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12 novembro, 2025

Taurus navega por mar revolto, mas evidencia resiliência antifrágil no 3T25 e tem lucro


*LRCA Defense Consulting - 12/11/2025

A Taurus Armas S.A., uma das líderes globais na fabricação de armas, divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25) e do acumulado dos nove primeiros meses de 2025 (9M25), revelando um cenário de resiliência e adaptação frente a desafios significativos, evidenciando sua característica antifrágil. Mesmo diante de um ambiente adverso no mercado global, impulsionado principalmente pela imposição de tarifas nos Estados Unidos e pelo desaquecimento da demanda, a Companhia conseguiu registrar lucro líquido positivo e manter margens competitivas.

A administração da Taurus destacou a capacidade da empresa de se ajustar a um "cenário adverso, marcado pela imposição da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos — nosso principal mercado — em um momento em que a demanda nesse país já se encontrava enfraquecida", conforme Mensagem da Administração.

Destaques financeiros: resiliência em tempos desafiadores
O 3T25 da Taurus foi marcado por métricas que, embora mostrem os desafios do mercado, evidenciam a solidez da gestão.

Receita operacional líquida
A receita consolidada atingiu R$ 320,3 milhões no 3T25, apresentando uma retração de 11,2% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses, a receita somou R$ 1.071,8 milhões, uma queda de 12,0% comparado ao 9M24. Essa redução é atribuída, principalmente, às menores vendas de armas no mercado norte-americano, o maior do segmento.

Lucro bruto
A companhia registrou lucro bruto de R$ 99,7 milhões no 3T25, com uma margem bruta de 31,1% sobre a receita operacional líquida. Apesar de uma queda de 4,4 pontos percentuais em relação aos 35,5% do 3T24, a margem se manteve acima do patamar de 30% e superou a de concorrentes como Ruger (25,9%) e S&W (15,1%). No acumulado de 9M25, o lucro bruto foi de R$ 365,5 milhões, com margem bruta de 34,1%, praticamente estável (-0,2 p.p.) frente ao 9M24.

EBITDA
O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) no 3T25 alcançou R$ 49,8 milhões, com margem EBITDA de 15,6%. Esse resultado representou um aumento de 18,0% e 3,9 pontos percentuais em relação ao 3T24, impulsionado pela reversão de contingências tributárias. Contudo, no 9M25, o EBITDA totalizou R$ 106,1 milhões, uma redução de 35,5% em comparação com o 9M24, com margem EBITDA de 13,5% (-3,6 p.p.).

Lucro líquido
A Taurus reportou um lucro líquido de R$ 31,5 milhões no 3T25, contribuindo para um lucro líquido acumulado de R$ 83,3 milhões nos nove primeiros meses de 2025. Esse desempenho foi "fortemente impactado positivamente pelo efeito da reversão das provisões de contingências tributárias (Difal)".

Desempenho operacional: adaptação e mercados
O desempenho operacional da Taurus no 3T25 foi uma resposta direta às condições do mercado, exigindo ajustes estratégicos e foco na eficiência que produziram um resultado muito positivo.

Mercado dos EUA: retração da demanda e tarifas
O mercado de armas nos Estados Unidos, principal destino das exportações da Taurus, permaneceu retraído. O indicador Adjusted NICS (National Instant Criminal Background Check System), que aponta a intenção de compra de armas, registrou menos de 1 milhão de consultas em julho, o menor nível desde 2019. Fatores como juros elevados, inflação, custo de vida e a ausência de risco iminente de restrições legais contribuíram para que os consumidores adiassem decisões de compra, resultando no que a Companhia descreve como "Trump slump" – termo utilizado para a queda no desempenho econômico atribuída às políticas de implementação de tarifas e à instabilidade percebida.

Mercado brasileiro: sinais de reação e mudanças regulatórias
Em contraste, o mercado brasileiro começou a dar "os primeiros indícios de reação", atribuídos à "maior estabilidade regulatória e à reorganização dos processos". A transferência das competências relativas ao setor do Exército para a Polícia Federal, iniciada em 2023, e a confirmação da validade de 10 anos para os Certificados de Registro (CRs) reforçam a previsibilidade para o consumidor. As vendas no Brasil no 3T25 cresceram 18,5% em relação ao 3T24, totalizando 19,6 mil unidades, embora o volume acumulado em 9M25 (46,3 mil unidades) ainda seja 17,6% inferior ao 9M24.

Produção e vendas - ajuste produtivo e volume
A produção da Taurus no 3T25 foi de 197 mil armas, uma redução de 23,9% em relação ao 3T24, reflexo do ajuste do ritmo produtivo às tarifas dos EUA e às condições de demanda. Um ponto estratégico notável foi o aumento da participação das unidades fabricadas nos Estados Unidos sobre o total produzido, passando de 19,7% no 3T24 para 32,0% no 3T25. No 3T25, a Taurus comercializou 217 mil armas globalmente. As vendas nos EUA caíram 17,0% em relação ao 3T24, totalizando 176 mil unidades. A empresa suspendeu os envios de armas longas aos EUA devido à inviabilidade econômica da nova tarifa.

Exportações para outros países e oportunidades
As exportações para mercados fora dos Estados Unidos totalizaram 21,2 mil unidades no 3T25, um crescimento de 2,1% em relação ao 3T24. A Companhia venceu uma licitação para a entrega de 7,5 mil fuzis T4 na África, já com aditivo de cerca de 1.000 armas, e está acompanhando concorrências internacionais que somam um potencial de venda de cerca de 70 mil unidades até meados de 2026. 

Na Índia, a Taurus está tendo muito bons resultados no merrcado civil e participando de cerca de 14/15 licitações para fornecimento de aproximadamente 34 mil armas, com valor estimado em US$ 27 milhões. É importante ressaltar que a megalicitação de 425.000 fuzis, onde a Taurus ficou em 3º lugar, ainda não foi homologada, havendo tratativas legais em curso que, eventualmente, podem alterar o resultado final.

Em outubro, a empresa assinou a prorrogação, até final de novembro, com renovação automática desse prazo por mais dois meses, do Memorando de Entendimentos firmado com a empresa turca MERTSAV e, na sequência, apresentou a proposta inicial para aquisição de participação em seu capital. É provável que seus executivos viagem ao país em breve, a fim de concluir a negociação.

MoU com a Mertsav na LAAD 2025

Fatores externos e estratégias de mitigação
A Taurus implementou uma série de medidas proativas para mitigar os impactos da tarifa de importação norte-americana e do desaquecimento da demanda:

● Transferência de linhas de montagem para os EUA: as linhas de produção de pistolas da família G já foram realocadas para a unidade nos EUA, reduzindo o impacto tarifário ao exportar kits de peças em vez de armas montadas. A mesma estratégia será aplicada aos aos principais modelos de revólveres nos próximos meses. Embora pareça que a questão do tarifaço esteja próxima de uma solução positiva, caso não seja revertida, mais linhas produtivas deverão ser transferidas para os EUA. Os produtos destinados ao mercado brasileiro e demais mercados internacionais continuarão a ser produzidos integralmente no Brasil.

● Redução do preço de transferência Brasil-EUA: ajustes foram realizados para evitar a incidência da tarifa sobre as margens.

● Estoque de produtos reforçado antecipadamente nos EUA: uma medida estratégica que se mostrou acertada, garantindo a preservação de margens sobre parte das vendas.

● Cessão de créditos de ICMS: em negociação com o governo do Rio Grande do Sul, visando fortalecer o fluxo de caixa.

● Negociação com o BNDES no Plano Brasil Soberano: tratativas para acesso a linhas de crédito e incentivos fiscais para empresas exportadoras.

● Contratação de escritórios de assessoria nos EUA: atuação junto ao governo norte-americano para defender os interesses da Taurus, destacando sua presença local e planos de expansão. 

● Reversão de R$ 43,1 milhões anteriormente provisionados: em 2022, diante da publicação da Lei Complementar 190 e da ausência de clareza sobre sua aplicação imediata, na época, a Taurus tomou a decisão estratégica de ingressar com ações judiciais para questionar a cobrança do Difal naquele exercício. Essa medida foi adotada após criteriosa análise jurídica e tributária. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal confirmou essa posição, resultando na reversão de R$ 43,1 milhões anteriormente provisionados. Foi uma postura proativa da gestão, voltada à mitigação de riscos e à proteção do valor para os acionistas, que contribuiu positivamente para o desempenho do trimestre e também fortalecerá o caixa para os trimestres futuros em um momento especialmente oportuno dado todo o cenário atual. 

Paralelamente, seguem as "tratativas diplomáticas em busca de uma solução negociada para a questão da tarifa dos Estados Unidos", com reuniões e aprovações simbólicas no Senado norte-americano que indicam um crescente desconforto com as políticas comerciais atuais.

Estrutura de custos
A gestão rigorosa de custos e o investimento contínuo em inovação são pilares da estratégia da Taurus.

Gestão de custos
O custo dos produtos vendidos (CPV) da Taurus apresentou redução de 5,2% no 3T25 em relação ao 3T24, apesar de uma inflação acumulada de 5,17% no período. Essa redução está associada ao menor volume de produção e a esforços de contenção, embora a Companhia reconheça que "parte relevante dos custos da Companhia é fixa, o que reduz a flexibilidade de ajuste proporcional à queda no volume produzido".

Despesas operacionais
As despesas operacionais totalizaram R$ 62,9 milhões no 3T25, representando 19,6% da receita. Houve uma redução de 45,0% nessas despesas em relação ao 2T25, fruto da austeridade na alocação de recursos. Um destaque positivo foi a contabilização de R$ 39,8 milhões na conta "outras receitas/despesas operacionais", decorrentes da reversão das contingências tributárias relacionadas ao Difal, que "contribuiu positivamente para o desempenho do trimestre”.

Inovação e novos produtos
A inovação continua sendo um pilar estratégico. Os novos produtos contribuíram com 20,2% da receita líquida de armas & acessórios no acumulado até setembro de 2025. A Companhia apresentou, na Shot Fair Brasil, o protótipo do drone "TAS – Tactical Air Soldier", voltado para aplicações de segurança e defesa, novos modelos em calibre .38 TPC e a família de pistolas GX4 Carry. O calibre .38 TPC, lançado em 2024, já representa 62% das pistolas de uso permitido registradas no SINARM, evidenciando o sucesso da pesquisa e desenvolvimento do CITE – Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil Estados Unidos da Taurus.

Drone TAS

 

Próximos e importantes lançamentos
Nos primeiros dias de janeiro, simultaneamente nos EUA e no Brasil, serão lançadas a pistola TX9
, com mecanismo Striker-Fire e plataforma completamente modular no sistema Taurus Modular System (sistema compatível nos três modelos), inicialmente em calibre 9x19mm com três tamanhos - subcompacta, compacta e full size, e a revolucionária RPC, a submetralhadora em calibre 9x19 mm mais leve, compacta e com maior capacidade do mercado.

Em dezembro deste ano será lançada a pistola .380 na plataforma GX4 (
Striker-Fire), ansiosamente aguardada pelo mercado brasileiro.




Submetralhadora RPC

 

Endividamento e investimentos: disciplina e visão de longo prazo
A Taurus demonstra disciplina na gestão de seu capital, equilibrando endividamento e investimentos estratégicos.

Dívida bancária e alavancagem
A dívida bancária bruta da Companhia em 30/09/2025 era de R$ 774,4 milhões, um aumento de 3,6% em relação a 2024. A dívida líquida atingiu R$ 577,6 milhões, crescimento de 26,2% no mesmo período, refletindo a redução das disponibilidades financeiras. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses atingiu 2,95 vezes, um aumento em relação a 1,80x em dezembro de 2024. Apesar disso, a Companhia afirma que "o nível de alavancagem financeira permanece sob controle" e que mantém sua capacidade de honrar os compromissos.

Plano Brasil Soberano
A Taurus está pleiteando a liberação de recursos no âmbito do programa Brasil Soberano, do Governo Federal, que visa apoiar empresas brasileiras impactadas por medidas comerciais internacionais, como as tarifas dos EUA.

Capex e financiamento Finep
No 3T25, o Capex (investimentos) foi de R$ 25,5 milhões, com 43,5% dos recursos provenientes da linha de crédito de inovação da Finep. No acumulado até setembro de 2025, os investimentos somaram R$ 71,7 milhões, majoritariamente direcionados à aquisição de máquinas, equipamentos e ferramentas (66,1%), e ao desenvolvimento de novos produtos (27,7%).

Perspectivas para o restante do ano: navegando na incerteza
Apesar das pressões impostas pelas tarifas e pelo desaquecimento da demanda no mercado norte-americano, a Taurus "continua demonstrando resiliência e proatividade". A Companhia mantém a confiança de que estará "preparada para um momento de retomada mais vigorosa da demanda", seguindo firme em sua estratégia de inovação, gestão de custos, prospecção de oportunidades em diferentes mercados e novas parcerias.

A administração reitera seu compromisso com as boas práticas de governança, com a geração de valor sustentável aos acionistas e com a busca contínua por oportunidades. A trajetória recente da Taurus, inclusive com o sucesso na implementação de medidas para mitigar os impactos das tarifas e a expansão em outros mercados, comprova sua capacidade de superação e evolução.

A Companhia segue "adaptando sua estrutura operacional — como a transferência de linhas de montagem para os Estados Unidos — e intensificando ações de controle de gastos, de modo a se adequar às atuais condições de mercado". O trabalho contínuo de pesquisa e desenvolvimento, conduzido pelo CITE, permanece como um pilar estratégico, visando a criação de produtos inovadores com tecnologia, qualidade e eficiência produtiva.

Notável capacidade de adaptação e resiliência, típicas de uma empresa antifrágil
O terceiro trimestre de 2025 foi um período de teste para a Taurus, que operou em um cenário global complexo, marcado por tarifas protecionistas e demanda retraída em seu principal mercado. No entanto, a Companhia demonstrou notável capacidade de adaptação e resiliência, evidenciando sua característica antifrágil e mantendo resultados financeiros positivos e margens competitivas. 
As estratégias de realocação de produção, gestão de custos e diversificação de mercados, aliadas ao foco em inovação, posicionam a Taurus para enfrentar os desafios futuros e capitalizar em eventuais retomadas da demanda. A empresa continua sua jornada, com a expectativa de escrever seus próximos capítulos com a mesma visão de longo prazo e dedicação.

14 maio, 2025

Taurus vence mais uma importante licitação federal na Índia

Pistola JD Taurus TS9

*LRCA Defense Consulting - 14/05/2025

A Taurus, maior vendedora de armas leves do mundo, acaba de conquistar, por meio da JD Taurus -  joint venture com o grupo indiano Jindal Defence Systems Pvt Limited - uma importante licitação para o fornecimento de pistolas TS9 calibre 9 mm destinadas à Railway Protection Force (RPF), consolidando ainda mais sua entrada no mercado institucional neste país e demonstrando a confiança das autoridades locais na qualidade e confiabilidade dos produtos da marca.

A Railway Protection Force (RPF - Força de Proteção Ferroviária) é a polícia ferroviária da Índia, responsável pela segurança das ferrovias, composições ferroviárias, plataformas e passageiros dos trens da malha ferroviária indiana. A RPF, subordinada ao Ministério das Ferrovias, é um órgão do governo indiano que se concentra especificamente na segurança ferroviária.

Pistola JD Taurus TS9

Armamento leve
O pessoal da RPF é treinado e equipado com uma variedade de armas de fogo, incluindo pistolas, carabinas, rifles de assalto, rifles autocarregáveis ​​(SLRs) e metralhadoras leves. 

O armamento da RPF varia conforme o posto e a unidade. Segundo diretrizes internas, a distribuição de armas é a seguinte:

- Oficiais (Subinspetor Assistente e acima): pistolas 9mm.

- Cabos e Soldados: 15% recebem fuzis AK-47, 20% são equipados com fuzis INSAS e 10% utilizam fuzis SLR. O restante porta carabinas e pistolas.

Força de Proteção Especializada (RPSF):

- Cabos: 30% com AK-47, 40% com INSAS, demais com pistolas e carabinas; Soldados: 55% com INSAS, 20% com AK-47, restante com pistolas e carabinas.

Além disso, todos os motoristas treinados, independentemente do posto, são armados com pistolas 9mm. 


Efetivo

A Força de Proteção Ferroviária da Índia possui atualmente um efetivo de aproximadamente 75.000 a 80.000 agentes ativos. Esse número inclui tanto o pessoal operacional quanto o administrativo, distribuído por todo o país para garantir a segurança da extensa rede ferroviária indiana.

Nos últimos anos, a RPF tem buscado aumentar sua força de trabalho. Em 2019, por exemplo, foi realizada a maior campanha de recrutamento da história da força, com a contratação de mais de 10.500 novos agentes, incluindo subinspetores, soldados e pessoal auxiliar.

Além disso, a RPF destaca-se por ter a maior proporção de mulheres entre as forças paramilitares centrais da Índia, com cerca de 9% a 10% do efetivo composto por agentes femininas. Essas profissionais desempenham um papel essencial em iniciativas como a "Meri Saheli", que visa proteger passageiras em viagens de longa distância.

Fuzil JD Taurus T4 5,56mm sobre tecido camuflado no padrão do Exército Indiano

14 licitações e uma megalicitação
Desde que começou a operar na Índia, no início do ano passado, a JD Taurus ingressou em 14 licitações para o fornecimento de armas para as Forças Armadas, órgãos policiais e órgãos paramilitares do país. Destas, a empresa já venceu duas (esta e uma de 500 submetralhadoras T9 para o Exército), uma não teve seguimento e 11 ainda estão em curso.

Em breve, a empresa estará também concorrendo em outra licitação federal para o fornecimento de mais 2.000 submetralhadoras JD Taurus T9 para o Exército.

Isso sem contar a megalicitação de 425.000 fuzis (a maior do mundo) em que a empresa concorre com seu conceituado fuzil JD Taurus T4 e que deverá ter sua conclusão no final deste mês, provavelmente, após cerca de três anos de burocracias e testes extremamente difíceis. 

No dia 23 deste mês, o gerente do Projeto Índia, Sérgio Sgrillo Filho, está com viagem marcada para a Índia, o que pode indicar que, desta vez, o negócio será concluído. Ainda mais que a situação tensa gerada pelo conflito com o Paquistão faz com que o país tenha urgência em dotar seus soldados com um fuzil moderno produzido localmente, como o T4.

Das 15 empresas que iniciaram nesta megalicitação, somente seis passaram em todos os processos e testes, e a JD Taurus o fez com louvor. O CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, e CFO, Sérgio Sgrillo Filho, estão confiantes de que a empresa fique classificada em primeiro ou segundo lugar, haja vista que a arma é excelente, o preço ofertado é bastante competitivo e os dois melhores classificados poderão ser aproveitados (60% e 40%). Se ficar em 1º lugar e o 2º não bancar seu preço, leva tudo; se ficar em 2º, terá que concordar com o preço do 1º para levar os 40%.

Mesmo que não vença, a significativa importância e tamanho dos mercados militar e civil da Índia, bem como os sucessos que a empresa vem obtendo, fazem com que as perspectivas da Taurus no país sejam muito promissoras.

No caso de vitória, quer leve 40%, 60% ou 100% do negócio, o porte deste e suas consequências futuras são fatores tão importantes que podem mudar radicalmente as perspectivas mercadológicas e financeiras da Taurus na Índia e no mundo, principalmente no que diz respeito ao mercado de armas militares.

Saiba mais:
- Conflito Índia & Paquistão: consequências para a Indústria Brasileira de Defesa

05 abril, 2025

Drone Taurus TAS - Tactical Air Soldier foi o grande destaque da LAAD 2025


 

*LRCA Defense Consulting - 05/04/2026

O grande destaque da LAAD 2025 foi o Taurus TAS – Tactical Air Soldier, um projeto inédito no cenário mundial. Trata-se de um drone equipado com armamento tático e tecnologias de última geração, desenvolvido para ampliar significativamente as capacidades operacionais em missões policiais e militares.

O equipamento conta com tecnologias de ponta, incluindo um módulo que conecta a arma ao drone, o fire control system, com câmera 4K estabilizada em 3 eixos, rádio controle com transmissão em tempo real das imagens captadas, sensor de distância para navegação precisa, apontador a laser, mecanismo de movimentação horizontal e vertical e inteligência artificial embarcada para identificação de alvos, entre outros recursos.

Com esse conjunto de tecnologias, o Taurus TAS poderá, em determinadas situações, substituir o uso de helicópteros em ações de progressão, reduzindo o risco às equipes em solo, eliminando o risco à equipe aérea e minimizando danos materiais em casos de alvejamento ou quedas do equipamento. Ao operar acima do solo, oferece não apenas cobertura tática, mas também uma presença constante, funcionando como um verdadeiro suporte aéreo em tempo real.

O TAS será disponibilizado em um duas versões: uma armada com a Submetralhadora RPC em calibre 9x19mm, voltada para o mercado policial, e outra, voltada para operações militares, será armada com um modelo do fuzil T4, em calibe 5,56mm, ou do T10, em calibre 7,62mm. 



01 abril, 2025

Taurus revela MoU para aquisição de empresa turca, portfólio militar, novos lançamentos e bonificação aos acionistas

 

*LRCA Defense Consulting - 01/04/2025

Após divulgar os números de seus balanços do 4º trimestre de 2024 e do ano passado, a Taurus Armas evidenciou que, mesmo diante de um desafiador mercado nacional, a empresa conseguiu mostrar resiliência e solidez, gerando uma rentabilidade muito boa, especialmente no último trimestre do ano, e uma excelente margem bruta de 36%, superior à Ruger e à Smith & Wesson, seus concorrentes diretos no Estados Unidos, onde vende mais de 82% de seus produtos. Assim, no resumo desse período, a empresa cortou despesas e potencializou receitas, como pretende continuar fazendo em 2025.

Dividendos e Bonificação
A Taurus deverá distribuir 35% do lucro líquido ajustado de 2024 a seus acionistas, conforme prevê o seu Estatuto.

No Programa de Recompra de Ações, encerrado em 2024 e retomado agora em nova edição, as ações adquiridas estão em tesouraria, ou seja, não geram direito a dividendos ou bonificação.

Em AGE a ser realizada em 29 de abril, a empresa irá "deliberar sobre a proposta de aumento do capital social mediante a capitalização de parte do saldo da conta de Reserva Estatutária (prevista no art. 41 do Estatuto Social), no montante de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), com emissão de novas ações, a serem bonificadas aos acionistas nos termos da proposta da administração". Ou seja, além dos dividendos estatutários, os acionistas também deverão uma bonificação em ações.

Mercado militar de armas mais pesadas - um passo estratégico
O mercado militar mundial de armas mais pesadas tem altíssimo potencial e poucas empresas concorrentes, estimando-se que vá gerar cerca de US$71,5 bilhões até 2032.

Frente a isso, a Taurus, depois de planejar por dois anos, decidiu dar um passo estratégico e decisivo para galgar um outro patamar, desenvolvendo um novo portfólio, chamado de TAURUS MILITARY PRODUCTS, que reúne metralhadoras leves e pesadas, bem como drones de combate e um lançador de granadas, visando disputar cerca de 40% desse mercado, ou algo em torno de US$28,6 bilhões. As armas militares atuais já em seu portfólio disputam em torno de outros 30% desse mercado.

Assim, a multinacional brasileira, maior vendedora de armas leves do mundo, passará a contar com metralhadoras leves e pesadas nos calibres 5,56mm e 7,62mm, nos quais já tem expertise, e também no calibre .50, que está sendo desenvolvido. Além disso, um revolucionário drone armado para operações militares e policiais também passará a ser disponibilizado ao mercado mundial, produzido em parceria com uma empresa brasileira que já possui expertise no ramo, sendo que a estação de tiro é Taurus.

Ao fim, a Taurus será a única empresa no mundo a fabricar armas do calibre .22 LR ao .50 BMG.

M&A com empresa turca Mertsav e nova diretoria
Para abreviar a velocidade do projeto do novo portfólio e o ingresso no mercado mundial, a Taurus firmou hoje um MoU (Memorando de Entendimento) com a empresa turca Mertsav Savunma Sistemleri que já tem forte presença no mercado militar de armas leves e de mais pesadas. Após a assinatura, será realizada uma due diligence para definir se adquirirá (ou não) toda ou parte da empresa, mas com o controle. Caso tudo dê certo, como se espera, a Taurus Turquia será a quarta unidade produtiva da empresa no mundo (Brasil, EUA, Índia, e Turquia).

Considerando a importância estratégica do projeto, a Taurus criou uma nova diretoria, recrutando um experiente profissional de mercado, um brasileiro que morou 20 anos em Israel, que ficará responsável pela área mundial e pela exportação desses produtos.

Segundo a Taurus, há mais de 50 países em conflito no mundo atualmente, o que gera uma demanda enorme por produtos militares, estimando-se que, somente a reposição deles levaria ainda 10 anos, se todos os conflitos cessassem hoje.

Além de abreviar em muito o seu tempo de ingresso no mercado militar, a eventual aquisição da Mertsav também abrirá à Taurus novos mercados no Oriente Médio e em outras regiões para onde aquela empresa direciona suas vendas.

A empresa está convicta do sucesso de sua nova iniciativa, haja vista que foi muito bem maturada  e planejada, inclusive com a aquisição de máquinas apropriadas (marteladora etc.). Além disso, todos os seu projetos levados a cabo nos últimos seis anos conquistaram pleno sucesso. E este será o grande passo estratégico para os próximos cinco anos.

Sem dúvida, um grande trabalho do CEO Global, Salésio Nuhs, e de sua dinâmica equipe de executivos.

Acordo com a Mertsav
Por meio de Fato Relevante, a Taurus informou hoje aos seus acionistas e ao mercado que, após autorização do Conselho de Administração, celebrou nesta data Memorando de Entendimentos (MoU) não vinculante, para possível operação de aquisição do controle societário da empresa MERTSAV, localizada na Turquia.

A empresa MERTSAV possui mais de 20 anos de experiência no setor de defesa e foi fornecedora durante muitos anos da indústria estatal turca que fornecia produtos militares às Forças Armadas desse país. Atualmente, possui três unidades de produção nas cidades de Istambul e na Área Industrial de Defesa de Kırıkkale, na Turquia.

A MERTSAV possui um amplo portfólio de produtos militares com as mais recentes tecnologias, incluindo fuzis de infantaria e de precisão, lançadores de granadas, submetralhadoras e metralhadoras leves e pesadas, abastecendo os mercados doméstico e internacional. Seus sistemas de armas  são projetados para atender às necessidades operacionais de unidades militares e policiais.

MoU com a Mertsav na LAAD 2025

Segundo seu site na Internet, a Mertsav tem como objetivo fornecer as soluções de defesa mais eficazes para campos de combate modernos, combinando engenharia inovadora e sistemas de armas de alto desempenho. Com seus designs fortes e duráveis, as armas de fogo da Mertsav oferecem alta precisão, confiabilidade e durabilidade nas condições mais desafiadoras.

Ao longo de mais de 20 anos, a MERTSAV produziu os principais componentes de armas como MG-3, G-3, MP-5, HK-33, MPT-76, MPT-55, Bora-12, além de lançadores de granadas, fuzis de gás e equipamentos para desativação de explosivos, com alta qualidade e em grande escala. Essa expertise fez da empresa um dos mais importantes fornecedores da MKEK (Corporação de Máquinas e Indústrias Químicas), das Forças Armadas da Turquia (TSK) e da Direção Geral de Segurança (EGM).

A transação entre a Taurus e a Mertsav está sujeita à celebração dos documentos definitivos, bem como à realização, pela Taurus, de diligência legal, contábil e financeira. As partes terão prazo até 31 de julho de 2025, renovável por mais dois meses, para concluir os estudos de viabilidade para a possível aquisição.

A celebração desse MoU é um passo estratégico muito importante e agilizará a entrada da Taurus no segmento militar. O mercado de armas mundial movimentou mais de U$ 41 bilhões de dólares americanos no ano de 2023 e possui potencial para atingir o valor de U$ 71,5 bilhões de dólares americanos até o ano de 2032, o segmento militar corresponde atualmente a 39% do mercado total de armas leves do mundo, mercado esse que a Taurus vinha pesquisando nos últimos anos.

Esta aquisição, caso efetivada, reduzirá em vários anos o tempo para desenvolvimento destes produtos e permitirá um salto no patamar do portfólio de produtos da empresa, complementando sua linha de armas leves e tornando a empresa muito mais competitiva neste segmento.


Ative as legendas em português

Índia e Arábia Saudita
Na Índia, foram vendidas mais de 5.000 armas para o mercado civil em 2024, com a Taurus detendo cerca de 50% do mercado local, onde também está lançando novos produtos. Em janeiro, foi lançado um revólver; em junho, lançará uma pistola .380 nas versões metálica e polímero; e em setembro, lançará uma pistola .45.

Na megalicitação de 425.000 fuzis, o fuzil T4 da Taurus passou plenamente em todos os longos e extenuantes testes requeridos. O resultado final será divulgado em quatro a seis semanas.

A empresa está participando ainda de 14 licitações para as forças militares e policiais do país.

Com relação a uma possível joint venture na Arábia Saudita com produção local, a empresa já concluiu o Plano de Negócios, que está agora nesse país, aguardando apenas a análise e a decisão final. No documento consta a necessidade de o governo saudita garantir a compra de um volume mínimo de produtos para que o negócio possa ser viabilizado de maneira rentável.

Taurus Military Products
O pioneirismo está entre as características que levaram a Taurus a ocupar um lugar de destaque na indústria mundial. Por meio do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), que reúne mais de 250 engenheiros, a empresa se dedica à busca das soluções tecnológicas mais avançadas, tendo já conquistado 40 prêmios internacionais e 46 patentes, tanto no Brasil quanto no exterior. A empresa segue desenvolvendo projetos pioneiros contemplando novo ciclo tecnológico de materiais inéditos utilizados na fabricação de armamentos, adicionando ao seu portfólio equipamentos cada vez mais leves, resistentes e eficazes.

A partir da LAAD 2025, maior feira do setor da América Latina, com lançamentos e desenvolvimentos disruptivos voltados aos mercados policial e militar, a empresa dá um passo decisivo em sua estratégia de internacionalização e diversificação de portfólio. Os novos produtos, especialmente no segmento de maiores calibres, marcam o início de uma nova fase, onde a empresa deixa de ser reconhecida apenas como líder em armas leves para se consolidar como uma referência global em soluções completas de defesa.

Conheça, a seguir, os novos produtos que compõe o portfólio TAURUS MILITARY PRODUCTS, apresentados em primeira mão na LAAD 2025, além de toda a linha de revólveres, pistolas, armas táticas e supressores que estará em exposição. 

Estão sendo também apresentadas na LAAD armas táticas com novas opções de tamanho de cano: T10 (.308 Win / 7,62x51mm) com cano de 16” e T9 (9x19mm) com canos de 5,5” ou 11”. 

Metralhadoras Leves 5,56 e 7,62 e Metralhadora Pesada .50 BMG
Outro projeto de grande relevância é a nova linha de armamentos de maior calibre, marcando um avanço significativo no portfólio da empresa voltado ao segmento militar. Entre os destaques em desenvolvimento estão as metralhadoras leves nos calibres 5,56x45mm e 7,62x51mm, e a metralhadora pesada em calibre .50 BMG. Esses novos produtos reforçam a entrada definitiva da empresa em uma categoria de armamentos mais pesados e evidenciam o seu compromisso com a soberania nacional e com o fortalecimento das Forças Armadas e instituições de Segurança Pública.

Caso seja efetivada a aquisição da Mertsav, o processo de desenvolvimento das metralhadoras leves e pesadas será abreviado drasticamente, haja vista que a empresa turca possui reconhecida expertise nesses tipos de armas.

Metralhadora pesada em calibre .50 BMG

TX9: a evolução da performance em qualquer missão
A inovadora pistola TX9, plataforma completamente modular em calibre 9x19mm com três tamanhos - subcompacta, compacta e full size (serviço) - foi desenvolvida sob rigoroso protocolo militar para utilização sob condições extremas. Com mecanismo Striker-Fire, assegura pronto emprego. Conta com trilho Picatinny para instalação de acessórios, backstraps intercambiáveis para ajuste de empunhadura, teclas totalmente ambidestras, retém do carregador reversível, sistema T.O.R.O. (Taurus Optic Ready Option) pronto para receber miras ópticas e opcional de mira Tritium.

Submetralhadora RPC: a mais leve, compacta e com maior capacidade
A Submetralhadora RPC em calibre 9x19mm, a mais compacta, mais leve e com maior capacidade da categoria, também foi desenvolvida sob protocolo militar. Ergonômica e totalmente ambidestra, possui carregador de 32 disparos e - em mais um pioneirismo mundial da Taurus - não possui nenhum parafuso na parte estrutural da arma. Seu sistema de blowback com retardo de abertura utilizando solução com roletes (roller delayed blowback), impacta de forma significativa a percepção do recuo, otimizando a controlabilidade do conjunto. Com cano de 4,5” e coronha retrátil ou cano de 8” com coronha também rebatível, conta com trilho Picatinny e M-LOCK Sistem para acoplamento de acessórios, sendo ideal para operações urbanas ou condução em viaturas e aeronaves, aliando ostensividade e versatilidade.

Submetralhadora RPC em calibre 9x19mm

T4 Pistão: confiabilidade em todos os cenários
O Fuzil T4 Pistão em calibre 5,56x45mm, baseado na consagrada plataforma T4, agora com opção de sistema de ação por pistão a gás, traz vantagens significativas para operações em ambientes adversos. Projetado para atender às exigências das forças militares e de segurança que atuam em condições extremas, este produto entrega confiabilidade e durabilidade. Diferente do sistema de ação direta por gases, o mecanismo por pistão evita que os gases da combustão entrem em contato direto com o conjunto do ferrolho. Com isso, reduz-se significativamente o acúmulo de sujeira e o aquecimento excessivo do ferrolho, tornando o T4 Pistão uma escolha ideal para missões críticas.

Fuzil T4 Pistão em calibre 5,56x45mm

TAS - Tactical Air Soldier: drone para cobertura tática sempre presente
Um dos projetos mais inovadores em desenvolvimento pelo CITE: o TAS - Tactical Air Soldier. Trata-se de uma solução de alto valor estratégico: um drone equipado com armamento tático, projetado para ampliar as capacidades operacionais em missões policiais e militares.

O equipamento conta com tecnologias de ponta, incluindo um módulo que conecta a arma ao drone, o fire control system, com câmera 4K estabilizada em 3 eixos, rádio controle com transmissão em tempo real das imagens captadas, sensor de distância para navegação precisa, apontador a laser, mecanismo de movimentação horizontal e vertical e inteligência artificial embarcada para identificação de alvos, entre outros recursos.

Com esse conjunto de tecnologias, o Taurus TAS poderá, em determinadas situações, substituir o uso de helicópteros em ações de progressão, reduzindo o risco às equipes em solo, eliminando o risco à equipe aérea e minimizando danos materiais em casos de alvejamento ou quedas do equipamento. Ao operar acima do solo, oferece não apenas cobertura tática, mas também uma presença constante, funcionando como um verdadeiro suporte aéreo em tempo real.

O TAS será disponibilizado em um duas versões: uma armada com a Submetralhadora RPC em calibre 9x19mm, voltada para o mercado policial, e outra, voltada para operações militares, será armada com um modelo do fuzil T4, em calibe 5,56mm, ou do T10, em calibre 7,62mm.

Drone TAS - Tactical Air Soldier


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