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terça-feira, junho 30, 2020

Embraer diversifica e entra no mercado de segurança cibernética

O presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider, com um modelo do C-390 - Eduardo Knapp - 14.ago.2019/Folhapress

*Folha de São Paulo - 30/03/2020

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, entrou no mercado de segurança cibernética.

A empresa paulista passou a controlar a Tempest Serviços de Informática, líder do setor no país, em um negócio com valores não revelados.

Além disso, a Embraer comprou uma participação de R$ 20 milhões na Kryptus, empresa que fornece soluções de criptografia para as Forças Armadas brasileiras, entre outros.

A Atech, subsidiária de sistemas tecnológicos da Embraer, deverá coordenar os esforços das três empresas no mercado, que em 2019 movimentou US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões nesta terça, 30) no país.

“São empresas complementares”, afirmou o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Jackson Schneider.

O movimento vem na esteira da derrocada do acordo para a venda da área de aviação comercial da Embraer para a Boeing e o impacto da pandemia nos negócios do setor.

Schneider diz que o investimento na área de cibersegurança, o maior do gênero na América Latina, já estava previsto.

“Isso está no nosso DNA de inovação”, afirmou, ressaltando contudo que a pandemia Covid-19 “vem acelerando tendências” no mundo todo.

“O trabalho será mais virtual, assim como os processos e ferramentas. É preciso atender a necessidade de segurança no tráfego de dados”, diz.

Isso é bastante óbvio na área civil. Crimes cibernéticos contra instituições bancárias somam US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) anuais no Brasil, segundo mercado para bandidos digitais depois da Rússia.

As aplicações em defesa são ainda mais amplas.

As demandas vão da criptografia de dados do sistema de fronteiras do Exército, já atendido pela Kryptus, a discussões sobre o uso de inteligência artificial e proteção de usinas elétricas e nucleares.

A Embraer também vê potencial de sinergia com o mercado que anda de mãos dadas ao de cibersegurança, o espacial. Afinal de contas, tudo passa por satélites.

A empresa tem uma subsidiária, a Visiona, que deverá lançar o primeiro nanossatélite de uma constelação nacional em 2021.

A Tempest foi aberta no Recife em 2001, tem 300 funcionários e 250 clientes no Brasil e no exterior —o grupo que edita a revista The Economist é um deles.

Ela já era apoiada pela Embraer por meio do Fundo de Participações Aeroespacial, que conta com o BNDES e a DesenvolveSP, entre outros.

“A robustez da Embraer vai nos ajudar a expandir essa missão para novos mercados”, diz seu presidente, Lincoln Mattos, que manterá cargo e equipe.

Já o aporte na Kryptus, que além da área militar atende diversos setores, mira uma expansão internacional e será feito por meio do Fundo de Participações.

“Esse aporte chega em um momento de consolidação”, diz o fundador da empresa, Roberto Gallo. A empresa já tem contratos com a Marinha do Peru e o Exército da Colômbia.

Schneider vê o mercado cibernético com estratégico. “Há incríveis movimentos geopolíticos, reestruturação de cadeias produtivas ocorrendo.”

O fim do negócio da Embraer com a Boeing levou a especulações acerca do futuro –sua sobrevivência fora do duopólio produtivo global, dos americanos e dos europeus da Airbus, é questionada.

O presidente da empresa, Francisco Gomes Neto, confirmou no mês passado que há interesse na busca de novos parceiros no mercado mundial.

As opções não são muitas, naturalmente, e analistas apostam na Comac, a estatal chinesa de aviação comercial que busca se posicionar no mercado.

A questão é que hoje uma parceria com a China coloca qualquer empresa de um lado da Guerra Fria 2.0 estabelecida entre Washington e Pequim.

Isso teria implicações importantes para os produtos de defesa da Embraer, o novo cargueiro C-390 Millennium à frente.

A Folha questionou Schneider sobre isso. Diplomaticamente, ele disse que a Embraer está “absolutamente aberta para conversar” com parceiros externos.

“Mas nós respeitamos todos as limitações impostas por nossos fornecedores europeus e americanos na área de defesa”, disse.

Assim, especificamente para a Embraer Defesa, “há países ‘off-limits’ [fora do limite de operação]”.

Ele ressalta, contudo, que pela natureza dos negócios da empresa, “nada será diferente do que o Estado brasileiro” preconizar.

A Embraer, lembra, nasceu como uma estatal em 1969, e sua linha de defesa foi desenvolvida de acordo com necessidades da Força Aérea mesmo após a privatização de 1994.

O C-390 é um exemplo. Tendo recebido investimentos de desenvolvimento de R$ 5 bilhões do governo, o avião agora é uma realidade.

O terceiro de 28 encomendados, por R$ 7,2 bilhões, foi entregue à FAB nesta semana. As aeronaves estão ativas na operação de transporte de material e pessoal para o combate à Covid-19.

A primeira unidade a ser exportada, de cinco compradas por Portugal, teve produção inicial começada e deve ser entregue até 2023.

“Mesmo nessa crise, recebemos duas consultas bastante firmes de países interessados”, disse, sem revelar os clientes potenciais.

A venda do C-390 e de sua versão com capacidade de reabastecer outras aeronaves, o KC-390, seria feita a partir de uma joint-venture com a Boeing.

Ela morreu com o negócio da área comercial, alvo de dura disputa em arbitragem entre as empresas —a Embraer acusa a Boeing de ter rompido o contrato devido à sua própria crise, enquanto americanos falam genericamente em cláusula não cumpridas pelos brasileiros.

O futuro de um acordo anterior, de campanhas de marketing no exterior do cargueiro, ainda não foi definido, mas parece improvável que ele siga em frente.

A área de defesa respondeu em 2019 por 14,2% da receita da Embraer, ante 40,8% da comercial, 25,6% da executiva e 19,4%, de serviços e outros.

Sob impacto da Covid-19 e da dissolução do acordo com a Boeing, a empresa registrou prejuízo de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Leitos de UTI dobram após doação da Taurus para hospital de São Leopoldo


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2020

A Taurus Armas, uma das principais fabricantes de armas do mundo, em mais uma ação para colaborar com esse momento difícil de pandemia, doou para o Hospital Centenário de São Leopoldo, nesta terça-feira (30), cinco conjuntos de respiradores para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sete monitores multifuncionais e 20 bombas de infusão.

Os equipamentos permitirão abrir 10 novos leitos de UTI para pacientes com COVID-19, dobrando a quantidade atual de leitos no hospital do município, onde está localizada a fábrica da Taurus.

Na ocasião da entrega dos equipamentos, realizada no hospital, além do presidente da Taurus, Salesio Nuhs, estiveram presentes o Prefeito Municipal Ary Vanazzi, o Secretário da Saúde Ricardo Brasil Charão, a Diretora-Presidente da Fundação Hospital Centenário Lilian Silva e o coordenador do Samu em São Leopoldo Roberto Tyska.

"Nesse momento difícil, de bandeira vermelha, em que toda a sociedade está mobilizada na luta contra o coronavírus, procuramos entender a necessidade do Hospital Centenário e, imediatamente, decidimos adquirir todos os equipamentos necessários para possibilitar dobrar a quantidade de leitos de UTI para tratamento do COVID-19 na nossa população de São Leopoldo. Temos mais de dois mil funcionários aqui, isso aumenta a nossa vontade de colaborar. Nosso maior objetivo tem sido contribuir com a missão de ajudar a salvar vidas por meio de ações como a doação de equipamentos, alimentos e produtos de higiene e limpeza. Estamos há vários anos com nossas operações em São Leopoldo e temos muito orgulho de fazer parte da história da cidade, por isso consideramos importante ajudarmos nesse momento o sistema de saúde do município. Com esses novos equipamentos e o aumento do número de leitos, São Leopoldo ficará ainda mais preparada para atender sua população e também é um legado que ficará para a unidade, independente da pandemia", afirmou Salesio Nuhs, presidente da Taurus.



Rondônia recebeu a primeira remessa dos 10 mil protetores faciais doados pela Taurus
Chegou a Rondônia, no dia 24 de junho, parte dos 10 mil face shields (protetores faciais) doados pela empresa de armas Taurus em atendimento a um pedido feito pela deputada federal Mariana Carvalho. Os equipamentos serão usados por profissionais de saúde do Estado.

“Os protetores faciais são itens essenciais para os profissionais que atuam nas unidades de saúde nesse momento em que precisamos combater a pandemia da Covid-19. Proteger esses trabalhadores é algo fundamental. Por isso, tenho buscado essa ajuda junto aos órgãos públicos e as empresas e só tenho a agradecer a Taurus por ter nos atendido e ao seu presidente, Salesio Nuhus por essa iniciativa de colocar a empresa à disposição do país com a fabricação desses itens”, afirmou a deputada.

Os protetores faciais serão entregues às unidades de saúde do Estado, incluindo o Hospital Santa Marcelina, em Porto Velho, que já recebeu as primeiras unidades no dia seguinte.


Empresa já produziu e doou cerca de 240 mil protetores faciais
Ciente de sua responsabilidade com a sociedade, a Taurus já produziu cerca de 240 mil protetores faciais (face shields) que foram entregues para unidades de saúde, hospitais, entidades sociais, corporações policiais, guardas municipais, além da Secretaria Estadual da Saúde e na Defesa Civil para a distribuição em todo o Rio Grande do Sul e vários outros Estados, como Amazonas, Amapá e Rio de Janeiro. Foi um projeto realizado de forma solidária, com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), empresas parceiras que doaram matérias primas e militares do Exército Brasileiro que auxiliaram no processo de montagem e embalagem dos protetores faciais em uma linha de produção montada dentro das instalações da empresa em São Leopoldo.

Outros apoios às forças de segurança e à comunidade durante a pandemia
Ainda, norteados pelo dever de contribuir nesse momento de pandemia, a empresa forneceu refeições para os integrantes da Polícia Militar e para a Guarda Municipal em serviço em São Leopoldo, durante o tempo em que o comércio (restaurantes e lanchonetes) esteve fechado por determinação do decreto de calamidade pública.

A Taurus realizou também a campanha interna "Solidariedade em Dobro", com a doação de alimentos para instituições e projetos sociais. Na campanha, os funcionários doaram 4.770 kg de alimentos e a Taurus colaborou com o dobro do arrecadado, elevando para 14.310 kg de alimentos doados.

Embraer vai doar sistema que reduz contaminação por Covid-19 em ambiente hospitalar




A Embraer vai doar 50 sistemas portáteis de controle biológico para leitos regulares de hospitais públicos das cidades de Araraquara, Botucatu e São José dos Campos, no interior de São Paulo. A solução inovadora auxilia a prevenir a propagação do vírus da Covid-19 no ambiente hospitalar e reduz a possibilidade de contágio dos profissionais de saúde que mantêm contato com pacientes nesses ambientes e de outras pessoas em circulação pelo local.

O sistema conhecido como Atmus foi desenvolvido pela Enebras, empresa especializada em soluções de ar condicionado para a área da saúde, em parceria com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. A Embraer está participando desta cooperação para otimizar o conceito original com base em sua experiência no desenvolvimento de produtos, sendo responsável pelo detalhamento técnico e estratégia de industrialização para rápido aumento de produção dos aparelhos.

Os equipamentos estão sendo fabricados na Enebras, em São Paulo, e as primeiras unidades serão entregues às secretarias de saúdes dos munícipios nas próximas semanas, como uma rápida e acessível alternativa de conversão de leitos comuns em leitos de isolamento de áreas de tratamento durante o período da pandemia. O investimento é superior a meio milhão de reais.

A tecnologia evita a propagação do novo coronavírus entre os leitos de um hospital por meio de pressurização negativa. A pressão do ar do quarto é controlada abaixo dos demais ambientes do hospital, enquanto um exaustor direciona o ar contaminado para um filtro de alta eficiência e com lâmpadas germicidas do tipo UVC antes de ser expelido, sem contaminantes, para um ambiente externo. O ar de maior pressão dos demais ambientes impede a saída de ar da área isolada, prevenindo assim a contaminação de outros lugares.

Por ser portátil, o Atmus requer baixo investimento de instalação e facilita a mobilidade dentro de um ambiente hospitalar para uso da pressão negativa em diferentes locais. Esse sistema já vem sendo utilizado dentro do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

De acordo com a avaliação por demanda de cada município serão instaladas 10 unidades no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, 15 unidades na Irmandade de Santa Casa de Misericórdia de Araraquara e 25 unidades no Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, de São José dos Campos.

WEG apresenta a planta fotovoltaica Parque Solar Esmeralda



*LRCA Defense Consulting - 30/06/2020

A energia solar fotovoltaica vem ganhando força no Brasil. Afinal, a irradiação solar que o país recebe é uma das mais altas do mundo.

Aliada aos princípios de sustentabilidade e acompanhando de perto essa evolução, a WEG é pioneira no fornecimento de soluções em energia fotovoltaica para o mercado nacional, desenvolvendo soluções adequadas para cada necessidade.

Utilizando toda a sua experiência e tecnologia, a WEG explora o potencial das fontes de energia renováveis na geração distribuída para fornecer aos seus  clientes uma solução completa, incluindo módulos, inversores, transformadores, cubículos e subestações, além de toda a engenharia de integração e software aplicativo, seja para usinas, indústrias, comércios ou residências.

Na planta fotovoltaica Parque Solar Esmeralda, localizada no município de Agrestina (PE), a WEG foi responsável pelo projeto, fornecimento, instalação e comissionamento.
 
São 93.960 módulos fotovoltaicos e 32.26 MWp instalados.

Nova onda de compras de armas nos Estados Unidos


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2020

O canal americano (em português) no Youtube "Gosto de Armas" divulga a 2ª onda de compras nos EUA, relatando novas e maciças aquisições, bem como a falta de armamento e munição que está deixando as lojas vazias e com filas.


segunda-feira, junho 29, 2020

Em live especial com a Eleven, Taurus mostra a força de seus números e perspectivas


*LRCA Defense Consulting - 29/06/2020

A conceituada casa de análises Eleven Financial Research realizou a live especial "Vendas de armas e transformação em meio à pandemia", contando com a participação do CEO da Taurus, Salesio Nuhs, e do CFO da companhia, Sérgio Sgrillo.

Os executivos conversaram ao vivo com o estrategista-chefe da Eleven, Dato Netto, e com o co-head de Renda Variável, Carlos Daltozo, sobre as perspectivas e desafios dessa indústria de defesa.

Durante o bate-papo, os executivos da Taurus comentaram sobre os robustos resultados operacionais da empresa no primeiro trimestre de 2020, sobre suas excelentes perspectivas futuras e sobre os motivos que levaram à explosão das vendas de armas nos Estados Unidos e no mercado brasileiro.

Com esta histórica live, realizada no mesmo dia em que divulgou seu balanço e com o suporte da Eleven Financial, a Taurus Armas mostra estar em sintonia fina com seus investidores e analistas, procurando provê-los de informações oportunas e utilizando os modernos meios à disposição, marcando o turnaround da empresa também na comunicação com seus principais públicos.

Além do que foi divulgado na live, o balanço e as perpectivas da Taurus Armas podem ser conferidos nestas reportagens de hoje (29):

- Taurus tem recordes no Ebitda, no lucro bruto e no fluxo de caixa, mas variação cambial pesa

- Taurus vê demanda disparar nos EUA após o início da pandemia

- Taurus: facilidade na compra de armas faz vendas dispararem

- Dois terços das armas vendidas no 1º tri são de calibres antes restritos no Brasil



Taurus vê demanda disparar nos EUA após o início da pandemia



A Taurus Armas (TASA3;TASA4) viu a procura por armas de fogo crescer 21% nos Estados Unidos, maior mercado mundial, nos três primeiros meses do ano, e ficar ainda mais aquecida a partir de março, segundo o presidente da fabricante brasileira, Salésio Nuhs.

“É histórico isso nos Estados Unidos. Em ano de eleição presidencial ou de qualquer ameaça, como a pandemia, o americano compra uma arma de fogo”, disse Nuhs, em entrevista por telefone.

Segundo ele, a procura é medida pelo índice de intenção de compras de armas do National Instant Background Check System (NICS), que mostra que “nunca teve tanta procura por armas de fogo nos EUA”. O aumento das consultas ao NICS no 1º trimestre de 2020 foi de 21% em relação ao 4º trimestre de 2019.

O aquecimento do mercado de armas pessoais nos Estados Unidos se deu principalmente no mês de março, a partir da ampliação da condição de pandemia causada pelo Covid-19, que levou à maior procura por parte do consumidor individual norte-americano.

A companhia aproveitou o aquecimento do mercado de armas pessoais nos EUA e incrementou suas vendas em 11% em relação ao trimestre anterior, atingindo a marca de 310.100 unidades vendidas. Seu mais recente equipamento, a pistola G3c, teve os estoques esgotados nas lojas dos Estados Unidos em uma hora no dia do lançamento, em 15 de junho, segundo o presidente.

O desempenho da Taurus também se beneficiou da maior demanda no mercado doméstico. “As pessoas estão descobrindo que podem exercer o direito à legítima defesa no Brasil e a busca por armas cresce diariamente. Mercado brasileiro esteve reprimido nos últimos governos, não havia acesso a armas para defesa pessoal”, disse Nuhs.

Nos três primeiros meses de 2020, as vendas em volume da Taurus no mercado brasileira mais que dobraram (cresceram 111% sobre o mesmo trimestre do ano passado), enquanto a receita saltou 52%.

Considerada Empresa Estratégica de Defesa, a Taurus não sofreu interrupção nas suas atividades por conta do Covid-19 porque suas operações são consideradas essenciais, segundo o presidente. A Taurus também não enfrentou, até o momento, dificuldades com relação ao fornecimento de insumos e componentes.

A receita operacional líquida foi de R$ 298,3 milhões no 1º trimestre, alta de 18% sobre o mesmo período de 2019. O Ebitda de R$ 45,4 milhões também cresceu 18%, mas a empresa sentiu o efeito da variação do real frente ao dólar na sua dívida, elevando suas despesas financeiras.

Por isso, o resultado final foi um prejuízo líquido de R$ 157,1 milhões, ante um lucro de R$ 4 milhões no 1º trimestre do ano passado. “Todos os nossos índices foram positivos, o que tivemos foi um pênalti com relação à dívida”, disse o executivo.

Dois terços das armas vendidas no 1º tri são de calibres antes restritos no Brasil




A receita da Taurus Armas no mercado brasileiro aumentou em 52% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2019. Foram 52,1 mil unidades vendidas, um salto de 111,2% na comparação com as vendas de janeiro a março do ano passado.

De acordo com Salesio Nuhs, presidente da Taurus, o resultado da companhia reflete a liberação de calibres até então com vendas restritas no mercado brasileiro, o que inclui pistolas calibre ponto 40, calibre ponto 45 e 9 milímetros, modelos que têm maior valor agregado.

"Com a ampliação da relação dos calibres permitidos, hoje essas vendas representam dois terços do tal", explica Nuhs. O volume, segundo ele, deve permanecer nos próximos trimestres.

"Não posso antecipar resultados, mas o consumidor brasileiro tem características próximas do americano e essa abertura de mercado indica que temos um novo patamar de vendas aqui", diz.

Antes do decreto do governo de Jair Bolsonaro no ano passado, a Taurus podia oferecer basicamente o calibre 38 e 380 no mercado de armas doméstico, um universo bem menor do que o existente nos EUA.

Leia mais aqui: Taurus Armas reverte lucro e tem prejuízo de R$ 157,1 milhões no 1º trimestre

Produção
A pandemia de covid-19 não afetou a produção de armas da Taurus no 1º trimestre, uma vez que a atividade da empresa foi classificada como essencial e não houve parada nas fábricas.

A companhia produziu 263 mil unidades de armas no 1º trimestre, sendo 82,9% desse total na fábrica do Brasil e 17,1% na nova unidade dos Estados Unidos. A produção foi 15% menor do que a observada no primeiro trimestre de 2019.

A queda foi puxada pelo recuo de 51% na produção nos EUA devido, principalmente, à transferência e curva de aprendizagem das atividades na nova fábrica.

"Fizemos estoque no último trimestre do ano passado para a mudança da fábrica para a Geórgia. Precisávamos ter a certeza de que todos os funcionários estivessem bem treinado, porque é mão de obra nova. A produção foi menor, mas dentro do previsto", explica o presidente da Taurus.

Essa tendência de queda na produção da fábrica americana deve se reverter nos próximos trimestres, segundo Nuhs.

Impacto do dólar
O resultado da Taurus no primeiro trimestre foi fortemente afetado pelo aumento das despesas financeiras devido à valorização do dólar ante o real.

As despesas financeiras que saltaram de R$ 16,2 milhões para R$ 209,2 milhões em um ano, sendo que, desse total, R$ 195,4 milhões, ou 93,4%, são referentes às variações cambiais.

"Fomos penalizados pelo dólar na dívida. No último dia do trimestre o dólar atingiu o pico de 33,4% de valorização trimestral, só que o dólar médio subiu 18% no período", explica Nuhs, evidenciando o 'descasamento' da receita, que é majoritariamente em dólar devido à atuação internacional da empresa, com o pagamento das dívidas.

"Nesse trimestre isso deve ser corrigido e aí no primeiro semestre receita e dívida ficam impactadas de forma igual", explica.

A companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 157,1 milhões no 1º trimestre de 2020, revertendo um lucro de R$ 4 milhões observado no mesmo trimestre do ano passado.

Dívida
Em 25 de junho a Taurus havia informado ao mercado a assinatura junto a bancos o prorrogamento da dívida por 31 meses, permitindo que a empresa dilua as parcelas do principal da dívida (exceto os juros) em seu fluxo de caixa para os próximos meses.

Taurus: facilidade na compra de armas faz vendas dispararem




A Taurus, maior fabricante de armas brasileira, vive um “momento mágico”. Essa é a expressão utilizada pelo presidente da empresa, Salesio Nuhs, ao descrever os resultados do primeiro trimestre, apresentados hoje. Uma combinação de fatores, nos Estados Unidos e no Brasil, fez disparar as vendas da companhia, que produziu mais de 260 mil armas nos primeiros três meses do ano.

No Brasil, o faturamento aumentou 52%. O resultado foi puxado pela venda para os chamados CACs, colecionadores, atiradores e caçadores, que possuem uma licença especial do Exército. A demanda aumentou devido à liberação de compra de uma série de calibres, antes restritos, como o 9mm e o 357. “Temos uma grande variedade de produtos e, boa parte deles, não podíamos vender no Brasil”, afirma Nuhs.

A facilidade em receber a permissão para ter a posse de uma arma também está ajudando a companhia no mercado interno. Segundo Nuhs, a liberação da documentação, atualmente, se dá de maneira rápida. “As políticas dos governos anteriores eram de maior restrição à venda de armas”, diz o Executivo. “Hoje, se a pessoa cumpre os requisitos, vai receber a autorização de posse”.

O porte de armas segue proibido no Brasil, exceto para as forças de segurança. A posse é permitida, seguindo alguns requisitos, como não ter antecedentes criminais. Até meados do ano passado, cidadãos comuns só podiam comprar revólveres e pistolas de calibre 38. Por meio de um decreto, o presidente Jair Bolsonaro liberou mais de 50 calibres. Fuzis e armas semiautomáticas seguem restritos, mesmo dentro dos calibres liberados.

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições vem impulsionando os negócios da Taurus. “Historicamente, é uma época sempre boa para o mercado de armas”, diz Nuhs. “O americano costuma antecipar suas compras, com receio das mudanças de governo”. A empresa está reformulando a sua operação americana, após inaugurar uma nova fábrica, na Georgia.

Se nos Estados Unidos o aumento da demanda pode ser passageiro, Nuhs acredita que, no Brasil, o efeito será prolongado. “O consumidor brasileiro se assemelha ao americano, sempre em busca de novidades”, afirma. “Por isso adotamos uma estratégia com grande volume de lançamentos. Metade do nosso faturamento vem de produtos novos”. 

No último mês, o ritmo diário de produção subiu de 750 para 1.500 armas por dia, nos Estados Unidos, e de 3.500 para 5.000 armas por dia no Brasil. “Não fazemos estoque. Tudo que é produzido, é vendido”, afirma o presidente. Por ser considerada uma empresa estratégica de defesa, a Taurus não sofreu restrições em sua fábrica por conta do coronavírus. Nuhs, no entanto, afirma que a empresa tomou medidas de precaução e que poucos funcionários foram contaminados.

A receita operacional líquida da companhia no período foi de 298 milhões de reais, alta de 18,3% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a 45 milhões de reais, um recorde histórico. A alta do dólar, no entanto, impactou no resultado líquido, que ficou negativo em 157 milhões. Nuhs explica que o prejuízo se deve ao impacto imediato do câmbio na dívida da companhia, efeito que deve ser compensado no próximo trimestre, quando a valorização do dólar refletirá no faturamento.

Maior roda-gigante da América Latina recebeu proteção máxima com tintas WEG




A roda-gigante Rio Star, novo cartão-postal do Rio de Janeiro, está localizada na Zona Portuária do Rio de Janeiro, próximo ao AquaRio e da Praça Mauá.

Considerada a maior roda-gigante da América Latina, possui 88 metros de altura e expectativa de atrair mais de 1 milhão de visitantes por ano.  Com 54 gôndolas, tem capacidade para acomodar 432 pessoas, levando 15 a 20 minutos para completar a volta.

A estrutura de toda a roda-gigante Rio Star, montada pela empresa JLCMT, veio da China com um revestimento rico em zinco e recebeu em sua montagem final o acabamento fornecido pelas tintas WEG.


Taurus tem recordes no Ebitda, no lucro bruto e no fluxo de caixa, mas variação cambial pesa



*LRCA Defense Consulting - 29/06/2020

A Taurus Armas S.A. divulgou hoje o seu balanço referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, primeiro trimestre fiscal deste ano.

Os robustos números apresentados ao mercado evidenciam que a empresa está fazendo o dever de casa, ou seja, produzindo muito, racionalizando custos e vendendo muito.

Desempenho recorde no Ebitda, no lucro bruto e no caixa líquido
No trimestre, foram produzidas 263 mil armas,  sendo 82,9% desse total na fábrica do Brasil e 17,1% na nova unidade dos Estados Unidos, significando um volume 5,6% superior ao 4T19. Em ambos os países, por ser considerada como estratégica e de interesse da segurança nacional, a empresa manteve a operação industrial ativa e com segurança para os colaboradores desde o início do cenário da pandemia COVID-19.

Apesar de o primeiro trimestre do ano ser um período historicamente com volume de vendas inferior ao último trimestre do ano, a Taurus aproveitou o aquecimento do mercado de armas pessoais nos EUA e incrementou suas vendas em 11% em relação ao 4T19, atingindo a marca de 310,1 mil unidades vendidas. O aquecimento do mercado de armas pessoais nos EUA se deu principalmente a partir do mês de março, devido à ampliação da condição de pandemia causada pela Covid-19, que levou a uma maior procura por parte do consumidor individual norte-americano.

No Brasil, o desempenho da empresa  mostrou um aumento de 52% na receita com a venda de armas, quando comparado ao primeiro trimestre de 2019. No mercado interno, as vendas foram de 52,1 mil unidades de armas, superando em 4,2% as vendas do trimestre anterior e mais do que dobrando (+111,2%) em relação ao volume vendido no mesmo trimestre de 2019.

Somando as vendas no mercado doméstico e nos EUA, a Taurus totalizou 366,5 mil unidades vendidas.

A receita operacional líquida de R$ 298,3 milhões foi 18,3% superior ao 1T19, mantendo a tendência de crescimento contínua observada nos últimos trimestres, com destaque para o aumento de 48,5% da receita líquida do mercado interno.

Considerando a receita do segmento de armas isoladamente, de R$ 296,8 milhões no 1T20, o crescimento foi de 18,9% em relação ao 1T19. O desempenho reflete, principalmente, o aumento da receita no mercado norte-americano, uma vez que esse país - que tem o maior e mais competitivo mercado mundial de armas - respondeu por 79,7% da receita da Taurus no segmento, no trimestre.

O lucro bruto de R$ 102,9 milhões, com margem de 34,5%, obteve o recorde de melhor resultado da companhia em um trimestre, com alta de 11,8% comparado ao 1T19. Esse nível de margem bruta foi mantido a despeito de custos extras relacionados à situação de pandemia, como a adoção de turnos para maior distanciamento físico entre os colaboradores da fábrica, pois a empresa deu maior foco à produção de linhas que incorporam maior valor agregado.

O aumento da receita e a manutenção dos custos e das despesas operacionais sob controle proporcionaram à Taurus um Ebitda recorde de R$ 45,4 milhões no 1T20, gerado exclusivamente pela operação de armas e sem incluir qualquer efeito extraordinário, não recorrente. A maior eficiência operacional levou à também maior capacidade de geração de caixa da companhia. O Ebitda do trimestre supera o registrado no 1T19 em 17,9%.

Para finalizar as principais notícias positivas, a Taurus informou que o seu fluxo de caixa foi R$ 77,7 milhões de caixa líquido gerado nas atividades operacionais, recorde da companhia em um trimestre, com aumento do saldo de caixa e equivalentes em R$ 30,6 milhões no período.

Peso contábil da variação cambial afeta o lucro líquido
Apesar dos recordes e dos demais excelentes resultados obtidos, nem tudo foram flores para a Taurus Armas nesse período.

No primeiro trimestre de 2020, o dólar registrou a maior valorização trimestral em 18 anos, com cerca de 29%. Como, para fins contábeis de balanço, é utilizada a cotação de fechamento do dólar do final de cada trimestre, este fato intempestivo - um verdadeiro "pênalti financeiro convertido aos 45 minutos do segundo tempo" - fez com que as empresas brasileiras que têm boa parte da dívida em moeda estrangeira (como a Taurus) vissem o lucro líquido ser derrubado em quase 70%, como mostra esta reportagem do Estadão de 02/06: "Alta do dólar pressiona dívida e derruba lucro das empresas em 70% no trimestre".

Assim, como já era esperado pelo mercado, esse fato impactou fortemente a dívida em dólares da Taurus Armas, fazendo com que suas despesas financeiras passassem de R$ 16,2 milhões no 1T19, para R$ 209,2 milhões no 1T20. Desse total, R$ 195,4 milhões, ou 93,4%, são referentes às variações cambiais passivas.

No entanto, devido aos esforços de redução de custos, as demais despesas financeiras da Companhia apresentaram redução de 5,5%, somando R$ 13,7 milhões no mesmo período.

As receitas financeiras também foram impactadas pela variação cambial, mas atuando de forma ativa, uma vez que grande parte da receita da Taurus (81,2% no 1T20) é realizada em dólares, a partir das vendas no exterior, e contabilizada em moeda nacional, funcionando como um hedge natural. Como a variação cambial se acentuou mais para o final do final do trimestre,  a maioria das vendas não pode dela se beneficiar. Mesmo assim, a Companhia registrou o total de R$ 20,3 milhões a título de receita financeira no 1T20, montante quase 5 vezes superior aos R$ 4,2 milhões apurados no primeiro trimestre de 2019.

Ao fim e ao cabo, refletindo a forte desvalorização da moeda nacional no período, o resultado financeiro líquido no 1T20 foi negativo em R$ 188,9 milhões, ante à despesa líquida registrada no 1T19 de R$ 12,0 milhões.

Considerando o pagamento de R$ 8,3 milhões a título de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro e o resultado positivo da operação de capacetes de R$ 0,5 milhão, a Taurus registrou no 1T20 um resultado líquido negativo de R$ 157,1 milhões.

Contudo, vale reforçar que o efeito registrado pela variação do real frente ao dólar norte-americano é apenas contábil e não tem efeito caixa, a não ser nos respectivos vencimentos.


Conclusões e perspectivas para o trimestre em curso

1. Conclusões
Ao analisar o balanço do 1T20 da Taurus Armas é necessário fugir da visão simplista de lucro ou prejuízo líquido, pois esta pode ser distorcida por um fator apenas conjuntural e intempestivo, como foi o caso da variação cambial extremada que impactou também todas as demais empresas brasileiras com dívida em moeda estrangeira.

A Taurus é uma empresa que se reinventou a partir de 2018 e, de lá para cá, iniciou um processo de turnaround que a está permitindo fazer o dever de casa de forma eficaz, ou seja: produzir muito, racionalizar custos e vender muito.

Esta afirmativa está traduzida nos robustos números, alguns deles recordes, que trouxe ao mercado hoje nos quesitos: produção, vendas, receita operacional líquida, lucro bruto, Ebitda e fluxo de caixa.

2. Perspectivas para o trimestre em curso
Com relação ao trimestre em curso (2T20), esta Consultoria acredita que as perspectivas para a empresa sejam muito positivas.

Nos Estados Unidos, país responsável por cerca de 80% das receitas da Taurus, as vendas têm apresentado recordes a partir de março, devido à pandemia, à proximidade das eleições e, principalmente, aos distúrbios civis que lá estão acontecendo, como pode ser visto nestas reportagens:

No Brasil, segundo maior mercado da Taurus, a flexibilização da posse de armas possibilitada pelo atual governo também permite supor a continuidade dos robustos números hoje apresentados, como pode ser constatado nestas matérias:
- PF bate recorde de autorizações de posse de armas no governo de Bolsonaro
- Vendas de munições dispararam no Brasil: em maio, foram vendidos mais de 2 mil cartuchos por hora

A variação cambial do 2T20 tende a se situar em torno de 5%, com o trimestre inciando com um dólar alto, crescendo em abril e maio, e só declinando novamente em junho (em termos meramente comparativos, a variação cambial média de 2019 foi de 7,9% e, apesar dela, a empresa apresentou lucro anual).

Este fato deve inverter a situação acontecida no 1T20, levando a Taurus a auferir ganhos financeiros com a variação cambial, haja vista que a maior parte das vendas já foi faturada com base em uma cotação maior da moeda norte-americana e a dívida em moeda estrangeira não será impactada da mesma maneira.

Assim, mantidas ou aumentadas as vendas como se prevê, é razoável supor que a companhia reverta completamente o quadro e apresente, no 2T20, um resultado líquido positivo e bastante consistente.

Para outras informações sobre o balanço da empresa, acesse aqui.





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