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20 dezembro, 2025

Drones e defesa europeia impulsionam aposta da Embraer em Portugal

Carta de intenção assinada ontem replica modelo do KC-390 e posiciona Portugal como porta de entrada da fabricante brasileira na Europa 


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LRCA Defense Consulting - 20/12/2025

Na cerimônia de entrega das primeiras cinco aeronaves A-29N Super Tucano à Força Aérea Portuguesa, realizada em Beja, foi assinado um documento que pode mudar o panorama da indústria aeronáutica portuguesa: uma carta de intenção entre o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o presidente da Embraer para estabelecer uma unidade de produção ou montagem do Super Tucano em território nacional.

A iniciativa replica uma fórmula já testada e aprovada com o KC-390, aeronave de transporte militar que transformou Portugal num centro de certificação NATO e gerou lucros significativos para o Estado português através de modificações técnicas que permitem a revenda a outros países da aliança.

O modelo vencedor do KC-390
O precedente do KC-390 é fundamental para compreender a aposta da Embraer em solo português. Quando Portugal adquiriu estas aeronaves de transporte, desenvolveu modificações específicas para certificação NATO através da sua Autoridade Aeronáutica Nacional. Este trabalho técnico permitiu que cada KC-390 vendido posteriormente a outros países membros da aliança gerasse entre 10 e 11 milhões de euros de lucro para Portugal.

Os resultados não tardaram: até 2025, a aeronave já havia sido comercializada para sete países europeus, incluindo Países Baixos, Áustria e República Checa. O projeto foi considerado o primeiro de Defesa em Portugal a efetivamente criar valor, envolvendo o tecido científico nacional e a indústria local, com o investimento inicial já sendo amortizado através das vendas internacionais.

"O que fizemos com o KC-390 demonstrou que este modelo funciona", afirmou fonte próxima ao processo. "Agora queremos replicá-lo com o Super Tucano, uma aeronave com enorme potencial no mercado europeu."

Portugal como porta de entrada estratégica
A escolha de Portugal não é casual. O país torna-se o primeiro na Europa a operar o A-29N com configuração NATO, posicionando-se como centro de treinamento de pilotos e certificação segundo os padrões da aliança. Esta posição privilegiada é vista pela Embraer como a chave para abrir o exigente mercado europeu.

O General Cartaxo Alves, da Força Aérea Portuguesa, revelou que o projeto já desperta interesse em várias forças aéreas europeias. Países como Holanda, Espanha e Itália surgem como potenciais compradores, sendo que a Real Força Aérea da Holanda é citada como o próximo cliente interessado, com o objetivo de substituir seus 13 treinadores Pilatus PC-7, que operam há mais de 36 anos.

A aeronave brasileira tem argumentos sólidos para conquistar este mercado: líder global na sua categoria, o A-29 Super Tucano foi selecionado por 22 forças aéreas em todo o mundo e acumulou mais de 600 mil horas de voo. Segundo executivos da Embraer, praticamente não tem similar no mundo com a função dupla de treinamento avançado e ataque leve.

A nova ameaça dos drones
O contexto geopolítico europeu atual acrescenta urgência ao projeto. Com a Europa atravessando uma nova fase de preocupação com defesa, cresce o interesse no emprego do A-29 em missões counter-UAS, ou seja, combate a drones não tripulados — uma ameaça cada vez mais presente nos conflitos modernos.

O Super Tucano apresenta-se como solução eficaz e economicamente viável para esta missão, sendo mais barato que jatos sofisticados para operações anti-drone. O seu custo operacional reduzido, por ser turboélice, torna-o particularmente atraente para países que procuram capacidades operacionais sem comprometer os orçamentos de defesa.

"Vários países europeus necessitam de novos aviões de treinamento avançado e, simultaneamente, procuram soluções para a ameaça dos drones", explica um analista de defesa. "O A-29N responde a estas duas necessidades num só equipamento."

Investimento de 200 milhões de euros impulsiona indústria nacional
O projeto do Super Tucano insere-se num investimento mais amplo de 200 milhões de euros na modernização da Força Aérea Portuguesa, dos quais 75 milhões serão aplicados diretamente na indústria nacional. Este montante visa criar um grande cluster aeronáutico em Beja, gerando mão de obra qualificada, fixação de pessoas e oportunidades de negócio.

O presidente da Câmara de Beja considera que a fábrica será um motor de desenvolvimento para a região, servindo como empresa âncora para atrair outras empresas do setor. Os sinais já são visíveis: em 2025 nasceram 60 novas empresas nas indústrias de Defesa devido ao clima de confiança criado por estes investimentos.

A presença da Embraer em Portugal não é nova. A fabricante brasileira detém 35% da OGMA, empresa portuguesa que já produz componentes para suas aeronaves e fornece suporte ao KC-390. Esta parceria deverá ser expandida para incluir o A-29N, aproveitando a experiência acumulada com modificações e certificações NATO.

Foto do portal Kiosque da Aviação

Infraestrutura e cronograma
Beja já possui infraestrutura aeronáutica relevante, sendo a base da Esquadra 506 que opera os KC-390. Esta vantagem logística reduz os investimentos iniciais necessários para estabelecer a nova unidade de produção ou montagem.

Embora não existam prazos oficiais divulgados, a experiência com o KC-390 e a rapidez na entrega das primeiras aeronaves A-29N - entregues um ano e um dia após a assinatura do contrato - sugerem que a Embraer e Portugal trabalham com eficiência. Especialistas estimam que a unidade de Beja poderá estar operacional entre 2,5 e 3,5 anos após a assinatura do contrato definitivo.

O modelo de produção deverá seguir a lógica já testada: componentes principais fabricados no Brasil, com montagem final e integração de sistemas NATO em Portugal, seguidos de testes e certificações finais em solo português.

Desafios e oportunidades
Apesar do cenário favorável, o projeto enfrenta desafios. A viabilidade econômica da unidade de Beja dependerá do volume de encomendas europeias, exigindo esforços comerciais sustentados. A capacitação de mão de obra especializada será outro fator crítico, assim como a necessidade de navegar pela complexidade das certificações NATO e da União Europeia.

A concorrência de fabricantes europeus tradicionais também não pode ser subestimada, embora o Super Tucano apresente vantagens competitivas claras em termos de custo-benefício e capacidades operacionais comprovadas em ambiente real de combate.

Por outro lado, as sinergias com a OGMA e o precedente bem-sucedido do KC-390 criam fundamentos sólidos para o sucesso da iniciativa. O fato de Portugal ter conseguido transformar o projeto KC-390 no primeiro de Defesa a criar valor real para o país, reforça a confiança de que o modelo pode ser replicado.

Perspectivas futuras
A carta de intenção assinada ontem representa mais do que um compromisso bilateral entre Portugal e a Embraer. Simboliza a maturidade da indústria de defesa portuguesa e a sua capacidade de se posicionar como hub estratégico na Europa.

Para a Embraer, Portugal oferece acesso privilegiado ao mercado europeu e NATO, redução de custos logísticos e um modelo de negócio que incentiva o governo local a promover ativamente as vendas internacionais, já que cada aeronave vendida gera receita para o Estado português.

Para Portugal, o projeto promete retorno financeiro direto, desenvolvimento industrial e tecnológico, posicionamento estratégico como primeiro operador europeu do A-29N NATO, e revitalização econômica de uma região tradicionalmente menos industrializada.

As próximas semanas serão cruciais para transformar a carta de intenções em compromisso definitivo. O interesse já manifestado por países como Holanda, Espanha e Itália sugere que o mercado está receptivo. Se o timing geopolítico se mantiver favorável e as negociações avançarem conforme previsto, Beja poderá em breve consolidar-se como um dos centros mais importantes da indústria aeronáutica militar europeia.

A segunda aposta da Embraer em solo português parece estar alinhada com as estrelas, ou melhor, com as necessidades operacionais e orçamentais das forças aéreas europeias. Resta agora transformar intenções em realidade concreta, tijolos, equipamentos e, principalmente, aeronaves que decolem do Alentejo rumo aos céus da Europa e além.


Ficha Técnica:

A-29N Super Tucano

  • Fabricante: Embraer (Brasil)
  • Função: Treinamento avançado e ataque leve
  • Operadores: 22 forças aéreas mundialmente
  • Horas de voo acumuladas: +600.000
  • Características: Turboélice, baixo custo operacional, capacidade counter-UAS

Contrato Portugal:

  • 12 aeronaves (5 já entregues, 7 nos próximos 2 anos)
  • Investimento total: 200 milhões de euros
  • Investimento na indústria nacional: 75 milhões de euros
  • Primeiro operador europeu com configuração NATO

13 dezembro, 2024

Portugal irá adquirir 12 aeronaves Embraer Super Tucano


*CNN Portugal - 13/12/2024

O Governo vai investir cerca de 200 milhões de euros na aquisição de doze aeronaves A-29N Super Tucano à empresa brasileira Embraer, processo que terá “forte participação da indústria portuguesa” ao nível tecnológico.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros de quinta-feira, foi aprovada uma resolução “que investe cerca de 200 milhões de euros na aquisição de doze aeronaves A-29N Super Tucano, simulador de voo e bens e serviços de sustentação logística, à Embraer, S.A., e ainda a plena concretização do programa de aquisição e sustentação das aeronaves”.

Esta decisão surge na sequência de “discussões técnicas e negociais” autorizadas pelo Governo em julho, numa anterior resolução de Conselho de Ministros.

De acordo com o executivo, este projeto vai envolver “uma forte participação da indústria portuguesa em áreas altamente tecnológicas, tendo em vista a reconfiguração das aeronaves para os padrões e especificações NATO”.

Este procedimento será semelhante ao investimento feito nas aeronaves KC-390, também produzidas pela brasileira Embraer e nas quais foram introduzidas modificações para as adequar aos requisitos estabelecidos pelas alianças das quais Portugal faz parte, nomeadamente a NATO, Nações Unidas e União Europeia.

Estas modificações, certificadas pela Autoridade Aeronáutica Nacional, fazem com que as aeronaves possam ser adquiridas por outros países membros da NATO ou União Europeia, com lucro para o Estado português.

Em 2019, Portugal acordou adquirir à brasileira Embraer cinco aeronaves KC-390 e um simulador, tendo já sido entregues duas, com o objetivo de substituir os Hercules C-130, por um valor de 850 milhões de euros.

17 julho, 2024

Adicionar à frota turboélices armados A-29 Super Tucano é prioridade de modernização da Força Aérea Libanesa


*Aviation Week, por Robert Wall - 17/07/2024

A Força Aérea Libanesa está buscando aumentar sua força de asa fixa e coleta de inteligência se as condições desafiadoras de recursos permitirem, diz o comandante do serviço.

A principal prioridade de modernização da força é adicionar à frota turboélices armados A-29 Super Tucano, disse o Comandante da Força Aérea Libanesa, Brig. Gen. Michael Saifi, em uma entrevista na Global Air & Space Chiefs Conference aqui em Londres. O serviço gostaria de criar um segundo esquadrão operando a aeronave que é usada intensamente para fornecer apoio aéreo aproximado ao Exército Libanês, ele diz.

O Líbano, há cerca de uma década, adquiriu seis A-29 Super Tucanos por meio dos canais de vendas militares estrangeiras dos EUA. As aeronaves provaram ser úteis, diz Saifi, acrescentando que gostaria de dobrar a frota para fornecer maior cobertura em toda a extensão do país.

Também em sua lista de desejos está a obtenção de inteligência adicional, vigilância e capacidade de reconhecimento. O papel principal de tal sistema seria melhorar a vigilância da área marítima do Líbano e dar suporte à marinha do país, diz Saifi.

O Líbano recebeu seis veículos aéreos não tripulados (UAV) Boeing ScanEagle há cerca de cinco anos. Embora o ScanEagle tenha uma função principal de vigilância marítima, o Líbano tem usado esses UAVs principalmente para operações terrestres. O Líbano gostaria de adquirir mais UAVs para a função de vigilância marítima, mas Saifi diz que o serviço também está aberto a adquirir uma plataforma tripulada.

Uma prioridade ainda maior do que os UAVs é a necessidade de aprimorar as ferramentas de gerenciamento de tráfego aéreo dos militares, ele observa. O serviço gostaria de introduzir mais radares secundários para gerenciar melhor os ativos da Força Aérea, ele diz.

Uma das maiores dores de cabeça para a Força Aérea, e para as forças armadas de forma mais ampla, tem sido a profunda crise econômica que atingiu o Líbano e que dura anos. Manter a prontidão alta, dada a situação, “é um grande desafio”, diz Saifi. A Força Aérea tem tido que depender amplamente da engenhosidade da equipe para manter o equipamento funcionando.

A crise econômica e seu impacto no valor da moeda local dificultaram a retenção de pilotos, diz Saifi, principalmente devido às ofertas salariais concorrentes das companhias aéreas.

O serviço opera vários outros tipos de aeronaves, incluindo o armado Cessna AC-208 Combat Caravan que começou a voar no Líbano há mais de 10 anos. Saifi diz que a aeronave foi usada intensamente durante a primeira luta contra os insurgentes do Estado Islâmico. Ela é empregada como um ativo de apoio aéreo aproximado e vigilância. O serviço também opera vários tipos de helicópteros, mas por enquanto diz que a força está em boa forma e não enfrenta requisitos iminentes de modernização. 


*Robert Wall é editor executivo da Defense and Space. Baseado em Londres, ele dirige uma equipe de jornalistas militares e espaciais nos EUA, Europa e Ásia-Pacífico.

08 julho, 2024

Real Força Aérea da Holanda poderá ser a nova operadora do Embraer A-29N Super Tucano


*LRCA Defense Consulting - 07/07/2024

Após Portugal ter confirmado que irá adquirir o Embraer A-29N Super Tucano para equipar sua Força Aérea, comenta-se nos meios especializados que a Real Força Aérea da Holanda seria o próximo cliente interessado na versão OTAN da aeronave. O objetivo seria o de substituir seus 13 treinadores Pilatus PC-7, todos com mais de 36 anos de uso. Recorde-se que, em maio do ano passado, Bosco da Costa Junior, CEO da Embraer Defesa & Segurança havia colocado Portugal e Holanda como possíveis clientes.

Essa aquisição poderia fechar um "pacote C-390 e A-29N", onde a Real Força Aérea Holandesa teria aeronaves de transporte tático e de treinamento (além de ataque leve, reconhecimento/vigilância e anti-drone)  de um mesmo fabricante, facilitando enormemente a questão logística.

A se confirmarem as aquisições de Portugal e da Holanda, o A-29N teria portas abertas para os demais membros da OTAN, especialmente aqueles que já adquiriram o C-390.

Corroborando essa possibilidade, em 30/11/2023, a Embraer e a Netherlands Industries for Defense & Security (NIDV) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) que passou a ser um "elemento-chave no relacionamento estratégico desenvolvido entre a Embraer e a Holanda e incluiu iniciativas já em curso, associadas ao C-390 Millennium e ao A-29 Super Tucano".

O Memorando de Entendimento com a NIDV somou-se às parcerias e aos relacionamentos estratégicos da Embraer no país. Além disso, o acordo estabeleceu uma estrutura conjunta destinada a explorar oportunidades futuras, alinhadas com as prioridades da Estratégia da Indústria de Defesa da Holanda.

Essas oportunidades poderiam incluir serviços e desenvolvimento de novas capacidades dentro dos projetos já existentes da Embraer, contribuindo ainda mais para a aplicação de conhecimento em defesa, tecnologias e capacidades industriais no país. Um dos principais objetivos foi reforçar a participação da indústria holandesa na cadeia de suprimentos do C-390.

“A colaboração com a Embraer é importante para a NIDV e seus membros. A Embraer é uma fabricante voltada para o futuro, com um forte foco em inovação e novas ideias para contribuir com a prontidão operacional de suas plataformas. Estou convencido de que a Embraer agrega valor à Base Industrial e Técnica de Defesa da Holanda”, afirmou Hans Huigen, Diretor do NIDV.

“Estamos satisfeitos em aprofundar a nossa parceria com a NIDV.  Estamos confiantes de que as estratégias de colaboração deste MoU trarão mais valor ao ecossistema holandês de defesa e segurança, incluindo institutos de pesquisa e a comunidade empresarial em diferentes setores”, declarou Bosco da Costa Junior.

As contribuições da NIDV aprofundaram a colaboração da Embraer com a base técnica e industrial de defesa da Holanda, que por sua vez estão alinhadas com as diretrizes do Ministério da Economia e Política Climática do país. A parceria foca no desenvolvimento de soluções inovadoras em defesa e no apoio à plataforma multimissão C-390 Millennium. Este acordo está alinhado com vários outros Memorandos de Entendimento em vigor, envolvendo parceiros tecnológicos e industriais como Fokker Services Group e MultiSIM, e institutos de pesquisa como o Royal Dutch Aerospace Centre (Royal NLR) e a Netherlands Organization for Applied Scientific Research (TNO).

Desde 2005, a Embraer está inserida em diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento na Europa, reunindo universidades e indústrias para desenvolver soluções tecnológicas e contribuir para acelerar a inovação na indústria aeroespacial. Para promover ainda mais essa missão, a Embraer-X, subsidiária de inovação disruptiva da Embraer, fortaleceu essa jornada colaborativa ao abrir um escritório no Aerospace Innovation Hub@TUD, no TU Delft Campus.

25 junho, 2024

Min. da Defesa de Portugal afirma que o Embraer Super Tucano tem "intenções de compra de países NATO e não NATO”

 

*LRCA Defense Consulting - 25/06/2024

Na sua primeira audição regimental na Assembleia da República, ocorrida hoje (25), o ministro da Defesa Nacional de Portugal, Nuno Melo, comentou, entre outros assuntos, sobre o Embraer Super Tucano. A matéria foi repercutida pelo portal português ECO, citando a Agência Lusa.

O ministro afirmou que o Governo está “a ultimar a concretização de uma aeronave à imagem do KC-390 que tem dado grande resultado, da base Embraer com tecnologia portuguesa incorporada”, a aeronave Super Tucano. 

Melo adiantou que, caso este investimento avance, “já há intenções de compra de países NATO e não NATO”, salientando que a aeronave tem características ideais para atuar na África, onde Portugal tem várias missões.

17 abril, 2024

Embraer conta com a OTAN para relançar seu A-29 Super Tucano


*Avions Legendaires - 16/04/2024

A fabricante brasileira de aeronaves planeja vender de 200 a 250 novas unidades nos próximos vinte anos. Oficialmente conhecido como aeronave de treinamento intermediário e avançado Emb 314 Super Tucano, o A-29B conseguiu há vários anos conquistar uma boa reputação em missões de ataque ao solo e apoio tático. Porém, é justamente contando com isso que a fabricante brasileira de aeronaves pretende lançar em breve o A-29N, voltado principalmente para os países da aliança atlântica. Estamos a falar, em particular, de uma abordagem com três países europeus.

Para propor isso à OTAN, a Embraer coloca suas futuras aeronaves como ideais para o treinamento de Joint Terminal Attack Controllers, os operadores terrestres de designação de alvos para apoio aéreo. No entanto, o fabricante brasileiro de aeronaves insiste que o A-29N (N de NATO) também será uma aeronave de ataque ao solo e apoio aéreo aproximado de última geração. Integrará uma cadeia de comunicações da Ligação 16, específica da aliança atlântica e das suas operações coordenadas. O A-29N Super Tucano também será adequado para a maioria das munições padrão da OTAN, sejam elas de design americano ou europeu. Também parece adequado para combater ameaças ar-ar representadas por drones leves.

Nos últimos vinte anos, o A-29B Super Tucano provou seu valor em muitos países em desenvolvimento, como Burquina Faso, Gana, Mali e Mauritânia. Cada um deles utilizou-os contra grupos terroristas armados, jihadistas presentes em massa na África Subsaariana. Podemos considerar que serviram de cobaias, experimentadores do que viria a ser o A-29N. Porque agora com reconhecida capacidade de vigilância, reconhecimento e ataque ao solo em quaisquer condições meteorológicas com o uso de munições guiadas, a aeronave brasileira se apresenta como um sistema de armas de última geração. Além disso, o A-29N Super Tucano não é dedicado aos países em desenvolvimento. É, portanto, improvável que os burkinabes e os malineses tenham meios para substituir os seus A-29B por esta nova versão.

Atualmente três países parecem estar na mira da Embraer, todos os três europeus e todos os três membros da OTAN. Estamos aqui a falar da Albânia, da Letônia e de Portugal. Este último é até considerado o potencial cliente lançador do A-29N dentro de alguns meses. Segundo informações, estão em curso negociações para este efeito com Lisboa. 

Na verdade, um dos aspectos mais interessantes desta aeronave é que ela representa uma alternativa aos drones de ataque ao solo e reconhecimento MALE (grande autonomia e média altitude) de última geração, como o General Atomics MQ-1C Gray Eagle e o MQ-9A Reaper. Agora é óbvio que o mercado futuro de 200 a 250 novos Super Tucanos não pode dizer respeito apenas aos A-29N. Contudo, se este objetivo for alcançado nos próximos 20 anos, terão sido construídas quase 500 aeronaves no total.

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A-29 Super Tucano fará exibição solo no Beja International Air Show 2024

*LRCA Defense Consulting - 17/04/2024

Nos dias 1 e 2 de junho, um Super Tucano A-29A brasileiro estará participando do Beja International Air Show 2024, na Base Aérea nº 11, em Beja, Portugal, onde realizará uma exibição solo.

O anúncio da Força Aérea Portuguesa (FAP), divulgado recentemente, está gerando um grande interesse entre entusiastas da aviação e especialistas militares, já que o A-29 Super Tucano é uma visão rara em shows aéreos nessa parte do mundo.

Em virtude de o local e o evento serem estratégicos, esta Consultoria acredita que a participação ativa de um A-29 Super Tucano possa estar relacionada à intenção da Embraer de oferecer sua aeronave à OTAN, com ênfase inicial na FAP.

Beja International Airshow 2024
O Beja International Airshow 2024 é considerado uma joia escondida entre os shows aéreos europeus e possui uma incrível linha de exibições voadoras que atualmente incluem o F-15E Strike Eagles dos EUA, o F-16 Fighting Falcons romeno, o JAS-39C Gripen húngaro, o Eurofighter Typhoon espanhol, bem como o equipes de ponta, como Patrouille Suisse da Força Aérea Suíça, equipe de demonstração tática Couteau Delta da Força Aérea e Espacial Francesa e Patrula Aguila da Força Aérea e Espacial Espanhola. 

Haverá também shows aéreos civis e aeronaves da Força Aérea Portuguesa somando-se ao diversificado leque de exibições à disposição dos visitantes. Além das exibições aéreas, os visitantes também podem esperar exibições estáticas de várias aeronaves, incluindo aviões militares e civis, helicópteros e outros equipamentos relacionados à aviação.

16 outubro, 2023

Atenta ao mercado militar da Coreia do Sul, Embraer participa da ADEX 2023


*LRCA Defense Consulting - 16/10/2023

Com um dos portfólios mais completos e as soluções mais inovadoras para defesa e segurança, a Embraer estará presente na ADEX 2023, com início nessa segunda-feira (16) em Seul. Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem o C-390 Millennium, avião de transporte multimissão, e o A-29 Super Tucano, avião de ataque leve e treinamento, além de soluções mais completas para os domínios aéreo, terrestre, marítimo e espacial.

“Estamos honrados por estar na ADEX e esperamos aumentar nossas relações com a comunidade aeroespacial sul-coreana”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente & CEO da Embraer Defesa & Segurança.

No ano passado, a Embraer assinou uma série de Memorandos de Entendimento com empresas aeroespaciais sul-coreanas, como a ASTG (Aerospace Technology of Global), a EMK (EM Korea Co.) e a Kencoa Aerospace. Os acordos foram assinados para fortalecer a colaboração com parceiros da indústria de defesa local, para o futuro fornecimento de peças para o C-390 Millennium.

O C-390 Millennium, aeronave multimissão de transporte militar de nova geração, atingiu recentemente 10 mil horas de voo operando na Força Aérea Brasileira (FAB). Este marco significativo foi alcançado após quatro anos de entrada em serviço do primeiro C-390 da FAB. A frota atual de seis aeronaves apresenta disponibilidade operacional de 80%, com taxa de cumprimento de missão superior a 99%, demonstrando produtividade excepcional para este segmento. Além do Brasil, Portugal, Hungria, Holanda e Áustria selecionaram o C-390 Millennium para atualização de suas frotas de transporte militar aéreo. 

19 junho, 2023

Com perspectivas prontas para disparar, Embraer quer triplicar receita nos próximos cinco anos


*FlightGlobal, por Craig Hoyle - 19/06/2023

Há quatro anos, a Embraer participou do show aéreo de Paris como uma empresa que se preparava para uma grande transição, com seu negócio de aeronaves comerciais sendo preparado para venda para a Boeing.

Também marcou a primeira participação de Le Bourget para o recém-chegado Francisco Gomes Neto, que em abril de 2019 havia sucedido Paulo Cesar de Souza e Silva como presidente-executivo da aeronave brasileira.

Em poucos meses, a Embraer mergulhou em uma crise gêmea.

“No início de 2020 tivemos que enfrentar dois problemas. Uma delas foi a queda de receita por causa da pandemia, mas com custos muito superiores ao normal, porque havíamos duplicado muitos recursos internamente para preparar a empresa para o carve-out da aviação comercial”, diz Gomes Neto. “E então eles [Boeing] decidiram desligar o plugue.”

As partes permanecem em processo de arbitragem, com a Embraer buscando uma compensação financeira devido ao impacto da ação abandonada da gigante norte-americana.

A pandemia e o pacto falido apresentaram ao novo presidente-executivo da Embraer a tarefa nada invejável de liderar uma racionalização dos negócios para estabilizar a empresa e manter seu status de terceira maior produtora de aeronaves comerciais do mundo.

Apta para o crescimento
“Acho que fizemos um bom trabalho na reorganização da empresa”, diz à FlightGlobal, referindo-se ao seu programa 'Fit for growth', lançado em meados de 2020. “Ajustamos a força de trabalho, reduzindo em quase 4.000 pessoas, e implementamos um plano estratégico. Desde então, temos executado esse plano com altos níveis de disciplina.”

O processo também viu a empresa vender sua fábrica de Evora, em Portugal, e racionalizar sua pegada industrial nos EUA para Melbourne, na Flórida.

“O período até 2022 foi de recuperação”, explica. “A partir de 2023, vemos um período de crescimento para capturar o potencial da Embraer.”

A empresa registrou uma receita de US$ 4,5 bilhões no ano passado, e sua expectativa para 2023 está na faixa de US$ 5,2-5,7 bilhões – semelhante ao pré-pandemia de 2019. Enquanto isso, sua carteira de pedidos firmes avalia cerca de US$ 17,4 bilhões.

Mas a ambição de Gomes Neto é impulsionar continuamente o desempenho aprimorado, tendo estabelecido uma meta de atingir um faturamento de US$ 8 bilhões em 2027.

Com a empresa estabilizada, Gomes Neto quer liderar a Embraer em um período de inovação e forte crescimento

O orgulho da linha de produtos da empresa está em exibição em Le Bourget, incluindo o maior de sua família de jatos regionais E-Jet E2: o E195-E2. Também exibe um turboélice militar A-29 Super Tucano e dois aviões de transporte/tanque C/KC-390: um da Força Aérea Brasileira e o primeiro exemplar de exportação do programa, com entrega prevista para a Força Aérea Portuguesa ainda este ano.

A Embraer já vendeu mais de 2.000 E-Jets, após lançar o programa E1 com uma meta de negócios de 650 unidades. No final de maio, esse total de vendas incluía 1.747 E1s e 270 E2s. As entregas dos E190-E2 e E195-E2 com asas e motores renovados começaram em 2018 e 2019, respectivamente, e mais de 70 exemplares do modelo Pratt & Whitney PW1900G já foram enviados.

Liderada pelo presidente-executivo da unidade, Arjan Meijer, a Embraer Commercial Aircraft está realizando campanhas visando a potencial venda de 200 E-Jet E2s. “Esperamos fechar alguns negócios neste ano, desses 200”, diz Gomes Neto.

As oportunidades incluem companhias aéreas que precisam substituir suas aeronaves padrão E1, além de mais de 1.000 Airbus A319 e Boeing 737-700 antigos combinados que deixarão de ser usados ​​nos próximos anos. A Embraer também está vendo um interesse crescente em um mercado de “jatos crossover” de 100 a 150 assentos para aeronaves regionais para operar sob as frotas de fuselagem estreita das transportadoras. Exemplos recentes incluíram acordos E2 com Royal Jordanian, SalamAir e Scoot.

“Desde que entrei na Embraer nunca vi tantas campanhas de vendas na aviação comercial”, diz Gomes Neto. “O mercado está começando a voltar para jatos regionais – com exceção dos E1s, por causa da escassez de pilotos nos EUA.”

No entanto, essa situação também pode mudar em breve para vantagem da empresa, que espera garantir uma nova onda de pedidos de E175-E1 de transportadoras americanas. Como não há indicação de possíveis mudanças nos acordos de cláusula de escopo que restringem a operação de aeronaves maiores por esses operadores, o trabalho no E175-E2, mais eficiente, porém mais pesado, permanece em espera.

Enquanto isso, Gomes Neto observa que um grande acordo para fornecer à Porter Airlines 50 E195-E2s “pode ​​abrir algumas portas para nós” no mercado norte-americano. A operadora regional canadense levou seus dois primeiros do tipo de 132 assentos em dezembro passado.

“Espero que os clientes considerem o fato de que ter mais concorrência é bom para eles no longo prazo”, observa.

Os embarques de aeronaves comerciais da Embraer devem totalizar 65-70 unidades este ano – acima das 57 em 2022. Isso continuará uma recuperação constante, tendo já subido de 48 em 2021 e 44 no ano anterior. Entregou 89 E-Jets em 2019 pré-pandemia e 90 em 2018, e alcançou três dígitos pela última vez – com 101 aeronaves – em 2017.

“Estamos trabalhando para aumentar a produção para mais de 100 aeronaves [comerciais] por ano, como fizemos no passado”, diz Gomes Neto. A Embraer tem como meta essa produção por volta de 2027-2028.

Com vendas internacionais de grande importância para o campeão aeroespacial brasileiro – que gera 90% de sua receita no exterior – fechar negócios de defesa também está no topo de sua agenda.

Na véspera do evento, a Embraer entregou à Força Aérea Brasileira o sexto dos 19 KC-390 encomendados e tem compromissos totais para fornecer 31 do tipo International Aero Engines V2500.

Fazendo sua estreia internacional, o primeiro dos cinco C-390 para a força aérea portuguesa está em processo de instalação de seus sistemas padrão da OTAN antes da entrada em serviço. Enquanto isso, a primeira das duas aeronaves da Hungria estava no final de maio prestes a atingir seu marco inicial, com entrega prevista para o primeiro trimestre de 2024.

E a Embraer continua em negociações com a Holanda sobre as atualizações de padrão da OTAN a serem implementadas com seus cinco jatos, selecionados no ano passado como substitutos dos antigos Lockheed Martin C-130Hs.

Campanhas de vendas
Gomes Neto revela que a Embraer tem campanhas ativas de vendas do C/KC-390 em pelo menos oito países. Os interessados ​​incluem a Romênia, membro da OTAN, a adição pendente da Suécia e a neutra Áustria.

O interesse no jato duplo aumentou devido à mudança na situação de segurança na Europa após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. E, Gomes Neto nota: “Depois da decisão da Holanda, as coisas mudaram a nosso favor, porque outros países europeus viram isso.”

A empresa está bem posicionada para responder ao atual grande interesse do mercado, com sua linha de montagem capaz de completar de 12 a 15 jatos por ano. “Só temos que adicionar recursos, e a cadeia de suprimentos vai melhorar nos próximos anos, então isso não será um problema”, diz ele.

O C-390 também está sendo promovido no Oriente Médio por meio de uma parceria com a BAE Systems do Reino Unido, tendo a Arábia Saudita como foco inicial. E o chamado desenvolvimento do Agile Tanker está sendo oferecido à Força Aérea dos EUA (USAF) com o parceiro L3Harris. A plataforma destina-se a apoiar operações de pistas de pouso dispersas e potencialmente austeras localizadas na região da Ásia-Pacífico.

Atuando como contratante principal, a L3Harris respondeu em março a um pedido de informações, e os parceiros planejam realizar testes de voo futuros de um KC-390 com uma barreira de reabastecimento leve instalada sob sua fuselagem traseira.

“Acreditamos que há alguns apoiadores. As coisas estão indo bem e temos o parceiro certo”, diz Gomes Neto. “Se conseguirmos vender um volume razoável para a USAF, consideraremos fazer alguma montagem e produção nos EUA, juntamente com o L3.”

Separadamente, a Embraer espera anunciar um primeiro pedido para a versão A-29N otimizada pela OTAN de seu Super Tucano ainda este ano, tendo demonstrado o turboélice de ataque leve a vários membros da aliança, incluindo a Holanda e Portugal.

Também está apoiando os esforços de vendas do Gripen na América Latina liderados pela Saab, com a Colômbia e o Peru como oportunidades de curto prazo. “Estamos trabalhando muito próximos”, diz Gomes Neto, confirmando: “A Embraer é candidata a montar a aeronave” para clientes da região. No início deste ano, a empresa abriu uma nova linha de montagem final para o Gripen E/F em sua unidade de Gavião Peixoto, dando suporte à produção para a Força Aérea Brasileira.

Um forte desempenho comercial também é esperado da unidade de jatos executivos da Embraer, que deverá entregar jatos executivos leves e médios das séries 120-130 Phenom e Praetor este ano. No início deste ano, garantiu um acordo para produzir até 250 Praetor 500 para a operadora de propriedade compartilhada NetJets, e a demanda é tão forte que atualmente oferece novos slots de entrega a clientes de 2025-2026.

Gomes Neto observa que sua meta de faturamento de US$ 8 bilhões “é com os produtos existentes, excluindo Eve [Air Mobility]”.

A Embraer, que detém 90% do programa de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, transformou a Eve em uma entidade separada no final de 2021. Embora o setor de mobilidade aérea avançada ainda esteja em período de gestação, ele aponta que a Eve tem o maior volume de compromissos do setor e um potencial pipeline de negócios de US$ 8 bilhões, com operações a partir de 2026. “Realmente estamos progredindo muito bem. Nosso plano de industrialização está pronto”, afirma.

Eve é apenas um exemplo da atual busca da Embraer por produtos aeroespaciais transformadores.

Abordagem inovadora
“Queremos ser mais rápidos que a concorrência em inovação”, diz Gomes Neto, “com roteiros para integrar e acelerar a maturidade tecnológica”. Ele cita as áreas de foco como avanços de emissão zero, inteligência artificial, ciência de dados e voo autônomo.

“Estamos trabalhando para ter nossos produtos prontos para voar com SAF [combustível de aviação sustentável]”, acrescenta, enquanto seu projeto Energia explora o potencial de propulsão elétrica, hidrogênio e híbrida. Também pretende ter todas as suas instalações de produção no Brasil funcionando com 100% de eletricidade renovável até 2024.

Mas, tendo interrompido o desenvolvimento de uma nova família de aviões turboélice devido à falta de uma oferta de motores adequada, sua entrada em serviço potencial foi adiada de 2028 até o início da década de 2030.

Apesar disso, Gomes Neto acredita que as aeronaves de 70 e 90 lugares, com motores silenciosos montados na popa, assentos dois por dois e grandes bagageiros suspensos, “seriam adequadas para abrir novos mercados – até mesmo nos EUA”.

Embora a Embraer pudesse financiar tal esforço de desenvolvimento sozinha, o investimento necessário de cerca de US$ 1,4 bilhão significa que ela preferiria fazê-lo com um parceiro.

Entre outras iniciativas que serão cruciais para o crescimento, está um grande esforço de eficiência, que levou a Embraer a trabalhar com a gigante automotiva Toyota para encontrar melhorias em seu processo de produção.

A empresa está em uma jornada para reduzir seu tempo de ciclo de produção de aeronaves em 30%, e uma melhoria de 17% foi registrada no ano passado. Também visa a redução de custos e uma maior margem de vendas.

Gomes Neto diz que o trabalho detalhado de mapeamento do fluxo de valor é realizado para identificar áreas de potencial melhoria. “Então removemos esse desperdício e encurtamos o ciclo de produção.

“Em alguns jatos executivos, reduzimos o tempo do ciclo de produção em três ou quatro meses e tivemos um bom sucesso nos E1s. Assim que a cadeia de suprimentos melhorar, acreditamos que podemos atingir nossa meta de 30% em todas as aeronaves.”

No entanto, ele enfatiza a importância crítica de garantir segurança, qualidade e entrega no prazo.

Separadamente, o chefe da Embraer também quer que pelo menos 20% dos cargos de liderança sejam ocupados por mulheres até 2025 – esse número era de 17% no ano passado.

“Sinto-me muito mais confiante desta vez”, diz ele sobre sua atual visita a Paris. “Depois de quatro anos tive a oportunidade de aprender muito, e de deixar todas as dificuldades que tivemos.

“Agora na Embraer temos esse espírito de 'uma só equipe'. Isso ajuda muito. Temos todos os planos sob nosso controle – é muito mais fácil do que antes com parte da empresa separada”, diz.

“Temos um portfólio de produtos muito moderno e competitivo e, mesmo com os desafios [da cadeia de suprimentos] que temos, temos um futuro muito brilhante. Estamos realmente saindo da crise muito mais fortes.”
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*AIN online, por Matt Thurber - 19/06/2023

Em meio à pandemia de Covid, em 2020, a liderança da Embraer reuniu um grupo de 50 pessoas para desenvolver um plano estratégico para o futuro da empresa, chamado “Fit4Growth”.

“Lembre-se que em 2020 tivemos que enfrentar duas crises diferentes – a pandemia que afetou a todos nós e o término do acordo com a Boeing”, disse o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, em uma coletiva de imprensa pré-Paris Airshow em sua instalação em Ogma, em Lisboa., Portugal. A Boeing havia concordado em comprar 80% do negócio de aeronaves comerciais da Embraer por US$ 4,2 bilhões, mas desistiu do negócio em abril de 2020. “O plano [Fit4Growth] foi criado para nos ajudar a sobreviver a esse momento difícil e também para preparar a empresa para um próspero futuro”, disse. As metas do plano incluem atingir US$ 8 bilhões em receita em 2027, contra US$ 4,5 bilhões em 2022.

O Fit4Growth baseia-se em cinco pilares para ajudar a aumentar as receitas e melhorar a lucratividade: vendas incrementais dos produtos existentes da Embraer; focando na eficiência; parcerias estratégicas; inovação; e iniciativas ambientais, sociais e de governança.

“Em 2022, fomos lucrativos em todas as unidades de negócios”, disse Neto. “A partir de 2023, vemos como um período de crescimento, para capturar todo o potencial [da Embraer].”

O plano de eficiência depende em parte da subsidiária OGMA, da qual a Embraer possui 65 por cento e o governo português o restante. A OGMA tem uma longa história, fabricando vários produtos aeroespaciais desde 1918, e agora atua como parte fundamental da estratégia de crescimento da Embraer, tanto em manufatura quanto em serviços de MRO.

“Temos uma instalação enorme aqui”, disse Neto. A OGMA fabrica asas para a aeronave utilitária/transportadora C-390 Millennium e peças compostas para outros programas. As principais linhas de produtos para os 60 clientes MRO da Ogma incluem manutenção militar e civil, enquanto a Embraer atua como centro de serviço autorizado para motores Rolls-Royce e Pratt & Whitney. Uma nova instalação da OGMA está quase pronta para reparos avançados e com uma nova célula de teste para o turbofan de engrenagens PW1500G do Airbus A220.

“A OGMA é uma subsidiária muito importante e terá um papel muito importante no nosso crescimento no futuro”, disse Neto.

“Segurança de voo… é a coisa mais importante em nossa empresa, e qualidade e, claro, eficiência empresarial”, disse Neto. “Temos iniciativas robustas nas quais trabalhamos muito desde 2020.” Esses esforços incluem a redução do tempo de ciclo de produção de novas aeronaves em 30%, uma meta prejudicada por problemas na cadeia de suprimentos. “Mesmo assim, vemos muitas melhorias ao reduzir o tempo de ciclo de produção de nossas aeronaves”, disse ele.

Uma equipe focada em maximizar o uso dos ativos da Embraer levou à venda da planta da empresa em Évora, Portugal, para a Aerrnova Aerospace em 2022. A Embraer também fechou sua instalação de MRO em Connecticut em 2021. “Tudo isso é para maximizar o uso de os ativos da nossa organização e com foco na melhoria da geração de caixa”, explica Neto.

Enquanto isso, o primeiro simulador KC-390 da Embraer começou a treinar pilotos na Academia Embraer em São José dos Campos, Brasil. A empresa usará o simulador nível D, construído pela Rheinmetall, para treinar pilotos do Brasil, Portugal e Hungria.

Em 16 de junho, a Embraer entregou o sexto C-390 e o primeiro na configuração de plena capacidade operacional (FOC) para a Força Aérea Brasileira (FAB), embora todos os C-390 da FAB possam realizar missões de reabastecimento aéreo sob a designação KC-390 . A empresa atualizará os C-390 anteriores entregues à FAB para a configuração FOC. O sexto C-390 irá operar com o Primeiro Grupo de Transporte de Tropa baseado na Base Aérea de Anápolis.

13 junho, 2023

No Paris Air Show, Embraer apresentará suas aeronaves comerciais, de defesa e solução eVTOL

- O E195-E2, o maior jato comercial da Embraer, juntamente com o avião de transporte multimissão KC-390 Millennium e o A-29 Super Tucano de ataque leve e treinamento avançado estarão em exibição estática
- A Eve apresentará sua maquete de cabine eVTOL pela primeira vez em Paris, bem como uma experiência de realidade virtual na área de exposição Air Mobility
- Como acontece normalmente nas grandes feiras e exposições, é possível que a Embraer aproveite o evento para divulgar novos contratos e/ou parcerias


*LRCA Defense Consulting - 13/06/2023

A Embraer retorna ao Paris Air Show, no Chalet nº 300 e no Pavilhão nº B-8, este ano para apresentar suas plataformas comercial, de defesa, sustentabilidade e tecnologia. Um dos destaques da área de exposição estática é o KC-390 da Força Aérea Portuguesa, o primeiro cliente da NATO a operar a aeronave, que se estreia em Paris.

"Estamos extremamente entusiasmados por voltar ao Paris Air Show este ano para mostrar nosso incrível portfólio de produtos, serviços e soluções voltados para eficiência e tecnologia avançada", disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer." A Embraer está pronta para crescer de forma sustentável, e tenho a satisfação de confirmar que nossas aeronaves que farão exibições de voo na feira estarão voando com uma mistura de Combustível de Aviação Sustentável, destacando nosso compromisso com um futuro mais sustentável e alinhamento com nossos metas de energia renovável."

Aviões no Paris Air Show:
- Visitas de mídia de aeronaves de exibição estática estão programadas na terça-feira às 15h e na quarta-feira e quinta-feira às 10h e 15h

- Exibição de voo com o E195-E2 Tech Lion e o KC-390 Millennium

- Projetos conceituais de aeronaves - de novas fontes de energia ao formato da estrutura da aeronave à sustentabilidade

As atividades de mídia já confirmadas são as seguintes:

- Coletiva de imprensa no domingo, 18 de junho, às 9h30 (Pavilhão B-8)
- Conferência de imprensa da véspera na terça-feira, 20 de junho, às 11h30 (Pavilhão B-8)
- Coletiva de imprensa da Aviação Comercial na terça-feira, 20 de junho, às 14h (Pavilhão B-8)
- Coletiva de imprensa de Serviços e Suporte na quarta-feira, 21 de junho, às 10h (Pavilhão B-8)
- Briefing de mídia de Defesa e Segurança na quarta-feira, 21 de junho, às 11h: status operacional da frota KC-390 (Pavilhão B-8)

Aviação Comercial
A família de aeronaves E-Jets E2 da Embraer, o E190-E2 e o E195-E2, são as aeronaves de corredor único mais econômicas que voam atualmente, oferecendo os menores custos operacionais e maiores rendimentos para as companhias aéreas, mais conforto para os passageiros e espaço para suas malas , menor pegada de ruído e menor impacto no meio ambiente. Todos os voos em Paris serão alimentados por uma mistura de combustível de aviação sustentável (SAF).

No ano passado, o Pratt & Whitney E195-E2 com motor GTF foi testado com sucesso em 100% SAF, validando que a família E-Jets E2 pode voar em ambos os motores com misturas de até 100% SAF sem comprometer a segurança ou o desempenho. Hoje, o E2 emite 25% menos emissões de CO2 em comparação com aeronaves da geração anterior; essa redução pode ser aumentada para 85% com o SAF.

Defesa & Segurança
Os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países e incluem a aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium e a aeronave de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, que estarão em exibição na Paris Air Mostrar.

A aeronave C-390 foi entregue pela primeira vez à Força Aérea Brasileira em 2019 e comprovou sua capacidade, confiabilidade e excelente desempenho em missões domésticas e no exterior, bem como sua capacidade de responder rapidamente a situações de emergência ou humanitárias. A aeronave já foi adquirida por Portugal e Hungria e selecionada pela Holanda.

O A-29 está em operação por mais de 15 forças aéreas e acumulou cerca de 500.000 horas de voo, incluindo aproximadamente 60.000 horas de combate.

Sustentabilidade
Por mais de 20 anos, a Embraer vem trabalhando e desenvolvendo iniciativas ecológicas para tornar as aeronaves mais limpas e silenciosas para contribuir com a meta da indústria da aviação de alcançar emissões líquidas zero até 2050. A Embraer pretende ser neutra em carbono até 2040 e alcançar crescimento neutro em carbono a partir de 2022 Ela planeja implementar 25% de uso de combustível de aviação sustentável (SAF) em suas operações até 2040 e 100% de fontes de energia renováveis ​​até 2030.

A empresa tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, que inclui a primeira aeronave movida a etanol certificada do setor em 2004. Trabalhando em estreita colaboração com seus clientes e parceiros, a empresa vem aprimorando continuamente a eficiência e o desempenho de seus produtos atuais e futuros . A família de jatos E2, por exemplo, deve ser compatível com 100% SAF antes de 2030.



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