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24 junho, 2026

Tecnologia dual: indústria de defesa pode acessar os R$ 140 bilhões da Nova Indústria Brasil

BNDES e Finep ampliam aporte ao programa industrial e mantêm tecnologias de uso militar e civil entre os setores prioritários até 2026 


*LRCA Defense Consulting - 24/06/2026

A Nova Indústria Brasil (NIB) receberá um novo aporte de R$ 140 bilhões para investimentos até dezembro de 2026, sendo R$ 102,5 bilhões disponibilizados pelo BNDES e R$ 37,5 bilhões pela Finep. O anúncio foi feito em 22 de junho, durante a cerimônia de comemoração dos 74 anos do banco, no Rio de Janeiro, e eleva o volume total mobilizado pela política industrial a mais de R$ 750 bilhões entre 2023 e 2026.

Para a indústria de defesa brasileira, o dado relevante está na lista de segmentos contemplados: ao lado de fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos, inteligência artificial e minerais críticos, o governo incluiu expressamente as tecnologias duais, definidas oficialmente como aquelas com aplicações tanto civis quanto militares.

Missão 6: o eixo de defesa e soberania
A entrada da defesa na NIB não é um efeito colateral do anúncio de junho: é um eixo estruturado desde o lançamento do programa, em janeiro de 2024, sob a chamada Missão 6, dedicada à soberania e à defesa nacionais. A missão estabelece a meta de alcançar 55% de domínio das tecnologias críticas para a defesa até 2026 e 75% até 2033, com financiamento mobilizado por três instrumentos combinados: Finep, BNDES e Lei do Bem, esta última usada para converter investimentos em pesquisa e desenvolvimento em benefícios fiscais.

As áreas priorizadas pela Missão 6 incluem radares, satélites, veículos lançadores, sistemas de propulsão e tecnologias nucleares, todas tratadas, na arquitetura do programa, sob a mesma lógica de duplo uso que orienta o restante da política industrial.

Como se divide o financiamento entre Finep e BNDES
Na prática, a divisão de papéis segue um critério funcional: o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) define as prioridades de pesquisa e desenvolvimento dual, ou seja, onde defesa e aplicação civil se sobrepõem; a Finep financia a fronteira tecnológica, por meio de encomendas de pesquisa aplicada; e o BNDES financia a escala industrial, quando a tecnologia já amadureceu e precisa de capacidade produtiva. A Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Inpe respondem pela soberania espacial e de sensoriamento, enquanto a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) sustenta o programa nuclear.

Projetos que já usam a via dual
A NIB já tem histórico de aplicação prática desse enquadramento. Recursos da Missão 6, somados aos R$ 31,4 bilhões do PAC Defesa, já beneficiaram projetos como o caça Gripen, o cargueiro KC-390, fragatas da Marinha e o reator multipropósito brasileiro. Especificamente pela Finep, houve aporte de R$ 4,2 bilhões em iniciativas como o desenvolvimento de um veículo lançador hipersônico, com outros R$ 331 milhões previstos.

Em 2026, Finep e NIB já abriram R$ 3,3 bilhões em editais que incluem defesa, parte deles ligados ao Brasil Semicon, programa de reforço da cadeia nacional de semicondutores, insumo crítico para radares, comunicações, guiagem e sistemas embarcados.

Mobilidade sustentável: o caso do eVTOL da Eve
O enquadramento em mobilidade sustentável já é prática estabelecida, não uma hipótese. O BNDES aprovou R$ 500 milhões para a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, instalar em Taubaté (SP) a fábrica do eVTOL, recurso descrito pelo próprio banco como apoio a uma solução disruptiva para mobilidade urbana e descarbonização, dentro do Plano Mais Produção, braço de financiamento da NIB. O aporte veio do programa BNDES Mais Inovação, com origem também nas linhas Incentivada A/Inovação e no Fundo Clima, subprograma Mobilidade Urbana.

A Finep seguiu a mesma lógica: aprovou subvenção econômica de até R$ 90 milhões à Eve dentro da chamada Mais Inovação Brasil, Aviação Sustentável, parte de um projeto de R$ 191 milhões voltado a sistemas autônomos de voo, propulsão híbrida e a hidrogênio, uso de combustível sustentável de aviação (SAF) e novos materiais. Desde 2022, o BNDES já soma mais de R$ 1,4 bilhão em financiamentos à empresa.

Drones: dois caminhos para o enquadramento dual
Drones também podem ser enquadrados em tecnologia dual, mas por duas vias distintas, que não devem ser confundidas. A primeira é a tecnologia dual em sentido amplo, com transbordamento de uma aplicação civil para segurança e defesa. É o caso do projeto Must, da IACIT, financiado pela Finep com R$ 28 milhões: o sistema de monitoramento de drones e eVTOLs foi descrito pela própria empresa e pelo MCTI como altamente transversal, com potencial de aplicação em cenários de segurança pública e defesa.

A segunda via é a tecnologia dual em sentido estrito, quando o projeto já nasce com destino militar declarado. O Albatroz Vortex, veículo aéreo não tripulado de asa fixa da Stella Tecnologia, teve a linha de propulsão híbrida apoiada pela Finep e, em paralelo, fechou acordo de cooperação tecnológica com a Força Aérea Brasileira para o desenvolvimento de turbinas de até 5.000 newtons destinadas a VANTs nacionais.

Há ainda um terceiro caminho, mais restrito: a Finep mantém um edital próprio, fora do guarda-chuva genérico de tecnologia dual, chamado Base Industrial de Defesa, com orçamento de R$ 300 milhões. Esse edital prioriza projetos de inovação em produtos, processos ou sistemas de defesa com alto grau de ineditismo e risco tecnológico, mas exige, como condição de elegibilidade, que a empresa proponente já esteja classificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED), o que não é exigido nas chamadas de enquadramento dual mais amplo.

O gargalo da coordenação entre os blocos civil e militar
Apesar do volume de recursos, analistas do setor apontam uma fragilidade institucional: falta um instrumento formal que coordene, de forma sistemática, o bloco de ciência e tecnologia civil com o bloco militar-tecnológico. Uma proposta em discussão é a criação de um Comitê de Tecnologias Duais, vinculado à Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), com representação paritária dos dois lados e poder de aprovar encomendas cruzadas, projetos em que a demanda militar financia pesquisa de aplicação civil e vice-versa.

Esse ponto é relevante para quem pretende estruturar um projeto: a via dual já está prevista no desenho da política, mas a governança que conecta os dois lados ainda está em formação, o que pode se traduzir em prazos e critérios de avaliação não totalmente padronizados entre Finep, BNDES e o MCTI.

O que isso significa para a indústria de defesa
Para empresas da base industrial de defesa, o caminho prático passa por enquadrar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação como tecnologia dual, evidenciando transbordamento ou aplicação civil junto à aplicação militar. Esse enquadramento abre acesso simultâneo a três instrumentos: financiamento de P&D pela Finep, financiamento de escala industrial pelo BNDES e benefício fiscal pela Lei do Bem, que pode ser combinado com os dois primeiros.

Vale, porém, distinguir dois caminhos que não são intercambiáveis. O enquadramento dual amplo, usado em projetos como o Must, da IACIT, ou a propulsão híbrida do Albatroz Vortex, não exige credenciamento prévio junto ao Ministério da Defesa, bastando demonstrar a aplicação civil predominante. Já o edital específico Base Industrial de Defesa, da Finep, com R$ 300 milhões disponíveis, tem barreira de entrada mais alta: exige que a proponente já esteja classificada como Empresa Estratégica de Defesa. Empresas como XMobots, Stella Tecnologia e Avibras Aeroco podem, em tese, pleitear os dois caminhos simultaneamente, dependendo de como o projeto for estruturado e de qual enquadramento institucional a empresa já detém.

Em resumo, o desenho institucional do duplo uso ainda está em consolidação, e o ritmo de liberação de cada edital específico para defesa deve ser acompanhado caso a caso, e não tratado como certeza automática de acesso ao volume total anunciado para a NIB.

07 fevereiro, 2026

Governo anuncia R$ 3,3 bilhões em recursos para impulsionar a Nova Indústria Brasil

 MCTI e Finep lançam 13 editais de subvenção econômica voltados à inovação tecnológica e desenvolvimento industrial em seis setores estratégicos, incluindo a BID


*LRCA Defense Consulting - 07/02/2026

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram nesta sexta-feira um pacote de investimentos de R$ 3,3 bilhões para projetos de inovação alinhados à Nova Indústria Brasil (NIB). O anúncio foi feito durante reunião extraordinária do Movimento Empresarial de Inovação (MEI), realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo.

Os recursos, disponibilizados na modalidade de subvenção econômica (não reembolsáveis), serão distribuídos por meio de 13 editais públicos destinados a empresas brasileiras de todos os portes. A iniciativa representa mais um passo do governo federal na estratégia de reindustrialização do país, com foco em sustentabilidade, autonomia tecnológica e redução da dependência externa.

Investimento histórico em inovação
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o volume de investimentos realizados desde o início da gestão atual. "Do início da nossa gestão até o fim de 2025, o MCTI, por meio da Finep, investiu R$ 44,3 bilhões, incluindo contrapartidas, em projetos ligados à Nova Indústria Brasil", afirmou a ministra, complementando que o novo pacote reforça o compromisso com o crescimento sustentável do país.

Para o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a estratégia vai além do simples aporte financeiro. "O propósito dessa oferta de recursos não reembolsáveis é fomentar a inovação, reduzir assimetrias regionais, promover a transferência de tecnologia e ampliar a competitividade nacional, para que a Nova Indústria Brasil alcance resultados concretos", explicou.

Setores contemplados
Os editais abrangem os seis eixos estratégicos da Nova Indústria Brasil: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. A distribuição dos recursos segue critérios que priorizam áreas consideradas críticas para o desenvolvimento tecnológico do país.

O setor de Transição Energética receberá a maior fatia individual, com R$ 500 milhões. Em seguida, cinco áreas foram contempladas com R$ 300 milhões cada: Cadeias Agroindustriais, Saúde, Tecnologias Digitais, Base Industrial de Defesa e a Chamada Regional, esta última voltada à redução de assimetrias entre as regiões do país.

Outros segmentos também foram incluídos no pacote: Transformação Mineral, Economia Circular e Cidades Sustentáveis, Mobilidade Sustentável, Semicondutores e Desafios Tecnológicos, cada um com valores específicos a serem detalhados nos respectivos editais.

Como participar
As empresas interessadas poderão apresentar propostas de desenvolvimento tecnológico que incluam gastos com pessoal qualificado, serviços de consultoria especializada, aquisição de equipamentos e material de consumo necessários à execução dos projetos.

Seis chamadas públicas já estão disponíveis para consulta no site da Finep, e as demais serão lançadas nas próximas semanas. Para esclarecer dúvidas sobre os editais, a Finep realizará uma série de lives com sua equipe técnica, transmitidas pelo canal oficial da instituição no YouTube.

Objetivos estratégicos
A iniciativa busca posicionar o Brasil como protagonista em setores estratégicos da economia global, promovendo a geração de empregos qualificados e renda, ao mesmo tempo em que fortalece a capacidade tecnológica nacional. A estratégia governamental aposta na inovação como motor do desenvolvimento econômico sustentável.

Além do impacto econômico direto, os investimentos pretendem criar um ecossistema de inovação mais robusto no país, estimulando a cooperação entre empresas, universidades e centros de pesquisa, e reduzindo a vulnerabilidade tecnológica brasileira em áreas consideradas estratégicas para a soberania nacional.

Saiba mais:

Empresas interessadas podem acessar os editais disponíveis em: www.finep.gov.br/chamadas-publicas

As lives de esclarecimento serão transmitidas pelo canal: youtube.com/@finepcomunica conforme o seguinte cronograma:


 



 

12 fevereiro, 2025

Base Industrial de Defesa e Segurança é pilar estratégico para o desenvolvimento do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2025

O Presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Luiz Teixeira, esteve presente nesta manhã (12) ao evento comemorativo do primeiro ano da Nova Indústria Brasil (NIB), promovido pelo Governo Federal.

Lançado oficialmente em janeiro de 2024, com o objetivo de impulsionar a indústria nacional até 2033, o NIB utiliza instrumentos tradicionais de políticas públicas, como subsídios, empréstimos com juros reduzidos e ampliação de investimentos federais. O programa também prevê incentivos tributários e fundos especiais para estimular alguns setores da economia.

No caso específico da Missão 6, referente às tecnologias estratégicas para a soberania e defesa nacionais, estão previstos investimentos públicos e privados de R$ 112,9 bilhões, sendo R$ 79,8 bilhões de recursos públicos e R$ 33,1 bilhões do setor privado. Os investimentos públicos incluem o PAC Defesa, com R$ 31,4 bilhões destinados a projetos como o caça Gripen, o cargueiro KC-390, viaturas blindadas, fragatas e submarinos.

A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, e contou com a presença do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Vice-Presidente e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, além de outros representantes do Governo Federal, da sociedade civil e do setor produtivo.

Em discurso no evento, o presidente da ABIMDE destacou que a entidade atua como a voz da indústria de defesa e segurança do país, com a missão de promover um ecossistema robusto que incentive o desenvolvimento tecnológico, amplie a participação da indústria nacional e fortaleça a autossuficiência em sistemas estratégicos.

“O fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) é uma oportunidade estratégica para inserir o Brasil como um ator global na economia. Está comprovado que cada real investido em programas de defesa gera um multiplicador de quase 10 vezes em valor do PIB, demonstrando que a defesa é, acima de tudo, um investimento no futuro do nosso país”, afirmou Teixeira.

Segundo dados do Governo Federal, o Brasil exportou US$ 1,8 bilhão em produtos de defesa, um aumento de 22% em relação a 2023. No ano anterior, as exportações haviam somado US$ 1,5 bilhão, um crescimento expressivo de 123% em comparação a 2022.

“Com inovação, investimentos e políticas adequadas, podemos transformar esse setor em um motor de crescimento, geração de empregos e fortalecimento da soberania nacional”, completou Luiz Teixeira.

BIDS - pilar estratégico para o desenvolvimento do Brasil
A Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) é um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento do Brasil. Mais do que garantir a soberania nacional, o setor impulsiona inovação, geração de empregos altamente qualificados e crescimento econômico, fortalecendo a presença do país no cenário global.

Cada real investido em Defesa gera um retorno de quase 10 vezes no PIB (Produto Interno Bruto), demonstrando que essa indústria é essencial para o avanço tecnológico e para a competitividade do Brasil. Suas cadeias produtivas integram setores de ponta como aeroespacial, cibernética, inteligência artificial e manufatura avançada, impactando diretamente a economia nacional.

Para que a Base Industrial de Defesa e Segurança alcance todo seu potencial, é fundamental:

- Garantir previsibilidade orçamentária com iniciativas como a PEC 55, que estabelece um orçamento mínimo de 2% do PIB para o setor.

- Ampliar o acesso a financiamento para exportação, facilitando a inserção do Brasil nas cadeias produtivas globais.

- Fortalecer políticas de incentivo à inovação e P&D, alcançando também as pequenas e médias empresas.

- Fomentar parcerias entre empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais para acelerar o desenvolvimento tecnológico.

Nosso país está diante de uma grande oportunidade. O momento de agir é agora.

Fortalecer a BIDS é garantir um Brasil mais seguro, competitivo e preparado para os desafios do futuro.

Embraer pretende investir R$ 20 bilhões até 2030


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2025

A Embraer anunciou hoje a estimativa de R$ 20 bilhões em investimentos até 2030, durante a cerimônia da “Missão 6 da Nova Indústria Brasil - Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais”, realizada em Brasília. O evento contou com a participação do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e demais autoridades. 

A previsão de investimento segue o que vem sendo praticado pela empresa nos últimos anos e está alinhado com o plano de crescimento da companhia nos próximos cinco anos, que inclui aumento da produção de aeronaves, expansão dos negócios em mercados internacionais e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, com o objetivo de reduzir os níveis de emissão de carbono da indústria aeronáutica. Um dos destaques é o eVTOL (veículo elétrico de descolagem e pouso na vertical), fabricado pela EVE, do grupo Embraer. 

“O programa Nova Indústria Brasil tem um papel essencial na retomada da competitividade do País e a parceria com a Embraer, e com toda a Base Industrial de Defesa, continuará sendo fundamental para o incentivo às exportações de produtos brasileiros, assim como a geração de reservas e geração de renda, garantindo também o domínio de tecnologias críticas externas à soberania nacional”, disse Francisco Gomes Neto, CEO e Presidente da Embraer. 

O histórico bem sucedido de cooperação entre governo, universidades e indústria contribui fortemente para que o Brasil se mantenha na vanguarda de inovações, em especial em um ambiente altamente tecnológico e competitivo como o setor aeroespacial e de defesa. 

A parceria tem sido igualmente importante para a retenção e desenvolvimento de talentos. Com 23.500 colaboradores em todo o mundo, dos quais 18 mil no Brasil, a força de trabalho atual da Embraer já ultrapassa o patamar pré-pandemia. A companhia gerou mais de 2.500 empregos nos últimos dois anos e mantém o investimento contínuo em programas de capacitação e qualificação profissional.

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