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quarta-feira, março 31, 2021

Guarda Municipal de Caxias do Sul é a primeira GCM autorizada a adquirir e portar o Fuzil Taurus T4

A autorização pioneira concedida à GCM de Caxias do Sul abre um novo e promissor mercado à Taurus Armas, haja vista a possibilidade de outras GCM também virem a solicitá-la e a adquirir o armamento.


*LRCA Defense Consulting - 31/03/2021

A Guarda Municipal de Caxias do Sul (RS) - primeira corporação desta natureza no Brasil a ter autorização do Exército para aquisição e porte de Fuzis Taurus T4 calibre .5,56 semiautomático - nesta quarta-feira (31) recebeu as armas adquiridas, em cerimônia ocorrida na sede da Taurus, em São Leopoldo (RS).

Na ocasião, estiveram presentes o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, o Secretário de Segurança Pública e Proteção Social de Caxias do Sul (SMSPPS), Paulo Roberto Rosa da Silva, o Diretor da Guarda Municipal de Caxias do Sul, Alex Oliveira Kulman, o Gerente Operacional Alexandre Rodrigues Silveira, o Gerente da Escola de Capacitação e Aperfeiçoamento da Guarda Municipal, Marcelo Enio Haetinger, e o ex-diretor da Guarda Municipal, Jeferson Ricardo Vargas. 

A autorização pioneira concedida à GCM de Caxias do Sul abre um novo e promissor mercado à Taurus Armas, haja vista a possibilidade de outras GCM também virem a solicitá-la e a adquirir o armamento.

Ideal para o uso militar e policial, o Fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve e de fácil emprego e manutenção. 

Em 2021, o Fuzil Taurus T4 também estará equipando o Exército Nacional das Filipinas, que está importando 12.412 dessas armas, após a multinacional brasileira ter vencido uma disputada licitação internacional onde participaram grandes e conceituadas empresas mundiais.



Parceria entre Helibras e Helisul Aviação terá 5 novos locais de manutenção


*LRCA Defense Consulting - 31/03/2021

A parceria entre a Helibras e a Helisul Aviação, no primeiro momento, terá cinco novas localizações no Brasil onde o cliente poderá contar com os serviços de manutenção: Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Florianópolis (SC) e Brasília (DF).

“Queremos nos aproximar ainda mais de nossos clientes e operadores e, em um país de dimensões continentais como é o Brasil, a presença local se faz importante. O acordo com a Helisul, empresa parceira a qual temos plena confiança, nos possibilitará uma melhor interação com nossos operadores, que poderão contar com a praticidade e facilidade em ter uma estrutura ampla e regionalizada de atendimento em MRO”, afirma Alessandro Branco, Diretor de Programas, Suporte e Serviços da Helibras.

A partir dessa parceria estratégica, a Helibras reforça sua forte presença no Brasil e reforça seu compromisso com os clientes civis, para-públicos e militares, que operam aeronaves diariamente para as mais diversas missões, com confiança e segurança, pelo Brasil afora.

Embraer: decolando ou ligando o reverso?


*Novo Momento, por Daniel R. Point - 30/03/2021

A crise causada pela propagação da covid-19 disseminou, além do vírus, muitas outras crises.  Entre elas algumas silenciosas, que estão fora das manchetes da mídia. Uma destas crises é a do setor aéreo, um dos segmentos mais duramente atingidos desde o início da pandemia. O risco de contaminação pelo vírus afastou os passageiros das viagens aéreas quase que automaticamente, fazendo cair cerca de 90% a demanda por assentos tanto nos voos nacionais quanto nos internacionais. Esta realidade colocou o setor frente a problemas inéditos e diante da necessidade de rever, com urgência, uma série de ações, como a aquisição de novas aeronaves, seja para reposição ou expansão. Esta situação se apresenta ainda mais grave, quando muitas empresas aéreas pelo mundo não só cancelaram encomendas, como tentam devolver, suspender ou cancelar contratos de fornecimento de novos aviões.

Esse é o cenário que a Embraer enfrentou no início de 2020, vindo já combalida pelo resultado apresentado em seu balanço do exercício de 2019, quando reportou um prejuízo de R$ 1,29 bilhão. Na última semana, a empresa publicou um balanço informando um prejuízo líquido de 3,6 bilhões de reais em 2020. Estes resultados, se lidos apenas com estas cifras, podem ser interpretados como indicativo de que a empresa está em rota de colisão. Porém, se considerarmos que no último trimestre de 2020 o prejuízo – que é sempre um resultado negativo – foi de apenas 70 milhões de reais, valor inferior a um quinto do prejuízo ocorrido no mesmo período em 2019 (383 milhões de reais), pode ser indicador de que os planos de reestruturação estão surtindo efeito. Afinal melhorar em quase cinco vezes o resultado, reduzindo custos e com faturamento menor, é uma clara demonstração de competência gerencial e capacidade de adaptação. Neste momento, você pode estar com a pergunta pronta: ora, se há competência na gestão, por que houve todo este prejuízo nos dois últimos anos?

Para ajudar a responder, abri até um novo parágrafo!  Ao acompanharmos o desempenho da Embraer na década de 2009 a 2018, observamos uma sequência de resultados que orgulharia qualquer investidor, até mesmo o festejado Warren Buffet. Não tenho nenhum vínculo com a Embraer, sequer sou acionista. Mas, na qualidade de cidadão brasileiro, sou um admirador da empresa e do líder que a viabilizou: o comandante Ozires Silva. Quanto ao paradoxo da gestão, não podemos esquecer que a Embraer, a partir do final de 2017, foi exposta a uma desgastante negociação de um projeto de fusão com a Boeing, que a fez entrar em espera. Por exemplo: é como se uma aeronave estivesse na cabeceira da pista, aumentando a rotação das turbinas, mesmo enquanto ainda aguardava a informação de qual seria seu destino e tenha sido obrigada a ligar o reverso.

Fico imaginando o grau de preocupação de seus executivos, pressionados por acionistas, clientes, funcionários, governos e imprensa quando surgiu a notícia de que o acordo com a Boeing não prosperou.  Afinal, a empresa americana enfrentava seus próprios problemas e o governo dos Estados Unidos não iriam socorrer financeiramente sua principal fabricante de aviões com recursos para comprar uma empresa no hemisfério sul. A Boeing tinha lá suas próprias crises como os problemas com a nova versão do 777 e os maus resultados operacionais e mercadológicos dos modelos 737-Max.

Aposto que você está imaginando que ainda não respondi aquela pergunta. Entendo que é necessário antes contextualizar, para uma adequada interpretação da resposta. Sim, a Embraer se mostra vigorosa e competente. Está em um mercado de titãs, no qual compete com empresas sediadas em países com grande influência econômica e política em todo o planeta, conseguiu ser inovadora e oferecer ao mercado o que ele precisava: produtos robustos, adequadamente configurados e com elevado grau de confiabilidade, em quantidades e preços adequados e, ainda, cumprindo exemplarmente os prazos de entrega. Me atrevo afirmar que, certamente, o genial Peter Drucker reconheceria este desempenho empresarial. Afinal, ainda que os riscos devam ser medidos antecipadamente na elaboração dos planos de uma empresa com estas características, as questões que a afetam são externas e de difícil previsibilidade.

Ainda assim a Embraer tem se mostrado capaz de ajustar sua rota. O sistema capitalista não costuma perdoar a falta de resultado financeiro, mas entendo que a agilidade que a Embraer tem demonstrado a faz uma empresa atraente para quem quer ter orgulho de seus investimentos a longo prazo e os casos de sucesso no mundo capitalista globalizado, demonstram exatamente isto. Os resultados construídos com trabalho sério, eficiência tecnológica e agilidade competitiva tem premiado uma jovem geração de empresas que têm pagado generosos dividendos a seus acionistas.

Contudo, para que a Embraer possa continuar sua saga de sucesso, algumas adversidades poderiam ser mitigadas pelas autoridades brasileiras, pois é uma empresa reconhecida mundialmente como líder em seu segmento, atuando em um setor estratégico para o país. Enfrentar o fogo amigo de regulações obsoletas e ou descabidas de órgãos internos, crédito caro e em descompasso com as operações oferecidas ao setor em outros países, resistência das companhias aéreas conterrâneas em reconhecer as virtudes de seus produtos e um infindável rol de exigências, igualmente desalinhadas com as melhores práticas no mercado global, são desafios que uma empresa deste porte só supera com a competência de seus colaboradores.

Neste sentido, cabe aplaudir também o papel crucial que exerce o Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), na formação do corpo técnico e de pesquisadores, que permanentemente buscam inovar e incorporar as inovações nos produtos e processos da Embraer, assegurando, assim, a permanente renovação e flexibilidade que a empresa tem demonstrado em momentos difíceis.

Seria uma lamentável perda para o povo brasileiro acordar um dia e saber que uma das mais emblemáticas empresas do Brasil passou para o controle de alguma corporação de outro país.  Será uma boa compra para o investidor que o fizer.  Entretanto, mais que isso, será também outra vez o reverso ligado para as ambições daqueles que desejam um país autossuficiente, com uma dinâmica e inovadora indústria manufatureira, capaz de se manter protagonista no mercado global.

*Daniel R. Poit é economista, consultor e professor de planejamento, gestão de projetos e estratégia. Mestrado em Tecnologia e mestrando em Governança e Sustentabilidade no ISAE Escola de Negócios.

terça-feira, março 30, 2021

Kryptus participará do projeto da nova Rede Operacional de Defesa do Brasil


*LRCA defense Consulting - 30/03/2021

A Kryptus, uma empresa brasileira especializada em criptografia e segurança cibernética venceu o processo de licitação para o projeto da nova DON (Defense Operational Network), a nova rede operacional de Defesa do Brasil. A nova DON é uma reestruturação e modernização da infraestrutura atual, mantida sob o comando das Operações Conjuntas das Forças Armadas Conjuntas.

Além de fornecer as tecnologias de segurança criptográfica, a empresa, que obteve recentemente a renovação da certificação de Empresa Estratégica de Defesa ( EED ) - concedida pelo Ministério da Defesa (MD) - também ficará encarregada de readequar os ativos de TIC e Expansão física e lógica do DON, bem como o monitoramento e o suporte técnico operacional da rede.  

Espinha dorsal do Sistema Militar de Comando e Controle (SISMC2), o objetivo do DON é fornecer serviços de voz, dados e suporte à decisão de maneira integrada, oportuna, simples, segura, flexível, confiável e contínua para os diversos níveis de tomadores de decisão de a Estrutura Militar de Defesa.   

“Com a mudança de paradigmas de mobilização e combate para a "Guerra Centrada em Rede"¹ e a médio prazo para a "Guerra Mosaico"², é importante que os elementos de Comando e Controle sejam cada vez mais soberanos e interoperáveis”, diz Roberto Gallo, fundador e gerente geral da Kryptus. “Estamos muito honrados com o projeto”, finaliza.

O processo de aquisição foi realizado inicialmente pelo Ministério da Defesa por meio do SBT - Termo de Licitação Especial - contemplado pela lei 12.598 / 2012. Apoiado na decisão do Conselho de Defesa Nacional, o SBT determina que o fornecimento de soluções para a proteção de informações classificadas em qualquer grau de sigilo deve ser feito exclusivamente por Empresas Estratégicas de Defesa (EED) que estejam em desenvolvimento no país. Tecnologias estrangeiras não podem participar do processo. A maior parte do abastecimento será realizada em 2021 ainda. 

NOTAS:
¹O NCW, ou Network-Centric Warfare é uma doutrina de estruturação de Comando e Controle que prevê garantir a superioridade no campo da informação, a fim de melhorar o poder de combate em tempo hábil e aumentar a velocidade de Comando, reduzindo o atraso no tráfego de informações e pedidos.

² Mosaic Warfare: uma estratégia de combate baseada na integração de inúmeros sistemas de tecnologia menores que se encaixam (como os tijolos de Lego), formando uma estrutura capaz de atingir o sistema do oponente e ter um ataque bem-sucedido.

Taurus representa no Tribunal de Contas de SP questionando licitação de pistolas feita pela Polícia Civil

A pistola Taurus TS9 equipa a Polícia Nacional das Filipinas, uma das mais exigentes do mundo.

*LRCA Defense Consulting - 30/03/2021

No dia 27/03, o jornal Diário da Região publicou matéria noticiando a troca das antigas pistolas Taurus, em uso pela Polícia Civil, por outras da marca austríaca Glock, adquiridas pela corporação em 2020.

Em face da reportagem, a Taurus se posicionaou informando que "no final de 2019, a Polícia Civil de São Paulo realizou licitação para a compra de aproximadamente 4.000 pistolas semiautomáticas de calibre .40 e a Taurus foi impedida de participar em razão de exigências excessivas tanto na habilitação jurídica quanto técnica do Edital, que deveria ter sido revisto para permitir a ampliação da disputa entre os interessados". 

"Disso resultou que a Glock America foi a única empresa apta a participar da licitação e chamou atenção que a mesma pistola modelo G22, Geração 5, calibre .40 ofertada à Polícia Civil ao preço de US$ 493,78 foi vendida recentemente à Polícia Militar de São Paulo por US$ 221,48. Outro ponto é que a exportação de armamento da Europa ao território nacional foi intermediada por uma empresa no Uruguai, a Glock America, que não possui atividade de industrialização e comercialização de armas naquele país, nem escritório instalado". 

Diante de todo esse histórico, a Taurus afirmou que "está em andamento uma representação no Tribunal de Contas de São Paulo para apurar possíveis irregularidades na condução desta licitação".

Sobre as alegadas falhas em pistolas antigas da Taurus, a empresa informou "que não existe nenhum registro de perícias técnicas apontando falhas em armas Taurus". 

Informou também que, "desde 2015, a multinacional brasileira está sob novo controle e nova gestão e, passados mais de 5 anos, os efeitos positivos se fazem sentir, reposicionando a empresa no cenário nacional e internacional. Essa nova gestão assumiu a empresa em condições desafiadoras e, desde então, empreendeu grandes esforços para sua remodelagem e modernização, bem como para o lançamento de novos produtos, com uma estrita observância das normas do setor e de compliance". É relevante acrescentar que tais esforços se transformaram em ações e realizações de grande sucesso. 

Nesse verdadeiro turnaround, todos os sistemas e processos da empresa, no Brasil e nos EUA, passaram a ser objeto de uma completa reengenharia a partir de 2018. Como uma das consequências, desde 2019 a Taurus se tornou a marca mais importada pelos consumidores dos Estados Unidos - maior e mais exigente mercado mundial para armamento leve, superando a marca austríaca Glock, bem como é hoje, no geral, a quarta mais vendida nesse país. Além de ser a líder mundial na fabricação de revólveres, sua pistola G2c é a mais vendida em sua categoria no mundo, com mais de 2,6 milhões de unidades comercializadas. Seus últimos lançamentos nos EUA - as pistolas G3, G3c e TX22 - tornaram-se sucessos absolutos de venda, tendo merecido importantes premiações e elogios da mídia e de entidades especializadas.

Em complemento ao sucesso de seus produtos nos Estados Unidos, a venda de 20.000 pistolas TS9 para a Polícia Nacional das Filipinas e de 12.412 fuzis T4 para o Exército desse país, comprovam a excelência e a alta tecnologia de seus atuais produtos, haja vista que as instituições militares e de segurança das Filipinas se caracterizam por possuírem normas rígidas e uma bateria extenuante de testes que precedem a seleção dos armamentos a adquirir, estando entre as mais exigentes do mundo. As pistolas TS9, por exemplo, foram submetidas a  testes de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas sem nenhuma falha. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os da Norma NATO AC-225.

O reconhecimento internacional dos produtos da Taurus Armas também pode ser mensurado pelo fato de o Jindal Group ter convidado a empresa para estabelecer uma joint venture para produção de armas leves na Índia (pistolas, revólveres, fuzis, carabinas e submetralhadoras), processo que foi firmado em janeiro de 2020 e está em pleno desenvolvimento, só aguardando uma melhora da pandemia para iniciar sua produção. O Jindal Group é um dos mais poderosos grupos industriais indianos, além de ser o maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, com um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.

No Brasil, a Taurus Armas é classificada e reconhecida oficialmente pelo Ministério da Defesa como uma Empresa Estratégica de Defesa, estando atrelada aos diversos requisitos e exigências impostos pela legislação do País. 

A multinacional brasileira está entre as pouquíssimas empresas que se dispõe a produzir armas de fogo no Brasil, sujeitando-se a todas as regulações, restrições, insegurança jurídica e demais dificuldades enfrentadas por quem produz aqui, haja vista, como já declarou diversas vezes, ter orgulho de ser brasileira e acreditar que investir no País é fundamental, pois assim pode colaborar gerando milhares de empregos (diretos e indiretos) para a população e também milhões de dólares em divisas para o Brasil, o que está fazendo com inegável competência. 

Esta Consultoria acredita que não se trata de pleitear nenhum tipo de privilégio a uma empresa nacional, mas sim que as instituições de segurança do País e de seus entes federativos ofereçam um tratamento isonômico à empresa, abstraindo-se de colocar subterfúgios em editais públicos e lhe permitindo concorrer em igualdade de condições com indústrias estrangeiras que também geram empregos e riqueza, só que unicamente para seus respectivos países. Tais empresas se limitam a apenas exportar para o Brasil, sem que nenhuma delas tenha qualquer compromisso com o bem-estar e com o progresso do nosso povo. Esse fato se reveste ainda de uma característica especial neste momento de grave crise econômica, quando os índices de desemprego e de pobreza, devido à pandemia, estão entre os maiores da história.

Kroll Bond Rating Agency publica relatório otimista para a Embraer


*LRCA Defense Consulting - 30/03/2021

A Agência Kroll Bond Rating acaba de publicar uma excelente avaliação do mercado regional de aeronaves. O relatório, de co-autoria de Marjan Riggi, Diretor Executivo Sênior da KBRA e Chefe Global de Aviação, explica por que aeronaves menores liderarão a recuperação da aviação comercial e por que se sairão melhor do que jatos maiores em curto e médio prazos.

A análise da KBRA identifica tendências semelhantes de frota e demanda apresentadas no Market Outlook 2020 da Embraer. Isso inclui as expectativas dos passageiros, o trabalho em locais remotos e a necessidade de aeronaves com maior eficiência e sustentabilidade. Como uma agência de classificação de títulos, a KBRA enfoca os fatores que determinam os valores das aeronaves e o que está impulsionando os números enquanto a indústria navega na pandemia global.

O relatório da KBRA cita:
. 
crescimento regional liderado pela demanda doméstica devido a restrições de fronteiras internacionais

. o surgimento de uma classe média global
. lazer mais forte versus viagens de negócios
. conversão de aeronaves de passageiros em cargueiros
. a necessidade de redimensionamento da frota
. as implicações da aposentadoria de aeronaves maiores e mais antigas
. o mercado de reposição para aeronaves regionais
. o papel das aeronaves regionais na construção de conectividade em novos mercados

O estudo da KBRA também oferece uma boa visão geral do cenário de concorrentes OEM e o impacto das cláusulas piloto do escopo nos EUA na demanda futura de aeronaves regionais.

Leia o relatório completo aqui: Aeronave regional - Resiliência e desafios de um mercado essencial durante a pandemia


 

WEG promove plantio de árvores em Jaraguá do Sul

*RBN 94,3 - 29/03/2021

A WEG realizou no último sábado (27) o plantio de 900 mudas, em uma das margens do rio Itapocu, localizada nos fundos do parque fabril II, em Jaraguá do Sul/SC.

A ação, que contou com a ajuda de dois grupos de voluntários da própria empresa, coordenados pela equipe técnica da WEG Reflorestadora, faz parte do projeto de recuperação da mata ciliar do Rio Itapocu.

A atividade iniciou no dia 6 de marco com a supressão dos eucaliptos, que impediam o crescimento da mata nativa, seguida da limpeza do local e preparação do solo para receber as mudas de 29 espécies diferentes de árvores nativas.

Todas as mudas plantadas foram identificadas e receberam um QRcode contendo informações sobre as espécies, como formato das folhas e frutos, coloração das flores, tipo de fauna que atrai, tempo de floração e frutificação.

A atividade seguiu todas as medidas de prevenção à Covid 19, com a participação limitada de 20 voluntários em cada grupo, mantendo o distanciamento social, com uso obrigatório de máscaras e disponibilização de álcool gel durante todo o evento.

segunda-feira, março 29, 2021

Em ação solidária, Taurus e outras empresas apoiam a instalação de tanque de oxigênio em UPA de S. Leopoldo


*Berlinda News - 14/03/2021

Para evitar desabastecimento diante da crescente demanda e da lotação da Upa Zona Norte, a Secretaria da Saúde (Semsad), da Prefeitura de São Leopoldo, deslocou mais um tanque de 1,5 mil metros cúbicos de oxigênio para atender a unidade no bairro Scharlau. A instalação ocorreu durante o sábado (13). É o segundo tanque instalado na Upa, o primeiro, de 1,1 mil metros cúbicos foi instalado no dia 1º de março.

A Upa Zona Norte segue fechada para novos pacientes e no começo da tarde deste domingo (14) estava com 33 pacientes internados. No Hospital Centenário, 20 pacientes estavam internados na UTI Covid, além de outros 48 pacientes em leitos clínicos. Na sexta-feira, 12 de março, a cidade registrou mais 179 casos e cinco óbitos decorrentes do novo coronavírus, totalizando 313 óbitos pela covid-19. Conforme dados da Vigilância Epidemiológica, 450 moradores permanecem com o vírus ativo.

“A Semsad disponibiliza mais um tanque especial de oxigênio, reforçando assim o abastecimento da Upa e da rede básica. Estamos nos antecipando aos problemas para garantir um bom atendimento a todos os leopoldendes”, reforçou o secretário da Saúde, Marcel Frison.

A ação contou com apoio das empresas Stihl, Klabin, Gedore e Taurus e foi articulada pelo empresário André Rotta, que participa do Comitê de Atenção ao Coronavírus, proposto pelo Gabinete da Prefeitura com participação da sociedade civil.

Marinha assina contrato de serviço técnico com a Kryptus Segurança da Informação


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2021

Em 04 de Março, no Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), em solenidade presidida pelo Diretor do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), Contra-Almirante Marcelo Gurgel de Souza, foi assinado um contrato de serviços em soluções de hardware entre a Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) e a Empresa Estratégica de Defesa (EED) Kryptus Segurança da Informação S.A. para atender a área de ciência e tecnologia da Marinha do Brasil.

No ato da assinatura, participaram o Diretor do CASNAV, Capitão de Mar e Guerra Carlos Rodrigo Cerveira e o Presidente da EED, Sr. Roberto Gallo. A execução do referido contrato proporcionará a Marinha, a operação de tokens com criptografia de Estado desenvolvida pela ICT, a serem empregadas em tarefas ou missões que exijam proteção criptográfica de dados ou informações sigilosas. Essa tecnologia de tokens criptográficos, além de ser mais segura, apresenta uma outra vantagem que é a mobilidade nas operações.

O CASNAV é uma Organização Militar cuja a missão é contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico da Marinha e do País. Com o apoio do CTMRJ, acompanha, em âmbito nacional e internacional, a evolução tecnológica das atividades inerentes à criptologia. Além disso, de acordo com o Livro Branco de Defesa Nacional 2020, é configurado como a única Instituição de Ciência e Tecnologia das três Forças Armadas com capacitação técnica em Pesquisa & Desenvolvimento na área de criptografia.

*Com informações do Centro Tecnológico da Marinha

Indústria de defesa do Brasil avança no mercado internacional

KC-390: A força na aeronáutica - VEJA.com

*Veja, Radar, por Robson Bonin - 29/03/2021

Apesar da pandemia da Covid-19 ter impactado a economia em todas as partes do mundo, a base industrial de defesa brasileira segue ampliando a carteira de negócios em mercados internacionais. Somente neste primeiro trimestre de 2021, o setor já movimentou, com o apoio da Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, mais de 316 milhões de dólares em contratos assinados.

Adicionalmente, existem contratos em fase final de negociação que chegam a 1,2 bilhão de dólares.

O setor exporta para mais de 130 países no continente Americano, África, Ásia, Europa e Oriente Médio. “Empresas como Agrale, Akaer, Avibras, CBC, Condor, CSD, Digitro, Gespi, Kriptus, Nitroquímica, Omnisys, Rustcom e Taurus, dentre outras, têm mostrado a força e qualidade dos produtos e soluções nacionais exportados, que incluem veículos blindados, sistemas aviônicos, munição leve, sistemas de artilharia, equipamento não-letal, sistemas de segurança cibernética, sistemas de controle de tráfego aerea e de Defesa aerea, simuladores e armas leves, dentre muitos outros”, diz uma fonte da Defesa ao Radar.

Orquídea aumenta a produção de alimentos com o Bônus Motor da RGE


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2021

A Tondo S/A possui uma das maiores capacidades de moagem de trigo da região Sul do Brasil, entregando cerca de 36 mil toneladas por mês. Com mais de 33 mil m², possui fábricas em Bento Gonçalves e Caxias do Sul, além de Centros de Distribuição em Garibaldi (RS), Tijucas (SC), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Através da consolidação da marca Orquídea, a empresa tem conquistado cada vez mais mercado com a produção de massas, biscoitos, farinhas tradicionais e especiais, entre outros derivados do trigo.

Em um período tão desafiador como este que o mundo vivencia em decorrência da pandemia do coronavírus, a indústria de alimentos precisou manter-se em constante operação, com a finalidade de garantir o abastecimento da população. Para aumentar sua competitividade, a Orquídea aproveitou para participar do Bônus Motor, iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), realizado em parceria pela CPFL Energia e WEG, que incentiva a troca de motores elétricos de baixa eficiência, em operação, por motores mais modernos e econômicos, com um desconto de até 40%.

Além de reduzir os custos de energia elétrica no uso de motores de maior eficiência, a Orquídea implementou uma importante solução da quarta revolução industrial: o WEG Motor Fleet Management, para dar maior economia operacional e produtividade para a equipe de manutenção ao aplicar ações preditivas com base nas condições dos motores elétricos da planta.

Mais eficiência na produção de alimentos
Ao detectar a necessidade de atrelar maior confiabilidade de operação aos equipamentos, ficou evidente que uma série de paradas estavam atreladas a quebra de motores. A partir dessa constatação, a Orquídea seguiu e concluiu todas as etapas do Bônus Motor e recebeu o desconto da CPFL/RGE.

Nesse fornecimento o cliente obteve um desconto de 40% na compra dos 73 motores novos, da linha W22 IR3 Premium, que atendem ao novo nível de rendimento mínimo para motores elétricos de baixa tensão no Brasil, em vigor desde o dia 30 de agosto de 2019. Os novos motores atuarão em Bombas de Vácuo, Bombas Hidráulicas, Ventiladores, Misturadores, Sopradores e Elevadores, viabilizando o sistema de fabricação da massa, a retirada e filtragem de partículas sólidas do ambiente e o transporte de insumos para todo processo produtivo.

Orquídea pronta para a Indústria 4.0
Para se tornar referência como Indústria 4.0 na produção de alimentos, a Orquídea implementou em sua planta o WEG Motor Fleet Management, solução IoT desenvolvida para aumentar a eficiência operacional na gestão e manutenção dos ativos. A solução consiste na instalação de sensores WEG Motor Scan® para coleta periódica e contínua de dados como vibração, temperatura, Status (on/off), Velocidade estimada (RPM), Frequência Estimada (Hz), Tabela de Eventos com notificações via e-mail, Threshold para Healthy Condition (Bom, Alerta, Crítico), e tempo de funcionamento dos motores elétricos para antecipar potenciais falhas. Com o WEG Motor Fleet Management, os dados são disponibilizados na palma da mão da equipe de manutenção e utilidades, que passa a realizar manutenções preditivas com base no monitoramento online da condição dos motores. Essa visibilidade e transparência traz muitos benefícios, como o aumento na eficiência operacional da manutenção, a maximização no uso dos ativos e principalmente o aumento da disponibilidade e confiabilidade do equipamento, por exemplo. Atualmente o sistema monitora mais de 40 motores elétricos da Orquídea através de sensores WEG Motor Scan® e Gateways para coleta automática dos dados.

Segundo Anderson Santos, Supervisor de Manutenção e Utilidades da Orquídea, a principal tarefa da equipe de manutenção é entregar confiabilidade para a produção, com redução dos custos operacionais, e o conjunto de soluções WEG implementadas na fábrica está colaborando para isso. Através da nova plataforma, a gestão dos ativos ficou muito mais simples, pois possibilita a análise dos diagnósticos importantes para o planejamento de manutenção e para a tomada de decisão. O WEG Motor Fleet Management se mostrou a melhor solução para o monitoramento da frota de motores dentre outros recursos testados.

Maior economia para a indústria de alimentos
O potencial de economia com as soluções implementadas é de 378.902,79kWh/ano. Neste projeto, o valor do bônus atingiu, a fundo perdido, R$ 113.418,08 do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e mediante recolhimento do motor antigo (Plano de Troca WEG), outros R$ 19.295,00. Os novos motores, corretamente especificados pela WEG, irão contribuir para o aumento de confiabilidade, reduzindo as paradas e aumentando a disponibilidade das máquinas.

O Supervisor de Manutenção da empresa observa mais vantagens através da participação no projeto: “após a substituição dos motores, tivemos ganhos energéticos na operação gastando menos kW/h por tonelada produzida e também não houve mais histórico de quebras nos equipamentos com motores substituídos. Para a Orquídea, projetos para o melhor aproveitamento dos ativos é uma satisfação e propósito da marca, que é alimentar resultados e buscar sempre ir além”, confirma Anderson Santos.

Para a WEG, operar um programa como o Bônus Motor, em parceria com a CPFL Energia, é mais um motivo de orgulho, pois o programa irá viabilizar a troca de milhares de motores elétricos, contribuindo para o aumento dos índices de eficiência energética em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Clientes da CPFL e RGE podem inscrever as unidades consumidoras e cadastrar projetos de troca de motores elétricos pelo site www.bonusmotor.com.br.

domingo, março 28, 2021

Taurus remunerará seus dirigentes com Stock Options, mas isso será bom para a empresa?


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2021

O Conselho de Administração da Taurus Armas S.A., em reunião realizada em 25 de março, deliberou, entre outros assuntos, pela aprovação da proposta do plano de remuneração baseado em ações (stock options ou opções de compra de ações), a ser examinado, discutido e votado em Assembleia Geral Extraordinária a se realizar no dia 26 de abril.

Como essa é uma iniciativa inédita na Taurus, esta Consultoria procurou analisar as circunstâncias que a cercam para, no final, concluir se serão positivas ou não para a empresa e para seus acionistas.

O incentivo remuneratório variável conhecido como stock options representa uma forma de “remuneração” relacionada com a performance empresarial, permitindo que o beneficiário somente venha a ter eventual ganho caso o preço das ações suba, ou seja, são opções de compra de ações que visam garantir o direito de que administradores ou empregados de uma determinada entidade possam exercer a compra por um valor predeterminado. 

Do ponto de vista jurídico, a opção pode ser entendida como um contrato financeiro, que confere ao titular o direito, mas não a obrigação, de executar determinada operação em data futura, de modo que o exercício da opção pode ser realizado ou não no futuro, a depender da conveniência de tal exercício para seu titular.

Na hipótese em que o valor de mercado do ativo, a ser adquirido mediante o exercício da opção, seja superior ao strike price (preço de exercício), há um grande incentivo ao exercício dessa opção, uma vez que se estará adquirindo esse ativo por um valor menor do que vale. Por isso, uma empresa que opta em seguir por esse caminho, tende a observar uma melhora nos resultados e na performance dos profissionais abrangidos pelo benefício.

Um detalhe a ser observado é que as stock options são pessoais, não sendo negociáveis ou transferíveis, de modo que não há como se falar de preço e nem de valor de mercado para tais opções.

Enquanto que eventuais bonificações são mais adequadas para objetivos de curto prazo, as stock options atendem mais aos objetivos de longo prazo. No Brasil, algumas das maiores empresas já adotam o sistema, assim como startups e outras empresas de porte variável que tenham potencial de grande crescimento à vista. 

Contextualizando para o momento atual e para instrumentos familiares aos acionistas, seria como se os membros da Diretoria Executiva recebessem Bônus de Subscrição da Taurus (TASA13, TASA15 e TASA17), só que com preços e prazos de exercício diferentes, além de custo zero para os beneficiados.

A remuneração com Stock Options seria positiva para a Taurus Armas?
Ao escolher adotar um sistema complementar de remuneração variável via stock options, o Conselho de Administração (CA) da Taurus objetiva envolver e engajar ainda mais sua já operosa Diretoria Executiva (do Brasil e dos EUA) no crescimento da empresa, bem como melhorar o desempenho da companhia no mercado acionário, pois quanto mais os preços de suas ações subirem, mais todos ganharão, incluindo, por vias de consequência, o quadro de acionistas. 

Motivando sua Diretoria Executiva dessa forma, o CA da Taurus também estimula seus membros a permanecer na empresa, ou seja, oferece-lhes uma remuneração adicional como parte de um projeto de retenção desses talentos, haja vista o excelente e ímpar trabalho que realizam (muitos desde 2018) sob a liderança global de Salesio Nuhs.

Nesse cenário, as stock options se tornarão mais um dos vários instrumentos pelos quais o Conselho de Administração da Taurus possibilitará uma sintonia ainda mais fina entre os interesses dos administradores e os da empresa (e consequentemente os dos acionistas), ou seja, funcionarão como um mecanismo de governança corporativa que diminuirá os potenciais e eventuais conflitos entre administradores e detentores de ações.

Por outro lado, o aumento do número de ações causado pelo exercício das stock options será, na prática, muito pequeno frente à quantidade total de ações da empresa, podendo ser plenamente compensado pelo incremento (upside) que poderá proporcionar ao valor das ações preferenciais e ordinárias, gerando um almejado benefício ao quadro de acionistas da companhia.

Os excepcionais balanços do 4T20 e do ano de 2020 evidenciaram que a Taurus realmente realizou um "turnaround de livro". Assim, após se reinventar, dar a volta por cima, crescer e aparecer, agora ela se projeta para o futuro como uma empresa que apresenta um potencial que impressiona, capaz de catapultá-la  para voos mais altos e de torná-la a maior fabricante de armamento leve do mundo, tal como objetivam seu CEO e sua Diretoria.

Entre diversas outras análises positivas publicadas recentemente sobre a empresa, no programa BM&C News, da Sara Invest, edição da tarde de 26/03/21, o estrategista e gestor de clube de investimentos Fábio Bacha comenta sobre o momento atual da Taurus Armas, mostrando-se bastante entusiasmado com a empresa e afirmando que ela poderá ser uma "máquina de distribuir dividendos em 2022".


Em consequência, esta Consultoria acredita que a iniciativa do Conselho de Administração esteja totalmente correta ao incentivar e estimular sua Diretoria Executiva com stock options, garantindo assim um maior empenho e engajamento desta, bem como sua permanência na empresa, medidas estas que tenderão a beneficiar também - e muito - a companhia e seus acionistas.

WEG oferece ao mercado transformador compacto em óleo vegetal


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2021

O Transformador GREEN TRAFO em Óleo Vegetal é mais uma solução da WEG, pensada para minimizar os impactos no meio ambiente. Além de ser biodegradável e facilitar a obtenção de licenças ambientais, o óleo vegetal aumenta a vida útil do equipamento, que é projetado em tamanho compacto e tem sua instalação facilitada. Seguro e com excelente relação custo x benefício, o Transformador Compacto em Óleo Vegetal conta com potências de 500 a 3.000 kVA e já está disponível a pronta entrega na versão standard.

Principais aplicações:

  • Subestações de indústrias em geral
  • Subestações para projetos de infraestrutura
  • Empreendimentos residenciais e comerciais
  • Grupos geradores
  • Projetos de geração de energia (transformadores elevadores)

Projetada para trazer benefícios ao seu negócio e ao meio ambiente, essa solução compacta, agora mais sustentável, fácil de instalar e com vida útil prolongada, oferece uma excelente relação custo x benefício. A linha GREEN TRAFO conta com potências de 500 a 3.000 kVA e já está disponível a pronta entrega na versão standard.

sexta-feira, março 26, 2021

A vacina salvadora da Embraer

Na expectativa pelo avanço da imunização contra a Covid-19 pelo mundo, fabricante de aeronaves projeta crescimento até 2025 após registrar perdas de R$ 3,6 bilhões em 2020.

Crédito: NOAH SEELAM, AFP

PRONTA PARA VOAR A companhia brasileira registrou forte alta nas encomendas, apesar da turbulência global no setor. (Crédito: NOAH SEELAM, AFP )

*IstoÉ Dinheiro, por Angelo Verotti - 25/03/2021

Os últimos 12 meses ficarão marcados nos 51 anos de história da Embraer. De maneira negativa. Além do rompimento unilateral pela Boeing da parceria no segmento de aviação comercial, em abril, a fabricante brasileira de aeronaves teve de assimilar o impacto da pandemia nos resultados de 2020, que apontaram prejuízo líquido de R$ 3,6 bilhões – quase três vezes superior ao de 2019, de R$ 1,3 bilhão. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 2,3 bilhões. Os números só não foram piores por causa do desempenho acima do esperado no quarto trimestre. Agora, a empresa vive a expectativa pelo progresso na imunização da população mundial contra o coronavírus para dar prosseguimento à retomada. “Novas vendas dependem da velocidade da vacinação pelo mundo”, disse à DINHEIRO Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer. “Temos conversado com as companhias aéreas, mas a conclusão dos contratos depende do progresso da vacinação.”

Apesar da preocupação com a velocidade da imunização pelo planeta, o executivo demonstra confiança na manutenção dos bons resultados apresentados no período entre outubro e dezembro. A recuperação foi motivada por maior ritmo de entrega de aviões, câmbio mais alto (os produtos são negociados em dólar), redução de US$ 399 milhões em despesas gerais entre o primeiro e o quarto trimestre e especialmente o corte de 2,5 mil colaboradores (900 foram demitidos e 1,6 mil aderiram a um programa de demissão voluntária) durante o semestre, número que correspondia a 12,5% do quadro de trabalhadores globalmente. A meta foi adequar a nova estrutura de operação à realidade do mercado.

A recente retomada dos negócios enche Gomes de esperança. O presidente afirmou, durante teleconferência com jornalistas e analistas, que a Embraer fez a lição de casa no último ano e que, até 2025, a companhia deve não só igualar a receita do período pré-pandemia como se tornar uma empresa ainda maior. No ano passado, o faturamento atingiu R$ 19,6 bilhões, 10% inferior ao de 2019. A aviação comercial foi responsável por R$ 5,8 bilhões; a executiva, por R$ 5,6 bilhões; a defesa arrecadou R$ 3,4 bilhões; R$ 4,7 bilhões foram originários de serviços e suporte; e R$ 59 milhões em outras receitas.

A receita acabou afetada principalmente pelo fraco desempenho da aviação comercial. Apenas 44 aeronaves foram entregues, queda de 51% na comparação com o ano anterior (89). Já na executiva foram entregues 86, sendo 56 jatos leves e 30 grandes – em 2019, os números atingiram, respectivamente, 62 e 47. No total, o volume de aeronaves entregues em 2020 foi de 130 aviões, 34% a menos do que um ano antes. No último dia do ano passado, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 14,4 bilhões, com redução de 15% em relação a 2019. “Esse resultado é favorável diante dos numerosos cancelamentos de pedidos vistos no mercado”, afirmou Antonio Carlos Garcia, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer.

“Novas vendas dependem da velocidade da vacinação pelo mundo”

O segmento comercial é a principal aposta da Embraer para uma retomada mais rápida do mercado. Na aviação executiva, o Phenom 300 foi o jato leve bimotor mais vendido em toda a indústria executiva no mundo pelo nono ano consecutivo. A empresa conquistou uma boa reputação no mercado mundial com o desenvolvimento de aviões com grande eficiência no consumo de combustíveis. Para Garcia, o segmento já demonstra recuperação, apesar da Covid-19. “As operações de jatos executivos já atingiram mais de 90% dos níveis anteriores à pandemia. Com isso, temos boas perspectivas para 2021”, disse. Na área de Defesa & Segurança, a Embraer entregou à Força Aérea Brasileira quatro das 28 unidades encomendadas do C-390 Millenium. As aeronaves estão preparadas para realizar missões de reabastecimento aéreo, com a designação KC-390 Millenium. Para Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, o C-390 está se estabelecendo como o avião de transporte tático deste século. “Isso abre novos mercados, o que é importante para a estratégia da Embraer nos próximos anos”, disse Schneider. A fabricante também acertou a venda de duas unidades do C-390 Millennium para a Hungria, além de ter entregado 16 aeronaves Super Tucano para clientes ao redor do planeta.

PARCERIA Os problemas da Embraer durante o ano não se resumiram à pandemia. O fim da transferência da área comercial à gigante Boeing, um negócio de US$ 4,2 bilhões, também trouxe prejuízos. Em janeiro de 2020, a empresa brasileira desembolsou R$ 98 milhões no negócio, além de suspender por um mês a sua linha de produção para fazer a separação das áreas. Afetada pela crise do modelo 737 MAX, envolvido em dois acidentes com 346 mortos, a companhia norte-americana afirmou que a Embraer não havia cumprido parte do acordo e desfez o negócio, o que é contestado pela empresa, que ainda tenta reaver o dinheiro.

FORÇA MILITAR A Embraer entregou 16 aeronaves Super Tucano para clientes em diversas regiões do mundo. (Crédito:Divulgação)

O presidente afirmou que quase todos os custos decorrentes da fracassada parceria com a Boeing já foram reconhecidos em 2020 e não devem prejudicar o desempenho da Embraer em 2021. “Vamos investir recursos no projeto de reintegração da aviação comercial, mas 95% dos custos totais ficaram no resultado de 2020.” A liquidez se mostrou sólida. A Embraer fechou 2020 com caixa de R$ 14,3 bilhões, acima dos R$ 11,2 bilhões do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 437,6 milhões.

A retomada do setor aéreo é esperança de voo seguro para a Embraer. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), o tráfego de passageiros caiu 65,9% em 2020 no planeta, com previsão de alcançar os níveis pré-crise apenas em 2024. A recuperação gradual do mercado está contemplada no estudo Market Outlook 2020, divulgado pela Embraer em dezembro, com perspectivas do setor para os próximos dez anos – até 2029.

Com base na demanda de passageiros, o relatório aponta tendência para a utilização de rotas domésticas e regionais, além da utilização de aeronaves de menor capacidade – no caso da Embraer, com até 150 assentos –, mais eficientes, sustentáveis e versáteis, para atender à baixa procura. “O impacto de curto prazo da pandemia global tem implicações de longo prazo na demanda por novas aeronaves”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Nossa previsão reflete algumas das tendências que já estamos observando, como a aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes.”

A empresa conquistou uma boa reputação no mercado mundial com o desenvolvimento de aviões de grande eficiência energética. (Crédito:Divulgação)

A Embraer projeta entregar 4,4 mil jatos de até 150 assentos, sendo 75% destinadas à substituição de aeronaves antigas e 25% representarão o crescimento do mercado. A maior parte das entregas será para companhias da América do Norte, especialmente os Estados Unidos, enquanto a China e o mercado Ásia-Pacífico devem ficar com 1,2 mil. Além disso, há a previsão de entrega de 1,1 mil turboélices até 2029, com destino principalmente às companhias aéreas da China e Ásia-Pacífico (490 unidades) e Europa (190 unidades).

Especialista em aviação civil, Thiago Carvalho, do ASBZ Advogados, classifica como “animadores” os resultados obtidos pela Embraer diante “da maior crise da história da aviação”, com queda acentuada no número de passageiros no mundo. Segundo ele, a companhia pode se beneficiar do movimento mundial de redimensionamento da frota com a troca de aeronaves maiores pelas narrow-body (fuselagem estreita), modelos por ela produzidos, além da regionalização das rotas. Carvalho vê como fundamental a vacinação em massa da população. “Caso contrário, as medidas restritivas de circulação continuarão, com o consequente fechamento de fronteiras, o que afeta drasticamente o setor aéreo”, disse, ao destacar outro desafio ligado à vacinação: “A confiança do passageiro para entrar em uma aeronave.” Um voo, ao que parece, ainda sem comandante.

quinta-feira, março 25, 2021

Taurus lançará fuzil T4 com cano de apenas 7,5", apto para combate aproximado, forças especiais e operações de segurança


*LRCA Defense Consulting - 25/03/2021

Em uma live recente, executivos da Taurus Armas comentaram sobre um fuzil T4 com cano de 7,5 polegadas. Por desconhecer a existência dessa arma, já que o menor modelo que sabia estar em desenvolvimento tem o cano de 9 polegadas, esta Consultoria questionou a empresa a respeito, que confirmou o desenvolvimento da arma.

Trata-se, realmente, de um Fuzil T4 com apenas cerca de 19 centímetros de cano (7,5") no calibre 5,56mm, o que o torna especialmente apto para uso em missões militares de combate aproximado e/ou utilização por tropas especiais (forças especiais, comandos, paraquedistas, etc.), bem como para ações das forças de segurança pública que operam, principalmente, em áreas urbanizadas, haja vista seu pequeno tamanho e grande poder de fogo.

A arma é mais um produto concebido no moderno Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), órgão interno estabelecido no âmbito do turnaroud implementado pela companhia e que possibilita à Taurus ter agilidade no desenvolvimento de novos produtos, sempre com foco no que almejam seus clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas disponíveis no mundo. O CITE unifica engenheiros em ambas as sedes e, utilizando inteligência de mercado, realiza um monitoramente constante dos desejos e necessidades dos consumidores nacionais e internacionais. 

O novo T4 já está disponível para comercialização internacional e, em breve, será lançado no Brasil.




NASA e Embraer: conheça o percurso da engenheira portuguesa que vai fazer voar um helicóptero em Marte


*Mundo Lusíada, por Igor Lopes

Florbela Coroas da Costa é portuguesa, tem 32 anos de idade e atua como Gestora Técnica de projetos espaciais (Technical Project Manager for Space). Recentemente, esta responsável, que finalizou o Mestrado em Engenharia Aeronáutica na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 2011, ganhou destaque na imprensa internacional após saber-se que liderou a gestão técnica do projeto que desenvolveu motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA.

“Projetos para o espaço são extremamente desafiantes e cada pormenor tem de ser cuidadosamente analisado para termos a certeza que nada irá falhar”, afirmou Florbela Costa, que fez também parte do grupo de profissionais com funções no projeto de desenvolvimento do Elevator e Sponson do KC-390 da brasileira Embraer. Esta profissional, que vive em Lucerna, na Suíça, é natural de Trappes, França, e mudou-se em 1999 para o Carqueijo, freguesia de Barrô, concelho de Águeda.

Conversamos com Florbela Costa, que nos contou como foi fazer parte deste novo desafio de “conquista” do espaço. Durante a entrevista, esta engenheira aeronáutica mencionou as suas funções em prol do projeto da NASA em Marte, ressaltou a importância das universidades portuguesas, falou sobre o desenvolvimento do helicóptero Ingenuity e sublinhou a relevância dessa nova missão espacial.

Qual é exatamente o seu papel no projeto Marte?

Fui gestora técnica de projeto na Maxon Group para o projeto de desenvolvimento dos seis DC motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA. Este será o primeiro helicóptero a voar em Marte e tem como principal objetivo demonstrar que é possível voar um helicóptero em Marte. Uma vez que a densidade em Marte é cerca de 1% da densidade da terra, voar torna-se extremamente difícil e novas tecnologias tiveram de ser desenvolvidas para este âmbito. Se funcionar como o esperado, iremos muito provavelmente ver veículos robóticos voadores mais avançados nas futuras missões robóticas e humanas a Marte.

Como aconteceu essa sua aproximação junto à NASA?

A Maxon Group tem um extenso histórico com motores para Marte. Existem, neste momento, mais de 100 motores DC da Maxon no planeta vermelho. Tive a grande oportunidade de ter como primeiro projeto na Maxon Group o gerenciamento do desenvolvimento dos seis DC motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA. Ao mesmo tempo, a minha colega de trabalho estava a desenvolver motores que são utilizados em diferentes mecanismos do Rover Perseverance.

Quais são os principais desafios no seu trabalho no âmbito desse projeto?

Os requisitos do cliente para os motores do helicóptero são, assim como outros projetos para aplicações espaciais, extremamente desafiantes. As temperaturas em Marte podem variar imenso, pelo que os nossos motores tiveram de provar serem resistentes para temperaturas entre -120°C e +80°C e para aguentar as cargas (choque e vibrações) induzidas nos motores, principalmente durante a descolagem e aterragem. Novas ideias foram também desenvolvidas para reduzir o peso e prolongar a vida útil dos motores. Tudo isso teve de ser feito num espaço de tempo muito curto, o projeto durou pouco mais de um ano.

Como a sua experiência está a colaborar com esse projeto?

Projetos para o espaço são extremamente desafiantes e cada pormenor tem de ser cuidadosamente analisado para termos a certeza que nada irá falhar.

O helicóptero Ingenuity é mencionado como o primeiro dispositivo a ser enviado para outro planeta. Certo? Como é fazer parte desse momento histórico?

É a primeira aeronave a ser enviada com o intuito de voar a partir da superfície de outro planeta. Deixa-me muito orgulhosa ter a oportunidade em participar em projetos desta importância e dar o meu contributo para os avanços de tecnologia.

Este será também o primeiro helicóptero a descolar da superfície de Marte. Quais as suas expectativas?

Estou extremamente ansiosa para saber que o seu primeiro voo foi bem-sucedido, mas tenho confiança que irá correr bem, uma vez que a JPL/NASA realizou imensos testes e todos eles tiveram muito bons resultados.

Quando será esse primeiro voo? E quantos voos serão realizados?

Não há data certa para o primeiro voo. A JPL/NASA informou que o helicóptero irá separar-se no Rover Perseverance a 19 de março e que estão previstos cinco voos no total, num período de 30 dias.

Qual a autonomia do aparelho? É movido a que? E que tecnologia foi utilizada?

Não lhe sei responder a perguntas muito técnicas sobre o helicóptero em si, uma vez que ele não foi desenvolvido pela minha empresa, mas pelo meu cliente. Mas o helicóptero contém paneis solares e tem cerca de um metro de envergadura e pesa perto de dois quilos.

Qual é o objetivo desse helicóptero?

Tem como principal objetivo demonstrar a tecnologia de voo e provar que é possível voar um helicóptero em Marte. Uma vez que a densidade em Marte é cerca de 1% da densidade da terra, voar torna-se extremamente difícil e novas tecnologias tiveram de ser desenvolvidas para este âmbito. Se funcionar como esperado, iremos muito provavelmente ver mais, e maiores, helicópteros a ajudar na exploração espacial.

Como é o seu trabalho na empresa suíça Maxon Group?

Muito bom. As pessoas foram sempre muito amigáveis desde o primeiro dia. Mesmo considerando que eu não falava alemão quando comecei a trabalhar na Maxon. Toda a gente estava disposta a ajudar-me e isso é muitíssimo importante, uma vez que o trabalho de equipa é a única forma de levar os projetos a bom porto. A equipa dos gestores de projeto para o espaço é uma equipa mista, com dois homens, duas mulheres, dos quais um é alemão, um é inglês, um é norte-americano e suíço e eu, portuguesa, com diferentes experiências profissionais. Esta diversidade traz imensas vantagens, entre elas, ajuda-nos a desenvolver soluções inovadoras para os nossos produtos.

Que benefícios podemos tirar da missão a Marte?

Os produtos do catálogo da Maxon Group são continuamente aperfeiçoados por meio de desenvolvimento de novas tecnologias, como os projetos para Marte. Os nossos DC motores industriais têm uma densidade de potência muito alta em relação à sua massa e volume. São precisamente essas propriedades que são necessárias para as missões espaciais, nas quais o peso é particularmente reduzido. No caso específico dos motores DC desenvolvidos para o helicóptero, por exemplo, novas ideias foram desenvolvidas para reduzir o peso e prolongar a vida útil dos motores. Ambos são fatores altamente relevantes para aplicações de motores em UAV na Terra. Por meio desses projetos, aprofundamos o nosso conhecimento dos componentes individuais do motor, das tecnologias de conexão que usamos e do comportamento do motor nas condições ambientais mais extremas. Por isso, as missões espaciais também nos ajudam a desenvolver novas tecnologias que podem posteriormente ser utilizadas na Terra.

Florbela Costa, em foto da UBI - Universidade Beira Interior, onde se diplomou como Engenheira Aeronáutica


Como profissional e cidadã, o que espera em termos de resultados dessa nova missão a Marte?

Esta missão, assim como as demais missões a Marte, é mais um passo na direção da descoberta de Marte e tem como objetivo principal ajudar-nos a entender se já existiu vida em Marte. O Perseverance, o Rover da missão Marte 2020 na NASA, irá, entre outros objetivos, criar amostras do solo marciano e haverá nos próximos anos duas missões adicionais. Uma para enviar outro Rover para Marte para recolher essas amostras e enviá-las para a órbita de Marte. E uma terceira missão para capturar as amostras da órbita de Marte e trazê-las de volta para a terra para serem analisadas, na esperança de se encontrar provas de vida em marte.

Por que está cada vez maior o interesse do ser humano pela vida extraterrestre?

Existem duas tendências de longo prazo no mercado espacial: 1) O trabalho científico do governo está a aumentar, especialmente em relação a Marte, devido a uma nova “corrida espacial” entre o Ocidente (EUA e Europa) e a China. Isso coincide com o desejo dos governos de apoiar a indústria aeroespacial com contratos devido ao colapso do mercado de aviação civil; 2) Há vários bilionários que estão iniciando programas espaciais “privados” (Elon Musk – SpaceX; e Jeff Bezos – Amazon – são apenas os dois mais conhecidos).

Há quanto tempo vive na Suíça?

Desde junho de 2017.

Considera-se uma imigrante na Suíça?

Considero-me uma pessoa do mundo, apesar de ter Portugal no sangue e no coração.

Que opinião tem sobre esse país?

Considero que é um país com uma muito boa qualidade de vida e ótimo para pessoas que, como eu, adoram atividades ao ar livre.

Como enxerga Portugal à distância?

Eu, assim como outros amigos meus engenheiros, saímos de Portugal, não por falta de trabalho em Portugal, mas porque queríamos trabalhar em projetos mais desafiantes. Eu tive a sorte de trabalhar no projeto do KC-390 (da brasileira Embraer) no CeiiA quando me graduei, mas este tipo de projeto, com esta dimensão e complexidade, foi uma oportunidade única. Foi a primeira vez em que Portugal participou num projeto de desenvolvimento desta dimensão. Quando o projeto estava na sua fase final, depois de cinco anos e meio, eu e vários colegas decidimos procurar novas oportunidades. E, infelizmente, não há muitas oportunidades aeronáuticas desta dimensão em Portugal, apesar de termos engenheiros muitíssimo competentes. Tenho a certeza de que muitos engenheiros que se encontram atualmente fora do país voltariam para Portugal se tivessem mais oportunidades de trabalho na área aeronáutica.

Qual é a sua formação e que passagens profissionais tem?

Finalizei o mestrado em Engenharia Aeronáutica na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 2011. No mesmo ano, iniciei a minha atividade profissional no CEiiA, em Matosinhos, para o projeto de desenvolvimento do Elevator e Sponson do KC-390 da Embraer. Durante o meu tempo no CEiiA, tive deslocada nove meses na Embraer no Brasil. Passei por vários cargos durante os cinco anos e meio neste projeto e nos últimos anos era gestora do desenvolvimento do produto e gestora de projeto. Em meados de 2017, mudei-me para o centro da Suíça para me juntar a Maxon Group como gestora técnica de projeto.

Qual o papel da Universidade da Beira Interior (UBI) na sua formação e nessa conquista atual?

Na minha opinião, a UBI, assim como muitas outras universidades em Portugal, prepara muitíssimo bem os seus alunos. Isto é comprovado pelo facto de que vários dos meus colegas de turma trabalham hoje em projetos fascinantes e extremamente complexos. A camaradagem e o espírito de família que senti na Covilhã, e em específico nos membros de engenharia aeronáutica, é sem dúvida a melhor memória que trago comigo da UBI.

Quais as suas ambições agora que já “chegou” ao espaço?

Estou neste momento a estudar para ter um segundo mestrado na área de Gestão (EMBA – Executive Master of Business Administration). Mas ainda não decidi o que será o próximo passo. No futuro próximo, espero continuar a trabalhar na Maxon Group como gestora técnica de projetos para o espaço e, muito provavelmente, continuar em projetos para Marte ou igualmente desafiantes.

Por fim, quem é Florbela Costa?

Sou uma apaixonada pela aeronáutica e pelo espaço e sou uma pessoa alegre e otimista. Estou sempre a procura de novos desafios e adoro aprender coisas novas. Adoro ler e fazer atividades desportivas, tal como correr, jogar ténis, fazer caminhadas e mergulho.

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