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15 setembro, 2026

A nova fronteira da BID: empresas brasileiras avançam em mísseis, drones e munições vagantes

Projetos da Avibras Aeroco, SIATT, Mac Jee, XMobots, Stella Tecnologia e de uma nova geração de empresas revelam capacidade tecnológica crescente, mas o salto para a autonomia dependerá de encomendas, escala industrial e continuidade orçamentária


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LRCA Defense Consulting - 15/09/2026

O Brasil atravessa uma fase incomum no desenvolvimento de armamentos inteligentes e sistemas aéreos não tripulados. Empresas de diferentes portes da Base Industrial de Defesa (BID) conduzem, simultaneamente, projetos de mísseis de cruzeiro, armas antinavio, foguetes guiados, munições vagantes e aeronaves remotamente pilotadas destinadas a reconhecimento, vigilância e ataque de precisão.

O movimento reúne companhias consolidadas, como Avibras Aeroco, SIATT, Mac Jee, XMobots e Stella Tecnologia, e uma nova geração representada por BRVANT, Advanced Technologies Security & Defense (AdTech SD) e Akaer. Os programas apresentam graus muito diferentes de maturidade. Alguns possuem contratos, certificações ou plataformas em demonstração; outros permanecem como protótipos ou conceitos que ainda precisarão comprovar desempenho, obter financiamento e chegar à produção seriada.

Mesmo com essas diferenças, o conjunto revela algo maior: o País começa a reunir competências nacionais em praticamente todas as camadas do combate contemporâneo. A questão decisiva já não é apenas saber se a engenharia brasileira consegue projetar esses sistemas, mas se o Estado, as Forças Armadas e a indústria conseguirão transformá-los em capacidade operacional permanente.

Avibras Aeroco e a reconstrução da capacidade de fogos de longo alcance
A Avibras Aeroco ocupa posição singular nesse panorama. A empresa é responsável pela família ASTROS, um dos produtos de defesa brasileiros mais conhecidos no exterior, e participa dos projetos do Míssil Tático de Cruzeiro de 300 quilômetros (MTC-300) e do foguete guiado SS-40G, contratados pelo Exército Brasileiro.

O MTC-300 deverá proporcionar à Força Terrestre a capacidade de atingir alvos estratégicos a longa distância com elevada precisão. Mais do que uma nova munição, o sistema representa o domínio de áreas sensíveis, como propulsão, navegação, guiamento, planejamento de missão, integração com lançadores e produção de cabeças de guerra. O programa oficial prevê ainda evoluções de alcance, guiamento terminal e emprego contra alvos móveis.

A retomada da Avibras sob a denominação Avibras Aeroco, depois de uma prolongada crise financeira, é relevante porque preserva conhecimentos acumulados durante décadas. Também devolve centralidade ao futuro do ASTROS, agora relacionado a uma arquitetura mais ampla de fogos, busca de alvos, defesa antiaérea e integração multidomínio. Entretanto, a recuperação da empresa somente se consolidará se houver continuidade contratual, capital para recompor fornecedores e capacidade de entregar os programas dentro de cronogramas realistas.

SIATT amplia família de mísseis e infraestrutura industrial
Na SIATT, o principal vetor é a família MANSUP. O míssil antinavio nacional nasceu de um programa da Marinha do Brasil para substituir o Exocet MM40 e preservar no País o conhecimento relacionado a armas de negação do uso do mar. A versão inicial possui alcance divulgado de aproximadamente 70 quilômetros, enquanto o MANSUP-ER amplia o envelope de emprego e as possibilidades de exportação.

A empresa responde por competências de guiamento, navegação, controle, telemetria e integração. O acordo de fornecimento para as fragatas classe Tamandaré criou uma perspectiva concreta de inserção do sistema em navios modernos da Esquadra. Paralelamente, estudos de versões lançadas de terra e do ar podem transformar o MANSUP em uma família multimissão, com maior escala industrial e comunalidade logística.

A entrada do EDGE Group como acionista e parceiro estratégico acrescentou recursos financeiros, acesso comercial e uma rede internacional de programas. Em 2026, a SIATT também colocou em funcionamento sua unidade de Caçapava (SP), planejada para ampliar a fabricação de mísseis, foguetes e sistemas de propulsão. A cooperação anunciada com a Safran Electronics & Defense para estudar mísseis, munições de permanência, defesa costeira e motores-foguete de propelente sólido pode preencher uma lacuna crítica da cadeia nacional.

O ponto de atenção está na autonomia efetiva. Investimento estrangeiro e acesso a mercados podem acelerar os projetos, mas a relevância estratégica para o Brasil dependerá da manutenção, no País, da engenharia, da propriedade intelectual, da produção de componentes sensíveis e da liberdade de evolução e exportação dos sistemas.


Mac Jee reúne munições guiadas, sistema lançador e aeronave não tripulada
A Mac Jee construiu um portfólio que combina munições aéreas, materiais energéticos e sistemas terrestres. Entre os projetos mais conhecidos estão o Dagger, kit destinado a converter bombas convencionais em munições guiadas; o ANSHAR, apresentado como aeronave não tripulada de emprego tático; e o Armadillo, lançador múltiplo compacto instalado em viatura leve.

O Armadillo emprega módulos de foguetes de 70 milímetros e foi concebido para ocultar o lançador durante deslocamentos. Segundo a empresa, a configuração pode transportar um módulo pronto para o disparo e outros três no compartimento de munições, permitindo lançar mais de 70 foguetes em poucos minutos. O sistema já passou por demonstrações e avaliações no Centro de Avaliações do Exército.

No segmento aéreo, a associação com a Aero.ID no MQ-18 Arqus reforça uma tendência importante: o uso de aeronaves relativamente simples e produzíveis em quantidade como lançadoras de munições. Para a Mac Jee, a convergência entre plataforma, carga bélica, sistema de guiamento e material energético cria a possibilidade de oferecer soluções mais completas. Ainda será necessário, porém, conhecer com maior precisão o estágio atual do ANSHAR, do Dagger e do Arqus, seus resultados de ensaio e a existência de clientes lançadores.


XMobots avança da vigilância para uma família de emprego militar

A XMobots apresenta um dos processos mais visíveis de expansão industrial no setor brasileiro de aeronaves não tripuladas. A companhia reúne centenas de profissionais, verticaliza componentes, sensores, inteligência artificial e sistemas de controle e anunciou investimentos de R$ 220 milhões na área de Defesa.

O Nauru 100D obteve, em setembro de 2026, autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para operar a até 30 quilômetros, a 6 mil pés, de dia e à noite, dentro das condições estabelecidas pelo órgão regulador. A configuração de inteligência, vigilância e reconhecimento tem peso máximo de decolagem de 9 quilogramas, decolagem e pouso vertical elétrico e autonomia de até duas horas por bateria.

A mesma arquitetura está sendo empregada no desenvolvimento do Nauru 100D UCAV, versão de combate apresentada ao Exército Brasileiro, e em conceitos de operação coordenada em enxame. A certificação da versão de reconhecimento não equivale à aprovação automática das configurações armadas, mas consolida a célula, a navegação, o comando e controle e a experiência regulatória sobre as quais a família poderá evoluir.

Em uma camada superior está o Nauru 1000C, concebido para missões de maior persistência e carga útil. A companhia também desenvolve o Nauru 500C e participa, com a Marinha do Brasil e a Petrobras, de estudos para adaptar sistemas da família a operações embarcadas. O conjunto coloca a XMobots em posição de disputar desde missões táticas de pequenas frações até vigilância de fronteiras, apoio de fogo e operações marítimas.


Stella Tecnologia aposta em autonomia, propulsão nacional e resistência à guerra eletrônica
A Stella Tecnologia desenvolveu uma família de plataformas que inclui o Atobá, o Albatroz, o Atobá XR e o Albatroz Vortex. Os projetos buscam atender missões de longa permanência, vigilância marítima e terrestre, emprego embarcado e transporte de diferentes sensores e cargas úteis.

O Albatroz Vortex ganhou destaque ao voar com a ATJR 15-5, turbina de fabricação nacional desenvolvida pela Aero Concepts em cooperação com o Comando da Aeronáutica. A combinação de uma plataforma brasileira com propulsão local atinge uma das áreas mais difíceis da autonomia aeronáutica, na qual poucos fornecedores dominam materiais, projeto térmico, fabricação e controle do motor.

Outro eixo é o desenvolvimento de munições vagantes e de aeronaves de ataque guiadas por fibra óptica. Essa solução mantém comando e transmissão de imagens por meio de um cabo físico, reduzindo a vulnerabilidade à interferência de radiofrequência. A experiência das guerras recentes mostrou o valor desse recurso, embora o peso do carretel, as limitações de manobra e os resíduos deixados no terreno imponham restrições.

A parceria da Stella Tecnologia com Thales e Omnisys acrescenta sensores, comunicações e integração de missão. O desafio será converter a variedade de protótipos em produtos qualificados e demonstrar quais configurações possuem demanda definida, financiamento e capacidade de produção em quantidade.


BRVANT, AdTech SD e Akaer formam uma nova linha de projetos

Entre as empresas que precisam ser acompanhadas está a BRVANT. O projeto Carvalho foi apresentado como uma aeronave não tripulada de maior alcance, capaz de receber diferentes configurações de missão e incorporar inteligência artificial, além de aproveitar conhecimentos da família de munições Hunter. A proposta é ambiciosa, mas permanece em estágio de desenvolvimento. Seu marco decisivo será a construção e o voo de um protótipo funcional, seguidos por campanhas de ensaio que confirmem alcance, carga, navegação e resistência à guerra eletrônica.

A AdTech SD, por sua vez, alcançou uma etapa regulatória concreta com o Harpia. A aeronave de asa fixa é lançada por catapulta e recuperada por paraquedas e bolsas de ar, o que dispensa pista. A autorização da ANAC contempla operação além da linha de visada, BVLOS, a até 180 quilômetros da estação de pilotagem e teto operacional de 10 mil pés. Sua modularidade permite receber câmeras e outros sensores destinados a vigilância de fronteiras, reconhecimento, busca e salvamento e apoio à aquisição de alvos.

A Akaer acrescenta ao panorama a capacidade de engenharia e integração aeronáutica. A empresa foi escolhida para participar da implantação no Brasil do REACH-S, sistema não tripulado desenvolvido pela ADASI, pertencente ao EDGE Group. A montagem final e a integração no País podem abrir uma nova etapa para plataformas de maior porte. O anúncio da aquisição da Akaer pelo EDGE, realizado em julho de 2026, amplia o acesso a capital e mercados, mas também torna essencial acompanhar as condições de preservação das competências brasileiras e a efetiva transferência de atividades para o território nacional.


Um ecossistema que vai além das plataformas

O avanço brasileiro não depende apenas das empresas que fabricam mísseis ou aeronaves. Aero.ID, AEL Sistemas, Santos Lab, Omnisys, IACIT e Aero Concepts representam partes importantes da cadeia de integração, sensores, comunicações, guerra eletrônica, radares, propulsão e sistemas de missão.

Essa rede poderá ser tão importante quanto as plataformas. Um sistema não tripulado militar exige enlaces seguros, navegação resistente a interferências, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, processamento de imagens, inteligência artificial, estações de controle, logística, treinamento e integração aos sistemas de comando das Forças Armadas. Da mesma maneira, um míssil somente produz efeito estratégico quando está ligado a meios confiáveis de detecção, identificação, designação e avaliação de danos.

O teste decisivo será transformar projetos em capacidade de combate
O panorama demonstra que o Brasil possui conhecimento para disputar segmentos de elevado valor tecnológico. Avibras Aeroco e SIATT trabalham em armas de longo alcance e negação do mar; Mac Jee combina munições e sistemas lançadores; XMobots e Stella Tecnologia ampliam o espectro das aeronaves não tripuladas; BRVANT, AdTech SD e Akaer acrescentam novas arquiteturas, níveis de autonomia e possibilidades de integração.

Entretanto, a existência de bons projetos não garante, por si só, soberania. A indústria precisa de encomendas previsíveis, financiamento para concluir o desenvolvimento, campos de prova, certificação militar, estoques mínimos e contratos que sustentem a produção durante anos. Também precisa projetar desde o início para fabricar centenas ou milhares de unidades, porque os conflitos atuais demonstram que quantidade, reposição e custo passaram a integrar o próprio conceito de desempenho.

O primeiro piloto desse novo ciclo já está em curso nas pranchetas, laboratórios e fábricas da BID. O próximo passo caberá à articulação entre governo, Forças Armadas e empresas: selecionar prioridades, evitar a dispersão de recursos e assegurar que a tecnologia desenvolvida no País resulte em meios disponíveis, doutrina, pessoal adestrado e capacidade industrial mobilizável.

29 julho, 2026

Thales expande hub de radares no Brasil e abre espaço para novas parcerias e aquisições

Ampliação da fábrica da Omnisys em São Bernardo do Campo consolida a subsidiária como centro global de produção e reforça o apetite da matriz francesa por fusões e aquisições no País, movimento que já vinha sendo puxado por outros grupos estrangeiros na base industrial de defesa

 
*LRCA Defense Consulting - 29/07/2026

A Omnisys, subsidiária brasileira do grupo francês de defesa Thales, concluiu a maior expansão industrial de sua história e, ao mesmo tempo, sinalizou disposição para crescer no Brasil por meio de novas parcerias e aquisições. O anúncio, feito nesta terça-feira (28), em São Bernardo do Campo (SP), reúne dois movimentos que se complementam: a consolidação da fábrica local como polo global de radares e a perspectiva, admitida publicamente por executivos da companhia, de que o crescimento futuro no País passe também por operações de compra ou associação com outras empresas do setor.
O maior investimento da história da unidade
Segundo a Thales, o aporte superior a R$ 120 milhões multiplicou por dez a capacidade de produção de radares da Omnisys, que passa de uma média de cinco para 50 equipamentos por ano. A área fabril da unidade, no bairro Vila Júpiter, cresce 40%, de oito mil para 11 mil metros quadrados, e o processo deve ser concluído em junho de 2027. O quadro de funcionários aumentará 70%, de 250 para 420 pessoas, com a capacitação da nova mão de obra prevista para durar até dezembro de 2026.
O anúncio contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Segundo o presidente da Omnisys, Rodrigo Modugno, a companhia já exporta para 20 países e pretende orientar a produção para escala serial sem abrir mão da capacidade de inovar e atender às Forças Armadas brasileiras. O diretor-geral da Thales no Brasil e vice-presidente para a América Latina, Luciano Macaferri Ridrigues, afirmou que o resultado consistente da operação no País justificou a decisão de concentrar ali parte da produção hoje feita na França, no Reino Unido e na Austrália.
Discurso aberto a fusões e aquisições
Ao lado da ampliação física da fábrica, a Thales deixou claro que enxerga espaço para crescer no Brasil também por vias externas. Em entrevista à Reuters, o vice-presidente de radares de superfície da Thales, Eric Huber, disse que a companhia está aberta a parcerias e a atividades de M&A (fusões e aquisições), já que pretende continuar crescendo no País. Segundo ele, a empresa não comenta casos específicos, mas reafirma a intenção de ampliar sua presença nacional.
No curto prazo, a prioridade da Thales é garantir o sucesso da nova etapa produtiva e das entregas decorrentes da expansão da fábrica. No médio e no longo prazos, porém, o grupo avalia ampliar o portfólio fabricado localmente, incluindo novos modelos de radares e o reforço da parceria com o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira na área de radares militares. A Thales projeta crescimento superior a 60% em vendas e receitas na América Latina nos próximos três a cinco anos.
Um padrão que já se repete na indústria brasileira
A sinalização da Thales ocorre num momento em que a base industrial de defesa (BID) brasileira já vive um ciclo de consolidação puxado por capital estrangeiro. O caso mais recente é o do EDGE Group, conglomerado estatal dos Emirados Árabes Unidos, que concluiu, em pouco menos de três anos, a compra de três empresas de defesa no País: 50% da SIATT (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico), em 2023; 51% da Condor Tecnologias Não Letais, em 2024; e, mais recentemente, 100% da Akaer, empresa de engenharia aeroespacial de São José dos Campos.
Segundo o CFO do EDGE Group, Rodrigo Torres, o objetivo do conglomerado é repetir nas empresas adquiridas a mesma estratégia: injeção de capital, expansão da produção e acesso à carteira internacional do grupo. A movimentação do EDGE Group ilustra o interesse de grandes conglomerados estrangeiros em ativos brasileiros de defesa com tecnologia sensível, como mísseis, sistemas eletro-ópticos e engenharia aeroespacial; é nesse cenário que se insere a fala de Huber sobre o apetite da Thales por parcerias e aquisições.
Radares militares e vigilância costeira como próximos passos
Modugno adiantou que a Omnisys pretende ampliar sua atuação em vigilância costeira, área que, segundo ele, é uma demanda crescente à medida que os países ficam mais atentos às suas zonas econômicas exclusivas. No mercado doméstico, o executivo citou o aumento das apreensões em zonas rurais como outro fator de demanda. A empresa também deve quadruplicar a capacidade de seu laboratório de reparos em São Bernardo do Campo, com técnicos brasileiros atuando em diferentes países para garantir a disponibilidade dos radares, cuja vida útil varia de 25 a 30 anos.
Para Macaferri Ridrigues, o maior desafio da expansão não está na demanda, mas na formação de mão de obra especializada; segundo ele, um radarista qualificado pode levar décadas para ser formado, o que levou a Thales a investir em treinamento interno e em intercâmbio com universidades locais, entre elas a Universidade Federal do ABC (UFABC).
Se, por ora, a Thales evita comentar operações específicas, o discurso público de seus executivos e o histórico recente de outros grupos estrangeiros no setor sugerem que o apetite por parcerias e aquisições no Brasil deve seguir como uma frente relevante de expansão da indústria de defesa nacional, ao lado dos investimentos diretos em capacidade industrial já em curso.

08 maio, 2026

Exército avança em mísseis táticos e sistema de rastreio

Campo de Provas da Marambaia sediou reunião de trabalho sobre o Míssil Tático Balístico, o Míssil Tático de Cruzeiro e o sistema de rastreio de engenhos em voo, no âmbito do Programa ASTROS-FOGOS 


*LRCA Defense Consulting - 08/05/2026

Em um sinal concreto do avanço do Brasil no desenvolvimento soberano de armamentos de precisão, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), instalado no histórico Campo de Provas da Marambaia desde 1948, sediou no último dia 6 de maio uma importante reunião de trabalho voltada aos projetos de mísseis táticos nacionais.

O encontro reuniu o Gerente do Programa Estratégico do Exército ASTROS-FOGOS, General de Brigada Veterano Marcelo Gurgel do Amaral Silva, o Gerente do Subprograma de Artilharia de Campanha (SAC), General de Brigada Veterano Moises da Paixão Junior, e representantes de empresas da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS). Os visitantes foram recebidos pelo Subchefe do CAEx, Coronel Letivan Gonçalves de Mendonça Filho, e os trabalhos foram conduzidos pelo Chefe da Subseção de Rastreio, Eletrônica e Comunicações, Tenente Coronel Carlos Cypriano Vallim Junior.

Projetos em pauta: balístico, cruzeiro e rastreio
A reunião tratou dos Projetos Míssil Tático Balístico (MTB) e Míssil Tático de Cruzeiro (MTC), além do Sistema Transportável para Rastreio de Engenhos em Voo (STREV). Entre as empresas presentes, destacaram-se a Avibras Aeroco e a Omnisys Engenharia Ltda, nomes centrais da cadeia produtiva de defesa brasileira.

O objetivo principal do STREV é apoiar a pesquisa, o desenvolvimento e a avaliação do míssil tático de cruzeiro MTC-300, dotando o Exército Brasileiro com uma capacidade inédita de acompanhamento em voo de engenhos militares. O sistema possibilita a coleta e a análise de informações em tempo real de engenhos em voo, com o objetivo de contribuir com a avaliação, a pesquisa e o desenvolvimento de materiais de emprego militar ou civil lançados no espaço aéreo até o nível suborbital, trazendo benefícios ao Exército, às demais Forças Armadas e à Base Industrial de Defesa.

O STREV é composto por um radar de banda C, um sistema de rastreio ótico, um radar Doppler e meios de comando e controle disponíveis em infraestrutura própria e com possibilidade de desdobramento em todo o País. O sistema é uma solução móvel para campos de ensaios, desenvolvido pela empresa brasileira Omnisys.

O "Matador" e o novo balístico nacional
O Míssil Tático de Cruzeiro em desenvolvimento, apelidado informalmente de "Matador", é considerado um dos projetos mais ambiciosos da defesa brasileira. O AV-TM 300 voa a velocidades subsônicas de cerca de 1.000 km/h, mantendo um perfil de voo baixo e furtivo, na faixa de 800 metros de altitude, acompanhando o relevo do terreno, o que reduz significativamente a chance de ser detectado por sistemas antiaéreos. Com alcance de até 300 quilômetros (para exportação, pois o real pode superar 1.000 quilômetros) e uma precisão de até 30 metros, o armamento poderá ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil.

Paralelamente, o Míssil Tático Balístico S+100 representa a próxima fronteira da capacidade ofensiva terrestre brasileira. A diferença entre os dois armamentos é estratégica: enquanto o míssil de cruzeiro voa em trajetória rasante, guiado por GPS e navegação inercial para atingir alvos fixos com alta precisão, um míssil balístico segue uma trajetória parabólica de alta altitude, atingindo velocidades muito maiores na fase terminal, o que dificulta sua interceptação.

O programa ASTROS-FOGOS: um guarda-chuva estratégico
A reunião no CAEx insere-se num momento de intensa reorganização do programa de artilharia de longo alcance do Exército. O programa ASTROS será ampliado e rebatizado de "Fogos", passando a ter três verticais debaixo de um único guarda-chuva: o antigo sistema de foguetes ASTROS, sistemas de artilharia de campanha e uma nova defesa antiaérea. Uma encomenda no valor de até R$ 3,4 bilhões deve ser fechada ainda em 2026 para um novo sistema de defesa antiaérea que permitirá à Força Terrestre incorporar tecnologia inédita na América Latina para a interceptação de drones e mísseis de cruzeiro.

A modernização é apoiada por uma lei complementar aprovada em 2025, que permite investimentos de até R$ 30 bilhões fora do marco fiscal. O orçamento anual do Exército praticamente dobrou, chegando a cerca de R$ 3 bilhões por ano entre 2026 e 2031.

A Avibras Aeroco: recuperada e estratégica
A presença da Avibras Aeroco na reunião do CAEx ganha peso adicional diante de sua recente reestruturação. A empresa é o maior fabricante e exportador de armamento e sistemas de defesa do Brasil, e a única integradora dos sistemas de propulsão de foguetes e mísseis fabricados no país. O Exército Brasileiro acompanha de perto o processo de retomada, ciente de que a Avibras concentra competências sensíveis que reduzem a dependência externa do país em áreas críticas de soberania.

Segundo dados do Escritório de Projetos do Exército (EPEx), cerca de 90% do desenvolvimento do míssil de cruzeiro AV-MTC já estava concluído, faltando apenas a fase final de testes e disparos experimentais, trabalhos que a crise financeira da empresa havia interrompido. A retomada das atividades da Avibras abre caminho para que essa fase conclusiva finalmente avance.

 

Integração institucional como diferencial
Os trabalhos realizados no CAEx neste 6 de maio evidenciam a crescente sinergia entre os atores do ecossistema de defesa nacional. A parceria com a Avibras Aeroco reforça a manutenção e o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa brasileira, gerando conhecimento tecnológico, empregos qualificados e autonomia em áreas sensíveis.

Especialistas em defesa avaliam que iniciativas como essa consolidam o Brasil como um dos poucos países da América Latina com capacidade autônoma de desenvolvimento de mísseis táticos, fortalecendo sua posição regional e internacional no setor.

O resultado dos trabalhos conduzidos no histórico Campo de Provas da Marambaia deverá contribuir diretamente para o aumento do poder de combate da Força Terrestre e, em perspectiva mais ampla, para o projeto de soberania tecnológica e industrial do Brasil na área de defesa.

15 maio, 2025

Omnisys assina contrato com CISCEA para modernização de radares e instala nova estação radar em Presidente Prudente

 

*LRCA Defense Consulting - 15/05/2025

A Omnisys, Empresa Estratégica de Defesa (EED) e subsidiária brasileira do Grupo Thales, anunciou, em 14 de maio, a assinatura de um contrato de modernização de nove sistemas de radar de controle de tráfego aéreo, concedido pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), vinculada ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) da Força Aérea Brasileira. Além da entrega de mais uma nova estação radar, agora em Presidente Prudente, que representa a marca de 133 radares de Controle de Tráfego Aéreo que operaram no espaço aéreo brasileiro.

A modernização dos nove radares prevê o aprimoramento de radares com tecnologia avançada que permite a detecção em 3D de alvos de baixa e alta velocidade, além da integração entre o Modo S e o sistema ADS-B, possibilitando maior precisão na identificação de aeronaves cooperativas e não cooperativas. A atualização também contempla recursos de proteção eletrônica para atuação mesmo sob interferências eletromagnéticas, assegurando vigilância contínua e eficaz.

Essa tecnologia avançada também está instalada na recém inaugurada estação radar de Presidente Prudente, que conta com o radar Primário LP23SST-NG (em rota) e de vigilância Secundário RSM970S-NG. A inauguração dessa estação radar complementa a estratégia de manter os céus brasileiros cada vez mais seguros. Certificado pelo Ministério da Defesa como Produto Estratégico de Defesa (PED), os radares primário e secundário da nova estação radar foram instalados com capacidade futura de integração com IFF (Identificação Amigo ou Inimigo) Modo 4 NSM.

A estação de radar ampliará as capacidades de vigilância do tráfego aéreo, melhorando significativamente a segurança e a eficiência operacional no aeroporto de Presidente Prudente, o terceiro mais movimentado do interior do Estado de São Paulo, que atualmente atende cerca de 21.000 passageiros por mês, com voos operados por todas as principais companhias aéreas do Brasil.

“Essa iniciativa de modernização representa um passo estratégico na renovação da rede de radares no Brasil, assegurando maior confiabilidade operacional e alinhamento com as demandas atuais de controle do tráfego aéreo”, afirma o Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, Diretor-Geral do DECEA. O DECEA se orgulha dos significativos avanços operacionais e do nível de eficiência alcançado no sistema de controle do espaço aéreo brasileiro, reconhecido como referência mundial. A Omnisys, graças às suas soluções de ponta e compromisso com a nacionalização, é uma parceira fundamental da Força Aérea Brasileira. Valorizamos muito essa parceria e esperamos continuar colaborando para aprimorar ainda mais nossas capacidades.”

 “Com 133 radares de Controle e Gestão de Tráfego Aéreo produzidos e entregues no Brasil, a Omnisys reafirma seu compromisso de entregar o que há de melhor em tecnologia, contribuindo para a segurança do espaço aéreo brasileiro. A produção local não apenas reforça, mas destaca nossa dedicação à inovação para atender às necessidades específicas dos nossos clientes. O contrato de modernização é essencial para manter a base instalada de radares no mais alto nível tecnológico, além de garantir alta confiabilidade operacional. Estamos comprometidos com o desenvolvimento de tecnologias que enfrentem os desafios atuais e futuros, reafirmando nossa dedicação ao Brasil”, conclui Rodrigo Modugno, Presidente da Omnisys.

Sobre a Omnisys
A Omnisys, uma empresa do Grupo Thales, é uma empresa brasileira de alta tecnologia, 100% nacional, certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa. Tem forte atuação nos segmentos de controle de tráfego aéreo, defesa, eletrônica para mísseis, guerra eletrônica, equipamentos para satélites, cibersegurança, aviônica e entretenimento a bordo.

Subsidiária do Grupo Thales, é referência mundial em radares de controle do espaço aéreo, produzindo equipamentos para os mercados nacional e internacional por meio de seu Centro de Excelência em Radares, e possui mais de 45 produtos estratégicos de defesa. A Omnisys segue investindo em novos produtos e serviços, tendo inaugurado seu Centro de Serviços de Aviônicos em 2021 e, em 2023, a expansão de sua linha de produção de radares holográficos para identificação de VANTs.

Sobre a Thales
A Thales é líder global em tecnologias avançadas para os setores de Defesa, Aeroespacial, Cibersegurança e Digital. Seu portfólio de produtos e serviços inovadores responde a diversos desafios globais: soberania, segurança, sustentabilidade e inclusão.

O Grupo investe mais de € 4 bilhões por ano em Pesquisa & Desenvolvimento em áreas-chave, especialmente para ambientes críticos, como Inteligência Artificial, cibersegurança, tecnologias quânticas e em nuvem.

A Thales conta com mais de 83.000 colaboradores em 68 países. Em 2024, o Grupo registrou uma receita de € 20,6 bilhões.
 

03 abril, 2025

Omnisys e Stella unem forças para desenvolver soluções para veículos não tripulados

 


*LRCA Defense Consulting - 03/04/2026

Durante a LAAD 2025, a maior feira de defesa e segurança da América Latina, as empresas Omnisys Engenharia, Empresa Estratégica de Defesa (EED), subsidiária brasileira do Grupo Thales, e Stella Tecnologia, líder no desenvolvimento, fabricação e operação de sistemas aéreos não tripulados de última geração, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para cooperar no desenvolvimento de sistemas avançados de vigilância e defesa a bordo de UAVs (Veículos Aéreos Não Tripulados) no Brasil. 

De acordo com uma pesquisa da Business Research Insights, realizada em fevereiro de 2025, os drones vêm ganhando espaço em diversos setores, como logística de defesa, agronegócio, infraestrutura e audiovisual, otimizando processos e reduzindo custos. 

"Combinando nossa expertise em sistemas avançados com a capacidade de desenvolvimento da Stella, estamos criando soluções estratégicas para fortalecer a defesa e a segurança no Brasil. Este é um passo importante para ampliar a presença de tecnologias nacionais no setor, impulsionando a indústria local e promovendo maior autonomia para nossos clientes", afirma Luciano Macafferi, Vice-Presidente da Thales América Latina e Diretor-Geral da empresa no Brasil. 

A parceria entre Omnisys e Stella, também certificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED), tem como objetivo atender o governo brasileiro e clientes civis, consolidando o desenvolvimento e a manutenção dessas soluções em território nacional. Como parte do acordo, as empresas trabalharão na identificação de requisitos estratégicos junto às Forças Armadas e outros órgãos de defesa e segurança no país. 

"A parceria com a Omnisys, uma empresa com longa tradição em sistemas embarcados e subsidiária do Grupo Thales, representa um marco importante para a Stella Tecnologia. Estamos unindo forças para desenvolver soluções de vigilância e defesa de última geração, reforçando nosso compromisso com a soberania tecnológica e valorizando a indústria nacional. Além de atender às necessidades das Forças Armadas e dos órgãos de segurança civil no Brasil, essa colaboração amplia significativamente nosso potencial de exportação, posicionando o país como um fornecedor de soluções estratégicas no mercado global de defesa e segurança. Nossa missão é entregar plataformas aéreas não tripuladas cada vez mais eficientes, integradas e adaptadas às demandas do Brasil e do mundo", destaca Gilberto Buffara, CEO da Stella Tecnologia. 

Os UAS (Sistemas Aéreos Não Tripulados) desempenham um papel cada vez mais importante no planejamento de defesa. Eles fornecem consciência situacional aos comandantes, permitindo uma melhor tomada de decisão e respostas mais ágeis. Esses sistemas autônomos retiram o homem do campo de batalha, colocando o "piloto" em solo.

02 abril, 2025

Omnisys assina contrato de desenvolvimento de radar com a Marinha do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 02/04/2026

Nesta terça-feira (01/04), primeiro dia da LAAD Security & Defence 2025, a Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Marinha do Brasil (MB). O ACT pretende executar estudos conjuntos para desenvolver um radar naval de busca com forte conteúdo nacional, destinado inicialmente aos navios-patrulha de até 1.800 toneladas.

A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica representa evolução para a Marinha do Brasil, no sentido de reduzir a dependência externa no campo dos radares para aplicação naval e de fomentar a Base Industrial de Defesa (BID).

A Omnisys é certificada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED) e possui mais de 40 produtos relacionados à Defesa. A empresa também atua no desenvolvimento tecnológico no segmento espacial, desenvolvendo e fornecendo equipamentos e sistemas embarcados em satélites.

"Estamos extremamente honrados em firmar este Acordo de Cooperação Técnica com a Marinha do Brasil. Este contrato não apenas reforça nosso compromisso com a inovação e o desenvolvimento tecnológico nacional, mas também representa um passo significativo rumo à autonomia da defesa do Brasil. Através dessa parceria, teremos a oportunidade de contribuir com soluções de radar que atendem às necessidades específicas de nossos navios-patrulha, fortalecendo assim nossa Base Industrial de Defesa e promovendo o conhecimento tecnológico em nosso país", afirma Rodrigo Modugno, CEO da Omnisys.

31 outubro, 2024

Omnisys instala sistema antidrones no Aeroporto de Piracicaba para demonstração operacional


*LRCA Defense Consulting - 31/10/2024

O crescimento exponencial de drones em todo o mundo, especialmente aqueles classificados como não colaborativos, representa um risco significativo para a segurança da aviação, especialmente nos aeroportos. Em resposta a esse cenário, a Omnisys, subsidiária da Thales no Brasil, apresenta a solução EagleShield, um sistema antidrones essencial para detecção e classificação de drones. Esta solução será demonstrada às autoridades reguladoras e potenciais operadores no aeroporto da cidade de Piracicaba (SP), localizado a 160 km da capital paulista.

​Além disso, a Omnisys apresentará o Gamekeeper, um radar holográfico capaz de fornecer cobertura 3D completa, rastreamento e classificação de dispositivos em até 7,5 km de distância. Fabricado no Brasil pela Omnisys, o Gamekeeper é certificado como Produto Estratégico de Defesa (PED) e se destaca como o principal componente do sistema antidrones EagleShield. Com a solução EagleShield e o radar Gamekeeper, o Aeroporto de Piracicaba demonstrará a capacidade da solução de proteger o espaço aéreo dos aeroportos e aumentar a segurança perimetral.

"A demonstração será crucial para apresentar uma solução antidrone completa. Nosso objetivo é destacar, em um ambiente operacional, a importância dessa tecnologia para a segurança da aviação. O Aeroporto de Piracicaba, que realiza em média de 60 voos por semana e enfrenta desafios com drones não autorizados, é o local ideal para esta demonstração. Com esta solução antidrone, podemos aumentar a segurança de todo o ecossistema da aviação, desde a tripulações e passageiros até mesmo às comunidades vizinhas aos aeroportos", afirma Rodrigo Modugno, CEO da Omnisys.

Representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgãos da aviação civil de países latino-americanos, bem como operadores aeroportuários serão convidados a participar da demonstração, que visa promover a solução para o fortalecer a segurança do espaço aéreo da América Latina.

“Piracicaba é uma cidade com alto desenvolvimento econômico, contando com recordes de geração de emprego e de atração de investimentos de grandes empresas, porém, tudo isso acontece quando o poder público traz a ambiência necessária. Pensando sempre nisso, fizemos um grande pacote de obras em nosso aeroporto e, receber este projeto-piloto na cidade e mostrar que estamos crescendo na direção certa. Para nós é motivo de orgulho, principalmente, quando pensamos na segurança dos voos que decolam e aterrizam aqui em Piracicaba”, enfatizou Luciano Almeida, prefeito da cidade.

A Thales desenvolveu tecnologias avançadas para enfrentar os desafios impostos pelos enxames de drones. Ao utilizar algoritmos e sistemas de ponta, a Thales aprimora a consciência situacional, permitindo a detecção, o rastreamento e o gerenciamento eficaz de vários drones operando simultaneamente em um complexo espaço aéreo. Essa inovação não apenas reforça as medidas de segurança e proteção, mas também apoia o gerenciamento eficiente do tráfego aéreo, garantindo a integração perfeita entre sistemas tripulados e não tripulados em ambientes compartilhados, como aeroportos movimentados. Um exemplo disso é o Aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, onde a Thales desempenhou um papel fundamental ao aprimorar o gerenciamento do espaço aéreo com suas soluções inovadoras para operações de aeronaves tripuladas e não tripuladas.

Sobre a Omnisys
A Omnisys é uma empresa de defesa 100% brasileira de alta tecnologia com forte presença nos segmentos de controle de tráfego aéreo, defesa, eletrônica de mísseis, guerra eletrônica, equipamentos satelitais, cibersegurança, aviônicos e entretenimento a bordo. Subsidiária do Grupo Thales, é referência mundial em Radares de Controle do Espaço Aéreo, produzindo equipamentos para os mercados nacional e internacional através de seu Centro de Excelência em Radares. A Omnisys segue investindo em novos produtos e serviços e inaugurou em 2021 seu Centro de Serviços Aviônicos e, em 2023, a expansão de sua linha para produção de radares holográficos para identificação de UAVs.

Sobre a Thales

A Thales é líder global em tecnologias avançadas especializadas em três domínios de negócios: Defesa e Segurança, Aeronáutica e Espaço e Segurança Cibernética e Identidade Digital. Ela desenvolve produtos e soluções que ajudam a tornar o mundo mais seguro, mais verde e mais inclusivo. O Grupo investe perto de € 4 bilhões por ano em Pesquisa e Desenvolvimento, particularmente em áreas-chave de inovação, como IA, segurança cibernética, tecnologias quânticas, tecnologias de nuvem e 6G. A Thales tem perto de 81.000 funcionários em 68 países. Em 2023, o Grupo gerou vendas de € 18,4 bilhões.

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