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02 dezembro, 2024

Portaria normatiza aquisição de armas por policiais federais, policiais civis, guardas munipais e outras categorias


*LRCA Defense Consulting - 02/12/2024

A Portaria Conjunta COLOG/C EX e DPA/PF nº 1, de 29/11/2024, hoje publicada, estabelece as quantidades e tipos de armas de uso restrito que podem ser adquiridas por integrantes, ativos ou inativos da Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Agência Brasileira de Inteligência; órgãos do sistema penitenciário federal, estadual e distrital; Força Nacional de Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública; órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; polícias civis e os órgãos oficiais de perícia criminal dos Estados e do Distrito Federal; guardas municipais; tribunais e o Ministério Público; e da Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Economia.

Tais categorias poderão adquirir até duas armas de fogo de uso restrito, sendo que os servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, dos órgãos do sistema penitenciário federal, estadual e distrital, das polícias civis e dos órgãos oficiais de perícia criminal dos Estados e do Distrito Federal, quando em serviço ativo, poderão adquirir até uma arma portátil, longa, de alma lisa ou raiada, de repetição ou semiautomática, cuja munição comum tenha, na saída do cano de prova, energia cinética até 1.750 joules.

Aqueles servidores que adquirirem armas quando em serviço ativo manterão a propriedade ao entrar na inatividade.

Os integrantes das instituições públicas elencadas que já possuírem armas de fogo de uso restrito em quantidade superior ao previsto nesta Portaria, poderão com elas permanecerem e adquirir a munição correspondente, nos termos do art. 79 do Decreto nº 11.615, de 21 de julho de 2023.

A quantidade anual de munição é de até seiscentos cartuchos por arma registrada.

A aquisição de acessórios de armas de fogo considerados PCE para as armas cadastradas no SINARM, será autorizada pelo Exército.

Confira outras detalhes no link da Portaria acima.

Mercado interno: o caso da Taurus
Em 2021, a Taurus vendeu 372 mil armas no mercado interno e, no ano seguinte, o total foi de 366 mil armas, volumes que contribuíram para que tivesse os seus melhores resultados históricos.

Em 2023 e 2024, com a quase total ausência de legislação imposta pelo governo, a Taurus teve dois anos praticamente perdidos em termos de vendas internas ao mercado civil, restringindo-se apenas ao mercado institucional. Em consequência, em 2023 foram vendidas apenas 68 mil unidades no Brasil, quantidade que tende a se repetir em 2024, haja vista os atrasos nas portarias referentes às polícias militares e corpos de bombeiros militares, bem como a todas as polícias civis e guardas municipais.

Somente a partir de novembro de 2023, a situação começou a mudar de forma lenta mas positiva. Primeiro, foi liberada a lista de calibres permitidos, fato que foi seguido pela normatização da caça ao javali e por três portarias do Exército que regulamentaram a aquisição de armas por militares das Forças Armadas, por CACs e por integrantes das Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares e GSI (esta última, após ter sido suspensa, foi normatizada pela Port. nº 224 - COLOG / CEx, de 21/05/2024).

A Portaria hoje publicada abrange as entidades que ainda faltavam: Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Agência Brasileira de Inteligência; órgãos do sistema penitenciário federal, estadual e distrital; Força Nacional de Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública; órgãos policiais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; polícias civis e os órgãos oficiais de perícia criminal dos Estados e do Distrito Federal; guardas municipais; tribunais; Ministério Público; Receita Federal.

Somando-se todos os universos citados acima, chega-se um total de cerca de 1,6 milhão de consumidores que novamente poderão passar a adquirir as armas que desejarem, desde que estejam amparados pela legislação. Leve-se em conta ainda que há uma imensa demanda reprimida representada pelos "anos perdidos" de 2023 e 2024, que deverá passar a ser satisfeita a partir de agora.

Além de tais normatizações, é relevante ressaltar o significativo sucesso que a Taurus vem obtendo com o novo calibre .38 TPC, o qual já desponta como o preferido por segmentos que buscam uma arma eficaz, confiável e de calibre permitido para defesa pessoal/patrimonial, haja vista que seu desempenho é bastante próximo do 9 mm, porém com menor recuo e custo mais acessível.





 

30 setembro, 2024

Novos rifles Rossi R95 Lever Action: primeiras impressões

 

*NRA Shooting Illustrated - 30/09/2024

Quando a Rossi USA lançou sua carabina e rifle de ação de alavanca série R95, os primeiros modelos foram oferecidos nas câmaras clássicas de armas de alavanca de .30-30 Win. e .45-70 Gov't.

Agora, a Rossi USA está introduzindo opções adicionais de cartuchos de parede reta e aro para a família R95, incluindo .44 Mag, .357 Mag, .444 Marlin e .360 Buckhammer. Cada carabina ou rifle Rossi R95 de ação de alavanca que atira em qualquer uma dessas quatro opções de cartucho adicionais ainda é construído com os mesmos altos padrões e especificações do restante da família Rossi R95, incluindo os originais .30-30 Win. e 45/70.

Certos recursos e detalhes, como taxa de torção de raiamento e capacidade do carregador tubular, dependerão do cartucho específico, mas cada um dos quatro novos modelos vem de fábrica com o mesmo conjunto de móveis de madeira de lei de estilo clássico e canos de 20 polegadas.

A coleção dessas novas opções de cartuchos de parede reta com aro que incluem .44 Rem Mag, .357 Mag, .444 Marlin e .360 Buckhammer continuam sendo cartuchos muito populares que são apoiados pela indústria e carregados com projéteis de caça modernos. A caça com cartuchos de parede reta é popular em certos estados do centro-oeste dos EUA, e esses novos rifles atendem a esse mercado.

Rifle R95 em seus diversos modelos (inserção da LRCA Defense Consulting)



Especificações do rifle Rossi R95 .44 Mag.:
Comprimento do cano: 20 polegadas
Comprimento total: 39 polegadas
Altura: 7,40 polegadas
Largura: 1,70 polegadas
Peso: 6 libras, 15 onças
Taxa de torção de estriamento: 6 ranhuras; torção RH de 1:12 pol.
Capacidade do carregador tubular: 10 cartuchos

Especificações do rifle Rossi R95 .357 Mag.
Comprimento do cano: 20 polegadas
Comprimento total: 39 polegadas
Altura: 7,40 polegadas
Largura: 1,70 polegadas
Peso: 6 libras, 15 onças
Taxa de torção de estriamento: 6 ranhuras; torção RH de 1:12 pol.
Capacidade do carregador tubular: 10 cartuchos

Especificações do rifle Rossi R95 .444 Marlin
Comprimento do cano: 20 polegadas
Comprimento total: 39 polegadas
Altura: 7,40 polegadas
Largura: 1,70 polegadas
Peso: 6 libras, 15 onças
Taxa de torção de estriamento: 6 ranhuras; torção RH de 1:12 pol.
Capacidade do carregador tubular: 10 cartuchos

Especificações do rifle Rossi R95 .360 Buckhammer
Comprimento do cano: 20 polegadas
Comprimento total: 39 polegadas
Altura: 7,40 polegadas
Largura: 1,70 polegadas
Peso: 6 libras, 15 onças
Taxa de torção de estriamento: 6 ranhuras; torção RH de 1:12 pol.
Capacidade do carregador tubular: 5 cartuchos 

===xxx===

A título de curiosidade, a LRCA Defense Consulting traz um esclarecimento sobre tipos de cartucho

Observe que as paredes dos estojos dos cartuchos são paralelas uns aos outros. Aqui está uma comparação de cartuchos de parede cônica (9mm Luger) e cartuchos de parede reta (9mm Auto). 

Esses abaixo são cartuchos de gargalo de garrafa.

Geralmente, cartuchos de parede reta são cartuchos de revólver, mas isso nem sempre é verdade, pois também existem cartuchos de rifle de parede reta. Os cartuchos de rifle de parede reta são geralmente, mas nem sempre, cartuchos de pólvora negra. 

Os cartuchos cônicos são geralmente (novamente, nem sempre) cartuchos de pistola semiautomática. O 9mm Luger pode parecer ser de paredes retas quando visto a olho nu, mas se você medi-lo, verá que ele se afunda em torno de 0,28mm de trás para frente. A leve conicidade do estojo garante uma extração consistente da câmara.

Os cartuchos de gargalo de garrafa geralmente são cartuchos de fuzil. Eles permitem um estojo maior para uma carga de pólvora maior, enquanto ainda usam um projétil de calibre menor.

Para informações mais completas, confira a matéria "O que é um cartucho de parede reta?".

26 setembro, 2024

Taurus lança edição especial limitada de revólveres em homenagem aos 135 anos da Rossi

 


*LRCA Defense Consulting - 26/09/2024

Em setembro de 2024, a Rossi está completando 135 anos de história, um marco alcançado por poucas empresas brasileiras. Para celebrar esta trajetória de sucesso, a Taurus lança uma edição especial limitada dos revólveres Rossi RP63 e RM64, no calibre .38 SPL, de uso permitido. 

Os modelos apresentam características clássicas da Rossi e incorporam técnicas modernas de fabricação. Possuem empunhadura em madeira e, assim como todos os novos revólveres Rossi produzidos pela Taurus, o percutor é integrado diretamente ao cão. 

A edição especial da Taurus no modelo RP63 conta com gravação de selo comemorativo na armação do revólver. Já a versão especial do RM64 apresenta a gravação da frase “Rossi – 135 anos” no cano da arma. Ambos são comercializados em maleta de Polímero.

Os lançamentos possuem gatilho de ação simples em conjunto com o consagrado gatilho de ação dupla da marca (SA/DA), que eleva a experiência de tiro, e contam com alavanca de segurança. 

O RP63, na edição comemorativa, é um revólver em Aço Inox com acabamento Semi-brilho acetinado e cano de 3”. Com maior capacidade em comparação a revólveres de tamanho semelhante, o RP63 possui um tambor de 6 disparos em calibre .38 SPL. A vértice de mira é fixa, integrada na armação, e a mira frontal é com inserto removível. 

Já o modelo RM64, na edição comemorativa, é um revólver em Aço Carbono com acabamento em Cerakote® na cor Tungstênio, com capacidade para 6 disparos em calibre .38 SPL. O cano é de 4”. Conta com alça de mira regulável e mira frontal com inserto removível. 

Os modelos, além de homenagearem a marca Rossi e seu legado de tradição, estão em linha com a estratégia de negócios da Taurus de oferecer novos produtos visando atender as necessidades do mercado. 

Rossi: 135 anos de história, tradição e qualidade
Fundada em 1889, a Rossi começou sua jornada em uma pequena oficina na Serra Gaúcha, fabricando utensílios agrícolas. Com o tempo, a empresa expandiu suas operações para o setor metalúrgico, tornando-se uma referência na fabricação de armas, tanto no Brasil quanto no exterior. 

Em 1997 iniciou uma sólida parceria com a Taurus, quando a Companhia adquiriu o licenciamento das armas curtas Rossi, consolidada em 2008, com a aquisição do licenciamento também das armas longas. 

Reconhecidos por sua tradição, confiabilidade e desempenho excepcional, os revólveres Rossi possuem os mais altos padrões de qualidade e são uma escolha confiável para atiradores experientes e entusiastas de armas de fogo. Com precisão e potência, são ideais para defesa pessoal, prática de tiro ou colecionismo. Além de sua qualidade, os revólveres Rossi possuem um ótimo custo-benefício. 

Os revólveres da edição especial em homenagem aos 135 anos da Rossi estão em comercialização por tempo limitado nas lojas revendedoras (https://taurusarmas.com.br/pt/como-comprar/lojistas) e no portal de vendas da Taurus (https://loja.taurusarmas.com.br/store/pt/), voltado a militares, policiais, CACs e civis que integram categorias autorizadas a adquirir estes produtos, conforme legislação vigente. 

28 agosto, 2024

Novo decreto poderá destravar o mercado de armamento leve e munições


 

*LRCA Defense Consulting - 28/08/2024

Conforme divulgado pela Agência Senado e pelo portal The Gun Trade, até a próxima segunda-feira será publicado um novo decreto sobre armas e munições para para corrigir alguns pontos do decreto em vigor, editado em julho de 2023 (Dec. 11.615/2023).

Caso o novo ato realmente corrija as questões relativas à habitualidade, à autorização para que clubes de tiro desportivo fiquem a menos um quilômetro de distância em relação a instituições de ensino e à mudança de categoria das armas, o fato pacificará questões importantes e poderá destravar o mercado de armas e munições, haja vista que, na prática, significa que os clubes continuarão existindo e poderão funcionar sem problemas, bem como os CACs - maior segmento do mercado - voltarão a exercer normalmente suas atividades.

Se assim for, ficará pendente somente a portaria que regula a posse e o porte de armas por policiais civis, federais, penais, legislativos e portuários, haja vista que os integrantes da Forças Armadas, das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares já estão regidos por portarias respectivas. Segundo especialistas no assunto, esta portaria deverá ser publicada em breve.

O sentimento entre alguns CACs ouvidos por esta Consultoria é de que uma nova legislação nesses termos, embora não seja aquilo que todos almejam, é preferível à insegurança jurídica hoje vigente e ao extremo rigorismo nas questões que serão modificadas.

Acordo legislativo facilitou a aprovação
O PDL 206/2024, da Câmara dos Deputados, que anula partes de um dos decretos sobre armas assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, seria votado nesta terça-feira (27), mas foi retirado de pauta, pois houve um acordo entre parlamentares e o governo para que seja editado um novo decreto, que deve ser apresentado até segunda-feira (1°).

— De fato, não há essa possibilidade de inovar por meio do projeto de decreto legislativo, é o chamado 8 ou 80: ou mantém o decreto ou susta essa parte que extrapola. O acordo celebrado, então, foi de nos abstermos da votação do projeto de decreto legislativo, para que um novo decreto presidencial seja editado sem esses aparentes excessos que extrapolam os limites regulamentares do decreto presidencial — informou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Um dos principais pontos do acordo é a retomada da autorização para que clubes de tiro desportivo fiquem a menos um quilômetro de distância em relação a instituições de ensino. O decreto em vigor proíbe essa proximidade, mas o relator do PDL, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), lembrou que a mudança prejudicaria vários clubes já estabelecidos de acordo com regras anteriores.

— No decreto não ficou estabelecido se ia ter indenização, como é que seria essa indenização para esses clubes de tiro. [...] Nós chegamos a um entendimento de que o governo fará um novo decreto corrigindo essas distorções e, com isso, preservará não somente os clubes de tiro, mas milhares e milhares de empregos pelo nosso país — disse o relator.

O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), afirmou ter se reunido mais cedo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do acordo, que foi confirmado. O senador lembrou que a sustação de trechos do decreto poderia causar lacunas sobre outros pontos na legislação. Por esse motivo, a edição de um novo decreto seria mais adequada.   

— Ao ter que suprimir para atingir um determinado objetivo, muitas vezes, a incisão é mais pesada e acaba deixando um vácuo legislativo, que pode parecer que é permitido fazer qualquer coisa. [...] Assumi o compromisso, consultando o presidente, de que até sexta, ou no máximo, segunda, nós teremos o que eu vou chamar de decreto corretivo — anunciou o líder do governo.

Discussão

Ao comemorar o acordo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou não haver nenhum embasamento técnico-científico  para a proibição da proximidade entre clubes de tiro e escolas.

— Eu, sinceramente, não consigo imaginar nenhum motivo para isso [...]. Presidente Pacheco, há mais de 3 mil clubes de tiro no Brasil e 94% deles estão a menos de um quilômetro das escolas — disse o senador.

Os senadores Flávio Arns (PSB-PR) e Zenaide Maia (PSD-RN) classificaram como assustadora a informação de que há tantos clubes de tiro próximos às escolas. Para Zenaide, entre as duas atividades, não há dúvida sobre qual deveria ter que mudar a localização.

— Entre ter uma escola mais próxima do aluno e do pai de família e ter um clube de tiro, não tenha dúvida que eu acho que o certo é tirar o clube de tiro e deixar a escola. O equipamento educativo tem que estar mais próximo da sociedade e quem pratica no clube de tiro pode se distanciar — disse a senadora, antes de afirmar que os municípios deveriam ter normas para o tema nos planos diretores.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que, em alguns casos, a escola pode ter se instalado depois do clube de tiro. Ele afirmou que pode até haver uma recomendação federal para que cubes de tiro não se instalem próximos a escoas, mas disse que essa decisão é de âmbito municipal.

Outros pontos
De acordo com o líder do governo, outro ponto que será alterado com o novo  decreto é a questão da mudança de categoria das armas. O decreto de Lula veda a destinação da arma de fogo restrita para atividade diferente daquela declarada na compra. Para Vanderlan, a proibição impede a transferência de armas entre acervos e o colecionismo de armas.

Mais um ponto que pode ser alterado é a atual exigência de que as armas de fogo históricas e as que fazem parte de acervo de coleção sejam declaradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O acordo foi comemorado pelos senadores Rosana Martinelli (PL-MT), Jayme Campos (União-MT) e Lucas Barreto (PSD-AP). Já o senador Magno Malta (PL-ES) diz não “confiar no governo quando se trata de acordos”.

Decreto

Editado em julho de 2023, o Decreto 11.615/2023, tornou mais restritas as regras para registro, posse e porte de armas de fogo. O decreto transferiu do Comando do Exército para a Polícia Federal a competência para fiscalização do registro de armas, reduziu a validade dos Certificados de Registros de Armas de Fogo (CRAFs) e restringiu a atividade dos caçadores, atiradores e colecionadores (CACs).

14 agosto, 2024

CCJ do Senado aprova PDL que anula parte de decretos de armas do governo. Matéria vai a Plenário


*Agência Senado - 14/08/2024

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de decreto legislativo que anula disposições do decreto que regulamenta o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003). O PDL 206/2024, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do relator, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Agora, o texto será analisado pelo Plenário do Senado.

Uma das principais mudanças feitas no Decreto 11.615, de 2023, diz respeito às armas de gás comprimido ou por ação de mola. Artefatos desse tipo, com calibre superior a seis milímetros, eram considerados, até então, de uso restrito das Forças Armadas ou de pessoas e instituições autorizadas pelo Exército.

Vanderlan argumentou que não existe uma lei que proíba o uso e a aquisição de armas de pressão. Por isso, de acordo com ele, esses armamentos não podem ser classificados como de uso restrito, bem como não deve ser exigido certificado de registro (CR) para atirador desportivo que use esse tipo de arma. As duas medidas foram suprimidas do decreto.

Antes de ser modificado, o texto também determinava, para a prática de tiro desportivo, um número mínimo de treinamentos (8, 12 ou 20) e de competições (4, 6, 8) a cada 12 meses conforme os diferentes níveis de prática. A exigência também foi excluída.

— Esta exigência é inviável, especialmente para atiradores amadores que possuem outras ocupações. A medida, além de desestimular a prática do tiro desportivo, não contribui para a fiscalização ou fomento do esporte — declarou Vanderlan.

Outra medida retirada previa que entidades de tiro desportivo deveriam estar a pelo menos um quilômetro de distância em relação a instituições de ensino. O relator explicou que cabe às administrações municipais regulamentar a localização de estabelecimentos.

— Esse ponto invade a competência municipal e prejudica a segurança jurídica das entidades já estabelecidas, sendo inviável a continuidade das atividades — justificou.

O decreto vedava a destinação da arma de fogo restrita para atividade diferente daquela declarada na compra. Para Vanderlan, a proibição, também anulada pelo projeto, impede a transferência de armas entre acervos e o colecionismo de armas.

Com o projeto, as armas de fogo históricas e as que fazem parte de acervo de coleção não precisam mais ser declaradas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Esses registros são de responsabilidade da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército. O mesmo vale para a certificação de arsenais expostos por museus.

11 julho, 2024

Na Câmara, armas e munições ficam fora do Imposto Seletivo da reforma tributária


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2024

A Câmara dos Deputados concluiu, no último dia 10, a votação do projeto que regulamenta a reforma tributária (Projeto de Lei Complementar 68/24), com várias mudanças em relação ao projeto original, de autoria do Poder Executivo. A proposta será enviada ao Senado. 

O projeto regulamenta diversos aspectos da cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo (IS), que substituirão o PIS, a Cofins, o ICMS, o ISS e parcialmente o IPI.

São definidos os percentuais de redução para vários setores e produtos, além de benefícios tributários, como crédito presumido, reduções de base de cálculo, imunidades, isenções e outros incentivos. A proposta também prevê a devolução de tributos para consumidores de baixa renda (cashback).

Armas e munições
Outra emenda que provocou debates, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), pretendia incluir armas e munições no Imposto Seletivo e foi rejeitada pelo Plenário por 316 votos a 155.

Na votação da emenda constitucional da reforma tributária, 293 deputados votaram a favor de incluir as armas nesse imposto e 178 foram contra, mas o quórum necessário era de 308.

Com a extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prevista para 2027, certos produtos com alíquotas maiores deverão ter a perda de arrecadação compensada pela alíquota do IBS e da CBS. Armas e munições terão tributação total de consumo menor que a atual: 55% a menos com o fim do IPI.

Desde outubro de 2023, o governo federal restabeleceu a alíquota do IPI de armas para 55%. Segundo estimativas do Executivo, a medida tem potencial de arrecadação da ordem de R$ 1,1 bilhão de 2024 a 2026.

Como as armas e munições não serão considerados produtos prejudiciais à saúde humana, será possível inclusive que beneficiários da devolução de tributos (cashback) obtenham a devolução de 20% das alíquotas de CBS/IBS incidentes. 

Outros produtos com IPI mais alto, como automóveis, cigarros e bebidas terão o IPI parcialmente compensado pelo Imposto Seletivo por serem considerados bens prejudiciais ao meio ambiente.

No entanto, além de armas e munições, também serão beneficiados com redução de carga os perfumes (42% de IPI) e os aparelhos de ar-condicionado (13% a 35%). 

*Com informações da Agência Câmara

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29 maio, 2024

Armas: Câmara aprova projeto que reduz exigências para posse e facilita instalação de clubes de tiro


*Agência Câmara de Notícias- 28/05/2024

A Câmara dos Deputados aprovou a suspensão de trechos do decreto presidencial sobre regulamentação de posse e colecionismo de armas e clubes de tiro. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Ismael Alexandrino (foto) e outros, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 206/24 foi aprovado em Plenário nesta terça-feira (28), na forma de um substitutivo da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que diminuiu a abrangência dos itens sustados.

Ismael Alexandrino comemorou o acordo que permitiu a aprovação do projeto, ressaltando também a abertura do governo para negociar as mudanças. “O PDL respeita a macropolítica do governo para o setor, mas retira exigências excessivas, como o distanciamento de estabelecimentos de ensino, que deixaria mais de 90% dos clubes de fora da regra”, disse.


O texto exclui do decreto presidencial (Decreto 11.615/23) três definições:
- arma de fogo histórica: assim declarada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e marcada com brasão ou símbolo nacional ou estrangeiro; de origem colonial; utilizada em guerra, combate ou batalha; que pertenceu a personalidade ou esteve em evento histórico; ou que possa ser considerada rara e única;

- arma de fogo de acervo de coleção: fabricada há 40 anos ou mais cujo conjunto ressalta a evolução tecnológica de suas características e de seu modelo;

- atirador desportivo: pessoa física registrada pelo Comando do Exército por meio do Certificado de Registro (CR), filiada a entidade de tiro desportivo e federação ou confederação que pratique habitualmente o tiro como modalidade de desporto de rendimento ou de desporto de formação, com emprego de arma de fogo ou ar comprimido.

Uso restrito
Quanto a armas de uso restrito, o PDL retira desse conceito as armas de pressão por gás comprimido ou por ação de mola, com calibre superior a 6 mm, que disparem projéteis de qualquer natureza.

Como o conceito mudou a partir da nova regulamentação, o decreto permite a quem tenha adquirido arma assim classificada antes de sua edição que continue com ela e compre munição correspondente.

No entanto, dispositivo agora sustado pelo projeto vedava a destinação da arma de fogo restrita para atividade diversa daquela declarada por ocasião da aquisição.

Coleções
O substitutivo de Laura Carneiro também retira do decreto a proibição de colecionar armas de fogo automáticas de qualquer calibre ou longas semiautomáticas de calibre de uso restrito cujo primeiro lote de fabricação tenha menos de 70 anos.

Ficam de fora da proibição ainda aquelas armas de mesmo tipo, marca, modelo e calibre em uso nas Forças Armadas.

Já a atividade de colecionamento não estará mais restrita a pessoa jurídica qualificada como museu.

Distância de escolas
O projeto aprovado modifica parcialmente restrições de localização de clubes de tiro desportivo, retirando do decreto a necessidade de o local estar a uma distância superior a 1 quilômetro em relação a estabelecimentos de ensino, públicos ou privados.

Entretanto, ao excluir do decreto o prazo para os clubes se adequarem a essa regra (18 meses da edição da norma), o projeto exclui o prazo também para adequação a outra restrição que permanece inalterada: o cumprimento das condições de uso e de armazenagem das armas de fogo utilizadas no estabelecimento.

Certificado de atirador
Quanto aos requisitos para obtenção de certificado de atirador desportivo, a relatora propôs a exclusão de artigo que exigia do interessado a participação em competições em clube de tiro em quantidade proporcional ao nível pretendido ao longo de 12 meses, com igual prazo de permanência em cada nível para pleitear outro maior.

“Tal exigência é socialmente inviável, especialmente para atiradores amadores que possuem outras ocupações. A imposição de participar de inúmeros eventos com inúmeras armas ao mesmo tempo contraria os princípios da segurança pública e da promoção do desporto”, afirmou a relatora.
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20 maio, 2024

Em nova Portaria, Exército define a aquisição de armas por policiais militares, bombeiros militares e GSI


*LRCA Defense Consulting - 20/05/2024

A nova Portaria emitida pelo Exército Brasileiro pacifica a aquisição de armas de fogo e munições por integrantes das Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Embora mais restritiva que a anterior, a nova norma finalmente traz a definição tão esperada, tanto pelos integrantes dessas corporações, como pela indústria de armamento leve e munições, haja vista que o universo abrangido está próximo de 800.000 homens e mulheres, os quais poderão agora adquirir as armas e outros Produtos Controlados pelo Exército (PCE) que desejarem, desde que estejam ao amparo da nova legislação.

Em termos de grandes efetivos, esta Consultoria lembra que ainda faltam ser publicadas as normas referentes às Polícias Civis, Polícias Penais e outros órgãos semelhantes, o que deverá abranger mais um universo significativo de integrantes.

Segue-se a Nota à Imprensa 004/24 divulgada pelo Exército:

O Exército Brasileiro informa que, após tratativas com membros dos Poderes Executivo e Judiciário, encaminhou para publicação em Diário Oficial da União a Portaria nº 224-COLOG/C Ex, de 17 de maio de 2024, que altera a Portaria nº 167-COLOG/C Ex, de 22 de janeiro de 2024, e revoga a Portaria nº 213-COLOG/C Ex, de 30 de janeiro de 2024.

A Portaria nº 167-COLOG/C Ex regulamenta a aquisição de armas de fogo e munições por integrantes das Polícias Militares, dos Corpos de Bombeiros Militares e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

As principais alterações são:
1. Os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares dos estados e do Distrito Federal e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República poderão adquirir, quando em serviço ativo, até 4 (quatro) armas de fogo, das quais até 2 (duas) poderão ser de uso restrito.

2. Dentre as armas de uso restrito, poderá ser adquirida até 1 (uma) arma portátil, longa, de alma lisa (até o calibre 12 gauges) ou de alma raiada (calibres de até 1.750 joules de energia cinética).

3. Os integrantes das referidas Instituições, quando na inatividade, poderão adquirir até 2 (duas) armas de fogo de uso permitido.

4. Foi vedada a aquisição de:
- insumos para recarga de munições; e
- equipamentos para recarga de munição, bem como matrizes (dies).

29 janeiro, 2024

Mercado interno para armas e munições tende a retornar com força em 2024


*LRCA Defense Consulting - 29/01/2024

No final de dezembro do ano passado, esta Consultoria publicou a matéria Taurus prepara "turnaround mercadológico" para 2024, onde analisou brevemente os mercados externos da Taurus: Estados Unidos, Índia e Arábia Saudita, trazendo matérias linkadas para cada um destes países, nas quais a respectiva situação é ampliada.

No entanto, por não ser o seu foco à época, a análise não contemplou a questão das eleições americanas e o significativo aumento de demanda por armas leves que sempre há nesse período nos EUA. Além disso, também não abordou a elevada e perigosa tensão que está acontecendo entre republicanos e democratas, que poderá desaguar em violência e distúrbios civis, levando a população a uma nova corrida às armas e munições. Assim, este fato foi, posteriormente, abordado em duas matérias: Taurus: o ano de 2024 poderá repetir a explosão de vendas de 2021 nos EUA? e Tensão nos EUA: metade dos governadores fica do lado do Texas na disputa de fronteira com Biden.

Além de tais fatores, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura de processo de impeachment contra o presidente Joe Biden. A simples possibilidade de o impeachment ser aprovado, com Kamala Harris assumindo a presidência, já deve ser mais um motivo de estresse nesse conturbado ano eleitoral americano, haja vista que a vice-presidente é conhecida por representar uma esquerda mais radical e combativa que Joe Biden, além de ser uma oponente com muito mais peso, caso concorra contra Donald Trump nas eleições de novembro.

Mercado interno: o retorno
Em 2021, a Taurus vendeu 372 mil armas no mercado interno e, no ano seguinte, o total foi de 366 mil armas, volumes que contribuíram para que tivesse os seus melhores resultados históricos.

Em 2023, com a total ausência de legislação imposta pelo governo, a Taurus teve um ano praticamente perdido em termos de vendas internas ao mercado civil, restringindo-se apenas ao mercado institucional. Em consequência, a projeção anual de vendas para 2023 é de menos de 90 mil unidades.

Porém, a partir de novembro de 2023, a situação começou a mudar de forma positiva. Primeiro, foi liberada a lista de calibres permitidos, fato que foi seguido pela normatização da caça ao javali e por três portarias do Exército que regulamentaram a aquisição de armas por militares das Forças Armadas, por CACs e por integrantes das Polícias Militares, Corpos de Bombeiros Militares e GSI (a entrada em vigor desta última está suspensa para a realização de novos ajustes).

Ainda faltam as portarias que regulamentarão a aquisição de armas por policiais civis e policiais penais (estaduais e federais), bem como por outras polícias e pelos integrantes das Guardas Civis Municipais.

Somando-se todos os universos citados acima (exceto as GCM), chega-se um total de cerca de 1,5 milhão de consumidores que novamente poderão passar a adquirir as armas que desejarem, desde que estejam amparados pela legislação. Leve-se em conta ainda que há uma imensa demanda reprimida representada pelo "ano perdido" de 2023, que deverá ser satisfeita em 2024.

Perspectivas para a Taurus
Para as indústrias do setor de armamento leve e munição, tais portarias significam simplesmente a saída de um sufoco pelo qual passaram em 2023, especialmente aquelas que pouco ou nada exportam e/ou que só produzem armas de calibre restrito.

No entanto, como a quase totalidade de tais empresas é de capital fechado, não há como analisar os impactos do ano de 2023 e das legislações recentes em seus resultados, haja vista que não divulgam seus dados ao mercado.

A Taurus é a única empresa de capital aberto desse setor. Exportando mais de 80% de sua produção e possuindo um portfólio completo de armas de todos os calibres, o ano de 2024 significará o retorno das vendas ao mercado interno para a companhia. 

Estima-se que, dada à demanda reprimida em 2023 e à estratégia de desenvolver junto com a CBC o novo calibre Taurus TPC (mais potente que o .38 e quase similar ao 9mm), o ano de 2024 possa ter resultados semelhantes aos de 2021 e 2022, com vendas no mercado interno situadas em um patamar superior a 300 mil armas.

Caso se configure este cenário positivo, com os excelentes resultados esperados no mercado interno, nos Estados Unidos e na Índia, bem como com as boas perspectivas previstas para a joint venture na Arábia Saudita, a multinacional brasileira que se tornou a maior vendedora mundial de armas leves poderá ter um 2024 quase tão marcante quanto o ano histórico de 2021.

23 janeiro, 2024

Nova Portaria do Exército disciplina a aquisição de armas por PM, Bombeiros e GSI, simplificando processos


*LRCA Defense Consulting - 23/01/2024 (atualizada às 11h05)

(Atualização de 29/01: a Portaria foi suspensa devido à necessidade de novos ajustes pelo governo)

Após o Exército Brasileiro regulamentar o assunto para os integrantes das Forças Armadas e para os CACs, a Portaria 167, publicada hoje pelo Exército no Diário Oficial da União, revoga a Portaria 136, publicada em novembro de 2019, e aprova as "Normas para Aquisição, Registro, Cadastro e Transferência de Armas de Fogo e a Aquisição de Munições, Insumos, Acessórios e outros produtos controlados de competência do Comando do Exército" pelas Polícias Militares e Corpo de Bombeiros dos estados e do Distrito Federal, e pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR).

Até seis armas de fogo, das quais até cinco poderão ser de uso restrito, com simplificação de processos
Além de disciplinar as normas para as aquisições institucionais, a Portaria estabelece que os integrantes dessas instituições poderão adquirir até seis armas de fogo, das quais até cinco poderão ser de uso restrito, simplificando ainda os procedimentos administrativos, haja vista que os processos para aquisição de armas permitidas serão geridos inicialmente pela própria instituição, e somente os restritos serão geridos integralmente pelo Exército.

Universo de cerca de 800 mil integrantes
Trata-se de um avanço significativo, não só para tais instituições e seus integrantes, como para a indústria brasileira de armamento leve, munições e acessórios, haja vista que o universo abrangido está próximo de 800.000 homens e mulheres, os quais poderão agora adquirir as armas e outros Produtos Controlados pelo Exército (PCE) que desejarem, desde que estejam ao amparo da nova legislação.

Em termos de grandes efetivos, esta Consultoria lembra que ainda faltam ser publicadas as normas referentes às Polícias Civis, Polícias Penais e outros órgãos semelhantes, o que deverá abranger mais um universo significativo de integrantes.

Destaques feitos pela ANIAM - Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições
I - armas de uso permitido: a aquisição independe de autorização do Exército e deverá ser comunicada nos termos do §6º do art. 34 do Decreto nº 9.847/2019; e

A autorização para a aquisição terá a mesma validade do planejamento estratégico da instituição, previsto no §5º do art. 34 do Decreto nº 9.847/2019.
A autorização, mediante solicitação, na hipótese do respectivo processo de aquisição não ter sido finalizado até o término da vigência do planejamento estratégico da instituição.
A autorização poderá, excepcionalmente, ser concedida antes da aprovação do planejamento estratégico, em consideração aos argumentos apresentados pela instituição demandante, nos termos do §5º-A do art. 34 do Decreto nº 9.847/2019.

Os integrantes das PM e dos CBM e do GSI/PR poderão adquirir até 6 armas de fogo, das quais até 5 poderão ser de uso restrito.

I - armas de uso permitido: a autorização para aquisição é de competência de cada órgão e;

h) a autorização para a aquisição de arma de fogo terá a validade de cento e oitenta dias e deverá ser apresentada ao fornecedor por ocasião da aquisição, com a identificação pessoal.

Poderá ser autorizada a aquisição de armas em quantidade superior, em caráter excepcional, pelo COLOG, desde que caracterizados os fatos e as circunstâncias que justifiquem a aquisição.
Os integrantes das instituições de que trata o caput que já possuírem armas de fogo em quantidade superior ao previsto terão a propriedade dessas armas assegurada.
Fica vedada a aquisição de: I - armas automáticas de qualquer calibre; e II - armas portáteis, longas, de alma raiada, de repetição ou semiautomáticas, cuja munição comum tenha, na saída do cano de prova, energia cinética superior a 1.750 Joules.

A aquisição de munições para os órgãos, as instituições e as corporações tratados nos incisos I ao XIII, do art. 34 do Decreto nº 9.847/2019, segue, no que couber,

A quantidade anual de munição que cada policial militar, bombeiro militar e integrante do GSI/PR poderá adquirir será de até 600 cartuchos por arma registrada.

A aquisição de munição, na indústria ou no comércio, fica condicionada à apresentação do CRAF válido da arma registrada e da identificação funcional do adquirente ao fornecedor.

A documentação do processo de que trata o caput deverá ser remetida diretamente ao fabricante ou importador, o qual deverá mantê-la à disposição da fiscalização por, no mínimo, cinco anos.

A autorização de aquisição terá validade de 60 dias, observada a validade do CR.

26 dezembro, 2023

Ibama volta a analisar os pedidos de autorização para controle de javalis


*LRCA Defense Consulting - 26/12/2023

O Ibama informa que o Sistema de Informação de Manejo de Fauna - Simaf voltará a funcionar para emissão de novas solicitações a partir de 27/12/2023.

O trabalho de confecção das novas normas junto ao Ibama foi realizado pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM), Dep. Ismael Alexandrino, Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e Frente Parlamentar da Agricultura. A publicação estava prevista para ser feita na mesma data da Portaria Nº 166-COLOG/C Ex (CACs), mas acabou sendo realizada antes desta.

Em atenção às exigências do Decreto 11.615/2023, as autorizações de controle devem ser solicitadas via Simaf e somente serão válidas se durante as ações estiverem acompanhadas de declaração assinada (via GOV.BR ou com firma reconhecida em cartório) do(s) detentor(es) do direito de uso das propriedades, indicando a permissão de acesso com inserção dos nomes de todos os membros da equipe de controladores.

Diante da necessidade de cadastro do polígono da propriedade, é obrigatório que todas as propriedades alvos de ações de controle estejam no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Para executar suas ações, o interessado deverá preencher o campo local de manejo com o número do CAR da propriedade:

Todas as pessoas físicas ou representantes de pessoas jurídicas, durante as atividades de manejo deverão portar:

a) Documento de identidade com foto;

b) Autorização para o controle de espécies exóticas invasoras;

c) Certificado de Regularidade no Cadastro Técnico Federal do Ibama;

d) Declaração de permissão de acesso à propriedade (devidamente assinada via GOV.BR ou com firma reconhecida em cartório).

A equipe técnica do Ibama vem conduzindo estratégias para revisão e aperfeiçoamento da plataforma on-line do Simaf. Essa é uma fase de transição e o desenvolvimento de novos procedimentos, bem como de melhorias da plataforma, estão em discussão e elaboração. As melhorias visam atender as exigências do Decreto 11.615/2023, o que irá garantir maior robustez, controle e melhor interface de acesso/uso do Simaf com o público interessado.

Aos interessados em executar o manejo em Unidade de Conservação-UC, as autorizações deverão ser solicitadas via processo Sei! junto às superintendências do Ibama local com o respectivo documento de anuência emitido pela chefia responsável da UC em questão.

Agir em desacordo ou descumprir as condicionantes da autorização de controle configura-se infração ambiental prevista na legislação ambiental vigente, devendo os infratores serem responsabilizados integralmente por suas condutas.

Em caso de dúvidas, favor entrar em contato pelo e-mail: simaf.sede@ibama.gov.br

Temporada de caça ao javali
A publicação destas normas é importante na medida que se antecipa à temporada de caça ao javali, cuja abertura acontecerá em fevereiro, possibilitando aos caçadores habilitados a aquisição tempestiva de armas, munições e acessórios, bem como o planejamentos das atividades a serem realizadas. No entanto, será necessário aguardar a publicação da Portaria Nº 166-COLOG/C Ex, pois é esta que estabelecerá as regras específicas para Atiradores Esportivos, Colecionadores e Caçadores Excepcionais.

*Com informações do Ibama.

23 setembro, 2023

Taurus lança o revólver RM64, novo modelo da centenária marca Rossi


*LRCA Defense Consulting - 23/09/2023

A Taurus, maior fabricante de revólveres do mundo, segue expandindo sua linha de produtos da marca Rossi e lança o modelo RM64. O novo revólver, com cano de 4”, traz de volta características clássicas da Rossi, incorporando técnicas de fabricação modernas. 

O RM64 tem capacidade de 6 tiros nos calibres .38SPL e .357 MAG, tambor de aço e apresenta um gatilho de ação simples incrivelmente nítido em conjunto com o premiado gatilho de ação dupla da Rossi. Para permitir que o consumidor aproveite ao máximo esse sistema de gatilhos, o cano de 4” é combinado com alça de mira regulável e mira frontal removível. 

Além disso, características marcantes da Rossi, como o percussor integrado ao cão, o sistema simplificado de mecanismo e a barra de segurança completam os atributos RM64. O revólver conta também com cabo ergonômico e uma empunhadura de borracha envolvente, amortecendo a mão durante o disparo e auxiliando ainda mais na redução do recuo. 

O modelo tem armação confeccionada em aço inox e possui acabamento em Cerakote® nas cores Graphite Black e Tungstênio. 

O RM64 é ideal para porte velado, para uso no campo ou área rural, para defesa pessoal e para a prática do tiro.

O RM64 faz parte da linha de revólveres Rossi lançada pela Taurus, que retornam modernizados no ano de 2023, composta também pelos modelos RP63 e RM66. Com estas novidades, os revólveres Rossi estão de volta ao mercado em grande estilo. 

Os produtos estão em comercialização nas lojas revendedoras (https://taurusarmas.com.br/pt/como-comprar/lojistas) e no portal de vendas da Taurus (https://loja.taurusarmas.com.br/store/pt/), voltado a militares, policiais, CACs e civis que integram categorias autorizadas a adquirir estes produtos, conforme legislação vigente.

24 junho, 2023

Taurus USA, Rossi e Heritage: Dia da Independência dos EUA tem produtos patrióticos especiais


*The Shooting Wire - 23/06/2023

Enquanto o país se prepara para comemorar o Dia da Independência, Taurus USA, Rossi e Heritage Manufacturing anunciam uma linha de produtos especiais com temas projetados para honrar o espírito de liberdade e a herança americana. Essas armas de fogo de edição limitada exemplificam o artesanato, a qualidade e o orgulho pelos quais essas marcas são conhecidas ao longo de sua história.

A Taurus USA, fabricante líder de armas de fogo inovadoras, apresenta as várias pistolas com designs de bandeira americana cerakoted, bem como uma oferta exclusiva para as pistolas G3c e GX4. Esta série exclusiva apresenta suas populares pistolas e rifles adornados com gravações personalizadas e acabamentos patrióticos. Da icônica pistola semiautomática Taurus G3c à versátil TX22, cada arma de fogo nesta linha é uma prova dos valores americanos e da Segunda Emenda.

A Rossi, conhecida por sua confiabilidade e armas de fogo, apresenta as edições Rossi 4th of July. Esses rifles de edição especial exibem belas coronhas acabadas à mão com motivos patrióticos, como a bandeira americana. Os rifles de ação de alavanca Rossi 4th of July Edition combinam design clássico com um toque de patriotismo, tornando-os um item obrigatório para colecionadores e entusiastas.


A Heritage, conhecida por seus intemporais revólveres de ação única, apresenta a edição Heritage Rough Rider 1776. Apresentando um distintivo estoque de 1776 gravado, esta carabina captura a essência da liberdade americana. A Heritage Rancher Carbine está disponível em 22 Long Rifle e 22 Magnum, permitindo que os atiradores encontrem sua combinação perfeita. A Heritage também está lançando vários outros produtos patrióticos para o Dia da Independência.

Esses produtos exclusivos estarão disponíveis por tempo limitado até 4 de julho. Os clientes são incentivados a entrar em contato com seus revendedores locais ou visitar os sites das respectivas marcas para obter mais informações sobre disponibilidade e preços.

23 abril, 2023

A Taurus USA está crescendo e prosperando no sudoeste da Geórgia

Mesmo a matemática básica indica que a empresa está a caminho de fabricar um milhão de armas de fogo por ano na Geórgia – e apenas começando. 

Na Taurus USA, a nova série de revólveres Executive Grade é feita com um sistema de um trabalhador/uma arma e mantida em tolerâncias rígidas.    

*Guns.com - 03/03/2023

Uma história longa e cada vez mais americana
Com uma linhagem empresarial que remonta à década de 1920, a Forjas Taurus, hoje Taurus Armas SA, fabrica revólveres desde pelo menos 1942, expandindo-se muito nas décadas de 1950 e 1960 a ponto de ter três fábricas no Brasil. Parcerias e acordos internacionais com a Beretta na década de 1970 e com a Smith & Wesson na década de 1980 continuaram a aumentar o alcance da empresa, uma vez que preenchia contratos de consumo e de aplicação da lei/militar em toda a América Latina.

Os americanos começaram a ver os revólveres Taurus de dupla ação nas prateleiras dos revendedores na década de 1970, numa época em que as armas de tambor talvez estivessem em sua era de ouro do marketing. Os clientes logo descobriram que essas importações interessantes eram de boa qualidade – e a um preço competitivo. Para atender à demanda, em 1981 a Taurus International Manufacturing foi lançada em Miami, e a picante cidade do sul da Flórida abrigaria as operações da empresa nos Estados Unidos por quase 40 anos.

Ainda assim, a maioria das armas vinha do Brasil para os Estados Unidos, com Miami fazendo pouca fabricação. Isso mudou constantemente ao longo dos anos e a produção aumentou na Flórida. De acordo com dados de reguladores federais, em 2007 a Taurus fabricou apenas 9.850 pistolas – principalmente .22s e .25s de armação pequena que não podiam ser importadas de acordo com os regulamentos de revólveres esportivos – nos EUA. Apenas uma década depois, em 2018, esse número cresceu para 94.600 Revólveres de fabricação americana em uma variedade muito maior de calibres. E isso sem contar os enormes 187.104 revólveres, principalmente rimfire, fabricados em 2018 por sua subsidiária Heritage Manufacturing , com sede em Miami, uma marca que a empresa adquiriu em 2012.

Buscando expandir ainda mais, a Taurus olhou para a Geórgia. Mudança para o estado de Peach
Em abril de 2018, a Taurus anunciou a mudança de sua sede nos Estados Unidos para uma nova instalação em Bainbridge, Geórgia. O investimento inicial de US$ 22,5 milhões visava gerar até 300 novos empregos, ao mesmo tempo em que trazia um núcleo de funcionários existentes das instalações da Flórida para reter a base de conhecimento e o conjunto de habilidades desenvolvidos nas quatro décadas anteriores. Além disso, a mudança significou trabalho para outras empresas na área - por exemplo, Trulock Chokes nas proximidades de Whigham, Geórgia, há muito tempo realiza subcontratação para a linha Heritage da Taurus.

Em agosto de 2019, a empresa anunciou que a primeira arma marcada como “Bainbridge” havia saído de sua linha de montagem.

"Estamos muito orgulhosos de que a Taurus USA tenha selecionado nossa comunidade", disse Rick McCaskill, diretor executivo da Autoridade de Desenvolvimento de Bainbridge e Condado de Decatur, em 2018 sobre a mudança planejada. "Este foi um esforço de equipe e nos posicionamos como uma equipe pronta para tornar a construção e a equipe de suas instalações tranquilas e perfeitas."

Mais de quatro anos após essas observações de McCaskill, conversamos com ele para ver como o relacionamento entre Taurus e a área local floresceu nesse meio tempo.

"Havia muitas, muitas lojas vazias na praça aqui", disse McCaskill ao Guns.com em uma reunião no centro de Bainbridge. "Todo o desenvolvimento aconteceu basicamente desde que a Taurus veio."

Rumo a um milhão de armas de fogo por ano
Mas e a produtividade? Bem, os números do ano passado ainda são um segredo comercial, mas, de acordo com os reguladores, a empresa fabricou 290.780 revólveres da marca Taurus junto com 505.601 rifles e revólveres da marca Heritage em Bainbridge em 2021.

Mesmo a matemática básica indica que a empresa está a caminho de fabricar um milhão de armas de fogo por ano na Geórgia – e apenas começando.

Conhecendo a nova fábrica

A construção da nova instalação de 200.000 pés quadrados começou em setembro de 2018, prometendo 180.000 pés quadrados de espaço de fabricação e outros 20.000 pés quadrados de espaço administrativo.  

O complexo de 73 acres, com mais de 200.000 pés quadrados de espaço, tem muito espaço para crescer.

A planta mantém as raízes brasileiras tradicionais da Taurus. Embora muitas armas de fogo ainda sejam fabricadas lá, principalmente revólveres de fogo central, a empresa está avançando com um sabor americano.

Os americanos confiam nos revólveres e pistolas Taurus desde a década de 1970.

Bainbridge tem um vibrante centro da cidade que é o mais americano possível e viu sua população crescer de 12.697 em 2010 para 14.468 em 2020.

Uma nova arma de tambor da série Executive Grade para 2023 é o Taurus Judge, que é capaz de uma precisão excepcional de até 100 jardas com a carga .45 Colt correta.

A linha G3, as pistolas de 9 mm com armação de polímero de terceira geração da empresa, é extremamente popular.

A G3 também se tornou tática nos últimos meses...

Assim como a nova Taurus GX4, sua arma de quarta geração. Esta microcompacta ainda possui capacidade para 13+1 carregadores e é ideal para carregar.

Todas as armas são testadas como parte do processo de fabricação.

A atenção aos detalhes é fundamental na construção e montagem.

Outra novidade para 2023 é o retorno da linha de revólveres Rossi. Com uma história de empresa separada que data da década de 1880, a Taurus adquiriu a Rossi em 2008.

A Taurus está cada vez mais certificando-se de que a instalação de Bainbridge está construindo mais componentes e armas de fogo na Geórgia, mudando recentemente para a produção de canos TX 22 no mercado interno.

A Heritage é a maior fabricante de revólveres do país em quantidade, produzindo nada menos que 492.584 revólveres somente em 2021. O segundo e terceiro colocados naquele ano – Ruger (276.015 revólveres) e Smith & Wesson (232.357) – mal ultrapassam esse número combinado.

A nova fábrica deverá empregar mais de 300 pessoas.

A instalação é moderna, utilizando técnicas de fabricação e máquinas de última geração.

Os revestimentos e acabamentos são feitos internamente e estão ficando cada vez mais complexos, com a empresa usando robôs Cerakote para garantir a uniformidade.  

Tantas peças TX 22, como esses corpos de carregadores.

Falando em TX 22, aqui está o novo modelo Compact, que já vem pronto para óptica e supressor assim que sai da caixa.

A Heritage também está fazendo movimentos na arena do rifle. 

O trabalho de garantia e reparo também é feito internamente, logo após a linha de montagem, com a maioria dos modelos modernos com garantia vitalícia. Esta é uma mudança de quando a maioria das armas da empresa eram cobertas apenas por uma garantia de um ano.

*Créditos: cópia e fotografia principal de Chris Eger, vídeo de Scott Gara e Ben Philippi, fotos adicionais e vídeo de Paul Peterson.

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