Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador IACIT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IACIT. Mostrar todas as postagens

19 junho, 2026

IACIT e DECEA avançam em sistema nacional de monitoramento de drones e aeronaves urbanas

Protocolo assinado na DroneShow Robotics 2026 formaliza próxima etapa do projeto MUST, que integra múltiplos sensores e inteligência artificial para vigiar o espaço aéreo de baixa altitude 


*LRCA Defense Consulting - 19/06/2026

A IACIT e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) assinaram nesta quinta-feira (18) um protocolo de intenções para a definição e o desenvolvimento da prova de conceito do projeto MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), sistema de monitoramento de aeronaves não tripuladas e veículos de mobilidade aérea avançada em ambientes urbanos. A cerimônia ocorreu durante a DroneShow Robotics e SpaceBR Show 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, um dos principais eventos de tecnologia aeroespacial da América Latina.
O ato marca nova fase de um projeto que teve origem em abril de 2025, quando a IACIT assinou contrato com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para o desenvolvimento do sistema. À época, a cerimônia de contratação ocorreu durante a LAAD Defence & Security 2025, no Rio de Janeiro, e reuniu os ministros Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e José Múcio Monteiro (Defesa), o diretor de Inovação da FINEP, Elias Ramos de Souza, e o CEO da IACIT, Luiz Teixeira.
Consórcio e investimento
O projeto tem prazo de execução de 36 meses e conta com investimento de R$ 28 milhões da FINEP, complementado por contrapartida de R$ 12 milhões da IACIT e de suas coexecutoras: Ocellott (desenvolvimento de sistemas de visão computacional e detecção), Saipher ATC (especializada em software de controle e gerenciamento do tráfego aéreo, com sistemas em operação em mais de 150 aeródromos brasileiros) e Senai Cimatec (centro de pesquisa e inovação industrial). O aporte total supera R$ 40 milhões.
A Saipher ATC, também certificada como Empresa Estratégica de Defesa (EED), traz ao consórcio experiência direta em automação do controle de tráfego aéreo. A presença da empresa reforça a aposta no MUST como solução integrada ao ecossistema operacional do DECEA, e não apenas como plataforma de detecção isolada.
O que é o MUST
O MUST foi concebido para integrar dados de múltiplos sensores — radares, câmeras, sensores de radiofrequência e outras fontes — combinados com recursos de inteligência artificial, de modo a permitir o rastreamento em tempo real de aeronaves não tripuladas (UAS) e veículos de mobilidade aérea avançada (Urban Air Mobility — UAM), como drones de entrega e aeronaves de decolagem e pouso vertical elétricos (eVTOLs).
O diferencial declarado pelo consórcio é a capacidade de vigilância persistente em ambientes urbanos de alta densidade, onde a multiplicidade de obstáculos e a proximidade entre aeronaves tripuladas e não tripuladas colocam demandas específicas sobre os sistemas de monitoramento. O projeto prevê também integração com as plataformas já existentes de gestão de tráfego aéreo e com futuras soluções padronizadas pelo DECEA.
Além das aplicações civis, a arquitetura transversal do MUST permitirá seu emprego em segurança pública, proteção de infraestruturas críticas e defesa, ampliando o alcance potencial da tecnologia a cenários de uso governamental mais sensíveis.
Prova de conceito: o que muda com o protocolo
O protocolo assinado nesta quinta-feira não cria um novo contrato de financiamento, mas formaliza a participação operacional do DECEA na fase de prova de conceito do MUST. Trata-se de etapa considerada crítica em projetos de alta complexidade tecnológica: antes de uma solução ser adquirida ou implementada em escala, ela precisa ser validada em ambiente operacional representativo, com requisitos técnicos definidos em conjunto com o usuário final.
No caso do MUST, o DECEA assume o papel de parceiro técnico nessa validação, contribuindo com conhecimento operacional sobre as necessidades reais do controle do espaço aéreo não tripulado. O acordo estabelece as bases para definir conceitos, requisitos de integração e métricas de desempenho que orientarão o desenvolvimento das próximas etapas do sistema.
Para o Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Júnior, Diretor-Geral do DECEA, o protocolo é relevante para a missão central do órgão. "A tecnologia impulsiona constantemente a atuação dos órgãos reguladores, e contar com empresas parceiras de longa data, que têm sido extremamente eficientes na entrega de resultados positivos e na projeção estratégica do Brasil ao longo de várias décadas, é motivo de grande satisfação. Temos uma expectativa muito positiva em relação a esse projeto, que certamente será uma ferramenta de suma importância para que possamos manter os elevados níveis de segurança da navegação aérea", afirmou.
Luiz Teixeira, CEO da IACIT, destacou o papel da parceria para a maturidade da solução: "A prova de conceito é uma etapa estratégica porque permite validar tecnologias, conceitos operacionais e modelos de integração em um ambiente próximo da realidade. A participação do DECEA agrega conhecimento e experiência essenciais para a construção de uma solução preparada para os desafios da mobilidade aérea avançada e da gestão do tráfego de aeronaves não tripuladas."
Contexto regulatório: BR-UTM e a ICA 100-40
O desenvolvimento do MUST ocorre em um momento de aceleração regulatória no Brasil. Em janeiro de 2026, o DECEA iniciou a implementação do BR-UTM, sistema nacional de controle e regulação do tráfego aéreo não tripulado voltado a drones e eVTOLs. Em paralelo, a nova ICA 100-40/2026 — que substituiu a MCA 56-2 — entrou em vigor, ampliando o alcance da regulação ao exigir autorização prévia para aeronaves não tripuladas com peso de decolagem de até 250 gramas, independentemente da categoria operacional.
O DECEA trabalha ainda na ICA 100-48, norma específica sobre gerenciamento do tráfego aéreo não tripulado (UTM), que deverá detalhar os procedimentos para operação em zonas UTM e a relação com provedores de serviços privados. Nesse cenário, uma plataforma de vigilância com a abrangência do MUST representa um componente potencialmente central para a supervisão estatal desse tráfego emergente.
Segundo dados do setor, o Brasil já ultrapassou 133 mil drones registrados, consolidando-se como um dos maiores mercados da América Latina para a tecnologia. A expansão das operações comerciais, agrícolas e logísticas com aeronaves não tripuladas eleva as exigências sobre a capacidade de monitoramento do espaço aéreo de baixa altitude, em especial nas grandes regiões metropolitanas.
IACIT: trajetória e portfólio
Com 40 anos de atuação, a IACIT é uma EED com sede em São José dos Campos (SP), polo do chamado Cluster Aeroespacial Brasileiro. A empresa desenvolve soluções para defesa, controle do espaço aéreo, meteorologia e segurança pública, entre as quais radares meteorológicos, sistemas de auxílio à navegação aérea, a plataforma de análise atmosférica MIND (Meteorologia Integrada de Nowcasting para Decisores), o sistema antidrone DRONEBlocker e o radar além do horizonte OTH 0200 Skywave.
A IACIT participa de grupos internacionais de planejamento de gestão do tráfego aéreo, como o Grepecas (Grupo Regional de Planejamento e Implementação para as Regiões do Caribe e América do Sul), o IGWG (International GBAS Working Group) e o Comitê Técnico sobre SWIM, estabelecido pelo DECEA, o que posiciona a empresa como interlocutora relevante em discussões sobre a evolução dos padrões internacionais do setor.
O MUST é apresentado pela empresa como o sistema que potencialmente a colocará "na vanguarda da vigilância de aeronaves não tripuladas" no âmbito nacional e internacional — uma afirmação que, caso o projeto conclua sua prova de conceito com êxito, poderá ser testada em condições operacionais reais nos próximos dois a três anos.

18 junho, 2026

IACIT lança projeto MANTA para vigiar a nova fronteira marítima do Brasil

Projeto receberá R$ 49 milhões da FINEP e contrapartida de R$ 12 milhões do consórcio liderado pela empresa de São José dos Campos, certificada como Empresa Estratégica de Defesa

Da esquerda para a direita: Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação da Finep, Ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, Luiz Teixeira, CEO da IACIT, Diretor de Gestão de Programas da Marinha, Vice-Almirante Marcelo da Silva Gomes

*LRCA Defense Consulting - 18/06/2026

A IACIT, Empresa Estratégica de Defesa (EED) sediada em São José dos Campos (SP), assinou nesta quinta-feira (18) contrato com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para o desenvolvimento do MANTA, sistema voltado à vigilância da faixa marítima brasileira ampliada após o reconhecimento internacional da extensão da plataforma continental do país. A assinatura ocorreu durante a SpaceBR Show 2026, em São Paulo, evento que reúne, na mesma data e local, a MundoGEO Connect, a DroneShow Robotics e a Expo eVTOL, no Expo Center Norte (Pavilhão Azul).

O projeto nasce da decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), tomada em março de 2025, de reconhecer uma extensão de cerca de 360 mil quilômetros quadrados na plataforma continental brasileira: área que se soma à já consolidada Amazônia Azul, faixa marítima de aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados que concentra reservas de petróleo, recursos minerais e rotas estratégicas. A nova porção se estende além das 200 milhas náuticas que delimitam a zona econômica exclusiva, e é justamente essa fronteira mais distante que o MANTA deve passar a monitorar.

O desenvolvimento será financiado com R$ 49 milhões da FINEP, somados a uma contrapartida de R$ 12 milhões dos participantes do consórcio. Além da IACIT, que lidera a iniciativa, integram o projeto a Orbital Engenharia e a Polidesign Indústria e Comércio, ambas também sediadas em São José dos Campos, e três instituições de pesquisa: o Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), o Centro Espacial do ITA (CEI) e a Divisão de Engenharia Eletrônica (IEE) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

Um consórcio com perfis complementares
A escolha dos parceiros de consórcio não é aleatória. A Orbital Engenharia, fundada em 2001 e também certificada como Empresa Estratégica de Defesa, atua há mais de duas décadas em engenharia de sistemas para os setores espacial e de defesa, com histórico que inclui geradores solares para satélites do programa espacial brasileiro, plataforma suborbital de microgravidade e, mais recentemente, projetos de drones e propulsão. Já a Polidesign Indústria e Comércio, fabricante de componentes eletrônicos fundada em 1994, é associada à Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), com classificação voltada à manutenção de antenas multibanda em alta frequência (HF), cabeamento, telemetria e proteção contra interferência eletromagnética; um perfil técnico que dialoga diretamente com a faixa de operação dos radares oceânicos que a própria 
IACIT já opera no país.

Terceiro contrato com a FINEP em pouco mais de um ano
O MANTA não é o primeiro projeto de vigilância marítima ou aérea bancado com recursos da FINEP na trajetória recente da 
IACIT. A empresa opera desde 2018 o radar Além do Horizonte OTH 0100, instalado no Farol do Albardão (RS), capaz de rastrear embarcações não cooperativas a até 200 milhas náuticas da costa; o desenvolvimento desse equipamento já havia recebido apoio da financiadora a partir de 2012. Em abril de 2025, durante a LAAD Defence & Security, a IACIT assinou dois novos contratos no mesmo mês: um com a Força Aérea Brasileira, por meio do DECEA, para o radar OTH 0200 Skywave, de alcance ainda maior; e outro com a própria FINEP para o desenvolvimento do MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), sistema de monitoramento de drones e eVTOLs em ambiente urbano, orçado em R$ 28 milhões com contrapartida de R$ 12 milhões. O MANTA chega, portanto, como o terceiro grande contrato de financiamento público assinado pela empresa em pouco mais de um ano, e o de maior valor entre eles.

O que o projeto promete, e o que ainda falta esclarecer
Segundo a 
IACIT, o MANTA vai combinar tecnologias de sensoriamento, processamento de sinais e inteligência artificial para ampliar a capacidade de detecção, acompanhamento e identificação de alvos em ambientes marítimos complexos, com alcance operacional superior a 350 milhas náuticas. Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a iniciativa atende a uma necessidade ligada à extensão do litoral brasileiro: “um país que tem quase nove mil quilômetros de litoral precisa, cada vez mais, garantir que o oceano sob jurisdição brasileira tenha a proteção necessária”, afirmou durante a cerimônia de assinatura.

Já o vice-almirante Marcelo da Silva Gomes, diretor de Gestão de Programas da Marinha, destacou o ganho de alcance: “a iniciativa MANTA da IACIT possibilitará ao país ter um sistema de altíssimo alcance, superior a 350 milhas náuticas, essencial para o monitoramento principalmente da porção norte do país”. Para o CEO da Iacit, Luiz Teixeira, o projeto reúne “tecnologias avançadas de sensoriamento, processamento de dados e inteligência artificial em uma solução desenvolvida no Brasil para ampliar a capacidade de vigilância marítima de longo alcance”.

O material de lançamento não detalha, porém, a arquitetura do sistema. Não há indicação pública, até o momento, sobre quais tipos de sensores serão empregados (radar, dados de satélite ou ambos), sobre o prazo de execução do contrato, sobre onde os equipamentos serão instalados, nem sobre a relação operacional entre o MANTA e sistemas de vigilância já existentes na Amazônia Azul, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), da própria Marinha, e os radares OTH que a IACIT já opera no Sul do país. Os papéis específicos do CTMRJ, do CEI e da IEE dentro do consórcio também não foram detalhados no momento da assinatura.

Por ora, o MANTA se soma a uma sequência de investimentos da FINEP em tecnologia de vigilância nacional e reforça o papel da IACIT como uma das poucas fornecedoras brasileiras de sistemas de monitoramento de longo alcance para a faixa marítima do país, num momento em que a ampliação da plataforma continental impõe à Marinha a tarefa de proteger uma área ainda maior do que aquela já coberta pelos sistemas atualmente em operação.

26 novembro, 2025

IACIT conclui entrega do sistema antidrone DroneBlocker ao Exército Brasileiro

 


*LRCA Defense Consulting - 26/11/2025

A brasileira IACIT finalizou a entrega do último lote do Sistema Antidrone DroneBlocker ao Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), consolidando a incorporação da tecnologia no Projeto SAD/SISFRON, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras. Ao todo, 10 equipamentos foram entregues, sendo os últimos quatro recentemente instalados para reforçar a proteção das tropas e infraestruturas críticas contra ameaças de drones não autorizados.

Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o DroneBlocker utiliza bloqueadores de radiofrequência para inibir a comunicação entre drones e seus operadores, forçando o pouso controlado ou o retorno automático dos dispositivos interceptados. A tecnologia pode operar de forma autônoma ou manual, adaptando-se a diversos cenários operacionais. A eficácia foi amplamente testada no Forte Marechal Rondon, em Brasília, com simulações integradas ao Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE) e ao 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, garantindo capacitação intensiva dos militares.

O sistema antidrone também tem papel estratégico em outros órgãos, como o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), e em missões de proteção das fronteiras, combate a crimes ambientais como o garimpo ilegal, e enfrentamento ao narcotráfico na Amazônia. Sua utilização se estende a grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, Cúpula do G20, encontro dos BRICS e a recente conferência climática da ONU, a COP30.

Para o CEO da IACIT, Luiz Teixeira, o DroneBlocker representa uma solução eficaz para as ameaças reais enfrentadas no território brasileiro, evidenciando o potencial da Base Industrial de Defesa nacional e fortalecendo a soberania, segurança e prontidão tecnológica do país. Com certificação como Empresa Estratégica de Defesa, a IACIT investe constantemente em inovação para suprir as necessidades do mercado nacional e internacional de defesa e segurança.

A integração do DroneBlocker ao SISFRON representa um avanço significativo para o Exército, ampliando a capacidade de resposta adaptável a ameaças emergentes, mesmo frente a drones de baixo custo e alta mobilidade, uma preocupação crescente em cenários de conflito e segurança pública. 

23 agosto, 2025

IACIT segue avançando na entrega dos Radares Meteorológicos RMT 0200 Banda S


 

*LRCA Defense Consulting - 23/08/2025

Neste mês de agosto, a IACIT alcançou mais um marco importante: a conclusão dos Testes de Aceitação em Campo (SAT) do radar meteorológico de Rio Branco (AC).

A entrega faz parte do contrato firmado em 2023 com o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), por meio da CISCEA (Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo), que prevê o fornecimento de cinco equipamentos para as cidades de Cachimbo (PA), Chapada dos Guimarães (MT), Rio Branco (AC), Vilhena (RO) e Belém (PA).

Até o momento, dois radares já tiveram entraram em operação: Belém e, recentemente, Rio Branco.

Com tecnologia de ponta, os RMT 0200 operam na Banda S, com alcance de 400 km, com maior disponibilidade operacional e menor consumo de energia. Esses diferenciais reforçam a eficiência no monitoramento das condições meteorológicas e ampliam a segurança operacional para o espaço aéreo brasileiro. 


Radar Meteorológico RMT 0200
O Radar Meteorológico RMT 0200 da IACIT é um sistema avançado de monitoramento em banda S, fabricado no Brasil, com capacidade de detectar fenômenos meteorológicos em um raio de até 400 quilômetros em tempo real. Essa tecnologia permite o acompanhamento detalhado de chuvas, tempestades, ventos intensos, formação de nuvens e até precipitação de granizo, sendo capaz de classificar os eventos conforme sua intensidade e características hidrometeorológicas.

A utilização da banda S (2,7 a 2,9 GHz) confere ao RMT 0200 um alcance elevado e maior confiabilidade mesmo em situações de alta densidade de precipitação, tornando-o apropriado para áreas com climas intensos, como a Amazônia ou regiões agrícolas que demandam previsões meteorológicas precisas.

O radar opera em estado sólido e com dupla polarização, o que significa mais robustez, menor necessidade de manutenção e maior precisão nos dados coletados. Ele utiliza tecnologias modernas como Rádio Definido por Software (SDR) e modulação não linear (NLFM), ampliando a capacidade de monitoramento e mitigação de desastres naturais.

A aplicação do RMT 0200 não se restringe ao uso militar ou controle do tráfego aéreo. Na agricultura, ele contribui para a tomada de decisões sobre aplicação de defensivos e manejo do solo, reduzindo prejuízos causados por chuvas inesperadas. O acompanhamento antecipado de células de chuva aumenta a segurança das operações rurais, protegendo tanto lavouras quanto trabalhadores do campo. A integração com sistemas digitais permite o compartilhamento dos dados em tempo real com órgãos de Defesa Civil, centros de pesquisa, gerenciamento de recursos hídricos e gestores municipais, potencializando ações preventivas e respostas rápidas a eventos severos. 

Postagem em destaque