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outubro 30, 2020

Presidente da Embraer: parceria para novo avião, demissões e mensagem de otimismo

*AjuNews - 30/10/2020

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que novas demissões não estão descartadas na companhia, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada nesta sexta-feira (30). “Não posso dizer nem que sim nem que não. Estamos fazendo o possível para preservar empregos, mas a crise não acabou e não a controlamos”, afirmou.

Cerca de 12% do total de colaboradores, o equivalente a 2,5 mil, foram demitidos. A demissão está entre os cortes de custos promovidos pela Embraer devido ao impacto da pandemia da Covid-19.

Quando questionado sobre mercado, Neto afirmou que a empresa fez alguns contatos para iniciar novos projetos. Um deles é a aeronave turboélice para disputar com a Airbus.

“Sem parceria, não vamos dar andamento, neste momento, ao projeto. Pelo menos até a gente enxergar uma melhoria no cenário e na nossa situação financeira. Mas achamos que vamos encontrar parceiros interessados. Estamos fazendo alguns contatos”, afirmou.

Aos investidores, o presidente da Embraer deixou uma mensagem de otimismo. “A mensagem para nossos acionistas é: acreditem na Embraer e tenham um pouquinho de paciência porque vamos chegar lá”, disse.

WEG afirma forte presença no retrofiting das grandes usinas do Brasil em fornecimento para COPEL


*LRCA Defense Consulting - 30/10/2020   

Restaurar um equipamento de grande porte, com características bem singulares, originalmente de outro grande fabricante e ainda incrementar melhorias no projeto, reforça a qualidade e alta capacidade técnica da WEG. Além do reparo do transformador elevador trifásico, o serviço também envolveu o estudo, fornecimento e instalação de 12 buchas de alta tensão, em 04 máquinas da mesma usina.

A realização do serviço garantiu maior segurança operacional para a Copel (Companhia Paranaense de Energia) e também para seus usuários. A Usina Hidrelétrica Governador José Richa, também conhecida como usina Salto Caxias, localizada na cidade Capitão Leônidas Marques - PR, onde foi realizado o serviço, é uma das mais importantes da Copel, com 1.240 MW de potência.

É importante salientar que a WEG disputou a concorrência com outros importantes players, inclusive o fabricante original. Por se tratar de um equipamento de grande porte, com a alta tensão isolada a gás SF6, o principal diferencial nesse fornecimento foi a capacidade da WEG de desenvolver rapidamente uma alternativa de fabricante para as buchas de alta tensão que atendesse técnica e comercialmente, viabilizando assim o processo de reforma do transformador.

O pacote de serviço prestado pela WEG incluía como escopo o estudo, fornecimento e instalação em campo de 12 buchas de alta tensão tipo RIP SF6, nos quatro transformadores principais já instalados; estudo, adequação e fornecimento de 03 novas buchas de alta tensão RIP SF6 para o transformador reserva; fornecimento de 01 nova bucha de alta tensão sobressalente (RIP SF6); reforma completa do transformador, incluindo rebobinamento completo, novas saídas de alta tensão, estudos e melhorias no sistema de resfriamento, melhorias estruturais no tanque e na tampa principal, alteração do sistema de prensagem da parte ativa e fornecimento de uma nova culatra para o núcleo.

Em um processo extremamente ágil e coordenado, a equipe da WEG, composta por Engenharia, Suprimentos e Serviços viabilizou as adaptações necessárias para substituição das buchas em campo, prezando ao máximo pela condição operacional e reduzindo as mudanças no conjunto de saídas de bobinas originais, minimizando qualquer impacto nas atividades de campo.

Empresa australiana Alliance recebe seu primeiro Embraer E190

*Symple Flying - 30/10/2020

O primeiro de 14 Embraer E190s destinados ao serviço da Alliance Airlines pousou ontem em Brisbane. O jato partiu do Aeroporto Internacional Juan Santamaría, da Costa Rica, na tarde de terça-feira (horário local) para o longo vôo para Brisbane via Aeroporto Municipal Brown Field perto de San Diego. O avião pousou em Honolulu e no aeroporto Bonriki em Kiribati, antes da etapa final para Brisbane. Depois dessa odisséia, a Embraer pousou na capital Queensland na tarde desta quinta-feira (horário local).

Os novos Embraers da Alliance estão vindo da Panamá Copa Airlines. Os aviões teriam custado à Alliance US $ 79 milhões. Havia rumores de que esse preço era cerca da metade do preço pedido anteriormente. Também existe a opção de comprar mais cinco aviões.

“Esta aquisição de frota representa outro marco para a Alliance e é o resultado de muitos anos de planejamento considerado”, disse o diretor executivo da Alliance Airlines, Scott McMillan, em agosto.

Em parceria com a israelense Elbit, Iveco poderá exportar 28 VBTP Guarani para as Filipinas


 *LRCA Defense Consulting - 30/10/2020

O site filipino especializado MaxDefense informou que a empresa israelense Elbit Systems é a vencedora de duas grandes licitações para o fornecimento de veículos blindados para o Exército das Filipinas. De acordo com o site, o Ministério da Defesa israelense recebeu o aviso de adjudicação dessas duas licitações há vários meses.

O contrato inclui 28 APC (Armoured Personnel Carrier ou VBTP-Me Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Média) Guarani 6x6, fabricadas no Brasil pela Iveco Veículos de Defesa, no valor de cerca de US $ 47 milhões. A empresa brasileira é um braço da italiana Iveco Defence Vehicles.

Todos as APCs têm uma torre tripulada com uma metralhadora pesada de 12,7 mm e um lançador automático de granadas de 40 mm. Além disso, as APCs são equipados com um sistema de comunicação baseado em computador E-LynX e um sistema de gerenciamento de combate Torch-X feito pela Elbit. Neste contrato, a Elbit colaborou com a empresa italiana Iveco, que forneceu sua APC sobre rodas para o projeto.

Conforme divulgou o site Tecnodefesa, caso essa venda se concretize, como a da Argentina e outras em negociação, se somará às 16 VBTP Guarani já exportadas para o Líbano.

Mesmo ocorrendo sobre o âmbito de um programa de uma empresa estrangeira, o fato evidencia a qualidade do projeto brasileiro e coloca o Brasil novamente no mercado de fornecedor de veículos blindados, recuperando parte do espaço perdido com o fechamento de empresas como ENGESA e Bernardini, e podendo gerar bons frutos para outras empresas nacionais no futuro.

Argentina tem interesse na compra da VBTP Guarani, produzida pela Iveco Veículos de Defesa

O ministro da Defesa, Agustín Rossi, visitou a fábrica da Iveco no Brasil. Lá é produzido a VBTP Guarani, veículo do Exército Brasileiro que possui peças construídas em Córdoba.



*La Voz, por Diego Marconetti - 27/10/2020

O ministro argentino da Defesa, Agustín Rossi, visitou a fábrica da Iveco Veículos de Defesa em Sete Lagoas (MG) na segunda-feira. Os veículos blindados (VBTP - Viatura Blindada de Transporte de Pessoal) 6x6 Guarani são fabricados lá em parceria com o Exército Brasileiro.

De acordo com as informações fornecidas pelo Defensa, o Guarani Iveco é uma das opções que a Argentina está avaliando para uso do Exército argentino. "As opções de veículos de combate Stryker (EUA) e Norinco (China) também estão sendo discutidas", disseram eles do Ministério.

A opção brasileira tem um interesse especial por Córdoba. O ministro Rossi ressaltou que "uma parte dos veículos blindados (seu motor e chassi) é fabricada na Argentina, mais precisamente na fábrica de Iveco de Córdoba".

O Guarani é um veículo de seis rodas, com 6,9 metros de comprimento e com capacidade para transportar 11 pessoas. Pesa mais de 16 toneladas e mais de duas mil unidades estão sendo construídas para o Exército Brasileiro.


Rossi se reuniu com seu colega no Brasil, Azevedo e Silva, para rever questões de interesse mútuo. "A relação com o Brasil em termos de política de defesa, bem como os laços de unidade entre nossas Forças Armadas", ressaltou Rossi, na reunião com o funcionário brasileiro, a quem chamou de "muito produtivo".

Durante o dia, ele também foi acompanhado pelo chefe do Estado-Maior Conjunto da FFAA, brigadeiro-general Juan Martín Paleo; Secretário de Assuntos Internacionais de Defesa Francisco Cafiero, subsecretário de Planejamento Operacional e Serviço logístico de Defesa, Lucia Kersul; e o subsecretário de Pesquisa Científica e Política Industrial de Defesa, Mariano De Miguel.

A partir de 2012, a aquisição de 14 desses veículos havia sido relatada para o Exército argentino. Em 2015, a informação era de que 200 unidades do Norinco VN1 haviam sido compradas, o que tem na América do Sul como principal usuário das forças armadas venezuelanas.

Por via das dúvidas, me dá uma pistola

Vendedores apontam que distúrbios raciais, pandemia e temor de uma explosão da violência após as eleições levam armas a quem nunca havia pensado em se defender a tiros antes.
No Brasil, indústria das armas também está em alta.


*El País, por Enric González - 29/10/2020

“O principal comprador, hoje, é alguém politicamente liberal que nunca teve uma arma.” Puxa. Ao que parece, o repórter é um potencial cliente da Johnson Firearms. George, que hoje está a cargo do estabelecimento (o gerente, Josh, está em outro lugar), diz que as vendas dispararam (trocadilho intencional) e que repor o estoque se tornou um problema. “Os distúrbios raciais, a pandemia e o medo de uma explosão de violência após as eleições”. Essas são, segundo George, as razões que fazem o negócio ir de vento em popa.

Historicamente, a clientela da Johnson Firearms, como a de qualquer outra loja de armas nos Estados Unidos, era formada em sua maioria por homens brancos de ideologia conservadora. Estima-se que um em cada dois membros desse grupo populacional possua ao menos uma pistola ou revólver. Essas pessoas, portanto, já têm suas necessidades básicas atendidas. Com a onda de medo que atinge o país, são os neófitos, aqueles que não têm experiência e nunca haviam pensado na necessidade de se defender a tiros, os que agora fazem as compras. Por via das dúvidas.

“Recomendo que você assista aos tutoriais no YouTube. Há muitíssimos. E que pratique tudo o que puder no clube de tiro ou no quintal da sua casa”, diz um vendedor a um homem que aprecia uma pistola semiautomática e que, a julgar pela falta de jeito que demonstra ao tentar mover o slide, não está acostumado a manejar esse tipo de coisa. No final o homem não se decide, hesita entre vários modelos. Um pouco mais tarde, o repórter o abordará na rua para lhe perguntar. “Prefiro voltar com minha esposa porque guardaremos a arma em casa, e ambos devemos ser capazes de usá-la”, diz ele. Para quê? “São tempos complicados, você sabe, defesa pessoal”, responde, enquanto caminha rapidamente para seu carro.

As cifras são impressionantes. Entre 1 de janeiro e 30 de setembro, o FBI contabilizou 28,8 milhões de checagens. Nesse caso, a checagem é a comprovação necessária para conceder licença a quem compra arma pela primeira vez. Um número recorde.

A Johnson Firearms oferece de tudo: de gás pimenta a espetaculares fuzis de assalto. A estrela da loja, no entanto, é a pistola Glock 17. “O público sabe que é a arma curta utilizada pela maioria das forças policiais. Portanto, ela é percebida como sólida e confiável. Realmente é”, explica George. “Para se ter uma ideia, é o equivalente do AK-47 para as pistolas.” O AK-47 é mais conhecido como Kalashnikov – nome de seu inventor soviético.

Você talvez imagine George como um sujeito musculoso de olhar sombrio. Mas ele se parece mais com Bill Gates quando jovem: rosto de menino e voz aguda. Exala gentileza, como qualquer dos seus vendedores. Há diversidade de raças e sexo entre o público durante a visita do repórter.

A Glock 17, de fabricação austríaca, é uma pistola “de plástico” (polímero) leve (pesa pouco mais de meio quilo descarregada) e fácil de manusear com ambas as mãos. O repórter comprova isso. O carregador contém 17 balas de 9 milímetros. “Pela facilidade de uso e o pouco recuo, é a pistola ideal para homens e mulheres não familiarizados com as armas”, recita o vendedor. “Além disso, tem um preço moderado.” Há diversas variantes da Glock 17, todas na faixa dos 500 dólares (2.885 reais).

Em Miami não é permitido portar armas à vista em espaços públicos, salvo em casos especiais, mas (uma vez registrada a licença, que a própria loja providencia) não há problema em ter uma pistola em casa ou no porta-luvas do carro. Se você a utilizar contra alguém que entrar sem permissão na sua casa ou no seu carro, tranquilo: você nem sequer será julgado.

Na porta da loja de armas Johnson, há uma placa permitindo a entrada com armas. Com algumas observações que parecem irônicas: “Por favor, mantenha a arma no coldre, a não ser que surja uma necessidade. Nesse caso, agradecemos uma boa pontaria.” Outro cartaz, colado com durex, pede que as pessoas usem máscara e mantenham a distância nas filas formadas na rua. O estabelecimento é muito amplo, mas lota facilmente nos sábados – quando pode ser preciso esperar por meia hora. São tempos gloriosos para a indústria do armamento pessoal.

No Brasil, indústria das armas também está em alta
O recorde de checagens de armas registrado nos EUA segue a mesma tendência observada no Brasil. Não é à toa: em dois anos de mandato, o presidente Jair Bolsonaro colaborou para que a lei brasileira do controle de armas, aprovada por Luiz Inácio Lula da Silva, se afastasse do modelo europeu para se aproximar dos Estados Unidos através de uma série de mudanças legislativas. Com isso, ela facilita o acesso aos armamentos por parte dos brasileiros, cumprindo uma promessa de campanha do presidente.

As vendas de pistolas, fuzis etc. quase triplicaram desde 2018. Se no ano da vitória eleitoral de Bolsonaro 50.000 novas armas foram registradas, neste ano de 2020 foram 130.000 até outubro, segundo dados oficiais. Além disso, os portes de arma aumentaram, mais pessoas podem sair de casa com uma arma, podem possuir mais unidades, comprar calibres mais potentes, mais munição e agora devem renovar o porte em dez anos, não mais em cinco. O desejo de ver a população armada foi explicitado pelo próprio Bolsonaro em reunião gravada com os seus ministros. “Quero que o povo se arme! É a garantia de que não vai aparecer um filho da puta para impor uma ditadura aqui! Como é fácil impor uma ditadura!”, vociferou o presidente em abril deste ano.

outubro 29, 2020

Taurus entrega fuzis adquiridos pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul


*LRCA Defense Consulting - 29/10/2020 

No dia 23 de outubro, a Policia Civil do Estado do Rio Grande do Sul recebeu 96 fuzis T4 adquiridos junto à empresa Taurus Armas S.A., uma das maiores fabricantes mundiais de armas, na última sexta-feira (23).

A entrega foi feita no Palácio da Polícia, em Porto Alegre, e contou com a presença da Delegada Priscila Salgado, Diretora da Divisão de Armas, Munições e Explosivos da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (DAME) e Presidente da Comissão de Material Bélico da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Por ser uma arma versátil e de emprego tático, o fuzil Taurus T4 já faz parte do arsenal da Polícia Civil gaúcha. A aquisição de mais este lote é reflexo da credibilidade que o armamento tem demonstrado no seu uso contínuo na instituição. Além de ampliar o arsenal da instituição, os fuzis vão ajudar no trabalho de policiamento e combate à criminalidade no Rio Grande do Sul.

EUA - Uma nação dividida concorda em uma coisa: muitas pessoas querem uma arma

Os compradores de armas dizem que são motivados por uma nova sensação desestabilizadora que os leva a comprar armas pela primeira vez ou, se já as têm, a comprar mais.


*The New York Times, por Dionne Searcey e Richard A. Oppel Jr. - 27/10/2020

Como muitos americanos, duas mulheres a mil milhas uma da outra estão preocupadas com o estado incerto da nação. Suas razões são totalmente diferentes. Mas eles encontraram um terreno comum e um senso de certeza em uma compra recente: uma arma.

Ann-Marie Saccurato rastreou sua compra até a noite em que estava jantando em um restaurante na calçada não muito tempo atrás em Delray Beach, Flórida, quando uma marcha Black Lives Matter passou e sua mente começou a divagar.

É preciso apenas uma pessoa para provocar um tumulto quando as emoções estão altas, ela se lembra de ter pensado. E se a polícia for derrotada e não puder controlar a multidão?

Ashley Johnson, em Austin, Texas, se preocupa com as imagens que viu nas últimas semanas de milícias armadas comparecendo a comícios e fazendo planos para sequestrar governadores. O resultado da eleição, ela pensa, será devastador para algumas pessoas, independentemente do vencedor.

“Talvez eu esteja apenas olhando demais as notícias, mas há indícios de guerra civil dependendo de quem vence”, disse Johnson. “É muito para processar.”

Na América, os picos nas compras de armas costumam ser causados ​​pelo medo. Mas, nos últimos anos, essa ansiedade se concentrou na preocupação de que os políticos passassem por controles mais rígidos de armas . Os tiroteios em massa geralmente geram mais vendas de armas por esse motivo, assim como as eleições dos democratas liberais.

Muitos compradores de armas agora estão dizendo que são motivados por um novo senso desestabilizador que está levando até mesmo as pessoas que se consideravam anti-armas a comprar armas pela primeira vez - e as pessoas que já as têm a comprar mais.

A nação está no caminho certo em 2020 para estocar em taxas recorde, de acordo com grupos que monitoram verificações de antecedentes a partir de dados do FBI. Em todo o país, os americanos compraram 15,1 milhões de armas nos sete meses deste ano, de março a setembro, um salto de 91 por cento em relação ao mesmo período de 2019, de acordo com estimativas de vendas de armas de fogo ajustadas sazonalmente do The Trace, uma organização de notícias sem fins lucrativos que se concentra em armas. O FBI também processou mais verificações de antecedentes para compras de armas apenas nos primeiros nove meses de 2020 do que em qualquer ano anterior, mostram os dados do FBI.

Dados do FBI mostram que as vendas dispararam no início deste ano, à medida que o medo do vírus se espalhou . E aumentos bruscos nas vendas estão aparentemente ocorrendo em todos os lugares: os estados com o menor salto nas vendas em setembro, por exemplo, foram Alasca e Dakota do Norte, cada um com aumento de cerca de um terço em comparação com setembro de 2019. Os estados com os maiores ganhos incluíram Michigan, até 198 por cento em relação a setembro de 2019, e New Jersey, um aumento de 180 por cento, de acordo com estimativas do The Trace .

É difícil saber exatamente quem está comprando armas em um determinado momento na América. Proprietários de lojas de armas, grupos de defesa dos direitos de armas e grupos de lobbying de armas disseram que agora estão vendendo mais armas do que o normal para compradores negros, e para mulheres em particular, e mais armas para proprietários de armas de primeira viagem em geral.

“O ano de 2020 foi apenas um longo anúncio de por que alguém pode querer ter uma arma de fogo para se defender”, disse Douglas Jefferson, vice-presidente da National African American Gun Association, que teve o maior aumento no número de membros este ano desde o grupo foi formado em 2015.

O afluxo de novas armas nos lares americanos é preocupante em um momento em que muitas pessoas estão sob incrível estresse com empregos e picos de casos de coronavírus, disse Kris Brown , que é presidente do Centro Brady para Prevenir a Violência com Armas e que observou que suicídio e violência doméstica a violência está em alta.

Sobre a questão do controle de armas, a divisão há muito é partidária. Leis de porte oculto, proibição de revistas (carregadores) de alta capacidade e permissão para professores portarem armas na escola separaram muitos republicanos dos democratas. Uma pesquisa do Pew Research Center em 2017 descobriu que os republicanos e independentes que defendem o republicano têm duas vezes mais probabilidade do que os democratas e independentes que acreditam que os democratas possuem uma arma.

Mas quando se trata de posse de armas, há algo exclusivamente americano que atravessa filiações partidárias e fronteiras sociais - deixando liberais e conservadores lutando por munição porque querem se preparar para o que vier a seguir.

“Esta é uma sala gigante de 'nunca se sabe'”, disse Bert Davis, olhando para as pessoas que circulavam dentro de um salão de convenções na Virgínia para examinar o armamento no início deste mês no Nation's Gun Show, um dos maiores eventos do gênero.

O Sr. Davis estava cercado por mesas exibindo rifles semiautomáticos AR-15, soqueiras em forma de coelho, pistolas gravadas com bandeiras americanas e o rosto do presidente Trump, livretos com títulos como "Esteja pronto para qualquer coisa".

Um funcionário de recursos humanos da cidade de Richmond, Virgínia, Davis, tinha ido ao show com sua irmã Toni Jackson, que estava tendo dificuldade em encontrar munição 9 milímetros em lojas de armas locais; elas estavam todos esgotados.

No show, rodadas douradas reluzentes estavam à venda aos milhares.

“Todo mundo está se armando contra seu vizinho”, disse Jackson, olhando para a diversidade de outros compradores, alguns empurrando carrinhos de bebê e cadeiras de rodas, um com uma máscara Black Lives Matter, um com uma máscara Keep America Great e um linha para verificação de antecedentes que serpenteava ao longo da sala. “Isso alimenta o separatismo do país.”

A Sra. Jackson comprou sua primeira arma há cerca de três anos, uma pequena pistola calibre .380, porque seu trabalho de administração de propriedade exigia que ela manuseie grandes quantias de dinheiro. Recentemente, ela deu entrada em uma pistola de 9 milímetros mais potente que ela acha que oferecerá melhor proteção.

“O que está acontecendo no país agora, tenho medo de sair sozinha como uma mulher negra”, disse Jackson, descrevendo a agitação em sua cidade de Richmond e além. “Há muitas pessoas que não estão necessariamente animadas com a retirada dos monumentos confederados.”

Outros compradores disseram que compraram uma arma porque temiam que as chamadas para retirar o dinheiro da polícia fossem atendidas. Alguns disseram que estavam com medo da polícia. Alguns ficaram com medo de que Joseph R. Biden Jr. se tornasse presidente. Outros estavam com medo de mais quatro anos de presidente Trump.

Don Woodson estava supervisionando a mesa da Trojan Arms and Tactical com dezenas de armas semiautomáticas 9 milímetros pretas, rosa e turquesa da Tiffany. Ele estimou que 70 por cento de suas vendas na feira foram para novos proprietários de armas, muitos dos quais lhe disseram que têm medo de manifestantes.

“Pessoas que nunca teriam tido armas antes”, disse ele. “Agora, eles estão procurando por segurança.”

Dois corredores adiante estava Larry Burns, vestindo uma máscara Keep America Great e uma camiseta Trump 2020. Ele disse que entraria em ação se visse os manifestantes saindo do controle.

“Se eles começarem a machucar as pessoas, vou machucar de volta”, disse Burns, que possui duas espingardas. “Eu vivi minha vida. Vou me sacrificar pelos meus netos.”

“Cada pessoa que chega diz que não sei o que está acontecendo no mundo”, disse DeRosa, que oferece treinamento de segurança com armas. “As pessoas estão apenas nervosas e procuram algum tipo de segurança. ”

É um sentimento que estava pesando na mente da Sra. Saccurato quando ela estava jantando e a marcha Black Lives Matter passou.

Ela tinha visto notícias de violência explodindo nas cidades enquanto os manifestantes se reuniam. Ela entendeu por que as pessoas estavam marchando e achou a morte de George Floyd horrível. Mas a violência que se seguiu, os danos, a raiva contra os policiais, disse ela, “foi ainda mais nojenta”. A Sra. Saccurato, 43, que treina atletas para viver, é branca e tem amigos na aplicação da lei. Eles são boas pessoas, disse ela, e não estão recebendo o respeito que merecem.

“Eles estão sendo colocados em situações em que não conseguem lidar com as coisas com a eficiência e eficácia que desejam”, disse Saccurato. “E se isso está acontecendo com eles, onde isso me coloca?”

Assistindo aos manifestantes naquela noite, ela decidiu que era hora de obter uma licença e comprar uma arma . Sua nova arma: uma pistola Sig Sauer p365-XL de 9 milímetros .

A Sra. Johnson não cresceu em uma casa com armas.   Há cerca de um ano ela se mudou para Austin, o que ela considerou um passo ousado para alguém que nunca viveu longe de sua família na Carolina do Norte.

Na primavera, quando o vírus começou a se espalhar, ela se viu sozinha em uma cidade relativamente nova, enquanto todos os outros moravam com suas famílias. E, como compradora de uma mercearia, ela estava sofrendo com a devastação que todo o pânico de compras causou na cadeia de suprimentos.

“Eu vi em primeira mão”, disse ela.

Depois que Floyd foi morto pela polícia em maio, Johnson decidiu participar dos protestos que estavam varrendo o país. A única marcha em que participou neste verão foi em plena luz do dia, mas ela estava ansiosa.

“Eu compreendo sinceramente que você queira proteger o seu negócio”, disse ela, sobre as pessoas que condenam os danos à propriedade nos protestos. “Como uma pessoa negra, eu sou como uma janela quebrada versus uma vida?”

Não muito tempo depois, um amigo a convidou para um campo de tiro para uma aula de segurança com armas. Ela estava nervosa segurando uma arma pela primeira vez. Assuma o controle, o instrutor disse a ela.   Não deixe ninguém te apressar. Ela disparou. Ela voltou várias vezes ao intervalo.

Então ela assistiu ao primeiro debate presidencial e ouviu o Sr. Trump se recusar a repudiar os supremacistas brancos.

“Eu só pensei que se ele perder esta eleição, algo vai acontecer e eu só preciso ser protegida”, disse ela.

Em uma tarde de domingo recente, entre uma corrida ao supermercado para encher sua nova panela elétrica e assistir futebol na TV, a Sra. Johnson passou pela loja de armas e comprou uma pistola semiautomática Ruger SR22 .

Grupo AKAER revitaliza o competente P-3AM Orion com tecnologia do Século 21


*LRCA Defense Consulting - 29/10/2020

Uma aeronave concebida na década de 1950 está ganhando um novo fôlego para realizar suas missões de vigilância nas águas azuis brasileiras. O Grupo Akaer é responsável pela revitalização do P-3AM Orion, oferecendo a melhor solução de custo-benefício para a Força Aérea Brasileira.

O Brasil possui um litoral com 7.367 km de extensão e com uma geografia única. A Zona Econômica Exclusiva – ZEE é uma faixa situada para além das águas territoriais, sobre a qual cada país costeiro tem prioridade para a utilização dos recursos naturais do mar, tanto vivos como não vivos, e responsabilidade na sua gestão ambiental, se estendendo por até 200 milhas náuticas.

Considerando o comprimento da nossa costa, a ZEE Brasileira é de 3.500.000 km² de área, que constitui propriedade exclusiva do país. Se considerarmos ainda a Plataforma Continental com 911.000 km², a nossa ZEE se aproxima de 4,5 milhões de km². Praticamente a mesma área da nossa Amazônia legal. Se não bastasse essa imensidão de água a ser vigiada e controlada, as áreas internacionais de responsabilidade para operações de Socorro e Salvamento (SAR – Search and Rescue), de compromisso junto à Organização Marítima Internacional (International Maritime Organization – IMO) somam cerca de 10 milhões de km².

Essa tarefa cabe constitucionalmente à Marinha do Brasil, que conta com o apoio total do esquadrão de vigilância e reconhecimento da Força Aérea Brasileira (FAB), que até 2010 inventariava somente as aeronaves P-95 (EMB-111, Bandeirantes ou Bandeirulha) dedicada à patrulha marítima.

Porém, no dia 3 de dezembro 2010, o jogo começou a mudar. Nesse dia, a FAB iniciou o recebimento da primeira aeronave P-3AM Orion, uma mudança total de paradigma.

A primeira aeronave P-3AM Orion foi apresentada em solenidade em Madri, na Espanha, com a presença do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do então Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito.

O P-3 Orion é uma aeronave de características únicas para realizar as diversas missões de vigilância marítima e negação do uso mar. O perfil da maioria das missões de patrulha marítima exige voo à baixa altitude e baixa velocidade. Esse perfil privilegia as aeronaves com propulsão a hélice, pois nestas condições consomem menos combustível e com isso conseguem permanecer em voo por muito mais tempo, diferentemente dos jatos, que são mais econômicos em alta altitude e velocidade de cruzeiro também alta, quando comparada com as aeronaves turboprop. Além de se beneficiar das características intrínsecas de um turboprop, o P-3 vai além, com seus quatros motores, quando na estação da missão, esta aeronave ainda permite o desligamento de um ou dois motores para reduzir o consumo e permanecer mais tempo na missão ou ir mais longe. O P3 Orion, derivado de uma versão comercial o Lockheed L-188 Electra, pode ficar em voo por até 16 horas em baixa altitude e a velocidade compatíveis para o lançamento de sonoboias ou um kit SAR. Essas capacidades são imbatíveis quando se realiza missões de guerra antissubmarina ou uma missão de busca e salvamento.

Esse é o motivo que faz desta aeronave campeã de vendas na sua categoria. Entre 1961 e 1990 foram produzidas mais de 750 unidades, e em 2012 entrou para o restrito clube dos aviões com mais de cinquenta anos de serviço contínuo com o mesmo utilizador, neste caso a Marinha Norte-Americana.

Foram modernizadas 9 (nove) aeronaves e novos sensores e sistemas foram instalados, tornando o P-3AM compatível às necessidades operacionais da FAB. De acordo com a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), os P-3AM ORION brasileiros, são vetores poderosos em consonância com as diretrizes estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, visto que incrementam, substancialmente, a capacidade do Brasil na busca de proteger os interesses nacionais.

O PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DA AKAER

O projeto de revitalização da Akaer iniciou-se no final de 2018, quando equipes da empresa participaram de treinamentos em uma empresa americana, parceira do projeto. Os primeiros conjuntos de asas estão sendo revitalizados nas modernas instalações da Akaer, localizada no complexo industrial da empresa em São José dos Campos (SP). Desmontagem e montagem serão realizadas no Parque de Material Aeronáutico do Galeão da FAB, no Rio de Janeiro (RJ).

A revitalização estenderá a vida útil das aeronaves. Para isso, a Akaer fará a substituição de diversos elementos primários da asa tais como revestimentos superiores, longarinas dianteiras e traseiras, painéis superiores e inferiores dos caixões centrais asa/fuselagem, entre outras ações. Esse projeto evitará a interrupção da utilização desta aeronave no cumprimento fundamental de proteger nossa costa devido ao esgotamento de sua vida em fadiga, e que estenderá sua vida útil por anos.

A Akaer traz também uma abordagem diferente da normalmente trazida pelas OEM’s e/ou fornecedores de equipamentos isolados. No caso da Akaer, as soluções adotadas são focadas nas análises de engenharia que, em um primeiro momento, permitam a revitalização e/ou extensão da vida operacional das soluções existentes, com um mínimo de intervenção.

ALTA TECNOLOGIA

A Akaer tem a inovação tecnológica como parte integrante do dia a dia e, no caso da revitalização das asas do P-3, não poderia ser diferente. Desde o primeiro momento, o projeto também era visto como uma plataforma para integrar conceitos e ferramentas de Indústria 4.0: o gêmeo digital, a manufatura avançada, a integração de sistemas, entre outros.

Para se ter uma ideia, antes mesmo de se começar a instalar os ferramentais e materiais no hangar, uma série de estudos de layout foram conduzidos em busca de uma distribuição ótima das estações de trabalho que pudesse maximizar a agregação de valor ao produto, reduzindo-se desperdícios.

Mais recentemente, uma nova revisão desse estudo foi realizada com o objetivo de possibilitar o trabalho em paralelo de dois pares de asas, além de diminuir deslocamentos e melhorar as bancadas e prateleiras de armazenamento de materiais em processo de produção.

Resumidamente, todo o layout de fábrica foi concebido, analisado e validado em um ambiente virtual antes de se tornar físico. E, mais: a análise e validação foram feitas utilizando-se recursos de realidade virtual – o que permite melhor percepção do layout.

Seguindo a mesma abordagem de se analisar criticamente as informações recebidas, também há inovação no que se refere aos roteiros de manufatura. O boletim de serviço a ser aplicado nas asas compreende mais de 1500 instruções de trabalho tornando o manejo da informação e documentação um desafio importante.

Para esse fim, foi desenvolvida uma solução tecnológica capaz de organizar os roteiros de manufatura em grupos correlacionados e que permite uma melhor visibilidade do status geral do processo (melhorando o processo de tomada de decisão). Essa solução recebe o nome de Rotas Alternativas, justamente por permitir que diferentes “caminhos” possam ser tomados para se executar o boletim de serviço, além de garantir maior transparência das informações de cada roteiro.

O primeiro protótipo foi desenvolvido para uma amostra de 150 roteiros e foi validado com sucesso. Neste momento, a solução está em fase de transbordamento para todo o universo de mais de 1.500 roteiros.

E as inovações aplicadas e desenvolvidas no P-3 não param por aqui. Todos esses roteiros de manufatura foram construídos a partir de imagens digitalizadas de desenhos da década de 1950 (período de desenvolvimento do avião) e organizados em uma base de dados confiável e única no ambiente de PLM (Product Lifecycle Management, ou Gerenciamento do Ciclo de Vida do Produto). E ainda: todos os roteiros podem ser consumidos por meio de dispositivos móveis, tais como tablets, diretamente na linha de produção. Ou seja, mesmo que os desenhos sejam antigos, a tratativa digital fornecida permite um projeto sem papel e com confiabilidade de que todos os operadores e engenheiros tenham acesso à mesma base de dados.

Em um futuro próximo, abordaremos outra capacidade que será implantada na execução das atividades. Além dos desenhos, será possível acessar informações tridimensionais dos roteiros de manufatura, sendo uma ferramenta ainda mais interativa e garantindo maior valor agregado à operação.

Encontra-se em processo de desenvolvimento de conceito uma solução de realidade aumentada para permitir que as operações e informações de produção sejam feitas em tempo real, utilizando a própria estrutura como plataforma de imagem.

Paquistão substituirá aeronave de patrulha Orion por avião brasileiro [da Embraer]

Um atendente fica ao lado de um modelo do jato executivo Embraer Lineage 1000 durante o Asian Aerospace Show em Hong Kong em 8 de março de 2011. (Kin Cheung / AP)

*Defense News - 27/10/2020

A Marinha do Paquistão escolheu o jato Embraer Lineage 1000 para substituir sua aeronave de patrulha marítima de longo alcance P-3C Orion, confirmou ao Defense News uma fonte com conhecimento do programa.

O chefe da Marinha, almirante do almirante Zafar Mahmood Abbasi, anunciou em 6 de outubro que a Marinha substituiria sua frota P-3C Orion por 10 jatos comerciais convertidos, o primeiro dos quais já foi encomendado. No entanto, ele não identificou o tipo.

O Ministério da Produção da Defesa, que cuida da aquisição, não retornou pedidos de comentários sobre a conversão e possíveis parceiros.

Com apenas uma aeronave encomendada até agora, o programa está em seus estágios iniciais. Quando convertido para o serviço do Paquistão, a aeronave se chamará Sea Sultan.

Não está claro se a aeronave está sendo adquirida diretamente do fabricante ou de outra parte. A Embraer não respondeu aos pedidos de comentários.


A questão de quais problemas podem surgir na conversão da aeronave foi colocada para Douglas Barrie, um analista aeroespacial do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos:

“Usar uma aeronave comercial com motor turbofan como base para uma plataforma ASW [guerra anti-submarina] não é algo inédito. Afinal, o US P-8 é um derivado do Boeing 737-800 ", disse ele.

Mas há desafios na conversão da aeronave, acrescentou ele, "principalmente se o transporte interno de armas for necessário, onde um compartimento de bomba precisará ser cortado na fuselagem".

“[É um] empreendimento significativo e a gestão de riscos será importante”, disse ele, acrescentando que é provável que a Embraer seja solicitada a ajudar na conversão, “caso contrário, os desafios ficarão ainda maiores”.

Frederico Lemos, representante de defesa da Embraer que cuida de negócios na Ásia, não respondeu às perguntas do Defense News sobre se a empresa está ou estaria envolvida no processo de conversão.


outubro 27, 2020

Especialista: Saab pode usar Brasil como 'maquiador' para exportar o Gripen para a América Latina

 

*Sputnik - 27/06/2020

Na última sexta-feira (23), a fabricante sueca de aeronaves Saab apresentou em Brasília o primeiro dos 36 caças Gripen adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB), que devem entrar em operação em meados do ano que vem. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 25 bilhões nesse projeto.

​Em entrevista ao jornal o Globo, o presidente da Saab, Micael Johansson, revelou o desejo de transformar o Brasil em um hub da companhia, para exportar seus produtos para outros países.

"Eu quero transformar o Brasil em um hub para a SAAB, junto com os parceiros brasileiros, para exportar para outros mercados. Isso pode ser o caça, como o Gripen, mas também outras coisas que gostaríamos de trabalhar com a indústria brasileira na área de defesa", disse Johansson, citado pelo jornal.

​Atualmente, a empresa já possui parcerias no país com a Embraer, importante fabricante de aviões, com a AEL Sistemas, desenvolvedora de componentes eletrônicos, e com a AKAER, especializada no desenvolvimento de produtos de alta tecnologia para os mercados aeroespacial e de defesa, destaca a reportagem.

Em declarações à Sputnik Brasil, o especialista em assuntos militares Pedro Paulo Rezende comentou o interesse da Saab em transformar o país em um grande centro de produção e venda de seus produtos para outros mercados.

No que diz respeito aos caças Gripen, o analista avaliou possíveis mercados para essa eventual parceria e observou algumas dificuldades para uma possível exportação das aeronaves para outros países da região.

"Na América Latina, apenas um país demonstrou interesse no Gripen E, a Argentina. Qual o problema? O avião possui componentes de origem britânica e, por causa disso, não pode ser exportado para a Argentina, em função do contencioso nas Ilhas Falkland / Malvinas", afirma.

A Colômbia, segundo Rezende, precisará, mais cedo ou mais tarde, renovar a sua frota de caças, dado que a "disponibilidade da Força Aérea Colombiana é de apenas 30%". No entanto, talvez, esse outro grande mercado regional também não tenha condições de adquirir caças do modelo que seria produzido no Brasil, como defendeu Johansson em entrevista ao Estadão.

"A Colômbia tem noção das limitações econômicas que possui. É muito mais fácil vender a versão anterior do Gripen para a Colômbia, a versão C, do que a versão E, que é muito cara, com cada avião saindo acima de US$ 100 milhões [R$ 562 milhões]. Eu não acredito que a Colômbia tenha bala na agulha para adquirir o modelo que o Brasil e a Suécia adotaram."

Apesar das possíveis dificuldades de se encontrar um comprador para novos caças Gripen na região, o especialista acredita que há, na América Latina, potencial de mercado para outros itens produzidos pela companhia sueca, como, por exemplo, o míssil antiaéreo RBS-70 e o sistema antitanque Carl Gustav.

"A gente tem que levar em conta que o mercado latino-americano é um mercado muito limitado em função das restrições orçamentárias, a gente tem que pensar nisso."

Levando em consideração a atual relação entre o Brasil e a Saab, Rezende acredita que, do ponto de vista da empresa, o país poderá servir como um "maquiador para exportar para a América Latina".

"Essa nacionalização foi feita em cima de estruturas. Ou seja, nós não estamos produzindo radar no Brasil — o radar, inclusive, pertence a outra empresa, a Leonardo, que é uma empresa italiana. A gente não está produzindo IRST, que é o sensor infravermelho e também é da Leonardo. A gente não fabrica o sistema de guerra eletrônica, que, no caso brasileiro, é israelense, e, no caso sueco, é alemão. E assim vai. Ou seja, a gente produz a casca. Então, você pode utilizar o Brasil como um maquiador para exportar para a América Latina. Sob o ponto de vista da Saab, seria mais ou menos isso."

outubro 26, 2020

Publicação americana Shooting Illustrated destaca a pistola Taurus G3c


*Shooting Illustrated, by Jay Grazio - 23/10/2020

A Taurus lançou a G3 em 2019 e, em sua análise desta pistola, Tamara Keel observou que a evolução da G3 seguiu um caminho inverso - a Taurus pegou a G2c menor e a tornou maior para criar a G3. Oh, algumas coisas foram alteradas, como o tratamento de deslizamento no focinho e a mira, mas no geral as duas eram muito semelhantes. Então, pareceu um pouco estranho quando a Taurus apresentou a G3c, uma versão menor da G3. Diferenças sutis existem entre a G2c e a G3c, como as serrilhas deslizantes para a frente na G3 e distinções de mira traseira, mas as duas pistolas são idênticas na maioria das dimensões.

Diferenças, ou falta delas, no entanto, a G3c representa uma opção eminentemente acessível para transporte oculto. A G3c não só tem um preço ligeiramente superior a US $ 300 (mais perto de US $ 250 nas prateleiras das lojas de armas), mas também vem com três pentes. O tamanho da G3c a coloca em algum lugar entre uma compacta e uma subcompacta, com um comprimento total semelhante ao de uma Glock G26 e uma altura total muito próxima à G19. É certamente um tamanho útil, mas enfrenta o mesmo tipo de crítica que a G19X - a empunhadura pode ser mais curta para ajudar na ocultação, enquanto o slide pode ser mais longo para aumentar a velocidade e o raio de visão.

Em qualquer caso, porém, a G3c é uma oferta sólida, embora um tanto utilitária, para transporte oculto. A empunhadura é bastante agressiva, o que é ótimo para controle sob tiro rápido, mas pode causar abrasão durante sessões de longo alcance. Os controles são decididamente destros e mínimos; há uma segurança bem projetada para quem prefere uma, uma alavanca slide-stop e nubs de desmontagem além do lançamento de revista. A G3c, assim como a G2c e a G3, tem capacidade de “segundo golpe”, em que um segundo puxão do gatilho ativará o martelo.

No final das contas, porém, a G3c é uma escolha sólida para alguém com orçamento limitado. É outra opção a ser considerada, e que vem com garantia vitalícia. Para quem procura uma pistola de transporte oculto e com custo acessível, a Taurus G3c pode ser a escolha certa.

Coldre: Galco Stow-N-Go (MSRP: $ 46)
Em sintonia com o tema da engrenagem decente em um orçamento, o coldre escolhido para levar a G3C é Galco's Stow-N-Go, um coldre steerhide utilitário com um clipe de cinto polímero. Tem uma boca reforçada com metal para manter o coldre aberto para recolocação, uma inclinação neutra e pode acomodar um cinto de até 1,75 polegadas. O Stow-N-Go está disponível nas configurações para destros e canhotos e nas cores marrom e preta.

O clipe de cinto simples de polímero permite o rápido encaixe ou remoção do cinto, tornando o Stow-N-Go uma ótima opção para um equipamento “pega-e-pega”, que você pode jogar para fazer uma tarefa rápida ou apenas para ter ao redor da casa. É acessível, cabe em uma variedade de semiautomáticas e revólveres diferentes e pode até acomodar algumas possibilidades de fixação a laser.

Faca: Ontario Knife Company Shikra (MSRP: $ 45,60)
Completando nosso kit de transporte barato está a nova Shikra da Ontario Knife Company. Apresentando uma lâmina de aço inoxidável AUS8 com acabamento em PVD stonewashed, a Shikra possui uma escala única de linho micarta em um lado e uma escala de titânio no reverso. A faca se abre por meio de um mecanismo de flipper e usa uma trava de quadro para manter a lâmina no lugar.

Devido à sua construção, a Shikra é configurado apenas para ser carregado com a mão direita. Ao contrário de muitas outras facas, porém, ela oferece orientação inclinada para cima ou para baixo. A lâmina opera suavemente e é fácil de abrir e fechar com uma única mão. O aço AUS8 dá à Shikra maior resistência ao desgaste e tenacidade, ao mesmo tempo que torna mais fácil de afiar.


WEG equipa o maior projeto de irrigação por elevação do mundo


*LRCA Defense Consulting - 26/10/2020

Para resolver a situação da escassez de água de Telangana, uma região árida no sul da Índia, o país construiu o maior projeto de irrigação por elevação do mundo, o Kaleshwaram Lift Irrigation Scheme (KLIS).

Inaugurado recentemente, o projeto não só está reforçando o armazenamento de água disponível para irrigação de 8 mil km² de terra de 13 distritos do estado, como também está aumentando os níveis de água subterrânea no Cinturão do Rio Godavari, para abastecer indústrias e melhorar as oportunidades de subsistência da população, por meio de atividades agrícolas associadas a pesca, turismo etc.

A WEG está presente neste projeto fornecendo 14 motores de 40 MW 30 polos para a Xylem India PVT. LTD, um dos maiores fabricantes de bombas hidráulicas do mundo, que acopla esses motores às suas bombas de alta capacidade e fornece para a Megha Engineering & Infrastructures Ltda, empresa responsável pela engenharia, compras e construção da KLIS. Os motores, os maiores já produzidas pela WEG em sua fábrica da Índia, pesam individualmente 262 toneladas e foram todos montados e testados no local do projeto.

Do início da construção desta estação da KLIS, em 2018, até a conclusão, em junho de 2020, a WEG somou aproximadamente 26 milhões de dólares de faturamento, tendo instalado 22 motores com potência de 27 MW a 40 MW.

“Fornecer equipamentos de alta tecnologia para a maior estação de bombeamento do mundo é uma grande referência para a WEG, tanto do ponto de vista tecnológico/comercial, como de complexidade industrial. Para este projeto nós construímos o maior motor já fabricado pela WEG Índia, uma gigante obra de engenharia que nos abrirá muitas outras oportunidades globais no segmento de água e saneamento”, explica João Paulo Gualberto da Silva, Diretor Superintendente da WEG Energia.

Atendendo o mercado indiano desde 2001, a WEG é hoje uma marca consolidada no sudeste asiático, especialmente no segmento de máquinas elétricas girantes de alta tensão, onde destaca-se no fornecimento de Motores Síncronos – especialmente para projetos de transposição de rios/irrigação, bem como de motores de indução, além de hidrogeradores e turbogeradores. Desde 2011 a WEG conta com fabricação local. Localizada em Hosur-Tamil Nadu, a 40 km ao sul de Bangalore-Karnataka, a unidade indiana é um projeto greenfield que conta com aproximadamente 800 colaboradores, fabricando mais de 300 máquinas elétricas girantes de grande porte anualmente.


CBC inaugura nova fábrica e anuncia lançamento de novo portfólio de munições .22


*LRCA Defense Consulting - 26/10/2020

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Empresa Estratégica de Defesa e líder mundial em munições, inaugurou nesta sexta-feira (23) uma nova fábrica exclusiva para o calibre .22LR na unidade de Ribeirão Pires (SP).

O investimento de mais de USD 7 milhões irá praticamente triplicar a capacidade produtiva, passando dos atuais 80 milhões de munições .22/ano para 220 milhões/ano. Em termos de performance do produto, a nova fábrica elevará a um novo padrão de qualidade e desempenho, trazendo ganhos expressivos em precisão e uniformidade, igualando os cartuchos .22 da CBC aos melhores produtos do segmento no mundo.

O evento de inauguração, primeiro realizado também online pela empresa, contou com a participação presencial ou virtual de diversas autoridades, entre eles o prefeito de Ribeirão Pires, Adler Kiko Teixeira, os deputados federais Luiz Philippe de Orléans e Bragança e Alexis Joseph Steverlynck Fonteyne, o Comandante Militar do Sudeste do Exército Brasileiro, General Eduardo Antonio Fernandes, o General de Divisão Luis Antônio Duizit Brito, atletas renomados do esporte do tiro no Brasil, como Alexandre Galgani, Cassio Rippel, Felipe Wu e Geraldo Rosenthal, entre outros importantes representantes do setor.

Na ocasião, foi possível conhecer, por meio de um tour virtual, a nova fábrica, que conta com maquinários de última geração, desenvolvidos em conjunto no Brasil, Itália e Bélgica.

De acordo com Fábio Mazzaro, presidente da Companhia Brasileira de Cartuchos, "a nova fábrica comprova o propósito da CBC de investir sempre em novas tecnologias e modernos equipamentos para assegurar à companhia sua posição de líder mundial no mercado de munições. Esse é o nosso compromisso com os clientes no mundo inteiro. Nos últimos cinco anos investimos mais de USD 185 milhões em aquisições, ampliação e modernização das fábricas/linhas de produção da CBC, gerando mais de 2.000 empregos no Brasil".

Com tecnologia de ponta, rigorosos processos de controle de qualidade e aumento de produtividade, a nova fábrica permitirá a CBC atender à crescente demanda nacional e internacional, entregando produtos de alta performance e precisão, além de conquistar novos mercados.

"A demanda internacional pelo calibre .22 é gigantesca e a nova fábrica colocará a CBC entre os maiores produtores do mundo. Este novo portfólio de produtos representa uma adição importante para a Magtech, marca da CBC para exportação. A inauguração da nova fábrica vai permitir uma ampliação significativa da empresa no mercado internacional", afirma o vice-presidente de vendas e marketing internacional da CBC, Fernando Salm.

O calibre .22LR, em termos de unidades vendidas, é considerado o mais popular do mundo. Costuma ser utilizado em competições de tiro de várias modalidades, em treinamentos e em momentos de lazer. Sua versatilidade, baixo estampido e recuo, são algumas das razões que colaboram para que esse cartucho seja a melhor opção para iniciantes no tiro esportivo e o tornam o mais vendido.

Lançamento do novo portfólio de munições .22 
O lançamento do novo portfólio de munições .22 da CBC, previsto para o mês de novembro, acontece em um momento especial para o segmento, de crescimento e de grande visibilidade do esporte do tiro brasileiro. Este é também o ano em que o país comemora 100 anos da primeira medalha olímpica de ouro brasileira, conquistada no tiro esportivo por Guilherme Paraense, do Exército Brasileiro, em 3 de agosto de 1920.

Para o vice-presidente comercial e de relações institucionais da CBC, Salesio Nuhs, "a nova fábrica de munições calibre .22 reforça a posição da companhia como líder mundial em munições e reflete o compromisso permanente da empresa em atender às necessidades dos consumidores, garantir aos atiradores um treinamento em condições de igualdade com os melhores do mundo e contribuir para melhores resultados do Brasil em competições".

CBC - multinacional brasileira líder mundial em munições para armas leves
Solidez, inovação e foco no cliente. Esta tem sido a postura da CBC desde sua fundação, em 1926. Nas plantas produtivas de São Paulo e Rio Grande do Sul é fabricada uma completa gama de produtos voltados à defesa, segurança, esporte e lazer, incluindo uma série de munições inovadoras, desenvolvidas com tecnologia própria. Empresa Estratégica de Defesa, a CBC é pautada pelo compromisso de contribuir com as operações e missões das Forças de Segurança Pública e Forças Armadas brasileiras, atuando como Arsenal Nacional para defesa da soberania nacional. 

No âmbito internacional, a CBC possui atuação global e é uma das maiores fornecedoras mundiais de munição para países da OTAN. Com unidades produtivas no Brasil, Alemanha e República Tcheca e centros de distribuição no Brasil, Estados Unidos e Europa, o Grupo CBC é líder mundial em munições para armas portáteis. A confiabilidade de seus produtos é atestada por 130 países, nos 5 continentes. 

Abaixo, o vídeo do evento de inauguração (assista a partir dos 14 minutos):


outubro 25, 2020

Americanos estão comprando muitos equipamentos militares e de sobrevivência duas semanas antes da eleição

*Zero Hedge - 23/10/2020

É uma tendência alarmante que observamos antes durante o verão cheio de ansiedade de bloqueio de COVID e pandemia de 'incerteza', bem como o caos de protestos raciais e motins: os americanos estão estocando armas e equipamentos de combate como se não houvesse amanhã , ou melhor olhando para as incógnitas extremas de curto prazo que virão após as eleições.

Pesquisando lojas de armas e equipamentos táticos em cidades especialmente em todo o sul, por exemplo, Austin, um novo relatório da Bloomberg  descobriu que  "Menos de duas semanas antes do dia da eleição, os pedidos estão chegando. Desde o ano passado, as compras online aumentaram 20 vezes com salto nas vendas de produtos como a máscara de gás CM-6M de $ 220 -  resistente a balas de borracha -  na Mira Safety, de Austin, Texas. "

“Não importa quem é eleito”, disse o fundador  da loja de equipamentos táticos,  Roman Zrazhevskiy, à Bloomberg, ao ver os produtos voarem das prateleiras. “Eles pensam que não importa quem ganhe, Biden ou Trump, sempre haverá pessoas que ficarão chateadas com o resultado.”

No entanto, o relatório Bloomberg zera especialmente sobre "extremismo de direita" e uma nova forma de patriotismo que vê o "olhar de sobrevivência" como parte de um estilo de vida centrado na preparação para a agitação política vindoura. Os mais vendidos incluem placas de blindagem de ponta que custam centenas de dólares, máscaras de gás de nível militar, roupas táticas e acessórios para armas, como miras e miras a laser.

Observando que em todos os estados dos EUA as vendas de armas e munições estão aumentando, com preços recordes, bem como escassez - por exemplo, algumas balas para rifles de assalto vendidas por colossais $ 0,50 por cartucho - o relatório destaca que o negócio está crescendo para essas lojas como nunca antes.

Uma rede de varejo chamada 5.11 Tactical, cujas raízes remontam a um amigo dos filhos adultos do presidente Donald Trump, está até tentando transformar o estilo de sobrevivência em uma marca nacional da moda. Está acumulando vendas anuais de quase US $ 400 milhões com lojas em locais como Tulsa, Oklahoma, e Fort Bliss do Exército dos EUA em El Paso, Texas.

Mas o relatório ainda reconhece que a tendência transcende a afiliação política, ou extremos à direita ou à esquerda.

Um alto funcionário do DHS que atuou como ex-secretário assistente para prevenção de ameaças no Departamento de Homeland disse: “É uma evidência do que muitas pessoas expressaram preocupação nos últimos seis meses - o estresse associado à pandemia, uma frustração ou raiva sobre vários esforços de mitigação do governo e a crença de que esses esforços estão infringindo suas liberdades individuais”. As vendas de armas dispararam durante o verão, voltando às primeiras semanas de bloqueios relacionados à pandemia na primavera:

E o potencial para uma eleição contestada poderia trazer essa "tempestade perfeita" de frustrações e ansiedades em algum nível de violência do tipo guerra civil e confrontos em ambientes urbanos.

Embora essa perspectiva há apenas um ano parecesse rebuscada e excessivamente conspiratória, a experiência de vida em 2020 deixou muito mais pessoas vendo isso como uma possibilidade real.

outubro 22, 2020

Taurus realiza a entrega de 799 fuzis T4 para a Brigada Militar (RS)

 


*LRCA Defense Consulting - 22/10/2020

O Comando de Material Bélico da Brigada Militar do Rio Grande do Sul recebeu nesta quarta-feira (21/10) um grande reforço para o combate à criminalidade e apoio à segurança da população gaúcha. A Taurus, uma das maiores fabricantes mundiais de armas, entregou à corporação 799 fuzis T4.

A aquisição - realizada após uma série de rigorosos testes de emprego tático pela Brigada Militar - reflete a qualidade do produto e credibilidade que a instituição tem nas armas Taurus, resultado do forte compromisso da empresa com a qualidade, confiabilidade e segurança de seus produtos.

O fuzil T4 já integra o arsenal da instituição, sendo utilizado pelas forças de elite da Brigada Militar, por ser uma arma versátil e de emprego tático. Assim como os demais produtos lançados nos últimos anos pela Taurus, o fuzil T4 foi desenvolvido utilizando um novo protocolo de desenvolvimento extremamente rígido e que assegura confiabilidade e resistência ao produto.

"Estamos muito orgulhosos de poder colaborar efetivamente para equipar a nossa Brigada Militar. O fuzil Taurus T4 foi desenvolvido de acordo com o protocolo militar, o que o tornou muito mais robusto e resistente", diz Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.

Ideal para o uso militar e policial, o fuzil Taurus T4 é baseado na consagrada plataforma M4/M16, amplamente empregada pelas forças militares em todo o mundo e principalmente pelos países membros da OTAN, por ser considerada uma arma extremamente confiável, leve, de fácil emprego e manutenção.

 

 

WEG vê ano positivo com recuperação de demanda a nível pré-pandemia

 


 *Investing.com - 22/10/2020

Depois de reportar lucro líquido de R$ 664,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 54% ante o mesmo período de 2019 e 43% acima das projeções de consenso, a Weg declarou, em teleconferência com analistas e investidores, que a demanda das linhas de negócio de ciclo curto já retornaram aos níveis pré-pandemia no Brasil e se recupera gradualmente no exterior.

Às 14h35, os papéis da Weg (SA:WEGE3) tinham alta de 3,78% a R$ 81,36.

“Apesar de todas as dificuldades e incertezas da Covid, o ano será positivo para a Weg, pois a dinâmica de nossos negócios nos ajuda a enfrentar a crise”, disse a companhia.

Segundo a empresa, os resultados vieram com a retomada da demanda de equipamentos de ciclo curto, além da manutenção do bom desempenho dos negócios de ciclo longo e controles de custos. Destacaram-se a alta demanda da indústria de construção civil e do agronegócio, além das entregas de projetos importantes principalmente ligados a leilões de trasmissão.

Além disso, a empresa destacou que a variação cambial teve um papel importante para o crescimento da receita medida em reais.

A carteira de produtos de ciclo longo continua trazendo estabilidade, enquanto a demanda por equipamentos de ciclo curto já melhorou no Brasil, mas ainda está se recuperando no exterior.

O impacto da pandemia seguiu comportamentos diferentes dependendo da geografia e da evolução da pandemia. No Brasil, praticamente todas as linhas de negócio de ciclo curto evoluíram para os níveis pré-pandemia neste trimestre, enquanto no exterior, sobretudo Europa e Estados Unidos, a demanda vem se recuperando de forma gradual. A expectativa da empresa é que essa demanda volte aos níveis pré-pandemia em 2021.

Hoje a empresa já enxerga um cenário de retomada, mas diz ser preciso acompanhar e ver como será até o final do ano. Um dos setores que mais tem sido prejudicado é o de equipamentos eletroeletrônicos industriais, em que a Weg sentiu uma queda na entrada de pedidos no 3T.

Nos negócios de ciclo longo, projetos para indústrias como mineração, papel e celulose, água e saneamento e óleo e gás, bem como na área de transmissão e distribuição, foram os principais responsáveis pelo bom desempenho no trimestre. Para 2020, a empresa não espera nenhuma surpresa, visto que a carteira já começou o ano robusta, e também para 2021 a carteira já começou saudável, construída com base nos leilões que ocorreram no passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 61,5% ano a ano, para 935,3 milhões de reais, com a margem Ebitda ficando em 19,5% no período de julho a setembro, ante 17,3% um ano antes. Um evento não recorrente que impactou o Ebitda no trimestre foi a lei da informática, que concede incentivos fiscais para empresas.

A empresa destacou ainda que as margens podem apresentar instabilidade, pelas dinâmicas do mercado e dos negócios da Weg.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) atingiu 23,3% no terceiro trimestre, crescimento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019. O lucro por ação foi de 0,30711 real, de 0,19939 real um ano antes. A empresa espera continuar entregando um nível consistente, mas afirma ser importante considerar que possa haver oscilações, sobretudo pela variação cambial e pela possível escolha de priorizar investimentos na estratégia de crescimento de longo prazo em vez de retornos.

Balanço
A receita operacional líquida da fabricante de motores elétricos, tintas industriais e produtos de automação e controle industrial alcançou 4,8 bilhões de reais, um aumento de 43,3% frente a igual intervalo do ano anterior, alta de 51,3% no mercado interno e de 37,8% no mercado externo (em reais).

As despesas de vendas, gerais e administrativas (VG&A) consolidadas totalizaram 564,9 milhões de reais, um aumento de 27,1% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Mas, quando analisadas em relação à receita operacional líquida, representaram 11,8%, 1,5 ponto percentual menor ano a ano.

Com participação da Reuters

outubro 21, 2020

Programa de Desenvolvimento de Submarinos avança com montagem de reator

 


*Ministério da Defesa - 22/10/2020

Mais uma conquista para a soberania nacional e para o avanço tecnológico do País. O início da montagem do Reator de Protótipo de Propulsão Nuclear, do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), foi celebrado nesta quarta-feira (21), no Centro Experimental Aramar, em Iperó, São Paulo. O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, acompanhou o Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a solenidade, que também contou com a presença do Comandante da Marinha, Almirante Ilques Barbosa.

A cerimônia, realizada no complexo do Laboratório de Geração Nucleoelétrica (LABGENE), representa o começo de importante etapa do PROSUB, que integra o Programa Nuclear da Marinha (PNM). Isso porque a montagem do reator será, futuramente, replicada na construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, o “Álvaro Alberto”.

Nas próximas fases do programa, o reator, bem como os turbogeradores, o motor elétrico e outros sistemas similares aos de um submarino com propulsão nuclear serão testados de forma controlada no LABGENE. O propósito é validar a operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos integrados a ele, antes da instalação no submarino.

Finalizados os testes, um reator similar será instalado no submarino Álvaro Alberto, em projeção no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro. É em Itaguaí que são desenvolvidos os quatro submarinos com propulsão diesel-elétrica, também previstos no PROSUB: o Riachuelo (S-40), já lançado, o Humaitá (S-41), o Tonelero (S-42) e o Angostura (S-43).


O PNM e o PROSUB integram Programas da Defesa brasileira e fomentam a capacidade do país de projetar, construir, operar e manter submarinos com propulsão nuclear. Com isso, o Brasil integrará o rol de cinco países com essas competências. São eles: Estados Unidos, Reino Unido, França e China. Os submarinos são essenciais, não só para a política de defesa, mas também para estimular o desenvolvimento nacional e garantir a soberania naval.

O Ministro da Defesa destacou que “o PROSUB é de extrema importância para o Brasil, pois agrega capacidade operativa da Marinha e acrescenta poder dissuasório muito grande às nossas Forças Armadas e à defesa do nosso País”.

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