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31 janeiro, 2024

Lançamento: revólver Taurus Deputy combina estilo do Velho Oeste com melhorias modernas

*Athlon Outdoors - 24/01/2024

Há um novo xerife na cidade; faça dele um deputado de qualquer maneira. O revólver Taurus Deputy estreou no SHOT Show trazendo uma versão bem executada do atemporal revólver de ação única, combinando um visual do Velho Oeste com toques modernos para os entusiastas do tiro de hoje, Cowboy Action Shooters e colecionadores americanos.

Detalhes do Taurus Deputy
O Taurus Deputy compreende uma plataforma de revólver de ação única compartimentada em .45 Colt ou .357 Magnum. Possui um acabamento de alto brilho para dar um apelo clássico. Mas a arma vem com alguns toques de fabricação modernos para o atirador contemporâneo.

O martelo de ação única de estilo tradicional fica ao alcance do polegar, para atirar com uma só mão. Enquanto isso, a mira frontal em meia-lua oferece aquela aparência atemporal das ações únicas do passado. Os punhos de polímero de qualidade apresentam o logotipo Taurus, o que proporciona um toque agradável.

Agora, esta é uma entrada muito legal no mercado. O Deputy traz um visual old school com esmalte de alto brilho e mira frontal em meia-lua. Mas ele também emprega uma barra de segurança de transferência e vem compartimentado para .45 Colt ou .357 Mag. Os Cowboy Action Shooters ganham uma nova arma de competição ou tornam-na divertida apenas para brincar no cestande de tiro. Todo mundo precisa de um ou dois single-action no celeiro; a Taurus apenas nos deu outra opção.


 

Especificações do Taurus Deputy
Calibre: .357 Mag, .45 Colt
Ação: ação única
Sistema de disparo: martelo
Mira Frontal: lâmina
Mira Traseira: fixa
Material da Estrutura: aço
Material do cano: aço
Material do cilindro: aço
Acabamento da moldura: preto polido
Acabamento do cano: preto polido
Acabamento do cilindro: preto polido
Segurança: barra de transferência
Tamanho da moldura: médio
Comprimento total: 10,27 – 11,04 polegadas
Altura total: 5,11 polegadas
Largura: 1,65 polegadas
Punhos: polímero
Comprimento do cano: 4 3/4 ou 5 1/2 polegadas
Capacidade total: 6 rodadas
Peso total: 38,20 – 41,60 onças
Preço sugerido: $ 606,99

Equipamentos WEG são responsáveis por ampliar a capacidade instalada na subestação de Furnas Zona Oeste


*LRCA Defense Consulting - 31/01/2024

O acesso à energia elétrica é essencial para uma variedade de atividades, desde o consumo residencial até as esferas industriais, comerciais, logísticas, entre outras. A crescente demanda especialmente nas grandes cidades, tem impulsionado as concessionárias de energia a expandirem suas infraestruturas, adotando soluções cada vez mais robustas e eficientes, como as oferecidas pela WEG.

Nesse contexto, a Eletrobras Furnas (subsidiária da Eletrobras), uma das maiores empresas de energia elétrica da América Latina, adquiriu um novo conjunto de transformadores de potência da WEG. Esses equipamentos foram destinados à expansão da Subestação Zona Oeste, uma das mais importantes do estado do Rio de Janeiro.

O fornecimento inclui um conjunto de transformadores de potência composto por três unidades de 300 MVA com 550 kV / 145KV, além de diversos materiais e equipamentos para infraestrutura, manobras, supervisão e proteção da implantação. Esse investimento possibilitará um aumento adicional de 900 MVA na capacidade instalada da subestação, totalizando em 1800 MVA, quantidade suficiente para atender aproximadamente 3.240.000 residências, beneficiando cerca de 9.000.000 de pessoas diretamente, além de trazer uma melhoria substancial à estabilidade do Sistema Integrado Nacional.

Essa expansão não apenas desempenha um papel crucial na transformação e transmissão de energia elétrica, como também, no desenvolvimento regional. Ao contribuir para a segurança e confiabilidade do fornecimento de energia elétrica, a iniciativa promove não apenas o bem-estar da população, mas também eleva os padrões de excelência da concessionária, fortalecendo sua posição como uma peça fundamental nas atividades econômicas da região e do estado do Rio de Janeiro.

A WEG, reconhecida por sua excelência em tecnologias e soluções para energia, destaca-se como o principal fabricante de transformadores da América Latina, reforçando ainda mais a qualidade e inovação associadas a essa importante expansão da infraestrutura elétrica.

Embraer triunfa: ano recorde com entregas crescentes e carteira de pedidos sem precedentes


*Aerospace Central Europe ACE, por Katerina Urbanova - 31/01/2024

Em uma demonstração extraordinária de resiliência e crescimento, a Embraer, líder global na fabricação aeroespacial, relatou um aumento significativo em suas entregas e pedidos em carteira para o ano de 2023. A empresa, conhecida por sua inovação na aviação, alcançou um aumento de 13% em aeronaves entregas em comparação com o ano anterior, reforçando a sua posição na competitiva indústria aeroespacial.

A entrega de 181 aeronaves pela Embraer em 2023 marca um aumento louvável em relação às 160 aeronaves fornecidas em 2022. Esta conquista é particularmente notável considerando os desafios contínuos colocados pelas interrupções na cadeia de abastecimento. A diversificada gama de entregas incluiu 49 jatos executivos, 25 jatos comerciais e um jato militar C-390 somente no quarto trimestre, ilustrando o robusto portfólio de produtos da empresa.

O destaque do ano da Embraer foi a carteira de pedidos recorde, que atingiu a impressionante quantia de US$ 18,7 bilhões, a maior desde o primeiro trimestre de 2018. Isso representa um aumento substancial de US$ 1,2 bilhão ano a ano. A carteira de pedidos é uma prova da demanda duradoura pelas aeronaves de última geração da Embraer e de sua crescente influência no mercado global de aviação.

No setor de Aviação Executiva, a Embraer superou recordes anteriores com o maior volume de entregas em sete anos. A carteira de pedidos do segmento cresceu para US$ 4,3 bilhões, indicando uma demanda sustentada em toda a sua gama de produtos. A entrega de 74 jatos leves e 41 jatos médios, ambos apresentando crescimento ano após ano, ressalta o domínio da empresa neste domínio.

A unidade de Defesa e Segurança obteve conquistas significativas, notadamente com a Coreia do Sul selecionando o C-390 Millennium, marcando a entrada da Embraer no mercado asiático. O ano também viu o C-390 Millennium ser escolhido pela Áustria, pela República Checa e, anteriormente, pelos Países Baixos. Essas seleções ainda não foram refletidas na carteira de pedidos de Defesa & Segurança da Embraer, sugerindo potencial crescimento nos próximos trimestres.

A Aviação Comercial também testemunhou um aumento, com um aumento de 12% nas entregas da família de E-Jets e as entregas do grupo E2 mais que dobrando, para 39 jatos. A unidade encerrou o ano com uma carteira de pedidos de 298 aeronaves, no valor de US$ 8,8 bilhões.

Além disso, o setor de Serviços & Suporte da Embraer encerrou 2023 com uma carteira de pedidos recorde de US$ 3,1 bilhões. Esse crescimento é impulsionado pela renovação de contratos e pela expansão dos serviços de manutenção de jatos executivos nos Estados Unidos, duplicando sua capacidade neste segmento.

Em resumo, o notável desempenho da Embraer em 2023, marcado por aumento de entregas, uma carteira de pedidos sem precedentes e expansões estratégicas, ressalta sua agilidade e adaptabilidade diante da dinâmica do mercado global. Esta história de sucesso é um farol de progresso e inovação na indústria aeroespacial.

30 janeiro, 2024

Taurus vence mais um processo judicial, desta feita em Alagoas


*LRCA Defense Consulting -30/01/2024

Mais uma ação judicial que alegava supostos defeitos em pistola de fabricação da Taurus foi julgada improcedente. 

Com base no laudo técnico pericial que apontou inexistir qualquer falha no armamento, os pedidos formulados contra a Taurus foram julgados improcedentes pelo juízo. 

A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas e a improcedência da ação contra a Taurus foi mantida na íntegra. 

No acordão, os desembargadores concluíram que a prova dos autos não demonstrou que o disparo ocorreu por falha no dispositivo, mas sim em razão do mau uso do equipamento e do acionamento do gatilho pelo autor, indicativo de culpa exclusiva da vítima.

Entregas da Embraer têm alta de 13% em 2023 e backlog atinge US$18,7 bilhões, um crescimento de US$1,2 bilhão


*LRCA Defense Consulting - 30/01/2024

A Embraer entregou 75 jatos no quarto trimestre de 2023, sendo 49 executivos (30 leves e 19 médios), 25 comerciais e uma aeronave militar C-390. Em 2023, a Embraer somou 181 aeronaves entregues, uma alta de 13% na comparação com 2022, quando a companhia entregou 160. A Embraer continua enfrentando desafios em sua cadeia de suprimentos, com atrasos que impactaram as entregas de 2023.

A carteira de pedidos firmes cresceu US$1,2 bilhão na comparação anual, atingindo um total de US$18,7 bilhões em 2023 – o maior volume registrado desde o 1T2018.

A Aviação Executiva manteve o forte desempenho de vendas com alta demanda por todo o seu portfólio e grande aceitação tanto por parte de clientes privados como operadores de frotas. A unidade de negócios fechou o ano com um book-to-bill acima de 1,3:1 e um backlog de US$4,3 bilhões, um crescimento de US$400 milhões na comparação anual. As 74 entregas de jatos leves em 2023 foram 12% superiores em relação a 2022 e o maior volume em 7 anos. Além disso, as 41 entregas de jatos médios também representaram uma alta de 2 dígitos no ano, de 14%.

Em Defesa & Segurança, o principal destaque veio da Coreia do Sul, com a vitória do C-390 Millennium no programa Large Transport Aircraft (LTA) II, processo de licitação pública para fornecimento de novas aeronaves de transporte militar ao país. A Coreia do Sul é o primeiro cliente do C-390 Millennium na Ásia. Além disso, no final do ano passado, o primeiro KC-390 Millenium na configuração da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) entrou em serviço para a Força Aérea Portuguesa.

A aeronave também foi selecionada pela Áustria e pela República Tcheca em 2023 e pela Holanda em 2022. As negociações envolvendo as 11 aeronaves ainda não foram incorporadas ao backlog da Embraer Defesa & Segurança e apresentam um potencial de alta significativa para os próximos trimestres. No 4T23, o backlog da unidade de negócios foi de US$2,5 bilhões, uma alta de US$100 milhões na comparação anual.

Na Aviação Comercial, as entregas da família E-Jets aumentaram 12% na comparação anual, subindo de 57 jatos em 2022 para 64 em 2023, apoiadas por um book-to-bill acima de 1,1:1. As entregas do E2 mais que dobraram e foram o destaque do ano, passando de 19 aeronaves entregues em 2022 para 39 em 2023. O backlog da unidade de negócios chegou a 298 aviões no 4T23 em um total de US$8,8 bilhões, uma alta de US$200 milhões na comparação anual.

A Porter Airlines exerceu seus direitos de compra para fazer um novo pedido firme de 25 jatos E195-E2, que se somam aos 50 já encomendados. A companhia aérea canadense passa a ter um total de 46 pedidos firmes a serem entregues, com 25 direitos de compra remanescentes. Além disso, o backlog inclui agora 4 jatos E175 anteriormente adquiridos pela American Airlines e mais 2 pedidos em dezembro.

Serviços & Suporte fechou 2023 com um backlog de US$3,1 bilhões, um aumento de US$400 milhões na base anual – o maior nível já registrado na história da unidade de negócios. O backlog inclui contratos renovados de serviços integrados de apoio logístico e programas abrangentes de manutenção de fuselagem, como o Programa Pool para a Aviação Comercial e o Embraer Executive Care para a Aviação Executiva. Esses contratos de longo prazo no backlog incluem principalmente contratos de pool e outros serviços como peças de reposição, reparo, manutenção e serviços técnicos.

 Os planos de crescimento da unidade de negócios ganharam força com o anúncio de um acordo que dobrou sua capacidade de atendimento em serviços para jatos executivos nos Estados Unidos. A ampliação dará apoio ao crescimento contínuo da base de clientes de jatos executivos com mais 3 centros de MRO para Aviação Executiva em Dallas Love Field (Texas), Cleveland (Ohio) e Sanford (Flórida).  

Brasil: a ambiciosa meta de produzir 50% da tecnologia de defesa na nova política industrial

Aeronave Embraer C-390 (© Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 

*Sputnik Brasil, por Lucas Morais - 30/01/2024

Com o objetivo de reverter o processo de desindustrialização no Brasil, fenômeno iniciado na década de 1980 e que se intensificou nos últimos anos, o governo federal lançou na última semana a nova política industrial. Até 2026, serão investidos R$ 300 bilhões, e um dos pilares para a retomada do crescimento do setor é a indústria de defesa.

Em um movimento que não se via no país há pelo menos meio século, o Exército brasileiro enviou em dezembro do ano passado quase 30 veículos blindados para a fronteira com a Venezuela, em Roraima, por conta das tensões com a Guiana.

Qual é o objetivo da defesa do Brasil?
Para além das questões que envolvem os dois países vizinhos, o coronel Oscar Medeiros Filho, que foi coordenador de pesquisas do Centro de Estudos Estratégicos do Exército (CEEEx) e atualmente é professor de relações internacionais do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), classificou à Sputnik Brasil a situação como um "exemplo" de mobilização das capacidades militares para defender a integridade territorial do país.

"Esse tipo de debate não é muito comum no Brasil, mas à medida que ele vai sendo colocado, vamos tomando conhecimento da importância do tema para qualquer Estado nacional soberano. O quadro internacional é multipolar, em que o uso da força como instrumento da política internacional tem se mostrado cada vez mais como uma tendência. Eu acredito que esse é um tema que talvez venha a fazer mais parte do debate nacional. A comunidade brasileira nunca se preocupou muito sobre como estamos capacitados para enfrentar essas demandas", argumenta o especialista.

É justamente o fortalecimento da indústria nacional de defesa um dos seis principais objetivos do governo federal, que lançou na última semana o plano Nova Indústria Brasil. Ao todo, o programa vai contar com R$ 300 bilhões até 2026 em financiamentos disponibilizados em linhas de crédito geridas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Setor que se torna também um aliado para reverter a desindustrialização no país, o Palácio do Planalto estabeleceu uma ambiciosa meta a ser alcançada até 2033: obter autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas para a defesa.

"Temos pouco menos de dez anos para alcançar esse objetivo que, em termos de tecnologia no mercado de defesa, pode mudar muito. E é importante que a gente caminhe em algumas, como as ligadas a sistemas de propulsão, sensoriamento remoto, inteligência artificial, veículos autônomos, que devem avançar nos próximos anos. Mas o fato é que novas demandas irão surgir, o que torna essa meta, de fato, ainda mais ambiciosa", explica o coronel.

Como funciona o sistema de defesa do Brasil?
No Brasil, a estratégia de defesa é baseada principalmente nos preceitos do direito internacional: a prevalência da resolução de disputas e conflitos por meio da diplomacia, inclusive envolvendo as Forças Armadas. Segundo o coronel Oscar Medeiros Filho, um grande marco para o setor ocorreu em 2008, quando foi introduzida uma política de longo prazo.
"Com isso, a relação com a indústria [de defesa] passa a ser algo essencial. É essa tríplice hélice, que são as demandas das Forças Armadas, do setor produtivo — já que o Brasil tem um parque considerável na área de defesa —, e também o setor acadêmico, com a capacidade de produzir conhecimento de tecnologia", resume.

E alavancar a produção nacional de tecnologia de defesa vem, para o especialista, renovar essa importante política.

"Nesse sentido, qualquer tipo de esforço no planejamento estratégico de longo prazo é muito bem-vindo […]. O Brasil tem esse potencial, basta ver a capacidade industrial brasileira, as ilhas de excelência que nós temos em universidades de ponta. Como toda meta, também é uma aspiração política", pontua.

Qual é o poder militar do Brasil no mundo?
No ano passado, o ranking divulgado pela Global Firepower sobre os exércitos mais poderosos do mundo deixou o Brasil em 12º lugar, uma queda de duas posições em relação aos levantamentos anteriores. Para o coronel Oscar Medeiros Filho, um dos aspectos mais importantes sobre o poder militar é depender cada vez menos de tecnologias de outros países, o que o plano do governo para a indústria brasileira busca atacar.

"O cerceamento tecnológico é uma realidade, especialmente entre grandes potências e potências regionais. E o Brasil possui a estatura geopolítica, naturalmente, de uma potência. Ou seja, não há saída para um país que quer realmente ter autonomia estratégica se não buscar desenvolver a sua capacidade na tecnologia de defesa. E eu acho que é isso que o Brasil tem mostrado, essa busca de uma soberania da sua produção industrial, especialmente a partir de 2008", conta.

Conforme o especialista, outra característica da política externa brasileira é ampliar o leque de parceiros no setor bélico.

"A história do Brasil mostra o quão difícil é depender da tecnologia entre as suas parcerias estratégicas. O tabuleiro internacional traz, hoje, outra preocupação, que é o risco geopolítico das parcerias. O Brasil não tem inimigos internacionais, nem pretende, e eu acho que essa postura de equidistância em relação às grandes potências me parece a melhor das estratégias", conclui.

Qual é o papel do setor de defesa na economia do Brasil?
Considerado o maior exportador de produtos de defesa da América do Sul, a indústria nacional do setor representou quase 5% do produto interno bruto (PIB) do Brasil no ano passado, com a geração de mais de 2,9 milhões de empregos.

O ex-coordenador do CEEEx acrescenta, ainda, que o país conta com expoentes mundiais, como a Embraer, considerada uma das 100 maiores empresas de defesa do mundo.

"Temos em São Paulo todo aquele parque industrial; somos um dos maiores produtores, por exemplo, de grafeno. Eu estive na Mackenzie, agora no final do ano passado também, vendo o potencial que temos utilizando as folhas planas de átomos de carbono com resistência e condutividades espetaculares [importantes para o desenvolvimento tecnológico]. Por isso, encontrar quais são as demandas e investir a partir de uma aproximação dos setores produtivo e da academia."

Já a especialista em segurança e teoria das relações internacionais e professora da Universidade Abu Dhabi, Isabela Gama, defende que o setor de defesa do Brasil precisa de reformas e modernização. "Nós produzimos material bélico de tecnologia médio-avançada, que já conseguimos, inclusive, vender para outros países, mas ainda assim bastante infante, perto da indústria bélica de outros Estados. Eu acredito que, para atingir essa meta que o governo do presidente Lula impôs, na verdade, nós vamos precisar de ajuda externa, especialmente de investimentos privados", diz.

Para Gama, os países do BRICS podem ser importantes parceiros estratégicos do Brasil para esse momento. "Há uma questão de se tornar mais independente em termos de defesa, vendo situações como da Ucrânia, que não tem como se defender, a não ser pedindo ajuda de outros estados. Mas, até o momento, o Brasil não tem ameaças significativas à sua existência", finaliza.

Spectra compra 20% da XMobots e Embraer amplia participação na empresa


*LRCA Defense Consulting 30/01/2024

O portal Fusões & Aquisições noticiou ontem (29), no bojo de uma reportagem maior publicada inicialmente pelo portal Pipeline, que a Spectra Investimentos, gestora focada no mercado secundário, acaba de comprar de um fundo ligado ao governo de Minas Gerais a participação na XMobots, fabricante de drones que tem também a Embraer como acionista, na qual a gestora terá uma posição de 20% (valuation de R$ 475 milhões)

A fatia adquirida pertencia ao FIP Aerotec, que é gerido pela Ouro Preto Investimentos e tem como principal cotista a estatal mineira Codemge, agência de desenvolvimento do estado. 

“São ativos que já cresceram muito, mas que acreditamos que ainda há um período de maturação até que sejam vendidas por meio de um IPO ou por outras formas de desinvestimento”, afirmou Rafael Bassani, sócio da Spectra, ao Pipeline, referindo-se à XMobots e a uma outra empresa.

A XMobots faturava R$ 1 milhão há 10 anos, quando o Aerotec virou acionista, e hoje tem uma receita anual de R$ 250 milhões. Considerada a maior fabricante de drones da América Latina, a empresa é especializada em atender aos segmentos de agronegócio (para monitoramento de plantio e pulverização de colheita, por exemplo) e de segurança (para forças armadas e polícias).

Já em relação ao fornecimento para forças de segurança pública, Bassani reconhece que se trata de um mercado que um dia vai bater em um teto em termos de demanda, mas que ainda está no começo da curva de adoção. “Entre municípios, por exemplo, há cerca de 500 no Brasil com porte suficiente para ter um monitoramento policial via drone, mas só quatro ou cinco usam. Há um espaço gigantesco nesse mercado antes de virar carne de osso.”

Segundo Bassani, a companhia tem ambição de abrir capital, mas precisa de mais tempo de maturação para um IPO. “Em quatro ou cinco anos talvez seja o período para isso”, diz. “Mas a empresa tem um acionista capitalizado e listado, que é a Embraer, que já conhece esse tipo de estratégia e há uma alinhamento com os interesses de todos.” 

Ainda segundo o portal Fusões & Aquisições, a Embraer aproveitou a entrada da Spectra para fazer um cheque adicional. 

Drone Nauru 1000C, da XMobots, armado com mísseis ENFORCER produzidos pela MBDA


Embraer & XMobots:  uma parceria gigante em drones civis e militares

No dia 20 de setembro de 2022, a Embraer anunciou a assinatura de acordo de investimento para participação minoritária na XMobots, empresa localizada em São Carlos (SP), classificada como a maior companhia de drones da América Latina e fabricante do Nauru 1000C, o RPAS CAT 2 (Remotely Piloted Aircraft System) selecionado pelo Exército Brasileiro para missões ISTAR (Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvos e Reconhecimento), pesando 150kg.

O negócio tem os objetivos de acelerar o futuro do mercado de drones autônomos de médio e grande porte, explorar conjuntamente novos nichos de mercado e ampliar a rede de colaboração em pesquisa de novas tecnologias que tenham sinergias com as áreas de desenvolvimento tecnológico, unidades de negócio e inovação da Embraer, bem como da Embraer-X. Além disso, a Embraer poderá abrir as portas do mercado internacional para a XMobots por meio de sua imensa e capilarizada rede mundial de clientes, escritórios, manutenção e parceiros.

Com o dinheiro injetado pela Embraer, o plano da XMobots é entrar em novos segmentos, conforme publicou o portal NeoFeed. O primeiro deles é explorar o monitoramento de redes de transmissão elétricas. O segundo é trabalhar no transporte para plataformas de petróleo em alto mar. E, por último, colocar suas asas de fora e aterrissar no mercado de mobilidade urbana no qual o delivery tem um enorme potencial de crescimento.

O valor do negócio não foi revelado, mas a Embraer se tornou uma acionista minoritária com a opção de aumentar a participação em aportes futuros, como parece ser o caso de agora.

Embora não tenha sido divulgado o valor ou o percentual da participação adquirida pela Embraer na XMobots, é lícito acreditar que tenha sido substancial, haja vista que dificilmente esta última teria condições para bancar sozinha um investimento da amplitude que está fazendo, praticamente dobrando o quadro de funcionários.

No que tange à área de Defesa, é provável que, na prática, a XMobots passe a ser o braço da Embraer Defesa e Segurança responsável pela produção de drones militares destinados às missões de Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvos, Reconhecimento e Ataque, preenchendo as necessidades das Forças Armadas brasileiras, ao abrigo das diretrizes do governo, que reputa a produção de tais drones como uma das prioridades para a segurança nacional.

Por fim, considerando as parcerias estratégicas que a 3ª maior fabricante mundial de aeronaves tem com a BAE Systems, com a Thales, com a L3 Harris e com outras gigantes mundiais do Setor de Defesa, além de sua inequívoca expertise em aeronaves de todo o tipo e, no segmento de eVTOL, em conjunto com sua spin-off  Eve Air Mobility, também é bastante provável admitir que a gigante brasileira do setor aéreo possa estar com intenção de ingressar com força no cobiçado, enorme e bilionário mercado internacional de drones militares e civis.

Companhia Brasileira de Cartuchos lança o Club One CBC, programa de incentivos para clubes de tiro


*LRCA Defense Consulting - 30/01/2024

Com o objetivo de apoiar e fortalecer os clubes de tiro no Brasil, fomentar o esporte e contribuir para a formação de novos atletas, a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) lança em janeiro de 2024 o programa Club One CBC. A iniciativa oferece condições exclusivas na aquisição de produtos destinados a treinamentos e competições. 

Por meio de incentivos diretos da indústria, os clubes poderão promover aos atiradores esportivos filiados a realização das habitualidades necessárias, previstas na nova legislação vigente, com condições especiais. 

O programa contempla diversos produtos com condições comerciais exclusivas, entre eles modelos de cartuchos de competição no calibre 12, munições Polymatch, cartuchos .22 da linha Target, além de armas CBC e Taurus. 

Os descontos serão praticados de acordo com a tabela exclusiva de armas e munições CBC para clubes com autorização de compra válida, emitida pelo Exército Brasileiro. 

Para usufruir dos benefícios o representante legal do clube de tiro precisa assinar o termo de compromisso e possuir todas as documentações necessárias, com base na legislação vigente. Ao realizar a adesão, os estabelecimentos ainda receberão um kit especial, que inclui bonés, óculos e abafadores CBC, uma fita bump personalizada e adesivos do programa. Como contrapartida, os clubes participantes deverão usar o selo Club One em seus materiais promocionais e fazer a devolução dos estojos metálicos à Companhia.

As condições comerciais detalhadas, assim como a disponibilidade dos produtos do programa, devem ser consultadas pelo representante legal do clube de tiro diretamente com o consultor comercial CBC da região. 

O programa, inicialmente, terá duração até o dia 30 de junho de 2024.

Apoio ao esporte do Tiro
O programa Club One é o mais novo investimento da CBC no mercado nacional, dentro da estratégia da Companhia em intensificar o crescimento do esporte do tiro no Brasil. 

Em seus 98 anos de história, a CBC continua se renovando e trabalhando intensamente para viabilizar a todo atleta no Brasil os meios necessários para continuar suas práticas desportistas e atingir seu potencial máximo. Para isso, a empresa segue investindo constantemente dentro de sua fábrica e no mercado brasileiro. 

A Companhia conta com importantes programas de incentivo, como o Pro Training CBC que já beneficiou milhares de atletas no país e o Team CBC que contempla atletas, em diversas modalidades e categorias, de competidores consagrados a jovens talentos, com expressivos resultados em seus currículos e vagas garantidas em competições nacionais e internacionais. 

O mais recente exemplo é o jovem Lucas Roth, do time de atletas da CBC, primeiro brasileiro a alcançar o topo do mundo no IPSC Shotgun. Lucas sagrou-se campeão Mundial em Pattaya, na Tailândia, em dezembro de 2023, competindo na categoria Geral (Overall) com atiradores de todas as idades. Uma conquista inédita para o Brasil, elevando o país no esporte internacionalmente. 

Além disso, a CBC oferece ao mercado um completo portfólio de produtos de alto desempenho e qualidade, empregando tecnologia de última geração, apoia entidades relacionadas ao esporte do tiro (Confederações, Federações e Ligas) e contribui com premiações em competições nacionais e regionais.

“Como forte apoiadora do setor, a companhia quer, por meio de mais esta iniciativa, auxiliar os clubes de tiro a superarem os diversos desafios mercadológicos, oferecendo condições comerciais exclusivas, fortalecendo, desta forma, as atividades desportivas e ampliando oportunidades para novos talentos no Brasil. O programa traduz a nossa confiança e compromisso com os clubes e com este segmento de mercado tão importante, do esporte do tiro, que é parte especial da história da empresa”, afirma Paulo Ricardo Gomes, Diretor Comercial & Marketing da CBC.

Pistola não letal da Condor foi destaque na SHOT Show 2024, nos EUA


*LRCA Defense Consulting - 30/01/2024

A Condor Tecnologias Não Letais, umas das lideres globais no seu segmento, participou pelo segundo ano consecutivo da SHOT Show, em Las Vegas (EUA). Trata-se de uma das maiores feiras de armamento do mundo, voltada sobretudo para o público civil, mas que também alcança a área de Defesa e Segurança Pública.

Esta foi a primeira das muitas feiras internacionais que a Condor participará neste ano. A SHOT Show aconteceu entre de 23 a 26 de janeiro e contou com mais de 2.000 expositores de 100 diferentes países. Passaram pelo evento mais de 75 mil visitantes

Com estande próprio, um dos produtos que mais chamou a atenção do público foi a pistola Defensor não letal – calibre 10 mm para disparo de curta distância de munições de elastomero.

Além da pistola Defensor, a Condor exibiu ao público suas câmeras corporais para uso policial e as granadas inteligentes acionadas eletronicamente e de forma programada.

Destaque também para o Condor Drop, drone desenvolvido pela empresa que lança cargas não letais em operações especiais, e as granadas de efeito moral com corpo feito em polímero natural que, além de mais leves, têm a vantagem de serem biodegradáveis, causando assim menor impacto para o meio ambiente.

Segundo o Diretor Comercial e de Relações Institucionais da Condor, Luiz Monteiro, participar da SHOT Show faz parte da estratégia de expansão internacional da empresa.

“A SHOT Show é uma vitrine para o mundo e uma oportunidade de conhecer as últimas novidades no setor. Uma feira como essa nos ajuda a estabelecer importante networking com players do mundo todo, sobretudo dos EUA”, afirma Monteiro.

A Condor foi fundada em 1985 e é uma empresa 100% brasileira que produz exclusivamente armas projetadas para preservar vidas, ao mesmo tempo em que ajudar as forças de Defesa e Segurança na sua missão de manter a lei e a ordem. Com umas linha de mais de 120 produtos, exporta hoje para mais de 80 países.

29 janeiro, 2024

Mercado interno para armas e munições tende a retornar com força em 2024


*LRCA Defense Consulting - 29/01/2024

No final de dezembro do ano passado, esta Consultoria publicou a matéria Taurus prepara "turnaround mercadológico" para 2024, onde analisou brevemente os mercados externos da Taurus: Estados Unidos, Índia e Arábia Saudita, trazendo matérias linkadas para cada um destes países, nas quais a respectiva situação é ampliada.

No entanto, por não ser o seu foco à época, a análise não contemplou a questão das eleições americanas e o significativo aumento de demanda por armas leves que sempre há nesse período nos EUA. Além disso, também não abordou a elevada e perigosa tensão que está acontecendo entre republicanos e democratas, que poderá desaguar em violência e distúrbios civis, levando a população a uma nova corrida às armas e munições. Assim, este fato foi, posteriormente, abordado em duas matérias: Taurus: o ano de 2024 poderá repetir a explosão de vendas de 2021 nos EUA? e Tensão nos EUA: metade dos governadores fica do lado do Texas na disputa de fronteira com Biden.

Além de tais fatores, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de processo de impeachment contra o presidente Joe Biden. A simples possibilidade de o impeachment ser aprovado, com Kamala Harris assumindo a presidência, já deve ser mais um motivo de estresse nesse conturbado ano eleitoral americano, haja vista que a vice-presidente é conhecida por representar uma esquerda mais radical e combativa que Joe Biden, além de ser uma oponente com muito mais peso, caso concorra contra Donald Trump nas eleições de novembro.

Mercado interno: o retorno
Em 2021, a Taurus vendeu 372 mil armas no mercado interno e, no ano seguinte, o total foi de 366 mil armas, volumes que contribuíram para que tivesse os seus melhores resultados históricos.

Em 2023, com a total ausência de legislação imposta pelo governo, a Taurus teve um ano praticamente perdido em termos de vendas internas ao mercado civil, restringindo-se apenas ao mercado institucional. Em consequência, a projeção anual de vendas para 2023 é de menos de 90 mil unidades.

Porém, a partir de novembro de 2023, a situação começou a mudar de forma positiva. Primeiro, foi liberada a lista de calibres permitidos, fato que foi seguido pela normatização da caça ao javali e por três portarias do Exército que regulamentaram a aquisição de armas por militares das Forças Armadas, por CACs e por integrantes das Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares e GSI (a entrada em vigor desta última está suspensa para a realização de novos ajustes).

Ainda faltam as portarias que regulamentarão a aquisição de armas por policiais civis e policiais penais (estaduais e federais), bem como por outras polícias e pelos integrantes das Guardas Civis Municipais.

Somando-se todos os universos citados acima (exceto as GCM), chega-se um total de cerca de 1,5 milhão de consumidores que novamente poderão passar a adquirir as armas que desejarem, desde que estejam amparados pela legislação. Leve-se em conta ainda que há uma imensa demanda reprimida representada pelo "ano perdido" de 2023, que deverá ser satisfeita em 2024.

Perspectivas para a Taurus
Para as indústrias do setor de armamento leve e munição, tais portarias significam simplesmente a saída de um sufoco pelo qual passaram em 2023, especialmente aquelas que pouco ou nada exportam e/ou que só produzem armas de calibre restrito.

No entanto, como a quase totalidade de tais empresas é de capital fechado, não há como analisar os impactos do ano de 2023 e das legislações recentes em seus resultados, haja vista que não divulgam seus dados ao mercado.

A Taurus é a única empresa de capital aberto desse setor. Exportando mais de 80% de sua produção e possuindo um portfólio completo de armas de todos os calibres, o ano de 2024 significará o retorno das vendas ao mercado interno para a companhia. 

Estima-se que, dada à demanda reprimida em 2023 e à estratégia de desenvolver junto com a CBC o novo calibre Taurus TPC (mais potente que o .38 e quase similar ao 9mm), o ano de 2024 possa ter resultados semelhantes aos de 2021 e 2022, com vendas no mercado interno situadas em um patamar superior a 300 mil armas.

Caso se configure este cenário positivo, com os excelentes resultados esperados no mercado interno, nos Estados Unidos e na Índia, bem como com as boas perspectivas previstas para a joint venture na Arábia Saudita, a multinacional brasileira que se tornou a maior vendedora mundial de armas leves poderá ter um 2024 quase tão marcante quanto o ano histórico de 2021.

Ordan Cargo entrega equipamentos de segurança para Força Aérea Brasileira em Tel Aviv


*AJOT American Jounal of Transportation - 29/01/2024

A Ordan Cargo, com sede em Israel, facilitou com sucesso o envio de equipamentos de segurança para a Força Aérea Brasileira, demonstrando sua eficiência e expertise em logística de cargas.

O contêiner de 40 pés foi transportado por via aérea em um Embraer KC-390 da Força Aérea Brasileira. Todo o projeto, gerenciado pela equipe da Ordan Cargo no local, foi concluído em quatro horas.

Apesar dos desafios colocados pelas atuais circunstâncias políticas e de segurança, a equipa Ordan garantiu a execução oportuna do projeto, enfatizando o seu compromisso em oferecer excelência no transporte de carga.

Desinvestimento na Defesa: avaliando o impacto da decisão - ou omissão - do BB


*Por Rodrtigo Campos, via LinkedIn - 29/01/2024

A recente decisão do Banco do Brasil de suspender financiamentos para a indústria de defesa e segurança não é apenas um revés para a "Missão 6" da Nova Indústria do Brasil recém-lançada pelo Governo Federal, que busca autonomia tecnológica, mas também representa um desafio significativo para um setor que é um robusto motor de inovação e um grande contribuinte para o PIB nacional, com cerca de 4% de participação, além de ser um empregador significativo com aproximadamente 3 milhões de trabalhadores.

Precisamos falar desse elefante que está na sala dos setores Defesa e Financeiro.

Uma breve análise da reportagem da Folha
A matéria de Julio Wiziack na Folha, datada de 29 de janeiro de 2024, joga luz sobre uma escolha controversa do Banco do Brasil (BB) de interromper o uso de capital próprio para negócios com a indústria de defesa. Essa decisão pode levar empresas do setor a enfrentarem dificuldades financeiras severas, comprometendo a sobrevivência de atores importantes no mercado.

Profundidade nos questionamentos à decisão do BB
Desalinhamento com Políticas Nacionais: a postura do BB contradiz a política industrial do Governo Federal, que enfatiza a importância da indústria de defesa para a soberania nacional. O desinvestimento em um setor estratégico sugere um desalinhamento grave com as prioridades nacionais.

Impacto econômico e social profundo: o setor de defesa e segurança, além de contribuir com 4% do PIB, oferece emprego a milhões. A falta de suporte financeiro do maior banco do País pode causar danos extensos à economia.

Interferência nas garantias de exportação: a retirada do BB das garantias de exportação cria um obstáculo significativo para a competitividade internacional das empresas brasileiras.

Responsabilidade social corporativa e sustentabilidade: é essencial reconhecer que a indústria de defesa vai além do armamento e inclui inovações em setores como comunicação e saúde. O setor frequentemente lidera em tecnologias limpas e eficientes, alinhando-se com práticas sustentáveis.

Equilíbrio entre riscos e oportunidades estratégicas: o BB argumenta a observância de boas práticas bancárias, mas estas não devem excluir o apoio a setores estratégicos. Instituições financeiras internacionais como o Banco Mundial equilibram riscos e responsabilidades corporativas com investimentos em setores chave.

BB, chame e escute os especialistas no tema
É vital compreender a Indústria de Defesa dentro de um contexto histórico e global. Historicamente, muitas das inovações tecnológicas mais significativas originaram-se neste setor, incluindo avanços em comunicações, computação, engenharia, saúde e outros.

No cenário global, países como os Estados Unidos, China e Israel têm investido maciçamente em sua Indústria de Defesa, reconhecendo seu papel estratégico não apenas em termos de segurança nacional, mas também como impulsionadores de inovação tecnológica e crescimento econômico.

O financiamento da Indústria de Defesa vai além do suporte às operações correntes; é um investimento no futuro tecnológico do país.

A inovação nesta área tem um impacto significativo em outros setores, incluindo saúde, energia e infraestrutura. A falta de financiamento adequado pode resultar em um atraso no progresso científico do Brasil e na aplicação de novas tecnologias, afetando a competitividade global do País.

Para manter e promover a indústria de defesa, é essencial que as instituições financeiras brasileiras, em colaboração com o governo, desenvolvam estratégias de financiamento integradas. Isso pode envolver a criação de fundos específicos para a indústria, incentivos fiscais para pesquisa e desenvolvimento, e programas de garantia para exportações de produtos de alta tecnologia.

Uma abordagem holística e estratégica ao financiamento pode garantir que o Brasil não apenas mantenha sua capacidade defensiva, mas também se posicione como líder em inovação tecnológica.

Uma conclusão inevitável

 A decisão do BB de suspender seus financiamentos à Indústria de Defesa não apenas põe em risco o avanço estratégico e tecnológico do Brasil, mas revela uma compreensão limitada sobre a relevância multifacetada dessa indústria.

Essa decisão parece refletir menos um alinhamento com uma agenda de investimentos sustentáveis – que nem sempre o são de fato – e mais uma falta de reconhecimento sobre a importância estratégica dessa indústria.

A garantia da soberania nacional e a manutenção da autodeterminação, que inclui a capacidade de preservar e, quando necessário, impor os interesses nacionais, estão intrinsecamente ligadas à força e resiliência da Indústria de Defesa. Essa indústria tem reflexos em todos os setores da economia nacional, influenciando desde a inovação até a estabilidade política e econômica.

Exemplos recentes, como o conflito na Ucrânia, demonstram claramente a importância de uma indústria de defesa robusta. Além disso, situações de tensão como o "quase" conflito entre Guiana e Venezuela servem como lembretes oportunos da necessidade de uma defesa nacional forte.

Estes eventos reforçam a ideia de que a segurança e a soberania de um país são fundamentais para sua estabilidade e prosperidade.

O Brasil, dotado de imensas riquezas naturais, como minérios, petróleo, biodiversidade e reservas de água, necessita de uma Indústria de Defesa capacitada para proteger esses recursos vitais. Uma indústria sólida não é apenas um pilar de segurança, mas um guardião dos tesouros naturais e econômicos do país.

Portanto, é imperativo que o BB e outras instituições financeiras reconheçam o papel vital da indústria de defesa e reconsiderem suas políticas de financiamento, para assegurar que o Brasil não apenas mantenha sua soberania e autodeterminação, mas também continue na vanguarda da inovação tecnológica global, promovendo o desenvolvimento socioeconômico e a proteção de seus recursos valiosos.

*Rodrigo Campos é CEO da InsurBirds, especialista em Financiamentos e Economia de Defesa e pesquisador do Ecossistema Financeiro da Indústria de Defesa e Segurança.

Em parceria com a MilanionNTGS, Avibras estará expondo na World Defense Show 2024


*LRCA Defense Consulting - 29/01/2024

A Avibras estará expondo seus produtos na World Defense Show 2024 - feira especializada em defesa que se realizará em Riade, capital da Arábia Saudita, entre os dias 4 e 8 de fevereiro - ao lado da MilanionNTGS, uma joint venture de sucesso entre a Milanion Technologies, sediada no Reino Unido, e a empresa de defesa espanhola New Technologies Global Systems (NTGS). 

Parceria com a NTGS
Em virtude de polêmicas envolvendo transferência de tecnologia, a Avibras emitiu nota em setembro de 2023 onde confirmou a intenção de estabelecer parceria estratégica com a indústria de defesa espanhola New Technologies Global Systems (NTGS), com foco na expansão dos seus negócios no mercado internacional.  A estratégia anunciada era a de se tornar uma empresa multinacional através de parceria com empresas espanholas com a consolidação de uma filial europeia.

Na época, o acordo permitiu à empresa candidatar-se como fornecedora do programa do novo Sistema Lançador de Alta Mobilidade (SILAM) para o Exército espanhol com a produção do Sistema de Artilharia de Mísseis e Foguetes ASTROS, o que acabou não se concretizando, haja vista ter sido escolhido o sistema israelense PULS.

A Avibras informou que transferência de tecnologia do sistema prevista na cooperação iria depender das necessidades do governo espanhol, mas que a propriedade intelectual permaneceria na matriz da Avibras no Brasil.

Além de estar focada em sua recuperação econômico-financeira para ampliar a sua participação no mercado internacional, a Avibras confirmou na mesma nota que estava adotando uma série de estratégias e ações para tornar-se ainda mais competitiva, entre elas, a construção de parcerias estratégicas para robustecer ainda mais o seu portfólio de produtos de alto valor agregado e explorar ainda mais as oportunidades de exportação, ampliando a sua presença no mercado global. 

A participação conjunta com a MilanionNTGS na World Defense Show 2024, uma das maiores feiras mundiais de armamento, parece confirmar a parceria entre as duas empresas e projetar um novo e importante fôlego para a empresa brasileira.

Eve, empresa da Embraer, nomeia quatro fornecedores adicionais para suas aeronaves eVTOL


*LRCA Defense Consulting - 29/01/2024

A Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, nomeou quatro fornecedores adicionais para suas aeronaves eVTOL: Honeywell, Thales, RECARO Aircraft Seating e FACC AG.

A Honeywell fornecerá produtos de orientação e navegação, incluindo magnetômetros, sistemas de referência de atitude e rumo auxiliados por GPS e sistemas de referência inercial construídos com base em décadas de experiência em engenharia e fabricação. Esses sistemas irão retransmitir e auxiliar os pilotos e outros sistemas a bordo para garantir um voo seguro e eficiente. A empresa também fornecerá iluminação externa para as aeronaves. 

A Thales fornecerá uma solução comprovada de dados aéreos, composta por sensores e computador, que coletam dados críticos como velocidade, altitude e condições ambientais. A solução então retransmite as informações aos pilotos e aos sistemas de bordo para garantir um voo seguro e eficiente em todas as condições climáticas. 

A RECARO Aircraft Seating, fornecedora global de assentos premium para companhias aéreas, OEMs e aeronaves eVTOL, foi selecionada para projetar, certificar e produzir os quatro assentos de passageiros e um assento de piloto para a aeronave. A RECARO é amplamente reconhecida pela inovação de produtos, atendimento ao cliente premiado e compromisso com confiabilidade, eficiência e práticas sustentáveis. 

A FACC foi selecionada para liderar o desenvolvimento e produção da cauda horizontal e vertical do eVTOL, incluindo leme, profundor e aileron da aeronave. A FACC é reconhecida por sua produção de componentes leves contando com técnicas e tecnologias de fabricação inovadoras.

Esses novos fornecedores se somam à Garmin, Liebherr Aerospace e Intergalactic que foram anunciadas em outubro e Nidec Aerospace LLC, uma joint venture entre a japonesa Nidec Corporation e a brasileira Embraer, BAE Systems e DUC Hélices Propellers que foram anunciadas no Paris Air Show no passado verão.

"Continuamos dentro do cronograma com nosso plano diretor e estamos construindo uma lista forte e respeitável de fornecedores qualificados para nossas aeronaves eVTOL", disse Johann C. Bordais, CEO da Eve. "Temos sido muito deliberados em estabelecer uma relação de trabalho de longo prazo com cada um dos nossos fornecedores. Cada acordo cobre o ciclo de vida da aeronave, incluindo protótipo, produção e serviço de pós-venda e suporte operacional. Estamos ansiosos para trabalhar com Thales, Honeywell, RECARO e FACC à medida que avançamos para a entrada em serviço em 2026 e no futuro."

A aeronave eVTOL da Eve utiliza uma configuração lift+cruise com oito hélices dedicadas para voo vertical e asas fixas para voo em cruzeiro, sem alteração na posição desses componentes durante o voo. O conceito mais recente inclui um empurrador elétrico alimentado por motores elétricos duplos que fornecem redundância de propulsão, garantindo alto desempenho e segurança. Embora ofereça inúmeras vantagens, incluindo menor custo de operação, menos peças, estruturas e sistemas otimizados, foi desenvolvido para oferecer impulso eficiente com baixo ruído. 

Em julho, a empresa anunciou que sua primeira unidade de produção de eVTOL estará localizada na cidade de Taubaté, no estado de São Paulo, Brasil. A empresa iniciou a montagem de seu primeiro protótipo eVTOL em grande escala, que será seguido por uma campanha de testes em 2024. O eVTOL da Eve está programado para começar a ser entregue e entrar em serviço em 2026. 

Ao mesmo tempo, a Eve continua a desenvolver um portfólio abrangente de soluções agnósticas de serviços e operações, incluindo um software exclusivo de gerenciamento de tráfego aéreo urbano (ATM urbano) para otimizar e dimensionar as operações de mobilidade aérea urbana em todo o mundo.

EDGE nomeia Hamad Al Marar como novo diretor administrativo e CEO do grupo


*LRCA Defense Consulting - 29/01/2024

O Grupo EDGE anunciou a nomeação de Hamad Al Marar como seu novo Diretor Geral e CEO, a partir de 1º de fevereiro. Al Marar faz a transição para sua nova função no comando da EDGE após quatro anos na equipe de gerenciamento sênior do grupo, onde foi presidente do cluster de mísseis e armas, e sucede Mansour AlMulla, que está retornando ao Grupo ADQ após dois anos de sucessos gerenciais para a EDGE.

Na sua nova posição, Al Marar utilizará as suas comprovadas capacidades de liderança e experiência na indústria de defesa dos EAU para guiar o grupo para a próxima fase da sua evolução como um dos principais grupos de tecnologia avançada e defesa do mundo. Ele será responsável pela sua direção comercial e estratégica à medida que diversifica significativamente o seu portfólio de soluções e serviços tecnologicamente avançados e expande as suas capacidades em múltiplos domínios nas esferas civil e de defesa.

Faisal Al Bannai, Presidente do Grupo EDGE, disse: “Hamad é um filho muito respeitado dos crescentes setores de defesa e tecnologia avançada dos Emirados Árabes Unidos, e traz consigo uma tremenda experiência e know-how empresarial, tendo liderado soberbamente o cluster de Mísseis e Armas como seu presidente e de suas anteriores funções de liderança sênior na indústria.

“Estou confiante de que ele conduzirá a EDGE a uma nova era de crescimento internacional à medida que expande ainda mais as suas capacidades e procura novas oportunidades que permitirão ao grupo atingir os seus objectivos e assumir o seu lugar como líder mundial na concepção e fabrico dos próximos -geração de produtos, soluções e serviços nos domínios aéreo, terrestre, marítimo e espacial.

“Em nome de todos nós do Grupo EDGE, também celebro os principais marcos alcançados por Mansour durante o seu mandato e agradeço-lhe pela sua grande contribuição para o seu sucesso. Ele garantiu que a EDGE seja hoje uma organização saudável, inovadora e robusta, com uma sólida reputação de excelência tecnológica na fabricação avançada de defesa e no desenvolvimento de sua força de trabalho altamente qualificada. Desejo a ele e a Hamad o melhor em seus novos caminhos.”

A EDGE entrou em 2024 como um grupo dinâmico e de rápido crescimento de 25 empresas, com um portfólio expandido de 160 soluções e serviços avançados, uma força de trabalho de mais de 10.000 funcionários altamente qualificados de 88 nacionalidades, presença em mais de 50 países e uma presença local e carteira de pedidos internacionais de mais de US$ 5 bilhões, um terço dos quais em vendas de exportação.

28 janeiro, 2024

Comando de Operações de Drones: a nova e interessante estratégia da Coreia do Sul

Drones militares da Coreia do Sul voam em formação durante um exercício militar conjunto Coreia do Sul-EUA no Campo de Treinamento de Incêndios de Seungjin, em Pocheon, em 25 de maio de 2023. (Foto de Yelim Lee/AFP via Getty Images)

*Defense News, por Elisabeth Gosselin-Malo - 22/01/2024

As nações ansiosas por reforçar as suas capacidades militares com drones devem olhar para a Coreia do Sul, onde as autoridades centralizaram recentemente as várias funções da disciplina sob um único guarda-chuva, disse o chefe do comando de operações de drones da Coreia do Sul.

“Antes de nosso comando de operações de drones ser estabelecido, cada ramo de nossas forças armadas tinha suas próprias unidades individuais de drones”, disse o major-general Lee Bo-hyung durante um painel na conferência de defesa UMEX em 22 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos.

“No entanto, como cada filial tem a sua própria área de responsabilidade, quando se tratava de desdobramentos operacionais e estratégicos, havia alguns limites na forma como conduzíamos as nossas missões”, acrescentou.

A Coreia do Sul estabeleceu oficialmente o comando em setembro, na sequência da intrusão da Coreia do Norte em 26 de dezembro de 2022, que incluiu a entrada de um sistema inimigo numa zona de exclusão aérea perto do gabinete presidencial em Seul.

Os militares sul-coreanos da época receberam muitas críticas por não terem conseguido interceptar e abater os drones. Após o incidente, o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, prometeu aumentar rapidamente as capacidades e a prontidão do país relacionadas com os drones.

Unidade conjunta para ataque, defesa, guerra eletrônica, guerra psicológica e doutrina
Bo-hyung disse que um dos movimentos mais rápidos e eficazes para esse fim foi criar uma unidade conjunta que pudesse dedicar-se inteiramente a operações específicas de drones, tanto defensivas quanto ofensivas.

“Uma vez que a Coreia do Norte está a aumentar significativamente as suas capacidades militares, incluindo ameaças nucleares, é importante que o nosso Estado-Maior Conjunto tenha uma unidade conjunta fiável que possa conduzir este tipo de missões”, disse ele. “Pretendemos ter equilíbrio operacional e estratégico no comando; conduzimos operações de reconhecimento, bem como operações de ataque, guerra eletrônica e guerra psicológica.”

A unidade está baseada em Pocheon, perto da fronteira inter-coreana, e está sob o controle do Ministério da Defesa e do presidente do Estado-Maior Conjunto. É a primeira unidade de combate conjunta composta por pessoal do Exército, da Marinha, da Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais, de acordo com uma reportagem do Korea Times que citou uma declaração militar anterior.

Em linha com a doutrina do novo comando, todas as missões devem agora incluir capacidades móveis antidrones para detectar e classificar aeronaves não tripuladas inimigas. A unidade também tem a tarefa de padronizar o currículo educacional dos diferentes ramos militares do país, bem como estabelecer padrões de segurança sobre o envio de forças, disse Bo-hyung.

“Um grande número de países em todo o mundo está interessado ​​em mobilizar as suas forças de drones o mais cedo possível, por isso sugerimos que possam olhar para o nosso caso como um exemplo e criar algo semelhante”, acrescentou Bo-hyung.

Entretanto, a reorganização da Coreia do Sul centrada nos drones surge no contexto de uma postura cada vez mais hostil por parte do Norte. De acordo com a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o líder Kim Jong Un disse que o governo iria aumentar o seu arsenal nuclear em 2024 e abandonar o objectivo de reunificação com a Coreia do Sul, designando em vez disso o seu vizinho como inimigo.

27 janeiro, 2024

Conheça os quatro lançamentos da Taurus na SHOT Show 2024


 *LRCA Defense Consulting - 28/01/2024

Na SHOT Show 2024 - maior e mais expressiva feira para profissionais de tiro esportivo, caça, Law Enforcement (agências de aplicação da lei) e militares, que aconteceu de 23 a 26 de janeiro em Las Vegas (USA) - a Taurus Armas S.A. apresentou todo o seu moderno e tecnológico portfólio de armas leves em um imenso e destacado estande, prevendo a geração de novos importantes negócios nesse país.

Como primeiros lançamentos de 2024, a multinacional brasileira mostrou o revolucionário rifle de ferrolho Expedition no calibre .308 Win (pouco mais de 3Kg e com outros calibres vindo na sequência), arma que se tornou uma das grandes atrações da feira; o belíssimo revólver RT 605 Executive Grade no calibre .357 Magnum; o revólver RT 327 Defender na versão T.O.R.O e no calibre .327 Federal; e o revólver Taurus Deputy, uma arma tipo faroeste no calibre .45 Colt ou .357 Mag, tão ao gosto dos americanos.

No vídeo abaixo, Josh Silva, do canal do YouTube AR-15.com, entrevista Caleb Giddings, gerente de marketing da Taurus USA, sobre os lançamentos da empresa na SHOT Show 2024. (É possível ver as legendas em português, bastando habilitar "legendas", "tradução automática" e escolher o idioma)


 

26 janeiro, 2024

Tensão nos EUA: metade dos governadores fica do lado do Texas na disputa de fronteira com Biden

 - Estados Unidos vivem um dos episódios mais tensos dos últimos anos.

- Conflito pode se tornar o prólogo de uma quebra violenta da harmonia entre alguns Estados e o governo central democrata, gerando preocupações com distúrbios ou convulsões sociais e levando as pessoas a adquirir mais armamento para a defesa pessoal, da família e da propriedade.

A Suprema Corte decidiu na segunda-feira que as autoridades federais estão autorizadas a cortar arame farpado instalado pelo Texas ao longo da fronteira entre os EUA e o México. (Foto: Los Angeles Times por meio do Getty Images)

*New York Post, por Victor Nava - 25/01/2024

O governador do Texas, Greg Abbott, recebeu na quinta-feira o apoio de todos, exceto um dos governadores estaduais republicanos do país, em sua rivalidade com o governo Biden sobre a segurança da fronteira.

Governadores republicanos de 25 estados assinaram uma declaração conjunta em apoio à Abbott e ao “direito constitucional à autodefesa” do Lone Star State dias depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que a administração Biden poderia remover arame farpado instalado pelo Texas ao longo de 30 milhas trecho de terra próximo à fronteira EUA-México em Eagle Pass.

O governador de Vermont, Phil Scott, que diz ter votado no presidente Biden em 2020, foi o único que resistiu ao Partido Republicano.

“Somos solidários com nosso colega governador, Greg Abbott, e com o estado do Texas na utilização de todas as ferramentas e estratégias, incluindo cercas de arame farpado, para proteger a fronteira”, dizia o comunicado divulgado pela Associação do Governador Republicano.

“Fazemos isso em parte porque a administração Biden se recusa a fazer cumprir as leis de imigração já em vigor e está permitindo ilegalmente a liberdade condicional em massa em toda a América de migrantes que entraram ilegalmente em nosso país.”

“Como a administração Biden abdicou dos seus deveres do pacto constitucional para com os estados, o Texas tem todas as justificações legais para proteger a soberania dos nossos estados e da nossa nação”, conclui a declaração.

Direito de autodefesa
Abbott proclamou na quarta-feira que o direito de autodefesa do Texas “substitui quaisquer estatutos federais em contrário” e prometeu “continuar a implantar este arame farpado para repelir a imigração ilegal”, argumentando que é um “dissuasor eficaz contra travessias incentivadas pelas políticas de fronteira aberta de Biden.”

Vários dos governadores republicanos que assinaram a declaração conjunta também emitiram declarações individuais de apoio ao Texas e alguns comprometeram-se a fornecer ao estado recursos para combater a travessia ilegal de migrantes.

“Estou disposto a enviar a Guarda Nacional para lá para apoiar”, disse a governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, durante uma aparição na Fox News, observando que ela já o fez no passado.

“Quero que desta vez seja um arranjo diferente”, acrescentou ela. “Se quisermos fazer cumprir a lei do Texas e se eu tiver a capacidade de usar esses soldados de uma forma eficaz, isso será absolutamente fantástico.”

O governador de Ohio, Mike DeWine, chamou a situação na fronteira sul de “insustentável” e as políticas de imigração do governo Biden de “um fracasso total” em um tweet prometendo apoiar o Texas em seu impasse com os federais.

“Ohio continuará a fazer a nossa parte para apoiar o Texas e apoiar políticas para proteger a nossa fronteira”, disse ele, observando que a Guarda Nacional de Ohio tem uma “presença contínua na fronteira desde outubro de 2020”.

“Se o presidente Biden não nos defender, os estados terão de se defender. Arkansas está com o Texas”, tuitou a governadora do Arkansas, Sarah Huckabee Sanders.

“A administração Biden continua a recusar-se a proteger a fronteira. A Virgínia apoia o direito constitucional [de Abbott] e do Texas de se defender”, escreveu o governador da Virgínia, Glenn Youngkin, no X.

O Estado da Estrela Solitária e a administração Biden têm estado em desacordo sobre a fiscalização da imigração em meio a níveis recordes de travessias ilegais de fronteira que, segundo Abbott, sobrecarregaram as cidades ao longo da fronteira entre os EUA e o México.

No mês passado, o Departamento de Justiça (DOJ) ameaçou processar o Texas se aplicasse uma nova lei que permite às autoridades estaduais prender, encarcerar, processar e deportar migrantes que entram ilegalmente no país.

O DOJ também processou o estado pela construção de uma barreira flutuante no Rio Grande, que os tribunais ordenaram que Abbott removesse.

O Texas transportou mais de 95.000 migrantes para cidades-santuário, incluindo Nova York e Chicago, como parte de um esforço para fazer com que o presidente Biden “reverta o curso de suas políticas de fronteiras abertas”, de acordo com Abbott.

25 janeiro, 2024

Armamento com tecnologia 100% nacional é deslocado para Roraima


*LRCA Defense Consulting - 25/01/2024

O Exército Brasileiro realiza o deslocamento estratégico de materiais de emprego militar para Roraima. Nesta operação, estão incluídas dezenas de Mísseis Superfície-Superfície 1.2 Anticarro (MSS 1.2 AC). A transferência dos materiais tem por objetivo incorporar meios ao 18° Regimento de Cavalaria Mecanizado, mais nova Unidade do Comando Militar da Amazônia.

A Operação Roraima, planejada e conduzida pelo 9° Grupamento Logístico, sob coordenação do Comando Logístico (COLOG) e do Comando Militar do Oeste (CMO), realiza o deslocamento estratégico de um esquadrão de cavalaria mecanizado da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada rumo à Boa Vista (RR). Ao todo, três unidades de marcha contendo meios militares saíram de Campo Grande (MS) rumo à Roraima. A primeira unidade de marcha do Destacamento Logístico Guaicurus composta por 50 militares e 32 viaturas, das quais 14 Viaturas Blindadas Multitarefa Guaicurus, iniciou seu movimento partindo das instalações do 20º Regimento de Cavalaria Blindado, em Campo Grande, onde estavam aprestadas.

O comboio logístico chegou a Porto Velho (RO) após percorrer mais de 2.100 quilômetros, de onde seguiu por meios fluviais do Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA) até Roraima.

Tecnologia 100% nacional
O MSS 1.2 AC passou por avaliação do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) em agosto de 2023. Na oportunidade, participaram do evento engenheiros e técnicos da empresa SIATT Engenharia, Industria e Comércio LTDA, militares do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), responsáveis pelo desenvolvimento do míssil, militares do CAEx, além de representantes da Marinha do Brasil.

A importância do lançamento na avaliação do míssil evidenciou a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Exército (SCTIEx) em conjunto com a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), com o objetivo de entregar à Defesa um MEM moderno e preciso. A tecnologia empregada é 100% nacional.

Sistema de Armas MSS 1.2 AC
O MSS 1.2 AC é um míssil superfície-superfície anticarro de médio alcance, desenvolvido segundo requisitos do Exército Brasileiro. O sistema é constituído pela Munição (míssil em seu container lançador) e pela Unidade de Tiro. Emprega guiamento do tipo “beam-rider”, no qual o operador é responsável por realizar o apontamento óptico em direção ao alvo. Durante o voo do míssil, a Unidade de Tiro emite um feixe laser invisível codificado, harmonizado com a mira óptica, que provê a referência de guiamento para o míssil.

O sistema tem capacidade de perfurar blindagens com até 500 milímetros de espessura em chapa de aço padrão OTAN. O Míssil MSS 1.2 AC neutraliza ameaças a até 4000 metros, sendo empregado principalmente contra veículos blindados.

Além disso, pode, secundariamente, ser utilizado contra outros alvos compensadores, como: concentração de veículos, construções fortificadas, depósitos de combustível e ou de munição, barcos fluviais e helicópteros pairando à baixa altura. 

*Com informações do Centro de Comunicação Social do Exército Brasileiro.

WEG fornece motores para ampliação de empresa do setor siderúrgico


*LRCA Defense Consulting - 25/01/2024

Seja em manutenções de rotina ou seja em situações de emergência, a intercambiabilidade de equipamentos é uma característica que permite baixo tempo de parada e, consequentemente, redução de custos.

Pensando nisso, a Aço Verde Brasil, primeira empresa a produzir aço sem a utilização de combustíveis fosseis, selecionou a expertise de quem oferece a intercambiabilidade elétrica e mecânica com equipamentos de diferentes fabricantes para aquisição de três novos motores que farão parte da ampliação da sua unidade localizada em Açailândia, no estado do Maranhão.

Para o projeto foram escolhidos os motores de indução trifásicos da linha Master da WEG de 1.492 kW, 2.611 kW e 7.000 kW, que serão aplicados a uma cadeira de laminação e dois compressores centrífugos da planta. Trata-se de um modelo versátil e que permite diferentes configurações, podendo ser aplicado em ambientes severos, que demandam alta resistência e durabilidade, adequando-se às diversas aplicações.

Para o cliente essa escolha representa redução de custos de manutenção e perdas de produção em caso de necessidade de troca de motores, além da confiabilidade comprovada em operação.

Outras vantagens da escolha dos motores WEG são: rendimento elevado, projeto otimizado, baixo nível de ruído, manutenção simples e reduzida, confiabilidade e robustez.

Para a WEG, esse é mais um importante fornecimento e reforça a capacidade da companhia em fornecer equipamentos e soluções flexíveis para atender os mais diversos segmentos.

 

Azorra entrega dois primeiros aviões Embraer E195-E2 à Royal Jordanian Airlines


*LRCA Defense Consulting - 25/01/2024

A Azorra celebra a entrega dos dois primeiros aviões Embraer E195-E2 à Royal Jordanian Airlines. Uma cerimônia realizada na segunda-feira nas instalações da Embraer em São José dos Campos foi seguida hoje por uma celebração de chegada em Amã, na Jordânia, organizada pela Royal Jordanian Airlines.

O acordo completo, anunciado em maio de 2023, é para oito aeronaves no total – seis aeronaves da carteira de pedidos existente da Azorra com a Embraer, além de mais dois pedidos firmes de E195-E2 da companhia aérea diretamente com a Embraer.

John Evans, CEO e fundador da Azorra, afirma: “A parceria de longa data da nossa equipa com a Royal Jordanian começou há mais de uma década. Desde o Embraer E175 até as atuais aeronaves E2 da próxima geração, temos orgulho de continuar apoiando a Royal Jordanian e as metas de modernização e expansão da frota da companhia aérea. Estamos confiantes de que a Royal Jordanian verá em breve as vantagens ambientais e económicas da operação destas novas aeronaves E2, ao mesmo tempo que oferece níveis superiores de conforto aos passageiros.”

Samer Majali, Vice-Presidente/CEO da Royal Jordanian Airlines, afirma: “Estamos ansiosos por nos tornarmos o primeiro operador E2 no Médio Oriente, apoiados pelos nossos parceiros de confiança da Azorra. A família de aeronaves E2 apoiará os nossos objetivos estratégicos, complementando as nossas aeronaves de fuselagem estreita maiores, adaptando a capacidade à procura, reduzindo os custos operacionais e as emissões de carbono, ao mesmo tempo que proporciona uma atualização significativa à experiência e ao conforto dos passageiros; sublinhando o nosso estatuto de companhia aérea preferida na região.”

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirma: “A escolha do E2 pela Royal Jordanian para modernizar sua frota é uma prova das capacidades avançadas da aeronave, de nossa história de sucesso e de nossos fortes relacionamentos com a Azorra e o RJ. A família E2 de E-Jets de geração avançada oferece as aeronaves mais silenciosas, menos poluentes e com maior eficiência de combustível no mercado de menos de 150 assentos. O RJ pode realizar simultaneamente suas ambições de crescimento, lucratividade e sustentabilidade com a frota pequena de fuselagem estreita E2 complementando as aeronaves de fuselagem estreita maiores do RJ. Estamos orgulhosos de continuar as nossas longas associações com a Royal Jordanian e a Azorra.”

24 janeiro, 2024

SHOT Show 2024: os destaques da Taurus e da CBC na maior feira de armas e munições do mundo


*LRCA Defense Consulting - 24/01/2024

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), esta através da sua marca no mercado civil internacional Magtech, estão presentes como expositoras na SHOT Show 2024, considerada a maior e mais expressiva feira para profissionais de tiro esportivo, caça e militares, que acontece de 23 a 26 de janeiro em Las Vegas, nos Estados Unidos.

A feira conta com mais de 2.500 expositores, reúne varejistas, atacadistas e distribuidores em uma área total de 74.000 m², e atrai compradores de todos os estados norte-americanos e de mais de 100 países. O evento é restrito a membros da indústria de tiro, caça, militar e comércio exterior, incluindo consumidores e comerciantes de produtos militares, policiais e táticos.

Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus, está participando da feira e convida todos os brasileiros presentes no evento para prestigiarem a empresa, no estande localizado no Venetian Expo, nº 13038.

Os estandes da Taurus e da CBC, localizados em uma área de destaque, contam com o completo portfólio de armas e munições, incluindo os produtos de sucesso das marcas voltados aos segmentos de tiro esportivo, caça e defesa, e novidades desenvolvidas no Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos da Taurus (CITE) e no Centro de Inovação da CBC.

A SHOT Show é uma ótima oportunidade para as multinacionais brasileiras explorarem oportunidades de negócios no mercado internacional e ampliarem ainda mais o destaque que têm no exterior, principalmente nos Estados Unidos, maior mercado de armas e munições do mundo. Em 2024, há uma perspectiva de impulso nas vendas devido às eleições norte-americanas previstas para novembro que tendem, historicamente, a desencadear uma alta na procura por armas no país, decorrente da insegurança com relação à política a ser adotada.

Da Esq p/ a Dir: Jean Castanho - Gerente de Engenharia da Taurus, Régis Jacobsen - Gerente de Exportação e Negócios Internacionais da Taurus, Salesio Nuhs - CEO Global da Taurus, Brett Vorhees - CEO da Taurus USA, Justin Porlier - Vice-presidente de Vendas da Taurus USA, e Eduardo Minghelli - Diretor de Suply Chain e Novos Negócios da Taurus

Novidades Taurus
A Taurus apresenta, na ocasião, seu mais novo e inédito rifle de ferrolho para o mercado norte-americano, o Taurus Expedition, no calibre .308 Winchester e com previsão de lançamento de novos calibres futuramente. O Taurus Expedition é um dos rifles de caça mais versáteis e específicos do mercado, projetado por caçadores e desenvolvido especialmente para se adequar à vasta oferta de gatilhos, suportes, tripés e carregadores disponíveis no mercado.

Novo rifle Taurus Expedition no calibre .308 Winchester

Outra novidade é o rifle Lever-Action R95, com ejeção lateral, disponível em calibres como .30-30 WIN, 444 Marlin, 45-70 GOV, entre outros, nos modelos Clássico, Trapper, Triple-Black e Laminado.

Rifle Lever-Action R95

A Taurus ainda lança o Ranch Hand, versão compacta dos tradicionais rifles Lever-Action Puma (Centerfire) e Rio Bravo (Rimfire); e amplia o portfólio do rifle modelo Break-Action Single-Shot, com o novo modelo Montenegro Centerfire (LWC) em calibres como .300 Blackout, .350 Legend, 5.56, 6.5 Creedmoor, .44 Magnum e .357 Magnum; e Montenegro Shotgun, que inclui os calibres 32 Gauge, 28 Gauge, 16 Gauge e 12 Gauge.

Rifle Rach Hand

Os visitantes também encontram no estande da empresa modelos de armas táticas reconhecidos internacionalmente pelas forças militares e policiais, como as várias versões do fuzil T4, nos calibres 5.56, 7.62 e .300 BLK, a submetralhadora T9 no calibre 9 mm e o fuzil T10 semiautomático de precisão em calibre .308 Win/7,62x51.

Submetralhadora T9 MLOK: primeira arma tática da marca no calibre 9 mm

Na linha de pistolas, a Taurus expõe modelos da inovadora família de produtos com acabamento em Cerakote® Graphene, entre eles: TH 380 e a versão compacta TH 380c, em calibre .380 AUTO; GX4, GX4 XL e a nova GX4 CARRY, da série GX4, premiada como Best Value Handgun, pela Ballistic Magazine, e como Handgun of the Year, pela Guns and Ammo Magazine, e 58HC PLUS no calibre .380 ACP.

Pistola TH10

Pistola TS9

Destaque também para as pistolas TH9, TH10 e TH45, da série TH, TS9 e sua versão compacta TS9c, da série TS. Os modelos são ideais para aplicação policial, militar e uso nas forças especiais sob condições extremas, assim como defesa pessoal.

Revólver RT 327 Defender na versão T.O.R.O

Revólver RT 605 Executive Grade

Em exposição também no evento os consagrados revólveres Taurus, o novo RT 605 Executive Grade, destaque entre os lançamentos, e os modelos RT 856, RT 605 e Defender RT 327 Federal na versão T.O.R.O, além dos consagrados revólveres Judge e Judge Home Defender, ambos na versão TORO.

Além desses, destaque ainda para a linha de revólveres Taurus da marca Rossi, reconhecidos por suas características clássicas e técnicas de fabricação modernas, entre eles o RP63 e o RM66, com capacidade de 6 disparos nos calibres .38 SPL e .357 MAG.

A Taurus lança também na SHOT Show o clássico revólver Taurus Deputy, uma arma no calibre .45 Colt ou .357 Mag ideal para entusiastas do faroeste, atiradores de ação de cowboy e colecionadores de armas de fogo exigentes. O tradicional martelo de ação única do Taurus Deputy fica ao alcance do polegar para atirar com uma só mão - uma reminiscência dos revólveres de ação única do século XIX.

Revólver Taurus Deputy

Novidades CBC
A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), por meio da sua marca no mercado civil internacional Magtech, também expõe seus renomados produtos, incluindo soluções inovadoras e de alto desempenho, e diversos lançamentos voltados aos segmentos de tiro esportivo, caça e defesa.

A marca apresenta oficialmente na SHOT Show 2024 a munição Magtech Steel, que se destaca por sua precisão e desempenho, sendo ideal para treinamento. A novidade apresenta um estojo premium de aço zincado no calibre 9mm Luger, espoleta tipo boxer e projétil FMJ (Full Metal Jacket) com pesos de 115gr e 124gr.

Ampliando o foco de munição para caça, a empresa lança dois novos calibres na Linha Hunting, os tradicionais .30-30 WIN e .30-06 Springfield, além de expandir o portfólio com novos projéteis em calibres existentes, incluindo as versões JSP (Jacket Soft Point) e HPBT (Hollow Point Boat Tail) para .223 REM, .308 WIN, 6.5 Creedmoor e .300 Blackout.

A CBC também lança três novas linhas de produtos sem chumbo e outros metais pesados, em resposta à crescente demanda por munição "green": a Lead Free First Defense, com projétil hollow point sólido de cobre, voltada a defesa pessoal e às forças policiais; a linha Zinc Bullet, com projétil de Zinco, focada em treinamento e tiro esportivo; e as munições Lead Free Frangible, com projétil Sinterfire, criado para se desintegrar em pequenas partículas após o impacto no alvo, minimizando possíveis danos colaterais. Todas as novidades contam com a tradicional espoleta CBC Clean Range, totalmente não tóxica.

Parte destes produtos CBC ou variações destes, a depender da demanda, questões de mercado, de certificação e da legislação atual, tem seu lançamento planejado no Brasil entre os anos de 2024 e 2025.

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