Pesquisar este portal

31 julho, 2022

O fuzil brasileiro Taurus T4 tem chances de vencer a megalicitação do Exército Indiano?

No dia 03/12/2021, o Tenente-General Andres Centino, Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas (AFP) presidiu a cerimônia militar de entrega dos recém-adquiridos fuzis de assalto Taurus T4 5,56mm para os militares do 99º Batalhão de Infantaria do Exército das Filipinas (99IB - Batalhão Patriótico), sediado no Forte Magsaysay, em Nueva Ecija.

*LRCA Defense Consulting - 31/07/2022

O Ministério da Defesa da Índia divulgou, em comunicado datado de 26 de julho, que concordou com o plano de licitar aproximadamente 400 mil carabinas/fuzis CQB (apropriados para o combate à curta distância), haja vista que daria um grande impulso à indústria de fabricação de armas pequenas na Índia e aumentaria a atmanirbharta (autossuficiência) nesse tipo de armamento. O comunicado acrescentou que a Aceitação da Necessidade (AoN) foi dada a este projeto para combater o “atual paradigma complexo de guerra convencional e híbrida e contraterrorismo nas fronteiras”. Um AoN é o primeiro passo em qualquer processo de aquisição de defesa. Esta licitação passou a incluir a anterior, de cerca de 94 mil fuzis, que foi descontinuada.

Resta apenas definir se a aquisição será através da categoria Buy Indian (Compra da Índia) ou através da opção Indigenously Designed, Developed and Manufactured (Projetado, Desenvolvido e Fabricado na Índia - IDDM), sendo muito provável, segundo fontes idianas, que seja por meio da categoria Buy Indian, pois significará que várias empresas estrangeiras que têm ou terão joint ventures com empresas indianas estarão participando, enquanto a IDMM teria apenas três, com apenas uma privada.

Para lançar mais luzes sobre a participação da brasileira Taurus Armas com seu fuzil T4 na licitação, bem como sobre suas chances de se tornar a vencedora ou uma delas, esta editoria traz alguns fatos que, provavelmente, poderão influenciar o desenrolar do certame.

O caso das Filipinas
A República das Filipinas é um dos países asiáticos onde a empresa brasileira Taurus Armas tem um grande sucesso, já tendo vendido quase 30 mil pistolas TS9 para a Polícia Nacional e mais de 13 mil fuzis T4 para o Exército do país.

O fuzil T4 foi o escolhido para dotar o Exército das Filipinas após ter vencido duas históricas licitações internacionais onde concorreu com armas fabricadas por grandes empresas mundiais do setor, vencendo inclusive o famoso fuzil da americana SIG Sauer. São históricas porque foi a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu um fuzil fabricado fora dos Estados Unidos para o seu exército; também foi a primeira venda do fuzil T4 para o exército regular de um país.

Como comprovaram as licitações do exigente mercado militar e de segurança filipino, a Taurus tem no fuzil T4 uma arma moderna, versátil e de altíssima qualidade, confiabilidade e resistência, além de apresentar a melhor relação custo/benefício do mercado, sendo perfeitamente adequada às necessidades e exigências do Exército Indiano, haja vista ainda que suas diversas versões permitem que seja empregado como fuzil de assalto ou como fuzil/carabina CQB.

No vídeo abaixo, o canal filipino PrimeCheck apresenta o fuzil Taurus T4 em uso pelo Exército das Filipinas, comentando sobre os motivos da aquisição, a história da licitação, bem como a venda de mais de 20 mil pistolas Taurus TS9 à Polícia Nacional das Filipinas.


Fatores paralelos a considerar
Para além dos quesitos técnicos e financeiros, que são fundamentais num primeiro momento do certame, há também outros fatores importantes a considerar, pois podem ser decisivos no desenrolar das negociações.

O primeiro deles é o pioneirismo da Taurus e da CBC, sendo parceiras de primeira hora do Primeiro-ministro indiano Narendra Modi em seu Programa Make in India, fato concretizado por meio das duas primeiras joint ventures (JV) firmadas dentro desse programa, com a Jindal Defence & Aerospace e com a SSS Defence, respectivamente.

Junto a este fato, está o de que Grupo CBC/Taurus passará a fabricar armas e munições na Índia, criando um ecossistema logístico facilitador completo para o Exército Indiano e para as demais forças militares, paramilitares e de segurança do país.

A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, também é um fator muito positivo, pois fornece a segurança política e os respaldos financeiro e de infraestrutura  necessários para as operações da JV da Taurus nesse país.

A demonstração para o Exército Indiano em Fev 22, realizada na Escola de Infantaria Mhow, foi um grande sucesso. Foram empregados 15 fuzis T4 automáticos em diferentes variações, como modelos de 14,5”, 11,5” e 7,5” de cano, guarda-mãos de alumínio quad-rail e M-Lok, diferentes miras e carregadores metálicos e de polímero. No final, os militares indianos que os utilizaram mostraram um alto grau de satisfação com o armamento e ainda destacaram os atributos técnicos, intercambialidade, modularidade e adaptabilidade dos modelos T4 para os diferentes cenários e necessidades das forças indianas. 

A estrutura da fábrica de armas da Jindal Taurus foi concluída na cidade de Hisar. No momento, está sendo finalizada a questão burocrática da formação da empresa junto ao governo indiano. Após o pronunciamento positivo do governo e a conclusão da burocracia necessária à formação final da nova empresa, a unidade de São Leopoldo já poderá começar a enviar os kits a serem montados na Índia.

Fábrica da Jindal Taurus na Índia


Outras questões de cunho político, econômico e geopolítico
Além desses fatores, poderão também pesar no negócio outras questões de cunho político, econômico e geopolítico:
- a futura necessidade do gigante asiático de dispor de grandes fontes de matérias primas para abastecer suas indústrias, e de produtos agropecuários para alimentar sua imensa e crescente população (em breve, a maior do mundo), itens onde o Brasil é farto;
- a ambição geopolítica da Índia de firmar sua presença nas Américas, tendo o Brasil como centro irradiador;
- Índia e Brasil fazem parte do BRICS, um agrupamento de países de economias emergentes, juntamente com Rússia, China e África do Sul, havendo grande interesse do bloco em potencializá-lo;
- a afinidade ideológica e os interesses comerciais mútuos entre o Primeiro-ministro Narendra Modi e o Presidente Jair Bolsonaro;
- um dos mais fortes concorrentes é o fuzil Galil Ace, da PLR Systems Pvt Ltd, uma joint venture do indiano Adani Group e da Israel Weapon Industries (IWI). Porém, ele teria dificuldades de ser exportado para diversos países, especialmente os muçulmanos, e a intenção manifesta do país, dentro do Programa Make in India, é suprir o mercado interno e, também, exportar o armamento, gerando divisas para a Índia;
- outra empresa que poderia ser forte concorrente, já que é totalmente indiana, é a SSS Defense, com a qual a CBC tem JV (mas só para a produção de munições, não para armas); porém a sua carabina M72 ainda não foi adquirida nacional ou internacionalmente por nenhuma força armada ou de segurança, além de a empresa não possuir porte para fabricar uma grande quantidade de armas a curto/médio prazo;
- correndo por fora, mas já sem tanta relevância, há ainda o fato (noticiado pela imprensa indiana em 2021) de o governo desse país asiático ter manifestado interesse em firmar uma parceria com a Embraer, visando o grande incremento planejado para a malha aeroviária do país. 

Chances reais
O fornecimento de fuzis e pistolas para as forças armadas e policiais das Filipinas e a joint venture com a indiana Jindal Defence estabelecem um cenário promissor para a Taurus Armas, pois credenciam a empresa junto à "vizinha" Índia, o maior e mais inexplorado mercado mundial para armamentos leves.

A vitoriosa demonstração do fuzil T4 na Escola de Infantaria Mhow foi a vitrine que a Taurus necessitava junto ao Exército Indiano, haja vista que essa Escola e seus Oficiais são os mais conceituados do país no que se refere às questões táticas e técnicas referentes à Infantaria.

Os fatores paralelos e as questões de cunho político, econômico e geopolítico, todos acima citados, poderão ter um peso decisivo nas negociações.

Ao fim e ao cabo, a resposta à pergunta-título desta matéria é "sim", a Taurus Armas tem chances reais de se credenciar na primeira parte (técnica) da licitação e se tornar L1 (melhor lance) ou L2 (segundo melhor lance) na fase seguinte (preço), haja vista que há a possibilidade (ainda não oficializada) de a empresa L1 receber 60% da encomenda (240 mil fuzis), enquanto que a L2 receberia 40% (160 mil fuzis).

Outras oportunidades de mais de 100 mil armas
É relevante ressaltar que, em nota à imprensa distribuída na semana que passou, a Taurus divulgou que, adicionalmente às tratativas em curso para a licitação de mais de 400 mil fuzis pelas Forças Armadas, sua equipe comercial que esteve na Índia identificou outros projetos específicos para aquisição de armamento que representam oportunidades estratégicas para o fornecimento de produtos dedicados às necessidades de forças paramilitares e de segurança (gerenciamento de fronteiras, operações especiais, segurança urbana e institucional, etc.).

Tais necessidades e oportunidades foram levantadas por meio de rodadas da equipe com as principais forças policiais estaduais e paramilitares de várias regiões do país que estão sob comando do Ministério de Assuntos Internos (MHA na sigla em inglês).

A demanda inicial desses contratos e oportunidades identificadas somam uma significativa quantidade de curto/médio prazo de mais de 100.000 armas, com destaque para pistolas 9mm, submetralhadoras e fuzis. Esse número ainda pode aumentar na medida em que o governo indiano libere verbas para as compras estaduais.

30 julho, 2022

WEG realiza comissionamento de motor de média tensão na Argélia


*LRCA Defense Consulting - 30/07/2022

A SCAEK é uma fábrica de cimento localizada próxima de Setif, na Argélia. A unidade conta com motores WEG de média tensão instalados que são essenciais para o bom funcionamento da linha de produção.

Ao detectar uma falha apresentada por um motor que opera há anos na planta e, considerando o fato de que paradas não programadas podem resultar em perdas significativas para a produção, o cliente imediatamente contatou a WEG, que interveio rapidamente para comissionar o motor reserva, essencial para essas situações.

Para a intervenção, o técnico local contou com o atendimento de um especialista da WEG que prestou todas as orientações necessárias para que o comissionamento fosse executado.

A instalação do motor da linha W60 e os testes necessários foram realizados de acordo com o procedimento: medição da resistência de isolamento do estator, verificação do sentido de rotação, alinhamento, vibração, temperatura do enrolamento e mancais, verificação do motor com e sem carga foram realizados com êxito em menos de 24 horas.

Este serviço reforça a expertise e agilidade da assistência técnica da WEG, que dispõe de uma equipe treinada e experiente, apta as mais diversas situações de campo e suporte remoto, utilizando equipamentos de última geração, trazendo confiabilidade e segurança aos clientes.

WEG anunciou a instalação, em Portugal, do “laboratório de testes mais avançado da Europa”


*Jornal do Ave - 27/07/2022

A multinacional WEG anunciou a instalação em Santo Tirso do “laboratório de testes mais avançado da Europa” para motores e drives de média e alta voltagem. Este laboratório será uma das valências da nova fábrica que está em construção na zona empresarial da Ermida.

Para o presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, “o anúncio da instalação deste novo laboratório, que terá características únicas a nível europeu, valoriza ainda mais o importantíssimo investimento que a WEG está a concretizar na zona empresarial da Ermida, onde já tem uma primeira fábrica em operação, com 16 300 metros quadrados”.

“Congratulo-me com este anúncio e com mais este projeto desta multinacional, que na passada terça-feira foi eleita, pela oitava vez consecutiva, uma das empresas mais inovadoras do Brasil, o que dá bem a noção da sua dimensão e valor”, acrescenta.

Para Alberto Costa, “o facto de uma empresa com esta qualidade e dimensão apostar de forma tão forte em Santo Tirso é a demonstração de que o Município está a seguir a estratégia correta para a atração de investimentos e projetos empresariais que valorizam o nosso território, contribuem para atrair outros investimentos, criam emprego e, no fundo, dão um contributo fundamental para o desenvolvimento do concelho e do próprio país.”

A nova fábrica da WEG em Santo Tirso deverá entrar em operação no primeiro trimestre de 2024 e vai ocupar uma área de 22 680 metros quadrados. Segundo a empresa, está previsto que venha a gerar 100 novos postos de trabalho nos próximos anos.

Entre os acréscimos na fábrica atualmente em construção está um investimento substancial no novo laboratório de testes, que é descrito como o mais completo da Europa. Segundo a empresa, o espaço será adequado para testes de carga completa para atender ao novo portfólio de produtos da WEG, e continuará a permitir que os clientes monitorizem remotamente os testes em tempo real.

Citado em notícias internacionais, o diretor-geral da WEG Portugal, António Duarte, explica que “o novo investimento melhorará significativamente as capacidades de produção da unidade, a nossa flexibilidade e tempo de resposta ao mercado, e reforça o nosso compromisso contínuo com o mercado europeu.”

Segundo a empresa, a nova fábrica permitirá, também, à WEG intensificar o seu uso de robótica e automação, com investimentos incrementais previstos para os próximos anos. Estas tecnologias incluem veículos guiados automatizados (AGVs), robôs de seis eixos e a criação de um armazém vertical automatizado para a colheita de peças e produtos mais pequenos.

“Os nossos planos baseiam-se no WEG Manufacturing System (WMS), um programa que a WEG segue para melhorar continuamente a forma como fabricamos”, revelou António Duarte.

“Esta filosofia ajuda-nos a eliminar o desperdício e a alcançar a melhor eficiência possível. Na verdade, empregamos o modelo WMS em todo o nosso negócio, incluindo os nossos escritórios. Os próximos investimentos em Santo Tirso seguem esta forma de pensar e tornar-nos-ão mais resilientes nas próximas décadas”, acrescenta.

A WEG Portugal emprega, atualmente, mais de 750 trabalhadores, nas duas unidades instaladas em Santo Tirso e na Maia, produzindo mais de 10 mil motores por ano. A nova fábrica vai permitir centralizar todas as operações em Santo Tirso, para onde serão gradualmente transferidas a partir de 2023.

A busca do Exército Indiano por carabinas CQB continua. Aqui estão suas opções

Representational image of the Indian Army. Photo: Reuters/Mukesh Gupta.

*ThePrint, por Snehesh Alex Philip - 28/07/2022

A busca do Exército [Indiano] por carabinas de combate a curta distância (CQB) - um projeto iniciado em 2008 - ganhou vida nova esta semana depois que o Ministério da Defesa concordou com o plano de introduzir aproximadamente quatro lakh (400 mil) dessas armas.

O Ministério da Defesa disse em comunicado na terça-feira que este projeto daria um grande impulso à indústria de fabricação de armas pequenas na Índia e aumentaria a “atmanirbharta” (autossuficiência) em armas pequenas.

Acrescentou que a Aceitação da Necessidade (AoN) foi dada a este projeto para combater o “atual paradigma complexo de guerra convencional e híbrida e contra-terrorismo nas fronteiras”.

Um AoN é o primeiro passo em qualquer processo de aquisição de defesa.

Enquanto o ministro da Defesa permanece de boca fechada sobre se a aquisição será através da categoria Buy Indian (Compra da Índia) ou através da rota Indigenously Designed, Developed and Manufactured (Projetado, Desenvolvido e Fabricado na Índia - IDDM), fontes do estabelecimento de defesa e segurança disseram ao ThePrint que seria através do antigo (Buy Indian).

A aquisição por meio da categoria Buy Indian significará que várias empresas estrangeiras que têm ou terão joint ventures com empresas indianas estarão participando.

Sob o IDDM, a competição seria entre apenas três empresas, das quais apenas uma seria uma empresa privada.

Fontes também disseram que o provável requisito de calibre será o 5,56 × 45 NATO, e não o 5,56 × 45 INSAS. Enquanto o primeiro é o usado globalmente, o último é um calibre ligeiramente diferente usado pela Índia para sua série de fuzis INSAS, que será substituído pelo AK 203.

Também é sabido que o requisito de peso das carabinas provavelmente será de no máximo 3,2 kg.

Empresas que vão participar

Fontes de defesa disseram que as empresas específicas que irão licitar o projeto dependerão do que a Solicitação de Proposta (RFP), ou licitação, diz.

Fontes disseram que os detalhes mais precisos ainda precisam ser trabalhados, e ainda não se sabe se as empresas participantes terão que mostrar uma arma que foi fabricada na Índia durante o teste.

Uma fonte da indústria disse: “Isso seria injusto se empresas estrangeiras que não investiram na Índia pudessem mostrar as armas que possuem. Existem empresas estrangeiras que já investiram na Índia e estão fabricando localmente ou em processo”.

Fontes de defesa disseram que as principais empresas em disputa serão a empresa privada de defesa SSS Defence, sediada em Bengaluru, PLR do Grupo Adani, o Ordnance Factory Board (OFB), Kalyani Group - que tem uma ligação com a empresa francesa Thales, mas também está em negociações com a Defense Research and Development Organization (DRDO) — o Jindal Group, que se associou a uma empresa brasileira chamada Taurus, e a Neco Desert Tech, uma joint venture entre empresas indianas e americanas.

Em 1º plano, fuzil Taurus T4 com cano de 7,5"

No entanto, se o acordo for aberto a carabinas não fabricadas localmente, mais empresas participarão com a condição de estabelecer uma base de fabricação na Índia se fecharem o contrato.

Fontes disseram que a SSS Defense estaria oferecendo sua M 72 Carbine, enquanto a PLR provavelmente apresentaria seu Galil Ace. A PLR se associou à Israel Weapon Industries (IWI) e já está fabricando várias armas pequenas na Índia. O Grupo Kalyani provavelmente se unirá à DRDO para o projeto, enquanto a OFB oferecerá seu próprio produto.

Se a competição se abrir, a empresa estatal dos Emirados Árabes Unidos Caracal, que emergiu como a oferta mais baixa para um fast-track procurement (FTP), também participará. Embora a empresa estivesse inicialmente em negociações com a Reliance Defense para uma parceria, o acordo não foi concluído, segundo fontes.

A saga das carabinas do Exército
O Exército vem tentando adquirir as carabinas CQB desde 2008 para substituir suas submetralhadoras britânicas 9mm Sterling 1A1 desatualizadas e envelhecidas que estão em serviço.

Tanto a DRDO quanto a OFB, de propriedade estatal, não cumpriram os requisitos do Exército naquela época, e uma licitação global para a aquisição de 44.618 carabinas CQB foi emitida em 2011.

Enquanto quatro empresas - IWI de Israel, Beretta italiana e as empresas americanas Colt e Sig Sauer - participaram, apenas a IWI foi qualificada, pois as outras concorrentes não conseguiu atender aos requisitos qualitativos relativos ao sistema de montagem de visão noturna. Mas o Ministério da Defesa não foi adiante com a IWI porque se tornou um caso de fornecedor único, o que, de acordo com o manual de compras do governo, não é permitido.

Em 2017, uma solicitação global de informações (RFI) - um processo iniciado para coletar informações sobre o que está disponível no mercado -  foi emitida para a compra de 2 lakh (200 mil) de carabinas, enquanto um processo separado foi implementado para adquirir 93.895 sob FTP.

Estima-se que a demanda total seria superior a 5 lakh (500 mil) se levado em conta as forças armadas, as forças policiais armadas centrais e as forças policiais estaduais.

A Caracal havia emergido como o licitante mais baixo, mas o contrato para seu CAR 816 estava com mau tempo devido a uma série de questões, incluindo custos e reclamações de outros licitantes.

Em 2020, o ThePrint informou que o governo decidiu descartar completamente o projeto.

Embraer voa alto na turbulência


*IstoÉ Dinheiro, por Beto Silva - 29/07/2022

A corrida tecnológica nunca esteve tão avançada. Em todos os setores, o volume e a velocidade das inovações são espantosos. Um universo medido em bits e em trilhões de dólares, dominado por Estados Unidos, Ásia e Europa. Entre as três principais empresas de smartphone do mundo estão Apple (EUA), Samsung (Coreia) e Xiaomi (China). Encabeçam o setor automotivo Toyota (Japão), Volkswagen e Mercedes-Benz (Alemanha). Mas nessa jornada há uma intrusa brasileira em um segmento que envolve altíssima inovação e tecnologia: o de aviões. Trata-se da Embraer, que disputa mercado com Airbus (Europa) e Boeing (EUA). Faturou US$ 4,2 bilhões em 2021 (R$ 22,3 bilhões), aumento de 11% em relação ao ano anterior, e possui atualmente US$ 17,8 bilhões (R$ 94,5 bilhões) em pedidos garantidos para os próximos anos, superior ao nível pré-pandemia.

Uma altitude alcançada à base de investimentos em tecnologia, que nos últimos anos atingiram 6% do faturamento (R$ 1,3 bilhão em 2021). No ano passado, quando entregou 141 aeronaves, 51% da receita da empresa foram provenientes de inovações que ocorreram nos últimos cinco anos. No primeiro semestre de 2022, a empresa acumula um total de 46 aeronaves entregues (17 comerciais e 29 executivas). Embora não tenha recuperado o azul na última linha do balanço, perdido desde 2018, é um feito e tanto em um mercado ainda cheio de turbulências, afetado por pandemia, alta dos combustíveis, guerra na Ucrânia e turismo retraído.

Nessa pista de pesquisa e desenvolvimento estão uma forte presença internacional, com subsidiárias em 11 países, atuação em polos de inovação no Vale do Silício, Boston e Costa Espacial da Flórida, além de parcerias com universidades e entidades de todo o mundo. Apenas no ano passado foram firmados 46 acordos de cooperação em pesquisa. Aportes em startups e criação de novos negócios, como carro voador e centro de manutenção agnóstica (para outros fabricantes), completam a engrenagem que torna a Embraer a companhia mais inovadora do Brasil. “Apresentamos uma melhor performance financeira em 2021 e estamos seguros da rota de crescimento sustentável para os próximos anos”, disse Francisco Gomes Neto, diretor-presidente da Embraer, em mensagem no relatório dos resultados de 2021.

“Temos uma visão clara, um plano robusto e disciplina na execução do nosso plano e um time comprometido com o crescimento sustentável da companhia” Francisco Gomes Neto, diretor-presidente.

O piloto da gigante brasileira admite desafios pela frente, diante de desdobramentos da pandemia e do conflito entre Rússia e Ucrânia, e disse estar confiante em uma evolução contínua. “Temos uma visão clara, um plano robusto e disciplina na execução do nosso plano e, mais importante, um time unido e muito comprometido com o crescimento sustentável da nossa companhia, rumo a voos mais altos.” Para se ter ideia da relevância da empresa na aviação global, a cada dez segundos uma aeronave da marca decola em algum aeroporto do planeta. São 145 milhões de passageiros anualmente sentados nas poltronas das cabines da Embraer. Desde 1969, quando foi fundada com apoio do governo federal, já foram fabricados 8 mil aviões pela empresa.

Porém, para alcançar o atual patamar, ocorreram movimentos importantes nos anos 1990: a privatização, que acarretou em uma grande reestruturação; o lançamento de aviões a jato (família ERJ); e o programa E-Jets, de aeronaves com capacidade para 70 a 124 passageiros. Volney Gouveia, coordenador dos cursos de Ciências Econômicas e Ciências Aeronáuticas da Universidade de São Caetano do Sul (USCS), afirma que a Embraer foi certeira na estratégia de produzir aeronaves de média configuração, o que a diferencia de seus dois principais concorrentes. “O mercado aéreo de passageiros é bastante pulverizado. Muitas rotas curtas espalhadas pelo mundo exigem aeronaves menores porque sua densidade de tráfego é menor. Os jatos Embraer são imbatíveis em termos de custos e receitas operacionais, com custo por voo menor e receita média maior.”

A segunda grande escalada tecnológica da companhia ocorreu a partir de 2017, quando foi criada a unidade de serviços e suporte, responsável hoje por 27% da receita. O ano seguinte marcou o início do projeto do eVTOL, uma aeronave elétrica de decolagem e aterrissagem vertical — pode chamar de carro voador que o público gosta. Em 2020 houve a aquisição da empresa de cibersegurança Tempest, em uma notória aceleração para a análise e tratamento adequado de seus dados.


DIVERSIFICAÇÃO: Embraer se destaca pela forte entrada no setor de serviços e suporte e acumula bagagem no segmento de aeronaves comerciais e executivas.

INDÚSTRIA
Buscar soluções inteligentes e ágeis está no DNA da Embraer, que tem como ativo a inovação, seja em produtos, processos, serviços ou ações empresariais. Para Volney Gouveia, esse papel é estratégico no desenvolvimento do Brasil. “Ela domina tecnologias de ponta que podem ser disseminadas em diversos outros setores da economia, como os de eletroeletrônicos, automotivos, energias renováveis, agricultura, máquinas e equipamentos.” Em análise mais ampla, serve de referência para o fortalecimento da cadeia de valor industrial brasileira, que nas últimas décadas tem perdido participação na economia. “Nos anos 1980, a indústria representava 25% do PIB. Hoje, pouco mais de 10%. Então, a Embraer pode ajudar o País no processo de recuperação de sua indústria.”

Esse perfil agradou o mercado ano passado. As ações da companhia estão listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e na de Nova York (NYSE). Em 2021, fechou com valorização de 180% por aqui (maior percentual de valorização entre todas as empresas listadas no Ibovespa) e 160% por lá. Este ano, porém, os papéis acumulam queda de 52% (até quarta-feira, dia 27). Ainda assim, relatório da XP sobre a Embraer divulgado na segunda-feira (25) reitera visão positiva sobre a companhia, ao apontar que as entregas de aeronaves devem ser mais concentradas no segundo semestre deste ano. “A XP enxerga uma melhora contínua dos números da carteira de pedidos, os US$ 17,8 bilhões reportados melhorando sequencialmente +3% versus o trimestre anterior”, afirmou o paper assinado por Lucas Larghi e Pedro Bruno, analistas de Transportes da corretora.

São três frentes de inovação trabalhadas pela Embraer: incremental, que busca a evolução de tecnologias já consolidadas; adjacente, com avanços em produtos existentes; e transformacional, criando tecnologias e abrindo mercados inexistentes. Para gerenciar esses processos, a brasileira criou a EmbraerX. A aceleradora é considerada a agente de disrupção da companhia, ao explorar modelos de negócio com potencial de crescimento exponencial, voltados para o futuro da mobilidade aérea. Atua em projetos e estudos em áreas como cibersegurança, visão computacional, transformação digital, robótica, inteligência artificial, automação, internet das coisas (IoT) e veículos não tripulados.

- US$ 17,8 bilhões na carteira de pedidos
- 11 países com presença da companhia (Brasil, EUA, México, Portugal, Holanda, Irlanda, Reino Unido,
França, Emirados Árabes, Cingapura e China)


- 18 mil funcionários
- 8 mil aviões já foram fabricados pela empresa desde 1969
- A cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela empresa decola de algum aeroporto do mundo
- 145 milhões de passageiros são transportados por ano em aeronaves da companhia

Entre as iniciativas que saíram da EmbraerX está a EVE Air Mobility, que depois do spin-off tornou-se uma empresa independente. Ela oferece vários produtos e serviços, incluindo o eVTOL, que já tem suas primeiras entregas previstas para 2026 — são 1.825 encomendas do modelo até o momento, de 17 clientes. O carro voador é mais eficiente do que um helicóptero, com 80% menos ruído, zero emissões de carbono e custo operacional 65% menor. O plano da EVE é alcançar US$ 1,1 bilhão em receita até 2027 e atingir US$ 4,5 bilhões em 2030.

A Beacon, plataforma para manutenção de aeronaves, é outro lançamento que está sob o guarda-chuva da EmbraerX. Com a colaboração e sincronização de empresas (cadeia de suprimentos e peças de reposição) e profissionais de forma ágil, atende uma frota agnóstica de aeronaves, de todos os tipos, de qualquer fabricante. É o aperfeiçoamento da unidade de serviços e suporte lançada cinco anos atrás. Em 2021, o Beacon atendeu 65 mil casos de interrupções com necessidade de manutenção rápida e não planejada, em 2,4 mil aeronaves, em 190 aeroportos. Com a plataforma e as manutenções tradicionais, os negócios de suporte cresceram 23% em receita no ano passado.

A EmbraerX também está envolvida no Flight Plan 2030, para colocar em prática o Gerenciamento do Tráfego Aéreo Urbano (UATM, na sigla em inglês). Traduzindo: é o sistema de gestão autônoma da mobilidade aérea do futuro. Projeto previsto para ter início em 10 a 15 anos, com participação da subsidiária Atech.

ELETRIFICAÇÃO
Outro foco é o investimento em startups, com participações minoritárias nessas empresas. O Embraer Ventures gerencia dois fundos: o FIP Aeroespacial (que tem outros três investidores institucionais, o BNDES, a Finep e o Desenvolve SP) e o Catapult Ventures (sediado no Vale do Silício). Essa linha de atuação evoluiu para a aquisição da Tempest pela Embraer. A empresa de cibersegurança é hoje a maior brasileira do setor, com clientes no Brasil, América Latina e Europa. Ano passado, bateu recordes de receita, com crescimento de 40% em relação a 2020, e aumento da base de clientes em 242%, para mais de 300. Ainda em 2021, pelo Catapult, a Embraer aportou na startup americana Pyka, para avançar na pulverização agrícola autônoma. Está em jogo a futura comercialização do Pelican, aeronave de asa fixa, totalmente elétrica e autônoma, desenvolvida pela Pyka.

A eletrificação aeronáutica é, aliás, uma das grandes apostas da Embraer para o futuro. A companhia considerou um marco histórico a realização do primeiro voo de uma aeronave de propulsão 100% elétrica, exatamente um ano atrás. O modelo utilizado foi o EMB-203 Ipanema, um monomotor de asa baixa muito usado na agricultura. A agenda ESG (ambiental, social e de governança) da companhia estabelece metas de energia elétrica 100% proveniente de fontes renováveis até 2030, neutralidade em carbono nas operações até 2040 e produtos para uma aviação zero carbono até 2050.

O CEO Francisco Gomes Neto disse recentemente que a Embraer está atenta ao problemas climáticos e comprometida com a sustentabilidade. “Intensificamos nossos esforços para minimizar a pegada de carbono ao permanecermos dedicados a soluções inovadoras que tenham um impacto mais amplo para nossos clientes, comunidades e nossas aeronaves.” Para o bem do meio ambiente e das finanças da companhia que decola com alta tecnologia embarcada, literalmente.

POLÊMICA E GASTOS EM (DES)ACORDO COM A BOEING - NA JUSTIÇA
Depois de um acordo de compra bilionário pela Boeing que naufragou, a Embraer tem feito seu voo solo. Em julho de 2019, as empresas anunciaram uma fusão em que a americana ficaria com 80% do negócio de aviação comercial e a brasileira com os 20% restantes, além de receber US$ 4,2 bilhões. O movimento fazia sentido, já que parte da canadense Bombardier havia sido comprada pela Airbus em 2018. Mas não deu certo, com forte troca de acusações.

A Boeing desistiu do acordo afirmando que a Embraer não cumpriu condições previstas no contrato. A Embraer disse que a Boeing mentiu e rescindiu indevidamente o acordo. O caso está na justiça, em trâmite em um tribunal de Nova York. “Estamos em processo de arbitragem, no sentido de recuperar os gastos que tivemos para fazer todo o processo de preparação da separação da aviação comercial”, disse o diretor-presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, à reportagem da Band.




 

Taurus e CBC participam da Conferência de Ministros de Defesa das Américas em Brasília

Marcos Degaut (Secretário de Produtos de Defesa – SEPROD), Fábio Kattum (Exportação CBC), Paulo Sergio Nogueira (Ministro da Defesa) e Andre Kennes (Executivo Vendas Internacionais Taurus)

*LRCA Defense Consulting - 30/07/2022

A Taurus e a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Empresas Estratégicas de Defesa e principais fabricantes mundiais de armas e munições, estiveram presentes na XV Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), que reuniu representantes de 34 países americanos em Brasília, no Distrito Federal.
 
Na ocasião, as empresas apresentaram às autoridades seus amplos portfólios de produtos dedicados às forças militares e reconhecidos mundialmente em mais de 100 países.

O evento, coordenado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), com apoio da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), aconteceu de 25 até 29 de julho de 2022 e contou com a participação de 20 empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).
 
A CMDA é constituída por 34 Ministérios da Defesa e de Segurança do Continente Americano, pertencentes aos seguintes países: Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Barbados, Belize, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Chile, Costa Rica, Dominica, Equador, El Salvador, Estados Unidos da América, Granada, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela.
 
A Conferência de Ministros de Defesa das Américas é uma reunião política multilateral internacional realizada desde 1995 e que ocorre a cada dois anos, período em que um país integrante assume a presidência dela. O encontro tem o objetivo de promover o conhecimento recíproco, a análise, o debate, a troca de ideias e de experiências na área da Defesa e da Segurança. Além disso, tem o objetivo estratégico de promover ações que fortaleçam as relações com as Forças Armadas das nações parceiras, visando a cooperação e a segurança internacional.
 
É também uma importante oportunidade de projetar o Brasil no cenário externo. O Brasil foi designado como país-sede e assumiu o compromisso da presidência da XV CMDA no biênio 2021–2022 com o intuito de contribuir para a dissuasão de conflitos e melhorar o apoio à política externa.
 
Durante a Conferência, as capacidades e potencialidades da indústria nacional de defesa e segurança foram destacadas e os Ministros de Defesa foram convidados para conhecerem as tecnologias e produtos desenvolvidos no Brasil durante a 7ª Mostra BID Brasil, que será realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro deste ano em Brasília (DF).
 
Um dos mais importantes eventos do país nos segmentos de defesa e segurança, a Mostra BID Brasil reúne as principais empresas e instituições destes mercados, promovendo agenda de negócios, networking e a divulgação de conhecimentos e inovações tecnológicas.
 
Durante os três dias do evento, que é realizado pela ABIMDE em parceria com a ApexBrasil, a Taurus e a CBC estiveram presentes e expuseram seus completos portfólios de armas e munições, incluindo soluções inovadoras e de alto desempenho produzidas para o segmento, valorizando a Base Industrial de Defesa para um público qualificado que inclui delegações estrangeiras e profissionais especializados. Entre os produtos que estiveram em exposição, especialmente desenvolvidos para o emprego policial e militar, destaque para o consagrado fuzil T4 e a pistola TS9 da conceituada linha TSeries, ambos fabricados pela Taurus Armas S.A.

29 julho, 2022

TECHS será oficializada como "laboratório de ensaios" junto à SENASP


*LRCA Defense Consulting - 29/07/2022

A TECHSS Serviços Especializados, uma empresa pioneira e comprometida em oferecer soluções de avaliação da conformidade para a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS), recebeu nessa semana a equipe de especialistas da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), um órgão público superior de nível federal, vinculado ao Ministério da Justiça, que é responsável pela política de segurança pública no país.

O objetivo da visita técnica foi possibilitar que a TECHSS seja designada como laboratório de ensaios, no âmbito do Programa Nacional de Normalização e Certificação de Produtos de Segurança Pública - Pró -Segurança, no que diz respeito às normas técnicas NT001/2020. - Pistolas 9mm e .40S&W, NT002/2020 - AINM, NT003/2021 - Coletes Balísticos, NT004/2021 - Fuzis e Carabinas e NT005/2022 - Submetralhadoras.

Ao final da visita, a equipe técnica se mostrou plenamente satisfeita e, em breve, a TECHSS será oficializada como laboratório de ensaios pela SENASP. 

Saiba mais:
- Techss é a primeira empresa brasileira especializada em ensaios e avaliação da conformidade de forma independente

- Techss prestará serviços especializados em ensaios e avaliação de armas, munições e outros PCE como laboratório independente 

- CBC firma contrato com laboratório independente Techss para serviços de avaliação técnica de Produtos Controlados

 

Indiana Star Air expandirá conectividade regional e adiciona duas aeronaves Embraer E175


*Business Standard - 22/07/2022

Em seu esforço para fortalecer a conectividade regional da Índia, a Star Air, empresa de aviação do Sanjay Ghodawat Group, anunciou que a transportadora regional assinou uma Carta de Intenção (LoI) para duas aeronaves Embraer E175 com a Nordic Aviation Capital (NAC), uma das maiores locadoras de aeronaves regionais do mundo. O mesmo foi anunciado durante um evento de imprensa organizado pela Embraer no Farnborough International Airshow, Reino Unido, na presença de altos funcionários da Embraer e da Star Air.

Com potencial inigualável, os setores regionais da Índia são um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo. A Star Air está se esforçando para estabelecer uma frota de aeronaves da Embraer que melhorará a conectividade regional. Oferecendo a capacidade certa a tarifas acessíveis, a Star Air se compromete a apoiar a crescente demanda em toda a Índia enquanto a companhia aérea se prepara para os planos do Ministério da Aviação Civil de construir 100 aeroportos.

Ansiosa para receber o E175 nos céus indianos
O E175 não tem assentos no meio e oferece o melhor espaço para as pernas da classe com disposição confortável dos assentos. Com um alcance de voo de 2.200 milhas náuticas, a Star Air está configurada para voar mais, mais rápido e mais suavemente. Atualmente operando em 18 destinos na Índia, a companhia aérea está preparada para crescer e expandir sua presença regional.

"Depois de testemunhar uma forte recuperação nas viagens aéreas, estamos entusiasmados em fazer parceria com a Embraer, pois buscamos constantemente Conectar a Real Índia e tornar as viagens confiáveis ​​e acessíveis. A aeronave E175 não apenas adicionará flexibilidade e eficiência à nossa rede, mas também fortalecerá nosso relacionamento com os clientes, pois proporcionamos a eles uma experiência de voo incomparável", disse Shrenik Ghodawat, Diretor - Star Air.

Como parte do comunicado, a Star Air também anunciou que, dependendo da assinatura do contrato de arrendamento, a companhia aérea está confiante em iniciar as operações do E175 até novembro de 2022. Atualmente, a companhia aérea opera voos regulares usando seus cinco ERJ-145 para conectar 18 destinos indianos que incluem Ahmedabad, Ajmer (Kishangarh), Bengaluru, Belagavi, Delhi (Hindon), Hubballi, Indore, Jodhpur, Kalaburagi, Mumbai, Nashik, Surat, Tirupati, Jamnagar, Hyderabad, Nagpur, Bhuj e Bidar.

Sanjay Ghodawat Group (SGG) é um importante conglomerado de negócios indiano que está presente em várias empresas de negócios de alto valor. Aviação, Produtos de Consumo, Educação, Energia, Mineração, Realty, Varejo e Têxtil são alguns de seus principais domínios de negócios. A SGG foi fundada em 1993 e desde então tem testemunhado um crescimento impressionante sob a administração de seu Fundador e Presidente – Sr. Sanjay Ghodawat. Tem uma forte base de milhões de clientes em todo o mundo, uma força de funcionários de mais de 10.000 e uma base de alunos de mais de 16.000. A SGG está avançando com muito vigor e trazendo mudanças significativas na vida das pessoas com sua ampla gama de produtos e serviços de alta qualidade.

28 julho, 2022

WEG é destaque no Relacionamento com Investidores


*LRCA Defense Consulting - 28/07/2022

A WEG foi o grande destaque no setor de Bens de Capital da premiação “2022 Latin America Executive Team”, da Institutional Investor, revista reconhecida mundialmente pela sua relevância no mercado financeiro.

A companhia ocupou o primeiro lugar em todas as oito categorias do setor: Melhor CEO, CFO, Profissional de Relações com Investidores (RI), Equipe de RI, Programa de RI, Métricas ESG, Reunião Anual com Analistas (WEG Day) e Gestão de Crise em meio à COVID-19. Na categoria Melhor Profissional de RI, além do primeiro lugar a companhia conquistou também a terceira posição. A companhia ainda ficou entre as 10 melhores colocadas no ranking geral, englobando todos os 17 setores avaliado pela revista no Brasil.

Para elaboração do ranking, a WEG recebeu feedback detalhado em 20 métricas, que são usadas para produzir análises de percepções de investidores e analistas em relação ao seu programa de RI e liderança executiva.

Confira a Classificação Geral:

• Melhor CEO – Harry Schmelzer Jr – 1º lugar

• Melhor CFO – André Luis Rodrigues – 1º lugar

• Melhor Profissional de RI – André Menegueti Salgueiro – 1º lugar

                                              Felipe Scopel Hoffmann – 3º lugar

• Melhor Equipe de RI – WEG – 1º lugar

• Melhor Programa de RI – WEG – 1° lugar

• Melhores Métricas ESG – WEG – 1º lugar

• Melhor Reunião Anual com Analistas – WEG – 1º lugar

• Melhor Gestão de Crise em meio à COVID-19 – 1º lugar

A premiação, que engloba empresas de capital aberto de toda a América Latina, reuniu a opinião de mais de 900 profissionais de investimento em 434 empresas de serviços financeiros.

 

ABIMDE promove a BIDS durante Conferência de Ministros de Defesa das Américas em Brasília

*LRCA Defense Consulting - 28/07/2022

Até amanhã (29), o Brasil sedia a XV Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), que reúne representantes de países americanos em Brasília (DF). Coordenado pelo EMCFA (Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas), com apoio da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), o evento começou no dia 25 e conta com a participação de 20 empresas da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança).

A CMDA é uma reunião política multilateral de caráter internacional iniciada em 1995 e que ocorre a cada dois anos, período em que um país integrante assume a presidência.

“A conferência tem um objetivo estratégico, que é o de promover ações que fortaleçam as relações com as Forças Armadas das nações amigas, ações que fortaleçam a cooperação e a segurança internacional. É importante porque também projeta o Brasil no cenário internacional”, afirmou o General Aderico Mattioli, presidente executivo da ABIMDE.

“O Brasil assumiu o compromisso da presidência da XV CMDA para o ciclo de 2021/2022 com a ideia de contribuir para a dissuasão de conflitos e de melhorar o apoio à política externa. Como membro da CMDA, o país quer contribuir não só para a estabilidade regional, como também para a paz e a segurança internacionais”, frisou o Coronel Armando Lemos, Diretor Executivo da ABIMDE.

As empresas da BIDS que participarão do evento são: Akaer, Ares, Atech, Avionics, Berkana, CBC, Condor, Dupont, Embraer, Emgepron, Gespi, Imbel, Iveco, Kryptus, Leonardo do Brasil, Macjee, MTX, Ocellott, Siatt e Taurus.

7ª Mostra BID Brasil
Durante a XV CMDA, a ABIMDE destacará as capacidades e potencialidades da indústria nacional de defesa e segurança e convidará os Ministros de Defesa dos países presentes para conhecer de perto as tecnologias e produtos desenvolvidos no Brasil durante a 7ª Mostra BID Brasil, que será realizada entre os dias 6 e 8 de dezembro deste ano, em Brasília (DF).

Mais importante evento nacional dos segmentos de defesa e segurança, a Mostra BID Brasil reúne as principais empresas e instituições destes mercados, promovendo agenda de negócios, networking e a divulgação de conhecimentos e inovações tecnológicas.

Durante os três dias do evento, que é realizado pela ABIMDE em parceria com a ApexBrasil, os principais players de defesa e segurança do Brasil expõem seus produtos e tecnologias para um público qualificado, que inclui delegações estrangeiras e profissionais especializados.



WEG no ranking das mais inovadoras do Brasil

*LRCA Defense Consulting - 28/07/2022

A WEG foi eleita pela oitava vez consecutiva uma das empresas mais inovadoras do Brasil pelo Prêmio Valor Inovação 2022, o mais amplo estudo sobre o tema voltado a grandes empresas no Brasil, conduzido pelo Jornal Valor Econômico e pela Strategy&, consultoria estratégica da PwC, alcançando a quarta colocação esse ano.

A pesquisa tem como objetivo medir a capacidade de inovação, avaliando competências como criatividade, capacidade para gerar conhecimento e a aplicação estratégica das novas tecnologias. A equipe de análise da Strategy& avaliou na edição deste ano 253 empresas, das quais 150 foram classificadas para o ranking geral. A premiação reconhece as líderes em inovação em 25 setores de atividade econômica e as 10 mais inovadoras do ranking geral. Em todas as oito edições do prêmio, a companhia sempre esteve entre as 10 primeiras colocadas.

Para Rodrigo Fumo Fernandes, diretor Global de Inovação Tecnológica da WEG, além de grandes investimentos, é necessário manter a cultura de desafios e pessoas que busquem o diferencial na empresa. Afinal, o diferencial da inovação são as pessoas.

“Inovação está diretamente relacionada com a inquietude, isto é, busca constante de melhoria, competitividade e crescimento. Desta forma, para promover a inovação é necessário ter dentro da corporação pessoas que sejam inquietas, curiosas, que desafiem o status quo diariamente e sejam os intraempreendedores”, enfatiza o diretor.

A 8ª edição do Prêmio Valor Inovação Brasil, foi celebrada em evento virtual, no dia 26 de julho. O diretor Global de Inovação Tecnológica, participou da homenagem e dedicou o reconhecimento aos mais de 37 mil colaboradores da WEG que trabalham incansavelmente para construir uma companhia cada vez maior e melhor.

Por que ninguém copia a história de sucesso da Embraer?

Embraer é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás das gigantes Airbus e Boeing - Foto: DW / Deutsche Welle

*Portal Terra, por Alexander Busch - 27/07/2022

Fabricante de aeronaves tem senso de mercado e um conhecimento de engenharia acumulado ao longo de muitos anos. Uma combinação rara, não só no Brasil. Mesmo assim, poucas empresas parecem tê-la como modelo.Há dois anos, o modelo de negócios da fabricante brasileira de aeronaves Embraer entrou em colapso: primeiro, o mercado de aviões civis encolheu mais da metade por causa da pandemia. Logo depois - em abril de 2020 - a Boeing cancelou o acordo para criar uma empresa conjunta que assumiria todas as operações comerciais da Embraer. Sem a grande parceira, as coisas pareciam estar ruins para a companhia brasileira.

Em retrospectiva, a fusão fracassada pode ter sido um golpe de sorte para o grupo. Essa é a opinião do especialista em aviação Ron Epstein, do Bank of America. A terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás das gigantes Airbus e Boeing, se viu então forçada a se reposicionar e se concentrar naquilo que tem de mais forte: sua própria pesquisa e desenvolvimento.

"A Embraer é um grupo voltado para a inovação", afirma Epstein [sagrou-se a 3ª colocada no recém divulgado Prêmio Valor de Inovação]. "De seu faturamento, 40% é com produtos de menos de cinco anos de idade." A empresa se beneficia de um grupo restrito de universidades, várias dezenas de fornecedores e estreitos laços com os militares. Além disso, seus engenheiros custam menos, são mais jovens e presumivelmente mais motivados do que os da Boeing em Seattle.

Aposta na emissão zero
A Embraer conta agora com sua própria experiência em engenharia para estar na vanguarda das mudanças fundamentais no setor: ela dispõe de uma linha completa de produtos relacionados a voos com emissão zero. Especializada em aeronaves regionais, jatos particulares e aviões militares, ela quer se tornar líder do mercado global de aeronaves sustentáveis.

O grupo está atualmente desenvolvendo um veículo de táxi aéreo movido a eletricidade. Também deverão ser lançados um avião de transporte militar com propulsão elétrica e um motor do tipo turboélice para o mercado asiático.

A Embraer está fazendo o que as empresas brasileiras raramente fazem: usar seu próprio conhecimento em engenharia para se posicionar na vanguarda do setor. Isso é particularmente difícil na indústria da aviação: os investimentos são de muito longo prazo e e exigem muito capital.

Na Europa, quase todas as fabricantes de aeronaves sucumbiram nos últimos 30 anos: ou foram adquiridas por empresas de defesa, ou vivem como fornecedoras. Fokker, Dornier e Alenia eram marcas que às vezes competiam com a Embraer, mas que já não existem mais.

O que a Embraer tem de diferente
O que a empresa brasileira tem feito de diferente? Em poucas palavras, ela combina um conhecimento próprio de engenharia acumulado ao longo de muitos anos e um senso de mercado e de seus clientes. Essa combinação é rara, e não apenas no Brasil. Na Alemanha em particular, há inúmeras corporações que foram líderes em tecnologia, mas perderam a oportunidade de se adaptar a seus clientes: Telefunken, Nixdorf, Grundig, AEG ou mesmo a Siemens Telekom.

A Embraer já provou várias vezes que pode apresentar ao mercado projetos de alta tecnologia na hora certa, precisamente adaptados às necessidades dos clientes. Em 1996, a brasileira lançou um jato comercial com capacidade para 50 passageiros: o modelo era mais barato, mais moderno e mais leve que os concorrentes, e perfeitamente adequado às companhias aéreas regionais então emergentes na Europa e nos Estados Unidos.

Três anos mais tarde, repetiu o sucesso com jatos de 70 a 120 assentos. Assim, a Embraer se tornou a primeira a preencher a lacuna entre aviões regionais e de longa distância. Desde 2010 oferece seus bem-sucedidos jatos particulares de baixo custo Phenom, com capacidade para quatro ou mais passageiros.

A companhia está em vantagem quando se trata de sistemas propulsores com emissão zero: todas as novas tecnologias de propulsão - elétrica, híbrida ou com hidrogênio - são instaladas e testadas primeiro em modelos menores. Economicamente, faz pouco sentido hoje desenvolver motores elétricos para aeronaves com 200 ou mais passageiros.

Mas a pressão pelo sucesso é grande: a reviravolta no setor com os voos de emissão zero também precisa ter êxito. Caso contrário, a Embraer corre o risco de ter o mesmo destino que seus concorrentes europeus.

*Há mais de 25 anos, o jornalista Alexander Busch é correspondente de América do Sul do grupo editorial Handelsblatt (que publica o semanário Wirtschaftswoche e o diário Handelsblatt) e do jornal Neue Zürcher Zeitung. Nascido em 1963, cresceu na Venezuela e estudou economia e política em Colônia e em Buenos Aires. Busch vive e trabalha em São Paulo e Salvador. É autor de vários livros sobre o Brasil.

 

27 julho, 2022

CBC lança novas armas longas em calibre .22 LR



*LRCA Defense Consulting - 27/07/2022

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), sempre pautada no compromisso de oferecer um portfólio completo de produtos, tem buscado incessantemente trazer ao segmento produtos diferenciados e cada vez mais atender as necessidades dos seus clientes.

Já tradicional fabricante de rifles semiautomáticos e por ação de ferrolho (bolt action), recentemente, a CBC lançou os aguardados rifles CBC Pump Action e Rio Bravo, ambos no calibre .22 LR, que chegam para ocupar uma posição de destaque no mercado brasileiro, entregando performance e versatilidade, com o excelente custo-benefício do calibre .22LR.

O baixo estampido e recuo da munição .22LR são algumas das razões que contribuem para que este calibre seja a melhor opção para iniciantes no tiro e o tornam o mais vendido em todo mundo. Trata-se de um calibre de entrada e que chega até competições olímpicas. O .22 LR é um produto muito versátil, utilizado em competições de tiro de várias modalidades, em treinamentos e também em momentos de lazer.

PUMP ACTION .22LR
No calibre .22LR e cano de 18 polegadas, possui sistema de funcionamento Pump Action, capacidade de 15+1 disparos, carregador tubular e acabamento oxidado negro.


O produto está disponível ao mercado em dois modelos. Na versão em madeira, o aparelho de pontaria é do tipo buckhorn, em aço, e a massa de mira possui ponto em latão.

Já na versão em polímero, o aparelho de pontaria conta com fibra óptica, alça de mira com regulagem micrométrica vertical e horizontal, além de massa de mira e túnel de proteção removíveis.


RIO BRAVO .22LR
Outro aguardado lançamento é o Rifle .22LR Lever Action Rio Bravo, com design clássico que remete à nostalgia do velho-oeste.  Possui cano de 18” e capacidade de 15+1 disparos.

O produto também está disponível ao mercado em dois modelos. Na versão em madeira, o aparelho de pontaria é do tipo buckhorn, em aço, e a massa de mira possui ponto em latão.

Já na versão em polímero, o aparelho de pontaria conta com fibra óptica, alça de mira com regulagem micrométrica vertical e horizontal, além de massa de mira e túnel de proteção removíveis.

Neste ano de 2022, em que a unidade CBC de Montenegro – RS é ampliada e modernizada em resposta à crescente demanda de armas longas e à estratégia CBC de intenso desenvolvimento e lançamentos destes produtos, a CBC, que é líder mundial em munições, consolida sua posição também como tradicional e importante fabricante de armas longas, oferecendo um extenso portfólio ao mercado, com mais de 140 armas longas no portfólio atual e cerca de 30 lançamentos previstos para os próximos meses.

Sua posição de destaque é resultado da tecnologia de ponta, rigorosos processos de controle de qualidade e aumento de produtividade, por meio de investimentos em novas tecnologias e modernos equipamentos, que permitem a fabricante atender à crescente demanda nacional e internacional, entregando produtos de alta performance e precisão, além de conquistar novos mercados.

Nos últimos anos, a CBC investiu mais de USD 191 milhões em aquisições, ampliação e modernização das fábricas/linhas de produção, gerando mais de 2.000 empregos no Brasil.

Em 2020, a empresa inaugurou uma nova fábrica exclusiva para o calibre .22 na unidade de Ribeirão Pires (SP). O investimento praticamente triplicou a capacidade produtiva, passando dos 80 milhões de munições .22/ano para 220 milhões/ano. Em termos de performance do produto, a nova fábrica elevou a um novo padrão de qualidade e desempenho, trazendo ganhos expressivos em precisão e uniformidade, igualando os cartuchos .22 da CBC aos melhores produtos do segmento no mundo.

A demanda internacional pelo calibre .22 é gigantesca e a nova fábrica colocou a CBC entre os maiores produtores do mundo. O calibre .22LR, em termos de unidades vendidas, é considerado o mais popular do mundo.

Os novos rifles CBC .22LR chegam para ser mais uma ótima opção no portfólio de produtos da empresa no calibre .22.

Os Rifles .22LR Pump Action já estão em comercialização nas principais lojas revendedoras, já os Rifles .22LR Rio Bravo estarão em breve nas lojas de todo país, e a partir deste mês já nas lojas Platinum, do Programa de Relacionamento com o Lojista (PRLO) promovido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e pela Taurus. Estes estabelecimentos possuem, entre outros benefícios, acesso antecipado a lançamentos de produtos das marcas CBC e TAURUS.

Além da grande licitação de 400 mil fuzis, Taurus pode comercializar mais 100 mil armas na Índia no curto/médio prazo



*LRCA Defense Consulting - 27/07/2022

A equipe comercial da Taurus esteve na Índia em uma rodada de negociações, discussões técnicas e apresentações sobre sua tecnologia, produtos e sua mais nova planta de produção na Índia construída em parceria com a Jindal Defence, perante várias autoridades do mercado policial e militar. 

Adicional às tratativas em curso para a licitação de mais de 400,000 fuzis pelas Forças Armadas, por meio dessas rodadas com as principais forças policiais estaduais e paramilitares de várias regiões do país que estão sob comando do Ministério de Assuntos Internos (MHA na sigla em inglês), foi possível identificar projetos específicos menores para aquisição de armamento que representam oportunidades estratégicas para o fornecimento de produtos dedicados às necessidades dessas forças (gerenciamento de fronteiras, operações especiais, segurança urbana e institucional, etc..).

A demanda inicial desses contratos e oportunidades identificadas somam uma demanda de curto-médio prazo de mais de 100.000 armas, com destaque para pistolas 9mm, submetralhadoras e fuzis. 

Esse número ainda pode aumentar na medida em que o governo indiano libere verbas para as compras estaduais. 

A linha TSeries da Taurus, com as pistolas TS9 e TH9, a submetralhadora SMT9 e os vários modelos do fuzil Taurus T4 possuem as características e performance alinhados às demandas da região e possui vantagem devido a fixação de sua planta e equipe na India, estando a frente dos principais concorrentes mundiais que não tem presença no país.

A equipe comercial da Taurus está atuante e focada na abertura dessas oportunidades. Essas licitações menores, além de reforçar a penetração e solidificação da Taurus no mercado de defesa e segurança indiano são estratégicas porque, devido às suas características, tendem a possuir menor concorrência e facilita o no ganho de contratos com rentabilidades potencialmente maiores.


25 julho, 2022

Índia poderá adquirir cerca de 420.000 fuzis CQB com produção local via Programa Make in India


*LRCA Defense Consulting - 25/07/2022

Além da oportunidade de venda imediata e direta de 93.895 fuzis CQB calibre 5,56x45 por meio de um processo licitatório chamado Fast Track Procedure (FTP - procedimento rápido) para o Exército Indiano, onde concorre com seu fuzil T4, a brasileira Taurus Armas poderá ser uma das empresas fornecedoras de mais 420.000 fuzis do mesmo tipo para essa força armada, tão logo seja iniciada a produção em sua unidade indiana Jindal Taurus, formada em joint venture com a Jindal Defence, o que está previsto para acontecer muito breve.

Segundo uma fonte indiana comentou ontem (24), há um plano para aquisição de 4,2 lakh (420.000) carabinas (fuzis CQB) a serem fabricadas na Índia. As estimativas iniciais sugerem que a alocação para o projeto será superior a Rs. 5.000 crores (US$ 650 milhões).

Segundo a mesma fonte, a produção de mais de 4 lakh de carabinas levará tempo. É por isso que há um plano de atribuição do contrato a dois fabricantes, sejam eles do setor privado ou do setor público. Isso significa que o L1 (a empresa com os melhores lances) pode chegar a fazer mais de 2 lakh de carabinas, mas a empresa L2 receberá o valor restante. Isso garantirá que as armas sejam entregues rapidamente. Uma decisão sobre a divisão de contratos se demorarem mais de 3 anos ainda não foi tomada, mas poderá ser nos próximos dias, o que também é algo a que as forças armadas são favoráveis.

A fonte afirmou ainda que a fabricação local de uma carabina foi discutida anteriormente. O argumento é simplesmente este: por que importar algo como uma carabina que não é muito high-tech. Por que não pode ser feito na Índia, mesmo colaborando com uma empresa estrangeira? Tal processo já foi iniciado com planos para a fabricação conjunta pela Índia e Rússia do fuzil de assalto AK-203 (Kalashnikov) em um distrito VIP em Uttar Pradesh. Um projeto semelhante para a carabina é totalmente possível e espera-se que o Ministério da Defesa tome uma decisão sobre isso muito em breve. 



CBC lança nova família de munições Polymatch, exclusivas para treinamento


*LRCA Defense Consulting - 25/07/2022

A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), Empresa Estratégica de Defesa e líder mundial em munições, está lançando no mercado a nova família de munições Polymatch, desenvolvida nos principais calibres de armas curtas: 9mm, .45Auto, .40S&W, .38SPL, .357Mag e, em breve, .380Auto (que está em fase de homologação junto a órgão competente).

Exclusivas para treinamento, seus projéteis são revestidos por quatro camadas de polímero especial, sendo carregadas com peso de projétil adequado para proporcionar recuo e precisão similares às munições operacionais.

O revestimento de polímero do projétil Polymatch proporciona menor aquecimento e atrito no cano da arma, quando comparado com projéteis encamisados, estendendo assim a vida útil da arma.  

Outro diferencial é a redução da emissão de fumaça e menor acúmulo de chumbo na arma, quando comparada às munições com projéteis de chumbo convencionais. Além de oferecer aos consumidores a confiabilidade de uma munição original de fábrica e excelente custo-benefício, possibilitando treinamento constante.

A CBC consiste no maior complexo industrial integrado de fabricação de munições do mundo. Conta também em sua estrutura com a fábrica de iniciadores, de propelentes, engenharia de máquinas e de tecnologia, além de laboratórios de controle de qualidade e balística.


“Todos os produtos comercializados pela CBC são submetidos a exaustivos testes durante o desenvolvimento, abrangendo desempenho balístico e conformidade com normas internacionais, além de possuírem certificados de reconhecimento de qualificação dos mais renomados órgãos mundiais. Toda essa estrutura aliada à sua credibilidade internacional, fizeram com que a CBC alcançasse o patamar de líder mundial em fabricação de munições, um orgulho para nós brasileiros”, afirma Paulo Ricardo Gomes, Diretor Comercial & Marketing da CBC.

O pré-lançamento da nova família de munições Polymatch ocorreu em julho de 2022 nas lojas Platinum Partner, do Programa de Relacionamento com o Lojista (PRLO) promovido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e pela Taurus. Estes estabelecimentos possuem, entre outros benefícios, acesso antecipado a lançamentos de produtos das marcas CBC e TAURUS.

O lançamento oficial da nova família de munições Polymatch ao mercado ocorreu dia 18 de julho, com comercialização nas lojas revendedoras CBC de todo Brasil

Embraer entrega 11 jatos comerciais e 21 executivos no 2T22


*LRCA Defense Consulting - 25/07/2022

A Embraer entregou 32 jatos no segundo trimestre de 2022, sendo 11 comerciais e 21 executivos (12 leves e 9 médios). No ano, a empresa acumula um total de 46 aeronave entregues (17 comerciais e 29 executivas).

A carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 2T22 em US$ 17,8 bilhões, o maior nível desde 2T18, impulsionada por novas vendas de aeronaves e serviços, um crescimento de 12% quando comparado aos US$ 15,9 bilhões registrados no mesmo período de 2021.

No período, a Embraer recebeu na família de operadores de E-Jets a Sky High, da República Dominicana, que vai operar dois jatos E190 de primeira geração. Estas aeronaves serão cobertas pelo Programa Pool, cujo contrato foi anunciado pela Embraer Serviços & Suporte.

Em junho, a Embraer assinou um pedido firme para conversão de até 10 E-Jets em aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) com um cliente “não-divulgado”. As aeronaves virão da atual frota de E-Jets deste cliente, com entregas a partir de 2024.  Este é o primeiro contrato firme para a conversão de E-Jets, sendo o segundo acordo para esse tipo de operação. Já em outro contrato, anunciado em maio, Embraer e Nordic Aviation Capital (NAC) acordaram até 10 posições de conversão para os jatos E190F/E195F.

Ainda no segundo trimestre de 2022, a Embraer Defesa & Segurança entregou o último caça modernizado AF-1 para a Marinha do Brasil. E no mercado de aviação executiva, os resultados confirmam o posicionamento sólido da Embraer nos segmentos de jatos leves e médios, com aumento da demanda.

Farnborough Airshow (FIA) 2022
Na última semana, durante o Farnborough Airshow, a Embraer Aviação Comercial anunciou a venda de 20 unidades do jato E195-E2 para a Porter Airlines, do Canadá, que serão incluidos na carteria de pedidos firmes do terceiro trimestre de 2022. A companhia aérea canadense passa a ter agora 50 pedidos firmes e 50 direitos de compra para o modelo E195-E2. No mesmo evento, a Embraer anunciou um pedido firme da Alaska Air Group para oito jatos E175, os quais já constam no valor da carteira de pedidos do 2T22, além de 13 direitos de compra.

A Embraer Serviços & Suporte anunciou um contrato de renovação e expansão com a LOT Polish Airlines para o Programa Pool. O acordo de longo prazo cobrirá um total de 44 E-Jets. E a NAC anunciou um memorando de entendimento para a Astral Aviation, com sede em Nairobi, Quênia, realizar a conversão das duas primeiras aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) do modelo E190F.

A Embraer Defesa & Segurança celebrou acordos de cooperação com a BAE Systems por meio de dois memorandos de entendimento (MoUs, na sigla em inglês) que visam ampliar a atuação das empresas no mercado global de defesa. O primeiro é voltado para promover o C-390 nos mercados do Oriente Médio (inicialmente no Reino da Arábia Saudita) e o outro confirma uma intenção de criar uma joint venture para desenvolver uma variante de defesa do veículo elétrico de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL) da Eve.

Postagem em destaque