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novembro 29, 2020

Avibras e FAB irão desenvolver míssil de cruzeiro de longo alcance para o F-39 Gripen


 *Agência Força Aérea - 23/11/2020

A Força Aérea Brasileira (FAB) e a AVIBRAS Indústria Aeroespacial celebraram, nesta segunda-feira (23), um Memorando de Entendimentos com o objetivo de formalizar a intenção da AVIBRAS em desenvolver mísseis de cruzeiro de longo alcance, com a contribuição da FAB, no que tange ao compartilhamento de expertises e necessidades militares globais para mísseis dessa classe.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, recebeu o Diretor-Presidente da AVIBRAS Indústria Aeroespacial, João Brasil Carvalho Leite. Também estiveram presentes na ocasião o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno; o Vice-Chefe do EMAER, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Roberto de Almeida; o Chefe da Sexta Subchefia do EMAER, Major-Brigadeiro do Ar Jefson Borges; e o Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic.

O objetivo deste Memorando foi formalizar a intenção da AVIBRAS em desenvolver uma família de mísseis de cruzeiro de longo alcance. Este projeto conta com a participação da Força Aérea, principalmente no compartilhamento de expertises, de forma a colaborar com o desenvolvimento de um produto confiável, eficiente e de tecnologia avançada, em atendimento às necessidades operacionais da Força Aérea.

De acordo com o Tenente-Brigadeiro Bermudez, a contribuição inicial da FAB no projeto será na área de desenvolvimento conceitual. "É um momento marcante para a Força Aérea, uma vez que este documento sintetiza tudo que foi pensado e discutido e, agora, estamos dando os primeiros passos para colocar em prática", complementou.

O Tenente-Brigadeiro Damasceno acrescentou: "Nós estamos alinhando, hoje, estratégias e caminhos de ação. Dentro dos projetos estratégicos da FAB, este é um dos mais importantes. Será a concretização de um projeto para uso real de um avião de guerra, que é o F-39 Gripen", disse.

Segundo o Presidente da AVIBRAS, o trabalho em conjunto com a Força Aérea é de longa data. "A parceria com a Aeronáutica é histórica. É a consagração de um trabalho conjunto que começou em 2004. Agora vamos, de fato, trabalhar em um projeto que vai fazer a diferença para o País e isto nos enche de orgulho", disse.

Características do projeto a ser desenvolvido pela AVIBRAS

O MICLA-BR, assim denominado no Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), é um projeto nacional de desenvolvimento de um míssil de cruzeiro de longo de alcance, com propulsão baseada em motor a reação, para lançamento a partir de plataformas aéreas.

Com os conhecimentos a serem adquiridos durante o desenvolvimento do MICLA, será possível projetar uma família de mísseis semelhantes, utilizando tecnologia de ponta, para aplicação em variados cenários de conflito armado pelas Forças Armadas brasileiras.

Os benefícios a serem gerados com esta iniciativa vão além do incremento na capacidade de defesa de nossa nação, pois contribuirá para o fomento da Base Industrial de Defesa, gerando empregos, evolução tecnológica, e até mesmo divisas por meio da possibilidade de exportação de produtos tecnológicos de alto valor agregado.

Casa internacional de análises projeta forte valorização para a brasileira Taurus Armas

Nova fábrica da Taurus em Baimbridge, Georgia (USA)

*LRCA Defense Consulting, com a colaboração de Christian Lima - 29/11/2020 (atualizada às 19:17)

A "saúde" de uma empresa de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores, via de regra é refletida no valor dessas ações. Ao analisar as realidades e as perspectivas da empresa, os investidores decidem pagar o preço que julgam justo para se tornarem sócios dela e poderem auferir os benefícios da valorização futura dos papéis e/ou do recebimento de dividendos.

Assim, em virtude do interesse que as ações da companhia Taurus Armas S.A., uma Empresa Estratégica de Defesa brasileira, têm despertado, esta editoria resolveu sair de sua zona de conforto e realizar uma incursão nessa área, trazendo aos seus leitores algumas informações passadas e presentes, tendo por base uma estimativa de valor justo divulgado pela casa internacional de análises Simply Wall St. 

No entanto, voltamos a enfatizar que o mercado de ações não faz parte de nossa expertise e tampouco recomendamos a observância das análises citadas, cabendo-nos apenas, neste caso, noticiar e comentar fatos sobre as empresas do Setor de Defesa que estejam publicados nas mídias nacional e internacional. Assim, compete aos participantes desse mercado analisar cuidadosamente estas e outras informações divulgadas antes de tomar suas próprias decisões.

A Simply Wall St
Desde 2014, a casa de análises australiana Simply Wall St se dedica a analisar empresas listadas em 41 bolsas de valores em 27 mercados mundiais. A companhia é sediada na cidade de Sydney (AU) e afirma ter uma base de mais de um milhão de clientes no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos.

Sua proposta é "auxiliar as pessoas a se tornarem melhores investidores, transformando dados financeiros complicados em infográficos fáceis de entender" e "capacitar os investidores de varejo a tomar decisões de investimento lucrativas e não emocionais,  a longo prazo e com base em fundamentos".

A plataforma analisa 75.000 ações a cada seis horas e apresenta os resultados em infográficos. Os usuários podem pesquisar qualquer uma dessas ações por meio de um sistema de filtragem avançado.

Segundo a Simply Wall St, "Tudo se resume a como o cérebro processa as informações. Na verdade, processamos imagens 60.000 vezes mais rápido do que texto e, por isso, quando as informações são apresentadas como um infográfico, é 30 vezes mais provável que sejam lidas do que um artigo de texto puro".

Atualização de dados
Após a publicação dos robustos dados relativos ao terceiro trimestre pela Taurus, a empresa de análises australiana refez seus cálculos e passou a divulgar novas estimativas.

Agora, com dados do dia 27 de novembro, a startup prevê um valor justo de R$ 113,33 (15 Set: R$ 75,30; 06 Jun: R$ 22,00) para as ações preferenciais da companhia (TASA4 - PN), o que representaria um potencial de valorização de 760% para a ação em relação aos valores de fechamento do último pregão da B3. (tópico atualizado às 19:17)

A startup se vale de um método de análise conhecido como "Fluxo de Caixa Descontado", muito utilizado por investidores internacionais por ser, segundo ela, o método mais amplamente aceito para calcular o valor justo de uma empresa. Nele, parte-se da premissa de que este valor justo é o valor total do seu fluxo de caixa de entrada menos suas despesas, tecnicamente denominado Fluxo de Caixa Livre (FCF), descontado ao valor de hoje. O método é explicado pela empresa neste link.

Segundo dados disponíveis na Internet, o pico histórico nominal de valorização das ações PN da Taurus (TASA4) aconteceu em 15/10/2007 (valor de fechamento), quando atingiu a cotação de R$ 58,88, equivalente, na época, a cerca de 32 dólares.

Síntese da evolução do valor das ações a partir de 2006
Em 02/01/2006, a ação PN da Taurus Armas fechou com um valor de R$ 5,60. A valorização foi constante durante todo esse ano, pois a empresa se encontrava em uma ótima fase, produzindo e exportando muito.

Um trecho do Relatório Anual da Taurus refrente a 2006 exemplifica bem o momento então vivido: "No  consolidado,  as  Empresas  Taurus  alcançaram  em  2006,  o melhor  desempenho  comercial  de  sua  história,  excedendo,  com  larga margem, os recordes de vendas em todos os segmentos em que atuam. A receita bruta consolidada das vendas alcançou R$ 519,4 milhões, indicando um crescimento de 31,1% em relação aos R$ 396 milhões obtidos em 2005. Já a receita líquida consolidada das vendas em 2006 foi de R$ 408,9 milhões, 22,7% acima dos R$ 333,2 milhões alcançados no ano anterior enquanto o lucro líquido foi de R$ 30,4 milhões, superior em 67% aos R$ 18,2milhões registrados em 2005. O EBITDA/LAJIDA consolidado em 2006 foi de R$ 56,2 milhões,  30%  acima  dos  R$  43,2  milhões  apurados  no exercício  anterior, equivalentes  a  13,7%  e  13%  da  receita  líquida  de  2006  e  2005, respectivamente". 

No primeiro pregão de 2007 (02/01), a ação fechou a R$ 15,44 e, a partir daí, começou a experimentar uma forte valorização, até atingir o pico histórico de 58,88 em 15/10. Segundo dados fornecidos pelo RI da Taurus, o maior valor de mercado anterior da empresa se deu em 31/03/2008, quando atingiu R$ 1.042.223.600,00, que foi batido agora com a forte valorização das ações, chegando a R$ 1.135.699.548,00.

Valor de mercado da Taurus Armas (final de exercício financeiro, exceto 2020), por Christian Lima

No entanto, em 2008, a Taurus começou o seu "inferno astral", que se estenderia até 2014/2015, quando, em meio a escândalos administrativos e em vias de pedir recuperação judicial, foi vendida para a CBC.

É relevante lembrar que no final de 2007 e, principalmente, em 2008, aconteceu uma das maiores crises financeiras internacionais desde o crash da bolsa em 1929, atingindo em cheio os Estados Unidos e impactando duramente as vendas da Taurus naquele país, seu maior cliente, causando também grandes perdas nas principais ações brasileiras. 

Junto com um cenário internacional totalmente adverso e com grande retração nas vendas nos EUA,  a empresa passou a sofrer também problemas administrativos diversos que causaram repercussões na imprensa e fizeram com que as ações fossem desvalorizadas até atingir R$ 13,00 em 10/10/2008.  Com a paulatina recuperação dos EUA, as ações foram se recuperando e atingiram uma máxima de R$ 39,15 em 05/10/2009. A partir de 28/04/2010, a ação foi alvo de alguns desdobramentos (splits) e grupamentos (inplits), alterando seu valor nominal. 

Após isso, outros graves problemas administrativos vieram à tona e, entre altas e baixas, as ações atingiram um valor mínimo de apenas R$ 1,00 em 09/12/2015, permanecendo na faixa de R$ 1,xx - 2,xx até Set/18.

Após a aquisição pela CBC, houve uma reengenharia completa na empresa, realizada pela competente administração de Salesio Nuhs e de sua equipe, dando início ao turnaround da companhia no Brasil e nos EUA. 

Em Set/18, quando se vislumbrou a possibilidade de Bolsonaro ser eleito Presidente do Brasil e os primeiros resultados da reengenharia já eram visíveis, o valor dos papéis teve um grande repique, chegando a R$ 10,35 (sempre valores de fechamento) em 22/10/2018. No entanto, uma venda expressiva realizada pelo controlador reacendeu a não tão antiga desconfiança do mercado para com a empresa e, a partir de março de 2019, os preços voltaram para a faixa dos 3,xx até o dia 08/12. 

Com a forte recuperação dos números da Taurus, com as evidências de uma administração de excelência e com o retorno da confiança no controlador, suas ações tiveram boa reação a partir de 09/12/2019, chegando a mais de R$ 6,00 no início de 2020, com a assinatura da joint venture na Índia. Porém, devido à crise mundial dos mercados de ações causada pela pandemia, os preços desabaram até atingir um mínimo de R$ 2,17 em 19/03 deste ano. 

Posteriormente, passado o pânico nos mercados e com os robustos resultados apresentados pela empresa, mostrando seguidas quebras de recordes em seus números, o valor das ações passou a refletir as expectativas do mercado para com o presente e, principalmente, para com o futuro da companhia, crescendo em ritmo forte até atingir a marca de R$ 13,17 em 27/11.

A propósito, conforme declarações recentes do CEO e do CFO da Taurus, o controlador acredita totalmente na empresa. Por este motivo, subscreve e vende ações PN para criar liquidez para estas, já tendo exercido cerca de R$ 85 milhões. Sua intenção é ser o market maker do mercado. Com essa estratégia, a base de acionistas teve um crescimento exponencial nos últimos anos, passando de 2.997 em 2017 para mais de 20.000 em Set/2020, o que gera maior confiança aos investidores e estabilidade aos preços, dificultando movimentos especulativos erráticos, ascendentes ou descendentes.

TASA4 - Gráfico mensal, por Investing.com

 

O presente alicerçando o futuro
Os excepcionais resultados da companhia (e a consequente valorização de suas ações) são fruto da reengenharia completa realizada por uma competente, proativa e ímpar equipe de executivos que, liderando e balizando o processo, soube conduzir o produtivo trabalho de seus mais de 2.300 funcionários em direção a um novo patamar,  transformando a antiga Forjas Taurus na moderna Taurus Armas e fazendo-a ser alvo de um dos mais espetaculares turnarounds já visto no meio empresarial brasileiro neste século.

Ainda no bojo da reengenharia realizada, a visão de futuro e de mercado de seus executivos levaram a empresa a planejar minunciosamente sua expansão no Brasil, nos Estados Unidos e na Índia. Assim, durante os últimos três anos, essa equipe planejou detalhadamente a expansão e a consolidação da empresa, com base nos pilares fundamentais que apoiam sua estratégia: rentabilidade sustentável a longo prazo, alta qualidade dos produtos, inovação tecnológica com foco no cliente, e melhora dos indicadores operacionais e financeiros, que hoje são como um “mantra” na Taurus. 

Com isso, a empresa pode encarar com tranquilidade a explosão de vendas havida nos EUA com a pandemia, com os distúrbios civis e com as eleições presidenciais, bem como com o aumento significativo de vendas no mercado interno ocasionado pela flexibilização das normas legais, fatores estes que fizeram com que tenha, hoje, pedidos em carteira (backorders) de mais de um milhão de armas nos EUA e de 128 mil armas no Brasil, ou seja, cerca de 2,5 vezes o que foi vendido no 3T20, garantindo assim seu desempenho nos próximos trimestres.

Com a joint venture na Índia abrindo o imenso mercado civil e militar desse país e do restante da Ásia, com os temores das restrições às armas nos anos iniciais do governo de Joe Biden, com o funcionamento a pleno da fábrica na Georgia, com a fabricação própria de carregadores (joint venture com a Joalmi) e com o Projeto Estratégico Condomínio, a Taurus tende a ter um futuro bastante promissor nos próximos anos.

Dentro desse espectro futuro está o equacionamento total do endividamento, fazendo com que a empresa volte a ter patrimônio líquido positivo, com todas as importantes e consequentes implicações deste fato: pagamento de dividendos aos acionistas (35% pelo Estatuto); acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas; eventuais aquisições e/ou novas joint ventures estratégicas; possibilidade de investimento por grandes gestoras de capital nacionais e internacionais, hoje impedidas de fazê-lo; e, por que não, listagem de suas ações em bolsas internacionais.

Assim, as constantes afirmações de Salesio Nuhs, enfatizando que a companhia é produtora de um portfólio de armas leves (não apenas de pistolas) e que quer transformá-la na maior empresa do mundo deste segmento, já não parecem tão distantes.

Em síntese, a Taurus Armas é hoje uma empresa estabilizada que pode mirar o futuro com tranquilidade. Para tanto, está trabalhando em um Plano Estratégico para os próximos 5 anos, cujas linhas mestras poderão ser divulgadas em breve, talvez até na Reunião APIMEC do próximo dia 03 de dezembro.

Ao fim e ao cabo, tais considerações permitem supor que, se forem mantidos ou melhorados os robustos resultados que a empresa vem apresentando, especialmente com relação à geração de caixa, o valor projetado pela casa de análises Simply Wall St é, teoricamente, passível de ser alcançado em um horizonte de médio ou longo prazo, como propõe seu método de análise.

novembro 27, 2020

Embraer entrega primeiro jato E-99 modernizado à FAB


*LRCA Defense Consulting - 27/11/2020

Em cerimônia realizada nesta sexta-feira na planta da Embraer em Gavião Peixoto (SP), a Embraer entregou à Força Aérea Brasileira (FAB) a primeira aeronave modernizada EMB 145 AEW&C, de Alarme Aéreo Antecipado e Controle e Alarme em Voo, designada na FAB como E-99. O contrato prevê ainda a modernização de mais quatro aeronaves do modelo.

“Para a Embraer é um privilégio poder seguir atendendo às necessidades da FAB para manter moderna e atualizada uma aeronave robusta que cumpre um papel estratégico no sistema de defesa do Brasil e já comprovou sua eficácia operacional”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Como parte da estratégia de crescimento da Embraer para os próximos anos, temos investido na diversificação de áreas de atuação em defesa e segurança, que vão muito além do avião, com soluções inovadoras para melhor atender às necessidades do mercado global de defesa.”

No processo de modernização foram atualizados os sistemas de missão e subsistemas relacionados, como os de guerra eletrônica, comando e controle, contramedidas eletrônicas e do radar de vigilância aérea, ampliando a capacidade da FAB de execução de missões de Controle e Alarme em Voo e Reconhecimento Eletrônico, dentre outras.

O projeto E-99M é conduzido pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) junto à Embraer e fornecedores internacionais, como a SAAB, Aeroelectronica International (AELI) e Rohde & Schwarz. Além da modernização, o projeto também possui acordos de transferência de tecnologia que possibilitarão avanços tecnológicos na área de defesa da indústria brasileira.

A Atech, empresa do grupo Embraer, participa do projeto no desenvolvimento de parte do sistema de comando e controle. Também foram adquiridas seis estações de planejamento e análise de missão, que serão empregadas no treinamento e aperfeiçoamento das tripulações.

Desenvolvido sobre a plataforma do bem-sucedido jato regional ERJ 145, com mais de 1.200 unidades entregues e 30 milhões de horas de voo, o E-99 da FAB é capaz de detectar, rastrear e identificar alvos em sua área de cobertura e transmitir essas informações via Data Link. A aeronave realiza missões de vigilância do espaço aéreo, controle e gerenciamento de interceptação, inteligência eletrônica e monitoramento de fronteiras.

novembro 26, 2020

Embraer solicita parceiros para potencial turboélice, mas descarta trem de força alternativo

A Embraer lançou em outubro as renderizações de um potencial projeto de turboélice

*FlyghtGlobal, por Dominic Perry - 26/11/2020

A Embraer deve basear qualquer futuro avião turboélice na fuselagem de seus modelos E-Jet atuais e usar motores convencionais em vez de qualquer sistema de propulsão alternativo, indica o chefe de sua unidade de aviação comercial.

Arjan Meijer, que se tornou presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial em junho, diz que o airframer está em negociações com “vários” parceiros potenciais, tanto “industriais quanto financeiros”, sobre o potencial de desenvolvimento, mas se recusa a fornecer mais detalhes.

No entanto, Miejer afirma que a experiência em engenharia e produção da Embraer significa que “não precisamos de um parceiro para construir a aeronave”.

Embora ele tenha esperança de que um acordo de parceria possa ser concluído no próximo ano, qualquer lançamento de programa será “além de 2021”.

Meijer descarta a seleção de um sistema de propulsão alternativo para o turboélice, no entanto. Ele argumenta que fornecer 5% da energia necessária de um sistema elétrico híbrido significaria um aumento de 15% nos custos operacionais. “Isso acrescentaria muito custo para benefício limitado”, diz ele.

Embora a unidade de defesa da Embraer esteja trabalhando em um pequeno transporte elétrico híbrido para os militares brasileiros, Meijer diz que o novo trem de força dessa aeronave é impulsionado por uma exigência de desempenho em pistas curtas.

A propulsão híbrida ou totalmente elétrica pode ter um papel no futuro, diz ele, mas “a tecnologia não existe hoje”.

Enquanto enfatiza que a configuração de uma aeronave é “fluida” até seu lançamento formal, Meijer confirma que, de acordo com os estudos atuais da empresa, o turboélice compartilharia uma fuselagem com a gama existente de E-Jet.

Meijer diz que isso permitiria ao fabricante se beneficiar das sinergias industriais e fornecer aos passageiros uma experiência mais semelhante à do jato.

Qualquer programa eventual será no segmento de 70 a 100 assentos e competirá com o líder de mercado ATR.

ATR, joint venture Airbus-Leonardo, já indicou que está estudando sistemas alternativos de propulsão para suas aeronaves, sendo a arquitetura híbrido-elétrica uma opção privilegiada. Uma decisão de seus acionistas sobre uma estratégia futura é esperada no novo ano.

27 Nov - Minha continência ao Capitão de Infantaria Danilo Paladini

Era véspera de 27 de novembro de 1935...

Frente do quartel do 3º RI, após ser bombardeado pelas forças legalistas.

Meu pai, o jovem 1º Tenente de Infantaria Taltibio Araujo, servia no 3º Regimento de Infantaria, no Rio de Janeiro, e estaria de serviço como Oficial de Dia, no dia seguinte, 27, no 1º Regimento de Aviação (do Exército), localizado no Campo dos Afonsos. Não sabia ele que estava marcado para ser assassinado...

Como era solteiro, um companheiro seu, o 1º Ten Inf Danilo Paladini, solicitou-lhe que trocasse de serviço, ficando em seu lugar, já que era casado e sua esposa grávida teria uma consulta médica no dia 28, quando ele estaria de Oficial de Dia.

Trocada a escala, Paladini assumiu e cumpriu suas tarefas normalmente pela manhã e pela tarde. A noite desse dia estava muito escura e a chuva caia a cântaros.

Em certa hora, o 1º Ten Paladini pegou a viatura para realizar uma ronda externa. Ao chegar no Corpo da Guarda, o 1º Ten Ivan Ramos Ribeiro, seu companheiro até o dia anterior, simplesmente levantou a janela de lona da viatura e, de imediato, desferiu um tiro de revólver calibre 45 nas costas do 1º Ten Paladini, sem ao menos verificar quem era. Não sabia ele que o serviço havia sido trocado... e que assassinara o Oficial errado.

Enquanto isso, diversos militares, alguns ainda dormindo, foram mortos a facadas ou a tiros em quartéis do Rio de Janeiro, principalmente no 3º RI e no Campo de Aviação dos Afonsos, onde esse Regimento também fazia a segurança. Era o início, no RJ, de uma tentativa de revolução armada liderada por Luis Carlos Prestes, Agildo Barata e outros líderes comunistas, mais tarde conhecida como a Intentona Comunista de 1935.

Jornal O Globo - final de Nov 35

Prestes, Capitão do Exército e líder tenentista convertido ao comunismo, passou a estudar marxismo na Bolívia, para onde havia se transferido no final de 1928, quando a maioria dos integrantes da Coluna Miguel Costa / Prestes lá se exilara. Nesse país, travou contato com os comunistas argentinos Rodolfo Ghioldi e Abraham Guralski, este último dirigente da Internacional Comunista (IC).

Em 1931, mudou-se para a União Soviética, a convite deste país, continuando seus estudos marxistas-leninistas. Por pressão do Partido Comunista da União Soviética, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) o aceitou como filiado em agosto de 1934. Sendo eleito membro da comissão executiva da Internacional Comunista, voltou como clandestino ao Brasil em dezembro, acompanhado pela alemã Olga Gutmann Benário, também membro da IC. Na época, a URSS criara em Montevidéu, Uruguai, o Secretariado Latino-Americano, que operava clandestinamente e tinha por objetivo aproximar de Moscou as organizações comunistas da América Latina. Olga e Prestes eram apoiados financeira e logisticamente através dessa organização.

Sob a capa de uma coligação denominada Aliança Libertadora Nacional, ALN, o Partido Comunista tentou deflagrar um golpe militar. Foi Prestes quem dirigiu o levante, em articulação direta com a direção da Internacional Comunista, que mantinha junto a ele um grupo de militantes comunistas internacionais, composto por sua companheira, a alemã e agente soviética Olga Gutmann Benário, o argentino Rodolfo Ghioldi, o alemão Arthur Ernest Ewert, Ranieri Gonzales e alguns outros militantes ligados ao Comitê Executivo da Internacional Comunista.

Militares comunistas ocuparam algumas unidades militares em Natal (23 e 24 Nov), em Recife (24 Nov), tendo, inclusive, assassinado companheiros desarmados. Depois, distribuíram armas e munições para simpatizantes civis. O movimento resultou em saques, furtos e depredações, e na ocupação de instalações governamentais e militares naquelas capitais.

Os combates mais intensos ocorreram no Rio de Janeiro, a partir do dia 27, no 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha (histórico prédio da antiga Escola Militar), e no Regimento de Aviação. Ao final, os rebelados foram rapidamente derrotados, ao custo de 28 mortos legalistas (até 33, segundo outras fontes) e um número incerto de revoltosos, além de feridos e muita destruição. Dos três levantes comunistas de 1935, foi o de Pernambuco o mais sangrento, recolhendo-se 720 mortos só na operação na frente de Recife (Glauco Carneiro, em Histórias das Revoluções Brasileiras).

As próprias lideranças duvidavam do sucesso da rebelião, mas foram obrigadas pelo dever de obediência ao Comintern (Internacional Comunista), de Lenin. O governo chamou o movimento de “intentona”, ou “intento louco”, nome com o qual passou à História.

Em síntese, meu pai viveu, felizmente, mas o 1º Ten Danilo Paladini e outros tantos militares tombaram, alguns deles da mesma maneira covarde através daqueles que deveriam ser “irmãos de armas”, somente porque não professavam a mesma ideologia e representavam perigo para a "revolução comunista".

Matar um companheiro de armas dormindo, ainda sonâmbulo ou pelas costas não é combate, não é luta… é traição e covardia.

Em 1989, Irma, a filha do capitão Paladini, deu o seguinte depoimento: “Vi, tive em mãos, cuidadosamente guardada para mim por minha mãe, a farda que meu pai vestia quando foi morto. Ali estava nítida a marca do tiro que, pelas costas, lhe penetrara o pulmão, saindo pelo coração.”As famílias dos mortos pelos comunistas, tanto civis como militares, jamais receberam qualquer indenização. Danilo Paladini foi promovido post mortem a Capitão.

Assim, a cada 27 de novembro, presto a minha mais emocionada continência ao Capitão de Infantaria Danilo Paladini. Se não fosse por esse herói, minha família não existiria...

Na foto acima (da esquerda para a direita e de cima para baixo), algumas da vítimas da ação comunista: Tenente-Coronel Misael Mendonça, Capitão Armando de Sousa e Mello, Capitão João Ribeiro Pinheiro, Primeiro-Tenente Danilo Paladini, Primeiro-Tenente Benedicto Lopes Bragança e Primeiro-Tenente Geraldo de Oliveira.

 

novembro 25, 2020

Guarda Municipal de Bragança Paulista agora está fortemente armada com carabinas Taurus .40

 


 *Jornal + Bragança - 25/11/2020

A Guarda Civil Municipal [de Bragança Paulista - SP] recebeu nesta semana quatro armas “Carabina CTT 40” [adquiridas junto à Taurus Armas S.A.]. O armamento seguiu todos os processos legais de aquisição e proporcionará uma maior confiabilidade tanto para a segurança dos Guardas Civis Municipais, quanto para os munícipes.

Todos os guardas que receberão o armamento passarão por um treinamento específico para manuseio das armas. O recurso para a compra do armamento é oriunda de emenda parlamentar da Deputada Federal Katia Sastre, por intermediação do Vereador Paulo Mário.

Recentemente, a Administração ofereceu um curso de requalificação profissional destinado aos agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Bragança Paulista. A requalificação visa fundamentalmente instruir e preparar os agentes, para que atuem aliados a humanização e a segurança do cidadão.

Avião elétrico da Embraer tem tecnologia da WEG


*Canal Energia, por Wagner Freire - 25/11/2020

A Embraer se prepara para realizar o primeiro voo de uma aeronave com tecnologia de propulsão 100% elétrica. O teste não tem data definida, mas a expectativa é de que ele ocorra ao longo do próximo ano. A elétrica EDP financiou a compra dos sistemas de armazenamento de energia (baterias) e de recarga elétrica.

O valor do investimento não foi revelado no comunicado à imprensa na última sexta-feira, 20 de novembro. No entanto, em 2019, a EDP aprovou investimento de cerca de R$ 50 milhões, via fundo de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para o diversos projetos voltados ao desenvolvimento de tecnologias para a mobilidade elétrica.

A EDP tem como propósito liderar a transição energética para uma economia de baixo carbono. A parceria com a Embraer no desenvolvimento do seu primeiro avião com tecnologia de propulsão 100% elétrica representa uma nova fronteira ao investimento em mobilidade elétrica, contribuindo para posicionar o Brasil como um player de ponta neste mercado”, declarou Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.

Segundo a EDP, o investimento faz parte do acordo de cooperação que as duas empresas. A parceria vai permitir investigar a aplicabilidade de baterias de alta tensão para o sistema de propulsão elétrico de um avião de pequeno porte, além de avaliar suas principais características de operação, como peso, eficiência e qualidade de energia, controle e gerenciamento térmico, ciclagem de carregamento, descarregamento e segurança de operação.

Cooperação tecnológica
Iniciado em maio de 2019 na parceria firmada entre a Embraer e a fabricante catarinense WEG, a proposta de cooperação com a EDP busca o desenvolvimento de tecnologias necessárias à utilização e integração de baterias e motores elétricos visando ao aumento da eficiência energética dos sistemas propulsivos das aeronaves.

Para os ensaios está sendo utilizado como plataforma demonstradora um avião de pequeno porte monomotor (EMB-203 Ipanema). Os testes em solo têm ocorrido na Unidade da Embraer em Botucatu, interior de São Paulo, em preparação para o primeiro voo que acontecerá na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

O processo de eletrificação da aviação faz parte de um conjunto de esforços realizados pela Embraer e outras empresas do setor aeronáutico com vistas a atender compromissos de sustentabilidade ambiental, a exemplo do que já vem sendo feito com biocombustíveis para redução de emissões de carbono.

A EDP tem o compromisso global de eletrificar 100% de sua frota até 2030, assim como o de desenvolver novas ofertas e soluções comerciais que promovam a transição energética.

Convite para a live “IMBEL – balanço e conquistas”

 


 *LRCA Defense Consulting - 25/11/2020

A IMBEL convida os internautas a participar, na próxima quinta-feira, dia 26, da live “IMBEL – balanço e conquistas” no canal DefesaNet, veiculada pelo canal do DefesaNet no YouTube.

Em pauta, as informações tratadas no Café IMBEL, evento que está sendo realizado hoje em Brasília, e também um balanço do ano de 2020.

No Café IMBEL serão apresentados temas relevantes sobre o desenvolvimento, modernização, prospecção tecnológica de produtos e produção, bem como negócios internacionais e assuntos de interesse da Indústria de Defesa do Brasil. O CAFÉ IMBEL®️ acontece no Teatro Pedro Calmon – Quartel General do Exército – SMU – Brasília, das 9h às 12h, e contará com a presença de adidos militares, empresários, generais da ativa e da reserva, além de membros do Governo Federal. Devido às restrições da pandemia, a atividade é restrita apenas para convidados.

A transmissão do canal DefesaNet terá início às 19h30 e contará com as presenças do Diretor-Presidente da IMBEL, General Aderico Mattioli e do Assessor de Planejamento e Gestão, Coronel Cezar Castilho.

Assista em https://www.youtube.com/defesanet

novembro 24, 2020

Pionair recebe o primeiro Embraer E190


*LRCA Defense Consulting - 24/11/2020

A última aquisição da Pionair, um E190 chamado 'Cinderela', foi entregue à empresa no aeroporto de Bankstown em Sydney. A ACMI australiana e a companhia aérea charter oferecerão a aeronave para trabalhos contratados a partir de 2021. O E-Jet de 112 assentos e classe única ficará baseado em Brisbane.

O E190 foi anteriormente alugado para a Helvetic Airways da Suíça. A Pionair comprou a aeronave da GOAL Aircraft Leasing, da Alemanha.

O CEO e proprietário da Pionair, Steve Ferris, adquiriu o E-Jet por sua versatilidade. “Incorporar o E190 à frota da Pionair abriu mais oportunidades de negócios para nós na Austrália e no Pacífico. Para nossos clientes, sua força também está em sua ampla capacidade de carga e capacidade de passageiros do tamanho certo para gerenciar a demanda flutuante em rotas estratégicas dentro e fora da Austrália. ”

A Pionair foi fundada em 2000. Tem uma frota de 10 BAe146s e opera um E190-E2 para a Air Kiribati em nome do Governo de Kiribati.

Louise Barsi comenta sobre a participação de sua família na Taurus Armas


*LRCA Defense Consulting - 24/11/2020

No programa BM&C News de hoje, o estrategista e analista Marco Saravalle recebeu a também analista Louise Barsi, cuja família detém, segundo ela, cerca de 11% das ações da empresa Taurus Armas S.A.

A propósito, esta é uma nova informação, haja vista que no último documento oficial da Taurus, Luiz Barsi Filho aparecia com 9,558% das ações preferenciais e 0,779% das ordinárias, que correspondiam, em 31/10/2020, a 4,994% do total das ações. Resta saber se Louise se referiu somente à soma simples das preferenciais com as ordinárias ou ao total de ações.

Atualização de 25/11: Louise Barsi se referiu à soma das ações PN com as ON.

Pergunta do internauta Rafael Alexandre: a família Barsi ainda continua gostando de Taurus?

Louise Barsi: 
Continua gostando de Taurus. Apesar desta alta aí, a gente nunca comemora alta dos papéis viu, a gente sempre comemora quando cai para poder comprar mais, mas nesse caso específico é um case já bem antigo na carteira. Em 2018, a gente voltou, inclusive, a aportar na empresa e chegamos a posição que temos hoje, aproximadamente 11% da companhia, e mantivemos essa posição.

Eu acho que há coisas ainda muito importantes para acontecer na empresa. O ramp-up principalmente da nova fábrica na Geórgia, nos Estados Unidos, lembrando que 80% da receita é dolarizada pela exportação; tem também a nova joint venture lá na Índia com a Jindal. Então, abrem novos caminhos, novos espaços para a exportação também no mercado asiático, que é uma região geopolítica muito importante.

Então, realmente eu acho que tem aí boas coisas para acontecer no caminho da empresa e a gente é investidor de longo prazo, a gente é parceiro.

Não é porque teve uma alta de 400 ou 500% que a gente vai se desfazer. A gente acha que ainda a empresa tem outros frutos a colher, e acho que no futuro, daqui uns 3 ou 4 anos, pode vir sim ser uma boa pagadora de dividendos. 

Dividendos de 35%
Apesar da posição conservadora de Louise Barsi, em recentes lives com a Eleven e com a Suno, Sérgio Sgrillo, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, revelou que esse processo será "a cereja do bolo do turnaround". Afirmou que a empresa tem uma política agressiva de dividendos, de 35% do lucro líquido. Segundo ele, antes previsto apenas para médio prazo, a reversão rápida do patrimônio negativo poderá levar a que, no próximo trimestre, talvez já se esteja discutindo o assunto na Taurus.

No dia 16, em entrevista ao InvestNews, Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas, afirmou que a companhia pretende começar a pagar dividendos a partir do segundo semestre de 2022.





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