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26 janeiro, 2024

Tensão nos EUA: metade dos governadores fica do lado do Texas na disputa de fronteira com Biden

 - Estados Unidos vivem um dos episódios mais tensos dos últimos anos.

- Conflito pode se tornar o prólogo de uma quebra violenta da harmonia entre alguns Estados e o governo central democrata, gerando preocupações com distúrbios ou convulsões sociais e levando as pessoas a adquirir mais armamento para a defesa pessoal, da família e da propriedade.

A Suprema Corte decidiu na segunda-feira que as autoridades federais estão autorizadas a cortar arame farpado instalado pelo Texas ao longo da fronteira entre os EUA e o México. (Foto: Los Angeles Times por meio do Getty Images)

*New York Post, por Victor Nava - 25/01/2024

O governador do Texas, Greg Abbott, recebeu na quinta-feira o apoio de todos, exceto um dos governadores estaduais republicanos do país, em sua rivalidade com o governo Biden sobre a segurança da fronteira.

Governadores republicanos de 25 estados assinaram uma declaração conjunta em apoio à Abbott e ao “direito constitucional à autodefesa” do Lone Star State dias depois que a Suprema Corte dos EUA decidiu que a administração Biden poderia remover arame farpado instalado pelo Texas ao longo de 30 milhas trecho de terra próximo à fronteira EUA-México em Eagle Pass.

O governador de Vermont, Phil Scott, que diz ter votado no presidente Biden em 2020, foi o único que resistiu ao Partido Republicano.

“Somos solidários com nosso colega governador, Greg Abbott, e com o estado do Texas na utilização de todas as ferramentas e estratégias, incluindo cercas de arame farpado, para proteger a fronteira”, dizia o comunicado divulgado pela Associação do Governador Republicano.

“Fazemos isso em parte porque a administração Biden se recusa a fazer cumprir as leis de imigração já em vigor e está permitindo ilegalmente a liberdade condicional em massa em toda a América de migrantes que entraram ilegalmente em nosso país.”

“Como a administração Biden abdicou dos seus deveres do pacto constitucional para com os estados, o Texas tem todas as justificações legais para proteger a soberania dos nossos estados e da nossa nação”, conclui a declaração.

Direito de autodefesa
Abbott proclamou na quarta-feira que o direito de autodefesa do Texas “substitui quaisquer estatutos federais em contrário” e prometeu “continuar a implantar este arame farpado para repelir a imigração ilegal”, argumentando que é um “dissuasor eficaz contra travessias incentivadas pelas políticas de fronteira aberta de Biden.”

Vários dos governadores republicanos que assinaram a declaração conjunta também emitiram declarações individuais de apoio ao Texas e alguns comprometeram-se a fornecer ao estado recursos para combater a travessia ilegal de migrantes.

“Estou disposto a enviar a Guarda Nacional para lá para apoiar”, disse a governadora de Dakota do Sul, Kristi Noem, durante uma aparição na Fox News, observando que ela já o fez no passado.

“Quero que desta vez seja um arranjo diferente”, acrescentou ela. “Se quisermos fazer cumprir a lei do Texas e se eu tiver a capacidade de usar esses soldados de uma forma eficaz, isso será absolutamente fantástico.”

O governador de Ohio, Mike DeWine, chamou a situação na fronteira sul de “insustentável” e as políticas de imigração do governo Biden de “um fracasso total” em um tweet prometendo apoiar o Texas em seu impasse com os federais.

“Ohio continuará a fazer a nossa parte para apoiar o Texas e apoiar políticas para proteger a nossa fronteira”, disse ele, observando que a Guarda Nacional de Ohio tem uma “presença contínua na fronteira desde outubro de 2020”.

“Se o presidente Biden não nos defender, os estados terão de se defender. Arkansas está com o Texas”, tuitou a governadora do Arkansas, Sarah Huckabee Sanders.

“A administração Biden continua a recusar-se a proteger a fronteira. A Virgínia apoia o direito constitucional [de Abbott] e do Texas de se defender”, escreveu o governador da Virgínia, Glenn Youngkin, no X.

O Estado da Estrela Solitária e a administração Biden têm estado em desacordo sobre a fiscalização da imigração em meio a níveis recordes de travessias ilegais de fronteira que, segundo Abbott, sobrecarregaram as cidades ao longo da fronteira entre os EUA e o México.

No mês passado, o Departamento de Justiça (DOJ) ameaçou processar o Texas se aplicasse uma nova lei que permite às autoridades estaduais prender, encarcerar, processar e deportar migrantes que entram ilegalmente no país.

O DOJ também processou o estado pela construção de uma barreira flutuante no Rio Grande, que os tribunais ordenaram que Abbott removesse.

O Texas transportou mais de 95.000 migrantes para cidades-santuário, incluindo Nova York e Chicago, como parte de um esforço para fazer com que o presidente Biden “reverta o curso de suas políticas de fronteiras abertas”, de acordo com Abbott.

21 janeiro, 2024

Taurus: o ano de 2024 poderá repetir a explosão de vendas de 2021 nos EUA?


*LRCA Defense Consulting - 21/01/2024

O ano de 2021, para a Taurus Armas e para todas as fabricantes americanas de armamento leve, foi um ano completamente atípico, haja vista a "tempestade perfeita" ocorrida devido às eleições americanas, à pandemia e aos distúrbios civis nos EUA, fatores que levaram a uma demanda nunca antes vista e que dificilmente se repetirá. Como o Setor de Inteligência de Mercado da empresa brasileira anteviu o fato, ela pode surfar nessa demanda, obtendo seus melhores e históricos resultados nesse ano.

Em 2024, não há a ocorrência de uma pandemia nos EUA. No entanto, a situação político-social do país parece ser muito mais grave e preocupante do que naquela época, haja vista que, em 2020, os EUA e a esquerda globalista mundial foram praticamente surpreendidos pela eleição de Donald Trump, pouco restando a fazer após isso, exceto o jus sperniandi patrocinado pela esquerda e realizado por movimentos como "antifas", "black lives matter" e outros grupos radicais americanos, que se traduziram em distúrbios civis sob vários pretextos: "antirracistas", contra a polícia, etc.

"I'll be back", ou o fantasma da volta de Donald Trump
O bordão "I'll be back" (eu voltarei) ficou mundialmente famoso no filme de ficção científica de 1984, O Exterminador do Futuro, quando foi proferido pelo ator americano (e político republicano) Arnold Schwarzenegger. E é esse "eu voltarei" que está assustando a esquerda mundial, dado ao fato de a possibilidade de Trump voltar ao poder ser cada dia mais real, não só pela força evidente de sua candidatura, como pelo enfraquecimento do Presidente Joe Biden, com suas desastrosas políticas no campo interno e, principalmente, no externo, além de mostras inequívocas de uma preocupante senilidade.

Baseado nesses e em outros fatos, o Doutor em Filosofia Antonio Gelis Fº, Professor da FGV EAESP - Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, comenta, em artigo postado no LinkedIn com o título 'Trumpânico' entre as elites progressistas 'globalistas', a matéria do Poder360 intitulada Trump tem maior vitória da história para um republicano em Iowa.

Dentre suas instigantes e argutas conclusões, esta editoria extraiu as seguintes:
- "Trump não foi destruído, como desejavam as elites progressistas e 'globalistas'. Muito pelo contrário, o caucus (sistema de eleger delegados em dois estados, na fase das eleições primárias) de Iowa deu a ele uma vitória de dimensões históricas. A tentativa de destruição de Trump falhou em aniquilar sua força eleitoral, ao menos até aqui. Essa tentativa, porém, deixou um clima de intensa animosidade no país.

- A divisão entre 'progressistas globalistas' e 'conservadores America First' aumenta sem parar no país. Muitos trumpistas acreditam que ele será impedido de governar se vencer. Uma alta porcentagem acredita que as eleições de 2020 foram fraudadas.

- Após as revelações da fabricação da suposta ligação entre Trump e Moscou ('Russiagate', exaustivamente divulgado pela mídia liberal em 2020), revelações essas largamente ignoradas pela mídia mainstream, a despeito de sua origem oficial, fica claro que não há acordo possível entre as metades 'beligerantes'.

- A campanha promete ser horrível e uma eventual vitória de Trump (bastante provável, neste momento), pode levar o país à beira de uma convulsão civil".

Perspectiva de violência pré e pós-eleitoral pode levar a aumento significativo de demanda
Esse clima político "horrível" citado pelo Prof. Antonio Gelis Fº pode, novamente, descambar para atos de violência social e distúrbios civis na medida em que a candidatura de Trump fique cada vez mais forte, levando organizações de esquerda como as citadas "antifas", "black lives matter" e outras a realizá-los, quer durante a campanha eleitoral, quer após uma eventual vitória de Trump, contando com o decisivo patrocínio da poderosa esquerda globalista americana e mundial, tudo com a finalidade de inviabilizar a candidatura do republicano ou seu futuro governo, caso vença.

Em qualquer uma dessas situações, ou em ambas, a consequência imediata poderá se dar na forma de uma nova corrida às lojas de armas e munições, tal como aconteceu em 2020/2021, visando aumentar a proteção das pessoas e das propriedades em face da ocorrência (ou possibilidade) de novos distúrbios civis ou até de uma convulsão social nesse país.

Além disso, é uma tendência bem conhecida o fato de as vendas de armas sempre dispararem em um ano eleitoral nos Estados Unidos e, como está se vendo, este é um ano "bastante eleitoral", talvez bem mais que os anteriores.

Qualquer que seja o cenário difícil para este ano e para o próximo nos EUA, encontrará a multinacional brasileira Taurus Armas S.A. novamente preparada para suprir a demanda dos consumidores americanos com suas pistolas e revólveres, podendo fazer com que a empresa volte a ter um de seus melhores períodos em vendas naquele país, repetindo ou se aproximando dos níveis históricos de 2021.

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