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maio 17, 2021

WEG fornece 140 motores elétricos para a maior plataforma de petróleo e gás do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 17/05/2021

A WEG está fornecendo cerca de 40 motores elétricos de média tensão com potências chegando até 13.400 kW, mais 100 motores elétricos de baixa tensão e cinco inversores de frequência de média tensão (três destes com potência nominal de 11.723 kW) para a maior plataforma de petróleo e gás do Brasil.

Os equipamentos, que já estão sendo produzidos na fábrica da WEG em Jaraguá do Sul/SC, serão fornecidos através de clientes fabricantes de compressores e bombas da Europa e da Ásia, e atuarão no acionamento destes equipamentos no campo de Bacalhau.

Destinada ao pré-sal da Bacia de Santos e com a primeira produção programada entre 2023/2024, a nova plataforma terá capacidade de produção de até 220 mil barris de petróleo por dia e 15 milhões de m³/dia de gás natural.

Na última década a WEG se consolidou como o maior fornecedor mundial de motores elétricos para plataformas de petróleo e gás do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), principalmente pela elevada tecnologia empregada nos produtos e alta confiabilidade de operação.

“Para projetos como este, cujo o destino final é o Brasil, nossos clientes contam ainda com a maior estrutura de serviços local com técnicos amplamente treinados e habilitados para prestar suporte imediato em qualquer necessidade do cliente”, explica Elder Stringari, Diretor Corporativo Internacional da WEG.

Embraer nomeia JETS (Bournemouth) LTD como centro de serviços autorizado para família de jatos Phenom


*LRCA Defense Consulting - 17/05/2021

A Embraer anunciou hoje a JETS (Bournemouth) LTD, no Reino Unido, como novo Centro de Serviços Autorizado da Embraer (EASC) para as famílias de jatos executivos Phenom 100 e Phenom 300. Estrategicamente localizada no sul da Inglaterra, no Aeroporto Internacional de Bournemouth, a JETS (Bournemouth) oferecerá suporte aos clientes da região da Europa, Oriente Médio e África.

“Temos o prazer de anunciar a parceria com a JETS, a qual nos ajudará a fortalecer a rede de frotas cada vez maior na região da Europa Ocidental, oferecendo uma opção adicional para manutenção de aeronaves Phenom 100 e Phenom 300”, disse Frank Stevens, Diretor Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte.

O novo centro de serviços realizará manutenções programadas e não programadas, troca de componentes e peças, além de inspeções com diferentes níveis de complexidade para os dois modelos de aeronaves.

“Com 17 anos de existência, a JETS construiu sua reputação ao colocar sempre o cliente em primeiro lugar, com base no conhecimento e nas capacidades adquiridas através do apoio prestado a um conhecido operador português como centro de serviços. É uma grande satisfação entrar no próximo capítulo de nosso relacionamento com a Embraer, sendo escolhidos como novo centro de serviços autorizado no Reino Unido. A JETS vai fornecer os melhores serviços da indústria, atendendo desde aeronaves inoperantes e suporte de linha até manutenção pesada, garantindo assim que a família Phenom continue sendo a mais vendida na categoria por muitos anos”, disse Daniel Rogers, CEO e Gerente Responsável da JETS (Bournemouth) Limited.

Governo cria empresa pública para coordenar setor de energia nuclear


*R7 - 17/05/2021

O Diário Oficial da União desta segunda-feira (17) registra o lançamento de uma nova empresa pública, lançada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Trata-se da ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear), que tem como finalidade, segundo a MP (Medida Provisória) no 1.049, "monitorar, regular e fiscalizar a segurança nuclear, a proteção radiológica e a das atividades e das instalações nucleares de atividades nucleares, materiais nucleares e fontes de radiação no território nacional".

De acordo com a MP do governo, a autarquia federal, com atuação em todo o país, contará com patrimônio próprio, autonomia administrativa, técnica e financeira e terá sede na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Entre as atribuições da nova empresa estão as de estabelecer normas e requisitos específicos sobre segurança nuclear, proteção radiológica, editar normas e conceder licenças e autorizações para a transferência e o comércio interno e externo de minerais. Caberá a ela ainda permitir ou rejeitar contruções de instalações nucleares e criar planos de emergência nuclear e radiológica.

A MP estabelece que o quadro de funcionários da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear terá 922 pessoas e será inicialmente ocupado pelos integrantes da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

maio 15, 2021

Taurus poderá ter um trimestre histórico

Parte da futura planta da Taurus em S. Leopoldo, após a expansão

*LRCA Defense Consulting - 15/05/2021

Após ter sido adquirida pela CBC no final de 2014, ter iniciado seu turnaround no final de 2017 e, principalmente, depois de estar sobre a dinâmica administração do CEO Global Salesio Nuhs e de sua competente equipe a partir de 2018, a multinacional brasileira Taurus Armas vem colecionando resultados positivos e recordes em todos os seus números.

Os balanços do 4º trimestre de 2020, do ano de 2020 e do primeiro trimestre de 2021 não deixam dúvidas de que a empresa está sólida, produzindo e gerando caixa como nunca, além de mostrar uma margem de lucratividade sem paralelo entre as companhias mundiais similares que divulgam seus dados ao público. Como se não bastasse, resolveu de forma brilhante seu endividamento e voltou a ter patrimônio líquido positivo, preparando-se agora para remunerar seus acionistas com dividendos e/ou, quem sabe, investir o capital em uma aquisição estratégica ou numa nova joint venture.

Confira os resultados passados nessas matérias:

- Taurus tem recorde de Ebitda, de Margem Ebitda e de produção no 1º trimestre 

- Em turnaround  "de livro", Taurus registra Patrimônio Líquido positivo e lucro de R$ 263,6 mi em 2020

No entanto, uma empresa não progride somente "olhando para o espelho retrovisor" e se vangloriando de seus sucessos anteriores.

Na mira, o futuro
Salesio Nus não tem economizado palavras para afirmar, nas diversas lives em que participou neste ano, que o planejamento de longo prazo da Taurus visa torná-la a maior empresa de armamento leve do mundo. Para tanto - além de estar modernizando e ampliando em 50% sua fábrica no Brasil, e expandindo a produção na nova unidade americana - a multinacional brasileira está avançando a passos largos no mercado internacional, visando, principalmente, países com expressivo crescimento. Com isso, a empresa pratica a estratégica diversificação geográfica de suas vendas e passa a ter uma posição de proeminência em mercados com grande potencial, onde seu diferencial é oferecer soluções completas de alta tecnologia.

No bojo desse cenário é possível entender a joint venture com o poderoso grupo Jindal na Índia (mercado capitalista com o maior potencial mundial de vendas de armas), bem como (somente em 2021) as duas vitórias históricas para o fornecimento do fuzil T4 para as Forças Armadas das Filipinas, a venda de fuzis T4 e pistolas PT92 para um estratégico país africano (com possibilidade de uma grande ampliação), a provável venda de uma expressiva quantidade de fuzis T4 e submetralhadoras SMT9 para as Forças Armadas da Malásia e para a Polícia Real deste país, e a participação em uma milionária licitação para fornecer 93.985 mil fuzis T4 à Índia, além de outros grandes negócios internacionais que estão em tratativas no Oriente Médio, no Leste Europeu, na Ásia e na África.

Segundo trimestre de 2021
Aproximando bem mais esse futuro e o trazendo para o trimestre em curso (Abr/Mai/Jun), alguns analistas que a cobrem estão firmando o consenso de que a empresa poderá mostrar um destaque ímpar em seu próximo balanço, haja vista estar havendo uma conjunção de fatores positivos.

Em termos de produção, o CEO da Taurus afirmou que a companhia está produzindo 9.510 armas por dia (a partir de abril), um recorde histórico, com tendência a aumentar ainda mais, pois a unidade americana está em pleno ramp up de produção, enquanto que a brasileira vai aumentando a produtividade por meio da otimização e racionalização de processos, aguardando a concretização de sua expansão de 50% no final do ano. O objetivo da empresa é produzir mais de dois milhões de armas em 2021, o que será facilmente alcançado mantendo-se os números atuais.

A Taurus confirmou ter um backorder (pedidos firmes em carteira) de quase 2,5 milhões de armas, o que se traduz por mais de 18 meses de produção à frente já garantida. Além disso, a demanda americana continua fortemente aquecida e os indícios são de que essa tendência continue firme, como demonstram os últimos números do FBI (NICS).

A companhia também afirma que, a partir do trimestre em curso, a fabricação da pistola GX4 vai aumentar ainda mais o volume da unidade nos EUA. Como esta pistola tem custo de produção muito próximo ao dos modelos atuais, isso significa também um aumento no ticket médio de venda e uma ampliação das margens.  

Salesio também declarou que a GX4 terá uma versão Toro, ou seja, pronta para ótica, assim com já existe na TX22, G3 e G3c. No dia 13 passado, faltando ainda seis dias para seu lançamento conjunto BR/EUA (19 de maio), a GX4 já tinha um backorder de 160.000 armas, o que dá a dimensão do sucesso de vendas que a espera.

Modelos como a GX4, as demais pistolas da linha Toro, os revólveres 460 RH e Heritage 14” e 15”, todos com excelentes vendas no mercado americano, são posicionados em uma linha “premium”, para clientes que buscam um produto diferenciado e estão dispostos a pagar por esse diferencial. Esses modelos incorporam maior valor agregado e, portanto, trazem maiores margens para a Companhia.

Além do esperado aumento nas vendas, o caixa da empresa será engrossado neste trimestre com o produto do fornecimento de 13.530 fuzis T4 para as Forças Armadas das Filipinas e de 4.500 pistolas TH9 para a Polícia Nacional de Burkina Faso, o que poderá representar o ingresso de um valor em torno de 45 milhões de reais.

Por outro lado, caso seja mantido o atual cenário de valor da moeda americana, poderá se repetir algo semelhante ao que aconteceu no 4T20, quando este iniciou com um valor alto do dólar e finalizou com um valor mais baixo. Essa variação cambial ativa impactou positivamente na dívida em moeda estrangeira e gerou um lucro contábil de quase 120 milhões de reais no referido período.

Corroborando a hipótese da possibilidade de um trimestre "histórico", veja abaixo a análise de Marco Saravalle, Analista Certificado (CNPI) e Estrategista-chefe da casa de análises Sara Invest, com data de 10 de maio. Saravalle tem a autoridade de estar acompanhando de perto a Taurus há mais de dois anos, quando identificou o turnaround da empresa e passou a analisá-la e recomendá-la.


Marco Saravalle, da Sara Invest

 

Além da Sara Invest, as casas de análise Eleven Financial Research, Nord Research e Suno Research também conhecem profundamente a empresa, como pode ser conferido nos vídeos abaixo, realizados após a divulgação dos dados referentes ao primeiro trimestre de 2021.


Analista Raphael Figueiredo (Eleven)

 


Analista Bruce Barbosa (Nord)



Live com a Eleven


Live com a Nord


Live com a Suno

Avibras doa kits de videolaringoscópio que vão beneficiar UTIs do Hospital das Clínicas


*LRCA Defense Consulting - 15/05/2021

Em continuidade às ações de apoio à comunidade no enfrentamento da pandemia da COVID-19, a Avibras doou na quarta-feira, dia 14/04, 30 kits de videolaringoscópio para o Hospital das Clínicas de São Paulo, beneficiando Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de cerca de 20 hospitais da rede. O equipamento, desenvolvido pela Avibras em parceria com a Protec, fornecedora de material hospitalar, e homologado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), é essencial para evitar a contaminação dos médicos e de sua equipe no procedimento de intubação dos pacientes.

O projeto incluiu a transformação do laringoscópio em um videolaringoscópio, adaptando o equipamento da Protec com uma câmera com iluminação em led e uma tela, propiciando uma visão mais privilegiada da laringe e das cordas vocais por meio de vídeo reproduzido em tempo real.

A câmera é conectada a um tablet que roda um aplicativo desenvolvido pela Avibras para apresentar a imagem captada e guiar o médico durante o procedimento, otimizando o tempo e reduzindo erros no processo de intubação. O médico acompanha tudo por meio da tela, mantendo uma distância segura do paciente e evitando uma possível contaminação.

Além de favorecer a aplicabilidade médica, os profissionais do Hospital das Clínicas destacaram ainda o aspecto da sustentabilidade na utilização do equipamento, pois o mesmo pode ser higienizado e utilizado novamente.

Além do videolaringoscópio, também fazem parte do kit a caixa acrílica de proteção para apoiar o processo de intubação e o suporte para o tablet.

Para a realização deste projeto, a Avibras e a Protec receberam o apoio da equipe médica de Broncoscopia e Pneumologia do Hospital das Clínicas, e do médico Andre Chiga, do Hospital São Francisco de Jacareí.  Hospitais de Jacareí, São José dos Campos e Lorena também receberam os kits nos últimos meses.  

Parceria – Como apoio à Avibras na iniciativa de doação, o fornecedor Transpaula isentou a empresa da cobrança de frete para entrega em São Paulo, reforçando o espírito coletivo e a solidariedade nesse momento desafiador. 

*Com informações da Avibras.

Nos EUA, pistola Taurus TX22 Competition é avaliada pela Shooting Sports


*Shooting Sports USA, por Chris Christian, Editor de campo - 13/05/2021

A pistola TX22 de tamanho médio da Taurus provou ser popular entre muitos atiradores que procuravam um treinador LR .22 para complementar sua arma de defesa pessoal de tamanho semelhante. Era inevitável que uma versão de competição fosse oferecida, e no início de 2021 isso aconteceu.

A arma

Pistola de competição Taurus TX22
A pistola TX22 Competition .22 LR da Taurus precisa de pouco para estar pronta para a competição de fogo circular do Steel Challenge.


Construída na mesma estrutura de polímero do original, a Taurus TX22 Competition ($ 484,85, taurustx22.com ) inclui uma corrediça de alumínio anodizado duro, junto com um cilindro de liga de aço fixo de 5,25 polegadas que é rosqueado em 1/2 x 28 para aceitar supressores padrão ou freios de boca. Uma tampa protetora de rosca vem instalada. O trilho Picatinny na tampa dianteira contra poeira permite a montagem de luz ou laser. Isso dá a ela uma altura total de 5,44 polegadas, um comprimento total de 8,15 polegadas, uma largura de 1,25 polegadas e um peso vazio de 23,2 onças.

Gatilho de competição Taurus TX22
Importante para atiradores de ação, o gatilho acionado por atacante SAO é suave e possui uma quebra nítida.


Os controles operacionais consistem em dispositivos de segurança ambidestros montados em uma estrutura, uma liberação deslizante do lado esquerdo e uma liberação de carregador do lado esquerdo, que é reversível para o lado direito.

Os atiradores terão facilidade em selecionar miras de ferro ou óticas. As miras de ferro instaladas de fábrica consistem em uma parte traseira totalmente ajustável com uma lâmina frontal em um padrão de três pontos brancos. As placas de montagem incluídas permitem a instalação de uma mira reflex, embora a instalação da óptica não permita que os ferros sejam co-indexados.

Montagem de óptica de competição Taurus TX22
Com a TX22 Competition, tudo o que você precisa é adicionar a ótica de sua escolha e você está pronto para as competições.


Dois modelos estão disponíveis, diferindo apenas nos carregadores fornecidos. O modelo 1-TX22C151 é enviado com três carregadores de 16 cartuchos, enquanto 1-TX22C151-10 inclui três carregadores de 10 cartuchos. Ambos os modelos são embalados em uma caixa de plástico rígido com fecho de espuma, além de uma trava de gatilho, duas placas de montagem óptica e o manual do proprietário.

Revistas da competição Taurus TX22
A Taurus TX22 Competition que testamos veio com três pentes de 16 cartuchos. As janelas laterais fornecem verificações rápidas de munição com um relance.


No campo

Fora da caixa, passei um cotonete seco no cano, apliquei um pouco de lubrificante e medi o acionamento do gatilho. Ele registrou 5,2 libras no meu medidor, o que é bastante normal para qualquer pistola desse tipo vinda de fábrica. Houve um certo grau de absorção e deformação, que achei suavizado durante o uso posterior. Não tenho dúvidas de que um pequeno ajuste de um armeiro competente poderia suavizá-lo e torná-lo mais leve.

Dada a situação atual de disponibilidade de munição .22 LR, fui mais uma vez confrontado com atirar com o que eu tinha e não com minhas cargas preferidas. Eu encontrei uma caixa de sobras de munição Eley Practice com uma bala de chumbo de 40 grãos em velocidade subsônica que funcionou bem em minha arma .22 LR RFPO. Uma caixa de chumbo Blazer 40-grain, uma caixa parcial de Aguila Pistol Match e uma caixa parcial de Remington Target .22 LR que estava parada por um tempo também foram localizadas. Não havia o suficiente para fazer mais do que testes de função e precisão, mas eu tive sorte e encontrei os restos de um balde BYOB Federal Champion - um HP folheado a 36 grãos - que tinha o suficiente para atirar em uma partida Steel Challenge.

Tambor de competição Taurus TX22
O cano da Taurus, de cinco polegadas, vem com rosca de fábrica para adicionar um dispositivo supressor ou focinho.


Comecei minha sessão de tiro no quintal com a mira de ferro para sentir a arma. Eles zeraram rapidamente em 15 jardas, de improviso. Normalmente não gosto de comparar uma arma com a outra, mas a Taurus parecia virtualmente idêntico à minha S&W M&P CORE com sua correia traseira média instalada. O aperto, o ângulo de aperto e o alcance do gatilho estavam próximos. Meus planos eram filmar em RFPO em uma próxima partida do Steel Challenge, então depois de cerca de 30 rodadas, eu estava de volta ao meu escritório para verificar a opção ótica.

Montar uma mira reflexa provou ser simples. A placa de montagem não está no slide. É afixada na parte superior do cano não inclinado, logo à frente da porta de ejeção, portanto, as forças G não são um problema. Há uma miríade de orifícios de parafuso para acomodar os parafusos de montagem traseiros para Trijicon RMR, C-More STS, Vortex Venom, Docter Noblex, Burris FastFire, Sightmark Mini, Holosun HS507C e Leupold Delta Point Pro, usando esses parafusos de montagem. O travamento para a frente é fornecido por duas placas de dupla face marcadas que deslizam em uma montagem da frente da placa. Escolha a placa correta para a mira, deslize-a e insira os parafusos traseiros. Recentemente, eu havia atirado com o novo Burris FastFire4 com uma arma RFRO e fiquei impressionado o suficiente para experimentá-lo com uma pistola. Demorou 30 segundos para instalar.

Munição Taurus TX22 e Eley .22 LR
A Taurus TX22 Competition mostrou precisão mais do que adequada com munição de fogo circular de qualidade.


Zerar o FF4 com a carga de BYOB saiu rapidamente do meu banco de 25 jardas. Em seguida, configurei alguns alvos de corte brancos e executei vários exercícios de alvo a partir do Low Ready a 15 jardas. Pedalei entre os três carregadores fornecidos e descobri que todos carregavam facilmente com sua capacidade declarada de 16 cartuchos. Eu particularmente gostei das janelas laterais abertas que me permitem ver rapidamente quantas rodadas ainda faltam. Achei isso útil no Steel Challenge. Como um RO, eu vi mais de um atirador pegar uma revista para seu barbante, apenas para descobrir que, quando o slide travou de volta, a revista não estava tão cheia quanto eles imaginavam.

Usando a técnica Olhar, Travar, Olhar, descobri que a montagem frontal e o ângulo do punho acertavam o ponto direto no alvo. Outras 40 rodadas foram para baixo. Em seguida, voltei para o banco de 25 jardas para os testes de precisão. O gráfico a seguir mostrará que a Taurus produzirá precisão mais do que suficiente para o Steel Challenge com munição decente.

Competição Taurus TX22 para o Desafio de Aço
A sessão de treino pós-jogo do autor viu a arma ronronar depois de mais de 400 tiros com apenas a limpeza e lubrificação originais.


Uma luta Steel Challenge de seis estágios foi a próxima, e foi uma mistura de estágios próximos e rápidos, junto com estágios distantes e não tão rápidos. O gatilho de mais de 5 libras não me machucou na Smoke & Hope e Roundabout. Mas isso não me ajudou no Pendulum ou em meu nêmesis pessoal - a opção de velocidade. Usando a munição BYOB Federal, a arma zumbia sem nenhum drama. Após o final da partida, fiquei para praticar algumas etapas na opção Speed.

Por esta altura, havia mais de 400 cartuchos de munição mista através da Taurus, e os únicos problemas de funcionamento foram duas falhas de ignição com os cartuchos Águila de volta durante a fase de teste de precisão. Isso é mais confiabilidade do que eu esperaria de uma pistola LR .22 - especialmente uma na faixa de preço abaixo de $ 500. Com um pequeno ajuste no gatilho, esta pode ser uma escolha sólida para RFPI ou RFPO, ou ambos. A óptica pode ser removida rapidamente para permitir qualquer uma das opções.

Tabela de precisão da competição Taurus TX22


Fotos de Forrest MacCormack.

maio 14, 2021

ABIMDE participa de mais uma edição dos Diálogos das Indústrias de Defesa BR/EUA


*ABIMDE - 14/05/2021

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) participou, nesta quarta-feira (05), da abertura de mais uma edição dos Diálogos das Indústrias de Defesa (DID) Brasil-Estados Unidos. O evento, organizado pelo Ministério da Defesa, com apoio do Ministério das Relações Exteriores, segue até esta sexta-feira (7).

O primeiro dia de contou com a participação do Brigadeiro do Ar Jose Ricardo de Meneses Rocha, diretor do Departamento de Promoção Comercial da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) e Ian Saunders, secretário adjunto do Departamento de Comércio dos EUA para o Ocidente. Em seguida, o evento foi dividido em diversos painéis temáticos.

O presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, representou a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) no painel sobre parcerias comerciais. Ele apontou a importância das empresas do setor reforçarem laços com o mercado norte-americano. “É uma janela de oportunidades imensa que se abre e pode impulsionar inclusive as relações diplomáticas entre nossas nações, que são historicamente conectadas”.

Gallo ponderou que o aumento nas exportações são o principal desafio da indústria de defesa brasileira para o futuro. “O crescimento deste setor depende de um bom desempenho no comércio exterior, com a abertura de novos mercados”.

O diretor técnico da ABIMDE, Coronel Armando Lemos, destacou a importância do evento para a BIDS e o papel da entidade como participante neste processo. “O evento abre novas oportunidades de cooperação entre nossa indústria de Defesa e o mercado norte-americano”.

WEG & Renault: parceria no projeto Garagem Fotovoltaica no Complexo Industrial Ayrton Senna


*LRCA Defense Consulting - 13/05/2021

A Renault inaugura no Complexo Industrial Ayrton Senna o projeto Garagem Fotovoltaica, uma iniciativa para permitir a recarga de baterias de veículos elétricos de forma 100% sustentável e limpa. O modelo, desenvolvido em parceria com as empresas WEG, ABR Energias, BRAFER e Sistema Fiep, pode gerar 8,67 MWh/ano, quantidade que permite a recarga de até 167 baterias de diversos veículos elétricos como é o caso do novo Zoe E-Tech. Isso representa a possibilidade de rodar até 60 mil quilômetros ao ano, evitando a emissão de 1 tonelada de CO2 no meio ambiente.

“Essa é mais uma iniciativa da Renault do Brasil para reduzir a pegada de carbono, alinhada com a nova política de responsabilidade socioambiental apresentada pelo Renault Group”, explica Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil.

O projeto foi idealizado por alunos das Faculdades da Indústria, dentro do Renault LAB, e envolveu equipes multidisciplinares para o desenvolvimento da solução.

As premissas do projeto envolvem a captação de energia solar, permitindo o armazenamento em bateria de segunda vida ou envio do excedente em créditos para a rede, a viabilidade econômica e a neutralidade de carbono.

O desenvolvimento da Garagem Fotovoltaica, por sua vez, envolveu a construção de protótipos, a modelagem tridimensional do projeto e o cálculo de estruturas, bem como toda a arquitetura eletrônica. O projeto segue em evolução constante junto das empresas parceiras.

“A parceria da indústria com a universidade é fundamental no processo de inovação. E a Garagem Fotovoltaica é mais um resultado alcançado neste tipo de união, uma ideia eficiente, inteligente e que reforça o nosso cuidado com o meio ambiente”, afirma Antonio Fleischmann, vice-presidente de engenharia da Renault América Latina.

Manfred Peter Johann – diretor superintendente da WEG Automação

“O fornecimento do sistema de geração solar distribuída e da estação de recarga para veículos elétricos, reforça nossa posição no desenvolvimento de soluções sustentáveis para redução das emissões de poluentes e reforça ainda mais a nossa parceria com a Renault nestas iniciativas”.

Carlos Valter Martins Pedro – presidente do Sistema Fiep

“Apoiar a indústria na busca por soluções inovadoras e sustentáveis, que ampliem o horizonte dos negócios e se revertam em benefícios para a sociedade, é uma prioridade para o Sistema Fiep. Estamos orgulhosos que um projeto desenvolvido em uma de nossas unidades, em parceria com importantes indústrias, esteja agora se concretizando”.

Enan Ornaghi – diretor técnico da ABR Energias

“O desenvolvimento de projetos como este da Garagem Fotovoltaica, em parceria com a Renault, que envolvam temas como eficiência energética, energia renovável, responsabilidade socioambiental e mobilidade elétrica, com o objetivo de criar aplicações práticas, são ótimas oportunidades para qualificarmos mão de obra e adquirirmos conhecimento para uma realidade que está próxima”.

Pasquale Tsingos – diretor técnico da BRAFER

“Em consonância com a Renault e demais parceiros, no desejo de um mundo mais sustentável e com a missão de projetar estruturas que sirvam para soluções em energias renováveis, a BRAFER dedicou-se nesta parceria para, literalmente, colocar de pé a estrutura suporte da Garagem Fotovoltaica. Também oferecemos os recursos para fixação de equipamentos permitindo a usabilidade ao ponto de recarga.”

Iniciativas para a redução da pegada de carbono da Renault do Brasil
São várias as iniciativas desenvolvidas nos últimos anos na direção da mobilidade sustentável, em Fernando de Noronha, por exemplo, a Renault é parceira do programa Noronha Carbono Zero, que regulamenta a entrada e circulação de carros a combustão na ilha de Fernando de Noronha. Em parceria com a WEG e a Polo, a Renault instalou um ecoposto à base de energia solar que gera 26MWh por ano, o suficiente para cobrir o consumo elétrico de todos os veículos zero emissão da Renault que circulam na ilha, além de gerar energia para a população local.

Os primeiros carros 100% elétricos de Fernando de Noronha foram entregues pela Renault em junho de 2019 e hoje, 30 veículos Renault (Zoe, Twizy e Kangoo Z.E.) circulam pelo arquipélago, tanto para uso oficial da Administração local como por empresários locais para realizar as tarefas do dia a dia.

Em Curitiba, os funcionários do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Paraná) têm à disposição dois Renault Zoe 100% elétricos para uso compartilhado. O carsharing é gerenciado por meio do sistema Renault Mobility, e a recarga dos veículos também é realizada por meio de um ecoposto abastecido por energia solar, instalado na sede da Fiep.

Além dessas iniciativas, a Renault também possui, desde 2014, outro conjunto de painéis fotovoltaicos no Complexo Ayrton Senna, em São Jose dos Pinhais (PR), cuja eletricidade gerada de forma 100% limpa é destinada ao abastecimento dos veículos elétricos da marca, bem como à iluminação de instalações próprias. A estrutura permite a geração de 20kwh e permite a recarga simultânea de dois veículos.

Renault Lab
Em 2019, a Renault inaugurou uma unidade do Renault Lab no Sistema Fiep da CIC (Cidade Industrial de Curitiba), no Paraná. O espaço, que faz parte do ecossistema de inovação da Renault, tem foco no desenvolvimento de tecnologias voltadas à mobilidade, com ênfase em veículos elétricos. O espaço opera conectando profissionais, empresas, investidores e universidades na busca por soluções sustentáveis para mobilidade elétrica.

Renault - Garagem Fotovoltaica from Renault do Brasil on Vimeo.


*Com informações da WEG.

maio 13, 2021

Taurus: Polícia Real da Malásia poderá adquirir fuzis T4 e submetralhadoras SMT9


*LRCA Defense Consulting - 13/05/2021

O fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm, ambos produzidos pela multinacional brasileira Taurus Armas, foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malasia). Os testes abordaram precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. 

Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática".


Malaysian Royal Police
A Polícia Real da Malásia (RMP) é uma força policial nacional federal, composta por homens e mulheres, que atua uniformizada. Com uma organização centralizada, sua sede está localizada em Bukit Aman, Kuala Lumpur.

No cumprimento das suas atribuições, a RMP regular conta ainda com cinco grupos de apoio: Policiais Extra, Policiais Voluntários, Polícia Auxiliar, Cadetes de Polícia e um elemento do serviço civil.

A RMP coopera constantemente com as forças policiais em todo o mundo, incluindo os seis países vizinhos com que a Malásia faz fronteira: Polícia Nacional da Indonésia, Polícia Nacional das Filipinas, Força Policial Real de Brunei, Polícia Real da Tailândia, Força Policial de Cingapura e Segurança Pública do Povo do Vietnã.

A Polícia Real da Malásia tem um efetivo de 137.574 policiais seniores, policiais subordinados e funcionários públicos. 

O armamento da corporação é bastante diversificado e consta de sete tipos de pistola (fabricantes diferentes), seis tipos de fuzil (quatro fabricantes) e três tipos de fuzil de precisão, de três fabricantes. Este fato acarreta problemas de natureza logística e operacional, que podem ter sido determinantes para que a RMP esteja buscando uma maior padronização de suas armas de dotação.

Por outro lado, abre também a possibilidade para que a Taurus possa oferecer suas pistolas da linha TSeries à corporação, além dos fuzis e submetralhadoras que já estão em pré-compra, unificando ainda mais o fornecimento e facilitando a logística e as operações.

Modelos de armas usados pela RMP e países de origem

Uniformes Inteligentes são testados e aprovados em treinamento nos Estados Unidos


*Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) - 12/05/2021

O novo uniforme de combate do Exército – Uniforme Inteligente, proposto e entregue ao Exército Brasileiro pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) obteve aprovação de Muito Bom e Excelente (de Classe B).  O fardamento foi testado pela tropa brasileira que participou da Operação Culminating/2021, entre 03 de janeiro a 22 de fevereiro. nos Estados Unidos. Após a conclusão dos testes de campo, o Exército Brasileiro e a ABDI constataram, por meio de avaliações, que o enquadramento conforme o padrão de desempenho apresentado pelo Uniforme foi de Muito Bom e Excelente em todos os quesitos.

A tropa brasileira que participou da Operação Culminating/2021 foi composta por uma Equipe de Ligação (Estado Maior), uma Companhia Paraquedista (Cia Pqdt) reforçada e por um Destacamento Logístico (Dst Log). Durante o treinamento, a Companhia Paraquedista e o Destacamento Logístico participaram de uma série de instruções preparatórias, de adaptação ao salto, de salto de paraquedas e de uma rotação no Joint Readiness Training Center (JRTC) do Exército Norte Americano, no Fort Polk, Louisiana.

As Rotações do JRTC são mundialmente conhecidas como um exercício de quinze dias que mais se aproxima a um combate real. Os testes ocorreram na região sul dos EUA, com condições de clima frio, precipitação de neve, sol e chuva, e incluiu deslocamentos e ações em área urbana e rural, mata aberta e fechada, e locais alagadiços, utilizando equipamentos militares. Na oportunidade, foram avaliadas 203 amostras do Uniforme Inteligente.

“O Uniforme Inteligente é uma plataforma de demonstração de tecnologia que visa contribuir para a capacitação produtiva e tecnológica da Base Industrial de Defesa Brasileira nos segmentos de produtos têxteis e confecções. O próximo passo consistirá na incorporação de sensores integrados às tecnologias e equipamentos da IMBEL”, destacou o Presidente da ABDI, Igor Calvet.

A avaliação positiva ressalta a importância da agregação de propriedades físico-químicas avançadas em tecido de alto desempenho à mais moderna modelagem, para as missões e desafios da Força.

“O desempenho do Uniforme Inteligente no Exercício Culminating 2021 foi bastante satisfatório, a tropa aprovou e identificou nele aspectos que o caracterizam como uma evolução em relação ao uniforme atualmente utilizado. As melhorias incorporadas aumentaram as capacidades de utilização e o conforto desse novo Uniforme, maximizando assim o desempenho do soldado brasileiro no dia a dia e nas operações e no combate”, afirmou o Coronel Paulo Filho, Gerente do Projeto COBRA.

Dentre os aspectos avaliados, Facilidade de manutenção, Rusticidade, Ergonomia e Conforto, obtiveram mais de 80% de avaliação ‘bom’, ‘muito bom’ e ‘excelente’. Foram testados os seguintes aspectos Uniforme Inteligente: rusticidade, conforto, ergometria, conforto térmico, frescor, repelência a mosquitos, odor, facilidade de uso/operação, facilidade de manuseio, facilidade de montagem/desmontagem, facilidade de manutenção, funcionalidade, acabamento, apresentação, coloração.

O resultado revelou que a tropa aprovou e também demonstrou preferir o Uniforme Inteligente em substituição ao atual. Além disso, baseado nas respostas, alguns itens deverão ser modificados para melhorar ainda mais as capacidades de utilização e o conforto do uniforme, de forma a maximizar o desempenho do soldado brasileiro no dia a dia, em operações e em combate. As melhorias já deverão constar dos 400 conjuntos do Uniforme Inteligente que serão entregues pela ABDI ao Exército Brasileiro, até o final de julho de 2021.

A modelagem do Uniforme Inteligente foi proposta pelo Exército Brasileiro, com o objetivo de testar atualizações que pudessem deixar o fardamento mais moderno e adaptado ao desempenho das funções militares.  Ao tecido do uniforme foram incorporadas funcionalidades baseadas em substâncias e princípios ativos nanoencapsulados, com o objetivo de proporcionar mais frescor, conforto térmico (por meio da aplicação de Phase Change Material), repelência a mosquitos e ação antimicrobiana para controle de odor. O Uniforme Inteligente é composto por gandola camuflada, calça de combate camuflada, camiseta camuflada, gorro camuflado e meias verde oliva.

Além disso, o Uniforme Inteligente traz diferenciais ao fardamento comumente utilizado como caraterísticas do tecido de alto desempenho solicitado pelo Exército Brasileiro: tingimento de alta solidez; proteção UPF +50 – Proteção solar superior a 50 UPF; e, composição do tecido: 50% Fibras de poliamida de alta tenacidade 6.6 e 50% Algodão, com gramatura de 220 g/m2, proporcionando secagem mais rápida, menor amarrotamento e maior resistência mecânica.

Além do 27º Batalhão Paraquedista do Rio de Janeiro, também realizaram os testes de campo com o Uniforme Inteligente com ótimo desempenho as seguintes Organizações Militares: 5º BI Leve – Lorena, SP; 20º BI Blindado – Curitiba, PR; 52º BI de Selva – Marabá, PA, 25º Batalhão Paraquedista – Rio de Janeiro e Centro de Adestramento Leste – Rio de Janeiro, RJ.

A ABDI contou, no início do Projeto Uniforme Inteligente, com o apoio do Ministério da Defesa, da Força Aérea, da Marinha do Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções – ABIT, Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI/CETIQT, Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico / Universidade de São Paulo - LSITEC-USP e Instituto Federal Fluminense – IFF.

Impressão final dos Usuários a respeito do Novo Uniforme de Combate do Exército – Uniforme Inteligente


Taurus: mudanças estratégicas na Diretoria podem indicar um novo e importante passo (atualizada)


*LRCA Defense Consulting - 13/05/2021; atualizado às 16h21

A Taurus Armas está realizando uma mudança estratégica em postos-chaves da empresa.

Segundo a multinacional, está sendo realizada "uma atualização na estrutura organizacional executiva da Taurus, para adequar ao novo momento da empresa e ao nosso planejamento estratégico".

Com isso, o engenheiro mecânico Eduardo Minghelli (foto à esquerda), com uma longa trajetória de sucesso de quase 13 anos na Taurus, deixa a função de Diretor de Vendas & Marketing e irá assumir a nova Assessoria Especial da Presidência da companhia, após fazer a transição com seu substituto.

Para o seu lugar foi contratado Maicon Américo Coelho Moraes (foto à direita), graduado em TI e com diversas especializações e MBAs, que possui mais de 20 anos de carreira em grandes empresas como Ernest & Young, AmBev, Arezzo & Co e Dufrio.

Conforme declarou a Taurus, "As alterações, além de estarem alinhadas ao Planejamento Estratégico da Empresa, vão trazer novas oportunidades para o nosso negócio, com o objetivo de transformar a Taurus na maior fabricante de armas do mundo". 

No entender desta Consultoria, o CEO Global, Salesio Nuhs, tem uma estratégia bastante definida para ter criado a Assessoria Especial da Presidência e trazer para ocupá-la o seu experiente e competente homem-chave de Vendas & Marketing, profundo conhecedor do mercado mundial de armas leves. Tanto que, em uma das lives realizadas no último dia 7, ao tratar sobre possíveis aquisições e novas joint ventures, Salesio declarou que Eduardo Minghelli "será assessor direto da Presidência Global para novos projetos".

Tal fato, somado ao objetivo declarado da troca de "trazer novas oportunidades para o nosso negócio" e  "transformar a Taurus na maior fabricante de armas do mundo", pode indicar que a dupla de executivos esteja preparando a empresa para um grande passo num futuro próximo, seja uma aquisição estratégica, seja uma nova joint venture internacional, ou seja ainda um outro novo e importante negócio desconhecido até o momento.

Atualização das 16h21
Neste trecho da live no canal BM&C News, ocorrida hoje, o CEO da Taurus comenta sobre a possibilidade de novos negócios, deixando a entender a existência de algo já em estudo.




Aerodata compra jato Embraer Praetor 600 para inspeções em voo


*LRCA Defense Consulting - 13/05/2021

A Embraer assinou um contrato com a Aerodata AG, da Alemanha, para a venda de um jato Praetor 600 a ser convertido em uma aeronave de inspeção em voo, para cumprimento de uma variedade de diferentes missões de inspeção em voo. A entrega da aeronave à Aerodata está prevista para 2022, quando será iniciada a instalação dos sistemas e equipamentos necessários à execução das missões.
 
A aeronave Praetor 600 de última geração cumpre totalmente com os requisitos de alto nível do operador final e está preparada para a instalação do mais moderno sistema de inspeção em voo da Aerodata, o AeroFIS®.
 
Após a modificação, o avião será entregue e operado pelo Ministério de Terra, Infraestrutura e Transporte, Escritório Regional de Aviação de Seul, Centro de Inspeção de Voo na Coreia do Sul, que conduziu a licitação internacional para a aquisição e será o usuário final. Esta é a primeira vez que a Embraer realiza a venda de uma aeronave para este tipo de missão fora do Brasil, criando oportunidades de mercado para as inovadoras soluções da Embraer utilizando o atual portfólio de produtos.
 
O contrato com a Aerodata também inclui treinamento para pilotos e mecânicos e um pacote de suporte inicial para o usuário final. A aeronave será equipada pela Embraer com alguns opcionais, tais como Head-Up displays (HUD), sistemas de comunicação de última geração, capacidade de operação sem papel e recursos adicionais de interior.
 
Quando estiver totalmente configurada como aeronave de inspeção de voo, o Praetor 600 será uma plataforma de última geração capaz de realizar uma ampla gama de tarefas de inspeção em voo nos modos de pesquisa, vigilância, inspeções especiais e periódicas, validação de procedimentos e verificações do funcionamento do sistema ADS-B.

Registros de armas de fogo no País aumentaram 50,2% no 1º trimestre


*WH3 - Sistema 103 - Rádio Raio de Luz - Rádio Lider - Jornal O Lider - 09/05/2021

Durante o primeiro trimestre de 2021, o número de novos registros de armas de fogo no Brasil aumentou 50,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos três primeiros meses deste ano, foram registradas 82.357 armas. Deste total, 19.105 ocorreram em janeiro, 19.612 em fevereiro e 43.640 em março. Já nos primeiros três meses de 2020, 54.828 armas foram registradas — 15.101 em janeiro, 14.608 em fevereiro e 25.119 em março.
Os dados, obtidos com exclusividade pela Jovem Pan, foram divulgados pela Polícia Federal (PF). A maior parte dos novos registros autorizados pela PF se enquadram na categoria “cidadão comum”, que contabiliza 35.807 permissões no primeiro trimestre deste ano. Somando a quantidade de autorizações concedidas pelas autoridades a cidadãos comuns em 2020, o número atinge 21.243 permissões.
Para a juíza de direito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Ivana David, os decretos que ampliam e facilitam o acesso dos cidadãos às armas podem explicar o salto de 50% na quantidade de novos registros no primeiro trimestre deste ano. “Os decretos expedidos pelo presidente da República ampliaram e facilitaram muito o acesso dos brasileiros aos armamentos. Por exemplo, hoje as pessoas podem ter armas dentro de suas propriedades, estão autorizadas a adquirir uma quantidade maior de armamentos e munições e, para conseguirem o porte de armas, podem apresentar exames realizados por psicólogos particulares. Todos estes mecanismos, trazidos pelo presidente através de decretos, diminuíram as barreiras existentes e contribuíram para que a população ficasse mais armada”, explica. Apesar de corresponder à expectativa do eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), para a juíza, os decretos presidenciais impulsionam uma “tremenda confusão” no meio jurídico. “Os atos causaram uma tremenda confusão no meio jurídico porque, uma hora é decidido que o cidadão pode andar armado, mas na hora seguinte, o decreto é revogado ou alterado.” Eleito defendendo a flexibilização do uso e da compra de armas, Bolsonaro já editou 31 atos que facilitam o acesso aos armamentos desde o início de seu mandato. Alguns deles foram revogados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e outros avançaram, mas todos causam polêmicas no debate público.
“A sociedade está lidando com uma nova política de governo. O presidente é armamentista e este é um dos pilares que o elegeu. Por isso, Bolsonaro está usando os decretos para responder ao eleitorado. No entanto, ao fazê-lo, ele passa por cima da Constituição e dos outros Poderes”, afirma a juíza. Decretos são atos do presidente da República que regulamentam leis. Desta forma, eles não precisam passar por votação e aprovação no Congresso. Cabe ao presidente regular as leis existentes através dos decretos, não criar novas leis. “O decreto é um dispositivo jurídico que o Executivo possui para, eventualmente, esclarecer dúvidas ou preencher lacunas vazias nas letras da lei. O decreto não serve para legislar. A elaboração de uma lei deve obedecer ao procedimento constitucional que prevê uma longa discussão do projeto de lei com a sociedade, debates e votações na Câmara e no Senado, além da sanção presidencial. Em vigor desde 2003, a lei que regulamenta as armas no Brasil é o Estatuto do Desarmamento. Se o presidente possui a vontade de flexibilizar o acesso às armas, deveria fazê-lo através do legislativo, que revogaria o Estatuto do Desarmamento e faria tramitar uma nova lei de acordo com o procedimento constitucional”, esclarece.
As próximas eleições presidenciais acontecem no próximo ano. Segundo a juíza, se outro político for escolhido para sentar-se à cadeira de chefe do Executivo, todos os decretos publicados por Bolsonaro podem ser derrubados. “Quem possui a responsabilidade de legislar são as Casas do legislativo. O Executivo não pode passar por cima dos demais Poderes usando decretos para elaborar leis. Até por isso, estes atos possuem prazo de validade e podem ser revogados a qualquer momento. Por exemplo, muitas vezes o STF revoga os decretos publicados pelo presidente porque a Corte possui a função de julgar a validade das leis para zelar pela Constituição. Além disso, se um novo presidente for eleito, pode derrubar todos os decretos quando quiser”, diz.
Veja medidas que flexibilizam as armas e que estão em vigor no país
Decreto 9.845: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, facilita a aquisição, o cadastro, o registro e a posse de armas de fogo e de munição;
Decreto 9.846: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, prevê regras e procedimentos para o registro, o cadastro e a aquisição de armas e de munições por caçadores, colecionadores e atiradores;
Decreto 9.847: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, relaciona-se à aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo e de munição e sobre o Sistema Nacional de Armas e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas;
Decreto 10.030: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, propõe o novo Regulamento de Produtos Controlados;
Decreto 10.627: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, determina um afastamento do Exército sobre a venda e uso de máquinas de recarga de munição e seus projéteis, facilitando que as munições sejam produzidas por quaisquer pessoas sem o controle de quantidade ou rastreio;
Decreto 10.628: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, estabelece que cada cidadão comum pode comprar até seis armas de fogo de uso permitido;
Decreto 10.629: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, permite que caçadores, colecionadores e atiradores comprovem aptidão através de um laudo preparado por qualquer psicólogo ativo – antes,  precisavam ser elaborados por psicólogos indicados pela Polícia Federal. Também autoriza jovens a partir de 14 anos a usarem arma de fogo para praticar tiro esportivo e afasta a necessidade de autorização do Comando do Exército para a compra de armas nos limites estabelecidos – sendo 60 armas para atiradores, 30 para caçadores e 10 para colecionadores.
Decreto 10.630: Promulgado pelo presidente Bolsonaro, estabelece que o porte de armas é válido em todo o território nacional, podendo este abranger até duas armas de fogo simultaneamente com respectivas munições e acessórios;
Portaria 1.222: Expedida pelo Comando do Exército, determina os parâmetros de aferição e quais são os calibres nominais de armas de fogo e das munições de uso permitido e restrito;
Portaria 126: Expedida pelo Comando Logístico, revoga as portarias 036 -DMB, 01 D-Log e 021 COLOG e regulamenta a aquisição, registro, cadastro, transferência, porte e transporte de armas de fogo, além da aquisição de munições e de acessórios de arma de fogo por militares do Exército, em serviço ativo ou na inatividade;
Portaria 136: Expedida pelo Comando Logístico, revoga a portaria 125 e altera as características das armas que CACs podem possuir. A revogação da portaria 125 acaba com a restrição de armas portáteis de alma raiada de uso restrito. Ficam restritas apenas as armas de uso proibido, automáticas e não portáteis. Na prática, libera fuzis, na versão repetição ou semi-automática, para caçadores e atiradores;
Portaria 137: Expedida pelo Comando Logístico, altera a portaria 126, principalmente no que dispõe sobre aquisição por militares ativos e inativos do Exército;
Portaria 412: Expedida pelo Ministério da Justiça e da Defesa, aumenta o limite de munições adquiridas, saltando de 50 por arma anualmente para 200;
Portaria 150: Expedida pelo Comando Logístico, regulamenta as atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça;
Portaria 62: Expedida pelo Comando Logístico, revoga as portarias 46, 60 e 61;
Portaria 389: Expedida pelo Ministério da Justiça e da Defesa, determina a arma de porte semi automática para uso da Força Nacional, além de estabelecer os critérios técnicos mínimos para aquisição e emprego deste armamento;
Portaria 423: Expedida pelo Ministério da Justiça e da Defesa, retira as exigências de marcação interna e da chipagem das armas.

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