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janeiro 31, 2020

Em Las Vegas, ABIMDE participa da maior feira de armas do mundo




A ABIMDE participou do ShotShow em Las Vegas, nos Estados Unidos, na semana de 20 a 24 de janeiro. Esta é a maior feira de armas leves, munições e acessórios do mundo.

O diretor técnico da ABIMDE, Cel. Armando Lemos, acompanhou e auxiliou a cobertura feita pela repórter Eleonora Pascoal, da Rede Bandeirantes de Televisão, da presença das empresas brasileiras no evento, com destaque para as empresas Taurus e CBC, que tinham estande montado.

Visitaram ainda a feira as empresas associadas Inbra, Dupont, Imbel, MK, Delfire Arms, Franco Giaffone Eireli, Honeywell, Performa, Quartzo, Ruag e Realiza.

A Taurus recebeu a visita do senador Flávio Bolsonaro e do deputado federal Hélio Bolsonaro, que destacaram o orgulho da empresa brasileira por ser a quarta marca mais vendida nos Estados Unidos.

Phenom 300E se torna o primeiro jato single-pilot a atingir Mach 0,80 e recebe avanços de desempenho, conforto e tecnologia



*Embraer - 31/01/2020

O Phenom 300, da Embraer, executivo de maior sucesso da última década, ficou ainda melhor graças aos avanços de desempenho, conforto e tecnologia.

Seguindo a tradição da Embraer, se esforçar para oferecer ainda mais valor aos clientes, o Phenom 300E é agora ou o primeiro piloto único a atingir Mach 0,80, com uma cabine ainda mais silenciosa e atualizada na aviônica que usa proteção contra o histórico como tesoura de vento (windshear) e um sistema de alerta e prevenção de captura de pista - a primeira tecnologia do tipo a ser desenvolvido e certificado pela Aviação Executiva.

Buscando oferecer o melhor desempenho da categoria, o Phenom 300E agora oferece mais velocidade, criando o piloto único executivo mais veloz e com maior alcance do mundo. Com os avanços, o Phenom 300E oferece uma velocidade máxima máxima de cruzeiro de 464 nós (859 km / h) e um alcance de 2.010 milhas náuticas (3.724 km) com cinco ocupantes nas condições NBAA IFR.

Em termos de conforto, o Phenom 300E agora conta com uma cabine ainda mais silenciosa, com trilhas para assentos de piloto e copiloto com cerca de 40% maiores, espaço mais para pernas sem cockpit, além de uma nova opção de design interno premium , conhecida como Bossa Nova. Não é o que diz respeito à redução de ruído, como as melhorias reduzidas são os ruídos na cabine de bordo, durante o embarque e os ruídos de alta frequência.

Para oferecer tecnologia incomparável na categoria, o Phenom 300E está recebendo uma atualização aviônica que inclui um sistema de alerta e prevenção de perdas de pista, proteção contra fenômeno de vento (cisalhamento), modo de descida de emergência, PERF, TOLD, FAA, Datacom e muitos outros sistemas.

O sistema de alerta e a captura de pista executada como um "piloto adicional", avisando quando uma aproximação da aeronave por muito tempo ou muito tempo, reduz a consciência situacional. A Embraer patenteou essa tecnologia tornando-se o primeiro fabricante da Aviação Executiva a desenvolver e certificar uma tecnologia do tipo.

Uma nova proteção contra fenômeno de vento (cisalhamento de vento) pode alertar os pilotos sobre as condições de proteção contra o vento com maior antecedência, ajudar a preparar e manobrar uma aeronave, um fim de condições adversas. Além disso, o Phenom 300E agora possui conexão 4G via Gogo AVANCE L5.

“Apesar do extraordinário sucesso do Phenom 300 na última década, a nossa equipe de visão está sempre trabalhando para oferecer uma melhor experiência aos nossos clientes, o que por vezes torna uma aeronave líder de mercado ainda melhor, mais rápida e segura”, disse Michael Amalfitano , Presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva. “A imaginação sem limites e a engenharia inteligente de nosso tempo deram origem ao Phenom 300E e são esse mesmo espírito que continua aprimorando ou jato executivo mais popular da década”.

Com essas melhorias, uma nova edição do interior da Bossa Nova, lançada em 2018 para os jatos Praetor 500 e Praetor 600, agora também é uma opção disponível para o Phenom 300E. O interior de estilo premium contém materiais de fibra de carbono, costura sofisticada e coloração preto-piano.

Inspirado nas famosas calçadas do Rio de Janeiro, o design de um personalizado personalizado é complementado pelos detalhes de costura e como núcleos exclusivos da divã. O interior mais recente e avançado da Aviação Executiva da Embraer, do Pretor 600 Bossa Nova, foi premiado como melhor design do ano no International Yacht & Aviation Awards 2019, em Veneza (categoria Design de Interiores VIP).

As entregas do aprimoramento Phenom 300E começam em maio de 2020; alguns dos recursos são opcionais. Originalmente lançado em 2005, o Phenom 300 entrou no mercado em dezembro de 2009 e detém mais de 50% de participação no segmento de jatos leves desde 2012.

Uma aeronave está em operação em mais de 30 países e sua frota já acumula mais de 1 milhão de horas de voo.

A Embraer investe constantemente na promoção do Phenom 300E por meio de avanços no seu desempenho, conforto, tecnologia e eficiência operacional. Em outubro de 2017, o novo Phenom 300E foi divulgado e entrou em serviço apenas cinco meses depois.

Uma aeronave, recentemente aprimorada, continua sendo designada “E” (Aprimorada). Siga-nos no Twitter @Embraer Sobre o Phenom 300E O Phenom 300E está entre os melhores jatos monopiloto, com velocidade máxima de cruzeiro de 464 nós (859 km / h) e um alcance de 3.724 milhas (2.010 milhas náuticas) nas condições NBAA IFR.

Com um melhor desempenho de subida e desempenho de faixa de sua classe, o Phenom 300E tem custos de operação e manutenção menores do que seus concorrentes. Uma aeronave voa a uma altitude de 45 mil pés (13.716 metros), propulsada por dois motores Pratt & Whitney Canada PW535E1, com 3.478 libras de empuxo cada.

O Phenom 300E oferece uma cabine espaçosa com DNA de design da Embraer e um dos maiores bagageiros de sua categoria. Quanto maiores as janelas de sua classe, forneça luz natural abundante na cabine e não ative. O conforto dos assentos, com capacidade de reclínio e amplo movimento, é acentuado pela melhor pressurização da cabine entre os jatos leves (altitude máxima de 6.600 pés).

O Phenom 300E oferece zonas de temperatura distintas para pilotos e passageiros, uma ampla cozinha, opções de comunicação de voz e dados e um sistema de entretenimento. Uma cabine de comando permite a operação monopiloto e oferece a opção avançada Prodigy Touch Flight Deck.

Os recursos que a aeronave inclui, e que são tipicamente encontrados em categorias superiores, são o único ponto de reabastecimento, manutenção externa do toalete e uma escada elegante.


 

Embraer e SkyWest, Inc. assinam contrato para 20 jatos E175



*Defesa - Agência de Notícias - 30/01/2020

A Embraer anunciou hoje (ontem) a assinatura de um contrato com a SkyWest, Inc. (NASDAQ: SKYW) para um pedido firme de 20 jatos E175 configurados com 76 assentos. O pedido tem um valor de USD 972 milhões, com base nos preços de lista da Embraer de 2019, e estará incluso na carteira de pedidos (backlog) do quarto trimestre de 2019. As entregas estão previstas para começar no segundo semestre. 
“A Embraer e a SkyWest mantêm uma parceria marcada por uma longa história de serviço para as principais companhias aéreas e estamos felizes por abrir uma nova oportunidade de mercado”, disse Charlie Hillis, Diretor de Vendas e Marketing para a América do Norte da Embraer Aviação Comercial. “Hoje, anunciamos que esses 20 novos aviões serão os primeiros E-Jets operados pela SkyWest na malha aérea da American Airlines.” 
“Estamos satisfeitos em continuar avançando nossa posição no setor por meio deste pedido de novas aeronaves da Embraer”, disse Chip Childs, CEO e Presidente da SkyWest, Inc. “Somos gratos pela parceria de longa data com a Embraer e estamos ansiosos para operar esta excelente aeronave para nossos quatro principais parceiros.”
A parceria entre Embraer e SkyWest teve início em 1986, quando a SkyWest começou a operar o turboélice EMB 120 Brasilia. Com esse pedido adicional para o E175, a SkyWest já adquiriu mais de 180 aeronaves desse modelo desde 2013. 
A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais até 150 assentos e conta com mais de 100 clientes em todo o mundo. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer registrou mais de 1.800 pedidos e 1.500 aeronaves foram entregues. Atualmente, os E-Jets estão voando nas frotas de 80 clientes em 50 países. A versátil família de 70 a 150 assentos opera com companhias aéreas de baixo custo, bem como com operadoras regionais e tradicionais.

FAB lança, em parceria com a Atech, novo módulo gratuito do aplicativo FPL-BR para consulta de informações aeronáuticas

A PRIMEIRA VERSÃO DO APLICATIVO PERMITE O PILOTO CONSULTAR TODAS AS CARTAS E PUBLICAÇÕES DO DECEA DE MANEIRA ÁGIL E SEGURA, SOBRETUDO EM FASES CRÍTICAS DO VOO
Autoridades e representantes da Atech durante lançamento do novo módulo do FPL BR – EFB
Defesa - Agência de Notícias - 30/01/2020

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou, no dia 28 de janeiro, o aplicativo gratuito FPL BR – EFB (Electronic Flight Bag), disponível somente para tablet e Ipad, um novo módulo para a consulta de informações aeronáuticas em formato digital, como cartas de aeródromos visuais e de rotas, publicações AIP e extratos do ROTAER.
O novo módulo FPL BR – EFB foi desenvolvido pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), em parceria com a Atech – Negócios em Tecnologia S/A, empresa do Grupo Embraer, e estará disponível gratuitamente para tablets e iPads nas lojas Google Play e Apple Store.
A primeira versão do aplicativo permite o piloto consultar todas as cartas e publicações do DECEA de maneira ágil e segura, sobretudo em fases críticas do voo.
Por meio deste módulo, será possível armazenar as informações aeronáuticas, possibilitando sua utilização em solo e em voo. Apresentado em 2017 para elaboração, validação, envio e atualização dos dados do plano de voo pela internet – o aplicativo FPL BR já teve mais de 15 mil downloads entre as plataformas IOS e Android.
Sua interface disponibiliza a consulta do plano de voo completo (PVC) e simplificado (PVS), além de mensagens de atualização relacionadas à modificação (CHG), cancelamento (CNL) e atraso (DLA). Nos últimos anos, o Sistema de Informações Aeronáuticas vem passando por grandes alterações.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), em julho de 2018, migrou os serviços de disponibilização das publicações aeronáuticas exclusivamente para o formato digital e, neste ano, publicará o aplicativo gratuito FPL BR – EFB, uma eficiente alternativa para a consulta das informações aeronáuticas.
Na segunda versão está previsto o planejamento do voo integrado à emissão do plano de voo, informações meteorológicas e NOTAM (notificação para os aeronavegantes, do inglês, Notice to Airmen). Em atendimento ao item 10, da Instrução Suplementar (IS) nº 91-002 – ANAC, o aplicativo FPL BR – EFB não está disponível para aparelho celular, somente para Tablet/Ipad.

Facilidades
O diretor do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), Coronel Engenheiro Alessander de Andrade Santoro, esclarece que a disponibilidade desse aplicativo permitirá uma melhor familiarização dos usuários com os produtos elaborados pelo Instituto presentes no portal AISWEB, tendo em vista a possibilidade de utilização por parte da tripulação durante os processos de planejamento e realização do voo, acompanhando a navegação em tempo real e acessando com agilidade as informações ao longo da rota voada.
De acordo com a Gerente do Projeto e Chefe da Seção de Planejamento de Informação Aeronáutica do Subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA, Major Engenheira Cristiane de Barros Pereira, o aplicativo reunirá as principais informações utilizadas pelos pilotos, reduzindo o tempo com consultas e com atualização das cartas e publicações de informações aeronáuticas (AIS).
“Futuramente, com a disponibilização da função de navegação em versões próximas, contribuirá para o incremento da consciência situacional do piloto”, esclarece a oficial.
“Esse módulo abre caminho a um conjunto de facilidades, tais como, informações meteorológicas, NOTAM e de georreferenciamento integrados no mesmo dispositivo, de forma que possibilite uma redução da carga de trabalho do usuário e uma maior confiabilidade da informação”, explica o Tenente-Coronel Marcelo Jorge Pessoa Cavalcante, da Divisão Operacional da CISCEA. Para a Comissão, a utilização de recursos eletrônicos no lugar dos manuais e documentos impressos é ecologicamente correto e implica em cortes de gastos com a carga morta, chamada Operação Paperless.
“Dentre os diversos benefícios observados com o uso do FPL BR – EFB, podemos destacar a redução dos custos operacionais relacionados aos processos baseados em papel, aumento da velocidade de atualização dos dados, facilidade de leitura em qualquer nível de iluminação na cabine e o acesso online à base de dados”, afirma a Engenheira Gisele Lima de Oliveira Silva, da Divisão Operacional (DO) da CISCEA.
A interface disponibiliza, ainda, a consulta de cartas de aeródromos, bloqueio da interação com a tela, visualização das emendas futuras e seleção das cartas como favoritas. O aplicativo representa um avanço tecnológico de comunicação intersistemas realizada dinamicamente entre a API-AISWEB e o FPL BR – EFB, disponibilizando informações dinâmicas e precisas a cada publicação de nova emenda pelo Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA).
O aplicativo foi elogiado pelo piloto do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), Capitão Aviador Gabriel Brandello de Oliveira Haguenauer Moura, que ressaltou as vantagens do uso do software. “Permite uma série de facilidades, como na consulta das cartas, facilitando a busca com diversos filtros, a mobilidade e a segurança das informações em tempo real”, afirma o piloto.

Cerimônia
A cerimônia de lançamento do aplicativo FPL BR-EFB ocorreu no salão nobre da CISCEA, no dia 28 de janeiro, com a presença do presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos, do chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, do chefe do Subdepartamento de Administração do DECEA, Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Bastos Júnior, além de diversas autoridades do DECEA, CISCEA, ICA, GEIV e da empresa Atech.
O Major-Brigadeiro Fernando, presidente da CISCEA, fez a abertura do evento e destacou a dedicação e envolvimento de todos no desenvolvimento do projeto. Em seu discurso, o chefe da Divisão Operacional (DO) da CISCEA, Coronel Aviador Cyro Andé Cruz, agradeceu à equipe da DO e parabenizou todos os envolvidos pela integração.
“Ao DECEA, pela gestão do projeto, ao ICA que reviu processos, ao GEIV pelo empenho dos pilotos em testar o aplicativo e nos trazer o que precisava mudar, à Atech, pela parceria. Estamos no caminho de seguir os objetivos do DECEA, focando no usuário. Hoje é um dia muito especial para todos nós”, disse o Coronel Cyro.
A engenheira Gisele Lima de Oliveira Silva, da Divisão Operacional, fez uma apresentação sobre as principais funcionalidades do aplicativo FPL BR-EFB, e disponibilizou tablets e ipads para que todos pudessem navegar no aplicativo.
“A equipe se dedicou a esse projeto, que vem desde 2018 fazendo levantamento de requisitos e debates, para atingir o objetivo, que é a satisfação do usuário final”, disse a engenheira. O presidente da empresa Atech, Edson Mallaco, agradeceu pela confiança e afirmou estarem comprometidos para as próximas fases do projeto.
“Esse é um marco, gostaria de parabenizar à CISCEA pela inciativa, pelo desenvolvimento, pela parceria com não só com a Atech, mas com o usuário, o que vai trazer um nível de qualidade muito grande para o aplicativo”, afirmou.
Para o chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, esse era um trabalho prioritário do Subdepartamento.
“O DECEA vem procurado cada vez mais se aproximar e trabalhar em prol do usuário, entender suas necessidades. Hoje nós atingimos uma grande massa de usuários do DECEA, do Brasil que utilizam essa aplicação e eu fico muito feliz por isso, por que houve uma sinergia de todos nós envolvidos. Agradeço a todos pela dedicação e parceria”, agradeceu o oficial-general.

janeiro 30, 2020

Míssil de cruzeiro brasileiro deverá estar disponível até o fim de 2021



Renova Mídia  - 30/01/2020

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, participou, nesta quarta-feira (29), da cerimônia de inauguração do Comando de Artilharia no Forte Santa Bárbara, na cidade de Formosa, em Goiás.

A unidade do Exército Brasileiro vai coordenar o uso do Míssil Tático de Cruzeiro, com alcance de 300 quilômetros (MTC-300), desenvolvido no Programa Estratégico do Exército Astros 2020.

Fabricada pela empresa Avibras, de São José dos Campos, no interior de São Paulo, a arma é o primeiro míssil do Brasil e deve estar disponível até o fim de 2021.

O míssil de cruzeiro será lançado a partir de lançadores montados nos lança-foguetes ASTROS II do Exército Brasileiro.

Ao comentar sobre o assunto, Mourão afirmou que a produção do míssil está em fase final. “São pouquíssimos os países que têm essa tecnologia”, disse ele. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, declarou: “É um poder de fogo concentrado no Planalto Central muito significativo. Uma mobilidade estratégica muito grande, que vai conceder às Forças Armadas brasileiras um poder dissuasório muito bom.”

Saiba mais sobre o Míssil Tático de Cruzeiro brasileiro:
- Brasil desenvolve míssil de longo alcance capaz de atingir países da América do Sul

Joint venture da Taurus Armas na Índia já está apta a participar de licitações do governo

As armas produzidas para o mercado civil terão a marca “Taurus”; as produzidas para o mercado militar terão a marca “Taurus Jindal”

 


*LRCA Consulting - 30/01/2020


A joint venture (JV) entre a Taurus Armas e Jindal Defense Systems (Jindal Group) foi oficialmente registrada no dia 23 de janeiro sob o nome de "Jindal Defense Trading Private Limited", uma empresa privada indiana com sede na cidade de Hisar, estado de Haryana, no mesmo endereço da Jindal Stainless Steel (Hisar) Limited OP Jindal Marg.

Hisar - a "Cidade do Aço"

Localizada a 164 Km de Nova Déli, possuindo 301.249 habitantes e conhecida como a 'Cidade do Aço' por ser o maior fabricante de ferro galvanizado da Índia, Hisar é o centro alternativo de crescimento para a capital indiana. 

O Grupo Jindal, liderado por Savitri Jindal - a 10ª mulher mais rica do mundo, está sediado na cidade. Ali está também a Jindal Stainless Steel, maior produtora mundial de tiras de aço inoxidável para lâminas de barbear e maior produtora da Índia de peças em branco para moedas.

Assessoria legal

Na Índia, a Taurus foi assessorada pelo escritório ALMT Legal, Bangalore, com a equipe sendo liderada por Rajat Bopaiah, juntamente com os associados Aman Singh Poras, Natasha Ponnappa e Ann Alexander. A assessoria brasileira foi prestada pelo consultor interno Neandro Lazaron e pelo escritório Nasser Sociedade de Advogados. 

O Grupo Jindal foi assessorado por sua equipe jurídica interna, liderada por Navneet Raghuvanshi.

Jindal Defense Trading Private Limited

Na joint venture, a Taurus possui 49% e o grupo indiano 51% do empreendimento. O aporte da empresa brasileira se realiza por meio da transferência de tecnologia (ToT), ou seja, não haverá dispêndio financeiro por parte da empresa brasileira.

A parceria resultará no estabelecimento de uma grande fábrica de armas na Índia, aproveitando a recente abertura do mercado de defesa desse país a iniciativas abrigadas no programa "Make in India", que contam com o total apoio e incentivo do governo indiano.

A nova empresa - que já tem dois diretores ativos, Chandra Prakash Agrawal e Nrender Garg - prevê que o início da produção aconteça a partir de setembro de 2020, fabricando, em fases, o portfólio da Taurus em armas portáteis: pistolas, revólveres, fuzis, submetralhadoras, carabinas e espingardas.

As armas produzidas para o mercado civil terão a marca “Taurus”; as produzidas para o mercado militar terão a marca “Taurus Jindal”.

Segundo a Taurus, além dos demais negócios possíveis nos mercados militar e civil, existe uma expectativa de o governo comprar meio milhão de fuzis em cinco anos.

Desde já, a Jindal Defense Trading Private Limited está apta a participar de processos licitatórios realizados pelo governo da Índia, oferecendo o completo mix de armas que a Taurus fabrica, a fim de abastecer o imenso mercado militar, policial e de segurança privada desse país enquanto não se inicia a produção local.




Atech integrou comitiva presidencial em visita oficial à Índia

EMPRESA BRASILEIRA FOI RESPONSÁVEL PELA IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE FLUXO DE TRÁFEGO AÉREO NAQUELE PAÍS


A Atech S.A., empresa do Grupo Embraer, integrou a delegação de empresários que acompanhou a comitiva da Presidência da República em visita oficial à Índia. Além de encontros com entidades governamentais daquele país, os empresários participaram do Seminário “1º Brazil-India Defence Industry Dialogue”, realizado no dia 27 de janeiro.
O Seminário foi aberto pelo secretário de Produtos de Defesa (Seprod), Marcos Degaut, ligado ao Ministério da Defesa, e pelo secretário de Defesa da Índia, Ajay Kumar. A Atech foi representada pelo Diretor de ATM, Marcos Resende, e por Vinicius Meng, responsável pelo Desenvolvimento de Negócios de Defesa na área Internacional, que reforçaram a importância da presença das empresas brasileiras para a conquista de novos mercados ou mesmo o fortalecimento da presença do Brasil, em sintonia com a cooperação Brasil-Índia.
“Principalmente na área de Defesa, contarmos com a chancela do governo federal para possíveis acordos bilaterais é fundamental”, destaca Resende.
A Atech já possui negócios na Índia e busca fortalecer ainda mais essa parceria. Em 2019, a empresa concluiu a implantação do SKYFLOW – sistema avançado de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo (ATFM) de última geração com emprego de tecnologia 100% brasileira, para a Índia. Os testes finais, certificações e os aceites por parte do cliente foram concluídos em dezembro de 2019. Com isso, a Índia passa a ser a sétima região no mundo a contar com um sistema para gerenciar o tráfego aéreo. Além da Índia, somente Estados Unidos, Europa, Austrália, África do Sul, Brasil e Japão contam com sistemas exclusivos como o SKYFLOW.
O sistema SKYFLOW, da Atech, integra os dados de intenções de voos futuras das companhias aéreas, aeroportos e dados de órgãos de controle, incluindo dados de posicionamento das aeronaves, com informações de planos de voo e da situação operacional dos aeroportos e auxílios a navegação e comunicação, essenciais para a otimização do fluxo de tráfego aéreo. Com esta integração, o sistema permite que os órgãos de controle do tráfego aéreo atuem para equilibrar a demanda de voos com a capacidade operacional, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e pontualidade dos voos.
Entre as vantagens do sistema estão: redução dos atrasos nos voos; melhorias na malha aeroviária da Índia; economia de combustível das aeronaves; melhor coordenação do tráfego aéreo; maior segurança e eficiência nos voos. Além disso, o SKYFLOW permite que o país atenda ao crescente aumento da demanda, que gira em torno de 187 milhões de passageiros, de acordo com dados de 2017-2018.
O SKYFLOW é a versão internacional do SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos) que já opera no Brasil desde 2012, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), fruto de investimentos em pesquisa e desenvolvimento junto ao DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

janeiro 29, 2020

Navios de guerra, satélite e carro voador: a Embraer que você ainda não conhece




Segundo as instituições odontológicas, para uma escovação perfeita dos dentes são necessários dois minutos. Neste mesmo espaço de tempo, 12 aeronaves produzidas pela Embraer levantam vôo, em algum lugar do planeta.

A cada 10 segundos, um avião com a marca da empresa brasileira ganha os céus, transportando 145 milhões de passageiros anualmente.

Para alcançar este volume de operações, a companhia fez muito mais que fabricar aviões desde a sua fundação, que comemora meio século este ano: inovou.

O histórico de iniciativas bem-sucedidas culminou este ano com a parceria estratégica entre a companhia brasileira e a Boeing, iniciando um novo momento para a organização com sede em São José dos Campos.

Privatizada há 25 anos, a Embraer encara a inovação com a mesma seriedade com que produz suas aeronaves.

A terceira maior fabricante mundial de jatos comerciais entende que para se manter grande é preciso mirar em diferentes direções.

Para isso, desenvolveu outras iniciativas, participando da elaboração de novas empresas, expandindo serviços e suportes de pós-venda, criando assim um portfólio diversificado de negócios.

Um cardápio tão variado que inclui até a fabricação de sistemas navais para a Marinha brasileira:

No ar e no mar
Com 10 anos em atividade, a Atech, uma das subsidiárias do Grupo Embraer, possui uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio à tomada de decisões.

A empresa oferece soluções inovadoras com aplicações nas áreas de comando e controle, sistemas embarcados, segurança cibernética e tráfego aéreo.

A liderança da Atech em projetos nacionais como o SIVAM/ SIPAM (Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia), LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica) e Sistema de Gerenciamento e Defesa do Espaço Aéreo Brasileiro levou o Ministério da Defesa a conferir à companhia a certificação de Empresa Estratégica de Defesa.

Este ano, o consórcio Águas Azuis, formado pela Atech, thyssenkrupp Marine Systems e pela Embraer Defesa & Segurança foi selecionado concorrente preferencial pela Marinha do Brasil o consórcio Águas Azuis para a construção de quatro navios de defesa do programa Corvetas Classe Tamandaré (CCT), com previsão de entrega entre 2024 e 2028.


No limite
Com sede em Campinas (SP), a Savis Tecnologia e Sistemas S.A. é uma empresa coligada da Embraer Defesa & Segurança. É especialista em grandes projetos para o monitoramento de fronteiras e foi selecionada pelo Exército brasileiro para liderar o Consórcio Tepro na implantação da fase piloto do Projeto SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), maior programa militar mundial do gênero, que atua no controle de fronteiras terrestres nacionais.

A Savis atua em todo o ciclo tecnológico, nas áreas de Desenvolvimento e Integração de Sistemas, Estruturação e Gestão de Projetos Complexos e Viabilização de Parcerias de Negócios e oferece soluções integradas de Defesa, que vão desde a captação e fluxo de dados até a interpretação e produção de informações confiáveis para a tomada de decisão.

No espaço
Resultado de uma joint-venture entre a Embraer Defesa & Segurança e a Telebras, a Visiona Tecnologia Espacial é líder no mercado brasileiro de sensoriamento remoto orbital e responsável pelo programa do Satélite Geostacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Criada em junho de 2011, com sede em São José dos Campos, para atender aos objetivos do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), a companhia passou a encabeçar o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Espaciais, atuando em parceria com as mais relevantes entidades de ensino e pesquisa aeroespacial do País e acelerando a capacitação do setor espacial brasileiro.

Entre suas conquistas estão o programa do primeiro satélite elaborado por uma empresa privada, o VCUB, anunciado em 2018 e primariamente voltado para os mercados agrícolas e de proteção ambiental, e o primeiro Sistema de Controle de Órbita e Atitude de Satélites (AOCS) desenvolvido no Brasil, que realiza as funções de navegação, apontamento e controle do satélite.

Embraer no futuro
A EmbraerX é a subsidiária da Embraer para desenvolvimento de negócios disruptivos. Estuda soluções para os desafios da mobilidade do futuro, que surgirão com o crescimento exponencial de novas tecnologias

Em julho, durante um evento nos Estados Unidos, a empresa apresentou seu conceito de eVTOL, com o objetivo de contribuir com a criação de um novo modelo de mobilidade aérea urbana, principalmente em grandes centros, que sofrem com congestionamentos.

O veículo elétrico com capacidade de decolagem e pouso na vertical é uma entre diversas outras iniciativas da EmbraerX para ativar e acelerar o ecossistema da mobilidade urbana.

AVIBRAS assina contrato de transferência de tecnologia com IAE para produção e comercialização do VSB-30


*Avibras - 2/8/01/2020

A AVIBRAS Indústria Aeroespacial e o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) assinaram nesta segunda-feira, dia 20 de janeiro, um contrato de transferência de tecnologia, que concederá à empresa licença para a produção e comercialização do VSB-30, veículo suborbital de maior sucesso no Programa Espacial Brasileiro, no que se refere a número de lançamentos.
Já foram efetuados 31 lançamentos, todos com sucesso, sendo quatro a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) no Maranhão e 27 lançados a partir do Centro de Lançamento de Esrange na Suécia. A plataforma serve para testes de experimentos com aplicações em satélites, veículos espaciais e indústria farmacêutica.
Este contrato de transferência de tecnologia vai permitir a continuidade de industrialização e comercialização do VSB-30 com aperfeiçoamentos tecnológicos, além de promover uma aceleração no desenvolvimento de veículos lançadores nacionais competitivos internacionalmente, para microssatélites.
Desenvolvido pelo IAE, fruto de cooperação entre Brasil e a Alemanha, o VSB-30 é lançado por sistema de trilhos, estabilizado por empenas e possui indutores de rolamento que são acionados quando o veículo deixa os trilhos, contribuindo para a sua estabilidade durante o voo. Possui dois estágios a propulsão sólida e permite o transporte de cargas úteis científicas e tecnológicas de até 400 quilos a uma altitude de 270 quilômetros, além de possibilitar a realização de experimentos em ambiente de microgravidade durante seis minutos.
O VSB-30 é certificado, qualificado e considerado seguro, confiável e estável. Por essas características, o VSB-30 possui excelente aceitação no cenário internacional de veículos suborbitais e torna-se pioneiro no processo de transferência tecnologia espacial no Brasil.
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Competências - Com sua expertise no setor aeroespacial no desenvolvimento de soluções tecnológicas nacionais, que remontam desde a pioneira participação no Programa Espacial Brasileiro, a AVIBRAS é a única empresa 100% brasileira de capital privado, com competências próprias para integrar veículos lançadores e suborbitais para o Programa Espacial Brasileiro.
Para o vice-presidente Comercial da Avibras Leandro Villar, é um privilégio para a empresa receber um produto de sucesso e consolidado no mercado. Segundo ele, a iniciativa também fortalece a tríplice hélice, conceito que aponta a ação conjunta entre empresa, academia e governo como o caminho para a inovação tecnológica e o desenvolvimento econômico do país. “Com esse programa, queremos ampliar o protagonismo do Brasil na área espacial impulsionando o Programa Espacial Brasileiro, além de gerar empregos”, destacou Leandro.
Atualmente a AVIBRAS também participa do desenvolvimento e da fabricação dos motores foguetes S50 do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM-1) no âmbito do Programa Nacional de Atividades Espaciais da Agência Espacial Brasileira (AEB). Segundo ele, o Brasil pode desempenhar papel relevante no mercado Espacial, pois adquiriu diversas competências através de Pesquisa e Inovação no setor Espaço ao longo de quase seis décadas, desenvolveu uma base industrial competente e possui uma base de Lançamento em Alcântara (CLA), com posição geográfica privilegiada, fatores poucas vezes reunidos num único país.
O Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, destacou que é um momento ímpar para o Brasil. “Estamos transferindo para a indústria um produto já testado e com tecnologia brasileira. Cumprimos inteiramente o ciclo de maturidade do produto”, declarou.
De acordo com o diretor do IAE, Brigadeiro César Demétrio Santos, a AVIBRAS conduzirá o projeto com competência. “É a consolidação de um sonho. Essa aproximação com a indústria é essencial para o fomentar o Programa Espacial”, destacou.
O Major-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, que assumirá a direção do DCTA nesta semana, disse que parcerias como essa fortalecem a indústria. “Vejo brilhantismo nesse empreendimento. A AVIBRAS é uma indústria forte, parceira constante do DCTA, que tem como uma de suas missões ser indutor da indústria”.
VSB30

janeiro 28, 2020

Governo define quantidade de munição para civis “autorizados” e policiais




*Estadão Conteúdo via UOL Notícias - 28/01/2020

Os ministros Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Fernando Azevedo e Silva (Defesa) definiram, por meio da portaria interministerial 412, o poder de fogo de policiais e civis autorizados a portar armas.

Moro e Azevedo e Silva estabeleceram que cada agente de segurança poderá adquirir até 600 munições por arma, anualmente. E civil, até 200.

A portaria 412, baixada nesta segunda-feira, 27, subscrita pelos dois ministros, firma "os quantitativos máximos de munições passíveis de aquisição pelos integrantes dos órgãos e instituições previstos nos incisos I a VII e X do caput artigo 6º da Lei nº 10.826, de 2003, e pelas pessoas físicas autorizadas a adquirir ou portar arma de fogo".

A Lei 10.826/2003 dispõe sobre registro, posse e o comércio de armas de fogo e munição. O artigo 6º prevê que é proibido o porte de arma de fogo em todo o País, "salvo para os casos previstos em legislação própria'"- e para os integrantes das Forças Armadas, policiais, guardas municipais das capitais dos Estados e dos municípios com mais de 500 mil habitantes e outros profissionais de segurança.

O parágrafo 1º da portaria conjunta da Justiça e da Defesa prevê que o disposto no inciso II fica condicionado à apresentação, pelo adquirente, do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) válido, e que a aquisição ficará restrita ao calibre correspondente à arma registrada como de de sua propriedade.

O parágrafo 2º impõe que "a aquisição de munições para as armas de propriedade dos instrutores de armamento credenciados pela Polícia Federal para a realização dos testes de capacidade técnica nos termos do artigo 11-A da lei nº 10826, de 2003, será disciplinada por ato da PF".

ABIMDE na Índia resultará em novos negócios para empresas brasileiras da área de Defesa



*Defesa TV - 28/01/2020, com informações da Agência Rossi Comunicação e da LRCA Consulting

A missão do governo brasileiro à Índia garantiu a assinatura de 15 acordos comerciais entre os dois países. A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) está acompanhando a visita oficial, que vai gerar novas oportunidades de negócios para as indústrias brasileiras da BID (Base Industrial de Defesa).

No último sábado, os governos do Brasil e da Índia anunciaram a assinatura de 15 acordos comerciais. A expectativa é que as exportações em armamentos do Brasil para a Índia aumentem para US$ 1 bilhão em cinco anos.

Hoje, a participação do Brasil é de US$ 427 mil. A Índia é o segundo maior importador do mundo de produtos de Defesa do planeta, atrás apenas da Arábia Saudita, e tem o quarto maior orçamento militar do mundo.

A comitiva que acompanha o presidente da República é composta por empresários de oito grandes empresas associadas (Atech, Avibras, CBC, Condor, Embraer, MacJee, Omnisys e Taurus).

Os representantes do governo e das indústrias brasileiras têm realizado reuniões com autoridades e lideranças da área de Defesa e Segurança da Índia e com CEOs de indústrias do setor naquele país.

Na segunda-feira (27), ocorreu o evento denominado Business Day Brasil-Índia, com a presença de autoridades dos dois países, empresários e investidores brasileiros e indianos.

Na programação do evento, há seminário setorial sobre Defesa, que conta com a presença de Rodrigo Modugno, que é representante da Omnisys e um dos diretores do Conselho Diretor da ABIMDE.

Durante o seminário, Modugno destacou o papel da ABIMDE no fomento da BID no Brasil. Ele lembrou que a entidade possui mais 200 associadas e há 34 anos trabalha para disseminar o valor da indústria de defesa brasileira.

“Um dos nossos principais papéis é o de promover a integração entre indústrias, centros de pesquisa, universidades e associações de defesa ao redor do mundo, o que demonstra a relevância deste evento dentro de nossa missão como associação”, afirmou.

O diretor ressaltou ainda o constante apoio recebido pela ABIMDE por parte da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), uma parceira estratégica na promoção internacional dos produtos de defesa brasileiros.

“A indústria de defesa brasileira hoje exporta para 117 países, sendo que do volume total exportado, aproximadamente 98% são de empresas associadas à ABIMDE, o que reforça sua total representatividade junto ao setor.”

Nesta terça-feira (28), a programação da visita inclui ainda visitas técnicas e eventos de networking entre empresários brasileiros e estrangeiros no dia 28.

Novos negócios a caminho

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, disse que o Brasil está na fase final de negociação de dois acordos com a Índia, que serão assinados nos próximos meses pelo ministro da pasta, Fernando Azevedo.

Um dos acordos é para a criação de um fundo para financiar projetos estratégicos, produção e exportação de produtos de defesa e o outro é para cooperação no desenvolvimento e comercialização de equipamentos no setor.

Nesta segunda-feira, Degaut esteve ao lado do Secretário da Defesa da Índia, Ajay Kumar, na abertura do Primeiro Diálogo da Indústria de Defesa Brasil-Índia.

A missão do governo brasileiro à Índia faz parte de um acordo fechado durante encontro do presidente Bolsonaro com os membros do Brics – além do Brasil, o bloco é formado por Rússia, Índia, China e África do Sul, no ano passado, e está sendo organizada pelo Ministério da Defesa e pelo Ministério das Relações Exteriores, com apoio da Apex-Brasil e da ABIMDE.

Taurus Armas e Jindal Group firmam joint venture para produzir armas na Índia

Após quase um ano de negociações com grupo indiano Jindal, a empresa gaúcha Taurus Armas S.A., por meio de Fato Relevante (comunicado) divulgado nesta manhã (https://urlzs.com/DrfzU), informou que foi assinado nesta segunda-feira (27) um acordo definitivo para criação de uma joint venture que permitirá a fabricação e comercialização de armas na Índia. A assinatura da parceria aconteceu durante a missão comercial do governo brasileiro à Índia, em reunião entre empresários indianos e brasileiros, e contou com a presença de autoridades do Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Defesa.

Salesio Nuhs, Presidente e CEO global da empresa, assim se pronunciou “É um passo muito importante para o futuro da Taurus. Temos 80 anos no Brasil e uma fábrica nos Estados Unidos há 40 anos. Porém, pela primeira vez, estamos num programa de transferência de tecnologia na área de Defesa de governo, de uma grande economia mundial, segundo maior comprador de armas do mundo, a Índia. Brasil e Índia, duas potências econômicas mundiais. Taurus e Jindal, dois grupos econômicos que são referência no mundo em suas áreas de atuação. Queremos montar uma fábrica aqui na Índia que será referência mundial, a exemplo das nossas fábricas no Brasil e nos Estados Unidos”.

O Jindal Group é um dos mais poderosos grupos industriais indianos, além de ser o maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, com um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.

Na joint venture, a Taurus ficará com 49% e o grupo indiano com 51% do empreendimento. O aporte da empresa brasileira se dará por meio da transferência de tecnologia para o Jindal Group, ou seja, não haverá dispêndio financeiro por parte da Taurus.

A parceria resultará no estabelecimento de uma grande fábrica de armas na Índia, aproveitando a recente abertura do mercado de defesa desse país a iniciativas abrigadas no programa "Make in India", que contam com o total apoio e incentivo do governo indiano.

As armas produzidas para o mercado civil terão a marca “Taurus”; as produzidas para o mercado militar terão a marca “Taurus Jindal”, com o início da produção ocorrendo ainda em 2020.

Desde sua fundação em São Leopoldo-RS no ano de 1939, este é o maior e mais significativo negócio da história da Taurus Armas.

Com a associação ao Jindal Group, a empresa brasileira conquistou um poderoso aliado com porte suficiente para abrir o imenso mercado indiano e de outros países asiáticos aos seus produtos.

Associação da Taurus Armas com o grupo indiano Jindal: repercussões no mundo



*LRCA Consulting - 28/01/2020

A joint venture firmada ontem (27) entre a empresa brasileira Taurus Armas e o poderoso grupo indiano Jindal está repercutindo mundialmente, tanto em publicações especializadas em grandes negócios como em outras  dedicadas ao setor de armamentos/munições ou defesa.

Confira algumas:

- Jindal Defence in JV with Brazil's Taurus Armas for making small arms | Business Standard News http://bit.ly/36wR8s1





- Taurus forms JV in India | LatinFinance.com http://bit.ly/30Zd2D7






janeiro 27, 2020

'Nova Embraer' busca seu próximo voo

As duas principais divisões da empresa - a de jatos executivos e a de aviões militares - acabam de colocar novos produtos no mercado



Uma empresa com nove mil funcionários, três fábricas no Brasil e duas nos Estados Unidos, além de receita na casa dos R$ 8 bilhões. Essa é a Embraer que sobrará quando a Boeing levar seus 80% da divisão de aviões comerciais, a joia da coroa da fabricante brasileira de aeronaves. A compra foi fechada há um ano e meio, mas ainda aguarda aval de órgãos reguladores do Brasil e da União Europeia.

A Embraer remanescente não se compara à atual, com receita de R$ 18 bilhões e valor de mercado de R$ 15 bilhões. Para continuar sem sua divisão comercial, motor da companhia, a fabricante terá de se reinventar. Fontes do mercado admitem que a Embraer remanescente será menor, mas não são pessimistas com o futuro da companhia. As duas principais divisões da "nova Embraer" - a de jatos executivos e a de aviões militares -, que costumam apresentar resultados inconsistentes, acabam de colocar novos e eficientes produtos no mercado. A perspectiva é que a demanda por eles seja crescente.

No fim de 2019, o banco UBS passou, inclusive, a recomendar as ações da Embraer porque os braços de aviação executiva e militar da empresa haviam apresentado melhorias. Entre elas, citava o potencial de venda dos novos jatos executivos. Agora, após as ações subirem 10% e se aproximarem do valor que considera "justo", o banco mudou sua recomendação para neutra. O Bradesco, em relatório, afirmou que "a perspectiva para a aviação executiva e de defesa está melhorando".

Futuro
Como o negócio com a Boeing ainda não foi concluído - os entraves para serem superados estão nos órgãos reguladores da União Europeia -, os executivos da empresa relutam em detalhar os planos. Dão apenas algumas dicas. A área de serviços, como manutenção de aeronaves, deve crescer. O segmento de defesa vai avançar com o C-390 Millenium (cargueiro militar cujo projeto foi recém-concluído). E as novas tecnologias, como o carro voador, podem apontar o futuro da companhia.

Segundo o vice-presidente de operações da Embraer, Nelson Salgado, a ideia é que os três braços remanescentes (executiva, defesa e serviços) sejam responsáveis, cada um, por 30% da receita da nova empresa. Isso implica em uma expansão acelerada dos serviços, que hoje correspondem a 19%. "É uma área que tem muita possibilidade e não só nos nossos aviões."

Para avançar, a divisão considera a possibilidade de aquisições, principalmente de empresas que já tenham licença para fazer manutenção de aeronaves de outras marcas, segundo Johann Bordais, presidente da área de serviços e suporte.O projeto de expansão dos serviços tem potencial, dizem fontes. Mesmo se fizesse apenas a manutenção de aviões Embraer, o mercado seria grande. Desde 2005, a companhia entrega cerca de cem jatos executivos por ano. Quanto mais antigos ficam esses aviões, maior a necessidade de reparos.

Na divisão de defesa, a aposta é que a joint venture criada entre Embraer e Boeing para vender o cargueiro C-390 Millenium, da qual a brasileira é controladora, impulsione a área. Segundo o Bradesco BBI, a parceria entre as empresas "pode ser transformacional". A possibilidade de, através da Boeing, compras serem financiadas pelo governo americano e a força de vendas da Boeing ampliam o potencial do C-390.

"A partir de 2022 ou 2023, quando a produção ganhar cadência, devemos ter um crescimento acelerado e a área militar deve se aproximar da executiva (em faturamento)", diz Salgado. Em 2018, a receita líquida da aviação executiva foi de R$ 4,2 bilhões, enquanto a de defesa ficou em R$ 2,2 bilhões.

A área de defesa será ainda essencial para manter a Embraer como desenvolvedora de tecnologia de ponta, dizem fontes. Encomendas de equipamentos militares feitas por governos já costumam ser o propulsor de novas tecnologias no setor aéreo, mas, sem a divisão comercial - que também cria demandas tecnológicas -, isso deve se tornar mais preponderante.

O próprio vice-presidente de engenharia da Embraer, Daniel Moczydlower, admite a dependência. "Hoje conseguimos balancear as apostas conforme um mercado está em alta e outro em baixa. À medida em que reduz a área comercial, o peso do governo como indutor da indústria aeronáutica se torna muito relevante", diz. A preocupação, porém, é que novos contingenciamentos do governo reduzam as encomendas feitas para a Embraer.

Dos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento que já estão adiantados - e não dependem da área militar -, o do eVtol (aeronave elétrica que decola e pousa verticalmente, conhecida como carro voador) está entre os que melhor podem indicar o futuro da companhia. "É uma das avenidas de crescimento mais interessantes para a empresa. Acreditamos que podemos chegar antes que os concorrentes nisso", diz Salgado.

Empecilhos
Ao contrário dos analistas de mercado, funcionários da Embraer não estão tão empolgados com o futuro. Entre os que foram selecionados para permanecer na empresa brasileira, o principal motivo de apreensão é a possibilidade de que cortes de custos resultem em demissões. "Os jatos comerciais eram que davam lucro. Sem eles, vai ser preciso cortar custo", afirma um engenheiro.

Em relatório de dezembro, o Bradesco destacou justamente a intenção da empresa em se tornar mais eficiente: "A Embraer sinalizou que seu novo CEO, Francisco Gomes, e que Nelson Salgado, atual diretor financeiro e futuro diretor de operações, focarão em aumentar a eficiência do processo industrial".

Outra preocupação é com o fim do ciclo de grandes projetos tanto na área executiva como na de defesa. "Os principais projetos foram concluídos. Estamos com pouco trabalho ultimamente", diz outro engenheiro.

Já os funcionários que vão para a Boeing estão reticentes com os possíveis desdobramentos da crise da empresa. A companhia atravessa o pior período de sua história desde que dois aviões 737 MAX caíram, em outubro de 2018 e em março de 2019, matando 346 pessoas.

Há ainda uma tensão com a possibilidade de a Boeing transformar sua unidade brasileira em apenas uma planta de fabricação, sem valorizar os engenheiros e concentrando os desenvolvimentos nos EUA. Essa possibilidade, porém, é mais remota, segundo analistas, pois a americana está em um momento em que necessita profissionais para criar novos projetos.

A questão da crise decorrente das quedas do 737, no entanto, é vista como mais relevante. A Embraer não comenta o assunto e a Boeing afirma que não haverá impacto no Brasil. A situação da empresa americana, porém, se deteriora a cada dia enquanto não consegue a liberação dos aviões pelas autoridades americanas.

Por enquanto, nenhum analista considera que o acordo possa ser cancelado, mas alguns ponderam que vendas futuras de jatos comerciais da Embraer podem ser prejudicadas em um primeiro momento. Como a "nova Embraer" tem 20% de participação nessas vendas, acabaria afetada - e aí a brasileira teria de provar que suas divisões remanescentes são suficientes para levá-la adiante. Por outro lado, a Boeing precisa de um produto bom para vender, diz um executivo do setor. Pode ser a chance de o avião brasileiro ganhar mais popularidade e alavancar a Embraer remanescente.

Taurus Armas e Jindal Group firmam joint venture para produzir armas na Índia

 
Segundo a empresa gaúcha, o início da produção ocorrerá ainda em 2020 e existe uma expectativa de o governo indiano comprar meio milhão de fuzis em cinco anos. 

Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas, acompanhado de executivos da empresa e do Jindal Group, mostra a pasta com o documento assinado

*LRCA Consulting – 27-01-2020

Após quase um ano de negociações com grupo indiano Jindal, a empresa gaúcha Taurus Armas S.A., por meio de Fato Relevante (comunicado) divulgado nesta manhã (https://urlzs.com/DrfzU), informou que foi assinado nesta segunda-feira (27) um acordo definitivo para criação de uma joint venture que permitirá a fabricação e comercialização de armas na Índia. A assinatura da parceria aconteceu durante a missão comercial do governo brasileiro à Índia, em reunião entre empresários indianos e brasileiros, e contou com a presença de autoridades do Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Defesa.

Salesio Nuhs, Presidente e CEO global da empresa, assim se pronunciou “É um passo muito importante para o futuro da Taurus. Temos 80 anos no Brasil e uma fábrica nos Estados Unidos há 40 anos. Porém, pela primeira vez, estamos num programa de transferência de tecnologia na área de Defesa de governo, de uma grande economia mundial, segundo maior comprador de armas do mundo, a Índia. Brasil e Índia, duas potências econômicas mundiais. Taurus e Jindal, dois grupos econômicos que são referência no mundo em suas áreas de atuação. Queremos montar uma fábrica aqui na Índia que será referência mundial, a exemplo das nossas fábricas no Brasil e nos Estados Unidos”.

O Jindal Group é um dos mais poderosos grupos industriais indianos, além de ser o maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, com um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.

Na joint venture, a Taurus ficará com 49% e o grupo indiano com 51% do empreendimento. O aporte da empresa brasileira se dará por meio da transferência de tecnologia para o Jindal Group, ou seja, não haverá dispêndio financeiro por parte da Taurus.

A parceria resultará no estabelecimento de uma grande fábrica de armas na Índia, aproveitando a recente abertura do mercado de defesa desse país a iniciativas abrigadas no programa "Make in India", que contam com o total apoio e incentivo do governo indiano.

As armas produzidas para o mercado civil terão a marca “Taurus”; as produzidas para o mercado militar terão a marca “Taurus Jindal”, com o início da produção ocorrendo ainda em 2020.

Desde sua fundação em São Leopoldo-RS no ano de 1939, este é o maior e mais significativo negócio da história da Taurus Armas.

Momento da assinatura


Produção de fuzis CQB e pistolas

Dentre as múltiplas possibilidades de negócios no imenso mercado militar e civil indiano, despontam as referentes a fuzis CQB e pistolas para as forças armadas, paramilitares e policiais. 

Até poucos anos sob o domínio completo do governo, a produção de munições e de armas portáteis (fuzis, metralhadoras de mão e pistolas) era feita por empresas pertencentes ao Departamento de Defesa, o que gerou uma grande defasagem tecnológica em relação aos modernos produtos existentes no mundo.

1. Fuzis CQB

O governo da Índia está realizando uma milionária licitação internacional para adquirir uma grande quantidade de fuzis CQB (close-quarter-battle) para equipar suas forças policiais e militares. Estas armas nada mais são do que fuzis de assalto menores e com um cano mais curto, comparativamente mais leves e fáceis de manusear do que o fuzil de assalto, sendo adequados para operações policiais ou militares que requeiram combates a curta distância.

O fuzil Taurus T4, em suas três versões, é o grande trunfo da empresa para essa licitação.

Adotado, desde o segundo semestre de 2017, como arma padrão pela Polícia Real de Omã, que importou 10 mil unidades, o Fuzil T4 produzido pela Taurus Armas S.A. em São Leopoldo-RS é um dos atuais carros-chefes da empresa para os mercados policial e militar do Brasil e do exterior.

No Brasil, o T4 é utilizado com sucesso pelas polícias militares e civis de diversos Estados. Recentemente, venceu uma licitação internacional para equipar a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

É baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e, principalmente, pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve e de fácil emprego e manutenção.

Além disso, tem alta performance, confiabilidade, segurança e é fabricado com materiais de última geração, sendo adaptado para permitir o uso de uma vasta gama de acessórios. 

Segundo a Taurus: “Existe uma expectativa de o governo comprar meio milhão de fuzis em cinco anos”.

2. Pistolas

A pistola padrão das forças armadas, paramilitares e policiais indianas é a Pistol Auto 9mm 1A, uma antiga e obsoleta pistola semiautomática de ação simples, cópia licenciada da pistola Inglis 9mm (Browning Hi-Power), fabricada sob licença na Índia pela empresa estatal Rifle Factory Ishapore desde 1981. A Hi-Power foi descontinuada em 2017 pela Browning Arms, mas permanece em produção sob licença e ainda é utilizada como pistola padrão pelas forças armadas e policiais de diversos países. 

Em virtude dessa obsolescência, a joint venture entre a Taurus Armas S.A. e o Jindal Group poderá também fabricar a nova pistola padrão para as forças armadas, paramilitares e policiais. Para estas áreas, a Taurus disponibiliza pistolas de última geração, como a TS9, por exemplo.

A Taurus Striker TS9, no calibre 9mm, foi adotada pela Polícia Nacional da Filipinas - uma das mais exigentes do mundo - como resultado de uma licitação internacional no final de 2018. A aquisição de um grande lote inicial de 10 mil pistolas Striker TS9 foi realizada após as armas passarem por um dos mais rigorosos processos de avaliação, incluindo teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram aprovadas sem nenhum incidente, atendendo plenamente os requisitos da Norma NATO AC-225.

Um mercado que impressiona pelo tamanho

O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas) é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China. Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Seu orçamento de defesa para 2018 foi de 45 bilhões de dólares previstos, embora haja fontes que situem os gastos militares do país nesse ano entre 62 e 66,5 bilhões de dólares (Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo - Sipri).

Na área de Segurança Pública, a Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de sete milhões de agentes de segurança particulares, sendo um dos países do mundo em que o efetivo de agentes de segurança pertencentes às empresas particulares do setor supera em muito o efetivo policial. Seja como for, o número de agentes e policiais armados impressiona.

Uma joint venture bilionária

O objetivo final da joint venture com o poderoso Jindal Group é montar uma grande fábrica nesse país e passar a fabricar e comercializar todo o seu portfólio de armas. 

Conforme a Taurus: “A empresa indiana está apta a participar de processos licitatórios realizados pelo governo da Índia, oferecendo as pistolas, revólveres, carabinas, fuzis e submetralhadoras que a Taurus fabrica, abastecendo o imenso mercado militar, policial e de segurança privada”.

Com a associação ao Jindal Group, a Taurus Armas conquistou um poderoso aliado com porte suficiente para abrir o imenso mercado indiano e de outros países asiáticos aos seus produtos.



A Era Taurus

Conforme esta consultoria divulgou no relatório datado de 03 de julho de 2019 (“A Nova Taurus Armas”), posteriormente atualizado na análise divulgada em 15 de dezembro (“O turnaround da Taurus Armas”), as profundas transformações efetuadas na empresa desde 2017, o novo cenário brasileiro, a entrada em operação da nova fábrica nos Estados Unidos (duplicando a capacidade produtiva naquele país), o agora confirmado estabelecimento de uma fábrica na Índia e a agressiva conquista de importantes mercados internacionais têm tudo para tornar a década em curso uma era de ouro na história da companhia – a Era Taurus, representando um auspicioso e ímpar momento para a empresa gaúcha, que realizou uma completa reengenharia em seus processos e, num verdadeiro turnaround, passou a oferecer somente produtos de alta qualidade e com inovações tecnológicas, voltando a ser lucrativa e a ter excelentes perspectivas.

Saiba mais sobre o assunto:



 

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