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26 agosto, 2025

Governo impulsiona indústria 4.0 com R$ 12 bilhões: oportunidade estratégica para a Base Industrial de Defesa e Segurança


*LRCA Defense Consulting - 26/08/2025

Em um movimento decisivo para a modernização da economia brasileira, o Governo Federal lançou ontem (25) uma robusta linha de crédito de R$ 12 bilhões destinada à difusão de tecnologias da Indústria 4.0. Anunciada em cerimônia no Palácio do Planalto, a iniciativa, que envolve o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), representa uma oportunidade sem precedentes para empresas de todos os portes, incluindo as da estratégica Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

O presidente da República, ao lado de ministros e presidentes das instituições financeiras, salientou a importância de modernizar o parque fabril nacional para aumentar a produtividade e a competitividade. A medida surge em um momento crucial, visto que estudos apontam que o maquinário industrial brasileiro possui uma idade média de 14 anos, com 38% dos equipamentos operando próximos ou além do seu ciclo de vida ideal, o que acarreta custos elevados e impacta negativamente a eficiência produtiva.

Linhas de crédito detalhadas: R$ 12 bilhões para o futuro
A nova injeção de R$ 12 bilhões em linhas de crédito está estruturada em duas frentes complementares. O BNDES disponibilizará R$ 10 bilhões por meio do programa Crédito Indústria 4.0, destinado a financiar investimentos em bens de capital que incorporem tecnologias como robótica, inteligência artificial, computação em nuvem, sensoriamento, comunicação máquina a máquina e Internet das Coisas, desde que credenciadas junto ao Banco. 

Essa iniciativa, parte do eixo de inovação e digitalização do Plano Mais Produção, vinculado à Nova Indústria Brasil (NIB), apoiará micro, pequenas e médias empresas com projetos de até R$ 50 milhões por meio da rede credenciada, enquanto médias e grandes empresas poderão negociar diretamente para projetos de até R$ 300 milhões. Fabricantes de máquinas e equipamentos 4.0 também contarão com apoio na comercialização de seus produtos.

Já a Finep destinará R$ 2 bilhões ao programa Difusão Tecnológica, voltado à modernização do parque industrial nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, buscando reduzir desigualdades regionais e estimular a indústria nacional de bens de capital.

Ambas as linhas oferecem condições financeiras altamente vantajosas, combinando a Taxa Referencial (TR) com custos de mercado e garantindo um custo total que não ultrapassará 8,5% ao ano. Isso representa, em média, uma redução de 6% nas taxas de financiamento para micro, pequenas e médias empresas, tornando o acesso à inovação mais acessível e democrático.

Indústria 4.0 como vetor de modernização e soberania para a Defesa
Para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), que opera em um setor de alta complexidade e criticidade para a soberania nacional, esta medida é de suma importância. A BIDS, responsável pelo desenvolvimento e produção de tecnologias sensíveis para as Forças Armadas e para a segurança pública, além de tecnologias de uso dual, necessita constantemente de modernização para manter sua competitividade e capacidade de atender às demandas estratégicas do País.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o direcionamento de recursos para a incorporação de tecnologias do futuro, como a inteligência artificial e a Internet das Coisas, é uma política industrial e de desenvolvimento regional. "Esta é uma política industrial, mas também de desenvolvimento regional, que busca reduzir assimetrias históricas e garantir que os benefícios da inovação cheguem a todo o País", afirmou a ministra.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, reforçou o compromisso da instituição: "Com a nova linha para aquisição de máquinas e equipamentos 4.0, o BNDES reforça seu compromisso com o aumento da produtividade e a difusão tecnológica na economia, eixos fundamentais da Nova Indústria Brasil."

Benefícios e oportunidades para a BIDS
As empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) podem usufruir de diversos benefícios com estas linhas de crédito, que podem impulsionar sua modernização tecnológica ao permitir o acesso à robótica, à inteligência artificial e à Internet das Coisas, resultando na otimização de processos produtivos, no aprimoramento da qualidade dos produtos e na redução de custos operacionais. Essa atualização contribui para o fortalecimento da competitividade, já que equipamentos e processos modernos mantêm a BIDS na vanguarda tecnológica, ampliando sua capacidade de inovação e sua relevância no mercado global. 

Além disso, a adoção de tecnologias avançadas garante maior capacidade de atender às demandas militares, assegurando que as Forças Armadas brasileiras disponham de sistemas e produtos de ponta. Paralelamente, a produção de soluções mais competitivas e inovadoras abre caminho para a expansão internacional, impulsionando exportações e fortalecendo a indústria nacional. 

Caminhos para fortalecer a BIDS: superação de desafios e aproveitamento de oportunidades
Os financiamentos para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) têm grande potencial de viabilidade, já que contam com condições favoráveis e se destinam a um setor estratégico para o País. No entanto, para aproveitar essas oportunidades, as empresas precisam avaliar com cuidado se seus projetos atendem aos critérios exigidos, especialmente no que diz respeito ao uso de tecnologias 4.0, além de elaborar um planejamento financeiro sólido que assegure tanto a sustentabilidade do investimento quanto o retorno esperado.

Mesmo com os benefícios disponíveis, ainda existem obstáculos para acessar esses recursos. A burocracia nos processos de aprovação e a exigência de garantias financeiras dificultam principalmente a vida das micro, pequenas e médias empresas. Além disso, a forte dependência das compras governamentais e a concorrência com empresas estrangeiras, que muitas vezes recebem incentivos fiscais em seus países, tornam necessárias mudanças regulatórias. A falta de mão de obra especializada para lidar com tecnologias avançadas e a dependência de insumos importados também estão entre os principais gargalos do setor.

Para superar esses desafios e aproveitar melhor as oportunidades, especialistas sugerem que as empresas da BIDS busquem parcerias com instituições de ciência e tecnologia (ICTs), invistam na capacitação de seus profissionais e ampliem sua atuação em novos mercados. Já o governo tem um papel importante ao simplificar processos, criar fundos de garantia e adotar medidas de isonomia fiscal, de forma a tornar a BIDS mais competitiva em relação a seus concorrentes internacionais.

Um passo para o futuro
A iniciativa do BNDES e Finep alinha-se à meta da NIB de alcançar 55% de domínio tecnológico até 2026 e 75% até 2033, no âmbito da Missão 6, focada em tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacionais, e pode consolidar a BIDS como motor de inovação e crescimento econômico. Com planejamento estratégico e políticas públicas bem executadas, o setor de defesa pode não apenas reforçar a soberania nacional, mas também se posicionar como líder global em tecnologias avançadas.

Esta iniciativa representa um passo fundamental para transformar o Brasil em um protagonista na era da Indústria 4.0, com a Base Industrial de Defesa e Segurança atuando como um catalisador de inovação e progresso tecnológico para todo o país. 

20 agosto, 2025

Rio Grande do Sul lança Frente Parlamentar para fortalecer Indústria de Defesa e Segurança


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2025

Em um movimento considerado inédito na história da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), foi instalada na tarde desta segunda-feira (18) a Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança. Proposta pelo deputado Gustavo Victorino, a iniciativa visa fomentar, debater e propor ações concretas para impulsionar o setor no estado, reconhecido como um polo de excelência e tradição em defesa e segurança no Brasil.

A cerimônia de instalação, realizada no Plenarinho da ALRS, reuniu parlamentares, empresários, representantes do governo estadual, das Forças Armadas e de entidades ligadas ao tema, como a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O evento sublinhou a importância estratégica da indústria de defesa e segurança, frequentemente negligenciada, mas vital para a soberania e a cidadania.

Um setor estratégico em destaque 
O deputado Gustavo Victorino abriu a sessão destacando que a segurança e a defesa são pilares fundamentais para a sociedade, e que o Rio Grande do Sul, com o maior número de empresas do setor em todos os portes, tem um potencial inexplorado. Ele enfatizou que as demandas do segmento transcendem a esfera tributária, focando em questões logísticas e estruturais que necessitam da atenção do poder público. A Frente Parlamentar buscará, por meio de reuniões regulares, levar pleitos às esferas estadual e federal, visando uma indústria de defesa cada vez maior e mais forte.

As discussões durante o evento revelaram um cenário de grandes oportunidades. O setor de defesa, que no primeiro semestre de 2025 registrou um aumento de 113% nas exportações de produtos e serviços em relação a 2024, alcançando a maior série histórica desde 2015, representa um potencial de crescimento significativo. O Major-Brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares, comandante do V Comando da Aeronáutica, ressaltou o agravamento dos conflitos globais e a necessidade de o Brasil aumentar seus investimentos em defesa, acompanhando a tendência global de países da OTAN de elevarem seus orçamentos para 5% do PIB, enquanto o Brasil ainda opera com 1,1%, com uma PEC em tramitação para atingir 2%.

Voos altos e terras firmes: inovação gaúcha 
Representantes de empresas gaúchas, como a Taurus Armas e a AEL Sistemas, reforçaram o papel do Rio Grande do Sul na vanguarda tecnológica. Henrique Gomes, diretor da Taurus, maior fabricante de armas curtas do mundo e com atuação em mais de 100 países, destacou a relevância da preferência por empresas do estado nas aquisições governamentais. Ulf Bogdawa, CEO da SkyDrones Tecnologia Aniônica S/A, alertou para a dependência externa em tecnologias de drones, especialmente no software e dados, e revelou uma parceria com a Taurus para o desenvolvimento de um drone armado nacional, demonstrando a capacidade de inovação local.

Presença da AEL Sistemas

A importância da capacidade produtiva e da manutenção foi um tema recorrente. Christian Böger, CEO da KNDS do Brasil Sistemas de Defesa, sediada em Santa Maria, explicou o sucesso da transferência de tecnologia na manutenção de blindados Leopard e Gepard, e defendeu a fabricação nacional de futuras gerações de carros de combate, com alta porcentagem de conteúdo local. Carlos Ferraz, da Aeromot, anunciou a instalação de uma fábrica e uma pista de pouso no Rio Grande do Sul (Aerocity), visando a produção e montagem de aeronaves, o que deve impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a retenção de talentos.

Desafios e perspectivas 
Apesar do otimismo, os desafios foram amplamente abordados. Sérgio Horta (ABIMDE) e Aderbal Lima (FIERGS) enfatizaram a necessidade de estabilidade orçamentária e o apoio político para superar obstáculos como a construção de fragatas e carros de combate em outros estados, apesar da capacidade gaúcha. Coronel Charles de Azevedo Gonçalves, representando a Brigada Militar, reconheceu os avanços em segurança pública com investimentos em equipamentos, mas lamentou a dependência de fornecedores externos, que impacta logística e manutenção. Rogério Bertoli, do Sindicato da Indústria do Vestuário do RS (CIVEST), pediu atenção para a produção local de uniformes e fardamentos.

A Frente Parlamentar se propõe a ser um canal ativo entre o poder público, a indústria e as forças de segurança e defesa. O vice-prefeito de Alvorada, Valmor Freitas, e Nelinho Pozza, da Engesa Holding Participações Ltda (saiba mais aqui), discutiram a possibilidade da Engesa se instalar em Alvorada, reforçando a indústria de veículos blindados. A iniciativa também destacou a necessidade de desburocratização e maior apoio diplomático para as exportações, como mencionado por João Eduardo Dimitruck, da Câmara Setorial de Defesa e Segurança da ABIMAC, e Nelinho Pozza da Engesa.

O lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Indústria de Defesa e Segurança é um marco significativo para o Rio Grande do Sul. Com a união de esforços e a dedicação dos envolvidos, a expectativa é que o estado consolide sua posição como um dos principais polos do setor no país, gerando empregos qualificados, promovendo inovação tecnológica e contribuindo de forma decisiva para a segurança nacional e o desenvolvimento econômico. A iniciativa representa o compromisso de transformar a retórica em resultados concretos para o benefício de toda a sociedade gaúcha.

Presenças 
O evento contou com presenças de peso, representando praticamente todas as empresas e entidades públicas e privadas ligadas à Defesa e à Segurança no RS.

Pronunciaram-se o deputado Capitão Martim (Republicanos); o secretário adjunto da Casa Civil, Gustavo Paim; o comandante do V Comando da Aeronáutica, major-brigadeiro do Ar Eduardo Miguel Soares; o diretor do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, Sérgio Horta; o coronel Castro Freitas, representando o Comando Militar do Sul; o representante do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança da Fiergs Aderbal Lima; o capitão de Mar e Guerra Márcio Abel dos Santos Longo, representando o 5º Distrito Naval; o diretor da Taurus Armas, Henrique Gomes; o tenente-coronel Charles de Azevedo Gonçalves, representando o Comando da Brigada Militar; Sebastian Watenberg, da AEL Sistemas; Carlos Ferraz, da Aeromot; o CEO da KNDS do Brasil Sistemas de Defesa, Jan Christian Böge; o CEO da SkyDrones Tecnologia Aniônica S/A, Ulf Bogdawa; o presidente da Câmara Setorial de Defesa e Segurança da ABIMAQ/SINDIMAQ, João Eduardo Dmitruck; o representante do Sindicato da Indústria do Vestuário do RS Rogério Bértoli; Nelinho Pozza, da Engesa Holding Participações Ltda; e o advogado Diander Rocha, da Guarnieri Advogados. 

Também estiveram presentes o CEO da Fire Eagle, Adilson Borges; Denis Nunes e Vladimir Nunes, da AEGIS Lanternas Táticas; o representante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RS Leopoldo Feio;  o presidente da Fetransul, Francisco Cardoso; Italo Castro Luca, da Axxo Defesa; o representante da Agência Brasileira de Inteligência Sérgio Malta; Nelson Düring, da DefesaNet; o coronel Rogério Petry de Abreu, da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra/RS; o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do RS, Leandro Wachholz; o vice-prefeito de Alvorada, Valmor Freitas; entre outros.  

*Com informações da Agência de Notícias da AL/RS 

19 fevereiro, 2025

ABIMDE amplia parcerias estratégicas para impulsionar o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS)


*LRCA Defense Consulting - 19/02/2025

A ABIMDE segue ampliando parcerias estratégicas para impulsionar o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

Na terça-feira (18), o Presidente do Conselho de Administração, Luiz Carlos Paiva Teixeira (IACIT), e o Vice, Pedro Miranda (Índios Pirotecnia), estiveram no Rio de Janeiro (RJ) para uma reunião com representantes da FINEP, agência pública de fomento à pesquisa e à inovação ligada ao governo federal.

Em pauta, o acesso das empresas associadas aos editais da instituição, promovendo oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias críticas para a Defesa Nacional.

A iniciativa faz parte da estratégia da ABIMDE para fortalecer a indústria e garantir que o setor esteja preparado para atender às demandas estratégicas do país.

A FINEP foi representada no encontro pelo Diretor de Inovação, Elias Ramos; pelo Superintendente da Área de Cadeias Agroindustriais e Defesa, Rodrigo Secioso; e pelo Assessor da Diretoria, Ronaldo Carmona, que presenteou a ABIMDE com um exemplar de uma publicação sobre o fortalecimento das capacidades de Defesa do Brasil diante do atual cenário geopolítico mundial.

Novas parcerias
Além da aproximação com a FINEP, a ABIMDE está estabelecendo novos canais de diálogo com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) para apoiar as associadas na captação de recursos voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

São parcerias que impulsionam a Base Industrial de Defesa e Segurança e garantem avanços estratégicos para o nosso País.

12 fevereiro, 2025

Base Industrial de Defesa e Segurança é pilar estratégico para o desenvolvimento do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2025

O Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Luiz Teixeira, esteve presente nesta manhã (12) ao evento comemorativo do primeiro ano da Nova Indústria Brasil (NIB), promovido pelo Governo Federal.

Lançado oficialmente em janeiro de 2024, com o objetivo de impulsionar a indústria nacional até 2033, o NIB utiliza instrumentos tradicionais de políticas públicas, como subsídios, empréstimos com juros reduzidos e ampliação de investimentos federais. O programa também prevê incentivos tributários e fundos especiais para estimular alguns setores da economia.

No caso específico da Missão 6, referente às tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacionais, estão previstos investimentos públicos e privados de R$ 112,9 bilhões, sendo R$ 79,8 bilhões de recursos públicos e R$ 33,1 bilhões do setor privado. Os investimentos públicos incluem o PAC Defesa, com R$ 31,4 bilhões destinados a projetos como o caça Gripen, o cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, e contou com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, além de outros representantes do Governo Federal, da sociedade civil e do setor produtivo.

Em discurso no evento, o presidente da ABIMDE destacou que a entidade atua como a voz da indústria de defesa e segurança do país, com a missão de promover um ecossistema robusto que incentive o desenvolvimento tecnológico, amplie a participação da indústria nacional e fortaleça a autossuficiência em sistemas estratégicos.

“O fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) é uma oportunidade estratégica para inserir o Brasil como um ator global na economia. Está comprovado que cada real investido em programas de defesa gera um multiplicador de quase 10 vezes em valor do PIB, demonstrando que a defesa é, acima de tudo, um investimento no futuro do nosso país”, afirmou Teixeira.

Segundo dados do Governo Federal, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em produtos de defesa, um aumento de 22% em relação a 2023. No ano anterior, as exportações haviam somado US$ 1,5 bilhão, um crescimento expressivo de 123% em comparação a 2022.

“Com inovação, investimentos e políticas adequadas, podemos transformar esse setor em um motor de crescimento, geração de empregos e fortalecimento da soberania nacional”, completou Luiz Teixeira.

BIDS - pilar estratégico para o desenvolvimento do Brasil
A Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) é um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. Mais do que garantir a soberania nacional, o setor impulsiona inovação, geração de empregos altamente qualificados e crescimento econômico, fortalecendo a presença do país no cenário global.

Cada real investido em Defesa gera um retorno de quase 10 vezes no PIB (Produto Interno Bruto), demonstrando que essa indústria é essencial para o avanço tecnológico e para a competitividade do Brasil. Suas cadeias produtivas integram setores de ponta como aeroespacial, cibernética, inteligência artificial e manufatura avançada, impactando diretamente a economia nacional.

Para que a Base Industrial de Defesa e Segurança alcance todo seu potencial, é fundamental:

- Garantir previsibilidade orçamentária com iniciativas como a PEC 55, que estabelece um orçamento mínimo de 2% do PIB para o setor.

- Ampliar o acesso a financiamento para exportação, facilitando a inserção do Brasil nas cadeias produtivas globais.

- Fortalecer políticas de incentivo à inovação e P&D, alcançando também as pequenas e médias empresas.

- Fomentar parcerias entre empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais para acelerar o desenvolvimento tecnológico.

Nosso país está diante de uma grande oportunidade. O momento de agir é agora.

Fortalecer a BIDS é garantir um Brasil mais seguro, competitivo e preparado para os desafios do futuro.

12 novembro, 2024

Canhões X Manteiga: e lá vamos nós, outra vez, mais uma vez, de novo...



*Rodrigo Campos, via LinkedIn - 12/11/2024

E lá vamos nós, outra vez, mais uma vez, de novo, encarando o velho, desgastado e "emocionante" dilema: "Canhão x Manteiga".

Normalmente, comento fatos. Mas, desta vez, vou antecipar meu posicionamento, dada a alta probabilidade de confirmação de uma tendência preocupante.

Como especialista em Economia de Defesa e pesquisador do Ecossistema Financeiro de Defesa, acredito que o tema exige atenção urgente.

A possível redução do orçamento do Ministério da Defesa vai na contramão das tendências globais, especialmente num cenário no qual segurança e defesa se tornam cada vez mais estratégicas e interdependentes.

Nos últimos anos, diversos países têm ampliado seus investimentos no setor, não apenas para fortalecer capacidades militares, mas para consolidar a indústria nacional, assegurar autonomia tecnológica e ampliar o impacto econômico e social desses investimentos.

Com o orçamento já desnutrido, o Brasil vê sua capacidade de modernizar as Forças Armadas seriamente limitada, o que compromete tanto a defesa nacional, quanto sua influência no cenário internacional e regional.

É essa falta de investimentos que enfraquece nossa posição em fóruns como o Conselho de Segurança da ONU e nos reduz a uma voz marginal na diplomacia de defesa global.

Ao mesmo tempo, a ausência de uma capacidade militar robusta enfraquece nossa relevância regional, incentivando possíveis “aventuras” bélicas por parte de "vizinhos" que nos enxergam como uma força menos dissuasiva.

A defesa nacional não é apenas uma questão de militarização, mas, sim, de soberania, desenvolvimento tecnológico e imposição de respeito internacional.

Não percebe o tema desse modo? Basta então analisar os países mais ricos do mundo e observar o quanto destinam ao setor de Defesa. E vale lembrar: esses não são gastos, mas investimentos estratégicos.

Para um país com as dimensões territoriais e a riqueza natural do Brasil, depender de equipamentos e tecnologia estrangeiros compromete a capacidade de resposta autônoma e estratégica, além de nos tornar vulneráveis a pressões internacionais.

O fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) depende, em primeiro lugar, de uma demanda consistente, gerada principalmente pelas aquisições das Forças Armadas e das instituições de Segurança Pública, as quais são diretamente ligadas ao orçamento público. Por isso, o apoio à BIDS não é apenas uma questão de defesa territorial, mas um pilar para a segurança econômica e política do país.

Oferecer crédito à indústria de defesa, sem que haja demanda, é ineficaz — uma questão que já comentei em outras ocasiões.

O crescimento e a viabilidade da BIDS requerem, portanto, políticas públicas estáveis que promovam a continuidade das aquisições e a expansão de investimentos estratégicos, assegurando um ecossistema financeiro forte.

E, por fim, ao não investir em canhões, pode ser que se perca a capacidade de proteger quem fabrica, vende ou consome manteiga. Pense a respeito!

*Rodrigo Campos é Especialista em Financiamentos, Seguros e Garantias para o Setor de Defesa; Pesquisador do Ecossistema Financeiro de Defesa. 

17 outubro, 2024

Indústria brasileira de defesa tem presença inédita no Future Forces Exhibition 2024, na República Tcheca


*LRCA Defense Consulting - 16/10/2024

Pela primeira vez, a indústria brasileira de defesa e segurança está representada na República Tcheca, no Future Forces International Exhibition & Forum 2024. O evento, que acontece em Praga, de 16 a 18 de outubro, reúne grandes players do setor de defesa, incluindo o Brasil.

Coordenado pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o espaço conta com o apoio do Ministério da Defesa (MD) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.

A área brasileira agrupa três empresas: a Embraer, a CSD e a Desmodus, que apresentam ao público soluções tecnológicas avançadas, demonstrando a capacidade e a competência da indústria de defesa nacional.

A 15ª edição do Future Forces Forum (FFF) estima a presença de mais de 8 mil participantes e delegações de mais de 70 países. O evento, apoiado pelo governo tcheco, é organizado em estreita colaboração com as forças armadas, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a European Defence Agency (EDA). Neste ano, os debates se concentram em temas como defesa cibernética, sistemas autônomos, robótica, inteligência artificial e combate ao terrorismo.

A primeira atividade do Espaço Brasil foi marcada pela assinatura de um memorando de entendimento entre a ABIMDE e a Associação da Indústria de Defesa e Segurança da República Tcheca (AOBP). A ABIMDE foi representada pelo seu Diretor de Projetos, Coronel Antonio Ribeiro — que assinou em nome do Presidente do Conselho de Administração, Dr. Roberto Gallo —, ao lado do Presidente da AOBP, Jiří Hynek.

Após a formalização do acordo, o Coronel Antonio Ribeiro presenteou Hynek com o livro "Base Industrial de Defesa e Segurança: Uma trajetória de desenvolvimento e soberania", recém-lançado pela ABIMDE. A obra oferece um relato detalhado sobre o progresso da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) ao longo dos anos, destacando conquistas, desafios e a evolução do setor no Brasil.



"A assinatura deste memorando reforça os laços de cooperação entre o Brasil e a República Tcheca, fortalecendo a Base Industrial de Defesa de ambos os países e promovendo o desenvolvimento de soluções tecnológicas. A troca de conhecimento e experiência é essencial para ampliarmos nossas capacidades", ressaltou o Coronel Antonio Ribeiro.

A mesma posição foi compartilhada pela AOBP. “Após um longo período de planejamento, finalmente as duas associações assinam este memorando. Trata-se de um passo significativo na cooperação entre nossos países", acrescentou Hynek.

A cerimônia oficial de abertura do FFF foi marcada pelo descerramento da faixa do Espaço Brasil, realizado pelo Secretário-Geral do Ministério da Defesa, Luiz Henrique Pochyly da Costa, acompanhado por Fábio Cereda Cordeiro, Conselheiro e Chefe do Setor de Promoção Comercial (SECOM), que representou a Embaixadora do Brasil na República Tcheca, Sônia Gomes.

Estiveram presentes também o Secretário de Produtos de Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, e Jiří Hynek, Presidente da Associação da Indústria de Defesa e Segurança da República Tcheca (AOBP), além de outras autoridades e convidados.

Cooperação Brasil-República Tcheca
A participação brasileira no Future Forces International Exhibition & Forum 2024 foi incentivada pela Embaixadora da República Tcheca no Brasil, Pavla Havrliková, que, durante uma plenária realizada na sede da ABIMDE, em agosto, ressaltou a importância da colaboração entre Brasil e República Tcheca em setores como defesa, segurança, QBRN (Químicos, Biológicos, Radiológicos e Nucleares), cibernética, entre outros.

O Espaço Brasil, coordenado pelo Coronel Antonio Ribeiro, recebeu como incentivo uma área gratuita na feira. “A ação faz parte de uma iniciativa da Embaixadora Havrliková em buscar uma aproximação das empresas brasileiras com a indústria tcheca”, comentou Ribeiro.

O FFF é uma plataforma multidimensional, que engloba exposições, conferências e reuniões bilaterais, proporcionando um espaço para que as empresas brasileiras apresentem sua expertise e explorem oportunidades de negócios. A presença de empresas nacionais no evento reflete o empenho do Brasil em ampliar sua atuação em mercados estrangeiros promovendo suas soluções e fortalecendo laços comerciais e estratégicos em um setor cada vez mais competitivo.

Conheça as empresas brasileiras que representam o país no FFF:
A CSD opera no setor de Defesa e pertence ao Grupo Hübner. Atua no desenvolvimento e produção de bombas de aviação, foguetes, espoletas, munições e componentes para o setor de defesa. Alguns de seus produtos são credenciados como Produtos Estratégicos de Defesa (PED) pelas autoridades brasileiras.

A Desmodus é uma empresa especializada na fabricação de torniquetes para o controle de hemorragias, com o objetivo de salvar vidas. Reconhecida como a única fábrica na América Latina, a empresa busca difundir o uso desses instrumentos em diversos segmentos do mercado brasileiro. A Desmodus foi qualificada como Empresa Estratégica de Defesa.
 
A Embraer, fundada em 1969 e com sede em São José dos Campos, é uma empresa aeroespacial brasileira que opera em vários segmentos, incluindo aviação comercial, executiva, agrícola, e defesa e segurança. Reconhecida como líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos, é uma das maiores exportadoras do Brasil.

Brazil Defense

O Projeto do Setor de Defesa Brasileiro – Brazil Defense – tem como objetivo impulsionar as exportações através do desenvolvimento e implementação de plataformas para empresas não exportadoras e intermediárias avançadas, incluindo monitoramento de mercado, feiras comerciais e iniciativas comerciais integradas.

Sob a direção conjunta da ABIMDE-ApexBrasil, em colaboração com os Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, o projeto executa um plano de promoção internacional de curto prazo com o objetivo de atrair empresas qualificadas para o mercado global. Para consolidar a presença e competitividade brasileira no cenário global, a integração das empresas no plano de promoção e na agenda do setor a médio e longo prazo é um avanço estratégico.

Sobre a ABIMDE

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) é reconhecida como legítima interlocutora da Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil. A entidade promove ações para valorização e fomento das empresas do setor nos mercados nacional e internacional, e para fortalecimento ou implementação de políticas e programas que assegurem o desenvolvimento desta indústria. Dentre suas mais de 240 associadas, estão as principais empresas de Defesa e Segurança instaladas no País.

 

09 outubro, 2024

Cooperação entre Defesa e CNI fomenta oportunidades para indústria de defesa


*LRCA Defense Consulting - 09/10/2024

O Ministério da Defesa (MD) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio do Observatório Nacional da Indústria, celebraram parceria estratégica para utilizar inteligência baseada em dados e evidências. O objetivo é fortalecer a agenda de Defesa e identificar oportunidades para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) no mercado nacional e internacional. O acordo de cooperação, que tem vigência de seis anos, foi assinado nesta quinta-feira (8), pelo Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente da CNI, Ricardo Alban.  

Durante a cerimônia, o ministro reforçou a importância da parceria com a CNI destacando os estudos do Observatório. “Nós precisamos de dados comparativos para termos argumentos e defender as propostas da Indústria de Defesa e a CNI pode nos dar todas essas informações e os benefícios que BID proporciona ao país”, enfatizou José Múcio.

Ainda durante o evento, o Secretário de Produto de Defesa (Seprod), Heraldo Luiz Rodrigues, informou que, neste mês, as exportações autorizadas de produtos de defesa alcançaram a cifra de US$ 1,6 bilhão (equivalente a R$ 8,8 bilhões na cotação do dia), igualando o patamar histórico da indústria de defesa registrado em 2021. Com as negociações em curso em 2024, o novo recorde de exportações no período de 2014 a 2024 será alcançado este ano. A nova evolução no índice deve-se a fatores como a busca crescente de novas oportunidades comerciais, o potencial competitivo e a capilaridade da BID.

Parceria
Com o objetivo de monitorar e construir cenários sobre temas como: orçamento, financiamento, impacto econômico e social do setor, tecnologia e inovação e mercado nacional e internacional, a iniciativa apoiará o fortalecimento da BIDS. Com a parceria, será possível identificar quais são as necessidades dos países. Já para o mercado interno, o acordo visa gerar mais competitividade, além de priorizar a produção para atender a demandas de públicos específicos, como as Forças Armadas e órgãos da segurança pública do país.  

“Há muito espaço para o desenvolvimento e a expansão da indústria brasileira de defesa nas áreas de cibersegurança, satélites e aeroespacial. São setores estratégicos para o país e para nossa soberania. Este acordo entre a CNI e o Ministério da Defesa vai ajudar a indústria nacional a aproveitar mais e melhor as oportunidades no mercado global, fortalecendo nossa competitividade”, explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Outra possibilidade de benefícios para a indústria será a identificação de atividades com maior demanda na área da defesa, listadas por meio da Classificação Nacional de Atividade Econômica (Cnae), que vai permitir mapear as carências no segmento e as tecnologias de interesse do mercado. O Cnae é um instrumento de padronização nacional por meio dos códigos.

O setor de defesa no Brasil   
Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria mostra que para cada emprego aberto no setor de defesa, outros três são abertos em outros setores. Os dados também demonstram que a BID representa 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

As tecnologias requeridas pela indústria de defesa são capazes de colaborar com diversas outras áreas, como no campo ESG (Ambiental, Social e Governança), monitoramento ambiental e segurança digital, tanto no meio público como privado. Os produtos desenvolvidos pelo setor são capazes de proporcionar o transbordo tecnológico para, também, o uso civil.    

Tecnologias usadas para monitoramento de fronteiras, por exemplo, podem ser usadas também no monitoramento de áreas de preservação ambiental e como apoio para agricultura. Tecidos inteligentes desenvolvidos para fardas militares também já se tornaram um importante aliado para a indústria têxtil. O investimento na indústria de defesa reverbera em outros setores.   

Pelo alto valor agregado dos produtos do setor, quanto melhor o desempenho nas exportações, mais benefícios são distribuídos no encadeamento produtivo brasileiro. Para isso, é preciso fortalecer o financiamento à inovação e ampliar as estratégias de estímulo à pesquisa e desenvolvimento.  

BID
O Ministério da Defesa tem um cadastro de 235 empresas que integram a Base Industrial de Defesa (BID). O portfólio classificado no âmbito da defesa inclui cerca de 1.700 produtos. Entre os itens mais exportados estão aeronaves de asa fixa e rotativa, bem como suas partes e peças, armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de defesa.

*Com informações do Ministério da Defesa

24 agosto, 2024

Nova plataforma da ABIMDE transformará a maneira como as informações sobre a BIDS serão acessadas e analisadas


*ABIMDE, 22/08/2024

No dia 21 de agosto, o auditório do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT) foi palco da Reunião Bimestral do Cluster Aeroespacial & Defesa Brasileiro.

No evento, realizado de forma presencial e on-line, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), representada pelo General Ivan Ferreira Neiva Filho, apresentou o projeto da ABIMDE CONECTA - Soberania e Segurança. Trata-se de plataforma de gestão do conhecimento que transformará a maneira como as informações sobre a Base Industrial de Defesa e Segurança serão acessadas e analisadas.

A iniciativa tem o objetivo de criar uma capacidade de gestão da informação para um ecossistema industrial abrangente, que inclui a Base Industrial de Defesa e Segurança, além de outras indústrias, academia, agências e órgãos de governo e instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Em sua palestra, o General Neiva destacou a importância da plataforma para a tomada de decisões estratégicas, afirmando que “a maneira mais eficaz para subsistir em um ambiente é gerir bem as conexões com o mundo externo”. Ele explicou que a aplicação permitirá acessar, analisar e compartilhar dados estratégicos, proporcionando uma visão geral das dinâmicas locais, nacionais e internacionais que impactam o setor.

Atuando como um instrumento de conexão da Base Industrial de Defesa e Segurança, a CONECTA oferecerá uma visão sistêmica das dinâmicas nacionais e globais que impactam as cadeias produtivas ligadas à Soberania e à Segurança brasileiras, provendo informações estratégicas voltadas a líderes, gestores, pesquisadores, agentes públicos e profissionais da área, permitindo defender os interesses do setor e favorecendo a tomada de decisões estratégicas seguras.

"Estamos trabalhando com gestão da informação em dois sentidos: a gerada pelo próprio sistema e a de interesse para aqueles dentro do sistema", explicou o General Neiva.

A plataforma é fruto do esforço da ABIMDE juntamente com diversos parceiros das áreas governamental, acadêmica, industrial e de inovação e será a principal referência nacional no que se refere a conhecimento sobre o Ecossistema Industrial Soberania e Segurança.

O projeto já está em fase de implementação, com a construção de uma base de dados e uma infraestrutura inicial de Business Intelligence (BI). "Nosso objetivo é ser a principal referência nacional no que se refere ao conhecimento sobre as empresas desse ecossistema", disse.

Neiva também mencionou a importância de integrar a plataforma com observatórios nacionais e internacionais, além de criar uma agência de catalogação e uma plataforma de capacitação para o setor. "Queremos caracterizar essa plataforma como um ramo de inovação para um ecossistema que vive da inovação e depende dela permanentemente", complementou.

Com sua implementação, espera-se que a iniciativa não apenas otimize a colaboração entre os diversos atores da indústria, mas também promova a inovação contínua, posicionando o Brasil como uma referência no cenário global de defesa e segurança. O projeto promete criar um ambiente propício para o crescimento e a evolução do setor, assegurando que as empresas estejam preparadas para os desafios do futuro.

28 junho, 2024

Aprovação do financiamento pré-embarque beneficia empresas exportadoras da Base Industrial de Defesa e Segurança


*LRCA Defense Consulting - 28/06/2024

Em reunião ordinária realizada nesta quarta-feira (26/6), o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou a Resolução CMN nº 4.897/2021, que regulamenta as regras aplicáveis às operações de equalização de taxas de juros e de financiamento das exportações brasileiras do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), para permitir o financiamento pré-embarque das exportações brasileiras.

Atualmente, o financiamento ocorre na fase pós-embarque, ou seja, a prévia comprovação do embarque das mercadorias ou do faturamento dos serviços é uma das condições para o desembolso dos recursos aos exportadores.

Com a nova medida, será possível que o desembolso ocorra com antecedência de até 180 dias em relação à exportação, que deverá ser comprovada em até 15 dias da data prevista no cronograma aprovado. Nesse caso, o financiamento se iniciará no momento do desembolso, e não no da exportação.

A instituição desse tipo de financiamento é um importante instrumento para empresas com acesso restrito a outras fontes nessa fase pré-embarque. Não são enquadráveis na nova modalidade as exportações já cobertas por outros financiamentos na fase pós-embarque ou pré-embarque, tampouco adiantamentos recebidos pelo exportador.

Além disso, quando não houver comprovação de que a exportação ocorreu até a data prevista, quando os bens ou serviços exportados não forem fabricados ou prestados pelo exportador, ou quando o exportador não apresentar os documentos exigidos, ou falseá-los, deverá reembolsar os valores corrigidos à União. Caso a descaracterização das operações seja superior a 15% de seu montante total, o exportador ficará impedido de contratar com o Proex por cinco anos.

A instituição do financiamento pré-embarque não traz aumento de despesa para o Tesouro Nacional, pois está limitada aos valores já previstos ao orçamento já previsto no Orçamento Geral da União para a modalidade do Proex Financiamento.

O Proex, regido pela Lei nº 10.184/2001, tem como finalidade apoiar as exportações brasileiras de bens e serviços por meio da promoção de financiamento em condições equivalentes às praticadas no mercado internacional.

Após essa aprovação, em breve o Banco do Brasil passará a realizar estas operações tão importantes para a a BIDS - Base Industrial de Defesa e Segurança brasileira.

Segundo postou em uma mídia social a ABIMDE, "A última semana do mês de junho trouxe uma grande notícia para a indústria nacional".

27 fevereiro, 2024

ABIMDE se posiciona sobre a retomada e ampliação dos produtos financeiros de exportação destinados à BIDS

Presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo

*LRCA Defense Consulting - 27/02/2024

Em Nota à Imprensa, a Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa e Segurança (ABIMDE) expressou seu entusiasmo e gratidão pelo recente anúncio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) sobre a retomada e ampliação dos produtos financeiros de exportação destinados à Base Industrial de Defesa e Segurança.

Este anúncio é o resultado direto de um esforço conjunto e de sensibilização sobre a importância estratégica do setor de defesa, liderado pela ABIMDE em coordenação com o Ministério da Defesa. Através de diálogos construtivos e reuniões estratégicas, incluindo um encontro significativo entre o Presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, e o Vice-Presidente da República e Ministro do MDIC, Dr. Geraldo Alckmin, conseguimos destacar a necessidade crítica de apoiar a exportação de produtos de defesa de alto valor agregado.

Dr. Gallo expressou sua satisfação com os desenvolvimentos, afirmando: "Fiquei muito feliz com o telefonema do Vice-Presidente logo após a reunião entre o MDIC, MD e Banco do Brasil. Os produtos financeiros anunciados são pauta da ABIMDE e fundamentais para a exportação de ofertas de valor agregado."

A decisão do Banco do Brasil de continuar apoiando o setor de defesa, atuando nas emissões de garantias interbancárias com lastro nos recursos do Fundo de Garantia às Exportações (FGE), e como agente financeiro exclusivo do governo federal no Programa de Financiamento às Exportações (Proex), é um marco importante. Isso não apenas evitará prejuízos a empresas do setor que corriam risco de perder contratos, mas também contribuirá significativamente para a sustentabilidade e a autonomia da Base Industrial de Defesa.

Reconhecemos que, em um cenário global onde produtos financeiros para Defesa frequentemente sofrem boicotes externos, a responsabilidade de prover esses recursos essenciais recai sobre cada Estado nacional. No Brasil, o Banco do Brasil emerge como um elemento chave nesse processo, assegurando não apenas a viabilidade econômica das empresas, mas também a segurança e a soberania nacional.

A ABIMDE aplaude o compromisso do MDIC e a ação pessoal do Excelentíssimo Vice-Presidente, do Ministério da Defesa, e do Banco do Brasil em fortalecer a Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil. Continuaremos a trabalhar de perto com todas as partes interessadas para promover o desenvolvimento e a exportação de produtos de defesa inovadores e de alta qualidade, reforçando o papel do Brasil como um líder global no setor.

Sobre a ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa e Segurança (ABIMDE) foi fundada com o objetivo de representar e apoiar o desenvolvimento da base industrial de defesa e segurança no Brasil, promovendo a cooperação entre as indústrias, o governo e as forças armadas. A ABIMDE desempenha um papel crucial na articulação de políticas que fortalecem a indústria nacional, contribuindo para a soberania e segurança do país.
 

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