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28 fevereiro, 2021

Agrale: Prefeito e vice de Caxias do Sul conhecem tecnologia dos caminhões elétricos


*Rádio Studio - 25/02/2021

O prefeito Adiló Didomenico e a vice-prefeita Paula Ioris conheceram, na manhã desta quinta (25), os caminhões elétricos projetados pela startup FNM (Fábrica Nacional de Mobilidades). Os caminhões serão montados na planta da Agrale, em Caxias do Sul.

Adiló e Paula foram recebidos pelo diretor-presidente da Agrale, Hugo Zattera, e por Fulvia Angeli Stedile Gazola, integrante do Conselho de Administração da empresa. Também participaram os empresários Ricardo Machado, Celso Santos e José Antônio Martins, grupo que está à frente do projeto para produzir os caminhões elétricos FNM, em parceria com a Agrale.

Os detentores do projeto ressaltam que a marca, conhecida como a primeira fabricante de caminhões do Brasil, retornará às estradas em modelos com elevado nível de tecnologia e com menor custo de energia e manutenção. Recentemente, a startup anunciou parceria com a Ambev para o fornecimento de mil unidades. Os veículos terão motores da europeia Danfoss, baterias da norte-americana Octillion e baús fabricados pela Randon.

Após visitarem as instalações da Agrale, conhecerem e dirigirem o caminhão elétrico, Adiló Didomenico e Paula Ioris destacaram que o projeto disruptivo traz soluções importantes para o mercado, com expectativa de impacto positivo para a indústria de Caxias do Sul e Região. Adiló acrescentou que a iniciativa está alinhada com as tendências mundiais de produtos sustentáveis e ambientalmente corretos, e dará grande visibilidade à cidade e região.

19 fevereiro, 2021

Agrale supera crise e foca nichos e parcerias para se fortalecer


*Estradão - 17/02/2021

Por onde anda a Agrale? Essa pergunta surgiu na redação do Estradão recentemente. A empresa de Caxias do Sul (RS), é a única montadora nacional de caminhões e chassis de ônibus. E praticamente desapareceu do ranking de vendas de caminhões da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Mas se mantém ativa no mercado com fornecimento pontual de produtos.

Para sobreviver, a Agrale aposta em nichos de mercado. Assim, vem ganhando destaque com a venda de chassis de micro-ônibus fora de estrada para o Programa Caminho da Escola.

Inclusive, a perspectiva de crescimento para 2021 está lastreada no programa do governo federal. Enquanto isso, o jipe Marruá, focado no Exército Brasileiro e vendido, também, para setores como mineração. Além disso, atende a área de manutenção de energia elétrica. Dessa forma, fortalece a empresa em negócios segmentados.

Nesse sentido, a Agrale passou a focar nichos principalmente quando viu suas vendas de caminhões despencarem, em 2014. Até então, esse era esse o segmento mais forte para a empresa. “Vimos nosso faturamento que, até então era de R$ 1,1 bilhão, cair dois terços disso”, diz Hugo Zattera (foto acima), presidente da Agrale.

Fábrica fará caminhões da FNM

Em entrevista exclusiva ao Estradão, o executivo fala sobre a queda de participação no mercado de caminhões. E também sobre o bom desempenho da empresa no setor de ônibus.

Da mesma forma, ele diz que as parcerias têm sido importantes para equilibrar a receita. A mais recente foi estabelecida com a FNM, marca que fez sucesso no País nos anos 1980.

E conta que a companhia está voltando a produzir caminhões. Os modelos são elétricos da FNM e a produção será na fábrica da Agrale. Confira a íntegra da entrevista:

Crise e superação

Como a Agrale vem superando os altos e baixos no setor de caminhões que ocorrem desde 2014?
A crise de 2014 atingiu o nosso principal segmento de atuação. Tínhamos uma situação relativamente confortável, que foi se deteriorando. E, para a Agrale e outras montadoras, a participação de mercado caiu em dois terços.

As consequências, como a dificuldade de caixa, apareceram e, desde então, estamos tentando sobreviver. A Agrale é uma empresa nacional. Assim, não pode contar com aporte internacional de uma matriz. Somos nós por nós mesmos.

A Agrale chegou a faturar R$1,1 bilhão por ano até 2013. Hoje, estamos faturando dois terços disso.

E como a empresa conseguiu se manter desde então?
Tomamos as medidas clássicas de redução de investimentos e adequação do quadro de funcionários. Assim como a concentração da atividade em linhas de produtos que proporcionam resultados imediatos. Isso porque temos limitação de capital de giro.

A Agrale também passou a oferecer sua linha de produção a outras marcas
Estamos oferecendo nossa capacidade industrial, que é muito grande, para complementar as atividades e a receita. Temos feito isso, sim. Mas vale lembrar que isso não é novidade.

Por duas décadas, os caminhões da Navistar International foram feitos em nossa fábrica de Caxias do Sul. Por algum tempo, também montagem os caminhões da Foton.

Atualmente, estamos usinando motores da Mercedes-Benz e produzindo virabrequins para outros clientes. Mais recentemente, assinamos um contrato para a produção de caminhões elétricos da FNM em nossa planta.

Estamos montando o modelo e apoiando a área de engenharia. Esse é um segmento com forte tendência para crescer.

Mudança de foco

Como ocorreu a mudança, de fabricante de caminhões, para outras linhas de produtos?
Por ser uma empresa brasileira, a Agrale sofre limitações. Ou seja, ficou difícil expandir nossas atividades no meio automotivo, que requer volumes de capital muito altos.

Eu não consigo vender um produto e dizer ao cliente que ele pode começar a pagar na próxima Copa do Mundo. Então, decidimos que, para sobreviver, teríamos de atuar em nichos. Assim, passamos a focar segmentos específicos que têm volumes menores e não interessam aos grandes competidores.

Dentro desse conceito, a Agrale decidiu, no começo dos anos 2000, desenvolver uma linha de utilitários para o uso das Foças Armadas. Assim também, seriam produtos robustos para uso civil. Em outras palavras, essa é a origem da linha Marruá.

Criamos uma família inteira e já vendemos milhares de unidades para as Forças Armadas no Brasil e outros países. São modelos muito específicos, que têm de passar por avaliações severas do Exército.

Esse é um nicho importante. O foco inicial era fornecer para as Forças Armadas. Contudo, surgiu uma demanda importante de setores como o de mineração e manutenção de redes de energia elétrica, por exemplo.

Aposta em nichos

Atualmente o foco da Agrale são os nichos de mercado?
Sim. Na área de ônibus, por exemplo, desenvolvemos, a pedido do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), um chassi para o fora-de-estrada. Assim, há alguns anos esse produto atende o Programa Caminho da Escola. Essa tem sido uma área de atuação que vem rendendo um bom retorno.

Somos líderes na fabricação de micro-ônibus no Brasil. Nesse sentido, começamos a atuar no segmento quando o mercado inteiro no Brasil não passava de 800 unidades por ano. Agora, fazemos volumes significativos.

Quando começou a queda na produção de caminhões e o que houve desde então?
Tivemos de reduzir o volume de produção. Mas não por falta de demanda. A demanda existe, mas nós ainda estamos com dificuldade para recuperar o capital de giro necessário para fabricar e oferecer mais produtos.

A maior parte do faturamento vem de onde?
Os chassis de ônibus e a linha Marruá representam 75% do volume de produção. O restante vem tratores, que também não têm grande volume, assim como os caminhões. A empresa, que começou como fabricante de pequenos tratores, agora tem como principal negócio o setor automotivo.

Já produzimos motocicletas em uma fábrica em Manaus. Chegamos a fazer mais de 100 mil unidades. Mas, até por causa da distância e do acordo que tínhamos com um parceiro do exterior, passamos a focar tratores e outros veículos.

Perspectivas

Com a alta na demanda por caminhões, a Agrale projeta crescer no segmento?
Com tudo o que tem havido, a recuperação ainda é lenta. Isso porque a indústria enfrenta a falta de componentes. Está faltando aço, está faltando plástico…

E como a Agrale vem enfrentando esse cenário?
Interrompendo a produção e não completando o produto. É preciso considerar duas coisas. Uma é que a cadeia de fornecedores sofreu demais. Muitas empresas desapareceram.

A outra é que houve uma drástica redução na capacidade. Há também a questão dos aumentos absurdos nos preço de algumas matérias-primas. O resultado é que muitas vezes não é possível terminar o produto. Isso ocorre com a Agrale, inclusive.

Mercado de ônibus

Quais são as expectativas da Agrale para 2021? Em breve deve sair a licitação do Programa Caminho da Escola…
Estávamos otimistas, mas, agora, ficamos um pouco mais reticentes. Devemos registrar algum crescimento em relação ao ano passado. Contudo, a pandemia prejudicou muito o setor de transporte de passageiros e também o de turismo.

O transporte de carga seguramente vai crescer. Nossa projeção é modesta. Não pela demanda total, mas por causa da capacidade de atendimento. Devemos registrar algo ao redor de 10%, talvez 12% de alta na produção.

Portanto, estamos supondo que o Programa Caminho da Escola será mantido nos padrões atuais e mais robusto. E isso deve sustentar a área de transporte de passageiros. Também temos boas expectativas em relação à linha Marruá. 


Em 2020, a Agrale produziu pouco mais de 2 mil chassis de ônibus? E do Marruá, foram quantas unidades?
O número não foi significativo porque as Forças Armadas não compraram. Para o exterior, não chegamos a fazer 100 unidades.

A expectativa de crescimento da Agrale está totalmente lastreada no Programa Caminho da Escola?
Estará lastreada principalmente no Programa Caminho da Escola. Seja para a Agrale, a Volare ou a Marcopolo, para as quais oferecemos os chassis e que participam das licitações do governo.

Futuro para caminhões

Quais são os planos da Agrale para crescer no setor de caminhões?
Pretendemos retomar devagar à medida que se haja recursos para ampliar a produção.

Desistir jamais?
É a luta que temos, mas esse é o nosso normal. Se você analisar, estamos aí há quase 60 anos trabalhando sozinhos. E ninguém aqui vai arrumar a mala para ir embora. Não dá para ir embora porque moramos aqui…

Também temos fábrica na Argentina, em Buenos Aires. E a nossa posição no transporte público argentino é interessante. Aliás, somos o segundo maior fabricante de chassi de ônibus na Argentina. Metade da frota de ônibus de lá é Agrale. Nós fazemos centenas de chassis para aquele mercado, mas, ainda assim, bem menos que para o Brasil.

Combustíveis alternativos

Como a Agrale está se preparando para a nova etapa do Proconve que deve entrar em vigor em 2022?
A Agrale está se mexendo, mas é insano incorporar o Proconve 8 em 2022. Isso porque os testes são muito longos e, com a pandemia, os funcionários do governo responsáveis por parte do processo ficaram afastados por um bom tempo. Além disso, os engenheiros não podiam trabalhar.

Portanto, considero um absurdo manter o cronograma atual. Ou seja: como é que vamos fazer programas de desenvolvimento e testes de campo? Não dá. Basta olhar a lista de testes necessários para implementar o Euro 6 para concluir que isso é impossível.

A Agrale compra motores de quais empresas?
Os motores são da Cummins e atendem a nova legislação. Mas o fato é que não os fornecedores não conseguem concluir todos os testes. É uma coisa insana. Aliás, no Brasil somos obcecados por esse assunto, mas não temos regras para tirar os milhares de caminhões com mais de 20 anos de idade das ruas.

Esse veículos poluem muito. O ideal seria resolver a questão dos modelos velhos que, juntos são um desastre do ponto de vista ambiental. O Brasil ainda está importando diesel S-10 porque forçamos a antecipação do Euro 5. Não é racional.

A Agrale continuará a focar a linha de caminhões leves?
Definimos ficar somente nos leves. A área de pesados requer outro foco. No caso dos leves, o revendedor está fica em áreas urbanas e, normalmente, esses modelos são comprados para distribuição nas cidades. Os pesados requerem uma estrutura gigantesca. São dois mundos distintos.

Ônibus a gás

O desenvolvimento do comércio eletrônico criou novas oportunidades de negócio?
A gente cai sempre no mesmo problema, que é o capital de giro limitado. Eu gostaria de poder ser mais competitivo e oferecer mais produtos. É um mercado importante.

A Agrale tem projetos na área de combustíveis alternativos?
Uma empresa que atua em nichos, como a Agrale, tem de ser ligeira e inovadora. Portanto, a tomada de decisão deve ser rápida. Há tempos trabalhamos com energias alternativas e soluções inovadoras. No início dos anos 2000, desenvolvemos um ônibus a gás. Concluímos os testes de ônibus a gás para a cidade de Buenos Aires.

No Brasil, essa tecnologia foi bem recebida há algumas décadas. Muita gente instalou o sistema em automóveis. Mas a Agrale só conseguiu vender uma unidade de ônibus a gás no País. Por outro lado, forma mais de 400 para Lima, no Peru, onde esse tipo de ônibus é bem comum.

Creio que o setor de gás vai se fortalecer no Brasil. Até porque o monopólio da Petrobrás está acabando. Com isso, deve haver redução nos preços.

A Agrale está pronta para essa nova realidade?
A Agrale domina todo o processo. Estamos apoiando a FNM porque o segmento de propulsores alternativos apresenta forte tendência de crescimento. Estou preocupado em preservar o presente, buscar soluções e contribuir sempre com inovações. Aliás, fomos a primeira empresa do setor a validar o uso de biodiesel em um trator no Brasil.

 

09 fevereiro, 2021

Parceria com a Agrale foi fundamental para a produção dos novos caminhões FNM elétricos

*Blog do Caminhoneiro, por Rafael Brusque - 09/02/2021

A FNM Elétricos é uma empresa do Rio de Janeiro, que pertence à Obvio!, que já mais de 20 anos de experiência no desenvolvimento de veículos e soluções de mobilidade. Em 2020, a FNM Elétricos anunciou publicamente o desenvolvimento de caminhões elétricos, em parceria com a Agrale.

Para acelerar o desenvolvimento dos veículos, a FNM Elétricos fechou um contrato com a Agrale de junção tecnológica, onde a tecnologia de propulsão elétrica FNM é inserida na tecnologia dos caminhões Agrale, que fornece chassi, cabine e outros componentes para a FNM.

“Nós fizemos um contrato muito interessante de junção tecnológica nossa com a tecnologia que a Agrale tem, que é fantástica, de toda a parte de engenharia de caminhões”, disse Ricardo Machado, fundado e CEO da Obvio!.

A Agrale é uma empresa com mais de 60 anos de história na produção de caminhões, ônibus, tratores e motores, e irá fabricar os caminhões FNM Elétricos em sua Unidade 2, em Caxias do Sul-RS.

“Estamos muito orgulhosos de poder participar de mais um projeto inovador em nossa história e certos de que essa iniciativa trará excelentes resultados para a Agrale e seus parceiros de negócio, assim como aos usuários finais que adotarem os produtos FNM, que possuem um sistema de propulsão elétrica e adota as mais avançadas soluções existentes, o caminhão entregará alto desempenho e zero emissão de poluentes”, destaca o Diretor Comercial da Agrale, Edson Ares Sixto Martins.

A FNM já tinha um pedido prévio de mil unidades, após participar de um programa de aceleração de startups da Ambev, e encontrou na Agrale uma parceira ideal, que tem capacidade de produção de até 200 caminhões por dia, acelerando também o desenvolvimento dos produtos, já que os modelos vendidos pela Agrale já passaram por todos os testes para homologação.

Além de fornecer as bases dos caminhões para a produção dos modelos FNM 832 e 833, a Agrale também fornece os jipes Marruá para a Bortana EV, uma empresa da Austrália que criou uma versão elétrica do utilitário, para operações de mineração, florestal, combate à incêndios e militares.

Os caminhões FNM Elétricos tem motores de 335 cavalos de potência, com torque de 3.500 Nm, e baterias com autonomia que varia de 100 a 700 quilômetros, dependendo da operação dos clientes.

A empresa já negociou a venda de 1.000 unidades para a Ambev, que serão entregues ainda neste ano, e também mais 6 mil estão em negociação com diversas outras empresas, com entregas iniciando em 2021 também.

 

02 fevereiro, 2021

Mercado de caminhões elétricos ganha mais opções no Brasil


*BiodieselBR, Autopapo, por Érico Pimenta - 02/02/2021

Rumo a um futuro sem motores a diesel, as fábricas de caminhões têm investido cada vez mais em modelos elétricos, e para o mercado brasileiro, ao contrário do que muitos possam imaginar, os clientes interessados já contam boas opções na hora de escolher esse tipo de veículo.

A Volkswagen Caminhões (VWCO), que se intitula como a primeira fabricante a lançar um caminhão elétrico, oferta o e-Delivery nas versões 4×2 (11 toneladas) e 6×2 (14 toneladas).

Dentre as interessadas, a cervejaria Ambev fez o pedido de 1.200 unidades, sendo as 100 primeiras unidades entregues ainda neste ano de 2021. A VWCO e a Ambev já realizaram testes em aplicações reais e rodaram mais de 50 mil quilômetros dentro da cidade de São Paulo – a cervejaria se diz satisfeita com os resultados.

A Ambev também fechou negócio com a FNM-Agrale e comprou 1.000 unidades. A produção dos modelos será realizada na fábrica da Agrale em Caxias do Sul. O novo FNM elétrico tem autonomia de 200 km.

A chinesa JAC Motors, importada para o Brasil pelo Grupo SHC, apresentou em setembro de 2020 o iEV1200T na versão 4×2 (7,5 toneladas) e autonomia de até 200 km. Segundo informações da JAC, é possível rodar até 250 km caso o motorista seja “cuidadoso nas acelerações e não usar o ar-condicionado”.

Nesta semana, o Grupo SHC comunicou a entrega de 11 unidades do modelo, sendo 10 para a PepsiCo e uma para a DHL. Outra empresa a receber o caminhão foi a ManLog, o primeiro modelo elétrico da região Centro-Oeste.

Outra chinesa, a BYD tem feito investimentos no Brasil e tem focado tanto na produção de chassi de ônibus elétricos como caminhões, que estão voltados mais para o recolhimento de resíduos residencial – caminhão de lixo, no popular.

Vantagens e desvantagens

Sem dúvida, uma das grandes vantagens de um caminhão elétrico está no torque instantâneo do motor. No caso do Volkswagen e-Delivery o modelo é equipado com um motor de 260 KW (350 cavalos) e 2.150 Nm de torque. Para termos uma ideia melhor, o motor de 13 litros a diesel de 410 cavalos do Scania tem 2.150 Nm de torque.

Essa questão do torque em motores elétricos é exponencialmente maior, tanto é que as locomotivas têm motores elétricos nos eixos de tração alimentados por geradores a diesel. Com isso temos uma melhor capacidade de tração com motores de baixa potência.

Outra vantagem também está ligada diretamente ao torque. Nos motores a combustão, temos a curva de torque, ou seja, o torque do motor e entregue em uma faixa de RPM, já nos motores elétricos temos o torque instantâneo, por isso carros como Tesla tem a aceleração de 0 a 100 km/h de forma absurda.

Como desvantagem, os problemas estão nas baterias. A capacidade delas é limitada e, para ter autonomia na faixa dos 200 km, é necessário usar muitas. Isso acrescenta mais peso, não é algo vantajoso em um caminhão. Isso se deve ao PBTC.

De forma simples, o PBTC é o peso do caminhão somado do implemento (o peso do baú ou carroceria) e do o peso da carga. Se o caminhão elétrico em si for muito pesado acaba sobrando pouco “espaço” para a carga. Isso é algo fácil de se notar: os modelos elétricos disponível no mercado inicia de 7,5 toneladas a 14 toneladas.

Por fim, o tempo de carregamento das baterias, também é uma desvantagem tanto em carros como em caminhões.

Mercado
No setor de transportes, temos uma variedade de aplicações e necessidades para os caminhões elétricos, e as montadoras estão de olho nesse mercado. Apesar da baixa autonomia dos modelos elétricos, a Ambev, por exemplo, coloca esse tipo de veículo em rotas de entrega de 100 km e, com isso, o modelo não tem o risco de ter uma “pane seca” e cumpre bem o seu objetivo.

Outra aplicação é a movimentação portuária, onde alguns containers são transportados de um lado para o outro dentro do porto ou até mesmo para fora, a “puxadinha de porto”.

Em geral, os caminhões elétricos ainda têm um bom chão pela frente, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente de armazenamento de energia pode mostrar um futuro promissor para esses modelos.

24 janeiro, 2021

Ambev fecha acordo com startup FNM e Agrale para produção de mil veículos elétricos


*G1 - 21/01/2021

A Ambev fechou parceria com a startup brasileira FNM e com a montadora nacional Agrale para produção de mil veículos elétricos incluindo caminhões e vans, como parte dos planos da fabricante de bebidas de ter metade de sua frota rodando com energia limpa até 2023.

O valor do investimento não foi revelado, com a Ambev afirmando apenas que o projeto é "viável economicamente devido ao menor custo de energia e manutenção".

Com cerca de 5.300 caminhões, a Ambev tem uma das maiores frotas dedicadas do país. E é com a conversão dessa estrutura que a companhia planeja reduzir em 25% a emissão de CO2 em toda sua cadeia até 2025.

Os veículos da parceria vão para transportadoras que prestam serviços de distribuição para a cervejaria, somando-se a cerca de 1.600 outros elétricos que estão sendo produzidos em Resende (RJ) pela Volkswagen Caminhões e Ônibus, dos quais 100 devem começam a rodar já este ano.

Segundo a Ambev, comparado aos 5.300 caminhões da frota atual, cada caminhão elétrico da FNM/Agrale permitirá reduzir a emissão de CO2 em 126 mil quilos por ano. O veículo piloto fará rotas de entrega de bebidas no Rio de Janeiro, com autonomia de até 100 quilômetros por dia.

A nova parceria envolve a startup de soluções de logística FNM (Fábrica Nacional de Mobilidades), conhecida como FêNêMê, que participou de um programa de aceleração da Ambev, em 2019.

Por meio da FNM, os caminhões terão um sistema anti-colisão com inteligência artificial e câmeras integradas. O reabastecimento será feito em pontos de recarga em centros de distribuição da Ambev, que usam energia solar.

"As parcerias resultaram em um veículo com tecnologias de ponta que agora poderá ser exportado para outros países e outras empresas", afirmou à Reuters Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev.

O anúncio significa um reforço na produção nacional de veículos elétricos, segmento para o qual montadoras do mundo inteiro estão migrando rapidamente, o que pode ser um vetor para a Agrale, que produz tratores, caminhões, chassis para ônibus, utilitários, motocicletas, vans, motores e geradores.

Os veículos terão motores da europeia Danfoss, baterias da norte-americana Octillion e baús Randon. A Danfoss Editron e a Octillion estudam instalar fábricas no Brasil, disse a Ambev.

Na semana passada, a Reuters publicou que o Mercado Livre, maior portal de comércio eletrônico da América Latina, vai começar a oferecer aos entregadores no Brasil financiamento para compra de veículos elétricos.


Saiba mais
- Caminhões Agrale servirão de base para os novos FNM

- Empresa dos Estados Unidos será a fornecedora de baterias para os FNM elétricos

07 novembro, 2020

Empresa dos Estados Unidos será a fornecedora de baterias para os FNM elétricos

 


*Blog do Caminhoneiro, por Rafael Brusque - 31/10/2020

A FNM Elétricos iniciou neste ano o desenvolvimento conjunto de caminhões elétricos com a Agrale, em Caxias do Sul-RS. Agora, a empresa anunciou a fabricante de baterias Octillion Power Systems, como fornecedora das baterias que serão usadas nos caminhões da marca.

A Octillion Power Systems tem unidades na Califórnia e Massachusetts, nos Estados Unidos, além de Índia e China, e desenvolve baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia estacionários.

Inicialmente, a Octillion terá uma unidade de estoque no Rio Grande do Sul. Posteriormente, com o aumento da demanda pelos caminhões da marca, a empresa pode construir uma fábrica completa próxima às instalações da Agrale.

A FNM elétricos, Fábrica Nacional de Mobilidades, irá produzir dois modelos de caminhões elétricos, batizados de 832 e 833, com capacidade de 13 e 18 toneladas de PBT, respectivamente. Com as baterias da Octillion, a autonomia esperada é de 300 km.

Parceria com a Agrale

A FNM Elétricos usará os caminhões da Agrale, chassi e cabine, para montagem dos dois modelos previstos, o FNM 832, com 13 toneladas de PBT, e o modelo 833, com PBT de 18 toneladas.

A Agrale usa cabines de fibra de vidro com estrutura tubular de aço, que receberão nova dianteira, com grade e faróis que remetem aos caminhões FNM D-11000, fabricados na década de 1960. Todo o conjunto mecânico, motor, câmbio e diferencial, será substituido por motores elétricos e baterias.

“Estamos muito orgulhosos de poder participar de mais um projeto inovador em nossa história e certos de que essa iniciativa trará excelentes resultados para a Agrale e seus parceiros de negócio, como também aos usuários finais que adotarem os produtos FNM, com forte proteção ao meio-ambiente e tecnologia de ponta”, destaca o Diretor-Comercial da Agrale, Edson Ares Sixto Martins.

Os novos caminhões FNM estão sendo desenvolvidos na Unidade 2 da Agrale, em Caxias do Sul-RS, e a comercialização, que será feita por encomendas, deverá começar no fim deste ano.

Além do desenvolvimento dos novos caminhões, a FNM Elétricos pretende lançar ônibus com o mesmo conceito, além de oferecer a possibilidade de conversão de caminhões diesel convencionais para modelos elétricos.

Os novos caminhões usarão tecnologia de ponta nos sistemas, e incluirão um pacote de telemetria conectado diretamente aos sistemas de logística das empresas, como câmeras anti-colisão com inteligência artificial, aviso de mudança de pista, alerta de partida de veículos à frente, alerta para motorista fumando e distraído, avanço de sinal vermelho, alerta de colisão e outros.

Por dentro, os caminhões FNM receberão um novo painel, totalmente digital, com telas de grande tamanho mostrando todas as informações referentes ao caminhão e ao motorista.

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