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10 novembro, 2025

WEG & Neoenergia: Fernando de Noronha será a primeira ilha oceânica habitada da AL com geração de energia 100% renovável


*LRCA Defense Consulting - 10/11/2025

A WEG, empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, será a responsável pelo fornecimento completo do sistema fotovoltaico e do sistema de armazenamento de energia do projeto Noronha Verde, iniciativa liderada pela Neoenergia, que irá transformar Fernando de Noronha/PE na primeira ilha oceânica habitada da América Latina com geração de energia 100% renovável. Além do fornecimento dos equipamentos, a WEG realizará toda a execução técnica e operacional do projeto, desde a entrega dos sistemas até o comissionamento necessário para garantir o funcionamento das soluções integradas.

A iniciativa faz parte do Programa Mais por Noronha e conta com a parceria do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia e do Governo do Estado de Pernambuco. O projeto, anunciado hoje no Forte Nossa Senhora dos Remédios, receberá mais de 30 mil painéis solares, com capacidade de geração de 22 MWp, e um sistema avançado de baterias (BESS) com 49 MWh, que assegura o fornecimento contínuo de energia limpa mesmo à noite ou em períodos de baixa incidência solar.

Licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), com anuência do ICMBio, gestor das Unidades de Conservação Federal, o projeto será realizado em duas fases: a primeira entra em operação até maio de 2026 e a segunda, em 2027. 

“O projeto Noronha Verde é um marco para a transição energética nacional e a WEG se orgulha de fazer parte de mais esse capítulo do desenvolvimento sustentável de Fernando de Noronha. Nossa expertise em soluções integradas permite entregar tecnologia de ponta, engenharia e execução em projetos de grande impacto, promovendo sustentabilidade e inovação para o país”, destaca Daniel Godinho, Diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da WEG.

“O Noronha Verde é um projeto de sustentabilidade sem precedentes na ilha. Em razão da sua importância, optamos por contratar reconhecidos fornecedores no mercado. O histórico de entregas e a experiência da WEG, inclusive no arquipélago, conferem a confiança que uma iniciativa dessa magnitude exige”, reitera Eduardo Capelastegui, CEO da Neoenergia.

Durante a solenidade de lançamento do projeto, também foi entregue a primeira Usina Solar Fotovoltaica Flutuante do arquipélago, instalada no espelho d’água do Açude do Xaréu. O projeto contou com sistema fotovoltaico completo da WEG. Com investimento de R$ 10 milhões, provenientes do Programa de Eficiência Energética da Neoenergia Pernambuco (regulado pela ANEEL), a usina flutuante tem potência de 622 kWp e geração estimada de 1.083 MWh/ano, suficiente para suprir cerca de 30% do consumo de energia da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e evitar a emissão de 717 toneladas de CO₂ por ano.

O lançamento do projeto que irá descarbonizar Fernando de Noronha acontece em um momento estratégico para o país, às vésperas da COP30, no Brasil. A iniciativa reforça o compromisso da WEG e da Neoenergia com a agenda climática global e posiciona as empresas como protagonistas na transição energética, contribuindo para que o país apresente resultados concretos e exemplos de liderança em energia limpa durante a conferência internacional.

Histórico da WEG em Fernando de Noronha
A atuação da WEG em Fernando de Noronha é marcada por iniciativas pioneiras em energia limpa e mobilidade sustentável.

  • Em 2015, a empresa forneceu o sistema fotovoltaico para as primeiras usinas solares do arquipélago, Noronha I e II, que chegaram a responder por 10% do consumo de energia elétrica do arquipélago. O projeto também foi realizado em parceria com a Neoenergia;
  • Em 2019, a WEG também foi parceira do projeto de mobilidade elétrica, viabilizando a instalação de eletropostos e a circulação de veículos elétricos em parceria com a Neoenergia, eiON, CPqD e Renault.

Com o fornecimento dos sistemas para o projeto Noronha Verde e para a primeira usina solar fotovoltaica flutuante do arquipélago, a WEG reforça seu compromisso de longo prazo com a sustentabilidade e a inovação em Fernando de Noronha, consolidando o arquipélago como referência nacional e internacional em energia limpa.

 

 

07 novembro, 2025

Energia limpa impulsiona crescimento da Embraer em território americano

 


*LRCA Defense Consulting - 07/11/2025

A Embraer, uma das líderes globais da indústria aeroespacial, anunciou hoje a ativação de seu maior projeto global de geração de energia solar, localizado na sede da Embraer Executive Jets em Melbourne, Flórida. Implementada em parceria com a Florida Power & Light Company (FPL), por meio do programa FPL SolarVantage, a instalação é um marco importante na jornada rumo ao objetivo da Embraer de operar com 100% de energia renovável em todas as suas unidades até 2030.

A instalação solar inclui mais de 1.900 painéis e é a primeira em uma unidade da Embraer nos Estados Unidos, projetada para compensar o consumo de energia no local. Com a expectativa de fornecer até 1.800 MWh anualmente – o suficiente para alimentar a maior parte da instalação do Centro de Atendimento ao Cliente da empresa –, o sistema representa uma iniciativa significativa para a redução da pegada de carbono da Embraer na América do Norte.

A Embraer aproveitará a energia solar em locais adicionais na Flórida, além da sede, participando também do programa SolarTogether da FPL. O serviço de assinatura voluntária permite que os clientes tenham acesso aos benefícios ambientais e financeiros da energia solar em larga escala. As unidades da Embraer envolvidas no programa poderão ter até 45% da energia que consomem anualmente fornecida pelos centros de energia solar da FPL, sem instalação nem manutenção de painéis solares, com potencial de compensar coletivamente cerca de 10 GWh em seu primeiro ano.

“Ao incluir fontes de energia renováveis em nossas instalações, estamos mais próximos de atingir as nossas metas de sustentabilidade, reforçando nosso compromisso com a inovação, que beneficia tanto nossos clientes quanto as comunidades em que operamos”, afirma a vice-presidente de Pessoas, ESG e Comunicação na Embraer, Andreza Alberto. “Esperamos expandir esse projeto para além de nosso Centro de Atendimento ao Cliente, incluindo instalações adicionais em nosso campus de Melbourne e outros locais da Flórida”.

Essa expansão destaca o compromisso da Embraer com a sustentabilidade e a inovação, alinhado à estratégia ESG corporativa, que inclui a adoção e o uso crescente de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) nas operações de voo nas instalações de Melbourne.

04 novembro, 2025

COP 30 e Defesa: o Brasil entre a sustentabilidade e a soberania

 


*Luiz Alberto Cureau Jr., via LinkedIn - 03/11/2025

A realização da COP30 no Brasil representa uma encruzilhada estratégica que une sustentabilidade, soberania nacional e segurança. Enquanto o país se posiciona como anfitrião desse importante encontro climático em Belém, no estado do Pará, torna-se imperativo articular uma visão integrada entre a agenda ambiental e as dimensões de defesa nacional. Ao mesmo tempo em que o país busca mostrar ao mundo suas credenciais em agricultura tropical sustentável e preservação da Amazônia, ele está inserido em um tabuleiro geopolítico complexo, onde fatores como recursos naturais estratégicos, rotas comerciais e interesses externos influenciam a segurança regional.

No Brasil, essa interseção entre sustentabilidade e defesa se torna mais evidente: a proteção de biomas como a Amazônia, terras raras, água doce e solo fértil é tanto um imperativo ambiental quanto estratégico. O desafio é que os vetores de ameaça se ampliam e passam a incluir não só a degradação ambiental e o desmatamento, mas também a vulnerabilidade de infraestruturas críticas, a presença de atores externos, e a necessidade de controle territorial. Nesse sentido, modernizar as Forças Armadas brasileiras deixa de ser uma opção para tornar-se uma necessidade.

Dentro desse cenário, a COP30 pode servir como catalisador: o Brasil pode usar sua posição de anfitrião para vincular convenções de mitigação e adaptação às agendas de segurança e defesa. Sistemas de monitoramento avançado da Amazônia, como o SIPAM, vigilância de fronteiras verdes, como o SISFRON e inteligência integrada entre órgãos ambientais e militares podem formar uma nova matriz de segurança sustentável.

O futuro dessa área no Brasil exige uma abordagem híbrida: políticas que contemplem as metas ambientais da COP30, transição para uma economia de baixo carbono, adaptação e conservação dos biomas, mas que também incorporem a dimensão da defesa, garantindo que a soberania nacional, o controle sobre recursos estratégicos e a estabilidade regional sejam protegidos.

Em suma: num mundo em que a geopolítica climática se entrelaça com a geopolítica da defesa, o Brasil tem na COP30 uma oportunidade singular de afirmar-se como potência verde e guardião de seu próprio futuro. 

O governo federal chamou a Defesa para iniciar esse diálogo na COP? A Defesa está se movimentando nessa direção? Ou vamos esperar mais essa oportunidade passar?

*Luiz Alberto Cureau Jr. é General de Brigada R/1 do Exército Brasileiro, Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército, foi comandante do Centro de Capacitação Física do Exército e, atualmente, é consultor em meio ambiente e projetos de crédito de carbono no Instituto Climático VBH em Brasília.  

 

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