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sábado, abril 30, 2022

Como localizar inimigos com um smartphone. Celulares são arma de guerra pela 1ª vez na História

Chats para partilhar fotos e vídeos do inimigo, aplicações que alertam para ataques aéreos e redes sociais para transmitir a guerra online. Na Ucrânia, os smartphones servem para combater a Rússia.

SEAN GALLUP/GETTY IMAGES

*Observador, por Ana Cristina Marques - 16/04/2022

A guerra na Ucrânia também se faz de smartphone na mão. Com o início da invasão russa, a 24 de fevereiro, as aplicações móveis transformaram-se em armas. De um momento para o outro, tornaram-se meios através dos quais civis ucranianos podiam identificar a localização das tropas inimigas, encontrar rotas seguras para sair do país invadido ou partilhar a guerra online.

Tymish, de 35 anos, estava em Kiev nos primeiros dias da guerra. Teve oportunidade de retirar a família da capital ucraniana, mas voltou à cidade onde nasceu “por uma questão de princípio”. Ao Observador, o gestor de comunicação de uma organização internacional — prefere não dizer qual — diz que foram identificadas, desde logo, duas funcionalidades dos smartphones em contexto de guerra, uma negativa, outra positiva. Por um lado, o inimigo analisava e monitorizava os conteúdos inicialmente publicados nas redes sociais, informações que estavam a “ferir” a defesa do país. Por outro lado, as forças ucranianas perceberam o potencial da tecnologia e incitaram a população a participar. “Lançaram um conjunto de canais no Telegram, um deles criado pelas Forças Armadas e outro pelos Serviços de Segurança, e anunciaram a todos: ‘Se virem um tanque russo ou militares russos, tirem fotografias em segurança e enviem para estes canais'”, conta.

A estratégia, diz Tymish, “provou ser muito eficiente”, com a população a “enviar muita informação em tempo real” tendo em conta o movimento de forças inimigas. “Qualquer pessoa podia avisar da localização e mandar fotos como prova”, continua, referindo-se aos canais criados para este propósito. Tymish não chegou a usá-los porque “felizmente” não se cruzou com tropas inimigas, mas conhece quem tenha feito do Telegram um recurso militar. A plataforma digital de troca de mensagens encriptadas tem sido a principal fonte de informação segura numa altura em que o país de Zelensky está sob ataque. Curiosamente, o serviço foi criado pelo russo Pavel Durov, um crítico de Putin que em 2016 era apelidado pela Forbes como “o Mark Zuckerberg da Rússia”.

Já antes, o Financial Times destacou como a tentativa russa de tomar a capital ucraniana falhou devido a um conjunto de fatores, incluindo questões geográficas e erros dos invasores. Mas talvez o motivo mais surpreendente tenham sido os smartphones usados pela primeira vez na história militar como armas poderosas. A história de Dmytro Lysovyy é um reflexo disso: no segundo dia da invasão estava em casa dos pais em Hostomel, a noroeste da capital, quando amigos mais velhos, sem smartphone, ligaram dando conta do avistamento de tropas russas; Lysovyy abriu o chat no Telegram criado pelos Serviços de Segurança e inseriu a localização dos inimigos — 30 minutos depois, chegou a resposta dos militares ucranianos. A mesma testemunha conta ao Financial Times como, percebendo o que tinha acontecido, as tropas russas foram de casa em casa à procura de smartphones.

"Lançaram um conjunto de canais no Telegram, um deles foi criado pelas Forças Armadas e outro pelos Serviços de Segurança e anunciaram a todos 'Se virem um tanque russo ou militares russos, tirem fotografias em segurança e enviem para estes canais'." - Tymish, 35 anos, em Kiev.

Aplicações como Telegram e Diia foram essenciais nos primeiros dias da guerra. Diia foi criada pelo governo ucraniano em 2020 e modificada para acomodar as necessidades da guerra. Inclui agora listas de empregos remotos para ucranianos desempregados ou aulas de matemática para crianças afastadas das escolas, mas permite também que civis partilhem a localização de militares russos ou dicas sobre “pessoas suspeitas”, segundo o The Washington Post.

Mstylav Banik, diretor no Ministério da Transformação Digital que criou a Diia, explicou ao Financial Times como os relatos das posições inimigas eram comuns antes de as forças russas destruírem as torres de comunicação — representaram até “um papel muito importante” na defesa de Kiev, bem como uma “nova realidade da guerra”. Pessoas retidas em território ocupado usavam os chats com a mesma função e, para garantir que as informações eram confiáveis, equipes específicas filtravam os relatórios antes de estes serem passados aos militares ucranianos.

Os constantes bombardeamentos russos viraram os ucranianos para a tecnologia —  a aplicação Air Alarm, que alerta sobre ataques aéreos próximos, chegou a ser o app com mais downloads na Ucrânia nas primeiras semanas do conflito, de acordo com a Quartz. O app Air Alert foi criado num só dia após o início da guerra por uma das maiores empresas de tencologia da Ucrânia. Também o app Starlink, um serviço de banda larga operado pela SpaceX de Elon Musk, tornou-se bastante popular.

FILIP RADWANSKI/SOPA IMAGES/LIGHTROCKET VIA GETTY IMAGES

“A nova realidade dos conflitos modernos” e a transformação da sociedade civil
Se os civis ucranianos tiverem, de fato, a possibilidade de fornecer informações úteis à defesa do país, seja através de imagens ou seja do rastreamento de localizações inimigas, então, podemos estar perante “uma nova realidade dos conflitos modernos” com poder para “influenciar” o cenário de guerra, diz ao Observador o coronel João Barbas. O assessor de estudos do Instituto da Defesa Nacional destaca uma diferença assinável no presente conflito face aos anteriores: o acesso à informação em tempo real e não manipulada. A dificuldade, especula, é saber “como lidar com o volume de informação”. Tanto as aplicações de chat como as redes sociais “serão um bom auxiliar para quem está se dendendo”.

A ideia de existirem civis a partilhar a localização de tropas inimigas também transforma o papel daqueles que “sempre foram o alvo” e quem mais “sofre com os conflitos”. Provavelmente, atira o coronel, “esta é uma nova forma que a sociedade civil tem de contribuir para a defesa do seu país”. E acrescenta: “Entramos numa guerra de informação diferente daquela que esperávamos.”

Em princípio, a informação será extremamente útil e poderá ser usada por ambos os lados, continua, referindo também como a análise das redes sociais poderá se provar útil tendo em conta eventuais crimes de guerra. “No final desta guerra, provavelmente teremos mais informação sobre o que aconteceu. Mesmo na Geórgia, em 2008, não tivemos tanta informação. Agora, é do domínio público e em escala global.” A situação atualmente vivida na Ucrânia “provavelmente fará escola para o futuro”.

Sem descurar o cuidado acrescido que é necessário para lidar com a desinformação num cenário de guerra, o professor universitário João Rucha Pereira lembra que, logo no princípio do conflito, houve um apelo do Presidente ucraniano para que os cidadãos utilizassem o máximo de tecnologia possível no sentido de dar informações sobre aquilo que estaria se passando nos diferentes locais de residência.

“A guerra na Ucrânia é uma estreia no que diz respeito aos smartphones”, diz Rucha Pereira. Não que acredite que isso possa alterar o resultado final do conflito — mas, ainda assim, “tem influência, vai pelo menos obrigar as tropas invasoras a corrigirem determinadas estratégias de avanço ou recuo”, especula o consultor internacional de segurança e membro do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (é ainda consultor na NATO desde 2015). “A tecnologia não vai ser usada só por um lado, mas pelos dois.”

O general russo que fez um telefonema e acabou morto
Há evidências que sugerem que as redes móveis estão a ser usadas como um instrumento de guerra no atual conflito, com ambos os lados da barricada a rastrear os telefones dos soldados. De acordo com a Sky News, isso acontecerá através de simuladores que são colocados no interior de drones e de caminhões que são posteriormente enviados para os campos de batalha e cuja função é imitar antenas de maneira a captar os sinais dos telefones mais próximos. É também possível que alguns sistemas consigam identificar diretamente a localização dos telefones quando os simuladores se conectam aos mesmos através do GPS interno dos aparelhos.

Na Ucrânia, acrescenta o meio já citado, os russos estão a usar um sistema de guerra que pode captar mais de 2.000 telefones num raio de sensivelmente seis quilômetros; acredita-se que as forças ucranianas estejam a usar uma tecnologia semelhante.

Em meados de março, o The New York Times avançava, citando dois oficiais norte-americanos, que as tropas ucranianas tinham interceptado uma chamada feita por um general russo, acabando por matá-lo. O general não foi identificado e não foi providenciada a localização do ataque, no entanto, a notícia parecia corroborar a ideia de que os militares russos estariam a usar comunicações pouco seguras, capazes de serem descobertas pela Ucrânia.

“Para localizar as tropas russas na Ucrânia serão usadas as redes de telecomunicações no caso de os russos utilizarem os seus celulares. Num ambiente destes, quero imaginar que as forças armadas ucranianas tiram partido disso”, diz Luís Correia, professor de telecomunicações no Instituto Superior Técnico. As “telecomunicações são sempre um elemento fundamental numa guerra”, garante, explicando ainda que as forças armadas de ambos os países têm os seus meios de comunicação. Para Luís Correia, não há dúvidas: “Obviamente que as torres de telecomunicações são um alvo apetecível”.

CELESTINO ARCE/NURPHOTO VIA GETTY IMAGES

No final de março, o Wall Street Journal escrevia — citando dados públicos, executivos de empresas de telecomunicações e analistas do setor — que os serviços de telecomunicações ucranianos mostravam resiliência após um mês de invasão, com o acesso consistente à internet contribuindo para a defesa ucraniana e os serviços wireless permitindo que civis continuassem a fornecer informação aos militares sobre as posições das tropas invasoras e divulgando imagens dos ataques nas redes sociais. “É um dos fatores que provavelmente pode explicar o sucesso da resistência ucraniana”, chegou a dizer numa conferência de imprensa Victor Zhora, vice-presidente do Serviço Estatal de Comunicações Especiais e Proteção de Informações ucraniano.

Anos de conflito serviram de aviso para o setor das telecomunicações — foram adicionadas linhas de fibra ótica de backup e desenvolvidos planos de contingência. Também em março, a maior operadora do país, Kyivstar, confirmava a chegada do serviço de wi-fi a mais de 200 abrigos antiaéreos.

"As operadoras móveis ucranianas também lançaram o roaming nacional na Ucrânia. Isso significa que os assinantes podem mudar para a rede de outras operadoras se não for possível usar o sinal da sua operadora móvel", afirmou a operadora de telecomunicações Lifecell ao Observador.

Já a rival Lifecell assegurava ao Wall Street Journal que as suas equipes passaram cerca de dois meses antes da guerra movimentando alguns equipamentos para o oeste do país —  para onde milhões entretanto se deslocaram —, de maneira fortalecer a cobertura sem fios. A 13 de abril, a operadora dizia estar restaurando as comunicações móveis nas zonas da região de Kiev, onde antes “era impossível fornecer cobertura devido às hostilidades” — na vila de Vorzel as comunicações foram restabelecidas através de um satélite da SpaceX. Dias antes, anunciava a ativação de duas estações base em Bucha, que possibilitariam a operação de todas as tecnologias, 2G/3G/4G, com recurso a equipamentos da Starlink de Elon Musk.

Ao Observador, o departamento de comunicação da Lifecell assegura que tem procurado “evitar um apagão completo das comunicações” em locais onde o combate permanece ativo, bem como providenciar rede em áreas muito concorridas, para onde os refugiados são deslocados — atualmente, aproximadamente 9% da rede Lifecell está em baixo por causa da guerra.

Numa nota enviada por e-mail, a empresa ucraniana garante ainda que os diferentes operadores interromperam “a concorrência e a rivalidade comercial”, estando agora em regime de cooperação: “As operadoras móveis ucranianas também lançaram o roaming nacional na Ucrânia. Isso significa que os assinantes podem mudar para a rede de outras operadoras se não for possível usar o sinal da sua operadora móvel”.

“Esta é a primeira guerra que estamos a ver online e onde, de fato, os celulares têm um papel fundamental. Sabemos que existem outras guerras, na Síria e noutros lados, onde as redes de comunicação móveis não estão tão desenvolvidas e as pessoas, tendo celulares, não terão aquilo a que hoje chamamos de smartphones. Aparentemente, é a primeira vez que há guerra num país e que as pessoas têm estes meios de comunicação. Isso está fazendo toda a diferença”, diz ainda Luís Correia.

O certo é que nas horas seguintes à chuva de mísseis russos que caiu sobre Kiev, em 24 de fevereiro, o presidente ucraniano saía à rua de smartphone na mão — com a barba por fazer e, já usando o habitual casaco verde tropa, garantia que, contrariamente aos relatos de que tentara fugir, permaneceria na capital.

Eve anuncia atualizações em seus negócios com a Zanite


*LRCA Defense Consulting - 29/04/2022

A Eve UAM, LLC, empresa da Embraer SA e líder no desenvolvimento de Mobilidade Aérea Urbana de última geração (UAM), informou que a Combinação de Negócios com a Zanite inclui um PIPE de US$ 357,3 milhões anunciado anteriormente, incluindo um aumento de US$ 52,3 milhões, que abrange compromissos dos parceiros estratégicos Thales, Acciona e Space Florida, bem como um compromisso maior da Embraer Aircraft Holding, Inc., uma subsidiária direta da Embraer.

Em dezembro, a Eve anunciou planos de abertura de capital por meio da Combinação de Negócios. Após o fechamento da Combinação de Negócios, a Eve espera levantar um total de mais de US$ 500 milhões em receitas, assumindo que nenhum dos acionistas da Zanite resgate suas ações, e a Zanite mudará seu nome para Eve Holding, Inc. Espera-se que as ações ordinárias e warrants da Eve Holding sejam listados na Bolsa de Valores de Nova York (“NYSE”) sob os símbolos “EVEX” e “EVEXW”, respectivamente, após o fechamento.

Eve e Zanite anunciaram anteriormente o arquivamento, em 13 de abril de 2022, da declaração de procuração definitiva (complementada por suplemento à declaração de procuração definitiva, datada de 28 de abril de 2022, e conforme possa ser complementada ou alterada de tempos em tempos, a "Definitiva Declaração de Procuração”) relacionada à Combinação de Negócios.

A assembleia especial dos acionistas da Zanite para aprovar a Combinação de Negócios será realizada em 6 de maio de 2022, às 11h, horário do leste dos EUA.

Eve e Zanite esperam que a Combinação de Negócios seja concluída em 9 de maio de 2022, sujeita à aprovação pelos acionistas da Zanite e à satisfação de outras condições habituais de fechamento.

Desde o anúncio da Combinação de Negócios em dezembro de 2021, o pipeline de pedidos de lançamento seguro da Eve por meio de cartas de intenção não vinculativas cresceu de 17 para 19 clientes e de 1.735 para 1.825 veículos. Esses clientes incluem operadores de asas fixas, operadores de helicópteros, plataformas de compartilhamento de viagens e empresas de leasing, incluindo Azorra Aviation, Falko Regional Aircraft, Republic Airways, SkyWest e GlobalX. Essa carteira de pedidos fornece uma importante visibilidade da receita à medida que a Companhia trabalha para obter a certificação de tipo para suas aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em conformidade com determinadas autoridades de aeronavegabilidade e, após a certificação, iniciar a produção e venda de tais veículos.

A empresa também anunciou uma série de novos desenvolvimentos e acordos de negócios em seu portfólio de soluções UAM, pois busca remodelar o futuro da UAM. Esses novos desenvolvimentos incluem a publicação anunciada anteriormente de um Conceito de Operações (“CONOPS”) para as operações de UAM no condado de Miami-Dade e no Reino Unido, bem como a publicação prevista nas próximas semanas de um novo CONOPS para o futuro mercado de UAM no Rio de Janeiro, Brasil. A Eve também avançou em marcos técnicos importantes, como a conclusão de testes e simulações de prova de conceito e túnel de vento que são essenciais para desenvolver e obter uma certificação de tipo para o eVTOL da Eve. Conforme anunciado anteriormente, em fevereiro, a Companhia formalizou o pedido junto à ANAC (Autoridade Certificadora Brasileira – Agência Nacional de Aviação Civil, Brasil) para a certificação de tipo.

“O progresso que a Eve fez nos últimos meses mostra que continuamos alcançando e superando marcos importantes em nossas estratégias de negócios e crescimento”, disse André Stein, Co-CEO da Eve. “O upsize PIPE anunciado anteriormente é mais uma prova da confiança dos investidores em nossos planos para o futuro da mobilidade aérea urbana.”

“Eve também está fazendo um progresso impressionante no avanço do desenvolvimento da infraestrutura global de eVTOL”, disse Jerry DeMuro, Co-CEO da Eve. “Com nossa parceria recentemente anunciada com a Skyports Pte LTD, fornecedora líder de infraestrutura para veículos de passageiros e carga eVTOL, apoiaremos o desenvolvimento de um CONOPS para Mobilidade Aérea Avançada (AAM), incluindo UAM, para o Japan Civil Aviation Bureau (JCAB)”, explicou. “Eve também está trabalhando com reguladores, comunidades e parceiros na Austrália, Europa e Américas.”

O novo CONOPS para o Rio de Janeiro combinará análises que abrangem a perspectiva, pontos de atenção e necessidades operacionais dos veículos eVTOL, jornada de passageiros e serviços e suporte. O Rio CONOPS também incluirá dados de operações de voo de helicóptero concluídas em novembro de 2021 entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional do Galeão, que pretendiam simular o ecossistema de UAM.

O Rio CONOPS foi desenvolvido por meio de cooperação inédita com onze parceiros estratégicos e entidades governamentais, incluindo a ANAC, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG).

A Eve continua a expandir sua carteira de pedidos também assinando uma carta de intenção com a Halo Aviation Ltd., que implantará as soluções agnósticas da Eve e beneficiará o desenvolvimento e o desempenho da rede do UAM. A colaboração Halo se baseia em parcerias estratégicas anteriores anunciadas pela Eve em todo o mundo, abrangendo todo o ecossistema UAM, como operação de frota, infraestrutura, tecnologia e mercado de leasing de aeronaves.

sexta-feira, abril 29, 2022

WEG fornece 53 transformadores para a maior produtora de etanol de milho da América Latina

 WEG fornece 53 transformadores para a maior produtora de etanol de milho da América Latina


*LRCA Defense Consulting - 29/04/2022

A WEG reforça sua presença no segmento de etanol de milho, através dos diversos fornecimentos realizados para usinas por todo o Brasil, e desta vez consolida mais um grande fornecimento, para a Inpasa. Empresa considerada a maior produtora de Etanol de milho da América Latina, escolheu a WEG como fornecedora para agregar na obra da sua terceira unidade, localizada em Dourados (MS).

As soluções fornecidas pela WEG para esse empreendimento, tratam-se de 53 transformadores tipo seco, com potencias entre 225kVA e 3750kVA. Esses produtos trazem confiabilidade e segurança para as operações da nova unidade da empresa, que prevê iniciar suas atividades no primeiro semestre de 2022.

Os equipamentos fornecidos, irão rebaixar a tensão recebida da concessionaria de transmissão de energia local, para que assim, o cliente possa alimentar suas cargas, e com segurança, aumentar sua capacidade de produção de etanol sem interrupções.

Os principais fatores que levaram o cliente a escolher os transformadores tipo seco WEG foram o aumento da vida útil, a inibição do risco de explosão e de propagação de fogo, além de serem ideais para ambientes que necessitam de economia de espaço. Afinal, esses transformadores são compactos e proporcionam baixo custo de instalação, assim como, facilidade na manutenção.

quinta-feira, abril 28, 2022

Taurus: grandes fundos americanos já detém participação na empresa


*LRCA Defense Consulting - 28/04/2022

Além de estar apresentado resultados excepcionais balanço após balanço, a fato de a Taurus Armas ter voltado a apresentar Patrimônio Líquido positivo tem importantes e consequentes implicações que já estão fazendo uma grande diferença para o futuro da companhia. Uma delas foi o pagamento de excelentes dividendos, que serão depositados amanhã (29) no valor de R$ 1,62 por ação. Outra, é o aporte de fundos de investimento nacionais e estrangeiros que, até então, estavam impedidos de fazê-lo por uma questão estatutária.

Na ata da última AGO/AGE, realizada em 19 de abril, um total de 28 fundos de investimento estrangeiros se fizeram representar por "Voto à Distância". Além desses, cinco fundos nacionais votaram por procuração dada a um escritório de negócios. A ata registrou ainda a presença de três investidores nacionais no evento. Segundo a empresa, eram todos investidores preferencialistas.

Evidentemente, nem todos os grandes investidores em ações da empresa se fizeram representar, pois essa era uma decisão de cunho individual pertinente ao interesse de cada um.

Investidores que votaram por BVD - Boletim de Voto à Distância
- Acadian Emerging Markets Equity II Fund, LLC
- Acadian Emerging Markets Small Cap Equity Fund LLC                                                                      
- Acadian Global Market Neutral Fund, LLC                                                                                 
- Alaska Permanent Fund                                                                                                   
- American Century ETF Trust - Avantis Emerging Mark                                                                      
- American Century ETF Trust - Avantis Emerging Mark                                                                      
- American Century ETF Trust-Avantis Emerging Market                                                                      
- City of Los Angeles Fire And Police Pension Plan                                                                        
- Claritas Quant Master FIM                                                                                               
- Custody B. of J. Ltd. RE: Smtb Axa Im E. S. C. E. M. F.                                                                 
- Dimensional Emerging Core Equity Market ETF of DIM                                                                      
- Emer Mkts Core Eq Port DFA Invest Dimens Grou                                                                           
- Fidelity Rutland Square Trust II: Strategic A E M Fund                                                                  
- Florida Retirement System Trust Fund                                                                                    
- John Hancock Funds II Emerging Markets Fund                                                                             
- Metis Equity Trust                                                                                                      
- National Railroad Retirement Investment Trust                                                                           
- Public Employes Ret System of Mississippi                                                                               
- Russell Investment Company Public Limited Company                                                                       
- Stichting Depositary Apg Emerging Markets Equity Pool                                                                   
- The Pension Reserves Investment Management Board                                                                        
- Utah State Retirement Systems                                                                                           
- Vaneck Vectors Brazil Small-Cap ETF                                                                                     
- Vanguard Emerging Markets Stock Index Fund                                                                              
- Vanguard F. T. C. Inst. Total Intl Stock M. Index Trust II                                                              
- Vanguard Fiduciary Trt Company Instit T Intl Stk Mkt Index T                                                            
- Vanguard Total International Stock Index Fd, A Se Van S F  
- Vanguard Total World Stock Index Fund, A Series OF                                                                      

Investidores representados por procuração do Escritório Mesquita
- It Now LGCT Fundo de Índice
- It Now Small Caps Fundo de Índice
- Itaú Governança Corporativa Ações FI
- Itaú Small Cap Master Fundo de Investimento em Ações
- WM Small Cap Fundo de Investimento em Ações

Investidores Presenciais                                                            
- Luis Otto Wolff Junior
- Otto Wolff Participações Empreendimentos
- Santiago Santos Gottschall

Dados da Simply Wall Street
A
casa de análises internacional Simply Wall Street lista os seguintes fundos investidores (foram extraídos apenas os com posições superiores a 100 mil ações) e respectiva participação percentual na Taurus:
- BTG Pactual Asset Management S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários: 2,43%
- The Vanguard Group, Inc.: 1,31%
- BlackRock, Inc.: 0,42%
- Dimensional Fund Advisors LP: 0,37%
- Constancia Investimentos Ltda: 0,2%
- Kadima Asset Management: 0,19%
- A7 Gestao de Recursos: 0,15%
- Strategic Advisers LLC: 0,13%
- Itau Unibanco S.A., Asset Management Arm: 0,13%
- Rio Performance Gestão De Recursos Ltda.: 0,1%
- Caixa Economica Federal, Asset Management Arm: 0,098%

Além desses, há ainda 13 fundos com posições inferiores a 100 mil ações.

Dados do aplicativo TradeMap
O aplicativo de acompanhamento e análise de ações TradeMap, um dos mais completos e atualizados do Brasil, traz a seguinte lista de fundos investidores nacionais
e respectiva participação percentual na Taurus:
- LOgos FIM CP FIE: 1,74%
- Assay FIA Bdr Nível I FIE: 1,08%
- Gurguéia FIM CP Investimento Exterior: 0,68%
- Inter + Ibovespa Ativo FIA: 0,59%
- Constância Fundamento FIA: 0,42%
- Veneto Dynamic FIA Bdr Nível I: 0,38%
- Fator Vigor FIA: 0,28%
- CSHG Cartor FIM CP FIE: 0,22%
- Stoxos FIA: 0,20%
- Clube Do Valor Master FIA: 0,19%

Outros grandes investidores
Além dos fundos acima listados, também investem na Taurus, com a
respectiva participação percentual:
- Luiz Barsi Filho: 3,9%
- Clube de Investimentos Etoile (XP): 3,5%

Base acionária
A Taurus conta hoje com uma base acionária de cerca de 40 mil investidores, entre pessoas físicas e jurídicas, o que representa uma quantidade 10 vezes maior à que tinha quando a atual gestão assumiu em 2018.

Segundo a empresa informou em uma live recente, cerca de 40% das ações preferenciais já estariam na posse de fundos de investimento nacionais e estrangeiros.

Dia 02 de maio
Em 07/02/2022, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou a Resolução CVM 64, cujo principal efeito é dispensar de registro específico na Autarquia o investidor pessoa natural não residente no País que tenha interesse em investir nos mercados financeiro e de capitais do Brasil. O intuito desse procedimento é possibilitar que esses investidores (conhecidos como "de varejo") obtenham código operacional e CPF de maneira a habilitá-los a investir diretamente no mercado brasileiro.

A Resolução CVM 64 entra em vigor em 02 de maio próximo.

Em consequência, o fato poderá beneficiar fortemente a Taurus, haja vista que investidores de varejo estrangeiros, hoje restritos a investir em ETFs e ADRs brasileiros, poderão aplicar seu capital diretamente em ações da empresa através da B3, contribuindo assim para dar maior liquidez às respectivas ações.

Nos Estados Unidos, muitos americanos enxergam a Taurus como uma legítima empresa americana, já que tem fábrica no país há 40 anos, é a quarta marca de armas mais vendida e a primeira mais importada lá, além de esse país absorver mais de 80% das vendas atuais da unidade brasileira. Como também é uma empresa focada em tecnologia (vide as armas com grafeno e os demais processos altamente tecnológicos que possui), este fato poderia atrair ainda o segmento de investidores especializados nessa área.

Por outro lado, é importante considerar que a Taurus tem, em seus estatutos, a obrigação de pagar um dividendo mínimo de 35% sobre o lucro líquido ajustado anual a seus acionistas (10% acima do mínimo de lei) e que retornou a esta prática recentemente, oferecendo um dividendo excepcional a seus acionistas.

Assim, além das marcantes possibilidades de crescimento da empresa, tais fatos se tornam um atrativo a mais aos investidores estrangeiros e, a partir de 02 de maio, também aos de varejo. Nos EUA, por exemplo - país onde é mais arraigada a cultura de o cidadão formar uma poupança por esse instrumento - a porcentagem de pessoas que investe em ações é de cerca de 55%.

Conclusões
Chama a atenção o grande número de fundos de investimento estrangeiros que hoje têm posição acionária na Taurus. Destes, esta Consultoria destaca o
BlackRock e o Vanguard, duas potências mundiais no setor e grandes investidores em empresas de armamento dos Estados Unidos. O primeiro detém uma posição de 15.99% na Ruger e de 8.65% na Smith & Wesson, enquanto o segundo tem 10.67% na Ruger e 7.84% na Smith &Wesson.

A partir de 02 de maio, há a possibilidade de investidores de varejo internacionais de todos os calibres, especialmente dos Estados Unidos, passarem a investir diretamente em ações da empresa.

Embraer tem prejuízo, mas conta com maior backlog e melhoras no fluxo de caixa, margem bruta e dívida

Embraer alcança receita líquida de R$ 22,7 bilhões em 2021


*Air Insight e LRCA Defense Consulting - 28/04/2022

A Embraer  reduziu seu prejuízo do primeiro trimestre em relação ao ano passado, relatando um prejuízo líquido de US$ 31,7 milhões atribuível aos acionistas. Isso se compara a US$ -89,7 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, a empresa brasileira voltou a ter prejuízo depois de relatar um pequeno lucro de US$ 2,1 milhões no último trimestre do ano passado.

O prejuízo líquido ajustado foi de US$ 78,5 milhões em comparação com US$ -95,9 milhões no primeiro trimestre do ano passado. O EBIT ajustado foi de US$ 27 milhões versus US$ 29,6 milhões, o EBITDA Ajustado foi positivo em US$ 13,2 milhões versus US$ 18 milhões em 2021. O EBIT inclui US$ 9,3 milhões em despesas relacionadas à Eve Urban Mobility, que se soma aos US$ 5,3 milhões já incluídos no resultado do quarto trimestre de 2021.

As receitas do grupo caíram para US$ 600,9 milhões, ante US$ 807,3 milhões. Por segmento de negócios, a Aviação Comercial produziu apenas US$ 169,2 milhões em receitas em comparação com US$ 272,2 milhões no mesmo período do ano passado. A Embraer atribui isso a  menores entregas de aeronaves (seis versus nove) devido ao desligamento da unidade em janeiro, quando foi concluída a reintegração da Aviação Comercial à empresa. A unidade havia sido preparada anteriormente para a joint venture com a Boeing, que entrou em colapso em 2020.

Os jatos executivos também produziram receitas menores, de US$ 89,9 milhões, em comparação com US$ 152,1 milhões, também causadas por entregas menores de 13 aeronaves no ano passado para oito neste primeiro trimestre. A área de Defesa e Segurança reportou US$ 68,3 milhões em receitas, abaixo dos US$ 128,5 milhões. Isso foi causado pela falta de entregas de KC-390 durante o trimestre. Serviços e Suporte foi a única unidade a aumentar suas receitas para US$ 271,2 milhões, de US$ 250,6 milhões, à medida que as atividades de MRO decolaram graças ao aumento das atividades de vôo dos clientes das companhias aéreas.

Durante o trimestre, a Embraer investiu US$ 21,4 milhões no desenvolvimento dos jatos E e E2, incluindo os recém-lançados cargueiros E190F e E195F, programados para entrar em serviço no início de 2024. Os investimentos totais foram de US$ 8,7 milhões. A carteira de pedidos total da Embraer cresceu para US$ 17,3 bilhões, ante US$ 17 bilhões no quarto trimestre e o maior nível desde o segundo trimestre de 2018. Isso inclui 315 E-jets, dos quais 166 E195-E2s, 143 E175s, três E190s e três E190-E2s .

A empresa encerrou o primeiro trimestre com US$ 1,453 bilhão em dívida líquida, ligeiramente acima dos US$ 1,392 bilhão em dezembro. A dívida total foi de US$ 3,6 bilhões, uma queda de US$ 0,5 bilhão. A liquidez melhorou para US$ 2,6 bilhões. O fluxo de caixa livre melhorou drasticamente de US$ -226,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ -67,8 milhões, resultado de um resultado líquido mais alto e rigorosa disciplina de capital de giro, estoques mais baixos e pagamentos antecipados de clientes.

A Embraer mantém sua orientação para 2022, esperando  entregar 60-70 E-jets, 110 a 110 jatos executivos, receitas entre US$ 4,5 a US$ 5,0 bilhões e margem EBIT Ajustado de 3,5 a 4,5% e fluxo de caixa livre de US$ 50 milhões.

Por sua vez, a empresa os seguintes destaques em seu balanço:

- Entrega de 14 jatos no primeiro trimestre, dos quais 6 aeronaves comerciais e 8 jatos executivos (6 leves e 2 médios).

- A Carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 1T22 em US$ 17,3 bilhões (+US$ 0,3 bilhão comparado ao 4T21). O maior nível desde 2T18, impulsionado por um nível de pedidos consistente.

- A Receita líquida foi de R$ 3.076,1 milhões no trimestre, queda de 31% comparado com 1T21, apesar de quase um mês de paralisação da Companhia em janeiro devido à reintegração sistêmica e legal da unidade de negócio da Aviação Comercial. Em contrapartida, a margem bruta consolidada reportada foi de 20,3%, superior aos 9,5% reportado no 1T21 devido ao melhor desempenho de margem bruta em todos os segmentos da Companhia.

- O EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ (163,4) milhões e de R$ 45,4 milhões, respectivamente, levando a margem EBIT ajustada de -5,3% e margem EBITDA ajustada de 1,5%. Incluindo despesas não-recorrentes de R$ 89,0 milhões no trimestre.

- O Fluxo de Caixa Livre (FCL) no 1T22 teve um uso de R$ (434,8) milhões, que representou uma melhora significativa em relação ao consumo de R$ (1.211,0) milhões no fluxo de caixa livre no 1T21, tendo seu melhor desempenho desde o 1T10, e consistente com as medidas de otimização de capital de giro e de eficiência da Companhia.  

- Variação Cambial & Hedge – no 1T22, houve reconhecimento de créditos de R$ 3,8 milhões relacionados a despesas com a folha de pagamento devido ao hedge de fluxo de caixa, que mitigou a exposição frente à variação cambial tendo em vista que aproximadamente 13% dos custos são em Reais.

- A Companhia encerrou o trimestre com dívida total de R$ 16,8 bilhões, ou R$ 5,6 bilhões menor quando comparado ao 4T21 e em linha com a estratégia de melhoria da estrutura de capital.

- A Companhia reafirma todos os aspectos de suas projeções financeiras e de entregas para o ano de 2022, sem variação material em relação à última divulgação de resultados.

Receita Líquida e Margem Bruta
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A Receita liquida consolidada de R$ 3.076,1 milhões (US$ 600,9 milhões) no 1T22 representou uma redução de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente por menores entregas na Aviação Comercial e Executiva e menores receitas na Defesa & Segurança, apenas parcialmente compensadas por maiores receitas em Serviços & Suporte. Além disso, as entregas no trimestre foram impactadas negativamente pelo período de um mês de paralisação da Companhia, em janeiro de 2022, devido a reintegração da unidade de negócio de Aviação Comercial.
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Aviação Comercial reportou uma redução na receita de 44% no ano para R$ 853,9 milhões devido à expectativa de entregas menores de aeronaves no trimestre. No 1T22, a margem bruta consolidada da Aviação Comercial foi de 11,2%, superior aos -1,3% reportado no 1T21.

Aviação Executiva apresentou receita de R$ 448,9 milhões no 1T22, que quando comparada ao 1T21 foi 47% menor, devido a uma redução esperada de 38% nas entregas do período. No entanto, a margem bruta consolidada reportada no 1T22 foi de 18,5%, superior aos 6,6% reportados no 1T21.

Defesa & Segurança reportou uma queda de receita de 50% para R$ 353,8 milhões, impactada principalmente por não ocorrerem entregas de KC-390 no trimestre. A margem bruta consolidada de Defesa & Segurança reportada no 1T22 foi de 14,5%, superior aos 10,4% reportados no 1T21.

Serviços & Suporte apresentou receita de R$ 1.407,9 milhões, representando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior, demonstrando a contínua e sólida recuperação das atividades de voo das companhias aéreas desde o pico da pandemia em 2020. A margem bruta consolidada de Serviços & Suporte no 1T22 foi de 26,9% superior aos 24,3% relatados no 1T21.

A margem bruta consolidada da Companhia, reportada no 1T22, foi de 20,3% e superior aos 9,5% reportados no 1T21, com melhora em todos os segmentos, especialmente na Aviação Comercial e Executiva.

EBIT e EBIT ajustado
No 1T22, os resultados reportados da Companhia incluem um item específico relacionado às despesas do negócio da Eve de R$ (46,5) milhões, conforme resumido na tabela abaixo.
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Excluindo-se esse item especial, o EBIT Ajustado do 1T22 foi de R$ (163,4) milhões, e a margem EBIT Ajustada foi de -5,3%, comparado ao 1T21, quando o EBIT Ajustado foi de R$ (159,6) milhões e a margem EBIT Ajustada foi de -3,6%. O EBIT Ajustado do 1T22 também inclui despesas relacionadas a reintegração da Aviação Comercial, Arbitragem e outras despesas não recorrentes totalizando R$ 89,0 milhões. Se excluirmos todos os efeitos extraordinários, a margem EBIT Ajustada teria sido de -2,4%.

No 1T22, o EBIT Ajustado foi negativo, impulsionado principalmente por menores entregas na Aviação Comercial e Executiva e pela queda na receita no segmento de Defesa & Segurança.

Resultado líquido
No 1T22, a Embraer apresentou Prejuízo líquido e Prejuízo por ação de R$ (170,7) milhões e R$ (0,23), respectivamente, comparados ao Prejuízo líquido de R$ (489,8) milhões e R$ (0,67) em Prejuízo por ação no 1T21.
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Gestão de dívidas e passivos
A Embraer encerrou o 1T22 com uma posição de Dívida líquida de R$ 6,9 bilhões, ante os R$ 7,8 bilhões na comparação com à Dívida líquida do 4T21 e dos R$ 10,8 bilhões do 1T21. A posição de Dívida líquida da Companhia aumentou no trimestre devido ao uso do fluxo de caixa livre. Além disso, a posição de liquidez caiu para R$ 10,0 bilhões, de R$ 14,7 bilhões no 4T21, com pagamento de R$ 2.692,5 milhões (US$ 471,1 milhões) de dívida de curto e longo prazo.

No 1T22, a maturidade do endividamento foi de 3,8 anos, comparado a 3,7 no 4T21. O custo da dívida em dólar no 1T22 foi de 5,20% a.a., em linha com os 5,08% a.a. no 4T21. Enquanto o custo da dívida em reais aumentou para 6,39% a.a. no 1T22 comparado a 5,04% no 4T21.

A Companhia continua a gestão futura de passivos e lançou um cash tender de ~USD 300 milhões para recomprar títulos em circulação, com isso, a maturidade do endividamento está próximo a quatro anos em 1T22.

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Fluxo de caixa livre
No 1T22, o uso de Fluxo de caixa livre ajustado foi de R$ (434,8) milhões, que representou uma melhora significativa em relação aos R$ (1.211,0) milhões reportados no 1T21. Decorrente do melhor resultado líquido e da disciplina contínua com relação ao capital de giro, especialmente ao manter estoques menores, bem como imobilizado e adiantamentos de clientes mais elevados (passivos de contratos).
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Capex
As Adições liquidas ao imobilizado totalizaram R$ 91,9 milhões no 1T22, comparado aos R$ 100,4 milhões do 1T21. Além disso, no total de Adições liquidas ao imobilizado no 1T22, o Capex representou R$ 43,9 milhões, e Adições do programa de Pool de peças de reposição representaram R$ 51,2 milhões, parcialmente compensados pela Baixa de imobilizado de R$ (3,2) milhões provenientes do resultado de venda de imobilizado.

Além disso, as Adições ao intangível no 1T22, foram de R$ 109,6 milhões e estão relacionadas ao desenvolvimento de produtos, principalmente ao programa dos E-Jets E2, da Aviação Comercial. Em 1T22, a Companhia investiu um total de R$ 91,9 milhões em Adições líquidas ao imobilizado e R$ 198,4 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
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Capital de Giro
O capital de giro refletiu positivamente no desempenho geral do caixa da empresa, mesmo ao se considerar a sazonalidade, entregando seu melhor fluxo de caixa do primeiro trimestre desde 2010. Os principais contribuintes foram a otimização da gestão de estoques e maiores passivos contratuais quando comparados ao 4T21.
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Backlog
Ao final do trimestre, a carteira de pedidos firmes era de US$ 17,3 bilhões, representando um aumento de 22% e 2% em relação ao 1T21 e 4T21, respectivamente, atingindo a maior carteira de pedidos do trimestre desde o 2T18.
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Aviação Comercial

Em 1T22, Embraer entregou 6 jatos comerciais, conforme demonstrado abaixo:
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Foram entregues quatro E175 para a Skywest (Alaska) e dois E195-E2 para a Aircastle (KLM). Foi planejado um menor número de entregas devido à reintegração do segmento de negócio da Aviação Comercial e serviços e suportes relacionados. As atividades relacionadas a reintegração dos sistemas foram realizadas em janeiro, nesse período a fábrica esteve praticamente fechada.

Na Aviação Comercial, a Embraer entrará no mercado de transporte aéreo de carga com o lançamento das Conversões de Passageiros para Cargas (PPC) das aeronaves E190F e E195F. A conversão completa para o cargueiro estará disponível para todas as aeronaves E190 e E195 usadas, com entrada em serviço prevista para o início de 2024. A iniciativa surge ao endereçar três grandes oportunidades: (1) A condição atual de cargueiros antigos com fuselagens estreitas, que estão dentro da janela de final de operação e possuem tecnologia ineficiente e altamente poluentes;
(2) A contínua transformação da intersecção entre comércio e logística;
(3) Os E-Jets que entraram em serviço há cerca de 10-15 anos estão em um período de conclusão de seus contratos de arrendamentos de longo prazo e iniciando seu ciclo de substituição. O PPC é uma oportunidade de estender a vida útil dos E-Jets mais maduros por mais um período de 10 a 15 anos e continuar oferecendo desempenho e economia impressionantes na próxima década. As conversões E190 e E195 PPC também facilitam a substituição das aeronaves de passageiros mais antigas por E2s de nova geração.

A carteira de pedidos (backlog) e as entregas da Aviação Comercial ao final do 1T22 eram as seguintes:
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Aviação Executiva
A Aviação Executiva entregou seis jatos leves e dois jatos médios, totalizando oito aeronaves entregues no 1T22.

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As vendas de Aviação Executiva mantiveram-se fortes no trimestre, com pedidos de vendas superando os níveis do ano anterior. Como resultado, o índice book-to-bill permanece acima de 2,5 para 1, o mais alto do setor.

O crescimento nos segmentos de jatos executivos leves e médios continua. A Aviação Executiva da Embraer está bem-posicionada para capitalizar esse crescimento, com produtos de performance solida e aumento da demanda dos clientes.

Defesa & Segurança
A Tempest bateu recordes de receita, registrando crescimento de 11% em relação ao 1T21. Esse crescimento foi sustentado por um sólido portfólio de produtos e serviços de segurança cibernética, ampliando sua base para mais de 300 clientes ao longo do ano.

Em abril, a Embraer assinou dois contratos com o Exército Brasileiro. O primeiro para a aquisição de quatro unidades adicionais de radar SABER M60 e o segundo para o desenvolvimento e implantação da Fase Dois do Programa Estratégico do Exército para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), que serão incluídos no backlog do 2T22.

Serviços & Suporte
A Embraer assinou uma extensão de contrato de longo prazo para o Programa Pool com a German Airways. Além disso, um destaque para o novo programa de Serviços Técnicos de longo-prazo de Pool de E190 celebrado entre a Embraer e a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, juntamente com a RPM, em um acordo para estender o suporte aos componentes de simulador de voo. Atualmente, o programa Pool da Embraer apoia mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

quarta-feira, abril 27, 2022

Vendas da Weg no Brasil saltam no 1T22 com regulação de energia solar

 ANSYS: Tecnologia inestimável no desenvolvimento de produtos de energia  renovável da WEG


*Seu Dinheiro, por Flavia Alemi - 27/04/2022 (atualizado com vídeo da WEG em 30/04)

A WEG começou o ano mostrando bom desempenho de vendas nas principais linhas de negócio, com destaque para o mercado interno da área de geração, transmissão e distribuição de energia.

Com o Marco Legal da Geração Distribuída sancionado no Brasil em janeiro, houve aumento na demanda pela geração solar - e esse foi um dos motores de receita da área. No mercado interno, a receita da área mais que dobrou em um ano, chegando a R$ 2,01 bilhões no primeiro trimestre.

No total, a receita líquida subiu 34,5% no primeiro trimestre, para R$ 6,83 bilhões, sendo que o mercado interno foi responsável por R$ 3,47 bilhões. Os R$ 3,36 bilhões restantes vieram das vendas ao exterior.

Aliás, esta é a primeira vez que há uma inversão na proporção da receita da WEG, com o mercado interno maior que o externo, em ao menos dois anos.

Leque amplo
Para a Weg (WEGE3), tão importante quanto a diversificação geográfica é a amplitude de sua atuação. Ela possui quatro grandes áreas, todas elas com exposição aos mercados doméstico e internacional — e todas elas com dinâmicas e ciclos próprios de vendas. Portanto, vamos analisar cada uma delas:

1. Equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI)
Receita no mercado interno: R$ 1,005 bilhão (+11,6%)
Receita no mercado externo: R$ 2,18 bilhões (+34,8%)
Participação na receita total: 46,7%

No principal ramo de atuação da Weg, o destaque ficou com as vendas de equipamentos de ciclo curto para a China e os Estados Unidos, especificamente motores elétricos de baixa tensão. A demanda, segundo a empresa, foi bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais.

No Brasil, a Weg afirmou que a demanda se manteve boa, principalmente nos setores agrícola, papel e celulose e mineração.

2. Geração, transmissão e distribuição de energia (GTD)
Receita no mercado interno: R$ 2,01 bilhão (+106,8%)
Receita no mercado externo: R$ 750 milhões (-0,9%)
Participação na receita total: 40,5%
Conforme mencionado no começo da matéria, o aumento da demanda por geração solar distribuída marcou as vendas desse segmento no mercado interno. Na transmissão e distribuição houve elevado volume de entregas, impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão.

Na América do Norte, principal região de atuação da área, a Weg destaca o processo de utilização da capacidade da nova fábrica de transformadores nos Estados Unidos, inaugurada no final do ano passado.

3. Motores comerciais e appliance
Receita no mercado interno: R$ 206,5 milhões (-26,4%)
Receita no mercado externo: R$ 374,6 milhões (+21,2%)
Participação na receita total: 8,5%
Aplicações como bombas e compressores foram os destaques da área no mercado externo. O crescimento da demanda foi justificado pela aceleração da recuperação da economia e ganho de participação de mercado nos Estados Unidos e no México.

Por aqui, a WEG viu alguma acomodação da demanda, especialmente nos motores destinados a equipamentos como máquinas de lavar e ar condicionado.

4. Tintas e vernizes
Receita no mercado interno: R$ 244,7 milhões (+30,5%)
Receita no mercado externo: R$ 48,3 milhões (+2,8%)
Participação na receita total: 4,3%
No Brasil, a demanda seguiu elevada nos setores de implementos agrícolas, rodoviários e saneamento; no exterior, houve queda no desempenho das vendas na Argentina, onde a Weg tem operação importante para esta área de negócio.

Lucro cresce 23,5%

A WEG fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 943,9 milhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na mesma toada, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21,3% na mesma base de comparação, para R$ 1,23 bilhão.

De acordo com a WEG, a receita do mercado interno cresceu 48,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.

Já no mercado externo, a receita cresceu num ritmo menor, de 22,8%, com destaque para as vendas de equipamentos industriais para os segmentos de óleo e gás, mineração e papel e celulose. Vale notar que a receita do mercado externo foi impactada pela desvalorização do dólar ante o real no começo do ano.

Aumento dos custos espremem margens
Os aumentos nos custos da principais matérias-primas utilizadas pela WEG reduziu as margens operacionais da empresa no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 42,7% no custo dos produtos vendidos, o que provocou uma redução de 4,1 p.p. na margem bruta, passando de 31,9% para 27,8%. 

Andre Menegueti Salgueiro, Diretor de Finanças e RI da WEG, comenta os principais destaques da Divulgação de Resultados do 1T22


Lançamento do fuzil Taurus T4 .300 MLOK terá live especial (atualizado em 30/04 com a live)


*LRCA Defense Consulting - 27/04/2022 (atualizado em 30/04)

O lançamento do novo fuzil T4 no calibre .300 Blackout e com guarda-mão MLOK será um evento de grande e importante magnitude para a Taurus Armas S.A., pois marcará o ingresso da multinacional brasileira em um nicho que ainda não explorava e que possui excelentes perspectivas no âmbito dos mercados civil, militar e de segurança, no Brasil e no exterior.

Para demonstrar toda a versatilidade, mobilidade, precisão e alto poder de incapacitação desta arma que promete revolucionar ações táticas e de caça, a empresa está promovendo uma live especial para dia 28 de abril, às 18h30, que será realizada em seus canais oficiais no Facebook, Instagram e YouTube.

Participarão da live:
- Salesio Nuhs: CEO Global da Taurus;
- Leonardo Sesti: Diretor de Engenharia da Taurus;
- Álvaro Mouawad: Diretor Institucional do RS Shooting & Sport Club;
- Mario Viggiani: Presidente da Associação Brasileira dos Instrutores de Armamento e Tiro Credenciados pela Polícia Federal;
- Eduardo Azeredo:Youtuber, Instrutor de Tiro e Atirador Desportivo.

Para saber mais sobre este grande lançamento antes da live, leia a matéria:
- Taurus traz mais uma novidade: fuzil T4 no calibre .300 AAC Blackout

Atualização de 30/04: live de lançamento do T4 .300 MLOK


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WEG participou como fornecedora da maior planta de dessalinização do mundo

 WEG participou como fornecedora da maior planta de dessalinização do mundo


*LRCA Defense Consulting - 27/04/2022

Foi inaugurado no dia 31 de março, na Arabia Saudita, a maior planta de dessalinização de água marinha do mundo, a Rabigh 3, da qual a WEG participou como fornecedora de motores e inversores de frequência. O êxito do projeto foi homenageado e reconhecido pelo Guinness World Records como “maior instalação de dessalinização por osmose reversa do mundo”.

Com estrutura exclusiva para atender grandes empresas de engenharia, a WEG fez parte deste grande projeto internacional como fornecedora de motores e inversores de frequência para os principais processos da cadeia de produção de água, que vão desde a captação, pré-tratamento e processo de osmose reversa, até o pós-tratamento.

Ao todo são 69 motores elétricos e 50 inversores de frequência de média tensão fornecidos através de empresas do ramo, como o consórcio Abengoa, SIDEM e Sepco III, sendo este responsável pela engenharia, fornecimento, construção e comissionamento da planta.

A Rabigh 3 foi construída na costa ocidental do Mar Vermelho e tem capacidade de produzir 600.000 m3 de água por dia e abastecer aproximadamente três milhões de pessoas. É caracterizada também como a usina mais ecológica do mundo devido ao menor consumo de eletricidade durante as operações do dia a dia e também registrou a menor taxa de ruído.

Essa aposta da WEG, baseada no atendimento exclusivo das grandes empresas de engenharia, garantiu à companhia novos fornecimentos no Oriente Médio, e também experiência para atender a demanda nacional, que é cada vez mais intensa em virtude do novo marco regulatório para saneamento básico, sancionado no Brasil.

WEG promove ação de inclusão social para cadeirantes de Jaraguá do Sul e região

 WEG promove ação de inclusão social para cadeirantes de Jaraguá do Sul e região


*LRCA Defense Consulting - 26/04/2022

 O passeio Pernas Solidárias aconteceu no último sábado (23), no Parque Linear Via Verde, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Unindo natureza, esporte e inclusão social, a ação oportunizou que crianças e idosos cadeirantes da região fossem conduzidos por voluntários, por meio de triciclos especiais adaptados ao esporte.

A ação foi uma realização da WEG por meio dos Programa Coração Voluntário, juntamente com o projeto Pernas Solidárias que beneficiou a interação entre os conduzidos e condutores através de um momento único em meio as lindas paisagens locais.

"O voluntariado, desenvolvido pelos colaboradores da WEG neste sábado, é reflexo de uma empresa que valoriza a comunidade”, relata Hilton José da Veiga Faria, Diretor de RH e Sustentabilidade da WEG. “Possibilitar uma corrida de rua inclusiva, com certeza, é motivo de grande orgulho a todos que participaram”, destaca o executivo.

Partindo do Anfiteatro da Via Verde, os participantes passaram pela ponte da APAE, retornaram pela ponte do Trabalhador e voltaram ao Anfiteatro, totalizando 5 km. Pensando na saúde de todos, foram disponibilizadas água para hidratação e ao final do percurso, frutas. O caminho percorrido também foi guiado por um carro elétrico da WEG, para maior segurança dos participantes.

A ideia do evento foi proporcionar, além da inclusão, um momento de liberdade aos participantes que por diversas razões estão em cadeira de rodas, proporcionando alegria e contagiando também os amigos e familiares que assistiam o passeio. Ao final do evento, foram entregues medalhas como honra e mérito de todos que participaram.

terça-feira, abril 26, 2022

EUA: a importância de um forte mercado de armas civis para o desenvolvimento do novo fuzil XM5


*The Truth about Guns, por Jennifer Sensiba - 24/04/2022

Quando eu estava assistindo à coletiva de imprensa que anunciou o novo fuzil XM5 do Exército [calibre 6.8 mm x 51], havia uma grande coisa que se destacou para mim: nosso papel em fazer isso acontecer. E por “nosso” quero dizer literalmente você e eu, os proprietários civis de armas de fogo que compram armas de fogo e acessórios.

Durante a coletiva de imprensa , o general de brigada Larry Q. Burris, diretor da equipe cruzada de letalidade de soldados do Exército, disse. . .

"...chegamos a este ponto em tempo recorde porque alavancamos rápido as autoridades de aquisição de nível intermediário para permitir velocidade e flexibilidade...trabalhando com nossos parceiros em conjunto em um processo que seria tradicionalmente linear e pode levar de 8 a 10 anos para se completar. E chegamos a este ponto em apenas 27 meses, e isso é simplesmente notável. É necessário que desenvolvamos capacidades na velocidade da guerra. A necessidade impulsiona a invenção. Nesse caso, a necessidade impulsiona a inovação".

À medida que os Estados Unidos se afastam da luta em conflitos de baixa intensidade contra atores não estatais e até mesmo “pastores de cabras” e se voltam para enfrentar as crescentes ameaças de concorrentes próximos como China e talvez Rússia, estamos vendo a necessidade de criar um fuzil melhor que dá às tropas americanas não apenas uma chance de lutar, mas uma vantagem esmagadora. O M4 estava começando a ter limitações mesmo em lutas contra o Talibã e os insurgentes iraquianos, então definitivamente era hora de mudar.

Mas os Estados Unidos não têm dez anos para projetar lentamente um novo fuzil, criar coisas novas como o escopo inteligente XM157 e depois testar vários projetos para ver qual é o melhor. Para enfrentar o futuro, precisamos fazer algo novo rapidamente para que haja tempo de construir capacidade de produção de munição para alimentá-lo e tomar outras medidas necessárias para colocar a nova plataforma em ação.

Vamos imaginar como seria se fôssemos um país com pouca ou nenhuma posse de armas de fogo por civis...

Empresas como a SIG SAUER existiriam, mas seus únicos clientes seriam militares e policiais. Eles podem fazer alguma carabina de ação de ferrolho atarracada em .22 ou calibre 20 de disparo único para qualquer mercado civil que possa existir, mas isso faria pouco por sua receita e nada para pressioná-los a sempre apresentar projetos novos e inovadores para vender para nós civis.

Eles teriam projetado a submetralhadora SIG MPX? Provavelmente não. Se você procurar os usuários dessa arma na Wikipedia, ela lista uma equipe da Força Policial de Hong Kong, uma unidade de contraterrorismo na Índia, de uso limitado pela polícia na Tailândia e alguns policiais nos Estados Unidos.

Essa base limitada de usuários de vendas militares e policiais não justificaria um novo design em um segmento de mercado que já possui opções boas e comprovadas, como o H&K MP5, que poderia ser modificado um pouco para atender novos usuários. Em vez disso, a SIG continuou e melhorou o design do MPX no MCX, que agora é o fuzil escolhido pelos militares.

Felizmente, não vivemos em um país onde os fabricantes de armas não vendem para os cidadãos comuns. As vendas de armas de fogo civis nos EUA superam as compras da maioria dos governos. O .gov pode pagar mais por unidade do que os civis, mas somos nós que conduzimos muitos novos projetos e inovações porque sempre há alguma empresa de armas trabalhando para obter nosso dinheiro antes que outra empresa de armas possa.

Quando o Exército precisava de uma nova arma, eles procuravam os fabricantes de armas, que tinham projetos prontos para testar e melhorar. Os concorrentes originais da Next Generation Squad Weapon incluíam nomes que você vê em sua loja de armas local, como FN, Desert Tech, Federal, Winchester, Beretta e, é claro, SIG.


Se o Ministério da Defesa da China decidir que o Exército de Libertação Popular precisa de uma nova arma, eles precisam fazer com que uma empresa estatal apresente um novo projeto – algo que provavelmente levará anos – e depois começar a testá-lo e aperfeiçoá-lo.

Os resultados falam por si. A Rússia ainda está usando uma arma com um design básico de 1947 e munição de 1974. A China recentemente adotou uma nova arma, mas parece uma imitação de algum tipo de AR; então, eles nem criaram seu próprio design. A munição? Da década de 1980.

A situação da munição por si só é instrutiva. Enquanto alguns calibres comerciais são muito mais populares do que outros, há uma variedade aparentemente infinita de calibres “boutique” que as pessoas usam nos Estados Unidos. Algumas vezes, os civis criam seus próprios cartuchos “selvagens” que eles fazem em casa para resolver certos problemas, obter alguma pequena vantagem ou melhorar as coisas para uma necessidade de nicho muito pequena. Algumas pessoas fazem isso apenas por diversão para ver o que podem fazer.

O . 40 Smith & Wesson veio de um agente do FBI que carregou manualmente munição de 10 mm de potência reduzida em casa para testes. Isso nunca teria acontecido em um país onde o handload em casa não acontece (legalmente).

A SIG teria investido muito dinheiro em um design inovador de cartucho de alta pressão se não houvesse mercado comercial no caso de os militares escolherem outra coisa? Talvez, mas teria sido muito mais arriscado do ponto de vista dos investidores e contadores de feijão. Assim, o simples fato de poder vender um calibre novo e inovador para o público comprador de fuzis provavelmente liberou pelo menos um pouco de dólares de pesquisa e desenvolvimento que o Exército poderia aproveitar sem ter que financiá-lo inteiramente.


Também resolvemos outro problema com a transição: o futuro da rodada 5.56. O mercado civil também será usado para manter a produção de munição 5,56 no futuro. Os civis possuem dezenas de milhões de fuzis de plataforma AR nos EUA. À medida que as necessidades militares de 5,56 diminuem ao longo do tempo, Winchester ainda poderá vender mais munição de Lake City para civis, enquanto eles devem manter a capacidade militar em caso de uma grande guerra.

Então, vamos apoiar a capacidade de backup dos militares de produção de 5.56 no futuro, garantindo que eles possam adquirir um monte de munição para tropas que ainda carregam o M4, bem como aliados que não adotam o novo cartucho.

Não subestime o poder do mercado civil americano de armas de fogo e o que isso significa para a inovação e, sim, a prontidão militar. A capacidade do Exército de escolher um novo design de fuzil em apenas 27 meses foi inquestionavelmente auxiliada pela demanda por armas de fogo novas e eficazes por pessoas como você e eu.

Saiba mais sobre o novo fuzil XM5 do Exército dos EUA (em inglês):
- As armas de infantaria de última geração do Exército serão mais letais e mais precisas

- Fuzis XM5, XM250 e munição híbrida de 6,8 mm selecionados como US NGSW

Centro de Avaliações do Exército apoia teste de ingração de sistema de armas


*Noticiário do Exército - 22/04/2022

O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) apoiou, no período de 5 a 13 de abril, testes de integração da Viatura Blindada Multitarefa Leve sobre Rodas 4x4 (VBMT-LR 4x4) com o sistema de armas REMAX 4. A atividade, conduzida pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e pela empresa Ares, contou com o apoio da diretoria de fabricação e da empresa IVECO.

Militares e técnicos do CTEx, do CAEx e engenheiros da Ares participaram das atividades, cujo objetivo foi realizar testes de integração da viatura IVECO LMV-BR 4x4 com o sistema de armas REMAX 4, da Ares. O objetivo dos testes é viabilizar a continuidade do projeto REMAX, otimizado por novas interfaces mecânicas e elétricas na plataforma veicular.

Foram efetuados testes de rodagem em diversos tipos de terreno para verificar padrões e realizar a convergência na malha de estabilização do sistema de armas. Foram efetuados tiros com a viatura parada e em movimento, usando os calibres 7,62 mm e .50 polegada. Foi avaliado o comportamento do sistema, que mantém a linha de visada no alvo com emprego de traqueamento de imagem, quando alvo e viatura podem estar estacionados ou em movimento.

O REMAX 4 possui, como diferencial em relação à versão anterior, uma maior capacidade de armazenamento de munição, além de ser mais leve e mais compacto. No REMAX 4, a consciência situacional proporcionada pelo equipamento permite ao chefe da viatura acessar as mesmas informações que o atirador, a respeito da viatura e do alvo, o que caracteriza constante melhoria na modernização e atualização do equipamento e prolonga o ciclo de vida dos sistemas e materiais de emprego militar do Projeto Guarani.

A melhora contínua da família de blindados sobre rodas e de sistemas tecnológicos de armas remotamente controladas são produto do trabalho constante do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército e da Base Industrial de Defesa e Segurança.

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