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junho 29, 2022

Marinha apresenta projeto de veículo não tripulado


*Agência Marinha de Notícias, via ABIMDE - 28/06/2022

O Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), da Marinha do Brasil (MB), desenvolve diversas atividades na área científico-tecnológica. Entre elas está o Projeto VSNT-E (Veículo de Superfície Não Tripulado – Experimental), que consiste no incremento e no monitoramento das fiscalizações na Amazônia Azul, além de contribuir com pesquisas desenvolvidas nas principais universidades do Brasil.

A tecnologia de veículos não tripulados, sejam aéreos, de superfície ou submarinos está cada vez mais presente nas atividades que envolvem risco, repetição ou ambientes adversos de operação. Isso não se resume apenas a atividades voltadas para a área de defesa, mas também a setores civis como a indústria offshore, transporte e logística de bens, localização de objetos no fundo do mar e levantamentos batimétricos.

Nesse contexto, a MB realizou, em 2021, a conversão da lancha URCA-III em um VSNT-E (foto). A iniciativa levou em consideração dois fatores principais: o crescimento exponencial e a nível mundial do surgimento de novos Sistemas Marítimos Não-Tripulados (SMNT) e a disponibilidade de uma moderna embarcação de pesquisas, a URCA-III.

Com o veículo de superfície experimental, a Marinha estimula o desenvolvimento tecnológico no segmento de sistemas não tripulados com elevada relação custo-benefício, conforme explica o Encarregado na Divisão de Modelagem e Simulação do CASNAV, Capitão de Mar e Guerra Cláudio Coreixas de Moraes. “Suas principais vantagens são, primeiramente, a não exposição da vida de operadores a riscos inerentes a determinadas regiões de operação, como por exemplo, em operações de varredura de minas. Outra vantagem é reduzir custo da operação e a complexidade da logística atrelada. Por último, expandir a capacidade de sensores para aplicação no SisGAAZ (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul)”.

Após a instalação de uma série de sistemas eletrônicos, a embarcação encontra-se apta à operação remota. A tecnologia foi apresentada para universidades e diversas outras Organizações Militares que já demonstraram interesses operacionais no projeto, conforme destaca o Capitão de Mar e Guerra Coreixas. “Como exemplos, a Diretoria de Hidrografia e Navegação poderá viabilizar levantamentos hidrográficos empregando veículos não tripulados e a Esquadra poderá empregar a tecnologia para realizar exercícios operativos. Esses são só alguns exemplos das potencialidades desse novo sistema”.

Além do emprego militar, há o interesse de universidades parceiras como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade de São Paulo (USP). Para o professor da UFF Esteban Walter Gonzalez Clua, a participação da Marinha, em projetos de veículos autômatos e marítimos, é de extrema importância. “Em primeiro lugar, a Marinha conhece, mais do que ninguém, todos os procedimentos de navegabilidade, principalmente na região muito movimentada como a Baía de Guanabara. Em segundo, a Marinha tem acesso a uma quantidade enorme de informações estratégicas que para a navegação se tornam fundamentais. E por fim, a Marinha traz consigo uma série de demandas importantes, nas quais esses veículos podem ser usados e aplicados, principalmente aqui na universidade”, destacou.

Já para o Coordenador Executivo do LabOceano da UFRJ, Paulo de Tarso Themistocles Esperança, a cooperação entre Universidades e Centros de Pesquisa da Marinha também é fator fundamental para o desenvolvimento de tecnologia autônoma, em especial na área de Veículos Não Tripulados, usualmente cercada por rígidos protocolos de confidencialidade. “Existem diversas pesquisas em nível de mestrado e doutorado nos cursos da COPPE/UFRJ sendo desenvolvidas por oficiais da Marinha do Brasil. Dentre estas, posso citar especificamente a pesquisa de Doutorado que se encontra em sua fase final, que busca avaliar a influência dos efeitos de superfície livre na manobrabilidade de embarcações submersas”, ressaltou o professor.

Nesse contexto, o Centro Tecnológico da Marinha, no Rio de Janeiro, abriu a possibilidade de que pesquisas aplicadas de pós-graduação, geridas por centros de excelência, possam ser realizadas no VSNT-E. Com tantas demandas, o VSNT-E já foi empregado este ano em operações da Esquadra, como  “Aspirantex” e “Poseidon”, e prossegue em estudo pelo CASNAV e pelo Instituto de Pesquisas da Marinha, podendo em breve ser expandido.


 

Registro de armas pessoais dispara quase 500% sob governo Bolsonaro


*Diário de Pernambuco - 28/06/2022

O número de cidadãos registrados para possuir armas no Brasil cresceu 474% entre 2018 e 2022, período em que o governo de Jair Bolsonaro flexibilizou as regras e fomentou o acesso às armas, segundo dados divulgados por uma ONG nesta terça-feira (28).

Em 2018, ano da eleição de Bolsonaro, havia 117.467 pessoas registradas como CACs (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), um número que saltou para 673.818 em junho de 2022, segundo dados do Exército Brasileiro reunidos pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), um aumento de 474%.

"Houve um crescimento muito grande no número de armas de fogo em circulação no país a partir do governo Bolsonaro", disse à AFP o pesquisador Renato Sérgio de Lima, presidente do FBSP.

A ONG calcula que existem cerca de 4,4 milhões de armas em mãos de particulares no Brasil, com base nos dados do Exército e da Polícia Federal, órgãos que avaliam e autorizam o uso de armas para civis.

Além das armas dos CACs, esse número inclui outras categorias autorizadas a solicitar um registro, como determinados funcionários públicos e empresários, e as armas de uso particular de membros da polícia, das Forças Armadas e outros agentes de segurança fora de seu serviço.

"O problema é que cerca de um terço delas [1,5 milhão] estão em situação irregular, com registro vencido", advertiu Lima.

Isso não permite saber se as armas continuam com seus proprietários legais ou se foram desviadas para o crime, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ex-capitão do Exército, Bolsonaro é favorável ao armamento da população e, vez ou outra, repete que "um povo armado jamais será escravizado".

Desde que chegou ao poder em 2019, o presidente flexibilizou através de decretos os requisitos de acesso às armas, assim como o número permitido de artefatos e munições por pessoa.

Algumas dessas mudanças estão sendo questionadas na Justiça.

Homicídios em queda
Em seu Anuário de Segurança Pública divulgado nesta terça-feira, o FBSP informou que o Brasil registrou um total de 47.503 homicídios em 2021, uma redução de 6,5% em relação a 2020.

"Mas essa boa notícia esconde uma realidade extremamente perversa: o Brasil respondeu por uma de cada cinco mortes violentas intencionais no planeta em 2020, segundo dados da ONU", apesar de ter apenas 2,7% da população mundial, com 213 milhões de habitantes.

Enquanto os homicídios caíram em todas as demais regiões do país, na região Norte eles aumentaram em 7,9% e a Amazônia Legal concentra 13 das 30 cidades com maiores índices de assassinatos do país.

junho 28, 2022

Pará adquire mais 2.000 pistolas TS9 e 200 fuzis T4, agora para a Polícia Penal


*LRCA Defense Consulting - 28/06/2022

No começo deste mês, foram entregues para a Polícia Penal do Estado do Pará 2.000 pistolas semiautomáticas Taurus TS9 calibre 9mm, 1.000 espingardas CBC calibre 12 e 200 fuzis Taurus T4 calibre 5.56mm, consideradas as mais modernas disponíveis hoje no País, além de dois mil coletes e escudos balísticos coletivos e individuais. Ao todo, os investimentos do Governo do Estado, realizados por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (SEAP), ultrapassam os R$ 11,5 milhões.

A aquisição foi concretizada após a direção da SEAP ter realizado, em 26 de agosto de 2021, uma visita técnica à fabrica da Taurus Armas, localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.  O objetivo foi avaliar os equipamentos que poderiam fazer parte do kit de armamentos voltado aos policiais penais, incluindo os que serão aprovados em concurso público.

Durante essa visita, também foram avaliados modelos específicos para os policiais penais, já que os armamentos  irão contribuir com os futuros agentes, um efetivo de cerca de dois mil novos concursados. Para este objetivo, a comitiva testou a pistola TS9 RA, com o intuito de, segundo a Taurus, torná-la "arma padrão da Instituição".

Redução da criminalidade
O governador Helder Barbalho destacou o fato de o Estado do Pará ter reduzido em 48%, de 2018 para cá, o número de homicídios registrados em seu território, além da diminuição dos índices gerais de criminalidade. “Sem dúvida, uma das decisões mais acertadas que tomamos na gestão foi a de dar protagonismo para o sistema penitenciário, investindo na criação da Secretaria, nos concursos, armamentos, equipamentos e capacitação, porque tudo isso é fundamental para garantirmos paz à população. Sabemos que muito foi feito e muito ainda há a fazer, mas não podemos deixar de festejar os avanços já alcançados”, concluiu. 

Para o titular da SEAP, Samuelson Igaki, todos os investimentos do Governo do Estado no sistema penitenciário contribuem decisivamente para a melhoria da segurança pública, não apenas dentro das unidades prisionais, mas principalmente fora das casas penais. “Hoje é um dia muito feliz para a SEAP, mas, principalmente, para a sociedade paraense, pois quem ganha com tudo isso é principalmente a população, que tem muito mais segurança por todo o Pará”,

Polícia Civil também adquiriu pistolas TS9
Em 26 de janeiro deste ano, a Taurus Armas S.A. já havia vendido 1.100 pistolas TS9 para a Polícia Civil do Estado do Pará (PCPA), havendo ainda a possibilidade de uma nova venda de mais 3.000 dessas armas, a fim de que a PCPA possa também padronizar suas pistolas, facilitando, racionalizando e dinamizando sua logística de suprimentos e manutenção.

ARES integra o sistema de armas REMAX 4 RCWS na nova Viatura Blindada Multitarefa do Exército


*LRCA Defense Consulting - 28/06/2022

A ARES Aeroespacial e Defesa, subsidiária da Elbit Systems no Brasil, marca a integração bem-sucedida do sistema de armas REMAX 4 RCWS a bordo do mais novo veículo 4x4 blindado do Exército Brasileiro, a Viatura Blindada Multitarefa Leve Sobre Rodas 4x4 (VBMT-LSR 4x4), adquirida pelo Exército Brasileiro no âmbito do Programa Guarani - nova família de blindados sobre rodas.

Isso ocorre após a entrega de 300 unidades REMAX RCWS a bordo do Guarani 6x6 do Exército Brasileiro.

O REMAX é uma estação de armas remotamente controlada giro-estabilizada para metralhadoras 12,7 mm e 7,62 mm que foi desenvolvida a partir dos requisitos do Exército Brasileiro por meio de uma parceria da ARES com o CTEx (Centro Tecnológico do Exército). Trata-se de um projeto ambicioso iniciado em 2006 com a promessa de desenvolvimento da primeira estação de armas 100% nacional.

Hoje é uma realidade no Exército Brasileiro e já equipa diversas unidades da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média Sobre Rodas (VBTP-MR) 6X6 Guarani, indo agora equipar também a nova Viatura Blindada Multitarefa Leve Sobre Rodas 4x4 (VBMT-LSR 4x4).

O REMAX 4 RCWS é mais leve e de silhueta inferior, com uma gama de melhorias de capacidade entre eles uma capacidade de munição 3 vezes maior e capacidade de rastreamento automático de alvos.



Embraer foi uma das vencedoras do Prêmio Destaque Gestão de Pessoas 2022


*LRCA Defense Consulting - 28/06/2022

A Embraer foi uma das vencedoras do Prêmio Destaque Gestão de Pessoas 2022, uma ação anual da ABTD Nacional - Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, para o reconhecimento por conteúdos específicos em prol da comunidade de Recursos Humanos.

O case premiado foi o “Projeto Futuro do Trabalho”, um projeto global, gerido a partir de uma metodologia Ágil com sprints semanais e formado por mais de 50 colaboradores, representando todas as áreas da companhia.

O objetivo principal deste projeto é a implementação de modelos flexíveis de trabalho oferecendo aos colaboradores da Embraer a oportunidade de trabalhar no modelo híbrido e no modelo 100% remoto.

junho 27, 2022

Taurus pode ter aumento de demanda e manter a lucratividade dos últimos anos?


*LRCA Defense Consulting - 27/06/2022

Alguns analistas têm questionado a capacidade de a Taurus Armas aumentar a demanda por seus produtos e, assim, manter a alta lucratividade que tem obtido nos últimos anos. Tais análises se baseiam na possibilidade de o Presidente Biden impor medidas restritivas às armas, na queda do número NICS (intenções de compra) nos EUA (para onde a empresa destina quase 80% de suas produtos), na performance apenas razoável de suas concorrentes americanas Smith & Wesson e Ruger, assim como também na capacidade de o restante do mercado internacional absorver uma suposta queda nos EUA.

Com relação à possibilidade de o Presidente Biden e o Partido Democrata conseguirem aprovar leis mais rígidas que restrinjam de forma significativa o direito constitucional de os americanos de bem portarem armas, a matéria publicada ontem por esta editoria esclarece o problema: "Empresas de armas, munições e esportes ao ar livre têm forte alta após decisão da Suprema Corte dos EUA".

Os demais itens serão tratados a seguir.

Performance da Taurus é superior à das concorrentes americanas
Nos Estados Unidos, a Taurus é vista como uma legítima empresa americana, já que tem fábrica no país há 40 anos, é a quarta marca de armas mais vendida e a primeira mais importada lá, com esse país absorvendo cerca de 80% das vendas atuais da unidade brasileira.

Além de continuar firme em terras americanas, onde está mantendo seu nível de vendas e performando melhor que a concorrência, a empresa teve um aumento de 80% na quantidade de armas vendidas para o resto do mundo (desconsiderando-se o Brasil e os EUA).

A nova fábrica na Georgia seguiu, no decorrer desses últimos 12 meses, o seu processo de ramp up com sucesso maior que o previsto. Com capacidade instalada original estimada em 800 mil unidades/ano, a unidade produziu 216 mil armas no 1T22, volume 23,5% superior ao apurado no 1T21, totalizando 909 mil unidades produzidas nos últimos 12 meses. O complexo industrial tem ainda de cerca de 60% de sua área disponível, com espaço para ampliação da capacidade a partir de novos investimentos.

Taurus USA

A produção de armas da unidade brasileira no 1T22 foi de 358 mil unidades, o que representou um aumento de 13,0% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. A produção média diária no 1T22 foi de 9,0 mil armas/dia, considerando as unidades industriais do Brasil e dos EUA, volume 15,4% superior ao registrado no mesmo período do ano de 2021.

Em termos de vendas totais, foram 517 mil unidades de armas vendidas pela Taurus no 1T22, volume 3,8% superior ao registrado no 1T21. O fato é importante, pois em 2021, o mercado americano ainda estava sob o efeito da alta demanda "fora da curva".

Além de ter o menor custo de produção do mundo e um dos mais eficientes sistemas de vendas e de distribuição, a Taurus está apresentando uma performance superior às suas principais concorrentes, tanto em vendas - já que passou a se constituir na maior vendedora de armas leves do mundo em 2021, como em suas margens, haja vista que sua margem EBITDA é igual ou até superior à margem bruta de muitas delas.

A multinacional gaúcha está hoje focada em manter o forte desempenho operacional que tem apresentado em seus balanços nos últimos anos. Assim, para se adequar ao perfil de mercado atual, a empresa está ampliando a produção de revólveres, arma que se constitui em um produto clássico no qual é líder de produção no mundo. Diferente do segmento de pistolas, cuja demanda aumentou muito nos últimos dois anos e agora começa a se estabilizar, o revólver conta com um mercado mais estável, especialmente nos Estados Unidos.

Por ter previsto esse movimento ainda quando o mercado americano de armas estava superaquecido, a Taurus investiu forte em novas máquinas e no treinamento/formação de recursos humanos envolvidos com o projeto chamado internamente de "Excelência Revólver", automatizando operações, racionalizando processos, diminuindo custos e otimizando seu sistema de vendas.

Tal estratégia se mostrou um grande sucesso e já está fazendo diferença nos resultados da empresa, haja vista que as margens da Linha Revólver, que eram cerca da metade das demais armas, agora estão praticamente iguais. Com isso, a companhia ganha em lucratividade.

Em 2022, além dinamizar ainda mais o esforço de vendas nos EUA e em outros países de alto potencial, o foco da empresa é realizar o lançamento de produtos que tragam ainda melhores margens, visando atingir ou reforçar nichos específicos de mercado, contando também com tecnologias de ponta, como a inserção de grafeno e, inclusive, com o chamado "revólver mais barato do mundo".

O "novo normal" do mercado americano não é tão normal assim
Nos EUA, a intenção de compras de armas medida pelo número NICS ajustado de maio deste ano foi a 3º maior da história para o mês, o que mostra que a demanda por armas de fogo é constante e sustentada, embora abaixo dos totais de pico de 2020 e 2021, anos totalmente atípicos.

O número de maio (ajustado), continuou a sequência de mais de 1 milhão de verificações de antecedentes para a venda de uma arma de fogo ao longo de 34 meses, demonstrando que os consumidores americanos continuam buscando esse produto em níveis elevados. Com essa longa sequência de meses nesse patamar, analistas americanos do setor acreditam que ele tenha passado a se constituir no "novo normal" para o mercado de armas de fogo dos EUA.

No 1T22, mesmo com o NICS variando em -23,8%, as vendas da Taurus nesse país se mantiveram praticamente no mesmo nível do 1T21. Como 2021 foi um período atípico, caracterizado por uma demanda "fora da curva", a performance do empresa no 1T22 evidenciou e caracterizou uma maior presença da marca brasileira/americana no maior mercado consumidor de armas leves, contrariando as oscilações verificadas no NICS e, também, a baixa performance de suas concorrentes locais.

Outro fator relevante a considerar foi que, em 2021, 8,5 milhões de americanos adquiriram sua primeira arma e a tendência é que estes mostrem comportamento semelhante aos demais consumidores locais, ou seja, que continuem comprando mais armas depois da primeira. Além disso, as intenções de compra de 2022 já são 26% maiores do que os dois anos pré-pandemia. Para tais consumidores, o custo mais acessível das "armas de entrada" da Taurus, como a pistola G2c e o revólver 856, são a opção mais interessante.

Armas longas
No maior mercado do mundo para armas leves (pistolas, revólveres, submetralhadoras e fuzis), as armas longas (fuzis, carabinas e rifles) representam cerca de 40% do total, tornando-se um atrativo para qualquer grande empresa mundial do setor.

Até o ano de 2020, a Taurus não manifestava a intenção de entrar nesse mercado, haja vista que produzia apenas um modelo de fuzil e este ainda não estava consolidado internacionalmente. Além disso, todas as grandes empresas americanas do setor, além de centenas de outras pequenas, fabricam uma versão do AR-15/M4.

Com o reconhecimento internacional de seus fuzis obtido nos últimos dois anos, com o desenvolvimento de várias versões do T4 (em tamanhos de cano e calibres), do recente T10 no calibre 7,62 x 51mm e de um rifle de ferrolho (bolt action), a empresa redefiniu sua estratégia e, pelo visto, partirá para o ataque nos EUA. Segundo CEO Global, Salesio Nuhs, a empresa pretende concretizar esse novo e importante passo tendo, como carros-chefes iniciais, o novo rifle de ferrolho e as carabinas lever action (ação por alavanca), sendo que estas já têm uma fatia de mercado de cerca de 4% nos EUA com as carabinas Puma.

As altas margens da empresa, devidas a um custo de produção significativamente menor, permitem que possa ser bastante agressiva, tanto em licitações para o mercado de Law Enforcement (órgãos de segurança americanos), onde ainda não está presente, como para a venda de grandes lotes ao mercado civil.

A propósito, a fábrica de armas longas merecerá uma ampliação própria, haja vista a nova estratégia nos EUA e, também, à possibilidade de vir a fornecer fuzis para o imenso mercado asiático.

Fuzil T4 .300 MLOCK

Ásia, África e Oriente Médio ampliam a diversificação geográfica das vendas
Em mais uma antecipação à normalização da demanda nos EUA (mesmo que em patamares muito mais altos ao período pré-pandemia), a multinacional brasileira continua ampliando a diversificação geográfica de suas vendas, conquistando novos mercados e passando a ter posição de proeminência em outros com grande potencial e/ou com expressivo crescimento.

Dentro dessa estratégia, a Ásia assume importância capital para a empresa, haja vista que alguns de seus países estão entre os que mais crescem no mundo. Além disso, é a região que possui o maior adensamento populacional do planeta e onde os mercados civil, militar, policial, paramilitar e de segurança privada estão entre os mais promissores, haja vista que, via de regra, dispõem de armamentos de muitas origens e, em vários casos, parcialmente obsoletos.

Com esse foco, a empresa já tem uma fábrica na Índia, que deve iniciar suas operações em 2022, contando ainda com a perspectiva paralela de vencer a licitação fast track (regime de urgência) para fornecer em torno de 94 mil fuzis T4 5.56mm ao Exército Indiano, além da possibilidade de concorrer com êxito em uma licitação maior de 350 mil fuzis T4 para essa Força Armada. Há ainda licitações menores em curso, envolvendo forças paramilitares e policiais interessadas em armamentos da Taurus.

A "vizinha" República das Filipinas é outro dos países asiáticos onde a empresa brasileira tem sucesso, já tendo vendido quase 30 mil pistolas TS9 para a Polícia Nacional e mais de 13 mil fuzis T4 para o Exército do país.

Ainda na Ásia, a empresa está direcionando seus esforços atuais de vendas para dois outros países muito promissores e que poderão anunciar novidades ainda em 2022: a  República Popular do Bangladesh (um antigo cliente) e o Nepal, também vizinhos da Índia, o que facilitaria futuros negócios.

Por outro lado, desde o final de 2021, a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente o Egito e a Tunísia.

Em maio de 2020, a Taurus Armas realizou a venda de 1 mil fuzis modelo T4 e 200 submetralhadoras para as forças de segurança do Senegal (Gendarmerie Nationale Sénégalaise). A entidade já utilizava as pistolas Taurus e passou a contar também com o Fuzil T4 e com a submetralhadora SMT no calibre 9mm.

Em meados de 2021, o fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malásia). Os testes abordaram: precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática".

Em julho de 2021, a empresa vendeu 4 mil pistolas TS9 calibre 9mm para a Polícia Nacional e Força de Segurança do Líbano. A ISF possui um efetivo de mais de 40 mil policiais. A Taurus foi escolhida para o fornecimento do armamento em licitação internacional aberta, em meio a importantes concorrentes mundiais.

Em setembro de 2021, a Taurus Armas realizou uma venda de armamentos para um país da África Subsaariana, cujo nome não pode ser divulgado por questões de contrato, ampliando a atuação da companhia no mercado dessa região. A nova aquisição pela Força Policial desse país contempla 3.650 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 3.500 pistolas 9mm PT 92. Em junho de 2021, a Taurus havia realizado a venda de outras 1.850 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 550 unidades da pistola 9mm PT92 para as Forças Armadas deste mesmo país. Em consequência, o total de armas vendidas para esse país da África Subsaariana é de 5.500 fuzis T4 e de 4.050 pistolas PT92.

Atualmente, o fuzil Taurus T4 participa de uma licitação no Egito, para a venda de 2.000 unidades dessa arma. 

Novos lançamentos para ocupar nichos no mercado internacional
Além desse esforço em outros países para aumentar a diversificação de suas vendas, a Taurus está preparando o lançamento de uma nova gama de fuzis em vários calibres e tamanhos de cano, de uma submetralhadora compacta e de um rifle de ferrolho para ocupar importantes nichos mercadológicos mundiais, como foi o caso do fuzil T4 .300 MLOCK e como será, ainda em 2022, do fuzil T4 em 7,62x39mm, do fuzil T10 em 7,62x51mm e da carabina CTT9c Executive Grade (remove a coronha e vira uma pistola), além de uma nova e atrativa gama de revólveres em diversos modelos e/ou calibres.

É importante ressaltar que o foco da empresa, nos EUA e no resto do mundo, é o mercado de armas civis, pois é neste que obtém as melhores margens, sendo o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de armas. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.

Pistola TS9 e fuzil T4

Uma equipe ímpar
A grande equipe que vem transformando a história da Taurus Armas desde 2018, sob a liderança do CEO Global Salesio Nuhs, caracteriza-se pela competência, pelo dinamismo e, principalmente, pela visão de futuro que possui, haja vista que empreendeu um verdadeiro turnaround "de livro" na empresa, levando-a de uma situação difícil à posição de maior vendedora mundial de armamento leve em 2021. E isso não seria conseguido se seus produtos não evidenciassem qualidade e tecnologia.

Servindo-se das informações coletadas e analisadas por um robusto sistema de inteligência de mercado e do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), o staff diretivo tem conseguido antecipar fatos e tendências, indo ao encontro dos desejos/necessidades dos clientes e realizando/executando planejamentos de curto, médio e longo prazos para se adequar às muitas variáveis do mercado e à visão de futuro da empresa.

Além de uma mentalidade de alta produtividade, tecnologia, economia de custos e primorosa qualidade, presente hoje desde o CEO até o funcionário mais simples, é de se ressaltar ainda o dinamismo das equipes de vendas nacional e internacional, trabalhando dia e noite na conquista de novos clientes e na manutenção dos atuais.

Rumo ao futuro
O sucesso crescente do fuzil T4 e da Pistola TS9 entre forças armadas e policiais mundiais - especialmente da Ásia, da África e do Oriente Médio (onde há outras boas possibilidades de vendas) - pode fazer com que a Taurus tenha que replanejar sua estratégia de produção da armas, pelo menos enquanto a ampliação na unidade brasileira e a fábrica da Índia não estiverem plenamente operacionais, haja vista que eventuais pedidos de grandes proporções terão que ter o suporte fabril necessário. Neste cenário, é possível que a empresa já possa estar estudando uma solução mais próxima, seja por meio de uma aquisição estratégica, seja pela formação de uma nova joint venture internacional.

Para concluir e responder à pergunta-título desta matéria, tomou-se por ainda base as seguintes considerações:
- o crescimento histórico do mercado americano de armas leves nos últimos 20 anos (7%, segundo a Taurus) e a tendência de seu prosseguimento para os próximos anos, mas agora em um "novo patamar normal";
- a conquista constante de um maior market share nos EUA, como tem ocorrido anualmente desde 2018;
- a visão de futuro da atual administração, que se caracteriza por antecipar movimentos do mercado e aproveitá-los a seu favor; e
- as enormes possibilidades que se abrem na Índia, principalmente, mas também no restante da Ásia e na África.

Portanto, com base nessas e nas demais considerações, esta Consultoria acredita que a produção de 15.000 armas/dia por volta de 2025 possa se tornar real e necessária, sendo viabilizada pela já planejada ampliação/modernização dos parques fabris da Taurus no Brasil, nos EUA e na Índia, concretizando assim um crescimento da demanda por seus produtos e mantendo o alto índice de lucratividade que a tem caracterizado.

Egito poderá adquirir o Sistema Astros 2020 da Avibras


*LRCA Defense Consulting - 27/06/2022

De acordo com o portal Tactical Report, o Egito estaria interessado em adquirir o Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área (Astros 2020), fabricado pela empresa brasileira de defesa Avibras.

O Ministério da Produção Militar do Egito (MoMP) estaria considerando assinar o contrato do acordo, juntamente com a transferência de tecnologias (ToT) e acordos de co-produção.

A mesma fonte publicou, em 02 de junho, que o Egito estaria próximo de adquirir mísseis AV-TM 300 junto com sua plataforma de lançamento, o sistema Avibras Astros II MK6, observando ainda que este acordo faria parte de uma série mais ampla de acordos que foram recentemente assinados entre o Egito e empresas de defesa brasileiras. 

Caso sejam concretizadas essas negociações, poderão representar um bem-vindo fôlego para a combalida Avibras, que enfrenta um difícil período de recuperação judicial devido ao grande endividamento que tem e ao encolhimento de suas vendas internacionais.

A Embraer pode conquistar a Ásia?

A fabricante regional de jatos está de olho na Índia, no Vietnã e além. Os concorrentes têm outras ideias

A Embraer realiza a montagem final de seus jatos de passageiros em um grande hangar em São José dos Campos. Até seis jatos podem ser acomodados em um hangar. (Foto cortesia da Embraer)

*NIKKEI Asia - 24/06/2022

Na ampla fábrica de montagem da fabricante brasileira de jatos Embraer, uma pequena placa japonesa está fixada em um quadro branco: "Kaizen", diz, uma palavra japonesa para melhoria contínua.

"Fazemos centenas de projetos kaizen todos os anos para aumentar a produtividade em nossos locais de produção", disse um gerente de fábrica, observando onde um E195-E2 de 146 lugares aguarda suas asas, motores e pintura. “No ano passado, conseguimos uma redução de 17% [no lead time de produção], apesar de toda a dificuldade que tivemos na cadeia de suprimentos”, disse. A empresa pretende atingir uma redução de 40% até o final de 2023.

Kaizen ficou famoso no Japão pela Toyota e outros, e o pedaço de papel preso na fábrica é emblemático de um campeão nacional brasileiro cada vez mais aberto a ideias de fora. Francisco Gomes Neto, o novo CEO da Embraer, veio da indústria automobilística. A Embraer agora tem dois cidadãos norte-americanos em seu conselho. A ampliação da perspectiva é crucial: a batalha pela participação de mercado é global e, de acordo com entrevistas com executivos daqui, será cada vez mais travada na Ásia.

A Embraer prevê que sua produção de jatos de passageiros aumentará para 60-70 aeronaves este ano e, eventualmente, voltará ao nível anterior de 100-110, após dois anos prejudicado pela pandemia. Mas atingir o objetivo pode não ser tão simples. A empresa agora enfrenta a concorrência da Airbus por jatos maiores e da estatal Commercial Aircraft Corp. of China (COMAC) para os menores – enquanto a japonesa Mitsubishi Heavy Industries, que adquiriu o negócio de jatos regionais da canadense Bombardier em 2020, está pressionando seus clientes usar suas frotas existentes pelo maior tempo possível em vez de comprar da Embraer.

Gomes Neto está realizando um verdadeiro turnaround na Embraer
"O mercado é muito competitivo", reconheceu Gomes Neto em entrevista. Ele diz que a Embraer está buscando redução de custos e expansão para novos mercados para sua divisão de aviação comercial. "Esse segmento é extremamente importante para nós. A aviação comercial era e será o maior negócio da nossa organização. Acreditamos que temos potencial para dobrar o tamanho da empresa em cinco anos."

Os pequenos jatos de passageiros são um nicho distinto do mercado de grandes jatos que há muito é dominado pela Boeing e Airbus. Os chamados jatos regionais, com 100 assentos ou menos, são um nicho dentro de um nicho, utilizado pelas companhias aéreas para conectar cidades menores aos grandes aeroportos. É um negócio pequeno, mas estável, que os players existentes, como a Embraer e a antiga Bombardier, agora chamada MHI RJ sob a Mitsubishi Heavy Industries, estão tentando manter contra novos participantes como a COMAC. Permanecer magro é fundamental.

“Antes da COVID, a Embraer produzia de 100 a 110 aeronaves comerciais por ano e costumava perder dinheiro”, disse Victor Mizusaki, analista do Bradesco BBI, banco de investimento brasileiro. "Agora falamos de 45-50 aeronaves por ano e eles estão ganhando dinheiro. Eles são muito mais eficientes em termos de custo."

Sob Gomes Neto, CEO desde 2019, a Embraer reduziu sua força de trabalho em quase 3.000 funcionários, para 18.320. Vendeu fábricas em Portugal. Nos EUA, consolidou a produção de jatos executivos na Flórida e reestruturou as operações de manutenção e suporte em Connecticut. "Queremos ser atraentes para os investidores", disse Gomes Neto. "Queremos crescer e ser muito rentáveis.

Gomes Neto também representa uma crescente diversidade de gestão. No passado, os executivos da Embraer eram principalmente da escola de engenharia de elite ITA, também localizada aqui, disse Mizusaki. Hoje, os não-engenheiros do C-Suite incluem o diretor financeiro Antonio Carlos Garcia, ex-executivo da ThyssenKrupp. Os membros do conselho não são mais apenas brasileiros com pouca experiência global na indústria aeroespacial, disse Mizusaki. Tem dois americanos, da Boeing e da GE Aviation, de olho em mercados como o asiático.

"A diversificação é fundamental", disse Gomes Neto. Ela “traz conhecimento diferenciado e relacionamento diferenciado para a empresa. Mais de 80% do faturamento que fazemos está fora do Brasil”.

A Ásia ocupa um lugar de destaque na busca da Embraer por novos mercados. A empresa planeja desenvolver uma aeronave turboélice no final da década de 2020 para rotas de curta distância que espera serem populares na região. Um turboélice pode decolar e pousar em pistas mais curtas e é mais eficiente em termos de combustível em distâncias curtas do que jatos.

Índia
Na Índia, a Embraer está em negociações para vender jatos regionais para a transportadora de baixo custo IndiGo. A nomeação de Pieter Elbers pela IndiGo como CEO em maio gerou especulações de que a companhia aérea indiana se tornará mais aberta ao uso de jatos da Embraer. Elbers foi o ex-CEO da transportadora nacional holandesa KLM, um grande cliente da Embraer.

"Claro que conheço Pieter muito bem. Claro que temos um bom relacionamento com Pieter porque ele era nosso cliente", disse Arjan Meijer, chefe de aviação comercial da Embraer, durante um recente evento de mídia. "Mas teremos que falar com a IndiGo, não apenas com Pieter, para o desenvolvimento de sua frota."

Outra companhia aérea indiana, a Star Air, é usuária do ERJ-145 de 50 lugares da Embraer e precisa de uma atualização. "Estamos em contato com potenciais clientes na Índia. Já temos nossas aeronaves operando na Índia", disse Gomes Neto. "A Índia pode ser um mercado importante para o nosso turboélice, bem como para o E2", acrescentou, referindo-se à principal família de jatos de passageiros que podem transportar entre 100 e 146 pessoas.

Vietnã e China
Em abril, a Embraer realizou uma demonstração de sua aeronave E190-E2 para companhias aéreas do Vietnã, incluindo a Bamboo Airways, uma companhia aérea de baixo custo que oferece acesso a resorts e pontos turísticos dentro do longo e estreito país. A Bamboo conta atualmente com cinco aeronaves Embraer da geração anterior.

A Embraer, no entanto, tem tido mais dificuldade em expandir na China, onde o governo de Pequim quer nutrir uma indústria aeroespacial doméstica como parte de sua política industrial "Made in China 2025", e é vista pressionando as companhias aéreas chinesas a comprar da COMAC, não da fornecedores estrangeiros.

A COMAC está expandindo sua família de aeronaves. Já estão em operação o jato regional ARJ21 com até 90 assentos e o jato de fuselagem estreita C919 maior com capacidade para 168. O jato widebody C929 para 280 passageiros está em desenvolvimento. A China pretende reduzir sua dependência da Airbus e da Boeing para o fornecimento de aeronaves comerciais ao ter seu próprio fabricante de aeronaves. O país poderia até desenvolver uma rede de instalações de vendas e serviços em todo o mundo em um impulso de exportação. Mas sem certificação da Europa ou dos EUA, as aeronaves da COMAC só podem ser usadas na China por enquanto.

A Embraer costumava produzir ERJ-145 de 50 lugares na China de 2003 a 2016, mas agora enfrenta desafios para vender ou produzir jatos lá.

"Na China, ainda estamos trabalhando para certificar o E2", disse Gomes Neto. Sem certificação, uma aeronave não pode voar no país.

A poderosa Mitsubishi (antiga Bombardier) tem foco na América do Norte
A japonesa Mitsubishi Heavy - a nova proprietária do programa de jatos regionais da Bombardier - está focada em vender na América do Norte e cética quanto à oportunidade na Ásia, onde aeronaves de fuselagem estreita maiores produzidas pela Boeing e Airbus são mais populares entre as companhias aéreas e empresas de leasing . Em parte, isso ocorre porque eles podem transportar mais pessoas entre as cidades densamente povoadas da Ásia. Eles também têm maior valor de revenda.

"As aeronaves regionais, abaixo de 100 assentos ou abaixo de 70 ou 80 assentos, realmente serão tão populares na Ásia quanto nos EUA? Talvez. Talvez não", disse Hiroaki Yamamoto, CEO do MHI RJ Aviation Group. Desde a aquisição do CRJ na divisão da Bombardier, a MHI RJ encerrou a produção, concentrando-se em fornecer suporte e serviços para as aeronaves em serviço.

Os EUA têm sido o maior mercado para jatos regionais. Tem muitas grandes cidades espalhadas por grandes distâncias e carece de infraestrutura ferroviária. O mercado dos EUA também foi apoiado por uma cláusula de escopo entre as principais companhias aéreas e seus sindicatos de pilotos, que limitava o tamanho das aeronaves que as companhias aéreas regionais podem operar. "Nos próximos três anos, não acreditamos que haverá uma mudança significativa" na cláusula de escopo, disse Meijer, da Embraer.

A Mitsubishi não tem pressa em retomar a produção de aeronaves, seja do antigo CRJ ou do seu próprio SpaceJet, em meio a um ambiente de negócios altamente incerto, incluindo a pandemia e a invasão russa da Ucrânia. "Se a situação for como hoje, realmente não sabemos o que vai acontecer. E a ciclicidade desse negócio já foi comprovada. Naturalmente, [as companhias aéreas] são um pouco tímidas" para fazer grandes investimentos, disse Yamamoto. "A escolha natural seria ficar com o produto existente pelo maior tempo possível."

A estratégia da Mitsubishi é manter e desenvolver a base de clientes da Bombardier e buscar uma parceria para o possível lançamento futuro de aeronaves de emissão zero, talvez movidas a hidrogênio.

"Eu não desisto de nada", disse Yamamoto sobre a atual participação de mercado da CRJ. "Farei qualquer coisa para permanecer no jogo e até ganhar participação de mercado, seja por meio de novos produtos ou melhoria da aeronave... ou melhores serviços de manutenção", disse ele.

Ambição global da Embraer
A Embraer também está desenvolvendo seus próprios aviões de emissão zero, mas é sua ambição global que a destaca. Embora a COMAC esteja limitada à China por enquanto e a Mitsubishi se concentre principalmente na América do Norte, ela está olhando para a Ásia e além. "Vendemos muitos produtos nos EUA, jatos comerciais e jatos executivos", disse Gomes Neto. "E queremos vender para a China também. Ambos são importantes mercados de aviação para a Embraer."

WEG entre as Melhores do ESG


*LRCA Defense Consulting - 27/06/2022

A WEG, referência global em equipamentos eletroeletrônicos, com foco em motores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização, ficou entre as classificadas no Prêmio Melhores do ESG da Exame, que reconhece as empresas de maior destaque por suas posturas socioambientais em 17 diferentes setores da economia.

Criado em 2000, com o nome de Guia EXAME de Boa Cidadania Corporativa, o Melhores do ESG é o principal guia sobre capitalismo consciente, mais humano e inclusivo, em direção a uma economia circular e colaborativa.

Para a seleção, as empresas passaram por um rigoroso processo de avaliação desenvolvido pela ABC Associados e seguido pelo time de jornalistas da EXAME. O Melhores do ESG considerou as principais práticas sociais, ambientais e de governança, além do comprometimento de empresas com o capitalismo de stakeholder no Brasil.

A WEG foi uma das três companhias destaque no setor de Bens de Capital e Eletroeletrônicos. A entrega do troféu aconteceu ontem, dia 23 de junho, em São Paulo, e foi recebido pelo Diretor de Sustentabilidade Hilton José da Veiga Faria.

junho 26, 2022

Empresas de armas, munições e esportes ao ar livre têm forte alta após decisão da Suprema Corte dos EUA

 

*LRCA Defense Consulting - 26/06/2022

Após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado uma lei de controle de armas do Estado de Nova York, as empresas fabricantes de armas leves americanas registraram fortes altas na quinta e na sexta-feira passadas. 

A Suprema Corte decidiu que a lei do Estado de Nova York - que proíbia as pessoas de obter uma permissão para portar uma arma publicamente (de maneira velada/oculta), a menos que demonstrassem uma necessidade especial - violou a Segunda e a Décima Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que dá a "cidadãos comuns e cumpridores da lei" o direito de portar armas publicamente. 

Essa foi a mais importante decisão desse tribunal sobre direitos relativos às armas em mais de uma década, sinalizando um resultado favorável para o setor em outras contendas que visem limitar o direito constitucional de o cidadão de bem americano portar armas.

As ações da Smith & Wesson Brands Inc. subiram mais de 25% nesses dois dias, enquanto as da Sturm Ruger & Co. apresentaram ganhos de 7,1%. Vale registrar que as ações da Sturm Ruger haviam caído 12,3% nos últimos três meses e as ações da Smith & Wesson haviam declinado 13,1%, enquanto o S&P 500 SPX caiu 14,9%.

No caso da S&W, a empresa também acabara de divulgar lucro no quarto trimestre fiscal, embora a receita tivesse caído 44% devido à moderação da demanda por armas de fogo em comparação com um aumento nas vendas de armas um ano atrás, causado por fatores "fora da curva", como eleições, pandemia e distúrbios civis.

Outras ações ligadas ao setor de armas leves, como as de munições e esportes ao ar livre (outdoor), também apresentaram expressivas altas: American: 13%; Vista Outdoor: 5,3%; Clarus Corp.: 6,8%; AMMO Inc.: 5,5%; Sportman's: 4,5%; Big 5: 6%.

Lei Bipartisan Safer Communities Act
Essa lei, aprovada ainda na sexta-feira pelo Congresso, é praticamente inócua no que diz respeito ao controle ou restrições de armas, haja vista que apenas fecha uma brecha de anos em uma legislação sobre violência doméstica – apelidada de “brecha do namorado” – que impede indivíduos que foram condenados por crimes de violência doméstica contra cônjuges, parceiros com quem compartilharam filhos ou parceiros com quem coabitaram, de ter armas. Estatutos antigos não incluíam parceiros íntimos que não podiam não viverem juntos, serem casados ​​ou terem filhos.

O projeto também inclui US$ 750 milhões para ajudar os estados a implementar e executar programas de intervenção em crises. O dinheiro pode ser usado para implementar e gerenciar programas de “bandeira vermelha” – que por meio de ordens judiciais podem impedir temporariamente que indivíduos em crise acessem armas de fogo – e para outros programas de intervenção em crises, como tribunais de saúde mental, tribunais de drogas e tribunais de veteranos.

No final das contas, trata-se mais de um "efeito cosmético" de natureza político-social, do que algo decisivo, sendo apenas uma resposta bipartidária ao clamor de parte da população americana (especialmente dos democratas) em face dos diversos episódios de tiroteios que aconteceram recentemente.

Assim, Biden e os democratas "mostram" que estão cumprindo suas promessas de campanha, enquanto os republicanos "evidenciam" que estão colaborando para "solucionar" os problemas ligados aos tiroteios, sendo que, na verdade, os direitos garantidos pela 2ª e pela 14ª Emenda à Constituição continuam intocáveis.

Para efeitos práticos, o que conta mesmo é a decisão histórica da Suprema Corte ratificando os direitos de os americanos portarem armas.



junho 25, 2022

A Petrobras poderá ter uma "privatização honrosa"?

Ações da Petrobras no Novo Mercado? Não afaste esta possibilidade

*LRCA Defense Consulting - 21/06/2022

Considerando a indiscutível importância estratégica da Petrobras para o Brasil e, logicamente, para o seu Setor de Defesa e Segurança, esta Consultoria resgata um artigo de abril de 2019, versando sobre uma possível "privatização honrosa" da empresa.

Marink Martins: Quer saber como a Petrobras será privatizada? Olhe para a Vale

*Money Times, por Marink Martins, do MyVOL e autor da newsletter Global Pass - 19/04/2019

“Ontem os acionistas da Petrobras (PETR3; PETR4) aprovaram uma reforma no estatuto social da empresa que permitirá à estatal vender as suas subsidiárias sem a necessidade do aval da assembleia. Com a mudança, a privatização das controladas passa a depender da aprovação somente do conselho de administração, dando agilidade ao processo.”

Já mencionei aqui que durante os anos entre 2015 e 2017 tive a oportunidade, representando a Corretora MyCAP, de promover diversos encontros entre o Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobras, e investidores institucionais domésticos.

Ao ler o comentário acima, penso como o Roberto parece estar de fato aproveitando o ambiente reformista presente no país para acelerar reformas necessárias ao crescimento da companhia.

Observe que o executivo passou anos atuando na área de relações com investidores da Vale (VALE3). Roberto foi o criador do Vale DAY – um modelo de interação com investidores estrangeiros que foi posteriormente imitado por diversas empresas brasileiras.

Ao falar sobre as perspectivas para Vale – foco das primeiras reuniões que organizei com o executivo – ele enfatizava o esforço de Murilo Ferreira (CEO da empresa) em retornar as operações da mineradora para sua área de expertise. Anos de preços elevados no minério fizeram com que a Vale perdesse o foco e se tornasse uma empresa bem menos eficiente. A gestão do já falecido Roger Agnelli foi marcada por excessos e idealizações transformacionais que muito contribuíram para um processo de “de-rating” nas ações da empresa.

Na Petrobras o processo não foi muito diferente. A vinda do Pré-Sal e a síndrome de vira-lata brasileira contribuíram para uma destruição de valor inimaginável para aqueles que sonhavam ver o Brasil como um membro da OPEP.

Core business e "privatização honrosa"
Hoje, Roberto Castello Branco, uma espécie de discípulo de Murillo Ferreira, busca fazer com a Petrobras justamente o que foi feito com a Vale – trazê-la de volta ao seu “core business” que é exploração e produção. O poder de se desfazer de ativos sem a necessidade de aval de assembleias de acionistas é o catalisador que faltava para que o processo transformacional transcorra de forma rápida e eficiente. É possível que a Petrobras, em um prazo de 3 anos, seja uma outra empresa, tendo a exploração do pré-sal como foco de forma análoga ao que a Vale fez com seu projeto S11D.

E aqui, cabe a seguinte pergunta: será que é possível vislumbrar um processo de reorganização societária na Petrobras que culmine em uma unificação entre ações ON e PN, com a empresa entrando no Novo Mercado da B3 de forma análoga ao que foi feito na Vale?

Antes que você rejeite esta possibilidade de bate-pronto, alegando perda de controle da União, pense que essa seria uma privatização honrosa, sem a necessidade de venda de ações. Para um executivo com a história de vida de Castello Branco, isso seria um sonho!!!

Carla Albano, executiva de RI da Vale que tanto trabalhou com Roberto por lá, e que esteve a frente de todo o processo de unificação das ações da Vale, acaba de integrar o time de RI da Petrobras.

E, para complementar, há indícios de uma eventual escassez de petróleo a partir de 2021. Eu falo um pouco sobre esse cenário no MyCAP Tendências Globais desta semana. Veja abaixo “A New Oil Order”:



Na Nigéria, Ministério da Defesa e Itamaraty promovem Base Industrial de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 25/06/2022

O Ministério da Defesa (MD), por intermédio da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), e a Embaixada do Brasil na Nigéria, organizaram o Brazil - Nigeria Aviation Security & Defense Trade Forum. O evento, que teve por objetivo aproximar ambos os países para cooperarem na área de aviação, segurança e defesa, ocorreu entre os dias 21 e 23 de junho, em Abuja, Nigéria.

Compareceram autoridades governamentais e representantes da iniciativa privada nigeriana, juntamente com os representantes do Ministério da Defesa Brasileiro e das empresas da Base Industrial de Defesa do Brasil: Embraer, Embraer Radar, Atech, Avibrás, Akaer, Condor e Iveco. Contou, também, com o apoio da Associação Brasileiras das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).

Projetos - No evento, o Gen Div R1 Luiz Antônio Duizit Brito, representando a Seprod, apresentou os projetos estratégicos das Forças Armadas brasileiras, entre eles o programa nuclear da Marinha Brasileira e o programa de construção de Fragatas, bem como as empresas brasileiras que dão suporte a esses programas. Apresentou, ainda, o programa de aquisição do carro de combate Guarani, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron) e o programa de lançamento de foguetes e mísseis.


Por último, apresentou os projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira, como o cargueiro KC-390 e o caça Gripen, assim como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese) e o programa de desenvolvimento da aeronave hipersônica. Em sua exposição, o General afirmou que o Brasil está pronto para receber as autoridades nigerianas a fim de conhecerem a Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo o Embaixador do Brasil na Nigéria, Ricardo Guerra de Araújo, as empresas brasileiras trouxeram soluções significativas para fortalecer a área de aviação, defesa e segurança nigerianas, cooperando para trocas comerciais e tecnológicas que podem ser pontes permanentes para aproximação dos dois países. Após a realização do evento, a comitiva brasileira realizou uma série de reuniões com as Forças Armadas Nigerianas, sendo também recebida pelo Comandante da Marinha Nigeriana.


Programa InovaNióbio é instituido e visa o desenvolvimento integral da cadeia produtiva do nióbio


*Agência Brasil - 24/06/2022

O Diário Oficial da União publica, nesta sexta-feira (24), portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) que institui, no âmbito do MCTI, o Programa InovaNióbio. O programa visa integrar e fortalecer ações governamentais para o desenvolvimento integral da cadeia produtiva do nióbio, por meio da promoção da inovação na indústria brasileira, a fim de dinamizar a economia, a especialização dos mercados e assegurar a autonomia tecnológica do país em setores de alta tecnologia.

De acordo com o documento, ele terá atuação nas áreas prioritárias e consiste em um instrumento para o desenvolvimento integral da cadeia produtiva do nióbio, com foco na etapa do uso e de aplicações de óxidos, metais, ligas em materiais e produtos de alta tecnologia.

O programa objetiva, entre outras ações, estruturar a governança e coordenar os esforços do Estado em pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, inovação e empreendedorismo na temática do nióbio; e promover o avanço e o fortalecimento científico, tecnológico, da inovação e do empreendedorismo nacional na cadeia produtiva do nióbio, com vistas à geração de riqueza, empregos e desenvolvimento nacional

Ele pretende ainda estimular o desenvolvimento e a transferência recíproca de conhecimento, de novas tecnologias e de modelos de negócios entre a academia e os setores público e privado, associados ao nióbio, com vistas à geração de riqueza, empregos e

junho 24, 2022

Embraer assina contrato firme para conversão de até 10 aeronaves cargueiras

Primeiro contrato firme para o P2F da Embraer ocorre após um acordo anunciado em maio com a Nordic Aviation Capital (NAC) para até 10 posições de conversão para E190F/E195F. Entregas começam em 2024. E-Jets cargueiros oferecem mais de 50% de capacidade de volume, três vezes a gama de turboélices de carga grande e custos operacionais até 30% menores do que os narrowbodies.


*LRCA Defense Consulting - 24/06/2022

A Embraer assinou um pedido firme para conversão até de 10 E-Jets em aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) com um cliente “não-divulgado”. As aeronaves virão da atual frota de E-Jets deste cliente, com entregas a partir de 2024.  Este é o primeiro contrato firme para a conversão de E-Jets, sendo o segundo acordo para esse tipo de operação. Em maio, a Embraer e a Nordic Aviation Capital (NAC) anunciaram um acordo para ter até 10 posições de conversão para os jatos E190F/E195F.

As conversões para cargueiros dos E-Jets da Embraer oferecem desempenho e economia superiores no segmento - os E-Jets cargueiros terão mais de 50% de capacidade de volume, três vezes mais alcance que grandes turboélices de carga e custos operacionais até 30% menores do que aeronaves narrowbodies.

Com mais de 1.600 E-Jets entregues pela Embraer em todo o mundo, os clientes P2F se beneficiarão de uma rede global de serviços madura e bem estabelecida, além de contar com um amplo portfólio de produtos já disponíveis para apoiar suas operações desde o primeiro dia.

As conversões para cargueiro serão realizadas nas instalações da Embraer no Brasil e incluem: porta de carga dianteira principal; sistema de movimentação de carga; reforço do piso; barreira de carga rígida (RCB, na sigla em inglês) – barreira 9G com porta de acesso; sistema de detecção de fumaça de carga (compartimento de carga do convés principal classe E); alterações no Sistema de Gestão do Ar (arrefecimento, pressurização, etc); remoção de interior e provisões para transporte de materiais perigosos.

Combinando os compartimentos de carga inferior e superior, a carga útil estrutural máxima é de 13.150 kg para o E190F e de 14.300 kg para o E195F. Considerando a densidade de carga típica do comércio eletrônico, os pesos e volumes líquidos também são impressionantes: o E190F pode lidar com uma carga útil de 10.700 kg (23.600 libras), enquanto o E195F tem uma carga útil de 12.300 kg (27.100 libras).

F-39 Gripen: Comandante da Aeronáutica recebe CEO da empresa Saab


*Agência Força Aérea, por Aspirante Eniele Santos - 22/06/2022

Desenvolvimento e futuro. Essas palavras definem o encontro entre o Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior e o CEO da empresa Saab, Micael Johansson, realizado nessa terça-feira (21/06), em Brasília (DF). Também estiveram presentes na visita o Diretor de Vendas Gripen, Mikael Franzén; e o Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, Brigadeiro do Ar Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues.

Durante a visita, realizada no Comando da Aeronáutica, o Tenente-Brigadeiro Baptista Junior enfatizou a relevância da parceria entre a Saab e a FAB, desde a escolha do Gripen no programa FX-2. Tal sinergia resultou em transferência de tecnologia para a indústria brasileira, para a Embraer e para demais empresas do setor. “A presença do CEO da Saab representa a importância que a empresa dá para essa parceria estratégica de longo tempo. Que continuemos evoluindo e pensando em novos produtos em prol do Brasil”, relatou o Comandante.

O encontro foi essencial para consolidar a cooperação firmada entre a FAB e a empresa sueca de Defesa e Segurança, uma vez que discutiram-se arcabouços de um novo contrato para a segunda fase do Projeto Gripen, o qual prevê a entrega de mais 26 aeronaves. Na ocasião, foram tratados temas como a arquitetura e os fatores básicos a serem estabelecidos nessa fase do Projeto.

Em sua visita, Micael Johansson parabenizou o país pelo trabalho desenvolvido pelos militares da FAB e destacou a importância do encontro não apenas para os negócios de hoje, como para os próximos produtos. “Foi uma conversa muito produtiva porque pudemos discutir assuntos essenciais para todos nós e também para a Força Aérea. Temos uma parceria excelente, e eu acredito que ela envolve indústria, defesa e estratégia, fornecendo subsídios para que juntos possamos construir um futuro baseado na força e na defesa aérea”, concluiu.

Sobre a Saab
A Saab é responsável pela criação de sistemas de defesa e segurança aeroespacial. A empresa sueca está no processo de fabricação de novos vetores da Força Aérea, o F-39 Gripen, e é conhecida por sua tradição na produção de aeronaves de caça desde a década de 1930. Os aviões que precederam o Gripen foram o Saab 29 Tunnan, o Saab 32 Lansen, o Saab 35 Draken e o Saab 37 Viggen. Os últimos modelos civis foram o Saab 340 e o Saab 2000.

junho 23, 2022

Com calibre 9mm, Taurus lançará no Brasil a consagrada pistola 1911 em três modelos

Taurus 1911: Government, Commander e Officer em calibre 9mm

*LRCA Defense Consulting - 22/06/2022

Recentemente, o CEO Global da Taurus Armas, Salesio Nuhs, anunciou que a empresa lançará, no mercado brasileiro, os três modelos da sua consagrada pistola 1911 também no calibre 9mm.

Os novos lançamentos estão sendo possíveis pelo fato de o Brasil contar agora com organismos certificadores privados, o que faz a Taurus poder certificar dois novos produtos por semana, em contraste com os cerca de oito por ano anteriormente. Com isso, a empresa pode corresponder, com oportunidade, às expectativas e desejos de seus consumidores brasileiros em dispor desses tipos de pistolas, tal como já acontece com os consumidores americanos.

Os três lançamentos - 1911 Government 9mm, 1911 Commander 9mm e 1911 Officer 9mm - estão previstos para o mês de julho próximo, com pré-lançamento nas lojas Platinum ainda em junho, tornando mais completo o portfólio de armas oferecido ao consumidor brasileiro, como já acontecia com os americanos.
 
Lembrando ainda que, no final deste mês ou no início de julho, haverá também o lançamento da inovadora pistola GX4 GRAF, a primeira arma do mundo a ter o grafeno em sua composição. 

Confira abaixo os três modelos da pistola 1911 no calibre 9mm:

1911 Government
No padrão com o qual todas as pistolas 1911 são comparadas, a Taurus 1911 9mm Government  oferece o modelo mais preciso e repleto de recursos do mercado hoje. Agora disponível em 9 mm, esta tradicional arma de fogo agressiva e sólida está pronta para ser usada imediatamente. 

Taurus 1911 Government - a 1911 padrão

Especificações técnicas
- Capacidade: 9+1 tiros
- Tipo de ação: Ação única
- Calibre: 9 mm (9 x 19)
- Altura: 5,80"
- Largura: 1,50"
- Peso: 1,19kg
- Comprimento do cano: 5,00"
- Comprimento total: 8,60"
- Miras frontal e traseira: Novak Drift ajustável
- Segurança: Bloco de pino de disparo, Segurança do Punho, Segurança Manual

1911 Commander
Com sua capacidade de 9 rodadas e cano de 4,2”, a Taurus 1911 9mm Commander tem um perfil mais curto do que os tradicionais 1911s de tamanho normal, mas mantém uma aderência de tamanho normal, proporcionando uma empunhadura positiva. Perfeita para transporte, autodefesa ou uso doméstico, a Commander apresenta um acabamento monocromático preto sobre preto, miras dianteira e traseira de deriva ajustáveis ​​Novak, alças pretas quadriculadas e cauda de castor estendida que oferece tiro confortável com ótimo controle. A Commander é facilmente personalizada, pois é construída com componentes padrão da indústria.

Taurus 1911 9MM Commander

Especificações técnicas

- Capacidade: 9+1 tiros
- Tipo de ação: Ação única
- Calibre: 9 mm (9 x 19)
- Altura: 5,80"
- Largura: 1,30"
- Peso: 1,07kg
- Comprimento do cano: 4,90"
- Comprimento total: 7,90"
- Miras frontal e traseira: Novak Drift ajustável
- Segurança: Bloco de pino de disparo, Segurança do Punho, Segurança Manual

1911 Officer
Com cano de 3,5”, a Taurus 1911 9mm Officer é uma arma própria para proteção pessoal ou uso como backup. Com capacidade de 8 + 1 tiros, a pistola é compacta e ocultável. O cano de 3,5" é o mais curto da linha Taurus 1911, com um comprimento total de 7,2", tornando-a uma companheira perfeita para transporte velado, autodefesa ou uso doméstico. A Officer apresenta um discreto acabamento em preto sobre preto, miras dianteiras e traseiras de deriva ajustáveis Novak e punhos pretos xadrez.

Taurus 1911 9MM Officer - a 1911 compacta
Especificações técnicas
- Capacidade: 8+1 tiros
- Tipo de ação: Ação única
- Calibre: 9 mm (9 x 19)
- Altura: 5,07"
- Largura: 1,30"
- Peso: 963,88g
- Comprimento do cano: 3,5"
- Comprimento total: 7,20"
- Miras frontal e traseira: Novak Drift ajustável
- Segurança: Bloco de pino de disparo, Segurança do Punho, Segurança Manual

EUA: Suprema Corte derruba lei de NY que restringe porte oculto de armas

Sumprema Corte dos EUA - Imagens de Drew Angerer/Getty

*NPR, por Nina Totenberg - 23/06/2022

A Suprema Corte dos EUA, em uma decisão de cunho ideológico, decidiu, por 6 votos a 3, que as restrições de Nova York ao porte oculto de armas de fogo em público violam a Segunda Emenda. A decisão, escrita pelo juiz Clarence Thomas, invalida a exigência do estado de que as pessoas mostrem "justa causa" para obter licenças de porte público.

Escrevendo para a maioria conservadora, o juiz Thomas disse: "O exercício de outros direitos constitucionais não exige que os indivíduos demonstrem aos funcionários do governo alguma necessidade especial. O direito da Segunda Emenda de portar armas em público para autodefesa não é diferente. - a exigência de causa viola a Décima Quarta Emenda ao impedir que cidadãos cumpridores da lei com necessidades comuns de autodefesa exerçam seu direito de manter e portar armas em público."

Em discordância, o juiz Stephen Breyer, escrevendo para os liberais da corte, disse: "Ao aplicar essa abordagem à lei de Nova York, a Corte falha em identificar e analisar corretamente os fatos históricos relevantes relativos ao transporte público de armas de fogo. Pode o Tribunal concluir que a lei de Nova York não é "consistente com a tradição histórica da nação de regulamentação de armas de fogo".

Em uma opinião concordante, o juiz conservador Samuel Alito disse que as restrições de Nova York não conseguiram impedir o tiroteio em massa em Buffalo.

"[Como] a dissidência explica o fato de que um dos tiroteios em massa perto do topo de sua lista ocorreu em Buffalo?" ele escreveu. "A lei de Nova York em questão neste caso obviamente não impediu esse perpetrador."

Juízes Brett Kavanaugh escreveu uma opinião concorrente separada. A opinião do juiz Kavanaugh delineou o que a decisão do tribunal faz e não faz.

"A decisão do Tribunal não proíbe os Estados de impor requisitos de licenciamento para o porte de uma arma para autodefesa. Em particular, a decisão do Tribunal não afeta os regimes de licenciamento existentes - conhecidos como regimes de "emissão" - que são empregados em 43 Estados ", escreveu ele no parecer em que se juntou ao presidente da Justiça John Roberts.

"A decisão do Tribunal aborda apenas os regimes de licenciamento discricionários incomuns, conhecidos como regimes 'pode emitir', que são empregados por seis Estados, incluindo Nova York."

Essas jurisdições incluem Califórnia, Havaí, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey e Washington, DC. Cerca de 80 milhões de pessoas vivem nesses estados. De fato, somente Nova York, Califórnia e Nova Jersey representam um quinto da população dos EUA. De fato, só no condado de Los Angeles, que tem uma população de mais de 10 milhões de pessoas, as estimativas são de que cerca de 800.000 pessoas agora obterão licenças de transporte, em oposição a menos de 500 hoje.

Ao mesmo tempo, 25 estados atualmente permitem que as pessoas carreguem armas sem qualquer permissão. A maioria dessas leis foi promulgada na última década e algumas foram aprovadas nos últimos dois anos, incluindo leis em Ohio e Geórgia.

Kavanaugh escreveu que o "regime de emissão de exceções de Nova York é constitucionalmente problemático porque concede discrição aberta aos funcionários de licenciamento e autoriza licenças apenas para os candidatos que podem mostrar alguma necessidade especial além da autodefesa".

E acrescentou: "No futuro... os 43 Estados que empregam regimes objetivos de licenciamento de porte de armas para autodefesa podem continuar a fazê-lo. Da mesma forma, os seis Estados, incluindo Nova York, potencialmente afetados pela decisão de hoje podem continuar exigir licenças para porte de armas curtas para autodefesa, desde que esses Estados empreguem requisitos objetivos de licenciamento como os usados ​​pelos 43 Estados."

Primeira grande decisão do tribunal sobre armas desde 2008
A decisão foi a primeira grande decisão do tribunal sobre armas desde 2008, quando os juízes declararam pela primeira vez que o direito de portar armas da Segunda Emenda garante aos indivíduos o direito de manter uma arma em casa para autodefesa. Ele vem contra o pano de fundo de tiroteios em massa em Buffalo e Uvalde, Texas, e tentativas do Congresso de encontrar um acordo sobre a legislação que poderia impedir tais ataques.

Reação democrata
A reação [democrata] à decisão foi rápida.

O presidente Biden disse estar "profundamente decepcionado" com a decisão, que disse "contradizer tanto o bom senso quanto a Constituição". Biden disse que continuará buscando ações executivas para combater a violência armada e pediu aos estados que continuem a aprovar e aplicar leis para proteger contra a violência armada.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, chamou a decisão de "chocante, absolutamente chocante".

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