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domingo, fevereiro 28, 2021

Taurus e CBC: parcerias estratégicas no país que poderá dominar metade do Séc. XXI

*LRCA Defense Consulting - 28/02/2021

Atualmente, mais de 80% do faturamento da multinacional Taurus Armas - com unidades fabris no Brasil, nos EUA e brevemente na Índia - vem das exportações para mais de 100 países, sendo que os Estados Unidos concentram cerca de 70% de seus negócios. A empresa é a líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, além de ser a marca mais importada no exigente mercado norte americano e a quarta marca mais vendida nesse país.

Já a multinacional CBC, com fábricas em três países e próximo de estabelecê-las em mais dois, é uma das maiores fornecedoras mundiais de munição para países da OTAN, sendo a líder mundial em munições para armas portáteis. A confiabilidade de seus produtos é atestada por 130 países, nos cinco continentes. 

Por que a Taurus e a CBC estão focadas na Índia?
Em 2019, quando a Taurus Armas e a CBC, empresas do mesmo grupo, buscaram reduzir sua dependência do mercado americano - o maior do mundo para armamento leve e suas munições, fizeram uma escolha estratégica, mirando no país que, de acordo com relatórios do Fundo Monetário Internacional, tem uma perspectiva de crescimento econômico superior a da China, devendo ultrapassá-la nos próximos 10 anos. Assim, a escolha recaiu sobre a Índia, país que é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China.

Sob qualquer aspecto em que sejam analisados, os números da Índia são impressionantes:
- com mais de 1,37 bilhão de habitantes, é o país capitalista mais populoso do mundo;
- é considerada a quarta potência militar do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China;
- suas forças armadas têm mais de 1,3 milhão de integrantes;
- suas forças de segurança possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de policiais;
- a segurança privada do país conta com mais de 7 milhões de homens e mulheres;
- nos últimos cinco anos, a Índia foi o segundo maior importador mundial de armamentos;
- está entre os cinco principais países do mundo com maiores gastos no setor de defesa;
- tem o 8º PIB do mundo, à frente de países como Itália, Coreia do Sul, Canadá e Rússia. 

O jornalista econômico Ricardo Amorim - considerado o economista mais influente do Brasil de acordo com a Forbes, maior influenciador brasileiro no LinkedIn e ganhador do Prêmio iBest de Economia e Negócios - divulgou recentemente a análise abaixo, em seu canal "AAA Inovação" no YouTube, onde mostra "Porque a Índia e não a China irá dominar metade do Século XXI":

Porque a Índia e não a China irá dominar metade do Século XXI


Maior e mais inexplorado mercado do mundo para armas leves e suas munições
Em termos militares e de maneira geral, as forças armadas indianas possuem armamentos atômicos, bem como aviões, navios, artilharia e mísseis modernos, em boa parte importados dos EUA, Rússia e França, pois a indústria nacional é quase toda estatal e só há alguns anos começou a produzir armamentos mais modernos e sofisticados.

Com relação ao armamento leve, à exceção de algumas unidades especiais, a maior parte das forças regulares e a quase totalidade das forças de segurança ainda usa submetralhadoras, pistolas e fuzis antiquados produzidos pelas fábricas estatais. Recentemente, houve uma grande importação de fuzis de assalto americanos e foi firmada uma joint venture com a Rússia para a produção local do fuzil de assalto AK-203. A partir daí, diversas iniciativas semelhantes estão sendo costuradas com empresas de outros países, sempre com transferência de tecnologia.

É esse enorme hiato criado pela obsolescência das armas leves que levou o Jindal Group e a Taurus Armas a firmarem uma joint venture para produzir, na Índia, fuzis CQB (também chamados de carabinas, para uso a curta distância), submetralhadoras, pistolas e revólveres destinados, conforme o caso, às forças armadas, de segurança e ao mercado civil. Motivo semelhante também norteou a decisão da CBC.

O mercado de armas leves da Índia é estimado em 10 a 12 bilhões de dólares em 15 anos
Em 11 de fevereiro de 2020, durante uma entrevista ao jornal indiano Business Standard, o CEO da Jindal Defense & Aerospace e diretor administrativo da Jindal Stainless, Abhyuday Jindal, afirmou que “Atualmente, os players estrangeiros fornecem quase 50% da necessidade total de equipamentos de defesa da Índia. O mercado de armas leves indiano é estimado em US$ 10 a 12 bilhões até 2035. Isso dá oportunidade suficiente para empresas domésticas como nós (Jindal Defense) se aventurarem na indústria de defesa”.

A chave de todo o processo indiano no setor de defesa, pelo qual o país planeja ser autossuficiente e exportador neste setor, está no programa "Make in India", iniciativa que visa atrair empresas estrangeiras a transferir tecnologia e a produzir no país por meio de joint ventures com empresas locais. Esse programa é hoje prioritário no governo do Primeiro-ministro Narendra Modi, que criou a diretriz chamada de "Atmanirbhar Bharat" (Índia Autossuficiente) para a área de Defesa

O Ministério da Defesa indiano estabeleceu uma meta de US$ 26 bilhões, incluindo a exportação de US$ 7 bilhões para a indústria de defesa até 2025-26, por meio de sua Política de Produção de Defesa 2018.

Com base nesses números, JD Patil, diretor e vice-presidente executivo sênior da empresa de defesa L&T, afirmou que “Devido a isso, os investimentos acumulados previstos para a indústria doméstica nos próximos 6 anos seriam de cerca de 10 trilhões de rúpias [130 bilhões de dólares]. Com a iniciativa Make in India, a nacionalização no setor de defesa deve subir de 35-40% para 70-75%. Portanto, há um amplo escopo para os players domésticos”.

“O setor tem um potencial saudável de médio a longo prazo para ser um dos principais contribuintes para o 'Make in India' e para a modernização das forças armadas por meio da nacionalização. Dada a independência estratégica de longo prazo, o governo tem pouca opção a não ser reorientar e promover a construção de plataformas nacionais diretamente a partir do desenvolvimento de tecnologias e conceitos”, afirmou Patil.

O modelo de parceria estratégica visa reduzir a dependência da Índia em relação às importações de defesa e ajuda as empresas privadas a conquistar uma significativa parcela das compras de defesa do país.
 
Apesar de as principais fabricantes de armamento leve do mundo estarem de olho no mercado indiano e pretendendo constituir suas próprias joint ventures nesse país, acredita-se que não seja do interesse da Índia fatiar a produção de um mesmo tipo de armamento, haja vista que, do ponto de vista da logística militar, não seria  a melhor linha de ação. Assim, é mais provável que apenas uma grande JV seja a fornecedora de fuzis CQB, outra de fuzis de assalto, e mais uma ou duas de pistolas e submetralhadoras, ainda que uma delas possa também fornecer mais de um tipo de arma.

Além disso, o plano da JV Taurus/Jindal é se constituir na principal produtora de armas leves do país, capaz de atender sua imensa demanda local e, ainda, exportar para diversos outros países, a fim de colaborar com a  meta de 7 bilhões de dólares em exportações de produtos de defesa estabelecida pelo governo para até 2026.  


Segundo o embaixador indiano, a parceria Índia/Brasil será "uma das definidoras deste século"
O Presidente Bolsonaro, juntamente com alguns de seus mais importantes ministros e com uma grande comitiva de empresários brasileiros, realizou uma visita diplomática ao país asiático para as comemorações do Dia da República da Índia, no mesmo período da assinatura da joint venture pela Taurus, em janeiro de 2020. A tradição diplomática indiana permite que apenas um governante estrangeiro seja convidado, tendo cabido ao Presidente Bolsonaro a honra do convite para o evento de 2020. Por trás desse convite, há sólidos e fundamentais interesses da Índia que poderão influenciar as negociações da Taurus e da CBC nesse país, como será visto mais adiante.

A aproximação brasileira se deveu ao fato de a Índia ter um forte apelo comercial e oferecer oportunidade para impulsionar objetivos estratégicos do Brasil na relação bilateral, tais como a ampliação e diversificação da pauta exportadora para o mercado indiano, a atração de investimentos indianos e o melhor aproveitamento das potencialidades da cooperação bilateral em defesa, entre outras áreas.

O êxito da parceria entre Brasil e Índia, dois países com políticas e interesses alinhados, deverá gerar excelentes frutos para o Setor de Defesa de ambos, beneficiando empresas como CBC, Embraer, Taurus Armas e WEG, todas com grandes interesses nesse país asiático.

No dia 26 de janeiro deste ano, aconteceram em Brasília as atividades comemorativas ao 72º Dia da República da Índia, contando com a presença do Presidente Jair Bolsonaro, dos mais importantes Ministros de Estado e de outras altas autoridades brasileiras.

A presença do Presidente brasileiro no evento foi considerada uma rara homenagem e sinal da estreita relação entre Índia e Brasil, haja vista que, pelo protocolo usual, geralmente os presidentes e primeiros-ministros, especialmente de grandes países, não comparecem aos eventos do Dia Nacional organizados por embaixadas.

E não só o Presidente esteve presente; alguns dos mais importantes ministros do seu gabinete também compareceram: Relações Exteriores, Economia, Defesa, Minas e Energia, Infraestrutura, Educação, Justiça, Turismo, além dos comandantes das três Forças Armadas e de diversos Senadores e Deputados Federais, o que fez desse, o evento o mais concorrido dos últimos tempos em Brasília. 

Para se ter a exata noção de quão positivas e promissoras são as perspectivas para os dois países, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh K. Reddy, em postagem no Twitter, afirmou que "esta será uma das parcerias definidoras deste século".

Destacando o Make in India como uma oportunidade extraordinária, o embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Correa do Lago, afirmou que "A defesa e a segurança são componentes centrais do Plano de Ação de nossa parceria estratégica com a Índia. Nossos dois países são complementares nesta área". Ele estava se dirigindo a 150 participantes, incluindo funcionários e representantes da Índia e do Brasil, durante o webinar “Extensão Global da Indústria de Defesa Indiana para Parcerias Colaborativas: Webinar e Expo”, realizado no final de 2020.

Este Plano de Ação para a parceria estratégica Brasil-Índia foi assinado no início de 2020, ao final das negociações entre o Primeiro Ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro. Os dois países têm uma relação multifacetada que se baseia em valores e na convergência de pontos de vista sobre muitas questões globais. Ambos os países estão cooperando bilateral e multilateralmente em várias foras, incluindo Nações Unidas, BRICS, IBAS, G20 e ISA.

Apoiado pelas missões do Brasil e da Índia, o webinar foi organizado pela Sociedade dos Fabricantes de Defesa da Índia (SIDM) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE).

No evento, o foco do posicionamento do embaixador indiano no Brasil, Suresh K Reddy, esteve na abordagem “Hélice Tripla”, que é seguida pelo Brasil e dá ênfase à inovação, pesquisa e desenvolvimento para seu exército, marinha e força aérea.

O embaixador Reddy também pediu às indústrias indianas que olhassem para o mercado divisionário do Brasil em busca de parcerias tecnológicas e joint ventures. O Dr. Roberto Gallo, Presidente da ABIMDE, afirmou que “a colaboração entre indústrias indianas e brasileiras têm potencial para alcançar o mundo”.

Em seu discurso, Anurag Bajpai, secretário-adjunto do Departamento de Produção de Defesa indiano, falou sobre o teto de investimentos estrangeiros diretos (IED) de seu país, que foi aumentado para 74% por via automática e até 100% por via governamental no setor de defesa.

“É hora de desenvolver laços mutuamente benéficos no setor de defesa e o escopo para colaboração neste setor deve ser explorado”, disse Rajat Gupta, presidente do Comitê de Exportações Internacionais do SIDM.

Fuzil Taurus T4

Licitação de fuzis CQB - para além de fatores técnicos e financeiros
Além da megalicitação emergencial de 93.895 fuzis/carabinas CQB divulgada no dia 10 de fevereiro, recentemente a Índia solicitou 10 unidades do Fuzil T4 para submetê-los a testes, haja vista que pretende fazer, em data ainda não definida, uma megalicitação ainda maior, que poderá variar entre 350.000 e 500.000 fuzis/carabinas CQB para suas unidades de Infantaria, especialmente as que atuam nas regiões de fronteira, onde há a possibilidade de serem travados combates aproximados.

Como comprovou a licitação para o Exército Filipino, vencida recentemente pelo Fuzil T4, a Taurus tem nele uma arma moderna, de altíssima qualidade e com a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequada às necessidades e exigências do Exército Indiano, haja vista que suas diversas versões permitem que seja empregado tanto como fuzil de assalto como fuzil/carabina CQB.

Para além dos quesitos técnicos e financeiros, que são fundamentais num primeiro momento do certame, há também outros fatores importantes a considerar, pois podem ser decisivos no desenrolar das negociações.

O primeiro deles é o pioneirismo da Taurus e da CBC, sendo parceiras de primeira hora do Primeiro-ministro indiano Narendra Modi em seu Programa Make in India, concretizado por meio das primeiras joint ventures (JV) firmadas dentro desse programa, com a Jindal Defence & Aerospace e com a SSS Defence, respectivamente.

Junto a este fato, está o de que Grupo CBC/Taurus passará a fabricar armas e munições na Índia, criando um ecossistema facilitador completo para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país.

A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, também é um fator muito positivo, pois fornece a segurança política e os respaldos financeiro e de infraestrutura  necessários para as operações da JV da Taurus nesse país.

Além desses fatores, poderão também pesar no negócio:
- a afinidade ideológica e os interesses comerciais mútuos entre o Primeiro-ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro;
- a futura necessidade do gigante asiático de dispor de grandes fontes de matérias primas para abastecer suas indústrias, e de produtos agropecuários para alimentar sua crescente população, itens onde o Brasil é farto;
- a ambição geopolítica da Índia de firmar sua presença nas Américas, tendo o Brasil como centro irradiador. 

Correndo por fora, há ainda o fato (noticiado pela imprensa indiana) de o governo desse país asiático ter grande interesse em firmar uma parceria com a Embraer, visando sua divisão de jatos comerciais que havia sido vendida à Boeing e teve o negócio desfeito por esta.

Como novidade mais recente e possível handcap, o Fuzil T4 foi testado, aprovado e adquirido pelo Exército das Filipinas, após provas consideradas das mais exigentes do mundo. Esta aquisição totalizou 12.412 fuzis, sendo a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu fuzis de um país diferente dos Estados Unidos. Após a entrega, será também a estreia do Fuzil T4 na dotação regular de um exército.

Objetivo: tornar-se a maior empresa de armamento leve do mundo
Em síntese, a forte presença da Taurus Armas na Índia se insere  na estratégia da empresa de avançar no mercado internacional, principalmente em países com expressivo crescimento, ampliando assim a diversificação geográfica de suas vendas, diminuindo sua dependência do mercado americano e passando a ter uma posição de proeminência em mercados com grande potencial, onde seu diferencial é oferecer soluções completas de alta tecnologia.

As profundas transformações efetuadas na empresa a partir de 2017, o ramp-up da nova fábrica nos Estados Unidos, a ampliação e modernização da unidade brasileira, o estabelecimento de uma fábrica em JV na Índia e a agressiva conquista de alguns dos mais importantes e promissores mercados internacionais são fatores que evidenciam o excepcional turnaround da Taurus Armas. Tais fatores têm tudo para proporcionar um futuro bastante promissor para a companhia e para seus acionistas, tornando cada vez mais possível a concretização de seu objetivo de médio e longo prazo: tornar-se a maior e mais poderosa empresa de armamento leve do mundo.

Saiba mais sobre a parceria Brasil & Índia:

- Índia: um gigantesco mercado ainda a ser devidamente descoberto e explorado pelas empresas brasileiras | Comex do Brasil 

- Comunicado Conjunto Brasil-Índia: Setor de Defesa é um dos focos

- Enquanto Bolsonaro chega para o Dia da República, veja como Índia e Brasil podem cimentar laços estratégicos 

- Na viagem presidencial à Índia, Brasil espera grandes resultados

 

Nota do Editor: algumas informações constantes desta matéria foram escritas e vem sendo atualizadas desde que, em 06/07/2019, esta editoria postou sua primeira análise: "A nova Taurus Armas", quando a JV na Índia ainda era apenas uma possibilidade.

Na presente análise, as informações, além de revisadas e atualizadas, foram complementadas por outras absolutamente novas.

 





WEG fornece motores de anéis da linha M Mining para mineradora Vale Verde


*LRCA Defense Consulting - 26/02/2021

O segmento de mineração tem buscado no mercado soluções que atendam suas necessidades e complexidades. Atenta a esta demanda, a WEG, que oferta soluções modernas e eficientes para os mais diversos segmentos e aplicações, forneceu à mineradora Vale Verde, localizada no estado de Alagoas, dois motores de anéis da linha M Mining com potência de 5.400 kW e 13.800 V.

Os motores serão responsáveis pelo acionamento do moinho principal da planta fornecido pela empresa FLSmidth. O motor de anéis WEG M Mining conta com novo sistema automático de levantamento de escovas, o que diferencia o produto WEG neste segmento e o coloca em posição de destaque nos projetos de motores de anéis para mineração. Os motores foram especialmente desenvolvidos com características eletromecânicas que proporcionam durabilidade, resistência e robustez, podendo operar em ambientes severos do segmento de mineração e cimento.

Além das vantagens acima, os motores da linha M Mining, com sistema automático de levantamento das escovas contam com incorporação da lógica de funcionamento, recursos para investigação de falhas, acompanhamento de operação via IHM e prevenção de manobras indevidas, simplificando e reduzindo os custos de instalação, operação e manutenção do motor.

A mineradora, que pretende processar por ano 4,1 milhões de toneladas de minério com teor médio de 0,70% Cu e recuperar 84,9% desse total, garantirá assim equipamentos mais modernos e toda a assistência técnica e acompanhamento pós-venda WEG, o mais completo no Brasil no segmento motores elétricos, o que possibilita maior segurança e confiabilidade na operação.

Agrale: Prefeito e vice de Caxias do Sul conhecem tecnologia dos caminhões elétricos


*Rádio Studio - 25/02/2021

O prefeito Adiló Didomenico e a vice-prefeita Paula Ioris conheceram, na manhã desta quinta (25), os caminhões elétricos projetados pela startup FNM (Fábrica Nacional de Mobilidades). Os caminhões serão montados na planta da Agrale, em Caxias do Sul.

Adiló e Paula foram recebidos pelo diretor-presidente da Agrale, Hugo Zattera, e por Fulvia Angeli Stedile Gazola, integrante do Conselho de Administração da empresa. Também participaram os empresários Ricardo Machado, Celso Santos e José Antônio Martins, grupo que está à frente do projeto para produzir os caminhões elétricos FNM, em parceria com a Agrale.

Os detentores do projeto ressaltam que a marca, conhecida como a primeira fabricante de caminhões do Brasil, retornará às estradas em modelos com elevado nível de tecnologia e com menor custo de energia e manutenção. Recentemente, a startup anunciou parceria com a Ambev para o fornecimento de mil unidades. Os veículos terão motores da europeia Danfoss, baterias da norte-americana Octillion e baús fabricados pela Randon.

Após visitarem as instalações da Agrale, conhecerem e dirigirem o caminhão elétrico, Adiló Didomenico e Paula Ioris destacaram que o projeto disruptivo traz soluções importantes para o mercado, com expectativa de impacto positivo para a indústria de Caxias do Sul e Região. Adiló acrescentou que a iniciativa está alinhada com as tendências mundiais de produtos sustentáveis e ambientalmente corretos, e dará grande visibilidade à cidade e região.

WEG prevê forte onda de investimentos em eólicas


*Canal Energia - 25/02/2021

A fabricante de equipamentos WEG tem a expectativa que nos próximos anos haverá um robusto ciclo de investimentos na fonte eólica no Brasil. Em teleconferência de resultados realizada nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, o Diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores, André Rodrigues, revelou que a empresa tem direcionado os esforços para o desenvolvimento da nova máquina de 4,2 MW. Caso a onda de investimentos se confirme, o executivo vê impacto direto na carteira de pedidos. “O trabalho agora é para capturar essas oportunidades nesse segmento”, explicou.

A WEG fechou contrato de fornecimento de 43 desses aerogeradores para a Aliança Energia, o que vai trazer receitas nos anos de 2021 e 2022. Segundo o Gerente de Relações com Investidores, André Menegueti Salgueiro, o discurso do presidente norte-americano Joe Biden em prol das renováveis é positivo, embora o país já invista bastante na área nos últimos anos. A WEG também atua na América do Norte na área de renováveis e, segundo Salgueiro, tem uma posição de mercado. “Estamos investindo para continuar atendendo esse segmento tanto nos Estados Unidos quanto no México”, avisa.

Ainda de acordo com Salgueiro, os resultados na América do Norte por meio da WEG Transformers USAM vem sendo positivos, com crescimento acima da média, o que motiva mais investimentos. “Estamos construindo uma terceira planta para abrir mais espaço para renováveis, mas também para o mercado de transformadores industriais, um mercado que a WEG ainda não endereça nos EUA”, promete.

Rodrigues alertou sobre um eventual gargalo na produção causado por problemas em importações que envolvem a China e o transporte de navios, que veio se desenhando desde o fim do ano passado. Para debelar esse gargalo, a WEG aumentou os estoques, o que não a deixou em situação complicada. “O que está chegando chega com atraso, mas temos um nível  de estoque que nos permite operar sem comprometer as entregas dos clientes”, salienta.

Na mobilidade elétrica brasileira, Rodrigues vê avanço nos pontos de recarga, com a efetivação de parcerias entre agentes público e privados. “Isso é um negócio que vai criar boas oportunidades para a WEG no futuro”, frisa. A WEG faz parte de um consórcio que envolve a MAN e a Volkswagen Caminhões e Ônibus para a fabricação do primeiro caminhão leve 100% elétrico do Brasil. A primeira entrega está programada para o segundo trimestre de 2021.

Lançamento do Amazonia 1, primeiro satélite completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil

 


*LRCA Defense Consulting - 28/02/2021

Nesta madrugada (28), foi lançado com 100% de sucesso o Amazonia-1, primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Seu objetivo primordial é o de fornecer imagens de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento e a agricultura em todo o território nacional, além de oferecer dados da região costeira, reservatórios de água, florestas e desastres ambientais.

A coordenação da Missão Amazonia 1 é do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). O desenvolvimento foi realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) e com cinco empresas vinculadas a programas do Parque Tecnológico São José dos Campos: AEL Sistemas, Akaer Engenharia, Equatorial Sistemas, Fibraforte e Omnisys.

A participação destas empresas é estratégica e contribui para consolidar o conhecimento brasileiro no ciclo completo de desenvolvimento de satélites. “A Missão Amazonia 1 capacita a indústria nacional em sistemas e subsistemas, aumentando o nível de maturidade e condições de inserção da tecnologia brasileira no mercado espacial global”, explica Michele Cristina Silva Melo, diretora interina de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da Agência Espacial Brasileira.

O “Parque Tecnológico São José dos Campos é um ecossistema de inovação que promove o desenvolvimento de tecnologias espaciais, elevando a capacidade das empresas associadas no cenário espacial nacional e internacional”, acrescenta Michele.

Acompanhe, em dois vídeos, tudo o que cercou o lançamento. No primeiro vídeo, está o lançamento propriamente dito e seus momentos posteriores. No segundo, sob a condução de Daniel Fonseca Lavouras, Diretor do Departamento de Promoção e Difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Invoção (MCTI), é possível acompanhar tudo o que cercou o lançamento, com explicações detalhadas de todo o projeto e dos benefícios que trará à ciência e à tecnologia do Brasil. 





 

sábado, fevereiro 27, 2021

Cinco empresas ligadas ao PqTec fazem parte da produção do satélite Amazonia 1


*Parque Tecnológico São José dos Campos - 26/02/2021

Cinco empresas vinculadas a programas do Parque Tecnológico São José dos Campos estão diretamente ligadas à Missão Amazonia, responsável por desenvolver e colocar em órbita o Amazonia 1, primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

Duas empresas do Grupo Akaer, localizado no núcleo do PqTec, desenvolveram a Câmera WFI, especialmente projetada para monitorar a Amazônia e capturar imagens coloridas de áreas de cerca de 640 mil km², diminuindo o tempo necessário para cobrir toda a floresta. As empresas também desenvolveram o Gravador Digital de Dados, dispositivo resistente à radiação que grava e armazena os dados de imagem coletados nos momentos em que o satélite está fora da visibilidade de estações terrenas, proporcionando flexibilidade à missão.

A Omnisys – subsidiária da Thales no Brasil, residente no Parque, desenvolveu e produziu o Transmissor AWDT Banda X e sua Antena, duas tecnologias que permitem enviar os dados de imagem do satélite para as estações de recepção na Terra. Também foi responsável pelo desenvolvimento do hardware e software de testes da Unidade Remota de Telemetria (RTU), dispositivo que realiza a aquisição remota das telemetrias e a distribuição dos comandos associados aos equipamentos e subsistemas embarcados no satélite.

A empresa Fibraforte, associada ao Cluster Aeroespacial Brasileiro, desenvolveu o subsistema de propulsão, responsável por alterar a velocidade do satélite garantindo a correta inserção e manutenção de sua órbita nominal.

Já a AEL Sistemas, que faz parte do Projeto Setorial Aerospace Brazil, gerido pelo Parque, desenvolveu e fabricou os conversores DC/DC, responsáveis pela conversão dos níveis de tensão elétrica necessários para alimentar os sistemas do satélite.

CAPACITAÇÃO – A participação destas empresas é estratégica e contribui para consolidar o conhecimento brasileiro no ciclo completo de desenvolvimento de satélites. “A Missão Amazonia 1 capacita a indústria nacional em sistemas e subsistemas, aumentando o nível de maturidade e condições de inserção da tecnologia brasileira no mercado espacial global”, explica Michele Cristina Silva Melo, diretora interina de Inteligência Estratégica e Novos Negócios da Agência Espacial Brasileira. “Parque Tecnológico São José dos Campos é um ecossistema de inovação que promove o desenvolvimento de tecnologias espaciais, elevando a capacidade das empresas associadas no cenário espacial nacional e internacional”, acrescenta.

A Missão é coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e conduzida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI). Tem como objetivo fornecer imagens de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, a agricultura em todo o território nacional e oferecer dados da região costeira, reservatórios de água, florestas e desastres ambientais.

Para o diretor de operações do Parque Tecnológico, José Iram Barbosa, o lançamento comprova a capacidade do Brasil no desenvolvimento de projetos espaciais. “Um dos grandes diferenciais do Amazonia 1 é o conceito de Plataforma Multimissão que otimizará missões futuras. Aproveito para destacar a capacidade das empresas AEL Sistemas, Equatorial Sistemas, Fibraforte, Omnisys e Opto Eletrônica, ligadas ao PqTec, que participaram do desenvolvimento do satélite”.

MERCADO ESPACIAL – Diante deste cenário, o Cluster Aeroespacial Brasileiro estimula o interesse para que mais empresas atuem no setor espacial. “É um momento único para o Brasil. Estamos lançando um satélite comprovando que o nosso país é capaz de produzir tecnologias de alto valor agregado. Queremos ampliar a proporção das nossas empresas que também atuam neste segmento”, afirma Marcelo Nunes, coordenador do Cluster Aeroespacial Brasileiro.

Os investimentos no setor espacial têm crescido globalmente. De acordo com dados da AEB, em 2008 apenas 49 países investiam no setor espacial. Em 2018 esse número aumentou para 72 países e em 2020 são 79 países investindo neste segmento.

A atenção para o espaço vem dos benefícios econômicos que a exploração espacial pode trazer. Tanto dos diretos, que têm origem na cobrança por serviços que usem o espaço como dos indiretos, como dos sinais de satélite usados no agronegócio, meteorologia, desastres naturais, entre tantas outras aplicações.

Há expectativa de que até 2040 a economia espacial atinja o valor de US$1 trilhão e o mercado apenas de veículos lançadores chegue em algo próximo de US$20 bilhões até 2030.

Empresas envolvidas:

AEB – Agência Espacial Brasileira

AEL Sistemas
Akaer Engenharia

Equatorial Sistemas

Fibraforte

Omnisys

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Com solução WEG, primeiro ônibus elétrico do país vai rodar no Espírito Santo

Ônibus elétrico brasileiro poderá chegar aos 35km Fotos: Divulgação

*Solidário Notícias - 25/05/2021

Curitiba – O primeiro ônibus elétrico para uso rodoviário do Brasil, tem como destino as ruas e estradas do Estado do Espírito Santo, atendendo clientes da VIX Logística no serviço de fretamento para transporte de funcionários de empresas. O projeto piloto, uma parceira da EDP, VIX Logística (empresa do Grupo Águia Branca), WEG e CERTI, terá duração de 18 meses. O investimento total foi de R$ 6,6 milhões. Ele é composto por um ônibus elétrico e por quatro estações de recarga, operando de forma integrada por meio de uma plataforma de gestão, que permitirá a realização de testes de funcionalidades e do modelo de negócio.

Com o objetivo de se avaliar as condições e custo-benefício para uma possível ampliação futura, inclusive, junto a outros mercados e parceiros. A WEG é a fornecedora das soluções para recarga rápida das baterias de íons de lítio do ônibus. Enquanto a CERTI contribuirá com os estudos específicos de mercado, questões regulatórias e análises de viabilidade econômica.

Bombas de carregamento rápido de eletricidade serão usadas

A EDP é responsável pela gestão geral do projeto, além de prover os serviços de mobilidade elétrica e operação dos carregadores. A VIX Logística será a operadora do ônibus, que realizará os testes de funcionalidade e as análises de viabilidade. O projeto foi viabilizado através de uma chamada estratégica de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com autonomia para rodar até 350 km entre as recargas da bateria, possuindo carregamento rápido em até quatro horas

Empresa árabe leva blindagem brasileira ao Golfo e África


*Agência de Notícias Brasil-Árabe - 25/02/2021

A National Investments é uma companhia de investimentos dos Emirados Árabes Unidos que trabalha principalmente com trading e construção, e agora está diversificando seus investimentos. Ela firmou parceria com a Inbra Blindados no final de janeiro.

A empresa de investimentos National Investments, dos Emirados Árabes Unidos, firmou parceria com a brasileira Inbra Blindados, de blindagem veicular, no final de janeiro. A companhia árabe será a representante do serviço de vidros blindados para carros em toda a região do Golfo, países árabes e África.

A National Investments é uma empresa estabelecida em 2018 que investe principalmente em trading e construção, mas agora está buscando expandir os negócios para outros setores, como o de defesa e segurança, onde se encaixa a Inbra. A companhia também trabalha com metais como ouro e prata, além de commodities.

O diretor geral da National Investments, o egípcio Amir Abdelhamid, falou com a ANBA por chamada de vídeo nesta quinta-feira (25). O CEO da empresa é Mansoor Al Mualla, membro da família do governante do emirado de Umm al Quwain, um dos sete emirados árabes, ao Norte do país, onde fica a sede da empresa. “Nosso desejo é consolidar a parceria entre os países árabes e o Brasil, nós adoramos o Brasil e queremos representar também outras empresas do País”, disse Abdelhamid. Na foto acima, Abdelhamid está à esquerda, e Al Mualla, ao centro.

O contrato com o Grupo Inbra foi assinado em 22 de janeiro, de forma virtual, junto ao presidente da empresa brasileira, Lourival Candido. O grupo tem outros negócios no setor de defesa além dos blindados veiculares, como capacetes, coletes e escudos à prova de balas e veículo militar blindado multitarefa; materiais de fricção, tecidos técnicos e elementos filtrantes industriais; materiais compósitos para projetos aeroespaciais e blindagens especiais de aviões civis e militares, entre outros. A fábrica da Inbra Blindados fica em Mauá, na Grande São Paulo.

“É um negócio de milhões de dólares. Nós pretendemos vender para veículos de civis nos países da região, principalmente na África, e vamos nos reunir com o governo de diversos países da região para mostrar o produto, então esperamos um contrato de milhões”, informou o diretor.

O Brasil, segundo Abdelhamid, é um grande competidor no setor de blindagem automotiva. Mas os Emirados Árabes não têm essa demanda de blindados em carros de passeio por ser um país muito seguro. “Esperamos ser um centro de distribuição desse produto para o Oriente Médio e a África, que têm países com essa demanda por blindados, e estamos representando a empresa aqui na região, queremos ser o intermediário entre a Inbra e os governos locais”, contou o diretor, que explicou ainda que a companhia brasileira deve enviar técnicos para os Emirados para dar treinamento aos funcionários para realizar a instalação da blindagem nos carros.

Abdelhamid contou que no ano que vem, a National Investments deve representar a Inbra na Idex, feira do setor de defesa que acontece em Abu Dhabi. Ele informou ainda que representa outras empresas brasileiras, como a Xtire, empresa de selantes de pneus, que protegem contra furos. Já há conversas com autoridades da região para vender o produto para  ônibus escolares e caminhões pesados, de acordo com o egípcio.

O diretor afirma que sua empresa quer investir e representar mais empresas e fábricas brasileiras na região do Oriente Médio e África. “Estamos totalmente preparados para representar empresas brasileiras na região, para expandir seus negócios. Qualquer empresa interessada pode entrar em contato conosco”, enfatizou.

quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Na IDEX, Egito mostrou interesse na Taurus e CBC. Tratativas estão em andamento


*LRCA Defense Consulting - 25/02/2021

Hoje (25/02) é o último dia da IDEX 2021 (International Defence Exhibition), maior feira militar do Oriente Médio, que está acontecendo em Abu Dhabi desde o dia 21 de fevereiro, e na qual empresas do setor de defesa brasileiro estão promovendo suas marcas internacionalmente.

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Taurus estão presentes, seguindo os rígidos protocolos de segurança contra a COVID-19, e receberam durante todo o evento delegações oficiais de vários países da região, onde tiveram a oportunidade de conhecer os novos produtos e as tecnologias das empresas.

Não é novidade que o Brasil quer parcerias de longo prazo na área de defesa com países do Oriente Médio. Segundo dados da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, os países árabes importaram no ano de 2019 em produtos de defesa e segurança US$ 32,8 bilhões, dos quais US$ 195,2 milhões do Brasil. A importação que o Egito fez do Brasil na área somou US$ 3,5 milhões. O país é o sexto destino dessa indústria no mercado árabe.

Entre as parcerias estratégicas que vem sendo articuladas, destaca-se a da indústria brasileira com o Egito para a venda de produtos destinados a área de defesa. A CBC e a Taurus receberam em seu estande na IDEX a delegação com representantes de órgãos oficiais do país, que se mostraram interessados em fazer negócios com as empresas brasileiras e as tratativas estão em andamento.

Segundo o CEO Global da Taurus e vice-presidente comercial e de relações institucionais da CBC, Salesio Nuhs, a atuação em expandir suas vendas no exterior tem trazido os resultados esperados e a exportação de armas e munições brasileiras segue em alta. O mercado global está crescendo, principalmente na África e Ásia.

Neste contexto, a CBC e a Taurus têm apresentado ao mercado produtos de qualidade e inovadores. O amplo portfólio de produtos e a renovação da linha de armas e munições têm atraído o interesse dos consumidores no Brasil e no exterior, contribuindo para o aumento do volume de vendas e evolução positiva da receita das empresas.

"A CBC e a Taurus têm obtido sucesso na sua estratégia de se firmarem como marcas que incorporam inovação, qualidade e confiabilidade, ao mesmo tempo que oferecem opções com preços atrativos. Essas vantagens têm permitido as companhias ampliarem a participação no mercado internacional", afirma Nuhs.

Atualmente, mais de 80% do faturamento da Taurus vem das exportações. A empresa exporta para mais de 100 países, é a líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, além de ser a quarta marca mais vendida e a mais importada no exigente mercado norte americano.

Já a CBC é uma das maiores fornecedoras mundiais de munição para países da OTAN. O Grupo CBC é líder mundial em munições para armas portáteis. A confiabilidade de seus produtos é atestada por 130 países, nos 5 continentes.

Empresas brasileiras ampliam relações e fecham negócios na IDEX 2021


*LRCA Defense Consulting, com Portal BIDS - 25/02/2021

As empresas brasileiras que participaram do Pavilhão Brasil na International Defence Exhibition And Conference (IDEX) encerraram sua participação ampliando sua visibilidade no mercado internacional. O evento, que acontece em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) teve início no último domingo (21) se encerrou nesta quinta-feira (25) e foi a primeira feira do setor de defesa desde o início da pandemia do Coronavírus, representando uma grande janela de oportunidades para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) durante a pandemia.

Um exemplo das conexões realizadas na Idex foi a assinatura de um memorando de entendimentos entre a Avionics e a GAL, empresa do Grupo Edge, a maior empresa de Defesa dos Emirados Árabes Unidos, que pode resultar em parcerias e negócios com outras empresas e países na região.

Outro contrato da Avionics firmado na Idex foi com a Calidus, para o fornecimento de peças para a fabricação de novos aviões pela empresa emirática. “A Idex foi muito importante para a gente. Primeiro, pela retomada do comércio em si; em segundo, pela a possibilidade de retomar os contatos com os parceiros que já temos. E, por último, pela oportunidade de apresentar a Avionics para novos clientes”, explica o presidente da companhia, João Vernini.

O “Pavilhão Brasil” na IDEX foi promovido pela ABIMDE e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com o apoio dos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, além da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB).

Participaram da exposição as associadas Atech, Avibras, Avionics, CBC, Condor, Embraer, Gespi, Kryptus, MacJee, M&K Logistics, Siatt e Taurus.

Da IDEX para MILIPOL

A ABIMDE participou ativamente da IDEX nos cinco dias de evento, apoiando as indústrias da BIDS na realização de negócios com parceiros do mundo todo. “Tivemos um grande êxito em Abu Dhabi. O evento foi um sucesso, com boa movimentação, e as empresas brasileiras atraíram o interesse de governos e empresas internacionais”, comemorou o diretor de projetos e relações institucionais, Paulo Albuquerque.

Com o encerramento da IDEX, a ABIMDE já esquenta os motores para participar de outro grande evento de defesa, a Milipol Qatar, que acontece entre os dias 15 e 17 de março, em Doha. “Já contamos com 10 empresas confirmadas para o evento e a expectativa é de impulsionarmos as associadas, como fizemos aqui em Abu Dhabi”, analisa Albuquerque.

Embraer Phenom 300 é o jato executivo mais vendido do mundo pelo 9º ano consecutivo


*LRCA Defense Consulting - 25/02/2021

Pelo nono ano consecutivo, o Embraer Phenom 300 foi o jato executivo mais vendido do mundo, segundo números divulgados pela General Aviation Manufacturers Association. Foram 50 jatos Phenom 300 e Phenom 300E entregues em 2020.

Este é o nono ano consecutivo em que a série Phenom 300 alcança esta marca, tendo acumulado mais de 590 entregas desde que entrou em operação, em dezembro de 2009. Em 2020, o Phenom 300 foi também o modelo de jato mais entregue entre todos os jatos bimotores do mercado.

Originalmente lançada em 2005, a série Phenom 300 está em operação em mais de 30 países e acumula mais de um milhão de horas de voo. Em janeiro de 2020 a Embraer anunciou o novo Phenom 300E, seguido pela aprovação de ANAC, EASA e FAA, em março, obtendo a tripla certificação.

A primeira entrega do novo modelo ocorreu em junho de 2020. Em termos de desempenho, o Phenom 300E é capaz de atingir Mach 0,80 e velocidade máxima de cruzeiro de 464 nós (859 km/h) e um alcance de 2.010 milhas náuticas (3.724 km) com cinco ocupantes nas condições de reserva NBAA IFR.

As melhorias tecnológicas adicionais incluem uma atualização da aviônica com um sistema de alerta e prevenção de saídas de pista (ROAAS), sendo a Embraer a primeira fabricante na Aviação Executiva a desenvolver e certificar uma tecnologia do tipo, além de proteção contra o fenômeno tesoura de vento (windshear), modo de descida de emergência, PERF, TOLD, FAA Datacom e muitos outros sistemas.

Os novos recursos que aumentam o conforto deste jato incluem uma cabine ainda mais silenciosa, mais espaço para as pernas no cockpit e uma nova opção de configuração de interior com acabamento premium ― a edição Bossa Nova. Batizado em homenagem ao estilo brasileiro de música, o opcional Bossa Nova engloba um pacote dos mais recentes desenvolvimentos de interiores da Embraer, com características como acentos de fibra de carbono e estilo de costura Ipanema, inspirado nas famosas calçadas do Rio de Janeiro. É também o primeiro da série Phenom 300 a apresentar o acabamento black piano.

WEG cria ônibus solar que percorre 100 mil km sem uma gota de combustível

O ônibus solar da WEG consegue se locomover através da captação de energia solar, dispensando o uso de combustível.


 
*CPG - Click Petróleo e Gás, por Valdemar Medeiros - 25/02/2021

O ônibus solar, também chamado de eBus, feito pela WEG em parceria com a UFSC, está sendo utilizado desde o ano de 2017 e é capaz de realizar um percurso de 50km entre o campus da universidade e o Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica. Mais de 30 mil passageiros já utilizaram o ônibus, entre eles professores, alunos e colaboradores da instituição.

A idealização do projeto da WEG
Em 2016, pesquisadores, professores e alunos tiveram a ideia, mas para colocá-la em prática, tiveram que criar uma vaquinha virtual para arrecadar fundos. O propósito da vaquinha também era manter o veículo funcionando, bem como pagar os salários de dois motoristas que realizam até hoje o trajeto do ônibus.

Sabendo da ilustre ideia, a empresa WEG e também o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações resolveram apoiar o projeto, no qual foram doados aos idealizadores dessa façanha, cerca de R$1 milhão para o desenvolvimento tecnológico do eBus.

Vantagens e diferencial do eBus

Sistema de Propulsão Elétrica
A WEG se responsabilizou pelo desenvolvimento e aplicação do sistema do ônibus, além de outras peças estruturais do autobus. O sistema de propulsão elétrica é o responsável por levar a carga acumulada de energia das baterias até o inversor de tração, assumindo o controle do motor, gerando força necessária para que o veículo se movimente.

Sistema de Frenagem Regenerativa
Quando o veículo é freado, a energia gerada no freio é sempre reenviada para as baterias, sendo reaproveitada e otimizada.

Deslocamento Produtivo: o eBus possui rede Wi-fi integrada, além de também ter uma mesa de reuniões acoplada no interior do veículo, para que professores e estudantes a utilizem.



Embraer na IDEX 2021 - como a inovação está acelerando o maior fornecedor aeroespacial e de defesa do Brasil


*Defence & Security - 25/02/2021

A Embraer Defense & Security é o provedor brasileiro de defesa e aeroespacial de aeronaves multifuncionais para aplicações civis e militares. Bem conhecido por 50 anos como um especialista em aeronaves comerciais e militares, suas recentes plataformas K-C390 e Super Tucano estão mostrando um vislumbre do crescente potencial da empresa em design e inovação militar de aeronaves, bem como imprimindo seu próprio legado.

Com sua capacidade de fornecer uma plataforma de alto nível e solução econômica, a DSSI fala com Caetano Spuldara Neto, Vice-Presidente de Vendas e Desenvolvimento de Negócios, Oriente Médio, Ásia, Leste e Sul da África da Embraer, para descobrir o que mais a Embraer é desenvolvimento ao lado de suas aeronaves militares e o que podemos esperar no futuro. A Embraer oferece uma presença estendida em todo o Oriente Médio com uma série de parcerias nos últimos tempos, incluindo o Líbano e o Afeganistão, apoiando as forças de segurança da linha de frente contra a ameaça assimétrica.

DSSI: -

Você poderia nos dar um histórico sobre a Embraer e suas operações no Oriente Médio?

Embraer / Caetano: - Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer possui negócios nas áreas de Aviação Comercial e Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, prestando Serviços e Suporte. A Embraer é a maior fabricante de jatos comerciais de até 150 assentos e a maior exportadora de produtos de alto valor agregado do Brasil. Com presença crescente no mercado global, a Embraer Defesa & Segurança, braço de defesa da Embraer, possui produtos e soluções presentes em mais de 60 países.

Em relação à nossa presença no Oriente Médio, a Embraer possui um escritório de marketing e vendas e os Emirados Árabes Unidos. Esta localização permite que a empresa esteja geograficamente centrada na região do Oriente Médio, enquanto se concentra na região do Golfo. Contamos com uma equipe de vendas completa e de suporte que nos permite engajar os clientes estratégicos da região.

Além disso, nos últimos anos, a Embraer cresceu sua presença com novos clientes na região, como Líbano e Afeganistão. Os dois países adquiriram o A-29 Super Tucano. A Embraer também tem clientes da aviação comercial na região, como a CIAF Leasing, com sede no Cairo, e companhias aéreas como a Royal Jordanian, e vários clientes da aviação executiva que operam muitos tipos de jatos executivos da Embraer.    

A Embraer é conhecida por sua suíte carro-chefe, aeronaves multi-missão, como o C-390 e o Super Tucano, como esses modelos auxiliam os esforços de segurança regional que estão sendo realizados aqui no Oriente Médio?

O C-390 Millennium é a aeronave de transporte militar multi-missão de nova geração. Ele oferece mobilidade incomparável, reconfiguração rápida, alta disponibilidade e segurança de vôo aprimorada, tudo em uma única plataforma. Este moderno avião de transporte tático de 26 toneladas com motor a jato, que pode desempenhar várias funções, incluindo reabastecimento ar-ar, e é projetado para operar em ambientes austeros, atende às necessidades atuais e futuras de transporte militar e multi-missão da região . O C-390 Millennium combina a melhor tecnologia do século 21 e expertise da Embraer dos segmentos de defesa e civil para entregar mais valor às operadoras do Oriente Médio, ao mesmo tempo que oferece o melhor retorno sobre o investimento em sua categoria.

Desde que entrou em serviço em 2019 com a Força Aérea Brasileira (FAB), o C-390 Millennium tem sido implantado em missões de transporte aéreo logístico, transportando toneladas de suprimentos essenciais para combater o surto de COVID-19 no Brasil. Todas as aeronaves encomendadas pela FAB estão equipadas para realizar missões de reabastecimento aéreo, com a designação KC-390 Millennium.

Totalmente compatível com a NATO, não só em termos de hardware, mas também em termos de configuração aviónica e de comunicações, o C-390 Millennium foi adquirido por duas nações da NATO: Portugal (cinco aeronaves) e Hungria (duas aeronaves).

O A-29 Super Tucano é o padrão ouro para ataque leve, apoio aéreo aproximado, vigilância, reconhecimento e treinamento avançado. O A-29 foi selecionado por mais de 15 Forças Aéreas em todo o mundo, incluindo Afeganistão e Líbano, no Oriente Médio. O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice comprovada em combate que combina vários sistemas, sensores e capacidades de ataque em uma plataforma robusta, ajudando a preencher a lacuna nos ambientes assimétricos de hoje e oferece ao operador uma alternativa mais econômica para combater insurgências.

No ano passado, a Embraer adquiriu a Tempest Security Intelligence, especialista em segurança cibernética, você poderia nos contar um pouco sobre esse serviço e se está disponível aqui no Oriente Médio?

Em julho de 2020, a Embraer anunciou a assinatura de um contrato de investimento de capital na Tempest Security Intelligence, resultando em uma participação majoritária na empresa. Maior empresa de segurança cibernética do Brasil, a Tempest se posiciona como provedora de soluções completas para proteção de negócios no mundo digital. Com escritórios em Recife, São Paulo e Londres, atende mais de 300 clientes no Brasil, América Latina e Europa. Para Tempest, além de demonstrar a importância da cibersegurança para a indústria de alta tecnologia e, para o setor de defesa, o investimento da Embraer significa ampliar as perspectivas de crescimento e expansão da empresa, no Brasil e no exterior, inclusive no Oriente Médio.

Estamos sempre interessados ​​em tecnologias emergentes - o que mais podemos esperar da Embraer no futuro próximo?

Na Embraer, inovação é o DNA da Empresa. Em mais de 50 anos de história, a Embraer sempre se reinventou para encontrar novos produtos e soluções, investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação como a Eve Urban Air Mobility Solutions, Inc. (Eve), que se lançou como uma nova , empresa independente dedicada a acelerar o ecossistema da Mobilidade Aérea Urbana (UAM).

Eve está desenvolvendo um portfólio completo de soluções para habilitar o mercado de UAM e, em última análise, beneficiar a vida das pessoas, incluindo a progressão e certificação do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL), os serviços abrangentes associados e rede de suporte, e a criação de soluções de gerenciamento de tráfego aéreo.

Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada na história de mais de 50 anos de expertise aeroespacial da Embraer, Eve revela uma proposta de mercado única e valiosa. O projeto eVTOL centrado no ser humano de Eve representa um desenvolvimento de produto real e certificável, conforme evidenciado pelo primeiro voo do simulador de engenharia em julho de 2020, e a empresa está aproveitando a experiência da Embraer e da Atech, uma subsidiária do Grupo Embraer, no fornecimento de software de gerenciamento de tráfego aéreo mundialmente reconhecido para criar as soluções que ajudarão a dimensionar com segurança a indústria de UAM no futuro.

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