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01 agosto, 2025

Embraer desenvolve forte parceria industrial com a Lituânia, ao mesmo tempo em que fortalece sua presença na Europa


*LRCA Defense Consulting - 01/08/2025

A Embraer, empresa aeroespacial líder, está trabalhando com a indústria lituana para estabelecer uma cooperação de longo prazo nos setores aeroespacial e de defesa. Esta parceria ocorre após a decisão da Lituânia de selecionar a aeronave de transporte militar C-390 Millennium em junho de 2025. 

Nas últimas semanas, uma delegação de especialistas da Embraer viajou pela Lituânia para se reunir com parceiros industriais locais e visitar diversas instalações. Sua expertise abrange diversas áreas-chave, incluindo Manutenção, Reparo e Revisão (MRO), Engenharia, Inovação, Desenvolvimento Tecnológico e Gestão da Cadeia de Suprimentos. 

“Nos reunimos com diversas organizações industriais lituanas e observamos sua expertise e capacidade”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Contribuiremos para a capacidade de defesa da Lituânia com a aeronave C-390 Millennium e também apoiaremos o desenvolvimento industrial e tecnológico do país.” 

Desde o início dos anos 2000, a Embraer Defesa e Segurança tem ampliado sua presença na Europa por meio de investimentos estratégicos em empresas de defesa, da instalação de unidades industriais e da expansão de sua rede de fornecedores. Notavelmente, mais de 40% da cadeia de suprimentos do C-390 é proveniente de parceiros europeus. 

Recentemente, a Embraer lançou diversos projetos importantes de cooperação industrial com Portugal, Holanda, Áustria, República Tcheca e Suécia. A criação da Embraer Defesa Europa, com sede em Lisboa, Portugal, demonstra ainda mais o compromisso contínuo da empresa com a colaboração com a UE e a OTAN. Isso inclui planos para estabelecer Centros de Treinamento C-390 e aprofundar relacionamentos com instituições de defesa em toda a região. 

As discussões sobre cooperação industrial entre a Lituânia e a Embraer refletem os objetivos estratégicos delineados pelo Ministério da Defesa da Lituânia e pelo Ministério da Economia e Inovação, visando construir uma base industrial de defesa resiliente e preparada para o futuro, bem como cooperação com instituições de ensino e pesquisa. 

O C-390 Millennium é uma aeronave de última geração projetada para operar em ambientes austeros e sob condições exigentes, oferecendo velocidade superior, capacidade de carga útil e flexibilidade de missão. 

A sua escolha alinha a Lituânia com um número crescente de aliados europeus e da OTAN, incluindo Portugal, Eslováquia, Hungria, Holanda, Áustria, República Checa e Suécia, que também escolheram o C-390 para modernizar as suas forças aéreas. Ao adotar o C-390 Millennium, a Lituânia aumentará significativamente as suas capacidades operacionais, com a garantia adicional de que todas as necessidades operacionais e o suporte vitalício da aeronave poderão ser fornecidos inteiramente na Europa. 

Desde que entrou em operação em 2019, o C-390 Millennium comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A frota atual em operação demonstrou uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%. 

O C-390 é capaz de realizar uma ampla gama de missões, como transporte e lançamento de carga e tropas, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios e missões humanitárias, operando em pistas temporárias ou não pavimentadas, como terra compactada, solo e cascalho. A aeronave configurada com equipamento de reabastecimento ar-ar, com a designação KC-390, já comprovou sua capacidade de reabastecimento aéreo tanto como avião-tanque quanto como receptor, neste caso, recebendo combustível de outro KC-390 por meio de pods instalados sob as asas. 

11 abril, 2025

Embraer C-390 é uma opção estratégica para substituir os antigos C-130R/M das Forças de Autodefesa do Japão

 

 
*LRCA Defense Consulting - 11/04/2025

A mídia japonesa tem repercutido os graves problemas enfrentados pela Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF), também conhecida como Marinha Japonesa, com o alto índice de indisponibilidade de suas seis antigas aeronaves de transporte Hercules C-130R que, por períodos, chega a 100%, como mostra a matéria abaixo.

Nesse contexto, em outubro do ano passado a Embraer se fez presente  na Japan Aerospace Exhibition, onde apresentou o avião de transporte multimissão C-390 Millennium, além de sua renomada família de aeronaves comerciais E-Jets  e soluções avançadas de mobilidade aérea da Eve Air Mobility. Aliás, os primeiros frutos já nasceram em 25 de fevereiro, com a japonesa ANA Holdings Inc. encomendando 15 jatos E190-E2 da Embraer com opções para mais cinco aeronaves.

A aeronave de transporte militar multimissão C-390 Millennium - considerada um verdadeiro divisor de águas por seus operadores, redefinindo os conceitos de versatilidade, confiabilidade, eficiência operacional e custo-efetividade - pode trazer consideráveis benefícios para o setor de defesa e segurança japonês. Com uma carga útil de 26 toneladas, velocidade máxima de 470 nós, sistemas de última geração e capacidade de operar em pistas não pavimentadas, o C-390 é uma solução versátil para várias missões, incluindo transporte de carga, operações de manutenção da paz, evacuação médica, gerenciamento de desastres e reabastecimento aéreo. 

A frota atual de aeronaves C-390 globalmente acumulou mais de 16.300 horas de voo, uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando produtividade excepcional na categoria. A aeronave foi adquirida por oito países: Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Holanda, Áustria, República Tcheca e um cliente não divulgado. Também foi oficialmente selecionado pela Suécia e Eslováquia para modernizar suas forças aéreas. 

Assim, o C-390, caso incorporado à Força de Autodefesa Marítima do Japão, poderá cumprir melhor e mais eficazmente, não só todas as missões atualmente necessárias (como o fundamental apoio às ilhas remotas), como também representar uma solução de ponta e em linha com demais necessidades da JMSDF, atendendo aos requisitos de modernidade e de alta tecnologia que o setor de defesa e a população japonesa esperam da aviação de transporte de sua Marinha, especialmente no contexto atual, onde China e Coreia do Norte representam uma constante ameaça.

Observa-se também que a Força Aérea de Autodefesa do Japão possui 14 antigas aeronaves Hercules C-130H, que poderiam também ser substituídas, com muitas vantagens, pelo Embraer C-390 Millennium, trazendo um novo ciclo de modernidade, alta tecnologia, eficácia e economia de custos à aviação de transporte da Marinha e da Força Aérea do Japão.

Por fim, em que pese a estreita e histórica colaboração entre Estados Unidos e Japão na área militar desde o final do Segunda Guerra Mundial, é preciso considerar que o país foi atingido recentemente com um duro tarifaço de 24% pelo presidente Trump, o que pode também vir a pesar em prol da escolha do avião de transporte tático multimissão brasileiro.

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 Japão observa avião de carga C-17 enquanto problemas com o C-130R se agravam

Hercules C-130R da Força de Autodefesa Marítima do Japão

*Defence Blog, por Daisuke Sato - 11/04/2025

A Força de Autodefesa Marítima do Japão (JMSDF) está enfrentando desafios operacionais com sua frota de seis aeronaves de transporte C-130R, conforme relatado pela Nippon Television Network (NTV).

Essas aeronaves, usadas principalmente para abastecer bases em ilhas remotas, como Iwo Jima e Minamitorishima, passaram por períodos em que nenhuma delas estava operacional devido a problemas de manutenção.

A NTV relata que, nos últimos anos, houve vários casos em que todas as seis aeronaves ficaram paradas simultaneamente por várias semanas. Manter pelo menos uma ou duas aeronaves operacionais tem se mostrado difícil, de acordo com fontes governamentais.

Os C-130Rs foram adquiridos do exército americano após o Grande Terremoto do Leste do Japão de 2011, substituindo a antiga frota de YS-11. Essas aeronaves, anteriormente armazenadas em condições desérticas, foram convertidas para uso em transporte a um custo de aproximadamente ¥ 20 bilhões (US$ 140 milhões) por unidade, totalizando cerca de ¥ 150 bilhões (US$ 1 bilhão) para todos os seis.

Apesar da aquisição, as aeronaves antigas exigiram manutenção intensiva. Um contrato de cinco anos, no valor de ¥ 12,8 bilhões (US$ 89 milhões), foi firmado em 2022 com uma empresa privada para manutenção completa. No entanto, problemas como ferrugem, rachaduras e degradação do equipamento levantaram preocupações quanto à viabilidade dos reparos.

A JMSDF teve que contar com a Força de Autodefesa Aérea para assistência e implementou medidas como o envio preventivo de suprimentos adicionais para mitigar o impacto das interrupções no transporte.

C-17 em foto de Yasuo Osakabe

Estão em andamento discussões sobre a aquisição de novas aeronaves de transporte, incluindo o C-17, fabricado nos EUA. No entanto, preocupações têm sido levantadas sobre a necessidade de pistas longas para o C-17 e o potencial de desafios de manutenção semelhantes, visto que a produção do C-17 foi encerrada.

Autoridades governamentais sugeriram que as missões de transporte têm sido subvalorizadas no planejamento de defesa, com alocações orçamentárias favorecendo equipamentos de combate, como mísseis e navios Aegis. No orçamento de defesa do atual ano fiscal, as embarcações relacionadas ao transporte estavam entre os poucos itens reduzidos durante as negociações com o Ministério das Finanças.

28 novembro, 2024

Embraer C-390, caças Tejas, mísseis Akash e BrahMos: focos da delegação indiana no Brasil


 
 
Uma delegação de defesa indiana visitará o Brasil, e discussões sobre a compra de aeronaves de transporte e a venda de caças devem estar na pauta.

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer está de olho em seu maior contrato com a venda de sua aeronave de transporte médio C-390 Millennium para a Força Aérea Indiana (IAF), e há relatos de que o Brasil está considerando a aeronave de combate leve (LCA) Tejas, de fabricação indiana, para sua Força Aérea.

Os dois países têm dado saltos gigantescos no setor de defesa. A colaboração da brasileira Taurus Armas com a Jindal Defence é um exemplo dos laços de defesa em expansão.

As duas empresas colaboraram para fabricar uma gama diversificada de armas pequenas com uma proporção de capital de 51:49. As armas de fogo produzidas na instalação de Hisar no norte da Índia tem a marca “JD Taurus”.

Acordos no valor de bilhões de dólares poderão ser assinados
A delegação de defesa indiana viajará ao Brasil nos dias 8 e 9 de dezembro para o Diálogo Brasil-Índia da Indústria de Defesa (DID) em São José dos Campos. Representantes da Embraer, do Ministério da Defesa do Brasil e do governo brasileiro participarão do diálogo, durante o qual acordos no valor de bilhões de dólares poderão ser assinados.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em suas discussões com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi na recém-concluída cúpula do G20 no Rio, expressou o desejo do Brasil de expandir a cooperação bilateral em vários setores estratégicos, incluindo defesa, tecnologia espacial e aeroespacial.

Na agenda deles estará a exploração da colaboração para o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos, o míssil superfície-ar Akash e a manutenção dos submarinos Scorpene.

O Brasil tem se interessado em estabelecer centros de produção conjunta com a Índia para fabricar sistemas de armas para países latino-americanos. Depois de armas leves, ele tem lançado seu C-390 para a licitação do Medium Transport Aircraft (MTA) da IAF para substituir sua frota envelhecida de An-32s.

Outras áreas de colaboração identificadas foram fabricação de aeronaves, construção de satélites, guerra eletrônica e defesa cibernética. Os dois países propuseram alavancar a força um do outro na indústria de defesa enquanto navegam embargos comerciais.

Caças Tejas

Reportagens da mídia indicam que um acordo para a Índia comprar o C-390 com coprodução local está na mesa. Em troca, em um acordo de governo para governo, o Brasil se tornaria um cliente de exportação da versão mais recente do caça Tejas projetado e fabricado na Índia.


A mídia notou que o Tejas também tem uma variante naval, que pode se tornar parte do braço de aviação da Marinha do Brasil, substituindo seus A-4K/KU Skyhawks. A única empresa indiana atualmente presente no Brasil é a MKU Company, sediada em UP. A MKU está no Brasil há alguns anos e executou contratos de defesa com a Polícia Federal, Polícia Militar e Exército.

Clube Scorpene
O Brasil está particularmente interessado em formar um clube Scorpene de nações que produzem e operam submarinos para trocar melhores práticas e tecnologias. A Índia também opera submarinos Scorpene, e um Memorando de Entendimento para a manutenção dos submarinos no Brasil pela Mazagon Dock Shipbuilders Limited (MDL) pode ser finalizado.

BrahMos-NG
O Brasil está desenvolvendo seu primeiro submarino de ataque com propulsão nuclear, o Alvaro Alberto. O submarino, criado como parte de uma parceria estratégica entre o Brasil e a França, deve ser lançado em 2029. E pode equipar o submarino com sistemas BrahMos-NG.

O BrahMos-NG pode ser uma escolha adequada para a nova aeronave Gripen do Brasil, oferecendo-lhe uma capacidade de ataque avançada que complementa sua força aérea em modernização.

Em  entrevista  no início de 2024, o Major-Brigadeiro Rui Chagas Mesquita, Secretário de Produtos de Defesa do Brasil, disse: “Quando olhamos para a Índia, buscamos trabalhar juntos para que possamos também desenvolver conjuntamente produtos acabados e usar o Brasil como um hub para vender esses produtos comumente desenvolvidos no mercado latino-americano.”

O tamanho do mercado de defesa da América Latina é  estimado em US$ 1,38 bilhão em 2024 e deve atingir US$ 1,78 bilhão até 2029, crescendo a um CAGR de 5,30% durante o período previsto (2024-2029).

C-390 do Brasil para a IAF
O Brasil vem buscando a  licitação de aeronaves de transporte médio da IAF. A empresa brasileira Embraer Defense & Security e a empresa indiana Mahindra se uniram para fabricar a aeronave multimissão C-390 Millennium na Índia. A IAF está buscando introduzir de 40 a 80 aeronaves sob a iniciativa Make in India do governo indiano.

A aquisição envolverá transferência de tecnologia e criação de uma linha de fabricação no país para indigenização de alto nível.

O C-390 Millennium é uma aeronave de transporte tático, multimissão, bimotora, a jato. Entrou na Força Aérea Brasileira em 2019.

A Embraer espera que o acordo com a MTA abra caminho para a fabricação conjunta de aeronaves civis na Índia.

O C-390, disse o chefe da aeronáutica brasileira, está em operação há cinco anos. Ele voou 15.000 horas. “Comparado com o C-130 (um avião americano conhecido por sua robustez), o C-390 é mais rápido e transporta pelo menos a mesma quantidade de carga. Estamos oferecendo isso para a Índia e os MoUs com a Mahindra já foram feitos. Até agora, seu nível de manutenção é superior a 97 por cento”, disse ele.

SAM Akash 'Iron Dome' indiano para o Brasil
O míssil superfície-ar (SAM) indiano “Iron-Dome” Akash está na briga para garantir uma encomenda do Brasil. Embora o chinês Sky Dragon 50 também esteja competindo pela licitação, relatos indicam que a cúpula brasileira está pressionando por um acordo de governo para governo para os mísseis Akash.

O chefe militar brasileiro, general Tomas Miguel Mine Ribeiro Paiva, sugeriu um acordo “governo a governo” com a Índia para adquirir o sistema de mísseis antiaéreos Akash.

O sistema Akash pode efetivamente engajar helicópteros, jatos de combate e UAVs voando entre o alcance de 4 a 25 quilômetros. É totalmente automático e tem um tempo de resposta rápido da detecção do alvo até a interceptação. Ele pode engajar quatro alvos aéreos simultaneamente a 25 quilômetros de alcance por orientação de comando usando uma única unidade de disparo.

É altamente imune a interferência ativa e passiva. Pode ser transportado rapidamente por ferrovia ou estrada e implantado rapidamente. O conteúdo indígena geral do projeto é de 82%, que aumentará para 93% até 2026-27.
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Índia e Brasil fortalecem seus laços bilaterais com foco em defesa
 
O Embaixador Reddy da Índia afirmou que “A cooperação na defesa tornou-se um pilar da nossa relação estratégica”, um sentimento que sublinha a confiança mútua e a visão partilhada entre ambas as nações.


*ReporteAsia, por Huma Siddiqui - 25/11/2024

A estratégia de defesa do Brasil está passando por uma transformação significativa, com o país buscando modernizar suas capacidades militares e fortalecer alianças estratégicas. No centro destes esforços está a crescente parceria de defesa entre o Brasil e a Índia, um parceiro fundamental na região Indo-Pacífico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante suas conversas com o Primeiro-ministro Narendra Modi na recém-concluída cúpula do G20 no Rio, expressou o desejo do Brasil de expandir a cooperação bilateral em vários setores estratégicos, incluindo defesa, tecnologia espacial e aeroespacial.

Durante a sua recente reunião, ambos os líderes exploraram formas de aprofundar os laços de defesa entre os seus países, que se expandiram constantemente nos últimos anos. Como observou o Primeiro-ministro Modi após as conversações: “Revisámos toda a gama de relações bilaterais entre as nossas nações e reafirmámos o nosso compromisso de melhorar a cooperação em setores como a defesa, os biocombustíveis, a agricultura e muito mais”. Por sua vez, o Presidente Lula concordou com esta abordagem e afirmou: “Muitas das iniciativas que tentamos implementar durante a nossa Presidência do G20 foram inspiradas no exemplo dado pela Índia no ano passado. “Queremos aproveitar o sucesso da liderança da Índia neste fórum.”

Modernização da Força Aérea Brasileira: foco em Tejas
A Força Aérea Brasileira está em processo de modernização de sua frota à medida que plataformas mais antigas, como as aeronaves F-5 e AMX, apresentam sinais de envelhecimento. Recentemente, um trágico acidente envolvendo um F-5 no nordeste do Brasil ressaltou a urgência desta modernização. O Brasil manifestou interesse em várias opções de caças, incluindo o F-16 dos EUA, o Rafale da França e o caça leve Tejas da Índia.

O Tejas da Índia atraiu a atenção devido à sua aviônica avançada, agilidade e custo-benefício, tornando-o uma solução potencial para as necessidades militares do Brasil. Embora não tenham sido assinados acordos formais, há um interesse crescente nesta plataforma de origem indiana. À medida que a Força Aérea Brasileira procura substituir sua frota envelhecida, o Tejas se destaca como uma opção viável, oferecendo capacidades alinhadas com as prioridades de defesa do Brasil.

BrahMos e Akash: Fortalecendo a defesa antimísseis do Brasil
Além dos Tejas, o Brasil também demonstrou grande interesse em vários sistemas de mísseis fabricados na Índia, particularmente nos mísseis BrahMos e Akash. O BrahMos-NG (Nova Geração), um míssil de cruzeiro supersônico desenvolvido através de uma joint venture indo-russa, é considerado uma arma altamente eficaz para aumentar as capacidades de ataque.

Os caças Gripen-E recentemente adquiridos pelo Brasil são considerados uma plataforma ideal para integrar o BrahMos-NG, que pode ser lançado a partir de diversas plataformas, incluindo aeronaves e navios de guerra.

Um alto oficial de defesa comentou sobre o BrahMos e o Akash-NG
“Para o Brasil, o BrahMos-NG pode ser uma opção adequada para sua nova aeronave Gripen. “O novo sistema foi projetado para uma ampla gama de plataformas de caças com especificações de classe mundial.” O BrahMos-NG oferece ao Brasil uma capacidade avançada de ataque que complementa a modernização de sua Força Aérea.

O Brasil também manifestou interesse no sistema de mísseis Akash da Índia, um sistema móvel de mísseis terra-ar desenvolvido pela Bharat Electronics Limited (BEL). O sistema Akash é conhecido por sua confiabilidade e alcance, o que o torna uma opção atraente para o Brasil que busca melhorar sua infraestrutura de defesa aérea.

Fortalecendo a cooperação espacial

A Índia e o Brasil cooperam há muito tempo em tecnologia espacial, sendo uma das conquistas notáveis ​​o lançamento do Amazonia-1, o primeiro satélite de observação da Terra dedicado do Brasil, pela agência espacial indiana ISRO em 2021. Esta colaboração ajuda o Brasil a monitorar o desmatamento na Amazônia usando corte tecnologia de satélite de ponta da Índia.

Ambos os países estão também a explorar oportunidades para reforçar ainda mais a sua parceria espacial, especialmente no âmbito da Missão de Satélites do G20, que se centra na monitorização climática e ambiental. O Embaixador Indiano Suresh Reddy destacou que “A nossa parceria espacial é um exemplo brilhante de cooperação Sul-Sul”, sublinhando a importância da colaboração na abordagem dos desafios ambientais globais.

C-390 Millennium: colaboração aeroespacial e joint ventures com Taurus e CBC
A gigante aeroespacial brasileira Embraer desenvolveu o C-390 Millennium, uma aeronave de transporte multimissão com capacidades impressionantes, incluindo operações de transporte tático e estratégico. Embora não exista um acordo formal de consideração entre o Brasil e a Índia, estão em andamento discussões sobre possíveis colaborações na área aeroespacial, particularmente relacionadas ao C-390.

A Índia demonstrou interesse em adquirir o C-390 como parte dos seus esforços para modernizar a frota de transporte da Força Aérea Indiana (IAF). A Embraer também busca ampliar sua presença na Índia, com a possibilidade de montar uma linha de montagem do C-390 caso a IAF opte pela aquisição da aeronave. As autoridades brasileiras expressaram a vontade de explorar iniciativas de produção conjunta, apontando para o potencial para uma cooperação industrial mais profunda entre os dois países.

Além disso, empresas como a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) e a Taurus Armas já estabeleceram joint ventures com empresas indianas, focadas na produção de armas leves e munições. Estas iniciativas estão a lançar as bases para uma cooperação industrial mais ampla no setor da defesa.

A visão estratégica do Brasil: ampliando os laços de defesa e espaciais
O Presidente Lula tem sido claro sobre o desejo da sua administração de aprofundar a cooperação no domínio da defesa com a Índia, com ambos os países a explorarem oportunidades em setores-chave como o aeroespacial, a defesa antimísseis e a tecnologia espacial. Lula destacou a importância da liderança da Índia no cenário global, afirmando:
“Queremos aproveitar os sucessos da liderança da Índia no G20 e fortalecer a nossa cooperação em defesa, bem como as nossas iniciativas espaciais”.

Este compromisso de fortalecer os laços reflete-se no volume crescente de visitas de alto nível entre os dois países. Os principais comandantes militares do Brasil visitaram a Índia, e o diálogo inaugural 2+2 entre Brasil e Índia, realizado em março de 2024, foi um marco significativo no relacionamento bilateral. Como afirmou o Embaixador Reddy da Índia:
“A cooperação na defesa tornou-se um pilar da nossa relação estratégica”, um sentimento que sublinha a confiança mútua e a visão partilhada entre ambas as nações.

24 fevereiro, 2024

Diálogo de defesa Brasil-Índia: colaboração estratégica é um dos pilares

O embaixador brasileiro na Índia, Kenneth Haczynski Da Nobrega (à esquerda), fala na 'Índia-Brasil Fomentando a Parceria Comercial – Focus West Bengal', uma sessão especial organizada pela Câmara de Comércio de Bharat, em Calcutá, no sábado.

*Deccan Chronicle, por Rajib Chowdhury - 24/02/2024

O primeiro diálogo de defesa Brasil-Índia para colaboração industrial e estratégica será realizado na próxima semana em Nova Delhi. A delegação brasileira será chefiada por um vice-ministro da Defesa. O embaixador brasileiro na Índia, Kenneth Haczynski Da Nobrega, compartilhou os detalhes ao falar na 'India-Brasil Fostering Trade Partnership – Focus West Bengal', uma sessão especial organizada pela Câmara de Comércio de Bharat, no sábado.

Ele disse: “Temos tido uma série de trocas de visitas de alto e médio nível na defesa durante o último ano. Na próxima semana, teremos o primeiro diálogo bilateral da indústria de defesa entre a Índia e o Brasil, seguido pelo primeiro diálogo de defesa 2+2 Brasil-Índia, que inclui não apenas a indústria, mas também aspectos estratégicos.” O Sr. Nóbrega acrescentou: “A delegação brasileira será chefiada por um de nossos vice-ministros da Defesa. Também contará com representantes das indústrias de defesa brasileiras.”

Defesa - um dos três principais pilares

Referindo-se à recente colaboração entre Embraer e Mahindra para aquisição da aeronave multimissão C-390 Millennium pela Força Aérea Indiana, o enviado brasileiro destacou ainda que a defesa é um dos três principais pilares que seu país tenta construir em seu país. parceria econômica com a Índia. Os outros dois pilares, afirmou Nóbrega, são a energia e a agricultura. Wagner Antunes, chefe de promoção comercial da embaixada do Brasil na Índia, que acompanhou Nóbrega, sublinhou que duas empresas brasileiras de defesa já estabeleceram as suas unidades de produção na Índia.

Ele disse: “Também temos um interesse muito concreto na Embraer em estabelecer não apenas uma linha de montagem, mas também fabricar aeronaves C390 Millennium, dependendo de como for o processo de aquisição com a IAF. Então esses são apenas três exemplos recentes de empresas brasileiras que buscam se estabelecer na Índia. Existem muitas outras empresas também. Temos uma base de defesa industrial muito sólida e contribuiremos para identificar novas oportunidades em diferentes estados indianos.”
 

19 setembro, 2023

Áustria já teria escolhido o C-390 da Embraer para substituir seus Hercules


*Kronen Zeitung - 20/09/2023

Como o “Kronem” apurou, o sucessor da completamente desatualizada frota de transporte “Hercules” do Exército Federal está para ser determinado: a escolha já teria recaído sobre o C-390 do fabricante brasileiro Embraer. Pela primeira vez em sua história, o Exército Federal terá “aeronaves de linha” militares modernas para tarefas de abastecimento, mas também missões mais específicas, como evacuações e combate a incêndios.

O zumbido característico e profundo das quatro hélices “Hércules” será cada vez menos ouvido em Linz-Hörsching nos próximos seis anos. A partir de 2026, isso provavelmente será substituído pelo apito agudo de dois motores turbofan, que no futuro alimentarão até cinco novos jatos de transporte C-390 para as Forças Armadas Austríacas.

Negociações com a fabricante Embraer
A escolha do sucessor da envelhecida frota “Hercules” do Exército parece estar decidida: conforme noticiado, em conjunto com a Holanda, serão feitas negociações com a fabricante brasileira Embraer para a compra dos novos jatos. Porque o momento é bom: como os holandeses já estão na fase final das negociações contratuais e nós ainda nem começamos, a Áustria irá agora avançar no acordo.

De acordo com informações do “Krone”, os holandeses estariam dispostos a encomendar mais do que os cinco C-390 planejados – e depois vender estas máquinas “excedentes” à Áustria. Ainda não foram fornecidos números concretos sobre o número de unidades para a Áustria; quatro a cinco cópias são mencionadas no plano de desenvolvimento para 2032.

Nenhuma aeronave diretamente do fabricante
O pano de fundo para isso: desde o desastre do Eurofighter, repleto de corrupção, no início dos anos 2000, a República tem evitado a todo custo comprar aeronaves militares diretamente de seus fabricantes. A Ministra Klaudia Tanner (ÖVP) prefere continuar a sua maratona de compras - numerosas compras estão atualmente a ser iniciadas - com os estados aliados. E compra os jatos, que às vezes custam bilhões, de governo para governo. Mas tem que haver oportunidade, o momento tem que ser certo. Como agora com os holandeses.

1.) Por que as forças armadas precisam de aeronaves de transporte?
O Exército Federal está atualmente usando seus três antigos “Hercules” C-130K principalmente para transportar e fornecer soldados no exterior. A qualquer momento, quase 800 soldados da Bundeswehr são destacados para outros países. Estes devem ser regularmente movimentados, abastecidos e, em caso de emergência, evacuados, por exemplo, em caso de crise ou emergência médica.

2.) O que o novo avião pode fazer?
O C-390 brasileiro difere fundamentalmente de seu antecessor, o “Hercules” dos EUA.

Ao contrário do “Hércules”, possui motores a jato e não possui mais hélices. Isso significa que ele voa mais rápido, mais alto e mais longe que o “Hercules”.

O C-390 foi completamente remodelado em 2010, a fim de compensar explicitamente as deficiências do conhecido “Hércules” - o seu design remonta à década de 1950 - e explorá-las no mercado mundial.

Muitas peças do C-390 são conhecidas do setor civil – o que facilita a manutenção. Os motores, por exemplo, são 90% idênticos aos motores de um Airbus 320.

Cerca de 10 empresas austríacas são utilizadas como fornecedoras, a maior das quais é o fabricante de peças de aeronaves FACC de Ried im Innkreis.

Um ponto de crítica dos concorrentes é que a aeronave é muito nova e ainda não “testada”, como o “Hércules” de 70 anos. Na Europa, Portugal e a Hungria já o utilizam, seguindo-se a Holanda, a República Checa e a Áustria.

3.) Quais tarefas ainda precisam ser concluídas?
Além das “operações de voo regular” para os numerosos contingentes estrangeiros do Exército Federal, a aeronave pode assumir outras missões. Também inclui:
- Lançamento de paraquedistas
- Combate a incêndios florestais
- Lançamento de suprimentos do ar
- Missões de reconhecimento aéreo/resgate (“busca e salvamento”)
- Reabastecimentos aéreos

4.) Como o jato voa?
Provavelmente como um avião comercial. O cockpit (veja acima) dificilmente pode ser distinguido de uma aeronave civil moderna; é controlado por um sidestick, um joystick na borda do cockpit. Todos os parâmetros de voo são projetados em um head-up display, um painel de vidro diante dos olhos dos pilotos. Ao mesmo tempo, grandes displays multifuncionais coloridos mostram a atitude de voo, dados de navegação, dados do motor e assim por diante. A cabine inclui um piloto e um copiloto (o C-130K é atualmente controlado por três pessoas na cabine), e um chamado “loadmaster” também voa no porão.

Dados e fatos
Velocidade máxima de cruzeiro: 470 nós / Mach 0,80
Voo de cruzeiro de longa distância: Mach 0,71 a 10 km de altitude
Carga útil máxima: 26 toneladas
Altitude máxima de voo: 36.000 pés, aproximadamente 12 km acima do nível do mar
Alcance: 5.000 quilômetros com carga útil de 14 toneladas / 2.700 quilômetros com carga útil de 23 toneladas

5.) Quando os aviões devem chegar?
Os atuais C-130K “Hercules” devem ser desativados no máximo em seis anos; sua estrutura atingiu o fim de sua vida útil. Eles também não podem ser revendidos. Nos próximos seis anos, toda a frota, incluindo pilotos, pessoal de manutenção e instrutores de voo, terá de ser convertida. O primeiro C-390 poderá pousar na Áustria a partir de 2026, seguido pela chegada de mais aeronaves.  


22 julho, 2023

Novas capacidades no KC-390 Millenium podem levá-lo à OTAN e à USAF


*The Aviationist - 22/07/2023

Um participante notável do Paris Airshow foi a equipe C-390 da Embraer. Mudando a designação do KC-390 original para o C-390, o Millenium agora é apresentado pela empresa brasileira como uma plataforma multimissão, oferecendo muito mais recursos do que antes.

Atualmente, a aeronave está passando por um processo de certificação dupla, tanto pela Autoridade de Aeronavegabilidade Civil Brasileira sob o padrão FAA 14 CFP Parte 25, quanto pela Força Aérea Brasileira. A plataforma de transporte aerotático de médio porte alcançou a FOC (capacidade operacional plena) com a Força Aérea Brasileira no início deste ano.

A Embraer está adicionando novas atualizações na esperança de alcançar uma base de clientes mais ampla, além de esperar um possível acordo com a Força Aérea dos EUA.

Mais importante, um pacote de operações da OTAN será instalado, incluindo link de dados Link-16 (MIDS JTRS ViaSat), GPS militar, transponder IFF Mode 4&5 (Crypto KIV-77), HF Crypto (Securecomm KY-100) e rádio duplo VHF/UHF (RCI ARC210). A maioria dos equipamentos já foi finalizada, aguardando a integração final.

Atualizando sua funcionalidade original, o Joint Precision Airdrop System (JPADS) está atualmente em teste. O JPADS ajuda no cálculo da zona de lançamento, utilizando GPS junto com paraquedas dirigíveis e um computador de bordo para estimar com precisão o ponto de impacto da carga útil. Após seu primeiro uso em combate no Afeganistão em 2006, o sistema JPADS foi amplamente utilizado em plataformas como o C-130 e o C-17.

Adicionando ao amplo portfólio de conjunto de missão, unidades de terapia intensiva paletizadas e módulos médicos para caber no C-390 foram projetados como parte do kit MEDEVAC.


KC-390 Agile Tanker: o melhor preenchedor de lacunas para a nova doutrina da USAF
Talvez como atualização de capacidade mais substancial de todas, foram anunciados os planos para transformar o KC-390 em uma plataforma de reabastecimento aéreo de lança voadora. O KC-390 Agile Tanker é um esforço conjunto entre a Embraer e a L3Harris, que visa atender ao plano Agile Combat Employment (ACE) da Força Aérea dos EUA. Essa nova doutrina se concentra na capacidade da força de se posicionar rapidamente em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura. 

Especialmente na região do Indo-Pacífico, o uso de uma plataforma menor e com um trem de pouso principal robusto de absorção de choque de câmara dupla, poderá fazer com que o KC-390 Agile Tanker triplique o acesso à pista, passando dos atuais 247 para 761 na área INDOPACOM (Comando Indo-Pacífico dos EUA), em comparação com a frota atual de KC-135 e KC-46.

Embora os detalhes sobre o sistema de boom voador esperado para ser integrado no C-390 sejam escassos, a L3Harris revelou que está atualmente trabalhando em várias opções que incluem um console remoto semelhante ao que pode ser encontrado nas atuais plataformas MRTT e KC-46. Todas as variantes atuais do C-390 empregam uma sonda de mangueira e drogue para receber o reabastecimento ar-ar, mas isso também poderá mudar para um receptáculo de lança voadora para a variante Agile Tanker. 

Espera-se que o Agile Tanker opere em um sistema hub and spoke para oferecer recursos de reabastecimento mais perto da zona de conflito, operando em campos despreparados, auxiliando aviões-tanque maiores que operam mais atrás. 

Com o aumento das tensões no Mar da China Meridional, o KC-390 Agile Tanker parece ser o melhor preenchedor de lacunas para a nova doutrina da USAF.

Saiba mais:

- Jogada de mestre da Embraer leva o KC-390 para mais próximo da USAF

28 junho, 2023

C-390 Millennium, da Embraer, na Grécia para testes e demonstrações


*Nemesis HD, por Vassilis K. - 28/06/2023

Diante da renovação da frota de transporte da Aeronáutica, um Embraer C-390 Millennium esteva na Grécia para testes. Os testes de voo foram feitos em paralelo com a informação aos oficiais da Força Aérea sobre as capacidades da aeronave. Vale ressaltar que não é a primeira vez que essa aeronave entra no "radar" da Aeronáutica, pois, conforme voltamos a informar no NEMESIS HD, no início do ano foi realizada uma reunião entre representantes da Embraer e funcionários da GEA.

Sobre a apresentação e o voo de demonstração, a Aeronáutica (grega) afirma em seu comunicado: "Na segunda-feira, 26 de junho de 2023, foi realizada uma reunião dos representantes da empresa Embraer, Sr. Simon Johns (Vice-Presidente Europa), Sra. Carla Salleron (Diretora de Vendas) e Sr. Gabriel Ramalho (Engenheiro de Vendas) com oficiais da Aeronáutica. O objetivo do encontro foi informar sobre as capacidades e características de voo da aeronave C-390 Millennium, de sua fabricação, com demonstração de carregamento e condução de voos”, conclui o comunicado.

Sobre o C-390 Millennium

O C-390M é uma das escolhas mais valiosas na categoria de aeronaves de transporte. Pode transportar até 26 toneladas de carga na forma de paletes e pode transportar até 80 soldados ou 66 pára-quedistas. Os usuários do C-390M (irão) incluir Brasil, Hungria, Portugal e Holanda, que escolheram a aeronave para substituir transportes mais antigos, como o C-130B/H.

Em NEMESIS HD mencionamos o C-390M como uma das melhores escolhas para substituir o antigo C-130B/H.
 

22 junho, 2023

Embraer não conversa com a Ucrânia sobre o A-29, mas espera avanços na Europa com o C-390


*Breaking Defense - 22/06/2023

Mesmo enquanto busca comercializar seu A-29 Super Tucano para nações em toda a Europa, a gigante brasileira de defesa Embraer não tem discussões em andamento com a Ucrânia sobre a venda do avião de ataque leve para Kiev, de acordo com o CEO do braço de defesa da Embraer.

“Eles estavam muito interessados ​​em nosso avião no passado, mas para ser honesto com você, não estamos mais em contato com eles”, disse Bosco da Costa Junior ao Breaking Defense durante o Paris Air Show. “Não tenho nenhum tipo de conversa aberta com eles.”

A Ucrânia tem procurado em todos os lugares por alguém para fornecer-lhes poder aéreo e, pelo menos no papel, o A-29, um avião a hélice que pode realizar missões ISR e de ataque, pode ser adequado. (Funcionários dos EUA e da Ucrânia criticaram a postura do governo brasileiro em relação à Ucrânia depois que seu líder, Luiz Inácio Lula da Silva, disse em abril que o Ocidente estava “encorajando” a guerra ao fornecer armas a Kiev.)

Certamente, no entanto, da Costa disse que a região europeia é onde a Embraer espera ver crescimento.

“Temos estudado muito esse mercado. Discutimos essa configuração da OTAN em linha aberta com nossa força de trabalho de engenharia, nosso cara de inteligência de mercado e ouvimos os clientes. E é por isso que lançamos” o A-29N, que é comercializado especificamente para membros da aliança.

Otimismo com o C-390 Millennium
Em outras partes da Europa, da Costa disse estar otimista com as chances do avião de transporte C-390 Millennium. Portugal, Hungria e Holanda se comprometeram a comprar o Millennium, enquanto a Embraer e a gigante sueca Saab têm um acordo para ajudar a comercializar o avião para os países europeus.

“Estamos vendo um momento muito bom para este avião aqui na Europa. Acreditamos que este avião pode agregar valor e trazer capacidades adicionais para as forças aéreas, especialmente de custos de ciclo de vida e taxas operacionais, como disponibilidade e capacidade de despacho”, disse ele. “Acho que é por isso que o avião está chamando a atenção aqui na Europa, mas não só na Europa, temos conversas muito sérias na Ásia, Oriente Médio, América do Sul também.”

O executivo da Embraer identificou a Polônia como um futuro cliente “potencial”, embora não seja um cliente que esteja buscando ativamente, e expressou confiança de que a República Tcheca decidirá adquirir o C-390.

A empresa brasileira fez parceria com a L3Harris para comercializar o Millennium como o KC-390 nos EUA, como um “tanque tático” com a esperança de chegar à Força Aérea dos EUA. Da Costa disse que a L3 recebeu e respondeu a uma RFI do governo dos EUA em março e que as empresas “esperam novas fases no final deste ano”.

Ele se recusou a entrar em detalhes sobre o que essas “novas fases” podem significar, mas enfatizou que eles querem disponibilizar o avião para a Força Aérea dos EUA “experimentar” enquanto o serviço busca mais informações sobre a oferta.

O executivo também observou que, embora a empresa atualmente entregue de três a quatro C-390 por ano, eles têm capacidade de produção para poder aumentar para 18 por ano rapidamente.


15 junho, 2023

Com parceria da Rheinmetall, Embraer inaugura primeiro simulador de voo do jato multimissão C-390 Millennium


*LRCA Defense Consulting - 15/06/2023

A Embraer inaugurou nesta quinta-feira dia 15, seu primeiro simulador de voo (Full-Flight Simulator - FFS) para o jato multimissão C-390 Millennium na Embraer Academy, na unidade Eugênio de Mello, em São José dos Campos. A cerimônia de inauguração contou com a presença de representantes da Força Aérea Brasileira (FAB), da Força Aérea Portuguesa, assim como representantes da Rheinmetall, fabricante do simulador com sede na Alemanha.

“O novo simulador de voo do C-390 atenderá a demanda de clientes atuais e futuros por treinamento básico e avançado de pilotos, contribuindo assim para uma operação segura e efetiva da aeronave”, disse Johann Bordais, Presidente & CEO da Embraer Serviços & Suporte. “Brasil, Portugal e Hungria serão os primeiros países a utilizar esse equipamento, que permite a prática segura de manobras e procedimentos de emergência, assim como outras condições adversas de voo, com custos reduzidos e sem riscos à operação.”

“A Rheinmetall está orgulhosa por ter sido selecionada como parceira da Embraer. Este simulador de voo do KC-390 será o primeiro de muitos dispositivos a serem desenvolvidos e queremos apoiar treinamentos efetivos e seguros dos operadores da aeronave em todo o mundo”, afirma Mike Schmidt, CEO da Rheinmetall Aviation Services.

O simulador de voo do C-390, com qualificação de nível D, inclui a operação em condições normais e emergenciais, pacote para suporte em operações militares e conta com mais de 350 simulações de falhas. Além disso, o simulador tem fácil manutenção e uso confortável para os pilotos em treinamento.

O C-390 é a mais moderna aeronave de transporte tático militar de nova geração, e sua plataforma multimissão oferece mobilidade incomparável, aliando alta produtividade e flexibilidade de operação a baixos custos operacionais, o que é uma combinação imbatível. O C-390 pode transportar mais carga (26 toneladas) em comparação com outras aeronaves militares de carga de médio porte e voa mais rápido (470 nós) e mais longe, sendo capaz de realizar uma ampla gama de missões como transporte e lançamento cargas e tropas, evacuação aeromédica, busca e resgate, combate a incêndios e missões humanitárias, operando em pistas temporárias ou não pavimentadas (ou seja, incluindo terra compactada, solo e cascalho). Em sua versão de reabastecimento, a aeronave já comprovou sua capacidade de reabastecimento aéreo, assim como aeronave recebedora de combustível de outro KC-390 a partir de pods instalados sob as asas, sendo a única aeronave no mundo no segmento a realizar tal operação.

Desde a entrada em operação na FAB, em 2019, o C-390 comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A atual frota de cinco aeronaves, todas na versão de reabastecimento aéreo, denominada KC-390, já acumula mais de 8.900 horas de voo e números recentes mostram uma disponibilidade operacional de cerca de 80%, com taxa de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando uma produtividade excepcional na categoria. O C-390 Millennium tem encomendas de Portugal e Hungria, ambos países membros da OTAN. A Holanda, também membro da OTAN, selecionou o C-390 Millennium em 2022.

02 junho, 2023

Embraer está em negociações com Tata e M&M para parceria de fabricação na Índia

Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer

*Mint, por Anu Sharma - 01/06/2023

A brasileira Embraer está em negociações com os grupos indianos Tata e Mahindra, entre outros, para uma parceria na fabricação de aeronaves, disseram altos executivos da empresa, enquanto a terceira maior fabricante de jatos de passageiros do mundo trabalha para expandir sua presença na Índia.

“A Tata nos disse que eles começariam com foco em grandes aeronaves, e isso envolve Airbus e Boeing. Depois disso, eles olhariam mais aeronaves regionais, e aí está o mercado em que estamos”, disse o presidente e diretor executivo (CEO) Francisco Gomes Neto em entrevista.

A Embraer é líder na aviação regional e segue a Airbus e a Boeing no mercado de jatos comerciais maiores. A empresa espera finalizar seu parceiro indiano para a fabricação de aeronaves de defesa até o final de 2023.

“Estamos em contato com vários parceiros em potencial, como Tata, Mahindra e outras empresas também. Não vamos demorar tanto. Acredito que em algum momento do final deste ano decidiremos com que tipo de parceiro seremos", disse o presidente e CEO de defesa e segurança da empresa, Bosco Costa Junior.

Índia quer adquirir até 80 aeronaves de transporte médio
A Força Aérea Indiana (IAF) está procurando aeronaves de transporte médio que possam levantar 18 a 30 toneladas, um processo que espera concluir até 2025-26. A Embraer, que apresentou o produto na Aero India 2023 em Bengaluru em fevereiro, lançou seu mais recente produto de defesa – a aeronave de transporte aéreo tático multimissão C-390 Millennium – para o pedido.

“A Índia tem um processo de aquisição para até 80 unidades de aviões táticos de carga; então, estamos vendo esse mercado como um mercado muito importante para nós, e temos a intenção de ser muito agressivos nesse tipo de iniciativa até para ter uma linha de montagem final lá”, acrescentou Costa Junior.

A Embraer vê “uma boa oportunidade” na Índia, disse o CEO Neto. “A IAF já viu nossas aeronaves; eles gostam. Tivemos boas experiências de países como a Holanda com relação ao C-390 Millennium. Para informação (RFI), achamos que o C-390 Millennium é a melhor solução para esse tamanho de aeronave", acrescentou.

Embraer é bastante conhecida na Força Aérea da Índia
A Embraer não é novidade na aviação de defesa indiana. A empresa já havia colaborado com a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) para fabricar três aeronaves Netra de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C) baseadas na plataforma ERJ145 da Embraer, que são operadas pela IAF. Os jatos Legacy 600 da Embraer também são operados pela IAF e pela Força de Segurança de Fronteiras (BSF) para o transporte de autoridades governamentais e VIPs.

A empresa já havia conversado com a IndiGo para a próxima geração de aeronaves turboélice, disse Neto, acrescentando que a maior companhia aérea da Índia estava “muito interessada”.

Os problemas globais da cadeia de suprimentos continuam a impactar a fabricação aeroespacial, mas a entrega de peças e motores de aeronaves deve melhorar em 2023 em comparação com 2022, embora em um ritmo gradual. A Embraer pretende entregar 65-70 jatos comerciais e 125-130 jatos executivos em 2023, contra 57 jatos comerciais e 102 jatos executivos entregues em 2022.

“Podíamos fazer mais, mas tínhamos algumas limitações em relação aos motores; por isso demos essa orientação. Este ano ainda será desafiador para nós por questões de cadeia de suprimentos”, acrescentou Neto.

(O repórter esteve em Lisboa a convite da Embraer)

28 maio, 2023

Voando alto ou aterrado? O futuro do programa KC-390 Millennium da Embraer


*Defense-Aerospace, por Tim Maxwell - 26/05/2023

O KC-390 Millennium, aeronave de transporte militar tático bimotor de médio porte lançada pela Embraer na virada dos anos 2010, tem perspectivas favoráveis ​​de negócios. O mercado de aeronaves de transporte militar foi recentemente avaliado em US$ 16,07 bilhões em 2020, e espera-se que registre uma taxa de crescimento anual de 4,88%, atingindo US$ 21,76 bilhões em 2026.

A pandemia de Covid-19 deu origem a novos casos de utilização para aeronaves de transporte. Além de seus papéis tradicionais no transporte aéreo estratégico e tático, eles desempenharam um papel crucial na entrega de suprimentos essenciais em todo o mundo, como equipamentos de proteção individual, remédios e ventiladores, além de repatriar cidadãos retidos no exterior. Esses voos críticos de abastecimento destacaram a importância das aeronaves de transporte em situações de resposta a emergências.

À luz das tensões crescentes em todo o mundo, muitos países estão buscando reforçar suas capacidades de combate aéreo e suporte. Isso levou a um aumento na demanda por aeronaves de transporte atualizadas ou de nova geração. Notavelmente, o conflito na Ucrânia levou os países da OTAN a transportar armas para aeródromos europeus, como a Polônia, para transmissão posterior à Ucrânia. Essa tendência foi alimentada por um aumento geral nos gastos com defesa, resultando em inúmeras aquisições e iniciativas de atualização para aeronaves de transporte nos últimos anos.

Além disso, a idade média mundial dos transportes táticos é de notáveis ​​31,2 anos, portanto, várias nações em breve procurarão recapitalizar suas frotas.

C390 da Embraer: uma entrada competitiva no mercado bilionário de aeronaves de transporte militar
Sem dúvida, embora o mercado bilionário de aeronaves de transporte militar seja promissor, a empresa brasileira Embraer ainda enfrentará uma concorrência acirrada de players bem estabelecidos. A Airbus oferece seu C-295, bem como seu muito maior 400M Atlas, enquanto a Lockheed Martin fornece o venerável Hercules C-130J, a empresa chinesa Shaanxi Aircraft Corporation propõe o Shaanxi Y9, a italiana Leonardo promove o menor C-27 Spartan, enquanto a Ucrânia pode oferecem o Antonov An-178, embora o status deste último não seja claro.

No entanto, a Embraer fez uma incursão neste setor competitivo com o desenvolvimento do KC-390 Millennium. Esta aeronave de transporte militar bimotor de médio porte pode operar em vários cenários de missão, incluindo reabastecimento aéreo, transporte de carga e tropas, busca e salvamento, ajuda humanitária e combate a incêndios. De fato, o KC-390 Millennium foi projetado para preencher uma lacuna no mercado. Ele se encaixa perfeitamente entre as grandes aeronaves de transporte - um segmento em que apenas o Arbus A400M está em produção e supera com folga em todos os aspectos a última variante do C-130J da Lockheed Martin.

Quando comparado ao C-130J, o KC-390 é 15% mais rápido, carrega uma carga 18% mais pesada e custa 41% menos para comprar. Apesar de ter um alcance 15% menor que o C-130J, o KC-390 inclui o reabastecimento aéreo como um recurso padrão (apenas algumas subvariantes especializadas do C-130 apresentam capacidade de reabastecimento aéreo). Também é supostamente mais barato comprar.

Por sua vez, o Airbus 400M com motor quatro turboélice tem um alcance melhor, mas é mais lento. Além disso, é maior e pode transportar até 37 toneladas, enquanto o KC-390 pode transportar apenas 26 toneladas.

O KC-390 e o Shaanxi Y-9 têm quase a mesma dimensão, mas o KC-390 a jato é muito mais rápido (850km/h) e tem um alcance maior que o turboélice Shaanxi Y-9.

Ao contrário de outras aeronaves de sua categoria, o KC-390 possui fly by wire e sidesticks ativos semelhantes aos usados ​​em aviões Airbus, jatos executivos de última geração e caças avançados. Na verdade, os aviônicos são praticamente os mesmos usados ​​no Boeing 787 Dreamliner. Esse recurso facilita a adaptação de tripulações de diversos países com diversas formações.

KC-390: A Embraer terá sucesso neste mercado competitivo?
O Brasil encomendou um total de 18 aeronaves enquanto Portugal 5, por 827 milhões de euros, que serão produzidos em uma instalação da Embraer neste país.

“A produção em Portugal é importante porque já atende aos pré-requisitos da OTAN”, disse o ministro da Defesa brasileiro, José Múcio Monteiro Filho, explicando que fabricar a aeronave no Brasil para vender na Europa não atende a alguns requisitos da OTAN. Além disso, a certificação dos aviões cargueiros pela aliança do Atlântico Norte poderá abrir portas no mercado europeu e outros.

A Holanda adquiriu cinco KC-390s para substituir seus antigos Lockheed Martin C-130Hs, e eles serão entregues a partir de 2026.

O governo húngaro assinou contrato com a Embraer para a aquisição de duas aeronaves KC-390, ambas com entrega prevista para o final de 2024.

Além disso, a Embraer está em negociações com as autoridades indianas. A esse respeito, o ex-CEO da Embraer, Jackson Schneider, afirmou no ano passado: “A Índia tem uma indústria de defesa muito complementar. Como fizemos no passado, estamos abertos para que ambos os países desenvolvam soluções em conjunto.”

Outras oportunidades de curto prazo estão sendo buscadas por meio de parcerias industriais. Na feira LAAD 2023 no Rio de Janeiro, a Saab e a Embraer SA assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para aprofundar sua colaboração em diversas áreas. Eles colaborarão para posicionar a aeronave KC-390 como a solução preferida para atender aos requisitos de transporte aéreo tático da Força Aérea Sueca e também avaliarão a integração de equipamentos e sistemas Saab nela.

A Embraer também se uniu à L3Harris Technologies, sediada nos Estados Unidos, para oferecer o conceito KC-390 Agile Tanker à Força Aérea dos Estados Unidos, que está analisando opções para uma frota de reabastecimento aéreo de última geração.

Para aumentar suas chances no Oriente Médio, a Embraer assinou anteriormente um memorando de entendimento (MoU) com a BAE Systems para ajudar a comercializar a aeronave na região. A empresa britânica tem uma forte presença no Golfo há vários anos.

As negociações estão em andamento com vários países para possíveis pedidos. A Embraer obteve anteriormente cartas de intenção da Áustria para cinco aeronaves, Argentina (seis), Chile (seis), Colômbia (doze) e República Tcheca (duas).

À primeira vista, o KC-390 é competitivo e é visto como o melhor produto em termos de custo-benefício e desempenho, mas esses negócios dependem basicamente de política.

O C-130 tem sido um elemento básico da indústria aeroespacial americana desde a década de 1950 e tem sido constantemente modernizado. No ambiente tenso com a Rússia travando uma guerra à sua porta, a capacidade de Washington de pressionar seus parceiros minoritários na OTAN não é desprezível.

Por isso, é muito cedo para dizer que o programa KC-390 acabará sendo um sucesso – antes disso, a Embraer deve garantir pedidos suficientes para obter lucratividade. Ainda assim, o Grupo Brasileiro parece estar no caminho certo. E entrar na frota da OTAN seria um grande marco para se estabelecer como um importante player no mercado.

27 maio, 2023

Eslováquia pode ter interesse em aeronaves Embraer KC-390 e Super Tucano


*Agência Senado - 25/05/2023

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (25) a indicação do diplomata Gabriel Boff Moreira para a Embaixada do Brasil na Eslováquia. A mensagem (MSF) 14/2023, aprovada por 13 votos a favor e nenhum contrário, segue agora para o Plenário.

A relatora da indicação foi a senadora Leila Barros (PDT-DF). Ela destacou que, apesar de o intercâmbio entre os dois países ser pouco expressivo, há tendência de crescimento.

— Em 2022, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,1 milhões, e as importações, US$ 317,2 milhões com significativo déficit brasileiro. Exportamos principalmente café́ não torrado, bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores e exaustores, couro e madeira. Importamos especialmente veículos de passageiros, partes automotivas, máquinas e aparelhos elétricos e armas e munições — destacou a parlamentar.

O diplomata Gabriel Boff Moreira concorda com o diagnóstico de Leila Barros. O indicado disse que, caso tenha o nome aprovado pelo Senado, pretende impulsionar o comércio bilateral com foco na diversificação de produtos agrícolas e de defesa.

— A Eslováquia tem mais de 100 programas de modernização das forças armadas para substituir material bélico. Está entre os países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] que mais gasta com defesa em termos proporcionais. Já tivemos conversas exploratórias para a venda pela Embraer do caça Super Tucano e do cargueiro KC-390 — explicou.

Gabriel Boff Moreira nasceu em Florianópolis e é formado em direito. No Itamaraty, serviu em representações do Brasil nos Estados Unidos e na Venezuela.

26 maio, 2023

Embraer anuncia novo Chief Commercial Officer da Embraer Defesa & Segurança


*LRCA Defense Consulting - 26/05/2023

Após a nomeação de Bosco da Costa Junior como Presidente & CEO da Embraer Defesa & Segurança, em novembro de 2022, a Embraer reforça sua liderança para acelerar a internacionalização da unidade de Defesa, alavancando o excelente momento das aeronaves C-390 Millennium e A-29 Super Tucano no mercado mundial. A Empresa anunciou hoje a nomeação de Frederico Lemos para o cargo de Chief Commercial Officer (CCO) para negócios internacionais da Embraer Defesa & Segurança. Bosco mantém a liderança comercial para Brasil e América Latina, em adição à função de CEO. Lemos assumirá o cargo em 1 de junho e terá como base Lisboa, em Portugal.

“Frederico contribuiu muito para o sucesso da Embraer Defesa & Segurança. Em seus oito anos como responsável de negócios na Europa e no Oriente Médio, foi responsável por campanhas-chave para o nosso negócio, como o KC-390 Portugal”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente & CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Fico muito feliz em poder contar novamente com sua competência e seu apoio para executar a estratégia de internacionalização da Embraer Defesa & Segurança.”

“Estou muito satisfeito em retornar à Embraer Defesa & Segurança como Chief Commerical Officer. A Embraer tem um histórico solido no desenvolvimento, entrega e suporte de soluções de Defesa capazes e eficientes. O C-390 Millenium e o A-29 Super Tucano estão demonstrando o seu valor em operação todos os dias, e gerando oportunidades sólidas que alicerçam o crescimento do negócio”, disse Frederico Lemos. “Estou honrado com a oportunidade de trabalhar com o Bosco e com a equipe excepcional de profissionais da Embraer em todo o mundo, endereçar as necessidades e desafios de Forças Armadas Internacionais, e contribuir para o sucesso continuado da Embraer.”

Lemos iniciou seu percurso profissional na Força Aérea Portuguesa, como oficial de carreira. Em 2011 juntou-se à OGMA, e logo depois à Embraer Defesa, onde ocupou diferentes posições na área de Desenvolvimento de Negócios, em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos. Desde 2020, Lemos ocupa a posição de Presidente Executivo da EID S.A., uma empresa OEM de comunicações de Defesa localizada em Portugal.

Engenheiro Aeroespacial, formado na Academia da Força Aérea Portuguesa e IST, Lemos possui MBA pelo INSEAD além de pós-graduações em Liderança e Inovação, Economia & Gestão, obtidas na Católica Lisbon School of Business & Economics, e no ISEG Lisbon School of Economics & Management.

23 maio, 2023

Departamento de Defesa da África do Sul anuncia parceria com a Embraer


*Defence WEB - 23/05/2023

A ministra da Defesa e Veteranos Militares, Thandi Modise, disse que seu departamento espera em breve anunciar publicamente uma parceria com a Embraer do Brasil na fabricação e reparo de aeronaves na África do Sul.

Modise estava falando no Parlamento na terça-feira, 23 de maio, durante o debate sobre a votação do orçamento de defesa. “Esperamos que em breve possamos anunciar, publicamente, … a parceria com a Embraer do Brasil para fabricar e reparar na África do Sul. Seria um impulso para a nossa indústria de defesa. Também nos permitirá forçar nosso próprio governo a colocar mais dinheiro”, disse ela.

Seus comentários vêm duas semanas depois que o comandante da Força Aérea Brasileira, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, disse ao Comitê de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro que o Brasil está negociando com vários países a venda da aeronave de transporte tático Embraer KC-390 Millennium, incluindo a África do Sul.

Damasceno disse que a África do Sul, assim como Áustria, República Tcheca, Egito, Índia, Ruanda, Coréia do Sul e Suécia são potenciais compradores do KC-390, que já foi adquirido por Brasil, Hungria e Portugal.

O KC-390 pode transportar até 26 toneladas métricas de carga a uma velocidade máxima de até (850 km/h). Tem uma autonomia de 6 000 km.

Em fevereiro, o Tesouro Nacional concedeu à Força Aérea Sul-Africana (SAAF) um adicional de R1 bilhão para rejuvenescer a “capacidade média de transporte aéreo” da SAAF. O financiamento será gasto nos seis Hércules C-130BZ restantes na frota (a SAAF tinha nove exemplos úteis, mas dois foram cancelados em acidentes e um foi canibalizado para peças sobressalentes).

Em janeiro, o chefe da SAAF, tenente-general Wiseman Mbambo, disse “em nosso caminho, a capacidade de elevação média está bem no centro de nossa atenção. Além disso, fala-se muito sobre a capacidade de elevação estratégica. Não é uma surpresa o motivo pelo qual esse recurso está sendo mencionado. A realidade que enfrentamos é que a África do Sul não está em uma posição estratégica. Nossa localização não pode ser alterada. Precisamos ter pernas muito fortes para nos conectar com o resto do continente e do mundo.”

A SAAF gasta milhões de rands fretando aeronaves para rotacionar tropas e equipamentos da República Democrática do Congo e de Moçambique, pois não possui aeronaves de transporte aeronavegáveis ​​suficientes.

Em seu discurso de debate sobre a votação do orçamento, Modise não deu mais detalhes sobre a colaboração com a Embraer. Ela mencionou que o chefe do SANDF “foi instruído a encontrar maneiras de rejuvenescer o SANDF. Não se trata apenas de recrutar pessoas, mas também de olhar para os sistemas e atualizar e rejuvenescer as capacidades, encontrando maneiras de preservar e manter.”

Ministra da Defesa da África do Sul revela possível parceria industrial estratégica com brasileira Embraer

Ministra da Defesa e Veteranos Militares, Thandi Modise

*Creamer Media, por Rebecca Campbell - 23/05/2023

Dirigindo-se ao Comitê de Carteira do Parlamento sobre Defesa e Veteranos Militares na Cidade do Cabo na terça-feira, a Ministra da Defesa e Veteranos Militares Thandi Modise afirmou, quase de passagem, que esperava que em breve fosse possível anunciar uma parceria com o maior grupo aeroespacial e de defesa do Brasil Embraer. Ela disse que isso seria para fabricação e reparo na África do Sul e que forçaria o governo sul-africano a investir mais dinheiro (na indústria aeroespacial e de defesa do país ). Ela não deu mais detalhes.

A Embraer é a terceira fabricante mundial de aviões comerciais, especializada em modelos com 150 assentos ou menos. É também, no setor civil, um grande produtor de jatos executivos e aeronaves agrícolas. Na defesa , seu alcance inclui o A-29 Super Tucano turboélice de ataque leve e aeronave de treinamento avançado e a aeronave de transporte aéreo e reabastecimento ar-ar KC-390 Millenium. Ela está fabricando caças Gripen E e teve um papel significativo no desenvolvimento da versão biplace Gripen F, sob licença da Saab na Suécia, para a Força Aérea Brasileira. Atua também na área de eletrônica de defesa , com destaque para o radar, e no setor espacial.

Antes de se referir à Embraer, Modise afirmou que a indústria de defesa local era importante para a África do Sul . “Estamos buscando com outras indústrias em outros países reviver [ o grupo industrial de defesa estatal ] Denel ”, disse ela.

Sobre a Armscor, agência de aquisição, alienação e pesquisa e desenvolvimento de defesa do país , ela disse que a agência está começando a entrar nos trilhos. Suas fraquezas estavam sendo identificadas. Curiosamente, talvez, ela tenha falado em “obrigar” o governo sul-africano (do qual faz parte) a investir mais em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de defesa e no desenvolvimento da propriedade intelectual.

Ela observou que o Auditor-Geral determinou que, durante o ano financeiro de 2022/23 , houve R475 milhões em despesas irregulares da Força de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF). A Modise informou que essas irregularidades foram atribuídas ao sistema de compras . Todo esse sistema havia sido reformulado, ela assegurou. O pessoal de serviço designado para logística e compras deveria receber o treinamento de que precisava, para garantir que não houvesse despesas irregulares no futuro. Qualquer pessoa que, após receber tal treinamento, não aplicasse os procedimentos corretos seria tratado, afirmou, “sem piedade”. O governo também estava considerando chamar a Unidade Especial de Investigação, a agência anticorrupção e de investigação forense do país, para investigar casos de gastos irregulares.

Quanto ao orçamento de defesa de 2023/24 , foi de R$ 500 milhões a menos que o orçamento anterior, deixando o SANDF subfinanciado em R$ 2,6 bilhões. “Estamos definitivamente, terrivelmente, subfinanciados”, afirmou ela.

No entanto, destacou, o SANDF manteve-se empenhado em duas operações de segurança regional , na República Democrática do Congo e em Moçambique, continuou a patrulhar as fronteiras e a costa do país e prestou ajuda à sociedade civil. E o objetivo era ainda renovar o SANDF, especialmente embarcações navais e aeronaves de transporte aéreo , bem como criar uma Força de Reação Rápida, entre outras prioridades.

Um novo e futuro documento da Política de Segurança Nacional da África do Sul estava sendo desenvolvido, informou o Modise. Deve ser apresentado ao Gabinete durante o próximo ano. 

21 maio, 2023

“Muito em breve teremos novos anúncios de grandes vendas” do KC-390, diz comandante da FAB

África do Sul, Áustria, Coreia do Sul, Egito, Índia, República Tcheca, Ruanda e Suécia foram listados entre os potenciais novos clientes do avião de transporte


*ADN - Air Data News, por Thiago Vinholes - 19/05/2023

O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) , Tenente Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, participou, no início deste mês, de audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado em que revelou os países que estão em negociações para adquirir o avião de transporte KC-390 Millennium da Embraer .

Algumas das nações citadas na audiência pública, já haviam declarado em ocasiões anteriores que estão avaliando o KC-390, a Áustria, Índia, Suécia, Coreia do Sul e República Tcheca, parceira estratégica do programa da Embraer.

Os novos potenciais clientes dos aviões divulgados na ocasião são a África do Sul, o Egipto e o Ruanda, países com os quais a fabricante tem “conversações muito avançadas”, segundo afirmou o comandante da Aeronáutica.

Além de encomendado pela FAB, que também participa de seu desenvolvimento, o KC-390 também tem encomendas firmes de Portugal (cinco unidades) e da Hungria (duas unidades). Outro país que selecionou o avião militar da Embraer foi a Holanda, que deve confirmar a compra de cinco aeronaves até o final deste ano.

Em todos esses casos, o Millennium foi escolhido para substituir a velha frota de turboélices C-130 Hercules da Lockheed Martin.

“Com essa curva de aceitação de aeronaves no mundo, certamente teremos mais vendas do que as que já estamos tendo”, comentou o Tenente-Brigadeiro Damasceno, acrescentando que “muito em breve teremos novos anúncios de grandes vendas” do KC-390.

Cronograma de entrega do KC-390 para o Brasil
Outra informação reveladora divulgada na audiência foi a atualização do cronograma de entrega do KC-390 à FAB, que deve se estender até 2034. A Aeronáutica, que recebeu a primeira aeronave em 2019, encomendou 19 jatos multimissão (de um total de 28 originalmente acordados).

Segundo o comandante Damasceno, a Aeronáutica conta atualmente com seis aeronaves do tipo em serviço – a entrega da sexta aeronave, a primeira com a configuração FOC, ainda não foi oficializada pela Embraer.

As demais aeronaves serão entregues à FAB na proporção de uma unidade por ano até 2033. Em 2034, está prevista a entrega das duas últimas aeronaves.

14 maio, 2023

Embraer C-390 Millennium é o favorito na República Checa


*Aviacionline Defensa, por Gaston Dubois - 13/05/2023

A Força Aérea da República Tcheca quer aumentar sua capacidade de transporte com a aquisição de dois aviões de médio porte, para o quê o Embraer C-390 Millennium lidera o caminho.

O General de Brigada Petr Čepelka, chefe da Força Aérea da República Tcheca, concedeu uma entrevista ao jornal iROZHLAS na qual discorreu sobre o presente da Força e, em particular, sobre os projetos de aquisição atualmente em andamento ou planejados.

No que diz respeito à aviação de transporte, a Força Aérea Checa conta atualmente com seis Airbus C295, mas a intenção é reforçar essa capacidade com a aquisição de aeronaves de transporte médio. São três modelos concorrendo ao contrato futuro, são eles o Airbus A400M , o Lockheed Martin C-130J e o Embraer C-390 Millennium.

E no contexto da referida entrevista, o General de Brigada Petr Čepelka não teve escrúpulos em afirmar que o C-390 da Embraer é sua opção preferida.

Por que o C-390?
Entre as características do C-390 (ou KC-390, se a opção de reabastecimento em voo for escolhida) Čepelka destaca sua capacidade de realizar missões para ajudar a população civil e militar em todo o mundo dentro de um contexto de interoperabilidade sob a OTAN /Padrões da OTAN.

Comparado ao C295 atualmente em serviço, o C-390 pode voar mais rápido, mais longe e com muito mais carga útil. De fato, é de vital importância que as aeronaves brasileiras possam acomodar e transportar os blindados de combate 8×8 Pandur II, do Exército Tcheco. A incorporação de aeronaves de transporte médio permitiria otimizar os recursos disponíveis da Força Aérea Tcheca.

“Se realizarmos tarefas de transporte com esta aeronave maior, usaremos as aeronaves CASA (Airbus C295) de maneira otimizada e significativa para as tarefas para as quais foram compradas”, disse o chefe da Força Aérea Tcheca.

Outras características que parecem beneficiar o Millennium frente à concorrência, pelo menos segundo o entrevistado, é que o produto da Embraer seria mais barato de operar, e poderia ser acomodado com relativa facilidade à infraestrutura existente no país.

“Se avaliarmos todas as circunstâncias importantes que de alguma forma afetam a aquisição desse tipo de aeronave, provavelmente poderemos obter uma aeronave exatamente dessa categoria, como o Embraer C-390”, reconheceu Petr Čepelka.

Participação da Indústria Tcheca
Também é importante observar que em 2010 a República Tcheca assinou uma carta de intenções (LOI) para a possível compra de dois KC-390. Pelo acordo, a empresa aeroespacial tcheca AERO Vodochody tornou-se parceira estratégica da Embraer e fornecedora de peças para as aeronaves a serem entregues.

A Aero é totalmente responsável pelo desenvolvimento, industrialização, suporte à certificação e produção do Fixed Wing Leading Edge (FLE) e na industrialização e produção de todas as portas, rampa de carga e seção traseira da fuselagem II.

Embora o comandante da Força Aérea Tcheca afirme que o fato de as peças do avião serem fabricadas em seu país não influencie sua predileção pelo modelo brasileiro, é provável que para o Ministério da Defesa e para a indústria aeroespacial tcheca isso não influencie.

Status do programa
O General de Brigada Petr Čepelka informou que a Força Aérea estaria pronta para finalizar as especificações necessárias para a aquisição de aeronaves de médio transporte, e que nos próximos dias os referidos documentos serão enviados ao escritório de aquisições, para que possam continuar com o conjunto do concurso.

Se tudo correr bem, Čepelka espera ter pelo menos uma das aeronaves de transporte médio instaladas até 2024 ou 2025, o mais tardar.


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