da belga ULPower Aero Engines.

Dificuldades financeiras
A compra ocorre em meio a uma situação financeira delicada da Akaer. De acordo com Torres, a empresa acumulou dívidas e passou a enfrentar dificuldades para cumprir compromissos com funcionários e fornecedores, deixando de pagar a folha de pagamento por um período e o plano de saúde dos funcionários por quase um ano.

O executivo afirmou que o Ministério da Defesa e integrantes das Forças Armadas procuraram o EDGE durante a LAAD para discutir alternativas que evitassem o fechamento da companhia, pedindo ao grupo que avaliasse não necessariamente uma aquisição, mas uma parceria capaz de impedir a falência de outra grande empresa da defesa brasileira.

O atual controlador da Akaer, Cesar Silva, deixará a gestão da empresa, mas deverá permanecer como consultor do EDGE por um período de um a dois anos. Um fator que teria facilitado a negociação foi a atual estrutura acionária da companhia: a Saab, que chegou a deter 42,21% da holding Akaer Participações S.A., teve sua participação integralmente recomprada pela controladora Connectus Gestão e Participações em outubro de 2023, com aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Volta às atividades centrais
A estratégia do EDGE será concentrar a Akaer nas atividades consideradas centrais para a companhia, após um período em que a fabricante brasileira passou a atuar em áreas que não faziam parte de suas principais especialidades. Segundo Torres, o foco será a área aeroespacial, drones, espaço, modernização e integração de plataformas, óptica (lentes e câmeras) e baterias.

O grupo pretende utilizar a capacidade da Akaer desde a concepção de projetos até a industrialização dos produtos, integrando a empresa aos trabalhos do EDGE em optrônica, sistemas eletro-ópticos e infravermelhos e tecnologias espaciais. A expectativa é repetir na Akaer estratégia semelhante à adotada após os investimentos na SIATT e na Condor, com injeção de capital, expansão da produção e acesso à carteira internacional do conglomerado.

Cascavel será uma das prioridades
Um dos projetos considerados prioritários pelo novo controlador será a modernização do EE-9 Cascavel, blindado de reconhecimento utilizado pelo Exército Brasileiro. A Akaer venceu, em 2023, uma licitação para modernizar um lote inicial de nove veículos, com mudanças na motorização, na suspensão e nos sistemas eletrônicos, além da instalação de novas miras, sensores, equipamentos de comunicação e uma torre modernizada.

O programa enfrenta limitações orçamentárias e teve seu ritmo reduzido nos últimos anos. Segundo Torres, a aquisição deve dar maior segurança ao Exército quanto à continuidade dos trabalhos, já que o programa de modernização do Cascavel continuará sendo executado pela Akaer.

Status de Empresa Estratégica de Defesa é mantido
Apesar da compra de 100% do capital por um grupo estrangeiro, o EDGE afirma que a Akaer continuará credenciada como EED (Empresa Estratégica de Defesa), enquadramento concedido pelo Ministério da Defesa a companhias responsáveis pelo desenvolvimento ou pela produção de bens e tecnologias essenciais para a defesa nacional, e que envolve requisitos societários e de governança.

Segundo Torres, será mantida uma estrutura local de governança e uma participação brasileira suficiente para atender às regras do credenciamento, ainda que o desenho definitivo dependa das aprovações regulatórias. Integrantes do governo federal, do Ministério da Defesa e das Forças Armadas foram informados sobre a negociação ao longo dos últimos meses.

Expansão do EDGE no Brasil
Criado em 2019 e sediado em Abu Dhabi, o EDGE reúne mais de 35 empresas em áreas como plataformas militares, mísseis, sistemas de inteligência, segurança, tecnologias espaciais e industrialização. O grupo encerrou 2024 com receita próxima de US$ 5 bilhões e passou a tratar o Brasil, desde a abertura de um escritório em Brasília em 2023, como uma das principais bases de sua expansão na América Latina.

Além da Akaer, o conglomerado já detém 50% da SIATT, especializada em armamentos inteligentes e sistemas de alta tecnologia, e controla a Condor, fabricante de equipamentos não letais, na qual adquiriu participação de 51% em 2024. O grupo mantém ainda projetos com a Marinha, entre eles o desenvolvimento dos mísseis antinavio MANSUP e MANSUP-ER, que serão integrados às fragatas da classe Tamandaré, além de sistemas contra drones e novas plataformas não tripuladas. A Akaer poderá ser incorporada a esses programas, principalmente nas etapas de engenharia, integração e industrialização de aeronaves.

Para o EDGE, a entrada em empresas brasileiras permite combinar a engenharia nacional com a capacidade financeira e comercial do grupo. Executivos da companhia argumentam que os problemas orçamentários das Forças Armadas não inviabilizam os projetos, desde que os produtos brasileiros também sejam destinados à exportação, usando encomendas internacionais para dar escala às fábricas no País e reduzir o custo dos equipamentos para as próprias Forças Armadas brasileiras.

O boato que antecipou o anúncio
A possível venda da Akaer ao EDGE já vinha sendo especulada desde junho de 2026. O informe foi veiculado inicialmente pelo canal Base Militar Vídeo Magazine e repercutido pelo blog Brazilian Space em 22 de junho, que sustentava que a negociação já estaria concluída havia cerca de três meses, restando apenas o anúncio oficial. Até a publicação da matéria da CNN, nenhuma das partes (Akaer, EDGE ou a controladora Connectus) havia confirmado oficialmente a operação.

Taurus reforça integração com a Marinha no maior exercício militar em Minas Gerais

T4, T10, RPC e TX9 são empregados por fuzileiros navais em cenário ribeirinho no Lago de Furnas, validando o Protocolo de Intenções firmado entre a empresa e o Corpo de Fuzileiros Navais, no ano do centenário da presença da Marinha em Minas Gerais

 

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LRCA Defense Consulting - 16/07/2026

A Taurus Armas S.A. participou da Operação Furnas 2026, um dos maiores exercícios militares já realizados em Minas Gerais, empregando quatro de seus principais armamentos leves em condições operacionais reais. O exercício, coordenado pelo Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) da Marinha do Brasil, reuniu cerca de 2 mil militares entre 22 de junho e 3 de julho de 2026, na região do Lago de Furnas, em São José da Barra (MG). Para a Taurus, Empresa Estratégica de Defesa (EED) e uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo, a operação funcionou como um laboratório de campo para validar, junto ao usuário final, soluções já em desenvolvimento no âmbito de sua parceria institucional com a Marinha.

Um exercício de grande porte no interior do País
A Operação Furnas 2026 comprovou a capacidade expedicionária do CFN, que deslocou tropas do Rio de Janeiro até o Sul de Minas Gerais, um trajeto de aproximadamente 1.000 quilômetros. Segundo o chefe do Estado-Maior do Comando da Divisão Ribeirinha, capitão de mar e guerra (fuzileiro naval) Adilson Cappucci, o objetivo foi treinar unidades da Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE) de forma integrada a meios aéreos e embarcações da Marinha, em operações ribeirinhas, operações de apoio à Defesa Civil e operações de paz, com participação de órgãos municipais e estaduais.

O exercício mobilizou uma estrutura ampla de meios operativos: carros-lagarta anfíbios, viaturas blindadas leves sobre rodas (JLTV), viaturas blindadas especiais sobre rodas (Piranha), a nova Embarcação de Desembarque Litorâneo (EDLit), viaturas 5 toneladas 4x4 UNIMOG U5000, equipamentos de desativação de artefatos explosivos, sistemas de rádio tático e comunicações satelitais, além de drones e sistemas ópticos. A presença de observadores de nações amigas ampliou a dimensão internacional do treinamento.

Os armamentos da Taurus testados em campo
Segundo o release da empresa, militares do CFN empregaram, durante a Operação Furnas 2026, os fuzis T4 (calibre 5,56 x 45 mm) e T10 (calibre 7,62 x 51 mm), a carabina compacta RPC (calibre 9 mm) e a pistola TX9 (calibre 9 x 19 mm), em diferentes atividades de adestramento. O objetivo declarado foi permitir aos operadores avaliar aspectos como confiabilidade, ergonomia, precisão, modularidade e desempenho em ambiente operacional fluvial, lacustre e ribeirinho.

O T4 é apresentado como plataforma modular de fuzil de assalto, com ampla compatibilidade a acessórios ópticos e táticos e diferentes configurações de comprimento de cano. O T10, fuzil de batalha de maior alcance e poder de fogo, é indicado para missões de combate, apoio e tiro de precisão. A RPC, plataforma compacta de 9 mm, foi desenvolvida para ambientes confinados e operações que exigem mobilidade elevada, sendo apontada como adequada a operações especiais, proteção de instalações, segurança de autoridades e emprego por tripulações de veículos militares. Já a TX9, pistola de nova geração da companhia, incorpora o sistema de segurança Tetra Lock e arquitetura preparada para acessórios e diferentes configurações operacionais.

Na avaliação de Henrique Gomes, diretor da Divisão Militar e de Exportação da Taurus, a proximidade com o operador é um dos pilares do processo de desenvolvimento da empresa, e o emprego em ambiente operacional exigente permite o aperfeiçoamento contínuo das soluções.

O protocolo com o CFN e o contexto da Base Industrial de Defesa
A participação da Taurus na Operação Furnas 2026 se insere em uma aproximação institucional que já dura alguns meses. Em 10 de fevereiro de 2026, a Marinha do Brasil, por meio do CFN, celebrou com a Taurus um Protocolo de Intenções, com apoio institucional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o desenvolvimento de novos sistemas de armas leves e coletivas nos calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .50, além de um drone armado destinado às tropas anfíbias. O instrumento, com vigência de dois anos, prevê reuniões técnicas periódicas e não envolve, nesta fase, transferência de recursos financeiros entre as partes.

Pelo desenho da parceria, cabe ao CFN traduzir a realidade do combate em requisitos técnicos e conduzir a avaliação prática dos equipamentos em ambiente operacional, com vistas à homologação. À Taurus cabe o papel de braço industrial e tecnológico, mobilizando equipe técnica especializada e disponibilizando instalações laboratoriais para apoiar os testes. A Operação Furnas 2026 é, nesse sentido, um passo concreto de validação prática daquilo que o protocolo assinado em fevereiro estabeleceu no papel.

O exercício não se limitou à Taurus. De acordo com reportagem do portal Defesa em Foco, a Base Industrial de Defesa (BID) esteve representada também pela Protecta, com coletes balísticos flutuantes, e pela Condor, com meios não letais. Simuladores do míssil MAX, da SIATT/ADTech, apoiaram o treinamento das equipes, enquanto a Unidade Fabril Expedicionária (UFEx) demonstrou capacidade de manufatura aditiva em campo, fabricando estruturas para drones e adaptações táticas sob demanda. A gestão do ciclo de vida de materiais contou ainda com soluções da ALIX Business Solutions, voltadas a rastreabilidade e controle logístico.

Protocolo de Intenções entre o CFN e Taurus, assinado em 10/02/2026

Centenário da Marinha em Minas Gerais e ações civis
A Operação Furnas 2026 integrou as comemorações do centenário da presença da Marinha do Brasil em Minas Gerais, o que confere ao exercício um simbolismo histórico adicional. Além da vertente militar, as tropas realizaram Ações Cívico-Sociais (Aciso), com atendimento médico e odontológico às populações ribeirinhas da região do Lago de Furnas.

Para a Taurus, o resultado prático da participação é o encurtamento do ciclo entre desenvolvimento e emprego real: o feedback dos combatentes que utilizaram T4, T10, RPC e TX9 em condições adversas alimenta diretamente a engenharia de pesquisa e desenvolvimento da empresa, em um movimento que a companhia associa ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa e à ampliação da autonomia tecnológica do País.

15 julho, 2026

Exército amplia meios de engenharia no Rio Grande do Sul para operações e apoio à Defesa Civil

Comando Militar do Sul destina meios de mobilidade e transposição de cursos d'água à 8ª Companhia de Engenharia de Combate e ao 3º Batalhão de Engenharia de Combate, reforçando a capacidade de operação da Força Terrestre e o apoio à Defesa Civil no Estado


*LRCA Defense Consulting - 15/07/2026

O Comando Militar do Sul (CMS) ampliou, nos últimos dias, a capacidade de engenharia de suas unidades no Rio Grande do Sul, com a entrega de equipamentos destinados tanto a operações de apoio à Força Terrestre quanto a missões de apoio à Defesa Civil. O reforço abrange duas frentes distintas: a estruturação da recém-criada 8ª Companhia de Engenharia de Combate, em São Leopoldo, e a incorporação de novas viaturas especializadas ao 3º Batalhão de Engenharia de Combate, em Cachoeira do Sul, voltadas ao sistema de pontes flutuantes Improved Ribbon Bridge (IRB).

Novos meios para a 8ª Companhia de Engenharia de Combate
Segundo informou o CMS, a 8ª Companhia de Engenharia de Combate recebeu carregadeiras sobre rodas, trator polivalente, caminhões basculantes, embarcações de assalto, motores de popa e meios para transposição de cursos d'água. O material se destina ao emprego em missões de apoio à Defesa Civil e em operações de engenharia em apoio à Força Terrestre.

De acordo com o comando da unidade, os equipamentos dão suporte às atividades da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada em ações de mobilidade, contramobilidade e proteção, como transposição de cursos d'água, desobstrução de vias, escavação, salvamentos e transporte.

A 8ª Companhia de Engenharia de Combate foi ativada em março de 2026, nas antigas instalações do 16º Grupamento de Artilharia de Campanha Autopropulsado, o quartel 16, em São Leopoldo, subordinada operacionalmente à 8ª Brigada de Infantaria Motorizada. A previsão administrativa é de que a unidade adquira seus equipamentos gradualmente até 2028, quando deve atingir a plena capacidade operacional.

A criação da nova organização militar está diretamente ligada às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, quando as Forças Armadas foram amplamente empregadas em operações de resgate, reconstrução e apoio logístico às comunidades afetadas, entre elas a Operação Taquari 2. A experiência adquirida nessas operações evidenciou a necessidade de ampliar a estrutura militar especializada em engenharia de combate e apoio humanitário na região metropolitana de Porto Alegre e em áreas mais vulneráveis a eventos climáticos extremos.

Viaturas Tatra Force para o sistema de pontes flutuantes
Em outra frente, o Exército Brasileiro recebeu doze Viaturas Especializadas de Engenharia de Transporte de Portada (VE-Eng TRNP PRTD) 8x8 T-815-7, da família Tatra Force, fabricadas pela empresa tcheca Tatra Trucks. O desembarque do material ocorreu no Porto de Paranaguá (PR) em junho, e o transporte até o destino final contou com o apoio da 2ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada.

As viaturas foram entregues em 5 de julho ao 3º Batalhão de Engenharia de Combate, o Batalhão Conrado Bittencourt, sediado em Cachoeira do Sul (RS). Cada caminhão está equipado com suporte lançador e recuperador de módulos, o que permite às tropas operar nas margens de cursos d'água com maior segurança.

O material é destinado ao adestramento e ao emprego do sistema Improved Ribbon Bridge (IRB), ponte flutuante utilizada na travessia de rios e lagos por viaturas e equipamentos pesados. Os módulos do sistema também podem ser empregados, de forma fracionada, como balsa de transporte. Com a nova incorporação, o 3º Batalhão de Engenharia de Combate agrega capacidades no adestramento e emprego de meios de pontagem em proveito do 4º Grupamento de Engenharia e do próprio Comando Militar do Sul.

Contexto: engenharia como prioridade no Sul do País
Os dois movimentos reforçam uma tendência já em curso no Comando Militar do Sul desde as enchentes de 2024: a ampliação e a modernização dos meios de engenharia como resposta a eventos climáticos extremos e como sustentação da capacidade de combate da Força Terrestre na fronteira sul. O CMS tem jurisdição sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com sede em Porto Alegre, e reúne cerca de cinquenta mil militares, um quarto do efetivo total do Exército.

A combinação de equipamentos de terraplenagem, embarcações e viaturas para pontes flutuantes indica um esforço deliberado para dotar as unidades de engenharia da região de meios que sirvam tanto ao emprego operacional militar quanto ao apoio humanitário, um binômio que se tornou central no planejamento do Exército no Rio Grande do Sul desde as cheias que atingiram o Estado.

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