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17 julho, 2024

Adicionar à frota turboélices armados A-29 Super Tucano é prioridade de modernização da Força Aérea Libanesa


*Aviation Week, por Robert Wall - 17/07/2024

A Força Aérea Libanesa está buscando aumentar sua força de asa fixa e coleta de inteligência se as condições desafiadoras de recursos permitirem, diz o comandante do serviço.

A principal prioridade de modernização da força é adicionar à frota turboélices armados A-29 Super Tucano, disse o Comandante da Força Aérea Libanesa, Brig. Gen. Michael Saifi, em uma entrevista na Global Air & Space Chiefs Conference aqui em Londres. O serviço gostaria de criar um segundo esquadrão operando a aeronave que é usada intensamente para fornecer apoio aéreo aproximado ao Exército Libanês, ele diz.

O Líbano, há cerca de uma década, adquiriu seis A-29 Super Tucanos por meio dos canais de vendas militares estrangeiras dos EUA. As aeronaves provaram ser úteis, diz Saifi, acrescentando que gostaria de dobrar a frota para fornecer maior cobertura em toda a extensão do país.

Também em sua lista de desejos está a obtenção de inteligência adicional, vigilância e capacidade de reconhecimento. O papel principal de tal sistema seria melhorar a vigilância da área marítima do Líbano e dar suporte à marinha do país, diz Saifi.

O Líbano recebeu seis veículos aéreos não tripulados (UAV) Boeing ScanEagle há cerca de cinco anos. Embora o ScanEagle tenha uma função principal de vigilância marítima, o Líbano tem usado esses UAVs principalmente para operações terrestres. O Líbano gostaria de adquirir mais UAVs para a função de vigilância marítima, mas Saifi diz que o serviço também está aberto a adquirir uma plataforma tripulada.

Uma prioridade ainda maior do que os UAVs é a necessidade de aprimorar as ferramentas de gerenciamento de tráfego aéreo dos militares, ele observa. O serviço gostaria de introduzir mais radares secundários para gerenciar melhor os ativos da Força Aérea, ele diz.

Uma das maiores dores de cabeça para a Força Aérea, e para as forças armadas de forma mais ampla, tem sido a profunda crise econômica que atingiu o Líbano e que dura anos. Manter a prontidão alta, dada a situação, “é um grande desafio”, diz Saifi. A Força Aérea tem tido que depender amplamente da engenhosidade da equipe para manter o equipamento funcionando.

A crise econômica e seu impacto no valor da moeda local dificultaram a retenção de pilotos, diz Saifi, principalmente devido às ofertas salariais concorrentes das companhias aéreas.

O serviço opera vários outros tipos de aeronaves, incluindo o armado Cessna AC-208 Combat Caravan que começou a voar no Líbano há mais de 10 anos. Saifi diz que a aeronave foi usada intensamente durante a primeira luta contra os insurgentes do Estado Islâmico. Ela é empregada como um ativo de apoio aéreo aproximado e vigilância. O serviço também opera vários tipos de helicópteros, mas por enquanto diz que a força está em boa forma e não enfrenta requisitos iminentes de modernização. 


*Robert Wall é editor executivo da Defense and Space. Baseado em Londres, ele dirige uma equipe de jornalistas militares e espaciais nos EUA, Europa e Ásia-Pacífico.

23 maio, 2023

Departamento de Defesa da África do Sul anuncia parceria com a Embraer


*Defence WEB - 23/05/2023

A ministra da Defesa e Veteranos Militares, Thandi Modise, disse que seu departamento espera em breve anunciar publicamente uma parceria com a Embraer do Brasil na fabricação e reparo de aeronaves na África do Sul.

Modise estava falando no Parlamento na terça-feira, 23 de maio, durante o debate sobre a votação do orçamento de defesa. “Esperamos que em breve possamos anunciar, publicamente, … a parceria com a Embraer do Brasil para fabricar e reparar na África do Sul. Seria um impulso para a nossa indústria de defesa. Também nos permitirá forçar nosso próprio governo a colocar mais dinheiro”, disse ela.

Seus comentários vêm duas semanas depois que o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, disse ao Comitê de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro que o Brasil está negociando com vários países a venda da aeronave de transporte tático Embraer KC-390 Millennium, incluindo a África do Sul.

Damasceno disse que a África do Sul, assim como Áustria, República Tcheca, Egito, Índia, Ruanda, Coréia do Sul e Suécia são potenciais compradores do KC-390, que já foi adquirido por Brasil, Hungria e Portugal.

O KC-390 pode transportar até 26 toneladas métricas de carga a uma velocidade máxima de até (850 km/h). Tem uma autonomia de 6 000 km.

Em fevereiro, o Tesouro Nacional concedeu à Força Aérea Sul-Africana (SAAF) um adicional de R1 bilhão para rejuvenescer a “capacidade média de transporte aéreo” da SAAF. O financiamento será gasto nos seis Hércules C-130BZ restantes na frota (a SAAF tinha nove exemplos úteis, mas dois foram cancelados em acidentes e um foi canibalizado para peças sobressalentes).

Em janeiro, o chefe da SAAF, tenente-general Wiseman Mbambo, disse “em nosso caminho, a capacidade de elevação média está bem no centro de nossa atenção. Além disso, fala-se muito sobre a capacidade de elevação estratégica. Não é uma surpresa o motivo pelo qual esse recurso está sendo mencionado. A realidade que enfrentamos é que a África do Sul não está em uma posição estratégica. Nossa localização não pode ser alterada. Precisamos ter pernas muito fortes para nos conectar com o resto do continente e do mundo.”

A SAAF gasta milhões de rands fretando aeronaves para rotacionar tropas e equipamentos da República Democrática do Congo e de Moçambique, pois não possui aeronaves de transporte aeronavegáveis ​​suficientes.

Em seu discurso de debate sobre a votação do orçamento, Modise não deu mais detalhes sobre a colaboração com a Embraer. Ela mencionou que o chefe do SANDF “foi instruído a encontrar maneiras de rejuvenescer o SANDF. Não se trata apenas de recrutar pessoas, mas também de olhar para os sistemas e atualizar e rejuvenescer as capacidades, encontrando maneiras de preservar e manter.”

Ministra da Defesa da África do Sul revela possível parceria industrial estratégica com brasileira Embraer

Ministra da Defesa e Veteranos Militares, Thandi Modise

*Creamer Media, por Rebecca Campbell - 23/05/2023

Dirigindo-se ao Comitê de Carteira do Parlamento sobre Defesa e Veteranos Militares na Cidade do Cabo na terça-feira, a Ministra da Defesa e Veteranos Militares Thandi Modise afirmou, quase de passagem, que esperava que em breve fosse possível anunciar uma parceria com o maior grupo aeroespacial e de defesa do Brasil Embraer. Ela disse que isso seria para fabricação e reparo na África do Sul e que forçaria o governo sul-africano a investir mais dinheiro (na indústria aeroespacial e de defesa do país ). Ela não deu mais detalhes.

A Embraer é a terceira fabricante mundial de aviões comerciais, especializada em modelos com 150 assentos ou menos. É também, no setor civil, um grande produtor de jatos executivos e aeronaves agrícolas. Na defesa , seu alcance inclui o A-29 Super Tucano turboélice de ataque leve e aeronave de treinamento avançado e a aeronave de transporte aéreo e reabastecimento ar-ar KC-390 Millenium. Ela está fabricando caças Gripen E e teve um papel significativo no desenvolvimento da versão biplace Gripen F, sob licença da Saab na Suécia, para a Força Aérea Brasileira. Atua também na área de eletrônica de defesa , com destaque para o radar, e no setor espacial.

Antes de se referir à Embraer, Modise afirmou que a indústria de defesa local era importante para a África do Sul . “Estamos buscando com outras indústrias em outros países reviver [ o grupo industrial de defesa estatal ] Denel ”, disse ela.

Sobre a Armscor, agência de aquisição, alienação e pesquisa e desenvolvimento de defesa do país , ela disse que a agência está começando a entrar nos trilhos. Suas fraquezas estavam sendo identificadas. Curiosamente, talvez, ela tenha falado em “obrigar” o governo sul-africano (do qual faz parte) a investir mais em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de defesa e no desenvolvimento da propriedade intelectual.

Ela observou que o Auditor-Geral determinou que, durante o ano financeiro de 2022/23 , houve R475 milhões em despesas irregulares da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF). A Modise informou que essas irregularidades foram atribuídas ao sistema de compras . Todo esse sistema havia sido reformulado, ela assegurou. O pessoal de serviço designado para logística e compras deveria receber o treinamento de que precisava, para garantir que não houvesse despesas irregulares no futuro. Qualquer pessoa que, após receber tal treinamento, não aplicasse os procedimentos corretos seria tratado, afirmou, “sem piedade”. O governo também estava considerando chamar a Unidade Especial de Investigação, a agência anticorrupção e de investigação forense do país, para investigar casos de gastos irregulares.

Quanto ao orçamento de defesa de 2023/24 , foi de R$ 500 milhões a menos que o orçamento anterior, deixando o SANDF subfinanciado em R$ 2,6 bilhões. “Estamos definitivamente, terrivelmente, subfinanciados”, afirmou ela.

No entanto, destacou, o SANDF manteve-se empenhado em duas operações de segurança regional , na República Democrática do Congo e em Moçambique, continuou a patrulhar as fronteiras e a costa do país e prestou ajuda à sociedade civil. E o objetivo era ainda renovar o SANDF, especialmente embarcações navais e aeronaves de transporte aéreo , bem como criar uma Força de Reação Rápida, entre outras prioridades.

Um novo e futuro documento da Política de Segurança Nacional da África do Sul estava sendo desenvolvido, informou o Modise. Deve ser apresentado ao Gabinete durante o próximo ano. 

27 abril, 2023

O que a Embraer Defesa & Segurança está fazendo em 2023?


*Defense Here - 26/04/2023

A gigante brasileira da defesa e uma das maiores fabricantes aeroespaciais do mundo, a Embraer, apresenta uma aeronave de ataque leve para os membros da OTAN.

Em entrevista ao Defensehere.com, o CEO da Embraer Defesa e Segurança, Sr. Bosco da Costa Junior, deu um vislumbre do que a gigante brasileira da defesa está fazendo em 2023.

Falando sobre o MoU recentemente assinado entre a Embraer e o fabricante de defesa sueco SAAB, Bosco mencionou que eles estão ansiosos para cooperar com o último para vender o C-390 em alguns países, incluindo a Suécia, e também para trabalhar no desenvolvimento de tecnologias avançadas em torno de aeronaves de caça.

Bosco também mencionou que eles lançaram uma nova configuração de seu avião de ataque leve A-29 Super Tucano e disse “estamos ansiosos para lançar o A29 N; isso significa que vamos colocar o A-29 na comunidade da OTAN. Portanto, estamos muito entusiasmados em oferecer a esta comunidade, à comunidade da OTAN, esta solução que lhes trará novas capacidades”.

A nova versão da aeronave, o A-29N, incluirá equipamentos e recursos para atender aos requisitos operacionais da OTAN, como um novo datalink e operação monopiloto.

Ele também falou sobre os mercados de interesse da Embraer onde destacou a região do Oriente Médio, dizendo “Temos nosso escritório em Dubai desde 2009. Então vemos esta região, a região do Oriente Médio, como uma região muito importante e muito estratégica para a Embraer”. Ele também afirmou que a Embraer está buscando fortalecer suas parcerias com os países da região e ajudá-los a localizar tecnologias, acrescentando que “estamos buscando oferecer nossas soluções para a Arábia Saudita e também para os Emirados”.

Por fim, Bosco afirmou que a Embraer estará presente no estande RIAT e no Paris Airshow em 2023, onde estará esperando para atender seus clientes, visitantes e potenciais clientes.

A Embraer Defesa e Segurança é a maior empresa aeroespacial e de defesa da América Latina, com presença em mais de 60 países ao redor do mundo.

A Embraer não oferece apenas suas aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano e o transporte aéreo militar multimissão C-390 Millennium, mas também uma linha completa de soluções e aplicações integradas como Centro de Comando e Controle (C4I), radares, ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) e Espaço.

A empresa também fornece sistemas integrados de informação, comunicação, monitoramento e vigilância de fronteiras, bem como aeronaves para transporte VIP e missões especiais.



Parceria entre Portugal e Brasil na aviação é "boa para os dois países"

Ministro da Defesa brasileiro admitiu que a parceria aumentará "em muito" as vendas da Embraer.


*Porto Canal - 27/04/2023

O ministro da Defesa do Brasil afirmou que produzir para mercado da NATO é o objetivo da parceria que os governo brasileiros e português fizeram no domínio da aeronáutica e que pode ir para além de aviões.

"Essa parceria que estava interrompida por seis anos é importantíssima para nós brasileiros", mas também para Portugal, afirmou José Múcio Ribeiro, numa entrevista à Lusa em Lisboa, onde permaneceu, após a visita oficial do Presidente Brasileiro Lula da Silva a Portugal, com agenda oficial a cumprir.

"Nós somos complementares. Brasil e Portugal precisam-se, necessitam-se, a nossa parceria é histórica, no presente e pode ser muito mais no futuro", acrescentou, admitindo que há outras iniciativas conjuntas a fazer além das subscritas entre empresas de Defesa dos dois países para o mercado dos aviões.

O ministro descreveu a companhia de avião Embraer como uma empresa brasileira que "tem progredido muito" e conquistado mercados na África, no Oriente Médio e na América do Sul, assim como tem conseguido "algumas parcerias importantes" e "vendido muito".

Mas "esta parceria agora em Portugal, com as OGMA, é importantíssima para nós, primeiro pelo KC-390, que já vendemos cinco para cá, com características da OTAN (NATO) e outros serão adaptados às características da OTAN", disse o ministro, referindo-se ao avião cargueiro que será exportado a partir de Lisboa para a Europa.

O governante salientou que o mercado da NATO justifica a parceria entre os dois países: "esta é a razão de ser da nossa parceria. Nós precisamos de chegar nesse mercado [no da NATO], bom para Portugal, bom para o Brasil".

"O "Brasil tem indústria de defesa que é fruto do orçamento da União e tem a que a que é criada pela iniciativa privada, em que o governo funciona como intermediário de vendas com conversas com diplomatas e governo, é isso que tem de ser feito", reforçou o governante, à margem da vista do Presidente brasileiro, Lula da Silva, a Portugal.

Com o investimento nas indústrias de defesa, os dois países ganham "na geração de emprego, nos impostos", destacou o ministro de Lula, elogiando a aeronave de transporte adquirida por Portugal

KC-390
O KC-390, para o ministro já é uma realidade, já está a voar e Portugal produz equipamentos: "Nós já somos parceiros".

Neste domínio, os dois países já trocam tecnologia, os pilotos de Portugal já são treinados no Brasil, há técnicos de um lado e de outro a trabalharem em parceria e procuram soluções que interessam, especificou.

Para o ministro, o KC-390 tem mercado em qualquer lado e "é um dos bons aviões do mundo".

E agora o cliente europeu já não pode "dizer que não tem chancela da OTAN", porque a aeronave é produzida em solo português e "este brasileiro agora vai ser filho também de Portugal, tem as características da OTAN colocadas aqui. Portugal vai dar a cidadania dele da Europa. Então isso vai abrir um mercado gigantesco", frisou o ministro, e não querendo avançar números admitiu que a parceria aumentará "em muito" as vendas da Embraer.

Em contrapartida, "Portugal vai também ter tecnologia", lembrou, por isso, esta "é uma parceria muito vantajosa para os dois países", concluiu.

Super Tucano
Quanto ao avião Super Tucano, um avião que passará a ser produzido em Portugal, trata-se de "uma aeronave super versátil, de identificação, de caça, que evidentemente pode ser adaptado para combate, mas também falta a ele o o carimbo ou as características da OTAN, que nós precisávamos para ganhar mais mercados", admitiu.

O ministro explicou que é um avião de caça de ataque ao solo, de treino de pilotos, que pode ser adaptado "não para um grande combate, mas para um enfrentamento" com adversários no terreno.

Agora, "tenho a certeza que sendo fabricado aqui em Portugal nós abriremos mais mercado e estamos dando respostas para aqueles que diziam que não nos adquiriam porque que não tínhamos a chancela das características da NATO", adiantou.

Por isso, José Múcio Ribeiro acha que é um avião "que tem mercado na África e no mundo árabe".

"É um mercado muito grande, até porque não é uma aeronave cara", sublinhou, garantindo que Portugal não manifestou interesse em adquirir nenhuma destas aeronaves, nem esse negócio é uma contrapartida na parceria entre os dois países.

A 24 de abril, quarto dia da visita oficial de Lula da Silva a Portugal, várias empresas aeroespaciais portuguesas e a brasileira Embraer assinaram em Alverca, arredores de Lisboa, um memorando de entendimento que visa desenvolver a Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal.

24 abril, 2023

Embraer assina Memorando de Entendimento com a Indústria de Defesa de Portugal

Memorando tem como objetivo o desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal


*LRCA Defense Consulting - 24/04/2023

A Embraer anunciou hoje, durante visita a Portugal do Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a assinatura de um Memorando de Entendimento com as empresas aeroespaciais do país em evento que contou com a presença do Primeiro-Ministro da Portugal, António Costa. O memorando foi assinado com as empresas: Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), Empordef Tecnologias de Informação, S.A. (ETI), GMVIS Skysoft, S.A. (GMV) e a OGMA S.A.

“É uma enorme satisfação celebrar uma nova etapa no relacionamento entre a Embraer e o Estado Português, por meio da indústria de Defesa de Portugal, para nós uma referência na cooperação em projetos aeroespaciais e de defesa. Os resultados da parceria estratégica do KC-390 Millennium tem mostrado o potencial que governos e empresas dos dois países, trabalhando juntos, podem alcançar”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

O objetivo principal do memorando é o desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa de Portugal, reforçando a sua capacidade de desenvolver atividades de engenharia, pesquisa e desenvolvimento. Assim, a Embraer reforça seu compromisso estratégico de longo prazo com Portugal no desenvolvimento de seu ecossistema aeroespacial e de defesa.

Entre os diferentes desdobramentos do memorando, destaca-se o potencial relacionamento estratégico nas áreas de desenvolvimento e integração de sistemas envolvendo o A-29 Super Tucano, em sua recém-lançada versão A-29N, voltada para o atendimento das necessidades dos países membros da Organização Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Estão incluídos neste contexto os processos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, com o intuito de ampliar e aumentar as relações comerciais de longo prazo entre as empresas durante as fases de desenvolvimento, produção e suporte à operação da aeronave A-29N.

“Damos hoje, com a assinatura deste memorando de entendimento, mais um passo importante no contínuo desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao A-29 Super Tucano. O interesse dos países da OTAN nesta aeronave levou a Embraer a anunciar, recentemente, o lançamento de uma nova versão, o A-29N, a qual, temos certeza, será um sucesso no mercado internacional”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

12 abril, 2023

Embraer lança o A-29N Super Tucano na configuração OTAN


*LRCA Defense Consulting - 12/04/2023

A Embraer anunciou hoje, durante a LAAD Defence & Security 2023, o lançamento da aeronave A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, reconhecimento armado e treinamento avançado, na configuração da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com foco inicial no atendimento às necessidades de nações da Europa. A nova versão da aeronave, denominada A-29N, incluirá equipamentos e funcionalidades para atender aos requisitos operacionais da OTAN, tais como um novo datalink, single-pilot operation, entre outras modificações.

Tais funcionalidades aumentarão ainda mais as possibilidades de emprego da aeronave, permitindo por exemplo sua utilização em missões de treinamento JTAC, do inglês Joint Terminal Attack Controller. Os dispositivos de treinamento serão igualmente atualizados para os padrões mundiais mais exigentes, incluindo realidade virtual, aumentada e mista.
 
“Esta é uma nova etapa na vida operacional do A-29 Super Tucano”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Vemos muitas possibilidades de aplicação do A-29N no momento. Vários países europeus têm mostrado interesse em capacidades específicas da aeronave que agora introduzimos com esta versão.”   

Com mais de 260 unidades entregues em todo o mundo, a aeronave já foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

Desenvolvido como uma aeronave extremamente versátil, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceptação aérea e contra-insurgência. Robusto e versátil, o A-29 tem a capacidade de operar a partir de pistas remotas e não pavimentadas em bases operacionais avançadas com pouco apoio logístico, tudo isso aliado a baixos custos operacionais e alta disponibilidade (superior a 90%).

Além das funções de combate, a aeronave é amplamente utilizada como treinador avançado. Sua capacidade de simular missões de combate e fazer upload e download de dados de voo o tornaram uma plataforma de treinamento altamente eficaz. Como uma verdadeira aeronave multimissão, o A-29 é flexível o suficiente para fornecer às forças aéreas uma única plataforma para ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo aproximado e treinamento avançado, otimizando assim suas frotas.

É equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-óptico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras de voz e dados. Por tudo isso, o A-29 Super Tucano representa o melhor de sua classe, combinando excelente desempenho com armas do século 21, sensores integrados e sistemas de vigilância para criar um componente altamente eficaz de poder aéreo.

28 fevereiro, 2023

Embraer e a Força Aérea das Filipinas assinam contrato de serviços para o A-29 Super Tucano


*LRCA Defense Consulting - 28/02/2023

A Embraer anunciou hoje a assinatura de um contrato de serviços com a Força Aérea das Filipinas (PAF, na sigla em inglês) para apoiar a frota de A-29 Super Tucano do país. O acordo fornecerá suporte a mais de 200 componentes do A-29.


“Estar próximo de nossos clientes e apoiá-los em suas missões é fundamental para o que fazemos”, disse Rinaldo Piubeli Prado, Vice-Presidente Global de Suporte e Pós-Venda ao Cliente de Defesa & Segurança da Embraer Serviços & Suporte. “Nossa equipe de suporte ao cliente na Ásia-Pacífico terá a satisfação de apoiar a Força Aérea das Filipinas para que o A-29 seja utilizado em todo o seu potencial.”


A frota de seis aeronaves A-29 Super Tucano foi entregue em 2020, durante a pandemia global, refletindo o compromisso da Embraer com a Força Aérea das Filipinas. Esses aviões são mantidos e operados pelo 15º Esquadrão de Ataque.


No ano passado, a frota mundial de A-29 Super Tucano da Embraer atingiu 500 mil horas de voo. Com mais de 260 unidades entregues, a aeronave já foi adquirida por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo.



24 junho, 2021

Super Tucanos em ação: Afeganistão mostra aviões bombardeando o Talibã

 


*Sputnik Brasil - 24/06/2021

O Ministério da Defesa do Afeganistão publicou um vídeo mostrando aviões Super Tucano bombardeando membros do Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países).

As imagens do vídeo mostram os ataques realizados neste mês de junho contra o grupo terrorista, e teriam sido feitas em diferentes locais.

Desde 2016, o país já recebeu 22 aeronaves Super Tucano, de fabricação brasileira, sendo que outras quatro ainda deverão ser entregues ao país.

Contando com 26 Super Tucanos, o Afeganistão terá a segunda maior frota do modelo, depois da Força Aérea Brasileira.



O Super Tucano é uma aeronave de ataque leve desenvolvida pela Embraer junto com a Força Aérea Brasileira, e está em serviço em múltiplos países, incluindo a Colômbia, Afeganistão, EUA, Indonésia, Filipinas e outros.

Recentemente, o coronel Authur Ford, da Diretoria de Caças e Aeronaves Avançadas da Força Aérea dos EUA, informou que a Força Aérea da Nigéria deverá receber o pedido completo de 12 aeronaves A-29 Super Tucano até outubro de 2021.

No dia 28 de maio de 2021, dois aviões A-29B Super Tucano foram entregues à Força Aérea do Turcomenistão.

No dia 15 de junho, a Embraer afirmou que estaria presente em um evento internacional de segurança militar em Kiev para apresentar o Super Tucano à Ucrânia.

02 outubro, 2020

Embraer conclui entrega dos seis A-29 Super Tucano à Força Aérea Filipina

 


 *Philippine News Agency - 02/10/2020

Os dois restantes do total de seis aeronaves de apoio aéreo aproximado A-29 "Super Tucano" da Embraer Defesa e Segurança adquiridas pelo governo filipino chegaram à Base Aérea de Clark, em Angeles City, Pampanga, na tarde desta quinta-feira (01).

"Os dois Super Tucanos restantes chegaram ontem (quinta-feira). A primeira aeronave pousou às 1304H (13h04) e a outra às 1327H (13h27)", disse o porta-voz do Departamento de Defesa Nacional (DND), Arsenio Andolong em uma mensagem para a Philippine News Agency (PNA) na sexta-feira.

Andolong disse que os dois Super Tucanos chegaram do Vietnã, a última etapa de seu voo para as Filipinas.

Espera-se que os aviões de ataque A-29 reforcem a 15ª Ala de Ataque da Força Aérea Filipina.

Os primeiros quatro Super Tucanos chegaram à Base Aérea de Clark na tarde de 19 de setembro. Os pilotos da Embraer voaram com a aeronave do campo de pouso da empresa em São Paulo, Brasil, e fizeram paradas para abastecimento nas Ilhas Canárias, Portugal, Malta, Egito, Bangladesh, Emirados Árabes Unidos, Índia, Tailândia e Vietnã antes de desembarcar nas Filipinas.

Andolong disse anteriormente que os pilotos da Embraer treinarão os pilotos da PAF selecionados para voar no "Super Tucano" por dois meses como parte do acordo do Comitê de Inspeção Técnica e Aceitação.

Os A-29s estavam programados para serem entregues antes do final de julho, mas a pandemia da doença Covid-19 e subsequentes proibições de viagens distorceram os horários de entrega.

A aeronave, que fará parte da 15ª Asa de Ataque da PAF, reforçará o restante da aeronave de ataque norte-americana Rockwell OV-10 "Bronco" usada pela Força Aérea em missões de ataque.

"Eles são um substituto bem-vindo e muito necessário para as aeronaves de apoio aéreo aproximado da PAF, e sua versatilidade de missão e capacidade de transportar uma variedade de munições serão muito úteis em campo", disse Andolong.

O Super Tucano é uma aeronave turboélice projetada para ataque leve, contra-insurgência, apoio aéreo aproximado, missões de reconhecimento aéreo em ambientes de baixa ameaça, bem como para treinamento de pilotos. O contrato para as seis aeronaves vale PHP 4,968 bilhões ($ 102.429.909,84) e foi emitido no final de 2017.

Sierra Nevada dará suporte aos aviões Embraer A-29 Super Tucanos libaneses

Aeronave A-29 Super Tucano das Forças Armadas Libanesas

 *Defense World - 01/10/2020

O Pentágono concedeu à empresa americana Sierra Nevada um negócio avaliado em US $ 15 milhões para a manutenção de aeronaves Embraer Super Tucanos A-29 da Força Aérea Libanesa.

“Este contrato não inclui atualmente a produção de aeronaves FMS. A primeira encomenda será concedida para a manutenção do programa A-29 do Líbano. Este contrato é resultado de uma aquisição unipessoal devido a acordo internacional. Este contrato envolve 100% FMS para o país do Líbano ”, disse o Pentágono em um comunicado hoje.

O trabalho será realizado em Centennial, Colorado e no Líbano, e a primeira ordem de tarefa está prevista para ser concluída em outubro de 2021.

NR: Em 2015, a Sierra Nevada Corp. (SNC), parceira da Embraer nos EUA, ganhou contrato no valor de $ 172,5 milhões para o fornecimento de seis A-29 Super Tucano ao governo do Líbano. O acordo incluiu peças de reposição, suporte logístico, suporte técnico e outros equipamentos necessárias para a sua operação. A venda foi viabilizada por meio do programa de Vendas Militares ao Exterior (FMS), que facilita a venda de equipamentos militares para outras nações.

O contrato de aquisição também incluiu 2.000 foguetes guiados a laser (arma de ataque ao solo) e sistemas de contramedidas eletrônicas, que podem enganar radares e mísseis inimigos.

Duas das aeronaves foram entregues em 2017 e as quatro restantes em 2018.

19 setembro, 2020

Embraer A-29 Super Tucano: testado e aprovado em combate no Afeganistão

 


*LRCA Defense Consulting - 19/09/2020

Além de armamento capaz, a aeronave de ataque ao solo Embraer A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã possui um painel adicional na lateral sob o vidro da cabine como escudo para resistir aos disparos de canhões antiaéreos.

A Força Aérea Afegã recebeu recentemente mais quatro A-29 Super Tucano dos EUA, totalizando 18 unidades recebidas desde 2016. Está previsto que, no próximo ano, mais seis Super Tucanos lhe serão doados.

O A-29 Super Tucano estreou na Força Aérea do Afeganistão em janeiro de 2016 e, desde então, passou a ser empregado em atividades de contraguerrilha com muito sucesso.

Os A-29 operados no Afeganistão foram montados pela Sierra Nevada Corporation (SNC), nos Estados Unidos. A empresa é parceira da Embraer na área militar desde 2013. O Super Tucanos afegãos têm partes fabricadas no Brasil e os componentes importados são enviados diretamentea fábrica da SNC, em Jacksonville, onde a versão americana é finalizada.

O Super Tucano é considerado atualmente uma das aeronaves leves mais e avançadas para missões de ataque ao solo e pode ser empregado até como caça. O modelo pode ser equipado com bombas guiadas a laser ou sensores, em operações de reconhecimento. Também pode levar mísseis orientados por calor, capazes de perseguir e abater helicópteros ou aviões de baixa performance.

O motor turbo-hélice do Super Tucano gera até 1.600 hp, o suficiente para levar à aeronave a velocidade máxima de 590 km/h e até 10,6 mil metros de altitude. Se voar com tanques de combustível externos, pode realizar viagens de até 2.800 km ou permanecer voando por quase nove horas sem interrupções.

Cada Super Tucano custa cerca de US$ 14 milhões e o custo de manutenção do avião é considerado baixo: cada hora de voo com a aeronave militar da Embraer custa cerca de US$ 400.


*Com informações de Airspace Review e Airway.

16 setembro, 2020

IAOp inicia Avaliação Operacional do Envelope Infravermelho do A-29

 


 *IAOP, por Capitão Possamai. Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Major Monteiro - 15/09/2020

O Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp), Organização Militar subordinada ao Comando de Preparo (COMPREP) e sediada no campus do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP), realiza, no período de 14 de setembro a 2 de outubro, a Avaliação Operacional (AVAOP) do Envelope Infravermelho (IR) da aeronave A-29 Super Tucano. 

Uma AVAOP é um processo que alia o conhecimento técnico ao conhecimento científico, por meio do qual se desenvolvem as técnicas que serão utilizadas por forças combatentes. Trata-se de uma das principais atividades do IAOp, que também desenvolve táticas e soluções operacionais para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Nesta avaliação, o objetivo é mensurar as emissões de calor da aeronave, que ocorrem no espectro infravermelho, para que no futuro seja possível calcular qual a probabilidade dela ser detectada por armamentos guiados por este tipo de radiação. Este cálculo, realizado pelo MAISA, algoritmo desenvolvido pelo Instituto, permitirá desenvolver táticas de navegação que aumentem a probabilidade de sobrevivência dos pilotos em cenários onde haja a presença deste tipo de armamento.

“Esta avaliação, em conjunto com medições feitas nos anos anteriores, coloca-nos um passo mais próximo do objetivo de mapear o envelope infravermelho de toda a frota da FAB, fundamental para estimar sua probabilidade de sobrevivência em ambiente hostil e para desenvolver técnicas e táticas que se contraponham às possíveis ameaças”, informou o Gerente da AVAOP, Tenente-Coronel Aviador Daniel Ferreira Manso.

Voos

No intuito de cumprir com o objetivo operacional, ocorrerão voos de segunda a sexta-feira, por três semanas, com duração entre uma e três horas. Os voos serão basicamente passagens sobre a pista de pouso que compreenderá testes diurnos, com decolagens no período da tarde (às 14 horas), e noturnos. Espera-se que as operações diárias se encerrem antes das 22 horas. Caso as condições meteorológicas estejam desfavoráveis, poderão ocorrer voos nos sábados e domingos.

Envolvimentos

Apesar de ser uma atividade do IAOp, há também o envolvimento de militares do Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (3º/3º GAV) - Esquadrão Flecha, Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São José dos Campos (DTCEA-SJ) e supervisão da ALA 5 – Base Aérea de Campo Grande e do Comando de Preparo (COMPREP).

Esta é a segunda Avaliação Operacional conduzida pelo IAOp este ano. Anteriormente, o IAOp avaliou, junto com o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10 GAV), o sistema de lançamento de cargas da aeronave SC-105 Amazonas e, no futuro, conduzirá a avaliação do IGLA-S, sistema portátil de lançamento de mísseis terra-ar guiados por infravermelho, os quais equipam as unidades de artilharia antiaérea da FAB e do Exército Brasileiro (EB), aferindo sua respectiva capacidade de detectar e engajar alvos.

Fotos: IAOP e Sargento Batista/CECOMSAER

 

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