*LRCA Defense Consulting - 07/02/2024
A Taurus Holdings Inc. se juntou à Second Amendment Foundation (SAF) como parceira corporativa no nível Platinum.
“Estamos orgulhosos de unir forças com a Second Amendment Foundation como patrocinador corporativo”, disse Bret Vorhees, presidente e CEO da Taurus Holdings Inc. e aliado dos proprietários de armas americanos. "Ao apoiá-los, reafirmamos a nossa dedicação à Segunda Emenda, tanto em princípio como na prática.”
Fundada em 1982, a Taurus Holdings Inc. é uma holding com sede na Geórgia que possui algumas das marcas de armas de fogo mais robustas atualmente disponíveis no mercado dos EUA. O slogan da empresa é “Compromisso com a Excelência” e é propriedade da famosa empresa brasileira de capital aberto Taurus Armas S.A. A Taurus não apenas fabrica as armas de fogo pelas quais é legitimamente famosa, mas também uma incrível variedade de produtos industriais e de consumo distribuídos globalmente.
“Estamos orgulhosos de ter a Taurus se juntando à nossa luta para defender, garantir e restaurar nossas liberdades da Segunda Emenda”, disse o Diretor Executivo da SAF, Adam Kraut. “Só em 2023, a SAF obteve uma dúzia de vitórias nos Estados Unidos, e é por causa de empresas como a Taurus e seu apoio sem remorso à SAF que podemos continuar nossa missão de conquistar a liberdade para as armas de fogo, um processo por vez.”
Desde a sua criação em 1974, a SAF esteve envolvida em mais de 260 processos judiciais em todo o país e litigou – e ganhou – casos nos mais altos níveis do sistema judicial americano. A organização tem agora 58 casos ativos nos EUA, todos com o objetivo de proteger o direito dos americanos de manter e portar armas.
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08 fevereiro, 2024
EUA: Taurus une forças com a SAF como parceira corporativa Platinum
11 setembro, 2022
EUA: maior pesquisa de todos os tempos com proprietários de armas descobre que o uso defensivo de armas de fogo é comum
Os resultados também confirmam que os carregadores de “armas de assalto” e de “grande capacidade” são amplamente utilizados para fins lícitos.
*Reason - 09/09/2022
A maior e mais abrangente pesquisa de proprietários de armas americanas já realizada sugere que eles usam armas de fogo em autodefesa cerca de 1,7 milhão de vezes por ano. Também confirma que fuzis e carregadores estilo AR-15 com mais de 10 cartuchos, alvos frequentes da legislação de controle de armas, são de uso comum para fins legais, o que a Suprema Corte disse ser o teste para armas cobertas pela Segunda Emenda.
A pesquisa online, realizada pela Centiment em fevereiro e março de 2021, foi baseada em uma amostra representativa de cerca de 54.000 adultos, 16.708 dos quais eram proprietários de armas. O economista político da Universidade de Georgetown, William English, que encomendou a pesquisa como parte de um projeto de livro, apresenta suas principais descobertas em um artigo recente disponível na Rede de Pesquisa em Ciências Sociais.
A taxa geral de posse de armas por adultos estimada pela pesquisa, 32%, é consistente com pesquisas recentes da Gallup e do Pew Research Center. Assim como a descoberta de que a taxa varia entre grupos raciais e étnicos: foi de cerca de 25% entre os afro-americanos, 28% entre os hispânicos, 19% entre os asiáticos e 34% entre os brancos. Os homens representavam cerca de 58% dos proprietários de armas.
Por causa da amostra excepcionalmente grande, a pesquisa foi capaz de produzir estimativas específicas do estado que são mais confiáveis do que as estimativas anteriores. As taxas de posse de armas variaram de cerca de 16% em Massachusetts e Havaí a mais de 50% em Idaho e West Virginia.
Os resultados da pesquisa indicam que os americanos possuem cerca de 415 milhões de armas de fogo, incluindo 171 milhões de armas curtas (revólveres e pistolas), 146 milhões de fuzis e 98 milhões de espingardas. Cerca de 30 por cento dos entrevistados relataram que já possuíam AR-15 ou fuzis semelhantes, que são classificados como "armas de assalto" sob várias leis estaduais e em uma proposta de proibição federal. Essa legislação também geralmente impõe um limite na capacidade do carregador, normalmente 10 rodadas. Quase metade dos entrevistados (48%) disse que já possuía carregadores que podem conter mais de 10 rodadas.
Esses resultados sublinham os desafios práticos que os legisladores enfrentam quando tentam eliminar o que chamam de "armas de assalto" ou carregadores de "grande capacidade". A pesquisa sugere que até 44 milhões de fuzis estilo AR-15 e até 542 milhões de carregadores com capacidades superiores a 10 tiros já estão em circulação.
Essas são estimativas de limite superior, uma vez que as pessoas que relataram ter possuído tais fuzis ou carregadores podem tê-los vendido posteriormente. Mas mesmo permitindo uma contagem dupla, esses números sugerem quão irrealista é supor que as proibições terão um impacto significativo no uso criminoso dos produtos visados. Ao mesmo tempo, a propriedade generalizada desses produtos por americanos cumpridores da lei torna as proibições vulneráveis a desafios constitucionais.
Dois terços dos entrevistados que relataram possuir fuzis estilo AR-15 disseram que os usaram para tiro ao alvo recreativo, enquanto metade mencionou caça e um terço mencionou tiro competitivo. Sessenta e dois por cento disseram que usavam esses fuzis para defesa doméstica e 35 por cento citaram a defesa fora de casa. No entanto, os políticos que querem proibir esses fuzis insistem que eles não servem para nada além de assassinato em massa.
Donos de carregadores de "grande capacidade" também citaram uma variedade de usos legais. O tiro ao alvo recreativo (64%) foi o mais comum, seguido por defesa em casa (62%), caça (47%), defesa fora de casa (42%) e tiro competitivo (27%).
Políticos que defendem um limite de 10 tiros argumentam que ninguém, exceto criminosos e policiais, realmente precisa de um pente maior. No entanto, os entrevistados descreveram várias situações, com base em suas experiências pessoais, em que "seria útil, para fins defensivos, ter uma arma de fogo com capacidade de carregador superior a 10 tiros". Estes variaram de assaltos e invasões de casas por vários agressores a encontros com animais selvagens.
Talvez esses proprietários de armas estivessem errados ao pensar que a capacidade de disparar mais de 10 rodadas sem recarregar seria importante nessas situações. Mas, a julgar pelas respostas que English cita, eles tinham razões convincentes para acreditar nisso. Proibições de carregadores de "grande capacidade" rotineiramente isentam policiais da ativa e aposentados, com base na teoria de que eles são especialmente propensos a enfrentar ameaças (como vários assaltantes) que podem exigir mais de 10 rodadas. É forçar a credulidade sugerir que os cidadãos comuns nunca enfrentam tais ameaças, e esta pesquisa fornece mais motivos para duvidar dessa suposição.
Trinta e um por cento (31%) dos proprietários de armas disseram ter usado uma arma de fogo para se defender ou defender sua propriedade, muitas vezes em várias ocasiões. Como em pesquisas anteriores , a grande maioria desses incidentes (82%) não envolveu o disparo de uma arma, muito menos ferir ou matar um agressor. Em mais de quatro quintos dos casos, os entrevistados relataram que brandir ou mencionar uma arma de fogo foi suficiente para eliminar a ameaça.
Essa realidade ajuda a explicar a grande divergência nas estimativas de uso de armas defensivas. Os autorrelatos de proprietários de armas podem não ser totalmente confiáveis, pois podem ser exagerados, equivocados ou desonestos. Mas limitar a análise a casos em que um agressor foi ferido ou morto, ou a incidentes que foram cobertos por jornais ou relatados à polícia, tende a ignorar encontros muito mais comuns com resultados menos dramáticos.
Cerca de metade dos usos defensivos de armas identificados pela pesquisa envolveram mais de um agressor. Quatro quintos ocorreram dentro da casa do dono da arma ou em sua propriedade, enquanto 9% aconteceram em local público e 3% aconteceram no trabalho. As armas de fogo mais utilizadas foram armas curtas (66 por cento), seguidas por espingardas (21 por cento) e fuzis (13 por cento).
Com base no número de incidentes relatados por proprietários de armas, English estima que "as armas são usadas defensivamente por proprietários de armas de fogo em aproximadamente 1,67 milhão de incidentes por ano". Esse número não inclui casos em que as pessoas se defenderam com armas de outros, o que pode ajudar a explicar por que o número de English é menor do que uma estimativa anterior dos criminologistas Gary Kleck e Marc Gertz da Universidade Estadual da Flórida. Com base em uma pesquisa telefônica de 1993 com uma amostra substancialmente menor, Kleck e Gertz estimam o número anual em mais de 2 milhões.
Embora menos de um em cada 10 dos usos de armas defensivos identificados pela pesquisa de English tenham ocorrido em locais públicos, a maioria dos entrevistados (56%) disse que carregava armas curtas para autodefesa. Mais de um terço (35%) disse que o fazia “às vezes”, “frequentemente” ou “sempre ou quase sempre”. Aproximadamente a mesma porcentagem relatou que desejava portar armas curtas em circunstâncias em que as regras locais o proibissem.
Na época da pesquisa, a capacidade de portar armas curtas em público variava amplamente entre as jurisdições. Alguns estados tinham leis altamente restritivas que davam às autoridades locais ampla liberdade para rejeitar pedidos de permissão de porte, uma política que a Suprema Corte recentemente considerou inconstitucional. Mesmo depois dessa decisão, alguns estados planejam impor requisitos de licenciamento e/ou restrições de localização que dificultam o porte de armas curtas para autodefesa. Dependendo de sua perspectiva, os resultados desta pesquisa demonstram a sabedoria ou a injustiça dessa estratégia.
A pesquisa de English também perguntou sobre incidentes em que os entrevistados acreditavam que a presença visível de uma arma havia neutralizado uma ameaça potencialmente violenta. Ele diz que essa categoria incluiria, por exemplo, "uma situação em que um cliente combativo se acalmou ao perceber que o dono da loja estava com uma arma no quadril, ou uma situação em que um invasor saiu cooperativamente de uma propriedade quando questionado por um proprietário de terras que tinha um fuzil pendurado no ombro, ou uma situação em que um amigo apareceu com uma arma de fogo para ajudar a [desarmar] uma situação perigosa".
Quase um terço dos proprietários de armas relataram tais incidentes, e alguns disseram que os testemunharam mais de uma vez. English diz que os resultados implicam "aproximadamente 1,5 milhão de incidentes por ano em que a presença de uma arma de fogo dissuadiu o crime". Essa estimativa, é claro, depende das impressões subjetivas dos entrevistados, por isso é provavelmente menos confiável do que a estimativa de usos defensivos explícitos, que por si só está aberta às perguntas usuais sobre a precisão das interpretações e lembranças dos entrevistados. Mas, mesmo com a medida apropriada de sal, os resultados sugerem que estudos concorrentes podem subestimar grosseiramente o valor defensivo das armas.
27 junho, 2022
Taurus pode ter aumento de demanda e manter a lucratividade dos últimos anos?
*LRCA Defense Consulting - 27/06/2022
Alguns analistas têm questionado a capacidade de a Taurus Armas aumentar a demanda por seus produtos e, assim, manter a alta lucratividade que tem obtido nos últimos anos. Tais análises se baseiam na possibilidade de o Presidente Biden impor medidas restritivas às armas, na queda do número NICS (intenções de compra) nos EUA (para onde a empresa destina quase 80% de suas produtos), na performance apenas razoável de suas concorrentes americanas Smith & Wesson e Ruger, assim como também na capacidade de o restante do mercado internacional absorver uma suposta queda nos EUA.
Com relação à possibilidade de o Presidente Biden e o Partido Democrata conseguirem aprovar leis mais rígidas que restrinjam de forma significativa o direito constitucional de os americanos de bem portarem armas, a matéria publicada ontem por esta editoria esclarece o problema: "Empresas de armas, munições e esportes ao ar livre têm forte alta após decisão da Suprema Corte dos EUA".
Os demais itens serão tratados a seguir.
Performance da Taurus é superior à das concorrentes americanas
Nos
Estados Unidos, a Taurus é vista como uma legítima empresa americana,
já que tem fábrica no país há 40 anos, é a quarta marca de armas mais
vendida e a primeira mais importada lá, com esse país absorvendo cerca
de 80% das vendas atuais da unidade brasileira.
Além de continuar
firme em terras americanas, onde está mantendo seu nível de vendas e
performando melhor que a concorrência, a empresa teve um aumento de 80%
na quantidade de armas vendidas para o resto do mundo
(desconsiderando-se o Brasil e os EUA).
A nova fábrica na Georgia seguiu, no decorrer desses últimos 12 meses, o seu processo de ramp up
com sucesso maior que o previsto. Com capacidade instalada original
estimada em 800 mil unidades/ano, a unidade produziu 216 mil armas no
1T22, volume 23,5% superior ao apurado no 1T21, totalizando 909 mil
unidades produzidas nos últimos 12 meses. O complexo industrial tem
ainda de cerca de 60% de sua área disponível, com espaço para ampliação
da capacidade a partir de novos investimentos.
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| Taurus USA |
Em termos
de vendas totais, foram 517 mil unidades de armas vendidas pela Taurus
no 1T22, volume 3,8% superior ao registrado no 1T21. O fato é
importante, pois em 2021, o mercado americano ainda estava sob o efeito
da alta demanda "fora da curva".
Além de ter o menor custo de
produção do mundo e um dos mais eficientes sistemas de vendas e de
distribuição, a Taurus está apresentando uma performance superior às
suas principais concorrentes, tanto em vendas - já que passou a se
constituir na maior vendedora de armas leves do mundo em 2021, como em
suas margens, haja vista que sua margem EBITDA é igual ou até superior à
margem bruta de muitas delas.
A multinacional gaúcha está hoje
focada em manter o forte desempenho operacional que tem apresentado em
seus balanços nos últimos anos. Assim, para se adequar ao perfil de
mercado atual, a empresa está ampliando a produção de revólveres, arma
que se constitui em um produto clássico no qual é líder de produção no
mundo. Diferente do segmento de pistolas, cuja demanda aumentou muito
nos últimos dois anos e agora começa a se estabilizar, o revólver conta
com um mercado mais estável, especialmente nos Estados Unidos.
Por
ter previsto esse movimento ainda quando o mercado americano de armas
estava superaquecido, a Taurus investiu forte em novas máquinas e no
treinamento/formação de recursos humanos envolvidos com o projeto
chamado internamente de "Excelência Revólver", automatizando operações,
racionalizando processos, diminuindo custos e otimizando seu sistema de
vendas.
Tal estratégia se mostrou um grande sucesso e já está
fazendo diferença nos resultados da empresa, haja vista que as margens
da Linha Revólver, que eram cerca da metade das demais armas, agora
estão praticamente iguais. Com isso, a companhia ganha em lucratividade.
Em
2022, além dinamizar ainda mais o esforço de vendas nos
EUA e em outros países de alto potencial, o foco da empresa é realizar o lançamento de produtos que tragam
ainda melhores margens, visando atingir ou reforçar nichos específicos
de mercado, contando também com tecnologias de ponta, como a inserção de
grafeno e, inclusive, com o chamado "revólver mais barato do mundo".
O "novo normal" do mercado americano não é tão normal assim
Nos
EUA, a intenção de compras de armas medida pelo número NICS ajustado de maio deste ano foi a 3º maior da história para o mês, o que mostra que a demanda
por armas de fogo é constante e sustentada, embora abaixo dos totais de
pico de 2020 e 2021, anos totalmente atípicos.
O número de maio (ajustado), continuou a sequência de mais de 1
milhão de verificações de antecedentes para a venda de uma arma de fogo
ao longo de 34 meses, demonstrando que os consumidores americanos continuam buscando esse produto em níveis elevados. Com
essa longa sequência de meses nesse patamar, analistas americanos do
setor acreditam que ele tenha
passado a se constituir no "novo normal" para o mercado de armas de fogo
dos EUA.
No 1T22, mesmo com o NICS variando em -23,8%, as vendas
da Taurus nesse país se mantiveram praticamente no mesmo nível do 1T21.
Como 2021 foi um período atípico, caracterizado por uma demanda "fora
da curva", a performance do empresa no 1T22 evidenciou e caracterizou
uma maior presença da marca brasileira/americana no maior mercado
consumidor de armas leves, contrariando as oscilações verificadas no
NICS e, também, a baixa performance de suas concorrentes locais.
Outro fator relevante a considerar foi que, em 2021, 8,5
milhões de americanos adquiriram sua primeira arma e a tendência é que
estes mostrem comportamento semelhante aos demais consumidores locais,
ou seja, que continuem comprando mais armas depois da primeira. Além
disso, as intenções de compra de 2022 já são 26% maiores do que os dois
anos pré-pandemia. Para tais consumidores, o custo mais acessível das "armas de entrada" da Taurus, como a pistola G2c e o revólver 856, são a opção mais interessante.
Armas longas
No maior mercado do mundo para armas
leves (pistolas, revólveres, submetralhadoras e fuzis), as armas longas (fuzis, carabinas e
rifles) representam cerca de 40% do total, tornando-se um atrativo para
qualquer grande empresa mundial do setor.
Até
o ano de 2020, a Taurus não manifestava a intenção de entrar nesse
mercado, haja vista que produzia apenas um modelo de fuzil e este ainda não estava consolidado
internacionalmente. Além disso, todas as grandes empresas americanas do
setor, além de centenas de outras pequenas, fabricam uma versão do
AR-15/M4.
Com o reconhecimento internacional de seus fuzis obtido nos últimos dois anos, com o desenvolvimento de várias versões do T4 (em tamanhos de cano e calibres), do recente T10 no calibre 7,62 x 51mm e de um rifle de ferrolho (bolt action), a empresa redefiniu sua estratégia e, pelo visto, partirá para o ataque nos EUA. Segundo CEO Global, Salesio Nuhs, a empresa pretende concretizar esse novo e importante passo tendo, como carros-chefes iniciais, o novo rifle de ferrolho e as carabinas lever action (ação por alavanca), sendo que estas já têm uma fatia de mercado de cerca de 4% nos EUA com as carabinas Puma.
As altas margens da empresa, devidas a um custo de produção
significativamente menor, permitem que possa ser bastante agressiva,
tanto em licitações para o mercado de Law Enforcement (órgãos de
segurança americanos), onde ainda não está presente, como para a venda de
grandes lotes ao mercado civil.
A propósito, a fábrica de armas longas
merecerá uma ampliação própria, haja vista a nova estratégia nos EUA e,
também, à possibilidade de vir a fornecer fuzis para o imenso mercado
asiático.
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| Fuzil T4 .300 MLOCK |
Ásia, África e Oriente Médio ampliam a diversificação geográfica das vendas
Em
mais uma antecipação à normalização da demanda nos EUA (mesmo que em
patamares muito mais altos ao período pré-pandemia), a multinacional
brasileira continua ampliando a diversificação geográfica de suas
vendas, conquistando novos mercados e passando a ter posição de
proeminência em outros com grande potencial e/ou com expressivo
crescimento.
Dentro dessa estratégia, a Ásia assume importância
capital para a empresa, haja vista que alguns de seus países estão entre
os que mais crescem no mundo. Além disso, é a região que possui o maior
adensamento populacional do planeta e onde os mercados civil, militar,
policial, paramilitar e de segurança privada estão entre os mais
promissores, haja vista que, via de regra, dispõem de armamentos de
muitas origens e, em vários casos, parcialmente obsoletos.
Com
esse foco, a empresa já tem uma fábrica na Índia, que deve iniciar suas operações
em 2022, contando ainda com a perspectiva paralela de vencer a
licitação fast track (regime de urgência) para fornecer em torno
de 94 mil fuzis T4 5.56mm ao Exército Indiano, além da possibilidade de
concorrer com êxito em uma licitação maior de 350 mil fuzis T4 para essa
Força Armada. Há ainda licitações menores em curso, envolvendo forças
paramilitares e policiais interessadas em armamentos da Taurus.
A
"vizinha" República das Filipinas é outro dos países asiáticos onde a
empresa brasileira tem sucesso, já tendo vendido quase 30 mil pistolas
TS9 para a Polícia Nacional e mais de 13 mil fuzis T4 para o Exército do
país.
Ainda
na Ásia, a empresa está direcionando seus esforços atuais de vendas
para dois outros países muito promissores e que poderão anunciar novidades
ainda em 2022: a República Popular do Bangladesh (um antigo cliente) e o Nepal, também
vizinhos da Índia, o que facilitaria futuros negócios.
Por outro lado, desde o final de 2021, a
estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira
passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e
Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão
com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da
China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente o
Egito e a Tunísia.
Em maio de 2020, a Taurus Armas realizou a
venda de 1 mil fuzis modelo T4 e 200 submetralhadoras para as forças de
segurança do Senegal (Gendarmerie Nationale Sénégalaise). A entidade já
utilizava as pistolas Taurus e passou a contar também com o Fuzil T4 e
com a submetralhadora SMT no calibre 9mm.
Em meados de 2021, o
fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm foram
aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela
Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malásia). Os testes abordaram:
precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e
funcionalidade. Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre
caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora
SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com
plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região
asiática".
Em julho de 2021, a empresa vendeu 4 mil pistolas TS9
calibre 9mm para a Polícia Nacional e Força de Segurança do Líbano. A
ISF possui um efetivo de mais de 40 mil policiais. A Taurus foi
escolhida para o fornecimento do armamento em licitação
internacional aberta, em meio a importantes concorrentes mundiais.
Em setembro de 2021, a Taurus Armas realizou uma venda de armamentos para um país da África Subsaariana, cujo nome não pode ser divulgado por questões de contrato, ampliando a atuação da companhia no mercado dessa região. A nova aquisição pela Força Policial desse país contempla 3.650 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 3.500 pistolas 9mm PT 92. Em junho de 2021, a Taurus havia realizado a venda de outras 1.850 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 550 unidades da pistola 9mm PT92 para as Forças Armadas deste mesmo país. Em consequência, o total de armas vendidas para esse país da África Subsaariana é de 5.500 fuzis T4 e de 4.050 pistolas PT92.
Atualmente, o fuzil Taurus T4 participa de uma licitação no Egito, para a venda de 2.000 unidades dessa arma.
Novos lançamentos para ocupar nichos no mercado internacional
Além
desse esforço em outros países para aumentar a diversificação de suas
vendas, a Taurus está preparando o lançamento de uma nova gama de fuzis
em vários
calibres e tamanhos de cano, de uma submetralhadora compacta e de um
rifle de ferrolho para ocupar importantes nichos mercadológicos
mundiais, como foi o caso do fuzil T4 .300 MLOCK e como será, ainda em
2022, do fuzil T4 em 7,62x39mm, do fuzil T10 em 7,62x51mm e da carabina CTT9c Executive Grade (remove a coronha e vira uma pistola), além de uma nova e atrativa gama de revólveres em diversos modelos e/ou calibres.
É importante ressaltar que o foco da empresa, nos EUA e no resto do mundo, é o mercado de armas civis, pois é neste que obtém as melhores margens, sendo o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de armas. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.
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| Pistola TS9 e fuzil T4 |
Uma equipe ímpar
A grande equipe que vem transformando a história da Taurus Armas desde 2018, sob a liderança do CEO Global Salesio Nuhs, caracteriza-se pela competência, pelo dinamismo e, principalmente, pela visão de futuro que possui, haja vista que empreendeu um verdadeiro turnaround "de livro" na empresa, levando-a de uma situação difícil à posição de maior vendedora mundial de armamento leve em 2021. E isso não seria conseguido se seus produtos não evidenciassem qualidade e tecnologia.
Servindo-se das informações coletadas e analisadas por um robusto sistema de inteligência de mercado e do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), o staff diretivo tem conseguido antecipar fatos e tendências, indo ao encontro dos desejos/necessidades dos clientes e realizando/executando planejamentos de curto, médio e longo prazos para se adequar às muitas variáveis do mercado e à visão de futuro da empresa.
Além de uma mentalidade de alta produtividade, tecnologia, economia de custos e primorosa qualidade, presente hoje desde o CEO até o funcionário mais simples, é de se ressaltar ainda o dinamismo das equipes de vendas nacional e internacional, trabalhando dia e noite na conquista de novos clientes e na manutenção dos atuais.
Rumo ao futuro
O sucesso crescente do fuzil T4 e da Pistola TS9 entre
forças armadas e policiais mundiais - especialmente da Ásia, da África e
do Oriente Médio (onde há outras boas possibilidades de vendas) - pode
fazer com que a Taurus tenha que replanejar sua estratégia de produção
da armas, pelo menos enquanto a ampliação na unidade brasileira e a
fábrica da Índia não estiverem plenamente operacionais, haja vista que
eventuais pedidos de grandes proporções terão que ter o suporte fabril
necessário. Neste cenário, é possível
que a empresa já possa estar estudando uma solução mais próxima, seja por
meio de uma aquisição estratégica, seja pela formação de uma nova joint venture internacional.
Para concluir e responder à pergunta-título desta matéria, tomou-se por ainda base as seguintes considerações:
- o crescimento histórico do mercado americano de armas leves nos últimos
20 anos (7%, segundo a Taurus) e a tendência de seu prosseguimento para os próximos anos, mas agora em um "novo patamar normal";
- a conquista constante de um maior market share nos EUA, como tem ocorrido anualmente desde 2018;
- a visão de futuro da atual administração, que se caracteriza por antecipar movimentos do mercado e aproveitá-los a seu favor; e
- as enormes possibilidades que se
abrem na Índia, principalmente, mas também no restante da Ásia e na África.
Portanto, com base nessas e nas demais considerações, esta Consultoria acredita que a produção de 15.000 armas/dia por volta de 2025 possa se tornar real e necessária, sendo viabilizada pela já planejada ampliação/modernização dos parques fabris da Taurus no Brasil, nos EUA e na
Índia, concretizando assim um crescimento da demanda por seus produtos e mantendo o alto índice de lucratividade que a tem caracterizado.
26 junho, 2022
Empresas de armas, munições e esportes ao ar livre têm forte alta após decisão da Suprema Corte dos EUA
*LRCA Defense Consulting - 26/06/2022
Após a Suprema Corte dos Estados Unidos ter derrubado uma lei de controle de armas do Estado de Nova York, as empresas fabricantes de armas leves americanas registraram fortes altas na quinta e na sexta-feira passadas.
A Suprema Corte decidiu que a lei do Estado de Nova York - que proíbia as pessoas de obter uma permissão para portar uma arma publicamente (de maneira velada/oculta), a menos que demonstrassem uma necessidade especial - violou a Segunda e a Décima Quarta Emenda da Constituição dos EUA, que dá a "cidadãos comuns e cumpridores da lei" o direito de portar armas publicamente.
Essa foi a mais importante decisão desse tribunal sobre direitos relativos às armas em mais de uma década, sinalizando um resultado favorável para o setor em outras contendas que visem limitar o direito constitucional de o cidadão de bem americano portar armas.
As ações da Smith & Wesson Brands Inc. subiram mais de 25% nesses dois dias, enquanto as da Sturm Ruger & Co. apresentaram ganhos de 7,1%. Vale registrar que as ações da Sturm Ruger haviam caído 12,3% nos últimos três meses e as ações da Smith & Wesson haviam declinado 13,1%, enquanto o S&P 500 SPX caiu 14,9%.
No caso da S&W, a empresa também acabara de divulgar lucro no quarto trimestre fiscal, embora a receita tivesse caído 44% devido à moderação da demanda por armas de fogo em comparação com um aumento nas vendas de armas um ano atrás, causado por fatores "fora da curva", como eleições, pandemia e distúrbios civis.
Outras ações ligadas ao setor de armas leves, como as de munições e esportes ao ar livre (outdoor), também apresentaram expressivas altas: American: 13%; Vista Outdoor: 5,3%; Clarus Corp.: 6,8%; AMMO Inc.: 5,5%; Sportman's: 4,5%; Big 5: 6%.
Lei Bipartisan Safer Communities Act
Essa lei, aprovada ainda na sexta-feira pelo Congresso, é praticamente inócua no que diz respeito ao controle ou restrições de armas, haja vista que apenas fecha uma brecha de anos em uma legislação sobre violência doméstica – apelidada de “brecha do namorado” – que impede indivíduos que foram condenados por crimes de violência doméstica contra cônjuges, parceiros com quem compartilharam filhos ou parceiros com quem coabitaram, de ter armas. Estatutos antigos não incluíam parceiros íntimos que não podiam não viverem juntos, serem casados ou terem filhos.
O projeto também inclui US$ 750 milhões para ajudar os estados a implementar e executar programas de intervenção em crises. O dinheiro pode ser usado para implementar e gerenciar programas de “bandeira vermelha” – que por meio de ordens judiciais podem impedir temporariamente que indivíduos em crise acessem armas de fogo – e para outros programas de intervenção em crises, como tribunais de saúde mental, tribunais de drogas e tribunais de veteranos.
No final das contas, trata-se mais de um "efeito cosmético" de natureza político-social, do que algo decisivo, sendo apenas uma resposta bipartidária ao clamor de parte da população americana (especialmente dos democratas) em face dos diversos episódios de tiroteios que aconteceram recentemente.
Assim, Biden e os democratas "mostram" que estão cumprindo suas promessas de campanha, enquanto os republicanos "evidenciam" que estão colaborando para "solucionar" os problemas ligados aos tiroteios, sendo que, na verdade, os direitos garantidos pela 2ª e pela 14ª Emenda à Constituição continuam intocáveis.
Para efeitos práticos, o que conta mesmo é a decisão histórica da Suprema Corte ratificando os direitos de os americanos portarem armas.
13 novembro, 2021
Em julgamento sobre controle de armas em New York, Suprema Corte poderá ter decisão histórica nos EUA
Esse é um dos casos mais importantes para a questão da liberdade e do direito à defesa do cidadão americano. Se tiver sucesso, abrirá um grande precedente nacional, podendo derrubar leis semelhantes de controle de armas na Califórnia e em outros estados americanos. O fato poderá gerar novo aumento de demanda por armas e munições.
A Suprema Corte dos EUA parece inclinada a eliminar uma série de medidas de controle de armas que exigem que os proprietários de armas de fogo mostrem uma necessidade particular e incomum de obter uma licença para porte de arma fora de casa.
Durante as discussões na quarta-feira sobre as rígidas leis de armas do estado de Nova York, a maioria conservadora da Suprema Corte sinalizou que é provável que decida que o direito constitucional de manter e portar armas impede os estados de insistir que os indivíduos mostrem “causa adequada” antes de serem licenciados para portar uma arma de fogo para autodefesa.
Os juízes nomeados pelos republicanos argumentaram que tais regras tratam os direitos da Segunda Emenda como inferiores a outros direitos constitucionais, como liberdade de expressão e liberdade de reunião.
O juiz Brett Kavanaugh disse que estava preocupado com o fato de o sistema de Nova York permitir que as autoridades aceitem ou rejeitem um pedido de licença. “Não é assim que fazemos os direitos constitucionais”, disse Kavanaugh.
O presidente do tribunal John Roberts expressou reservas semelhantes.
“Você não precisa dizer quando está procurando uma licença para falar em uma esquina e que seu discurso é particularmente importante”, disse Roberts. “A ideia de que você precisa de uma licença para exercer o direito, eu acho, é incomum no contexto da Declaração de Direitos.”

Grande parte da sessão do tribunal de quase duas horas na quarta-feira parecia mais uma lição de história do que um típico argumento legal. Os que contestaram a lei de Nova York argumentaram que ela está fora de sintonia com a forma como outros estados vêem a Segunda Emenda, enquanto os defensores da abordagem de Nova York apontaram para uma longa tradição de muitos estados que impõem uma variedade de limites ao porte de armas em público.
Os juízes liberais disseram que os oponentes do controle de armas estavam pedindo a invalidação de uma série de leis que datam da história americana, até mesmo da era colonial e da Inglaterra.
“O que me parece é que a história e a tradição do porte de armas é que os estados recebem muita deferência sobre isso”, disse a ministra Sonia Sotomayor. “Não sei como superei toda essa história.”
O juiz Stephen Breyer disse que as reivindicações históricas concorrentes demonstraram as deficiências de recorrer à história para interpretar as proteções constitucionais.
“Este é um caso maravilhoso de mostrar os dois lados. Não tenho certeza de como lidar com a história”, disse Breyer.
E a juíza Elana Kagan admitiu que muitos estados permitiam a posse de armas sem qualquer permissão, mas ela observou que esses estados muitas vezes proibiam o porte velado e favoreciam a exibição aberta.
“Se você olhar para a história, você acaba com um conjunto de regras completamente diferente daquelas que você está sugerindo. … É um exemplo, eu acho, da dificuldade de olhar para a história”, disse Kagan a Paul Clement, advogado de dois proprietários de armas do estado de Nova York que estão processando a lei daquele estado.
Clement reconheceu que alguns costumes em torno das armas "mudaram", mas disse que isso não significa que os juízes devam ignorar o fato de que porte de armas em público era legal na maioria dos estados durante a maior parte da história dos Estados Unidos. “Você não pode jogar tudo fora”, disse ele.
O caso argumentado na quarta-feira explora uma questão não resolvida pela Suprema Corte em sua decisão de 2008, Distrito de Columbia v. Heller, uma decisão 5-4 que encontrou o direito constitucional para indivíduos de manter uma arma em casa.
O desafio à lei de Nova York levou os juízes também a debater se o reconhecimento do direito de porte de arma em público desencadearia uma enxurrada de processos sobre os esforços para restringir a posse de armas em lugares específicos que vão desde prédios do governo a universidades e bares.
Clement disse que o direito deveria abranger lugares “tipicamente abertos ao público em geral”, mas Roberts perguntou se isso significava que alguém poderia ou não levar uma arma para um jogo de futebol. Clement ofereceu uma resposta evasiva, dizendo: “Você provavelmente faria isso sozinho e buscaria os análogos históricos”.
Isso fez com que Kagan aparecesse. “Como é que sai do caixa? O que isso significa?" disse ela, perguntando se o campus de uma universidade geralmente era público ou não.
A juíza Amy Coney Barrett perguntou a Clement se seu teste exigiria que o estado permitisse armas na Times Square na véspera de Ano Novo, já que geralmente é aberto ao público, embora o acesso tenda a ser mais controlado naquela noite.
Clement disse que veria isso como o tipo de restrição de tempo, lugar e maneira que os tribunais já permitem para atividades da Primeira Emenda, como protestos ou comícios.
O juiz Samuel Alito ofereceu alguns argumentos únicos contra a lei de Nova York, sugerindo que ela estava enraizada no racismo contra os imigrantes irlandeses e italianos que chegaram ao estado há cerca de um século. Ele também argumentou que o estatuto é efetivamente elitista porque é mais difícil para os cidadãos comuns obter uma licença de porte oculto.
“Existe o direito à legítima defesa para celebridades, juízes estaduais e policiais aposentados, mas não para o tipo de pessoa comum que sente necessidade real de portar uma arma para se proteger”, disse Alito.
A procuradora-geral de Nova York, Barbara Underwood, reconheceu que licenças para porte de arma para caça ou tiro ao alvo estão amplamente disponíveis em Nova York, enquanto as de autodefesa são mais difíceis de obter, especialmente nas partes mais urbanas do estado. Ela alertou que permitir que qualquer pessoa que trabalhasse em Manhattan até tarde da noite carregue uma arma significaria inundar os metrôs da cidade com armas, levantando o que ela chamou de “o espectro particular de muitas pessoas armadas em um espaço fechado”.
Enquanto alguns juízes reconheceram que a maioria dos direitos constitucionais não são vistos como aplicados de forma diferente em uma parte do país e em outra, outros pareciam ver razões válidas para distinguir no contexto dos direitos sobre armas entre áreas urbanas e rurais.
“Parece completamente intuitivo que deveria haver diferentes regimes de armas em Nova York e em Wyoming ... mas é uma coisa difícil de combinar com nossa noção de direitos constitucionais em geral”, disse Kagan. “Nunca sonharíamos realmente em fazer isso para a Primeira Emenda.”
Um advogado que representa o governo Biden, o procurador-geral adjunto Brian Fletcher, encorajou os juízes a adotar tal abordagem quando se trata de armas, dada a longa tolerância do país em relação a uma ampla variedade de regulamentações sobre armas. “A Segunda Emenda tem uma história e tradição distintas”, disse Fletcher.
Talvez a linha mais colorida nos argumentos de quarta-feira tenha vindo de Clemente, que parecia parafrasear um famoso trecho de diálogo da cena do jantar em "When Harry Met Sally", conforme ele disse que seus clientes querem o regime de licenciamento que muitos outros estados têm, onde os candidatos a armas são considerados presumidamente elegíveis a portar uma arma para legítima defesa, a menos que haja uma base para negar uma licença.
“O ponto principal deste caso é: gostaríamos do que eles estão tendo”, disse Clement.
A decisão sobre o caso é esperada para o final de junho ou início de julho de 2022.
13 julho, 2021
EUA - A proibição da venda de armas de fogo para menores de 21 anos é inconstitucional, diz tribunal de apelação

*CNN - Politics, por Tierney Sneed - 13/07/2021
Regulamentos federais que estabelecem um mínimo de 21 anos para a compra de armas de revendedores licenciados violam a Segunda Emenda, decidiu um tribunal federal de apelações na terça-feira.
As restrições foram consideradas inconstitucionais por um painel dividido de três juízes do 4º Tribunal de Apelações do Circuito dos Estados Unidos. A opinião da maioria, escrita pelo juiz Julius N. Richardson, nomeado por Donald Trump, disse que as leis relegaram "ou a Segunda Emenda ou os jovens de 18 a 20 anos a um status de segunda classe".
“Olhando através dessa lente histórica para o texto e a estrutura da Constituição, revela-se que os jovens de 18 a 20 anos têm direitos da Segunda Emenda”, escreveu ele. "Praticamente todos os outros direitos constitucionais se aplicam independentemente da idade. E a Segunda Emenda não é diferente." Richardson foi acompanhado pelo juiz G. Steven Agee, que foi nomeado por George W. Bush.
O juiz James A. Wynn, Jr, nomeado por Barack Obama, discordou. Ele acusou a maioria do painel de conceder "ao lobby das armas uma vitória em uma luta que perdeu no Capitólio há mais de cinquenta anos" e disse que a decisão não era "consistente com o papel adequado do judiciário federal em nosso sistema democrático".
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