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26 julho, 2025

Workshop de integração do Link-BR2 no F-39 Gripen acontece no DCTA

 


*LRCA Defense Consulting - 26/07/2025

Entre os dias 22 e 24/07, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), sediado em São José dos Campos (SP), realizou o Workshop de Integração do Link-BR2 na aeronave F-39 Gripen.

O encontro técnico-operacional foi realizado no Laboratório de Guerra Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e reuniu militares da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), do Comando de Preparo (COMPREP), do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) e do DCTA.

O evento teve como objetivo avançar na integração do Sistema de Enlace de Dados Link-BR2 ao F-39, caça de última geração incorporado pela Força Aérea Brasileira (FAB), ampliando significativamente as capacidades de Comando e Controle no âmbito do Comando da Aeronáutica (COMAER).

Durante o workshop, foram discutidos e aprimorados aspectos do Conceito Operacional (CONOPS) relacionados ao emprego do Link-BR2, alinhando suas funcionalidades técnicas aos objetivos estratégicos da FAB. Um dos principais focos foi a interoperabilidade entre diferentes vetores aéreos da Força, reforçando a coesão entre os diversos meios de combate e elevando a consciência situacional no ambiente operacional.

Ferramenta essencial de Comando e Controle
De acordo com o representante da COPAC, que compõe a Gerência do Projeto F-X2, o Coronel Especialista em Comunicações Romulo Silva de Oliveira, a atividade foi decisiva para o progresso operacional da Força. “O workshop teve grande relevância para as áreas técnica e operacional, pois marca o progresso profissional das equipagens de combate, além de consolidar o Link-BR2 como ferramenta essencial de Comando e Controle no âmbito do COMAER”, destacou.

O Gerente Técnico do Projeto F-X2, Coronel Aviador George Luiz Guedes de Oliveira, também ressaltou o impacto estratégico do encontro. “Esta fase de integração é um marco para a consolidação das capacidades do F-39. O Link-BR2 representa uma das principais ferramentas de conectividade e consciência situacional da FAB, e a participação conjunta das áreas técnica e operacional é fundamental para assegurar sua eficácia no ambiente real de missão”, pontuou.

A iniciativa reforça o compromisso da FAB com a modernização de suas plataformas e doutrinas, promovendo a excelência no preparo e emprego do poder aeroespacial em prol da soberania do espaço aéreo brasileiro. 

Link-BR2
O programa Link-BR2 brasileiro visa fornecer recursos de datalink nacional seguro, habilitar a conectividade digital de todas as plataformas aéreas entre si e estabelecer a interoperabilidade Multi Domínio. A próxima fase de integração será a bordo das aeronaves Gripen NG da SAAB, enquanto o roteiro do programa Link-BR2 inclui a integração dos recursos do Sistema a bordo de todas as aeronaves da FAB.

As funcionalidades incluem o fornecimento de consciência situacional multidomínio, permitindo ligações de dados baseadas em Rede Ad Hoc Móvel (MANET) (ar-ar e ar-terra), facilitando a transmissão de aplicações aéreas por longos alcances incluindo áudio e dados simultâneos e exibição de uma imagem operacional comum que é compartilhada entre todos os membros da rede – segmentos aéreos e segmentos terrestres.

Demonstrando a capacidade de transmissão multicanal simultânea, o Link-BR2 permite que forças aéreas e terrestres realizem interceptação de alvos, recebimento de informações de radares terrestres e fechamento rápido de loops sensor-atirador, como parte da arena multidimensional. O programa estratégico Link BR2 levará as Forças Armadas Brasileiras a operar no conceito NCW, uma tecnologia disruptiva que traz uma enorme vantagem no cenário operacional local.

AEL Sistemas
A AEL Sistemas - principal empresa responsável pelo desenvolvimento e integração do Link‑BR2, em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB) e outras empresas nacionais (Embraer, Atech, Kryptus Defesa e Segurança e Aeromot) -  é uma empresa brasileira subsidiária da israelense Elbit Systems que, há 40 anos se dedica ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de sistemas eletrônicos militares e espaciais, para aplicações em plataformas aéreas, marítimas e terrestres. Atualmente, participa do desenvolvimento de diversos Projetos Estratégicos das Forças Armadas do Brasil e dos principais programas de Comando e Controle do Ministério da Defesa, como: Link-BR2, STERNA, SIC2MB e RDS Defesa. Atualmente, a empresa é considerada um Centro de Excelência em Tecnologia de Defesa. 

22 junho, 2025

Kryptus e CAIXA renovam contrato de cibersegurança. Há previsão de aumento de ameaças contra setor de governo


*LRCA Defense Consulting - 22/06/2025

A parceria entre a Kryptus, multinacional brasileira especializada em cibersegurança e criptografia, e a Caixa Econômica Federal (CAIXA) acaba de entrar em seu quinto ano de execução. Os serviços do Centro de Operações de Segurança (SOC) da empresa receberam menção no Relatório Integrado de Gestão 2024 da instituição financeira, publicado recentemente em seu site de Relações com Investidores.

O suporte da Kryptus consiste na prestação de serviços de Operações de Segurança Cibernética, denominados SOC, com previsão de mão-de-obra dedicada na CAIXA, e a empresa também executará o contrato com profissionais no seu ambiente próprio. Em suma, as equipes especializadas em defesa cibernética (Blue Team) da empresa são responsáveis pela resposta e tratamento de incidentes de segurança da informação em regime 24x7.

“A demanda por serviços de SOC no setor governamental vem crescendo, e nossa projeção é de que esse mercado siga em expansão pelos próximos cinco anos, impulsionado pelo aumento da digitalização dos serviços públicos e, consequentemente, das ameaças cibernéticas. A continuidade da parceria com a CAIXA reafirma o nosso compromisso com a soberania e segurança das instituições públicas brasileiras", afirma Felipe Manso, CCO da Kryptus.

Além de Caixa Econômica Federal, a Kryptus também fornece sua expertise a outras instituições fundamentais do segmento de governo no Brasil, como Banco Central (BACEN), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e SPTrans. 

24 maio, 2025

Acesso aos códigos-fonte e ToT: o acerto estratégico do Brasil ao escolher o Gripen

 


*LRCA Defense Consulting - 21/05/2025

Recentemente, conforme a mídia indiana tem publicado com destaque, a francesa Dassault Aviation rejeitou firmemente o pedido da Índia de acesso aos códigos-fonte dos 62 caças Rafale que adquiriu, como será mostrado na reportagem reproduzida no final desta matéria. A Índia busca esses códigos - que controlam sistemas críticos como o radar AESA (Thales RBE2) e o computador de missão modular (MMC) - para integrar armas e sistemas aviônicos desenvolvidos localmente, como o míssil Astra e o Rudram, e alcançar maior autonomia operacional sob a iniciativa "Atmanirbhar Bharat" (Índia Autossuficiente).

Com base nesse fato e em diversas outras considerações, esta Consultoria acredita que a decisão brasileira de escolher o caça sueco Saab JAS 39 Gripen E/F no âmbito do programa F-X2 (iniciado em 2008 e concluído com a assinatura do contrato em 2014) foi um grande acerto estratégico, especialmente quando analisada sob a perspectiva do acesso aos códigos-fonte e da transferência de tecnologia (ToT), haja vista que reflete uma combinação de fatores técnicos, econômicos, políticos e estratégicos que posicionam o Brasil de maneira vantajosa no cenário aeroespacial e de defesa.

A seguir, são abordados os principais pontos que sustentam essa afirmação, com base nas informações disponíveis e em uma análise crítica.

Acesso aos códigos-fonte: autonomia e flexibilidade tecnológica e operacional

Um dos pilares centrais da escolha do Gripen foi o compromisso da Saab em oferecer acesso irrestrito aos códigos-fonte do caça, algo que os concorrentes (Boeing F/A-18 Super Hornet e Dassault Rafale) não conseguiram igualar de forma tão abrangente. O acesso aos códigos-fonte permite à Força Aérea Brasileira (FAB) e à indústria nacional, como a Embraer, realizar atualizações, integrações de novos sistemas e armamentos, além de manutenções de forma autônoma.

Isso é crucial para:

- Independência operacional: o Brasil pode integrar armamentos e sensores de origem diversa, bem como modificar o software dos sistemas de missão, radares e armamentos sem necessidade de autorização estrangeira, adaptando o Gripen às suas necessidades específicas, como o sistema de comunicação Link BR2, desenvolvido localmente. Essa flexibilidade reduz a dependência de fornecedores estrangeiros, um fator estratégico em um cenário geopolítico onde sanções ou restrições de exportação podem limitar o acesso a tecnologias sensíveis.

- Maior segurança cibernética e operacional: o Gripen permite ao operador instalar sistemas de criptografia nacionais, o que impede a interceptação ou espionagem por países terceiros. Outros caças frequentemente impõem a adoção de sistemas proprietários e controlados externamente.

O Gripen também não depende de  redes externas que centralizam dados de manutenção e operação (como o sistema ALIS/ODIN dos EUA), evitando riscos de bloqueio remoto ou coleta de dados sensíveis por terceiros.

- Sustentabilidade a longo prazo: com uma arquitetura de software aberta, o Gripen pode ser atualizado ao longo de sua vida útil (estimada em 40 anos), incorporando tecnologias emergentes, como capacidades furtivas ou integração com drones, sem a necessidade de aprovações externas.

- Segurança nacional: o controle sobre os códigos-fonte minimiza riscos de vulnerabilidades ou interferências externas, especialmente em um contexto de tensões geopolíticas, como as mencionadas em postagens recentes que alertam para possíveis pressões dos EUA devido à aproximação do Brasil com países como Rússia e China.

Esse nível de controle é raro em contratos internacionais de defesa e representa um salto qualitativo para a Força Aérea Brasileira (FAB) em termos de soberania militar.

Transferência de Tecnologia: um salto para a indústria nacional

O programa de ToT associado ao Gripen é descrito como o maior da história da Suécia e o mais extenso em curso no Brasil. Ele envolve mais de 600 mil horas de treinamento e 62 projetos, abrangendo áreas como sistemas de comunicação, integração de armamentos, ensaios em voo, aviônicos, aerodinâmica e produção de componentes estruturais.

Os principais benefícios incluem:

- Capacitação da indústria brasileira: cerca de 350 profissionais brasileiros, incluindo engenheiros e técnicos, foram treinados na Suécia, participando de atividades práticas (on-the-job training) em Linköping. Esses profissionais retornam ao Brasil para multiplicar o conhecimento, fortalecendo empresas como Embraer, AEL Sistemas, Akaer, Kryptus e Atech, além do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA/FAB), resultando na participação direta da indústria nacional no desenvolvimento, montagem e produção de partes significativas das aeronaves, assim como no estabelecimento de um centro de desenvolvimento em Gavião Peixoto (SP), permitindo a capacitação de engenheiros e técnicos brasileiros.

- Integração na cadeia global de suprimentos: empresas brasileiras, como a AEL Sistemas, tornaram-se fornecedoras globais da Saab, produzindo displays avançados (WAD, HUD e HMD) para todos os Gripen E/F, o que posiciona o Brasil como um potencial centro de exportação de componentes de alta tecnologia.

- Desenvolvimento local: a linha de produção do Gripen E em Gavião Peixoto (SP), inaugurada em 2023, é a única fora da Suécia. Das 36 aeronaves contratadas, 15 estão sendo produzidas no Brasil, com a primeira já em fase de montagem final. Isso consolida o Brasil como um polo de desenvolvimento, produção e testes, com o Centro de Ensaios em Voo (GFTC) e o Centro de Projetos (GDDN).

- Inovações exclusivas: o desenvolvimento do Gripen F (biposto), liderado por engenheiros brasileiros, é um exemplo de como a ToT vai além da simples absorção de conhecimento, permitindo ao Brasil contribuir ativamente com inovações, como a integração de uma segunda estação de pilotagem e o sistema Link BR2.

Custo-benefício e sustentabilidade econômica
O Gripen foi a opção mais econômica entre os concorrentes do F-X2, tanto em termos de aquisição quanto de custos operacionais. O contrato de 2014, avaliado em cerca de R$ 21 bilhões (atualizado), inclui 36 aeronaves, treinamento, suporte logístico e ToT. Comparado ao Rafale e ao F/A-18, o Gripen oferece:

- Menor custo operacional: por ser um caça leve, com um único motor (General Electric F414-GE-39E), consome até 30% menos combustível e exige manutenção mais barata.

- Flexibilidade operacional: o Gripen pode operar em pistas curtas (600 metros) e até em estradas, o que o torna ideal para as necessidades da FAB.

- Escalabilidade: a adição de quatro aeronaves ao contrato original (totalizando 40) e a possibilidade de um segundo lote de 26 caças indicam a viabilidade de expandir a frota sem comprometer o orçamento, embora desafios fiscais possam atrasar entregas até a década de 2030.

- Tecnologias de ponta: Apesar de ser uma aeronave monomotor, ela incorpora tecnologias de ponta como:
- Radar AESA;
- Sistemas avançados de guerra eletrônica;
- Data links seguros e sensor fusion.

Além disso, sua natureza modular facilita futuras atualizações e adaptações a necessidades específicas do Brasil.

Capacitação e geração de empregos
O projeto contribui diretamente para o desenvolvimento do complexo industrial de defesa nacional, com:
- Geração de milhares de empregos qualificados;
- Capacitação técnica e tecnológica da mão de obra brasileira;
- Estímulo à inovação e à pesquisa em áreas estratégicas.

Contexto geopolítico e estratégico

A escolha do Gripen reflete uma decisão geopolítica astuta. A Suécia, como então nação neutra, oferecia menor risco de imposição de restrições políticas ou embargos, ao contrário dos EUA, cuja relação com o Brasil foi abalada pelo escândalo de espionagem da NSA em 2013. Mesmo com sua adesão plena à OTAN em março de 2024,  o país ainda oferece poucos riscos de adotar políticas restritivas. Além disso:

- Parceria estratégica Brasil-Suécia: a colaboração vai além dos caças, envolvendo negociações para a venda do Embraer KC-390 à Suécia, bem como do Gripen a países latino-americanos, o que fortalece laços bilaterais e abre mercado para a indústria brasileira.

- Posicionamento regional: o Gripen E/F é o caça mais avançado da América Latina, superando em tecnologia os concorrentes regionais. Isso reforça a liderança do Brasil na região, com potencial para exportar caças Gripen para outros países da América Latina, como foi o recente caso de sua escolha pela Colômbia.

- Resiliência a pressões externas: apesar de especulações sobre possíveis interferências dos EUA (como a investigação do Departamento de Justiça em 2024), a ToT e o acesso aos códigos-fonte garantem que o Brasil mantenha controle sobre o programa, reduzindo vulnerabilidades a pressões externas.

Desafios e Críticas
Apesar dos méritos, a decisão enfrenta críticas e desafios:
- Atrasos no cronograma: limitações orçamentárias brasileiras podem adiar a entrega completa das aeronaves para a década de 2030, o que pode impactar a prontidão operacional da FAB.

- Escalabilidade limitada: críticos apontam que a ToT pode ter utilidade reduzida se o Gripen não conquistar mercado na América Latina, limitando o retorno econômico do investimento. No entanto, o primeiro passo já foi dado, com a Colômbia selecionando a aeronave.

- Riscos geopolíticos: a aproximação do Brasil com Rússia e China pode levar a tensões com os EUA, potencialmente afetando componentes americanos do Gripen (como o motor GE F414). No entanto, o acesso aos códigos-fonte e a ToT mitiga esses riscos, garantindo maior autonomia.

Embraer: a grande empresa beneficiada
A Embraer é a grande beneficiada pela escolha do caça Saab Gripen pelo Brasil devido aos seguintes fatores:

- Transferência de tecnologia: o contrato com a Saab incluiu um amplo programa de transferência de tecnologia, permitindo à Embraer adquirir ou incrementar conhecimentos avançados em engenharia, sistemas aeronáuticos (como aviônica, integração de sistemas e testes de voo) e sistemas de combate ligados à fabricação de aeronaves supersônicas, setores nos quais ela não atuava diretamente. Além disso, a Embraer se tornou responsável por partes significativas da produção, montagem e desenvolvimento de versões específicas do Gripen, inclusive para exportação. Isso fortalece sua capacidade tecnológica, amplia seu portfólio militar e abre portas para novos mercados e contratos internacionais.

- Produção local: a Embraer coordena a produção de 15 dos 36 caças Gripen E/F em sua fábrica em Gavião Peixoto (SP), consolidando sua posição como um polo industrial de defesa e gerando empregos qualificados.

- Parceria estratégica: a colaboração com a Saab posiciona a Embraer como parceira estratégica em um projeto global, aumentando sua relevância no mercado internacional de defesa e abrindo oportunidades para exportações, como, por exemplo, para a Colômbia e, possivelmente, para o Peru.

- Fortalecimento do KC-390: a parceria inclui suporte da Saab para promover o cargueiro KC-390 da Embraer no mercado internacional, como na Suécia, ampliando seu alcance comercial.

- Infraestrutura e capacitação: a Embraer ganhou infraestrutura avançada, como o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN) e o Centro de Ensaios em Voo (GFTC), além de treinamento para mais de 350 profissionais, elevando sua expertise.

- Hub conjunto C-390 / Gripen para produção em outros países: a experiência da Embraer em transferência de tecnologia (como no programa Gripen no Brasil) poderá ser replicada em outros países, desde que a escala do mercado justifique investimentos como, por exemplo, na Índia, onde a  Embraer propôs um hub regional para montagem e exportação do C-390, caso o país selecione a aeronave para seu programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA), que prevê a aquisição de 40 a 80 unidades.

A Índia é o mercado mais promissor para esse cenário, devido à demanda por caças (MMRCA 2.0 - 114 caças) e à política de produção local. Caso vença a concorrência com o seu C-390, a Embraer e a Saab podem propor uma linha de montagem conjunta, aproveitando o hub a ser estabelecido para esta aeronave.

No entanto, além da Índia, há outros países para onde, atualmente, a Embraer pretende se expandir e, talvez, estabelecer um hub de montagem ou fabricação do C-390, como Arábia Saudita, Polônia e Marrocos, caso também receba encomendas de porte que justifiquem o investimento, ficando a questão de uma produção conjunta do Gripen como uma possibilidade em aberto.

Caso Portugal desista formalmente do F-35 e venha a optar pelo Gripen, como defendem alguns setores da Força Aérea Portuguesa, as instalações da Embraer/OGMA nesse país estão em condições de, em prazo relativamente curto, serem adaptadas para colaborar na fabricação ou montagem da aeronave.

Um acerto estratégico para o Brasil e para sua base industrial de defesa
Num cenário geopolítico marcado por incertezas e por restrições impostas por países fornecedores de armamentos (como, por exemplo, no atual impasse entre Índia e França em relação ao caça Rafale, descrito na matéria a seguir), a decisão brasileira de escolher o Saab Gripen se mostra prudente, visionária e soberana.

Assim, é forçoso concluir que a escolha do Gripen foi um acerto estratégico para o Brasil, equilibrando custo, desempenho e autonomia. O acesso aos códigos-fonte assegura independência operacional e flexibilidade para integrar sistemas nacionais, enquanto o extenso programa de ToT fortalece a Base Industrial de Defesa, posicionando o Brasil como um player relevante no mercado aeroespacial global. Ela não apenas atende às necessidades operacionais da FAB, mas também promove um desenvolvimento autônomo e sustentável da capacidade aeroespacial e de defesa do Brasil — um passo fundamental para qualquer nação que almeje protagonismo estratégico no século XXI.

Por fim, a parceria com a Saab - e, por extensão, com a Suécia - aliada à produção local e à maior capacitação da Embraer como um player global em defesa, gera ganhos tecnológicos, industriais e comerciais para todo o ecossistema industrial brasileiro envolvido, direta ou indiretamente, no desenvolvimento e na produção do Gripen, que inclui empresas como Atech, Akaer, Kryptus e AEL Sistemas, além de diversas outras, criando um legado duradouro que transcende a aquisição de 36 (ou potencialmente 40) caças. 

Apesar de desafios orçamentários e geopolíticos, a decisão reforça a soberania tecnológica e a capacidade de defesa do Brasil, alinhando-se à Estratégia Nacional de Defesa.

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Divisão Profunda sobre caças Rafale: Índia solicita acesso, França recusa

*Aero Haber - 19/05/2025

A Dassault Aviation rejeitou firmemente o pedido da Índia de acesso aos códigos-fonte dos caças Rafale. A empresa de defesa francesa citou a importância estratégica e a sensibilidade dos códigos à segurança como motivos para mantê-los confidenciais.

Tensões crescentes sobre o acesso ao código-fonte
Em 2016, a Índia assinou um acordo de € 7,8 bilhões com a França para 36 caças Rafale, todos entregues e implantados nas bases aéreas de Ambala e Hasimara. No entanto, os códigos de sistema necessários para integrar os sistemas de armas de fabricação indiana aos jatos Rafale não foram compartilhados pela França.

França: esta é uma informação estratégica
As empresas de defesa francesas Dassault Aviation e Thales enfatizaram que os códigos-fonte são o resultado de décadas de P&D. Elas argumentaram que o compartilhamento dessas informações poderia levar a:
- Disseminação de segredos tecnológicos,
- Comprometimento da integridade do sistema,
- Surgimento de vulnerabilidades de segurança e
- Complicações no fornecimento de suporte técnico.

Grécia também opera Rafales
A controvérsia não se limita à Índia. A Grécia, que mantém tensões periódicas com a Turquia, também adicionou recentemente jatos Rafale à sua frota. A falta de acesso aos códigos-fonte significa que os usuários do Rafale podem não conseguir personalizar totalmente a aeronave ou integrá-la efetivamente aos sistemas domésticos.

Novo acordo e expectativas da Índia
Em abril de 2025, a Índia assinou um novo acordo de € 6,9 bilhões para a versão naval do Rafale, o Rafale-M. A previsão é que os 26 jatos sejam entregues à Marinha Indiana entre 2028 e 2030, com implantação prevista nos porta-aviões INS Vikrant e INS Vikramaditya.

A Índia pretende integrar armas nacionais, como o míssil Astra Mk1 e a SAAW (Arma Antiaérea Inteligente), à ​​plataforma Rafale. No entanto, a França está fornecendo apenas suporte técnico limitado e controlado para essas integrações. O desenvolvimento está sendo realizado por meio de kits de desenvolvimento de software fornecidos pela Dassault e com equipes de engenharia conjuntas.
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Saiba mais:
- Why Is Dassault Refusing to Share the Rafale Source Code with India?

- Dassault’s Reluctance to Share Rafale Source Code with India

- IAF Insists on Rafale Source Code Access for AESA Radar, MMC to Enable Independent Weapons Upgrades like Astra and SAAW

15 maio, 2025

Kryptus obtém certificação ISO 20.000 e consolida sistema de gestão integrado


*LRCA Defense Consulting - 15/05/2025

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em criptografia e cibersegurança, acaba de obter a certificação ISO 20.000, norma internacional que estabelece os requisitos para um Sistema de Gestão de Serviços (SGS). A certificação reforça o compromisso da empresa com a qualidade, eficiência, previsibilidade e conformidade na entrega de produtos e soluções.

A ISO 20.000 junta-se ao conjunto de normas já adotadas pela Kryptus, que inclui a ISO 9001 (qualidade), ISO 27.001 (segurança da informação) e ISO 27.701 (privacidade da informação), compondo um sistema de gestão integrado robusto e alinhado às melhores práticas internacionais.

“Já tínhamos muitos dos controles exigidos pela ISO 20.000 implementados, especialmente na área de TI, o que facilitou o processo. No entanto, tivemos apenas 90 dias para a certificação, e precisávamos integrar esse processo com as demais normas já vigentes, o que foi um grande desafio”, explica Igor Jardim, COO da Kryptus.

A integração entre os sistemas de gestão permitiu uma auditoria unificada, evitando múltiplas avaliações ao longo do ano e otimizando recursos. O esforço envolveu diversas áreas da empresa, com destaque para a equipe do MSS (Managed Security Services), que teve papel fundamental na adequação dos processos e na rápida adaptação às exigências da nova norma.

Com a certificação, todo o portfólio da Kryptus – incluindo serviços de SOC (Security Operations Center), Cloud HSM, cibersegurança gerenciada, entre outros – passa a ser contemplado pela ISO 20.000, garantindo padrões consistentes de qualidade e governança de ponta a ponta.

“A certificação amplia significativamente nossa competitividade em licitações públicas, parcerias com grandes empresas, especialmente em contratos que exigem conformidade com essa norma. É um diferencial importante, que reforça a confiança dos nossos clientes nos serviços oferecidos”, afirma o executivo.

O próximo passo da empresa é obter, ainda este ano, a certificação ISO 22.301, voltada à continuidade de negócios, completando a tríade estratégica que inclui as normas ISO 27.001 e ISO 20.000, fortalecendo ainda mais a base estabelecida pela ISO 9.001. “Estamos construindo um sistema de gestão de classe mundial, que traz segurança, eficiência e confiabilidade para nossos clientes em um mercado cada vez mais exigente e competitivo”, conclui Jardim.

Sobre a Kryptus

A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

23 abril, 2025

Criptocomputador da Kryptus ganha designação PED e será incorporado ao novo radar de defesa da Embraer

 


*LRCA Defense Consulting - 23/04/2025

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em criptografia e cibersegurança, obteve mais uma conquista em sua trajetória de inovação: o criptocomputador CM4-B, desenvolvido em parceria com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), foi designado Produto Estratégico de Defesa (PED) pelo Ministério da Defesa.

Peça-chave para a implementação do Sistema de Identificação Amigo ou Inimigo Modo 4 (IFFM4BR) da Força Aérea Brasileira (FAB), o CM4-B também será integrado ao novo radar SABER M200, da Embraer.

Em fase final de entrega, o IFFM4BR é crucial para a segurança e controle do espaço aéreo, tornando o Brasil independente de tecnologias estrangeiras e garantindo total controle sobre os recursos de autenticação e confidencialidade utilizados. Com integração inicial prevista para os caças modelo F-39 Gripen do projeto pela SAAB, o CM4-B destaca-se por sua capacidade de operação em modos de alta segurança, atendendo às exigências nacionais de interoperabilidade, e sua certificação como PED representa um importante passo para o fortalecimento da base industrial de defesa do país.

“Essa designação mostra que estamos prontos para atender à integralidade da demanda da fase 3 do projeto, colaborando com fabricantes de radares e transponders de forma coordenada com as Forças Armadas. Esse trabalho conjunto é essencial para garantir que os sistemas de IFF estejam totalmente integrados às plataformas e sistemas de defesa do país”, afirma Lucas Martins, CTO da Kryptus.

O Modo 4 Nacional implementado emprega criptografia e sistema de gestão e distribuição de chaves autóctones que, em conjunto com contramedidas avançadas em relação à versão internacional, o torna imune a diversos ataques de Guerra Eletrônica. “O desenvolvimento de uma solução nacional garante ao Brasil total soberania sobre a tecnologia empregada, eliminando riscos de backdoors ou restrições impostas por outros países”, acrescenta Martins.

Também no radar SABER M200
Em breve, o CM4-B também será integrado ao radar SABER M200, em desenvolvimento pela Embraer sob contrato firmado com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Esse radar tático transportável é projetado para defesa aérea de média altura, vigilância, alerta aéreo antecipado e controle de tráfego militar.

“O projeto do radar SABER M200 abre caminho para novas aplicações do CM4-B em outras plataformas, como radares terrestres e embarcações. Isso demonstra a versatilidade do criptocomputador e sua relevância estratégica não apenas para o Brasil, mas também para potenciais mercados internacionais que buscam maior independência tecnológica”, conclui Martins.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

13 março, 2025

Kryptus amplia estrutura de SOC em Brasília para reforçar cibersegurança dos setores público e privado

 


*LRCA Defense Consulting - 13/03/2025

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em criptografia e segurança cibernética, concluiu a reestruturação do seu Centro de Operações de Segurança (SOC) em Brasília. A iniciativa tem como objetivo ampliar ainda mais as defesas de seus clientes, não apenas do setor privado, mas também órgãos governamentais e empresas do setor público, segmento cada vez mais visado por cibercriminosos.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), realizada entre 2023 e 2024, revelou vulnerabilidades significativas na infraestrutura digital de alguns órgãos federais. Atualmente, o custo médio de uma violação de dados no Brasil é de US$ 1,36 milhão, segundo o relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o que evidencia a urgência de medidas preventivas robustas.

“Além de atender a órgãos estratégicos do Governo Federal, como Caixa Econômica Federal, Banco Central, PGR, STF, TRF5a, DATASUS, BNDES e Itamaraty, somos reconhecidos como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa. Essa expertise na esfera pública e a oferta de tecnologia de ponta 100% nacional são diferenciais que reforçam nossa presença também no setor privado”, afirma Sabino Lima, coordenador do SOC da Kryptus em Brasília.

Para ilustrar a dinâmica de um ataque cibernético e a capacidade de resposta do SOC, o departamento promoveu, em dezembro passado, um exercício de simulação de ataque e defesa. Durante a demonstração, os presentes puderam conferir como um invasor consegue obter credenciais, através de um ataque do tipo “password spraying”, infiltrar-se por meio de phishing e escalar privilégios até comprometer senhas administrativas.

Os testes foram conduzidos pelos especialistas do SOC, divididos em equipe de ataque (Red Team), responsável por identificar possíveis brechas para uma tentativa de invasão; e equipe de defesa (Blue Team), que tem a missão de detectar e neutralizar ameaças de intrusão.

Além disso, o modelo de abordagem da Kryptus contempla o chamado “Purple Team”, que integra ferramentas e estratégias dos times de ataque e defesa em um mesmo cenário de invasão. Essa abordagem garante que tanto a visão do invasor quanto a do time de defesa estejam sempre atualizadas, ampliando a cobertura da avaliação.

Outro ponto de atenção levantado durante o exercício em Brasília foi a crescente personalização dos ciberataques. Cada vez mais, invasores contam com o uso da Inteligência Artificial para realizarem ataques massivos; quando bem sucedidos, eles passam a agir de forma mais direcionada e estratégica.

“Um atacante pode comprometer o e-mail de um funcionário e, a partir desse acesso, buscar arquivos compartilháveis ou e-mails estratégicos. Se esse colaborador faz parte do RH, por exemplo, o invasor pode usar planilhas ou documentos compartilhados como meio de propagação do ataque dentro da empresa. Dessa forma, ele se infiltra gradualmente, enviando mensagens personalizadas para ganhar credibilidade e manter sua presença no ambiente da vítima”, explica Lima.

A combinação de IA e técnicas manuais utilizadas por hackers criativos impõe desafios constantes para o time de SOC. O executivo da Kryptus acrescenta que, para além do uso de tecnologia de ponta, é preciso investir em capacitação e atualização contínua das equipes. “É parte fundamental do nosso trabalho compreender e incorporar a mentalidade dos atacantes, a fim de antecipar suas ações e mitigar riscos de maneira eficaz”, conclui.

Sobre a Kryptus

A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

27 janeiro, 2025

Kryptus obtém certificação Common Criteria e consolida liderança em soluções criptográficas

*LRCA Defense Consulting - 27/01/2025

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em criptografia e cibersegurança, acaba de anunciar a obtenção da certificação Common Criteria (ISO/IEC 15408), sob o Protection Profile (PP) EN 419221-5:2018 com nível EAL4+, para o  kNET HSM. Esse reconhecimento posiciona o módulo criptográfico da Kryptus como uma solução única e altamente segura, reafirmando o compromisso da empresa com a excelência e a inovação, além de abrir novas portas para a indústria nacional de segurança digital no mercado externo.

O Common Criteria é o principal padrão global para avaliação da segurança de produtos de TI, superando significativamente outras certificações, como a FIPS 140-2/3, centrada em padrões regulatórios dos Estados Unidos. Diferentemente da certificação norte-americana, que atesta essencialmente a funcionalidade criptográfica e a segurança física, o Common Criteria adota uma abordagem mais ampla, avaliando o ciclo de vida completo do produto, desde o design e desenvolvimento até sua operação em ambientes reais.

Essa abrangência visa assegurar que soluções como o kNET HSM atendam aos mais rigorosos padrões internacionais, incluindo resiliência contra ameaças avançadas, sendo altamente indicadas para governos, instituições financeiras e empresas que necessitam de proteção robusta em aplicações de Infraestrutura de Chaves Públicas (PKI) e assinaturas digitais qualificadas.

“Ter a chancela do Common Criteria é particularmente relevante para o mercado europeu, onde a conformidade com regulamentos como o eIDAS, implementado pela União Europeia, e a adoção de dispositivos com certificação QSCD, que garantem uma assinatura eletrônica avançada, tornam-se diferenciais competitivos e impulsionam a expansão da empresa nesse bloco”, explica Lucas Martins, CTO da Kryptus.

Entre os principais atributos que conferiram ao kNET HSM a certificação com o selo Common Criteria estão:

Segurança abrangente: avaliação de múltiplos aspectos, incluindo funcionalidade criptográfica, resistência a violações físicas e gestão segura ao longo do ciclo de vida;

Nível de garantia superior: a combinação dos componentes ALC_FLR.3 e AVA_VAN.5 proporciona proteção máxima contra ataques sofisticados, tanto físicos quanto lógicos;

Adaptação para casos de uso modernos: à prova de futuro, é capaz de se adaptar aos desafios emergentes, como configurações multi-tenant e criptografia pós-quântica.

Com a validação sob o Common Criteria Recognition Arrangement (CCRA) e o SOGIS-MRA, o kNET HSM atende aos requisitos necessários para ser comercializado em mais de 30 países, incluindo grande parte da comunidade europeia.

A certificação conquistada pela Kryptus também pode representar um primeiro passo na adesão do Brasil ao padrão global. “Este é um caminho que a ICP-Brasil pode trilhar no futuro, já que tem buscado estar em consonância com o mercado internacional, e com a obtenção do Common Criteria estamos prontos para liderar a evolução da certificação digital no país”, conclui Martins.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.
 

29 outubro, 2024

Com cibersegurança e criptografia aeroembarcadas, Link-BR2 entra em fase final de integração na FAB

Kryptus é responsável por garantir a comunicação sigilosa e autenticada entre aeronaves e estações de solo da Força Aérea Brasileira

 

*LRCA Defense Consulting - 29/10/2024

O Link-BR2, projeto de datalink da Força Aérea Brasileira (FAB) executado pela AEL Sistemas, concluiu com sucesso mais uma etapa de testes para demonstrar a robustez e estabilidade do sistema de enlace de dados táticos nacional. Em operação desde 2020, o Link-BR2 atualmente é integrado aos caças do modelo F-5M, e nesta nova fase as aeronaves contaram, pela primeira vez, com as soluções embarcadas de cibersegurança e criptografia desenvolvidas pela Kryptus.

A criptografia ativa no rádio para os voos de teste é uma etapa crucial para a certificação final do sistema, responsável por fornecer comunicação sigilosa e autenticada em tempo real entre as aeronaves e estações de solo da Aeronáutica.

“Desde o início do projeto, a Kryptus é encarregada por todo o desenvolvimento dos protocolos de comunicação e da camada de segurança da informação, que envolve desde a proteção dos computadores e terminais em solo até a criptografia embarcada no rádio, assegurando a transmissão segura das informações”, explica Fernando Farias, Gerente de Projeto da empresa.

“Trabalhamos lado a lado no design, montagem e validação das placas criptográficas e na implementação dessas soluções em nossos rádios e sistemas de solo, que requerem uma infraestrutura robusta para garantir seu funcionamento eficaz. Como parceira estratégica, a Kryptus nos oferece tecnologia de ponta que agora é aplicada nos testes em voo”, completa Ismail Rodrigo Müller, gerente de programas da AEL Sistemas.

Reconhecida pelo Ministério da Defesa com o selo EED (Empresa Estratégica de Defesa) e responsável por iniciativas como o desenvolvimento do Typhon, primeiro sistema autônomo inteligente de defesa cibernética brasileiro, a Kryptus traz para o Link-BR2 toda sua expertise no setor, fornecendo soluções avançadas que incluem:

- Criptocomputador: parte da fase 2 do Projeto IFF Modo 4 Nacional (IFFM4BR), é crucial para a interoperabilidade entre diferentes plataformas (aéreas, terrestres e marítimas), permitindo a classificação rápida e segura dos vetores em combate;
- Sistema de credenciamento, autenticação e autorização: visa garantir que apenas usuários e terminais autorizados tenham acesso à rede Link-BR2, protegendo a integridade e a segurança das comunicações;

- Segurança do sistema operacional, rede e logs: implementa medidas robustas para proteger o sistema contra possíveis ameaças cibernéticas, mantendo a segurança das operações;

- Sistema de distribuição segura de chaves e arquivos: garante que todas as chaves criptográficas e arquivos sejam distribuídos de forma segura, mantendo a confidencialidade e a integridade dos dados;

- kNET HSM: equipamento que centraliza e protege as autoridades certificadoras do sistema, garantindo a segurança das operações criptográficas;

- KeyGuardian: dispositivo portátil equipado com Gerador de Números Aleatórios Verdadeiros (TRNG) para criar chaves criptográficas impossíveis de quebrar, protegendo comunicações, cifrando documentos e armazenando credenciais de forma segura;

- Tokens de segurança: fornecem uma camada adicional de proteção, garantindo a autenticação segura dos usuários nos subsistemas do projeto.

Os próximos estágios do projeto Link-BR2 incluem a integração com os caças F-39 Gripen e também sua expansão para as plataformas das demais forças da Defesa. “Há conversas avançadas com a Marinha para integrar o sistema em seus teleports, e o Exército também demonstrou interesse em adotar o Link-BR2 como o padrão de datalink tático do Brasil”, observa Müller.

“Quando atingir sua maturidade, o Link-BR2 será um dos datalinks mais avançados e seguros do mundo, com capacidade de comando e controle que colocará o Brasil na vanguarda da tecnologia de guerra centrada em redes, com desenvolvimento 100% nacional, o que reitera o compromisso de todos os envolvidos com a soberania do país”, conclui Farias.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

Sobre a AEL Sistemas

A AEL Sistemas é uma empresa brasileira que, há 40 anos se dedica ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de sistemas eletrônicos militares e espaciais, para aplicações em plataformas aéreas, marítimas e terrestres. Atualmente, participa do desenvolvimento de diversos Projetos Estratégicos das Forças Armadas do Brasil e dos principais programas de Comando e Controle do Ministério da Defesa, como: Link-BR2, STERNA, SIC2MB e RDS Defesa. Atualmente, a empresa é considerada um Centro de Excelência em Tecnologia de Defesa.

05 julho, 2024

Paynet adota HSM da Kryptus para criptografia de transações financeiras eletrônicas


*LRCA Defense Consulting - 05/07/2024

A Paynet, líder global em captura e processamento de transações eletrônicas, reforça seu compromisso com a inovação ao anunciar uma parceria estratégica com a Kryptus, multinacional brasileira de criptografia e segurança cibernética classificada como Empresa Estratégica de Defesa. A união visa elevar os padrões de segurança e eficiência operacional de seus clientes – sub-adquirentes, adquirentes, bancos, bandeiras, fundos de investimentos e até mesmo fabricantes de equipamentos – e ampliar a presença da empresa no crescente mercado de meios eletrônicos de pagamento.

Com uma média de 10 milhões de transações processadas por mês e mais de 190 serviços voltados ao ecossistema de adquirência – incluindo plataforma e serviços white label para todo o processo, desde a captura até a liquidação da transação, em resumo uma oferta de adquirência Ponta a Ponta –, a Paynet precisa contar com HSMs em sua infraestrutura para efetuar operações que haja necessidade de trocas de chaves ou verticalização de processamento. Porém, um dos desafios da empresa era encontrar um fornecedor de hardware que estivesse alinhado aos princípios de excelência na entrega de seus serviços.

"Hoje existe uma abertura muito grande de mercado e o HSM tem um papel imprescindível no tratamento de toda a criptografia adequada e necessária para esse segmento", afirma Vanderlei Rosa da Silva , CEO da Paynet.

Diante da pouca flexibilidade e falta de suporte de boa parte dos fornecedores, a Paynet encontrou na Kryptus a parceira ideal para o melhor aprimoramento dos negócios.

"Por cerca de um ano trabalhamos em conjunto para desenvolver as aplicações, de modo que tudo funcione adequadamente. Agora estamos migrando toda a operação do antigo fornecedor para o kNET HSM da Kryptus, e temos alguns clientes cujas transações já estão sendo processadas neste novo equipamento", explica Vanderlei, que ressalta que todos os clientes da empresa só operam com parceiros homologados.

Com a maior taxa de transferência de dados do mercado, o kNET HSM possibilita uma maior capacidade de processamento das transações financeiras, dando maior robustez às soluções da Paynet.

“Além disso, o equipamento permite uma abordagem do tipo "canivete suíço", ou seja, a empresa pode explorar os recursos do nosso HSM das mais diversas formas", explica Armando Ferraz Santos, gerente de vendas da Kryptus.

Além da migração para o kNET HSM, a Paynet visa ampliar ainda mais sua oferta, e já conta com planos de oferecer a modalidade HSM as a service. A despeito da concorrência com gigantes do segmento de cloud, Vanderlei vê mais uma oportunidade para expandir os negócios.

"Assim como acontece com a maioria dos fabricantes de hardware, o serviço das grandes companhias de nuvem é caro e deficiente para o negócio de meios de pagamento. E o cliente quer tirar dúvidas, saber se há suporte, como funciona a expansão, enfim, ele quer estar mais próximo. E com essa parceria, o cliente vai ter a expertise da Kryptus, que é o fabricante de hardware, e vai ter do nosso lado esse atendimento pessoal, que faz parte do nosso DNA."

“A Paynet é uma empresa única em seu segmento, pois, além de contemplar todo o ecossistema de meios eletrônicos de pagamento, ela entrega toda a infraestrutura necessária pronta para o cliente, nenhum outro player no mundo faz isso. E sabemos o quão importante é para a operação contar com parceiros de confiança em todas as etapas, principalmente na parte de segurança. Por isso, estamos muito felizes com essa parceria, fornecendo nossa tecnologia para levar ainda mais segurança e agilidade a esse mercado tão promissor”, pontua Armando.

Apostando em tecnologias exclusivas, atendimento personalizado e com a criptografia de ponta da Kryptus cada vez mais integrada à operação de seus clientes, a Paynet projeta um crescimento de, pelo menos, 200% neste ano. Para Vanderlei, a segurança, desempenho e flexibilidade dos kNET HSMs da Kryptus são fatores diferenciais para a estratégia da empresa e trazem ainda mais notoriedade ao negócio.

"Podemos dizer para o mercado que a Paynet usa a Kryptus em sua retaguarda, o que é uma chancela da nossa qualidade", finaliza.

13 junho, 2024

Kryptus inaugura Laboratório Avançado de Análise de Canal Colateral

Único na América Latina, LabSCA visa elevar nível da segurança cibernética e das capacidades de guerra eletrônica no Brasil 


*LRCA Defense Consulting - 13/06/2024

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em soluções de segurança cibernética e defesa, inaugurou recentemente o Laboratório Avançado de Análise de Canal Colateral - LabSCA, único do gênero na América Latina. O LabSCA permite a avaliação e a extração de chaves criptográficas de todas as classes de equipamentos de comunicação e de segurança, como HSMs, cartões inteligentes, rádios digitais e enlaces de dados.

Construído com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - FINEP e equipado com tecnologia de última geração, incluindo instrumentos de medição de alta precisão e software especializado para detectar e analisar vulnerabilidades em dispositivos eletrônicos, o LabSCA tem como principal objetivo auxiliar os clientes da Kryptus a garantir a segurança de suas soluções tecnológicas, bem como apoiar investigações de segurança em colaboração com entidades governamentais e privadas.

A técnica de Análise de Canal Colateral (SCA, do inglês side-channel analysis) empregada pelo novo laboratório da Kryptus explora informações indiretas vazadas durante o funcionamento normal de dispositivos eletrônicos para inferir dados confidenciais, em particular chaves criptográficas. “Diferentemente dos ataques convencionais que visam vulnerabilidades no software, os ataques de canal lateral tiram proveito de aspectos físicos do hardware, como consumo de energia, emissões eletromagnéticas, variações de tempo, entre outros”, explica Rogério Gallo, CEO da Kryptus.

As aplicações do LabSCA contemplam diversos mercados, entre eles:

Defesa: com recursos avançados, o LabSCA oferece benefícios significativos para as Forças Armadas nacionais e amigas, garantindo a segurança de diversos equipamentos de comunicação militar, incluindo rádios e datalinks utilizados pelo Exército, Marinha e Força Aérea. A análise detalhada desses dispositivos permite identificar e mitigar vulnerabilidades, assegurando que as comunicações militares permaneçam seguras e impenetráveis. Isso aumenta a confiança operacional e protege informações sensíveis contra interceptações e ataques.

Comercial/bancário: o LabSCA contribui para a proteção de módulos de segurança de hardware (HSMs), tokens, smartcards, ATMs e seus periféricos, dispositivos fundamentais para a realização de transações financeiras seguras e a proteção de dados sensíveis dos clientes. A análise de canal lateral permite identificar e corrigir potenciais falhas de segurança, garantindo que os dispositivos sejam resistentes a ataques e fraudes. Isso não apenas protege os consumidores, mas também fortalece a confiança no sistema financeiro como um todo.

Criminalística: o laboratório da Kryptus pode desempenhar um papel crucial no suporte às operações de investigação criminal, tanto nacionais quanto estrangeiras, com apoio à inteligência policial na recuperação de informações encriptadas, facilitando investigações e operações contra o crime organizado. A capacidade de analisar dispositivos e quebrar mecanismos criptográficos sofisticados torna o LabSCA uma ferramenta valiosa para a aplicação da lei e a segurança pública.

O LabSCA também opera em conformidade com o TEMPEST, conjunto de padrões e técnicas voltados para a proteção contra espionagem por meio de emissões eletromagnéticas e outras formas de vazamento não intencional de informações (padrões NATO SDIP-27). O CEO da Kryptus reforça que uma estratégia de segurança integrada que combine SCA e TEMPEST é essencial para a proteção contra ataques sofisticados. “A compreensão profunda dessas técnicas permite desenvolver contramedidas eficazes, como a introdução de ruído nos sinais de energia, a blindagem eletromagnética e a implementação de algoritmos criptográficos resistentes a canais laterais.”

Com o Laboratório Avançado de Análise de Canal Colateral - LabSCA, a Kryptus dá mais um passo na evolução contra as ameaças atuais e emergentes, incorporando novas tecnologias e metodologias para expandir suas capacidades de defesa e manter os clientes à frente dos adversários. “Nossa visão para o futuro da segurança cibernética no Brasil envolve uma abordagem integrada e proativa, onde a colaboração e a inovação contínua são essenciais para enfrentar os desafios complexos da segurança moderna”, conclui Gallo.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira referência em serviços gerenciados de cibersegurança, provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

 

11 junho, 2024

Algoritmo pós-quântico com HSM da Kryptus é adotado pela V/Cert, uma empresa da Valid e líder em certificação digital


*LRCA Defense Consulting - 11/06/2024

À medida que a computação quântica avança, aumentam os esforços da indústria de tecnologia da informação em se antecipar às ameaças e incorporar soluções capazes de se contrapor a máquinas que poderão, em um futuro próximo, quebrar esquemas de assinatura digital tradicionais, como RSA e ECC – algoritmos criptográficos altamente utilizados em aplicações de segurança.

Empenhada em prover proteção contínua aos dados de seus clientes, a V/Cert, líder em certificação digital, integrou a seus processos o hardware de segurança (HSM) embarcado com algoritmo pós-quântico kNET, da Kryptus, multinacional brasileira de criptografia e segurança cibernética reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa.

“Como Prestadores de Serviço de Suporte (PSS) e Prestadores de Serviço de Certificação (PSC) devidamente credenciados pela ICP-Brasil, entendemos a necessidade de tratar os dados e serviços como ativos essenciais. Por isso, buscamos sempre adotar tecnologias que  permitam criar experiências digitais mais seguras e compatíveis com as necessidades de nossos clientes e parceiros”, afirma Márcio Nunes, diretor de certificação digital da V/Cert.

Além de ampliar as capacidades do kNET ao adicionar uma camada extra de proteção, a implementação do algoritmo pós-quântico CRYSTALS-Dilithium proporciona segurança robusta de longo prazo para organizações que já se preparam para a transição de seus sistemas de assinatura digital.

“Espera-se que o algoritmo de Shor para computadores quânticos realize a quebra do RSA e do ECC em torno de 10 a 20 anos. Por isso, órgãos reguladores, como o NIST, dos Estados Unidos, têm se empenhado na padronização de algoritmos pós-quânticos capazes de resistir aos ataques desses computadores no futuro”, explica Sinara Caonetto Pamplona, coordenadora técnica do kNET HSM.

Nunes completa: “Vemos a evolução criptográfica no dia a dia, e não há como pensar nas tendências aplicadas e vislumbradas com Inteligência Artificial – com as novas experiências transacionais e maior vivência digital das pessoas –, sem considerar novas técnicas computacionais para atribuir maior proteção ao ecossistema digital de cada indivíduo.”

O executivo da V/Cert observa que empresas de todos os portes precisam de ferramentas criptográficas mais poderosas no longo prazo.

“Novos modelos de identificação, autenticação e de provas digitais implicam novos desafios e requerem maiores níveis de segurança, portanto a funcionalidade adicional de algoritmo pós-quântico do kNET pode trazer maior produtividade e proteção aos ciclos de processamentos de dados.”
Clientes que já contam com a ampla gama de funcionalidades criptográficas do kNET HSM da Kryptus também poderão atualizar o software para a versão mais recente.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.

22 março, 2024

Portal Gov.br, o mais acessado do mundo na categoria, tem a segurança do kNET HSM da Kryptus

 - São mais de 150 milhões de brasileiros acessando mais de 4.200 serviços digitais

Sinara Pamplona, Coordenadora Técnica do kNET HSM da Kryptus

*LRCA Defense Consulting - 22/03/2024

O site Gov.BR é o site mais acessado do mundo na categoria Governo, conforme apontado pelo renomado site Similarweb. Este feito notável reflete não apenas a relevância do portal, mas também a eficácia de infraestrutura tecnológica por trás dos serviços prestados.

Um aspecto fundamental, dentro do Gov.BR é o seu suporte tecnológico. Enquanto o SERPRO opera os serviços disponíveis no site, como prova de vida, abertura de empresas, Meu SUS Digital, ENEM, Fies, Carteira Digital de Trânsito, Sougov (exclusivo para servidores públicos federais), eSocial e documentos militares, o kNET HSM da Kryptus é responsável pela segurança criptográfica dos certificados utilizados na validação de identidades e assinaturas digitais, garantindo autenticidade, integridade e confiabilidade temporal  dos documentos assinados através do portal.

O kNET HSM da Kryptus possui homologação ICP-Brasil e oferece alta performance de processamento e armazenamento seguro de milhões de objetos, essenciais para suportar a demanda da infraestrutura do portal Gov.BR.

O portal Gov.br é um facilitador na vida de milhões de brasileiros, permitindo o acesso a uma ampla gama de serviços públicos de maneira rápida, eficiente e segura. A colaboração entre o Gov.BR, SERPRO e as empresas envolvidas em cada processo desse serviço exemplifica como a tecnologia brasileira pode promover o bem-estar e a comodidade dos cidadãos, ao mesmo tempo em que impulsiona a modernização e a eficiência do setor público.


“Participar de um projeto inovador como o Gov.br amplia ainda mais a visibilidade do nosso propósito em habilitar causas e missões que visam o bem maior. Permitir que milhões de brasileiros acessem esses serviços de forma segura, sem sair de casa, enche-nos de orgulho pelo que desenvolvemos na Kryptus”, afirma Sinara Pamplona, Coordenadora Técnica do kNET HSM da Kryptus.

Sobre a Kryptus
A Kryptus é uma multinacional brasileira provedora de soluções de criptografia e segurança cibernética altamente customizáveis, confiáveis e seguras para aplicações críticas, com foco na entrega de serviços de alto nível para resolução das missões de seus clientes. Fundada em Campinas (SP), em 2003, atua hoje nos setores público e privado dos mercados do Brasil, LATAM, Europa, Oriente Médio e África, sendo reconhecida pelo Ministério da Defesa do Brasil com o selo EED – Empresa Estratégica de Defesa, além de contar com selo Gartner Cool Vendor.



10 outubro, 2023

O conflito Hamas-Israel provavelmente se espalhará para muitas nações

As consequências de um ataque do Hamas em Sderot, Israel, em 8 de outubro: A guerra está apenas começando. ©Reuters

*Nikkei Asia, por David Sharma - 09/10/2023 (atualizado às 10h45)

Na sua imprevisibilidade, na escala das baixas civis e no profundo choque que causou no sentimento de segurança de Israel, o ataque multifrontal do grupo terrorista Hamas no sábado foi um momento de 11 de Setembro.

Tal como os ataques terroristas aos EUA levaram a uma resposta militar profunda e dramática, a resposta de Israel será de ordem semelhante. Como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu horas após o início do ataque, Israel está em guerra.

Os líderes de Israel não descansarão até que o Hamas seja completamente destruído, a sua liderança militar eliminada e o seu aparelho militar totalmente desmantelado.

A resposta será muito mais severa do que a típica operação militar de Israel contra o Hamas. Essas ofensivas, que figuras militares israelitas endurecidas descrevem como "cortar a relva", são geralmente concebidas para degradar a infra-estrutura militar do Hamas para comprar mais alguns anos de paz geral.

Desta vez, apenas uma derrota total do Hamas será suficiente para Israel. Isto significa que nos próximos dias, as Forças de Defesa de Israel irão quase certamente complementar os ataques aéreos com uma invasão terrestre em grande escala de Gaza e provavelmente eventualmente procurarão reocupar todo o território.

Dada a profundidade com que o Hamas está inserido nas infra-estruturas civis de Gaza, com quartéis-generais operacionais sob hospitais e lançadores de mísseis em edifícios de apartamentos, uma tal acção militar conduzirá a um elevado número de baixas civis.

Nas primeiras 24 horas deste conflito, pelo menos 300 israelitas foram mortos, centenas foram hospitalizados e dezenas foram feitos reféns para Gaza. Algumas centenas de palestinos foram mortos em ataques aéreos. No entanto, a guerra está apenas a começar, com a principal resposta militar de Israel ainda em preparação.

Embora as recriminações venham, com razão, mais tarde, o facto é que Israel não previu este ataque. O ataque marca a mais grave falha de inteligência de Israel desde a guerra do Yom Kippur, há meio século.

Não só Israel não antecipou o momento deste ataque ou não colocou as suas defesas num estado de prontidão adequada para resistir a uma barragem de foguetes do Hamas, como também Israel claramente não conseguiu apreciar o crescimento das capacidades militares do grupo.

O Hamas invadiu Israel por terra, mar e ar, desembarcando combatentes na costa, rompendo as defesas da fronteira com escavadeiras e mobilizando planadores aéreos. Os combatentes do Hamas invadiram e ocuparam cidades israelitas, matando e capturando residentes nas suas casas à vontade. Nas primeiras horas após a incursão, as Forças de Defesa de Israel não foram vistas em lugar nenhum.

O sentimento de segurança de Israel foi profundamente abalado por isto, e a única forma de o restaurar será com a derrota completa do Hamas.

Uma complicação serão os reféns que o Hamas levou de volta para Gaza, incluindo mulheres, crianças e idosos. O Hamas irá utilizá-los para propaganda política, influência militar e como escudos humanos.

Os reféns têm grande importância política em Israel – em 2011, o Hamas trocou 1.027 prisioneiros palestinianos por um soldado, Gilad Shalit – pelo que isto criará sérios dilemas para as operações militares.

Os restos de uma casa em Khan Younis, Gaza, atingida por um ataque aéreo israelense em 8 de outubro: As baixas de civis palestinos em contra-ataques israelenses inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe. ©Reuters

Para além dos combates que provavelmente veremos nos próximos dias, existe o risco de o conflito assumir uma dimensão regional.

O Hezbollah, cujo líder Hassan Nasrallah saudou a agressão do Hamas, lançou ataques com foguetes e artilharia do Líbano contra posições israelenses em uma área fronteiriça contestada no domingo. Outros, incluindo a Jihad Islâmica Palestina na Cisjordânia e o Líder Supremo iraniano Ali Khamenei, também elogiaram o Hamas. Israel poderia assim encontrar-se lutando em diversas frentes.

Entretanto, as devastadoras vítimas civis palestinianas que provavelmente veremos nesta nova guerra inflamarão a opinião pública em todo o mundo árabe, conduzindo a um risco acrescido de terrorismo, não apenas no Médio Oriente.

As conversações de aproximação entre Israel e a Arábia Saudita, que estão em curso há vários meses e podem estar em vias de serem finalizadas no início de 2024, serão quase certamente uma das primeiras vítimas desta guerra. À medida que este conflito e a sua tragédia humana se desenrolarem nos ecrãs da televisão e dos telefones nas próximas semanas, a opinião pública árabe ficará demasiado inflamada para que os sauditas tenham espaço diplomático para estender qualquer ramo de oliveira a Israel.

Na verdade, esta pode ter sido a principal intenção por detrás dos ataques, possivelmente com estímulo ou incentivo iraniano: impedir a formação de um bloco regional que colocaria a questão palestiniana em segundo plano e reuniria uma coligação de equilíbrio contra o Irã.

Os Acordos de Abraham, os acordos mediados pelos EUA que abriram relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein e normalizaram os laços com Marrocos nos últimos anos, também estarão sob séria pressão.

A guerra que se aproxima será suficientemente trágica, mas existe um risco real de que se torne mais ampla e mortal, engolindo toda a região.

*Dave Sharma serviu anteriormente como embaixador da Austrália em Israel, bem como presidente do subcomitê conjunto do Parlamento australiano para relações exteriores e ajuda e principal conselheiro diplomático no departamento do primeiro-ministro.
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O conflito no Oriente Médio e a Indústria Brasileira de Defesa

*LRCA Defense Consulting - 10/10/2023

As consequência e reflexos, diretos e indiretos, de uma escalada do conflito ou da possibilidade que esta ocorra, poderão impactar a Indústria de Defesa Brasileira, haja vista que diversas empresas do setor possuem negócios com os países direta ou potencialmente atingidos, ou são alvo do interesse destes.

No Oriente Médio, palco maior desse cenário, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos já têm ou estão em vias de formar acordos com empresas brasileira do setor, como Akaer, Avionics Services, CBC, Condor, Embraer, Kryptus, Mac Jee, Ocellott, SIATT, Taurus, Tupan e Turbomachine.

Na Ásia, onde o Paquistão (com o apoio do Afeganistão, do Irã e da China), representa a grande ameaça externa, a Índia deverá acrescentar agora um fator maior de preocupação com suas fronteiras. Além disso, a Índia também possui uma grande população estimada em cerca de 200 milhões de pessoas que professam a religião muçulmana, o que, apenas em tese, pode trazer problemas de ordem interna.

Na Índia, já estão presentes a Taurus e a CBC, que ainda não começaram a produzir, embora já estejam com as unidades fabris prontas, só aguardando a pesada burocracia estatal fornecer as últimas licenças. Por outro lado, esse país está em vias de encomendar entre 40 e 80 aeronaves multimissão para, principalmente, prover transporte de tropas e reabastecimento aéreo, além de mais seis aeronaves de vigilância e alerta antecipado, sendo que a Embraer está realizando um significativo esforço para ter o C-390 escolhido para o primeiro caso e, adicionalmente, o Praetor 600 AEW&C para o segundo.

Ainda na Índia, é sabido que o fuzil a ser produzido pela Israel Weapons Industries (IWI) em joint venture com a indiana Adani Defense and Aerospace é um dos mais fortes concorrentes à megalicitação de 425 mil fuzis CQB em curso, na qual a Taurus concorre com seu fuzil T4. Com o conflito que passou a existir após o ataque do Hamas a Israel e a possibilidade real de sua expansão, podem surgir dúvidas sobre a capacidade de a empresa israelense cumprir um contrato de tamanha magnitude, seja por ter o seu país sob ataque e necessitar fornecer mais armas localmente, seja por ter que deslocar meios humanos e tecnológicos para a Índia para montar a operação fabril no bojo desse cenário.

Em qualquer caso, é lícito supor que sejam feitos, entre tais atores, movimentos que não haviam sido planejados anteriormente, levando assim a novas e urgentes encomendas, à aceleração de iniciativas em curso ou intencionadas, bem como a um possível alijamento ou afastamento de empresas israelenses de certames em curso, devidos à guerra ou ao receio de uma reação interna da população muçulmana.
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A importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos

*Patrícia Marins, via LinkedIn - 10/10/2023

À medida que o conflito se intensifica, o mundo ocidental enfrenta uma escolha: Israel ou a Ucrânia.

Se o Hezbollah enfrentasse as forças das FDI com todo o seu arsenal, que inclui foguetes que variam de 100 mm a 620 mm com um alcance de mais de 150 km, modernos mísseis guiados anti-tanque (ATGMs) e numerosos drones iranianos, é provável que Israel exigisse apoio significativo em termos de armamento.

Ainda assim, a sua maior vantagem seria a presença de milhares de militantes com experiência militar da Síria e do Iémen. Isto representa um desafio significativo para o exército israelita, que consiste principalmente de profissionais sem experiência real de combate e um elevado número de recrutas, o que leva Israel a exigir o uso de uma quantidade substancial de armas e munições de longo alcance.

Nos últimos dias, os EUA começaram a enviar armas para as FDI. No entanto, a capacidade dos EUA e dos países ocidentais, em geral, é limitada devido às entregas significativas feitas à Ucrânia.

A questão aqui não é apenas sobre projéteis; a invasão russa causou uma corrida global à obtenção de materiais para diversas indústrias de defesa em todo o mundo. Isso inclui produtos químicos para explosivos, metais e plásticos necessários para fusíveis e cartuchos de artilharia.

Se o conflito israelita se intensificar, poderá haver potencialmente uma escassez de munições de 20 a 40 mm, cuja produção nos países ocidentais tem uma taxa de cerca de 30 a 40 milhões de munições por ano. Isto pode não ser suficiente, considerando a elevada cadência de tiro destes calibres num conflito intenso.

Além disso, se o Irão decidir manter uma elevada taxa de fornecimento de armas ao Hezbollah, a situação poderá piorar.

Desde a década de 90, a indústria israelita sofreu uma grande redução, passando de 140.000 funcionários para a força de trabalho atual de 30.000-40.000.

Por exemplo, a Elbit Systems produz apenas algumas dezenas de milhares de projéteis de artilharia anualmente.

Se o conflito israelita realmente aumentar, o mundo ocidental poderá chegar a um ponto em que terá de escolher entre abastecer Israel ou a Ucrânia. A realidade é que os ocidentais não podem sustentar ambos os conflitos simultaneamente, pelo que devem ser procuradas soluções diplomáticas para um deles.

Mas a situação não é melhor para os russos. Israel pode, de fato, procurar ajuda da Rússia, particularmente devido à influência significativa dos imigrantes soviéticos no estabelecimento da indústria de defesa israelita, onde ainda mantêm laços com ambos os governos.

Na verdade, esta situação irá realçar a importância dos fornecedores de defesa de países que não têm conflitos imediatos, como a Turquia, a Índia, o Brasil e a África do Sul.

04 outubro, 2023

Link-BR2: um poderoso sistema brasileiro de enlace de dados táticos


*LRCA Defense Consulting - 04/10/2023

O enlace de dados tático se transformou numa ferramenta indispensável para as forças armadas em todo o mundo para o compartilhamento de informações e funções de comando e controle. No Brasil, o sistema Link-BR2, que é o futuro datalink brasileiro, foi concebido pela Força Aérea Brasileira e encontra-se em fase final de certificação e será integrado também no caça F-39 Gripen.

O desenvolvimento do Link-BR2 é gerenciado pela Comissão Organizadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e executado pela empresa brasileira AEL Sistemas. O objetivo é fornecer um sistema tático de enlace de dados, com capacidade de tráfego de informações em tempo real, de forma criptografada, entre os vetores aéreos, tais como as aeronaves F-5M, A-29, E-99, os caças F-39 Gripen, e os centros de comando e controle no solo.

Este projeto coloca o Brasil como uma das poucas nações do mundo com capacidade para autonomamente desenvolver e implementar sistemas desta categoria.

“O Link-BR2 é um complexo sistema que incorpora um Data Link Tático com avançadas capacidades de Comando e Controle, que coloca a FAB definitivamente na era da Guerra Centrada em Redes (Network Centred Warfare – NCW). Em fase final de certificação, o Sistema é fruto de uma visão de longo prazo da FAB, que busca além da vanguarda tecnológica, a soberania em se comunicar de forma segura em qualquer ambiente. Para a AEL Sistemas é motivo de muito orgulho e uma responsabilidade muito grande desenvolver e integrar o Sistema em avançadas plataformas aéreas tais como o Gripen, contribuindo para a soberania do Brasil”, declarou a AEL Sistemas.

No Gripen, o Link-BR2 se mostra como mais um ativo capaz de oferecer vantagens em um cenário operacional em favor da força que o utiliza numa área de conflito. O compartilhamento de dados, imagens, vídeos e mensagens em maior volume e velocidade, de forma encriptada e segura, assenta a informação em tempo real, garantindo assim superior consciência situacional.

Infográfico ilustrativo, ainda sem o F-39 Gripen (F-X2) e o C-390 Millennium (KC-X2)

A troca de informações em tempo real permite que os caças possam utilizar dados provenientes de outras plataformas e sensores operando no mesmo cenário de batalha, tais como radares instalados em outras plataformas, seja em um navio, em uma bateria de mísseis ou de um avião de vigilância. Desta forma, os caças podem operar em modo silencioso, com seus emissores em modo passivo, não emitindo sinais e tornando mais difícil a sua detecção pelo inimigo e ainda assim sendo capaz de orientar os seus mísseis contra alvos no ar, no solo ou no mar, apenas recebendo as informações compartilhadas.

Para o piloto inserido no cockpit do caça, antes da decolagem, na fase de planejamento, e durante o desenrolar do voo, o conhecimento da disposição das forças aliadas e oponentes contribuem na tomada de decisões táticas que maximizam o sucesso da missão.

“O sistema está sendo desenvolvido por mais de 50 engenheiros das mais variadas áreas, focados principalmente em protocolos de comunicação, sistemas de rádio, redes e aplicações aeroembarcadas”, concluiu a AEL. O projeto representa um grande avanço tecnológico para o Brasil e vai permitir maior eficácia nas missões dos caças Gripen e demais aeronaves em operação no país.

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