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segunda-feira, agosto 31, 2020

‘Embraer precisa lançar nova linha de aviões’, defende Ozires a OVALE

 


*O Vale - 29/08/2020

Ex-presidente e um dos fundadores da Embraer, o engenheiro Ozires Silva defendeu em artigo exclusivo para OVALE que a fabricante brasileira invista em projetos de novos aviões para a aviação regional.

Segundo ele, a demanda por voos domésticos deve crescer no Brasil e no mundo como efeito dos impactos da pandemia do novo coronavírus, que afeta mais fortemente as rotas internacionais, ou seja, os aviões de grande porte.


“Este cenário ocorreu com os grandes jatos. Em passado recente, a Boeing americana e a Airbus europeia trouxeram ao mercado grandes aeronaves, como o Boeing 747 e o Airbus 380, agora ambos em processo de retirada de serviço, partindo para a produção de aviões menores e rentáveis”, apontou Ozires.

O engenheiro disse que a Embraer precisa aproveitar essa oportunidade de mercado e investir em novos aviões.

“A nossa Embraer, de grande importância para São José dos Campos, precisa reagir e lançar novos projetos de aviões adequados à essa demanda e, para isso, precisa contar com seus recursos humanos.”

Ozires citou ainda que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, determinou a todos os titulares das entidades de controle e supervisão da Aeronáutica que estudassem e procurassem aplicar as sugestões feitas no Fórum Nacional do Transporte Aéreo, realizado em São Paulo.

A principal delas é a de o governo estimular o desenvolvimento da rede de transporte aéreo regional e da aviação geral no país.

“Hoje, em que pesem as restrições da pandemia da Covid-19, as consequências das decisões implementadas pelo Governo Federal tornaram possível abrir e colocar em operação centenas de pequenas empresas regionais, oferecendo os serviços aéreos à quase 200 cidades brasileiras. Nunca tivemos isso no passado”, apontou Ozires.

E completou: “O que aconteceu precisa ser do conhecimento de São José dos Campos, um dos maiores clusters da indústria aeronáutica mundial, para que a Embraer e seus fornecedores de peças e componentes tomem conhecimento do que está acontecendo no mercado, certamente em processo de grande reativação”.

No final do artigo, Ozires lembrou a importância do fator humano para a aviação: “As empresas precisam compreender que o seu fator mais competitivo é contar com a competência dos seus recursos humanos”.

Atualmente, a Embraer tem nas pranchetas o projeto de um avião turboélice de última geração para a aviação regional (até 70 passageiros), com propulsão que pode ser convencional ou híbrida (elétrica). Segundo a empresa, o projeto pode ser viabilizado por meio de futuras parcerias.

Taurus Armas: Um Novo Patamar

 

*Equipe Small Caps, por Christian Lima - 31 de agosto de 2020

Empresa estratégica de defesa, fundada há 80 anos e líder mundial na fabricação de revólveres, a brasileira Taurus Armas S.A. (TASA3 / TASA4), em 2020, tem ganhado a atenção de uma grande parcela de investidores, até então céticos com relação à possibilidade de um Turnaround por parte da Empresa. É então levantado o questionamento: O que mudou? Abaixo serão elencados fatores que marcaram a mudança de postura da companhia.

  1. CBC assume o controle da Forjas Taurus S.A.

Não é possível relatar a mudança que a Taurus sofreu sem iniciar destacando a entrada da CBC em seu quadro societário. Além de parceiro estratégico, a Companhia Brasileira de Cartuchos, líder mundial na fabricação de munição, em 2015 assume o controle acionário da então Forjas Taurus S.A. através da Tauruspar (uma empresa majoritariamente CBC), no momento em que a empresa perdia participação no mercado Norte Americano, enfrentava problemas com qualidade e relacionamento com seus clientes e via suas dívidas crescerem de forma exponencial.

  • Plano de reengenharia

A fim de solucionar os problemas acima relatados, o novo controlador põe então um plano de reengenharia em prática e nesse momento, a revista Forbes, à época, relata esse momento com a seguinte afirmação: “As pessoas deixaram de fazer filas para reclamar dos produtos Taurus e passaram a fazer filas para comprar os produtos da empresa”.

  • Primeiros passos

A robusta reengenharia promovida na filosofia empresarial e nos processos tecnológicos, operacionais e administrativos, implementada desde 2016 pelos novos controladores, sob a orientação da Galeazzi & Associados (a partir do final de 2017), transformaram radicalmente a “velha” Taurus.

A empresa atuou de forma decisiva na redução de custos e desperdícios, realizando análises dos giros de estoques de matérias primas e maior frequência de inspeção para redução de perdas, bem como constantes auditorias e identificação de oportunidades com fornecedores e outros parceiros.

O moderno mix de armas, especialmente as desenvolvidas a partir de 2017, tem foco no tripé Inovação, Tecnologia e Qualidade. Neste último quesito, a empresa estabeleceu padrões superiores às normas técnicas exigidas pelo mercado internacional.

Tais mudanças foram tão importantes para o start no Turnaround da empresa que após a implantação do plano de reengenharia não houve um ano que a companhia tivesse fechado seu ano contábil com o valor de mercado inferior ao ano anterior, chegando a valer em 2020 (dados parciais obtidos com a divulgação dos resultados do 2T20) quase 10x o valor de 2015, conforme pode ser observado no gráfico a seguir.

  • Salésio Nuhs assume como CEO

Um dos maiores responsáveis pelos novos e promissores rumos da Taurus tem nome e sobrenome de peso no mercado de armamento: Salesio Nuhs (Vice-Presidente Comercial e de Relações Institucionais da CBC, que ocupava também o cargo de Vice-Presidente de Vendas e Marketing da Taurus desde que a CBC adquiriu o seu controle), promovido ao cargo de Presidente Global em janeiro de 2018.

Experiente, dinâmico e proativo, o executivo atua há 29 anos no segmento de armas e munições e é importante referência nesse mercado, possuindo um amplo e profundo conhecimento de sua operação e dos mercados brasileiro e internacional, tendo assim sólida preparação e credibilidade para conduzir a reestruturação e o crescimento sustentável da Taurus. É também Presidente da Taurus Holdings, Inc. (“Taurus USA”), da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições – ANIAM desde 2012 e membro do Conselho Consultivo do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro.

  • “Morre” a Forjas Taurus e “nasce” a Taurus Armas

Em janeiro de 2019, a antiga Forjas Taurus, deixando para trás todo estigma de seu passado e reescrevendo sua história, passou a se chamar Taurus Armas. A mudança faz parte do processo de reestruturação que a empresa está vivendo, baseado no tripé estratégico “rentabilidade sustentável, qualidade dos produtos e melhora dos indicadores financeiros e operacionais”, e colabora para a nova fase da companhia.

Além disso, está em linha com a estratégia da empresa de focar no seu core business – a produção e venda de armas, bem como com o desenvolvimento de novos produtos a fim de atender as necessidades do mercado, principalmente dos Estados Unidos – seu maior cliente, mas sem esquecer a abertura de novos mercados, tais como Ásia, Oriente Médio, África e América Latina.

A partir de 12 de novembro de 2019, os valores mobiliários de emissão da companhia passaram a ser negociados com o novo código “TASA” (ticker) e novo nome de pregão “TAURUS ARMAS” na B3 S.A. O novo código e nome de pregão da Taurus na B3 está em linha com a alteração de sua denominação social, que exclui a expressão “Forjas” por se tratar de atividade que não exerce mais.

  • Resultados: lucros, satisfação e o records a cada nova divulgação de resultado

O ano de 2019 foi marcante para a companhia. Em consequência dessas e de outras medidas, após seis anos de prejuízos, a companhia chegou à metade do ano com muito a comemorar, principalmente pelos bons resultados conquistados pelo sexto trimestre consecutivo, o que a levou a acumular lucro líquido de R$ 47,6 milhões nesse semestre. No período, a venda de novos produtos foi responsável por 57,1% da receita com a venda de armas ou 56,5% da receita líquida total da empresa.

Um ano depois, no 2T de 2020, a empresa reporta EBITDA acima dos R$ 107 milhões, margem bruta superior a 42%, lucro de R$39 milhões e quebra cinco recordes: volume de produção, volume de vendas, receita, lucro bruto e Ebitda.

  • Referência mundial do setor em indicadores e projeção de pagamento de dividendos

Após a recente divulgação de resultados do 2T20 dos pares internacionais da Taurus Armas (Ruger, Smith & Wesson e concorrente Europeia), foi possível observar que a Taurus além de apresentar indicadores superiores a todos os seus pares, apresentou maior crescimento enquanto seus concorrentes se mantiveram no mesmo patamar.

Fato este que foi complementado com a fala do Diretor Financeiro (CFO), Sérgio Sgrillo Filho, em live à “Ações Garantem o Futuro” onde disse que no médio prazo a companhia projeta pagamento de dividendos.

  • Cenário nacional

Apesar de o mercado nacional representar apenas aproximadamente 15% do faturamento da companhia, após 16 anos de governos desarmamentistas, em 2018, com a eleição do presidente Jair Messias Bolsonaro, a empresa viu a possibilidade de expandir suas vendas no mercado interno. Isso foi possível a partir da flexibilização do tema no país, bem como: ampliação da posse de armas em propriedades rurais, ampliação de número de armas permitidas para compra por parte dos CACs e autorização para utilização de armas por parte de guardas municipais em algumas cidades brasileiras. Fatos esses que vêm se convertendo em números, quando na última divulgação de resultados é possível observar que as receitas provenientes das vendas de armas no mercado interno dobraram.

Hoje a Empresa está em negociação com uma empresa do setor automotivo, a fim de firmar uma Joint Venture nacional que atuará no segmento de acessórios para armas. A empresa espera divulgar dados oficiais desta JV no segundo semestre de setembro/20.

Recentemente iniciou-se discussão acerca da instalação de novas fábricas de armas no Brasil. Fato esse que não reflete em ameaça para a Taurus, que já está presente em mais de 100 países, competindo com as mais variadas marcas, e viu sua receita dobrar com o Mercado Interno no resultado divulgado para o 2° trimestre de 2020.

Há ainda discussões em pauta acerca de novas possibilidades de flexibilização. Seja no porte ou na posse e em função dessas novas possibilidades, a empresa já atua reformulando seu marketing, se aproximando do investidor e de clientes, principalmente através de suas redes sociais, assim como é feito em sua filial nos EUA.

Ponto que merece destaque é que hoje a indústria nacional de defesa tem sido pressionada pelo governo a transferir sua linha de produção para fora do país, para assim poder competir de igual modo com concorrentes que desejam ingressar no mercado nacional, visto que para produtos importados as regras são brandas e os impostos são reduzidos, em detrimento da Indústria de Defesa Nacional.

  • Cenário Internacional

A Taurus Armas pode ser considerada uma empresa genuinamente exportadora. Aproximadamente 85% de sua receita vem do mercado externo (em dólar) e o país que tem a maior participação na receita da companhia é os EUA, o maior mercado consumidor de armas no mundo e é nesse país que a companhia concentrou seus esforços para crescimento nos últimos anos.

  • EUA

A grande confiabilidade de sua nova linha de produtos, em especial a “linha G”, por parte dos americanos, nos produtos da Taurus fez com que a marca, ao final de 2018, fosse a 2ª marca mais importada pelo país e 4ª marca mais vendida em todo o país.

No final de 2019 a empresa realocou sua fábrica da Flórida para o Estado da Geórgia, onde houve aumento de capacidade produtiva e aumento da capacidade de expansão. Hoje, apenas nessa unidade, a empresa possui uma carteira de produtos já vendidos, mas que ainda serão produzidos (back order) na ordem de 800mil armas, o que vem reforçar a afirmativa da Forbes, de 2015, mesmo cinco anos depois da publicação do artigo por parte da revista.

Hoje, o país vive um momento ímpar para o setor de armas e isso se dá devido à combinação de três fatores que aumentam o medo e a insegurança dos americanos: Distúrbios Civis, Eleições presidenciais e COVID-19. Com isso, o ano de 2020 promete ser o ano de maior venda de armas da história do país, como pode ser observado no gráfico de NICS até o momento (pesquisa de antecedentes criminais feita para aquisição de primeiras armas de fogo):

  • Índia

Atualmente a empresa trabalha para ser a líder mundial de produção de armas pequenas e outro passo nesse sentido foi a recém firmada Joint Venture com a Indiana Jindal Group, uma das maiores produtoras mundiais de aço. A parceria deu origem à Jindal-Taurus, uma nova empresa da qual a Taurus Armas detém 49% do Capital Social e surge a fim de atender ao novo projeto do Governo Indiano, o “Make in India”.

Com a parceria, os investimentos e desembolsos financeiros ficarão a cargo da Jindal e a Taurus será responsável pela transferência de tecnologia ao país.

Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Seu orçamento de defesa para 2018 foi de 45 bilhões de dólares, embora haja fontes que situem os gastos militares do país nesse ano entre 62 e 65,5 bilhões de dólares. Apesar disso, a Taurus informa que, dos 1,3 milhão de militares, apenas 2% possui arma de fogo e desses, 68% do equipamento do exército são tão ultrapassados que recebem oficialmente a designação de “antiguidades”, o que gera uma demanda impressionante a ser explorada pela empresa.

Além do público militar, a JV terá como foco atender o mercado civil que passa por estudos de flexibilização no acesso às armas de fogo. Este pode ser considerado um negócio bilionário, visto que a Índia é o segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas).

A última informação dada pela companhia é que a produção na fábrica indiana terá início em janeiro de 2021.

  • Outros países

Questionada sobre a possibilidade de novas “Joint Ventures” com empresas de outros países, a empresa não descarta a possibilidade. Enquanto isso, a empresa concorre em licitações internacionais, e vem vencendo as mesmas, como recentemente aconteceu com Filipinas, Bangladesh, países da África, Oriente Médio, Europa e América Latina.

Recentemente o analista Marco Saravalle chamou a atenção do mercado para a valorização dos pares americanos da Taurus, em 2020, apontando um grande potencial de valorização para as ações da companhia, como é possível observar no gráfico abaixo:

Ressaltando que na comparação acima, com os pares da Taurus não são levadas em conta as expectativas de crescimento que a empresa vive com os mercados Americano e Indiano.

  • Pontos polêmicos

Alguns pontos são motivo de divergência entre analistas e investidores, pontos estes que são importantes e não devem ser negligenciados.

  • Endividamento

De acordo com a última divulgação de resultados da companhia, a empresa encerrou o 2T20 com um endividamento na ordem de R$1 bilhão de reais, conforme gráfico abaixo:

Vale ressaltar que no mês de agosto de 2020, a companhia divulgou que firmou acordo de refinanciamento da dívida de curto prazo, sendo com isso possível efetuar os pagamentos com a própria geração de caixa. Como exemplo prático, com o refinanciamento, o montante a ser pago em 2020 foi reduzido para aproximadamente R$ 75 milhões e apenas no primeiro semestre do ano a empresa gerou um montante de R$ 150 milhões.

Com o refinanciamento, a companhia além de conseguir honrar seus compromissos com a geração de caixa, não precisará vender seus ativos (terreno da antiga sede e fábrica de capacetes) em um momento de baixa no mercado.

  • O Dólar

Ponto de extrema divergência de opiniões é o efeito do dólar sobre os resultados da companhia, entretanto é muito fácil entender o que acontece. Aproximadamente 89% do endividamento da empresa é cotado em dólar, em contrapartida, aproximadamente 83% da receita da empresa também é em dólar.

O que gera muita divergência de opiniões é o efeito do dólar no montante da dívida da companhia, mas o grande “x da questão” é entender que esse efeito é meramente contábil, pois enquanto os desembolsos não forem feitos, o montante da dívida flutua (seja para mais ou para menos), mas não afeta o caixa, que por sua vez sofre efeito direto de uma valorização do dólar frente ao real.

Sobre isso a companhia informa que o melhor cenário para a Taurus é o cenário de “Dólar alto”, porém estável. A estabilidade proporciona baixa flutuação no montante da dívida e um caixa mais robusto, pois a empresa mantém 90% de seu custo de produção em reais, fato esse que potencializa os resultados da empresa.

Aproveitando ainda o momento de dólar fortemente valorizado frente ao real, a companhia informou em recente live à Eleven Research que mantém tanto caixa em dólar quanto Caixa em Reais. Com isso, a empresa pode também se beneficiar de flutuação da moeda americana em seu caixa.

  • Vendas de ações Preferenciais pelo Controlador

Ponto de grande preocupação por parte dos sócios minoritários da companhia é a constante venda de ações preferenciais por parte do seu controlador.

Apesar de a companhia informar que não pode responder pelas ações de seu controlador, a Taurus reforça que o Controlador não tem se desfeito de suas ações ordinárias e sim de suas ações preferenciais.

Vale observar e destacar que esse não é um fato novo e recente, mas iniciou com a emissão dos bônus de subscrição. Bônus esses que foram adquiridos pela controladora por R$0,10. Como exemplo prático, pode ser citado o que foi feito nos bônus de série A (até então FJTA11). Para que o controlador exercesse o direito de subscrição citado, foram vendidas todas as suas ações PN, com isso a Tauruspar fez caixa, com esse montante, exerceu o direito, injetou dinheiro na Taurus e voltou a deter ações preferenciais provenientes do exercício dos bônus.

Esse movimento se mostra cíclico, pois o mesmo tem sido feito com as ações adquiridas, para uma possível subscrição dos bônus de série B (TASA13). A grosso modo, o controlador segue a seguinte sequência:

  1. Vende ações preferenciais;
  2. Faz caixa;
  3. Exerce os direitos de subscrição em seu vencimento;
  4. Injeta capital na companhia;
  5. Volta a deter ações preferenciais;
  6. Volta a vender e repete o ciclo.

Especula-se que o controlador esteja usando a mesma estratégia utilizada no exercício dos direitos de subscrição de série A e possivelmente a estratégia se repetirá até o exercício dos bônus de série D, em 2022.

6. Conclusão

É inegável que a Taurus Armas passa por um momento ímpar e histórico. Um verdadeiro turnaround. A companhia tem apresentado números consistentes e reversão de indicadores negativos. Esses fatores aliados à perspectiva de uma forte demanda mundial por seus produtos reforçam o objetivo da companhia em ser a maior fabricante de armas do mundo, voltar a pagar dividendos a seus acionistas e consequentemente elevar exponencialmente o valor de mercado da companhia. Como publicado pela empresa na divulgação de resultados do 2T20, a Taurus Armas apresentou e seguirá apresentando um novo patamar de resultados.

 

sábado, agosto 29, 2020

ExpressJet, dona de 95 jatos Embraer ERJ-145, cessará operações em 30 de setembro

 A ExpressJet Airlines encerrará suas operações no final do mês que vem, depois que a demanda de passageiros caiu drasticamente devido ao coronavírus, e a United Airlines decidiu consolidar seus voos regionais com outra operadora.

ExpressJet_United

Embraer ERJ-145 da ExpressJet Airlines operando como United Express

 

*Flight Global,  Por Pilar Wolfsteller 24 de agosto de 2020

A ExpressJet, com sede em Atlanta, que voa exclusivamente em nome da United como United Express, disse em 24 de agosto que encerrará as operações em 30 de setembro e demitirá a maior parte de sua força de trabalho. A empresa não tem clientes de outras companhias aéreas. A data de 30 de setembro também coincide com o dia em que termina a assistência financeira do governo dos Estados Unidos às companhias aéreas.

“Em 30 de julho, a United Airlines selecionou a CommutAir como sua única operadora ERJ-145 e pediu à ExpressJet Airlines para encerrar o vôo como uma transportadora regional da United Express”, disse a companhia aérea. “Devido à incerteza das viagens aéreas de passageiros como resultado da pandemia contínua, todos os voos ExpressJet da United Airlines terminarão em 30 de setembro de 2020.”

“Além disso, com o término do financiamento de apoio à folha de pagamento da Lei CARES naquele momento, a ExpressJet também encerrará ou dispensará a maior parte de sua força de trabalho em 30 de setembro de 2020, exceto a equipe limitada necessária em conexão com o encerramento das operações e revisão de futuras oportunidades de negócios ”, diz a companhia aérea.

Faye Malarkey Black, presidente e diretora-executiva da Regional Airline Association (RAA), criticou os legisladores por não abordarem a proteção da folha de pagamento das companhias aéreas, dizendo que o governo e o Congresso deixaram “um grande ponto de interrogação sobre se o programa de apoio à folha de pagamento seria ou não estendida à medida que a pandemia continua e a demanda continua enormemente deprimida ”. 

A United disse no final de julho que consolidará seus voos regionais para apenas uma companhia aérea, a CommutAir, com sede em Cleveland, Ohio, depois que a demanda permanecer lenta. Tanto a CommutAir quanto a ExpressJet voaram com os Embraer ERJ-145 para a companhia aérea principal com sede em Chicago como United Express.

Em fevereiro passado, a United encerrou seu relacionamento com a Trans States Airlines, outra afiliada regional da United que operava o tipo, que fechou completamente logo em seguida. Na época, a United disse que havia assumido um compromisso de “longo prazo” com a ExpressJet.

Também em fevereiro, a ExpressJet divulgou planos para adicionar 36 ERJ-145 de 50 assentos à sua frota, e que iria desinvestir todos os seus maiores E175s, tornando-se a maior transportadora apenas ERJ-145 do mundo, com mais de 130 aeronaves em seu frota.

A ExpressJet é a terceira companhia aérea regional dos Estados Unidos a fechar desde o início da crise do coronavírus na indústria de transporte aéreo, depois da Trans States e da Compass Airlines, que fecharam em abril.

Antes da pandemia, a ExpressJet atendia a mais de 100 destinos nos EUA, Canadá e México, com mais de 3.300 voos semanais de bases em Chicago, Houston e Newark. Tinha cerca de 3.000 funcionários.

A CommutAir atende a 50 destinos com cerca de 1.000 voos semanais como United Express, operando 30 aeronaves ERJ-145, de acordo com dados de frotas da Cirium. A United possui 40% da CommutAir, de acordo com essa operadora.

No início deste ano, o governo dos EUA interveio para apoiar a indústria de transporte aéreo após a crise global de saúde, colocando quase US $ 60 bilhões em doações e empréstimos para ajudar a manter a indústria à tona. Em troca, as companhias aéreas não tiveram que se comprometer com nenhuma licença ou dispensa antes de 1º de outubro.

Com esse prazo se aproximando, as companhias aéreas dos EUA já disseram que precisarão demitir quase 80.000 empregos, a menos que o auxílio à folha de pagamento continue. Com os legisladores atualmente em uma pausa prolongada para o feriado do Dia do Trabalho nos EUA no início de setembro, isso não deve acontecer em breve.

“As operadoras grandes e pequenas avisaram sobre centenas de milhares de licenças em potencial e o que é surpreendente para mim é que qualquer um ficaria surpreso quando exatamente o que previmos aconteceria, acontecesse repetidas vezes”, diz Malarkey Black do RAA. “Há um ponto sem volta para um negócio complexo como uma companhia aérea quando se trata de decisões que envolvem milhares de trabalhadores e será tarde demais para salvar empregos se os atrasos continuarem como estão”, diz ela.

 

WEG fornece pacote elétrico para usina de etanol de milho da Alcooad


*LRCA Defense Consulting - 28/08/2020

Redução na emissão de gases do efeito estufa, aproveitamento dos subprodutos como insumos em outras cadeias produtivas e estímulo à produção de florestas são apenas alguns dos benefícios da produção de etanol a partir do milho, atividade que vem ganhando cada vez mais força no Brasil. Líder na produção do cereal no país, a região do centro-oeste se destaca na atração de investimentos para esse segmento.

Localizada em Deciolândia (MT), a nova usina da Alcooad é um desses casos. Com capacidade de processamento de 525 mil toneladas de milho, a usina poderá produzir até 225,7 milhões de litros de etanol e 155,7 mil toneladas de farelo (DDGS) por safra, além de gerar até 42 mil MWh de energia por ano.

Para colocar tudo isso em atividade, a WEG foi a empresa selecionada para fornecer o pacote elétrico completo da usina, que engloba painéis elétricos de baixa e média tensão (foto), sistemas de automação, supervisão e controle, retificadores, banco de baterias, motores elétricos, transformadores e turbogerador. As soluções atuarão no sistema de automação, distribuição, controle e proteção da usina de etanol, além do sistema de controle e proteção da planta de geração de energia.

Um dos diferenciais da solução foi a utilização da expertise WEG em automação de processos para desenvolver um sistema de supervisão e controle com elevado nível de padronização dos CLPs (Controladores Lógicos Programáveis) e modularização do software aplicativo, resultando em uma solução com manutenção simplificada e flexibilidade para futuras expansões (foto).

Além disso, o fornecimento do pacote elétrico completo representa mais segurança para o cliente, uma vez que a integração e a interface entre os equipamentos são feitas de maneira simplificada.

A automação desenvolvida para a planta atende ainda a aspectos da norma ISA101.2019 (Interface Homem Máquina de Alta Performance), que traz como principal resultado maior eficiência operacional, quando comparada a sistemas de supervisão convencionais.

 

sexta-feira, agosto 28, 2020

Indústria de Defesa divulga veemente Nota de Repúdio à pretensa intenção do governo de realizar compras diretamente no exterior

 


 *LRCA Defense Consulting - 28/08/2020

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) divulgou ontem uma veemente Nota de Repúdio à matéria veiculada na imprensa sobre a possibilidade de o Ministério da Justiça comprar materiais de defesa diretamente do exterior, em franca desconsideração e desestímulo para com a indústria nacional do setor.

Ao divulgar a presente Nota, esta Consultoria enfatiza a necessidade de o Governo Federal e os Governos Estaduais atentarem-se para as graves consequências que podem advir para a nascente Indústria Brasileira de Defesa e, principalmente, para a Estratégia Nacional de Defesa caso tais fatos venham a se concretizar.

Nota de Repúdio:

ABIMDE – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS DE MATERIAIS DE DEFESA E SEGURANÇA, por meio do seu COMITÊ DE SEGURANÇA PÚBLICA, recebeu com espanto as informações divulgadas hoje (27/08/2020) na imprensa de que o MJSP – MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA estaria “traçando um plano piloto em que integrantes da pasta vão até os Estados Unidos em uma missão temporária para viabilizar a abertura de um escritório em Washington voltado para compra de equipamentos de segurança pública, armas, munições, uniformes e veículos de transporte”. A coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, acrescenta ainda que “a portaria que vai viabilizar o escritório está em trâmite final” e que o projeto “é uma demanda antiga da Polícia Federal, que acredita que pode ter uma economia de mais de 40% em relação às aquisições feitas hoje no Brasil”.

A ABIMDE e suas associadas querem crer que tal informação não seja verdadeira, pois se fosse confirmada, geraria uma COMPETIÇÃO ABSURDAMENTE DESLEAL EM DETRIMENTO DA INDÚSTRIA NACIONAL E EM FAVOR DAS EMPRESA ESTRANGEIRAS.

É público e notório que a indústria brasileira, GERADORA DE EMPREGOS E RENDA no País, como um todo, sofre com uma PESADA CARGA TRIBUTÁRIA que é obrigada a suportar em efeito cascata, além do excesso de BUROCRACIA e uma LOGÍSTICA DE TRANSPORTE DE CARGAS CARA E INEFICIENTE, seja para adquirir insumos seja para escoar a produção.

A indústria estrangeira, ao contrário, tem sua produção completamente desonerada de impostos nos seus países de origem e, quando exportam para o Brasil, também não pagam impostos na chegada quando os destinatários são os órgãos públicos. É exatamente daí que surge a “economia de mais de 40% às aquisições feitas hoje no Brasil”, ou seja: do não pagamento de ICMS (18%), PIS (1,65%), COFINS (7,6%) e IPI (que varia de 5 a 45%), fora outros impostos e taxas indiretos.

Quando os defensores desta TESE ABSURDA apresentam à imprensa uma possível “economia para o Erário Público” esquecem-se de que esta é obtida através da “isenção” da carga tributária que a empresa estrangeira usufrui. A mesma que é imposta aos fabricantes nacionais em efeito cascata. Deste modo, a informação chega “distorcida” para o público geral que poderia supor que os produtos nacionais são caros, quando, de fato, não são. Eles são sim absurdamente tributados no faturamento e na produção.

A Base Industrial de Defesa do (BID), preterida neste suposto ato do MJSP, é ESTRATÉGICA E VITAL PARA A SOBERANIA NACIONAL pois a extrema dependência de armas e equipamentos importados sujeitaria o Brasil à “boa vontade de países estrangeiros”. Vimos recentemente quão nociva é este tipo de dependência externa na recente crise da Covid-19, quando faltaram máscaras, EPIs e respiradores para a área da saúde. Imagine o caos que seria, quando o que está em jogo é a defesa das nossas fronteiras e o combate à criminalidade.

Há que se considerar também que 1,1 milhão de empregos são gerados direta e indiretamente pela BID, movimentando mais R$ 8 bilhões no Brasil e exportando mais de 900 milhões de dólares anualmente. Diante destes dados, seria bom para a Economia Brasileira desmantelar com este setor da indústria criando uma estrutura de competição desleal no Governo Federal? Francamente, se isto se concretizasse seria um grande “tiro no pé”.

Se se pretende abrir o mercado, QUE SE DÊ A INDÚSTRIA NACIONAL as mesmas condições que a indústria estrangeira têm fora do Brasil. Ninguém tem medo da salutar concorrência, mas que ela seja JUSTA E EQUILIBRADA. Esta suposta decisão do MJSP caminharia na contramão daquilo que é mais eloquente no discurso político que elegeu o Presidente Jair Messias Bolsonaro: “Brasil Acima de Tudo!”

Saiba mais:

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