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12 novembro, 2023

Novo escritório em Dubai apoia as ambições de defesa da Embraer no Oriente Médio

A Embraer exibe um Super Tucano e seu transporte tático multifuncional C-390 no Dubai Airshow. (Foto: David McIntosh)

*AIN, por Charles Alcock - 12/11/2023

A Embraer Defesa & Segurança reforçou sua perspectiva otimista para o mercado do Oriente Médio investindo em um novo escritório de vendas em Dubai. A equipe do fabricante brasileiro nos Emirados Árabes Unidos está buscando ativamente múltiplas perspectivas de vendas na região, bem como na Ásia Central e do Sul, segundo o presidente e CEO da divisão, Bosco da Costa Junior.

A presença no Dubai Airshow do transporte tático multifuncional C-390 Millennium da Embraer e do A-29 Super Tucano – que é considerado uma plataforma versátil para treinamento, interceptação aérea e funções de vigilância – reflete a nova vitrine da Embraer em Dubai. “Os clientes [no Médio Oriente] estão a considerar várias missões possíveis para o C-390, incluindo busca e salvamento e reabastecimento a bordo”, disse da Costa à AIN numa entrevista pré-show. “É um trunfo para diversas missões e é por isso que algumas pessoas o chamam de canivete suíço.”

O C-390 entrou agora  em serviço nas forças aéreas do Brasil e de Portugal, e a Embraer também registrou vendas firmes de exportação para a Hungria. Continuam pendentes acordos de aquisição adicionais com a República Checa, a Áustria e os Países Baixos. Segundo da Costa, o governo austríaco declarou recentemente que gostaria de garantir um contrato conjunto com as autoridades holandesas, por isso a Embraer levou em consideração a mudança nas negociações finais do contrato com vista à conclusão de um acordo no primeiro trimestre de 2024. Ele informou que a frota em serviço de C-390 regista agora taxas de disponibilidade de 80 por cento, com Portugal a implantar as suas aeronaves há apenas algumas semanas.

Entretanto, a Índia declarou a sua intenção de adquirir uma frota multifuncional, o que levou a Embraer a procurar um parceiro local, que espera anunciar até ao final do ano. A Embraer também participa de outro concurso de compras na Coreia do Sul, que já está em fase final.

Está bem estabelecido que os compradores militares do Oriente Médio querem servir mais do que clientes; os seus governos procuram parcerias para aumentar a capacidade técnica local e o emprego. Segundo da Costa, a Embraer está pronta para adotar essa abordagem e está aberta a acordos que envolvam transferência de tecnologia e fornecimento de capacidades adicionais, como treinamento.

No atual clima de crescentes tensões geopolíticas e preocupações sobre o conflito de Israel com o Hamas, desencadeando conflitos regionais no Golfo, a Embraer não ignora a posição do Brasil como uma nação neutra, não diretamente alinhada com os blocos de protagonistas ocidentais e orientais. “Como um país neutro, temos flexibilidade para agregar valor a muitos países ao redor do mundo”, comentou da Costa com tato, ao mesmo tempo em que destacou que o C-390 é adequado para funções humanitárias, bem como para apoio a conflitos.

Em abril, a Embraer lançou a versão NATO do Super Tucano, e da Costa disse que espera um primeiro cliente de lançamento nos próximos meses. Ele disse que as investigações incluem vários países do Oriente Médio.

04 novembro, 2023

Na Defense & Security 2023, Embraer foca no mercado asiático de Defesa

Soluções Embraer para Defesa

*LRCA Defense Consulting - 04/11/2023

De 6 a 9 de Novembro, a Embraer estará presente na 11ª edição do Asian Defense & Security, que será realizado no centro de convenções e exibições Impact em Bangcoc, Tailândia, onde a empresa apresentará o seu portfólio completo de soluções da Defesa e Segurança.

A feira espera receber mais de 500 fabricantes militares e de segurança interna líderes mundiais, oriundos de 50 países, incluindo de 30 dos mais expressivos. Mais de 20.000 profissionais de 65 países e mais de 400 delegações oficiais representando cerca de 35 países estarão presentes na feira Asian Defense & Security 2023.

Há 20 anos, a importante bienal Defense & Security tem sido o principal evento tripartite (ar, mar e terra) de defesa e segurança interna da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).  A feira apresentará as novidades de empresas da Tailândia e internacionais relacionadas aos setores de Segurança, Defesa e Serviços de Segurança.

O evento enfatiza a colaboração regional e as alianças empresariais para melhor abordar a gestão de desastres, a segurança cibernética, o combate ao terrorismo e a produção de defesa, tornando-se uma oportunidade ímpar para os fabricantes internacionais e para o mercado de compras de defesa e segurança da ASEAN.

São esperados fabricantes e prestadores de serviços referentes a:
Defesa: Sistemas de armas, obuses, mísseis, tanques, UAVs, veículos e embarcações de transporte, satélites e telecomunicações, tecnologia de defesa eletrônica, sistema de controle de fogo, lançadores, segurança cibernética, produtos e serviços de resgate e gerenciamento de desastres, e outros sistemas militares importantes (hardware e software).

Segurança Interna CFTV: alarmes contra intrusão, acesso e segurança eletrônica, armas de mão pessoais, coletes à prova de balas, equipamentos antimotim, luvas de proteção, tecnologia de visão noturna, dispositivos de interferência de comunicação e muitos outros produtos de última geração.

26 julho, 2023

Jatos E190-E2 e E195-E2 da Embraer recebem Certificação de Tipo na Malásia


*LRCA Defense Consulting - 26/07/2023

Os jatos E190-E2 e E195-E2 da Embraer receberam a Certificação de Tipo da Autoridade de Aviação Civil da Malásia (CAAM, na sigla em inglês). Este marco vem após o anúncio da seleção de dez E-195-E2 pela SKS Airways. A companhia aérea da Malásia irá operar os jatos da família E2 para impulsionar seus planos de crescimento na região.

Os modelos E190-E2 e E195-E2 já foram certificados por três importantes autoridades da aviação civil – FAA (EUA), EASA (Europa) e ANAC (Brasil) em 2018 e 2019, respectivamente.

"Após uma avaliação completa, a CAAM está satisfeita em conceder a certificação de tipo para os jatos E195-E2 e E190-E2. Valorizamos a postura colaborativa da Embraer com o nosso objetivo de garantir o mais elevado nível de segurança e eficiência na indústria aeronáutica da Malásia", afirmou o Capitão Norazman Bin Mahmud, CEO da CAAM.

“A certificação da CAAM para o E2 é uma notícia importante tanto para a Embraer quanto para a indústria da aviação”, afirma Martyn Holmes, CCO da Embraer Aviação Comercial. “Com a certificação concluída, já temos as bases para o início do serviço do E195-E2 na Malásia em 2024. A família E2 é a ideal para complementar as aeronaves maiores e aumentar a conectividade regional dentro e fora da Malásia, com menos consumo de combustível, menor emissão de ruído e excelente conforto para os passageiros”, completa.

Oportunidades significativas na Ásia
Em análise da malha aérea da Malásia, a Embraer identificou oportunidades significativas para as companhias do país estabelecerem 120 novas rotas domésticas e no Sudeste Asiático. A abertura de novas rotas rentáveis pode ser viabilizada com o uso de jatos regionais mais modernos e eficientes em custos e consumo de combustível, como o E190-E2 e o E195-E2.

“A família E2 da Embraer está redesenhando o cenário da aviação regional na Ásia-Pacífico com sua eficiência sem paralelo”, afirma Raul Villaron, Vice-Presidente de Vendas da Embraer Aviação Comercial na região Ásia-Pacífico. “É uma solução atraente, que permite que as companhias aéreas ampliem suas malhas e estabeleçam novas rotas na região”.

Os aviões da Embraer estão presentes na frota de cerca de 20 operadoras na Ásia-Pacífico, que operam 200 E-Jets na região.

O E190-E2 e o E195-E2 foram projetados com base nas 20 milhões de horas de experiência acumuladas com a primeira geração de E-Jets, garantindo que as aeronaves E2 sejam modernas e avançadas e mantendo a maturidade e a confiabilidade das aeronaves da geração anterior. A primeira geração de E-Jets representa um dos programas de aviação comercial mais bem-sucedidos na indústria, operando atualmente em mais de 80 companhias aéreas em mais de 50 países.

27 junho, 2022

Taurus pode ter aumento de demanda e manter a lucratividade dos últimos anos?


*LRCA Defense Consulting - 27/06/2022

Alguns analistas têm questionado a capacidade de a Taurus Armas aumentar a demanda por seus produtos e, assim, manter a alta lucratividade que tem obtido nos últimos anos. Tais análises se baseiam na possibilidade de o Presidente Biden impor medidas restritivas às armas, na queda do número NICS (intenções de compra) nos EUA (para onde a empresa destina quase 80% de suas produtos), na performance apenas razoável de suas concorrentes americanas Smith & Wesson e Ruger, assim como também na capacidade de o restante do mercado internacional absorver uma suposta queda nos EUA.

Com relação à possibilidade de o Presidente Biden e o Partido Democrata conseguirem aprovar leis mais rígidas que restrinjam de forma significativa o direito constitucional de os americanos de bem portarem armas, a matéria publicada ontem por esta editoria esclarece o problema: "Empresas de armas, munições e esportes ao ar livre têm forte alta após decisão da Suprema Corte dos EUA".

Os demais itens serão tratados a seguir.

Performance da Taurus é superior à das concorrentes americanas
Nos Estados Unidos, a Taurus é vista como uma legítima empresa americana, já que tem fábrica no país há 40 anos, é a quarta marca de armas mais vendida e a primeira mais importada lá, com esse país absorvendo cerca de 80% das vendas atuais da unidade brasileira.

Além de continuar firme em terras americanas, onde está mantendo seu nível de vendas e performando melhor que a concorrência, a empresa teve um aumento de 80% na quantidade de armas vendidas para o resto do mundo (desconsiderando-se o Brasil e os EUA).

A nova fábrica na Georgia seguiu, no decorrer desses últimos 12 meses, o seu processo de ramp up com sucesso maior que o previsto. Com capacidade instalada original estimada em 800 mil unidades/ano, a unidade produziu 216 mil armas no 1T22, volume 23,5% superior ao apurado no 1T21, totalizando 909 mil unidades produzidas nos últimos 12 meses. O complexo industrial tem ainda de cerca de 60% de sua área disponível, com espaço para ampliação da capacidade a partir de novos investimentos.

Taurus USA

A produção de armas da unidade brasileira no 1T22 foi de 358 mil unidades, o que representou um aumento de 13,0% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. A produção média diária no 1T22 foi de 9,0 mil armas/dia, considerando as unidades industriais do Brasil e dos EUA, volume 15,4% superior ao registrado no mesmo período do ano de 2021.

Em termos de vendas totais, foram 517 mil unidades de armas vendidas pela Taurus no 1T22, volume 3,8% superior ao registrado no 1T21. O fato é importante, pois em 2021, o mercado americano ainda estava sob o efeito da alta demanda "fora da curva".

Além de ter o menor custo de produção do mundo e um dos mais eficientes sistemas de vendas e de distribuição, a Taurus está apresentando uma performance superior às suas principais concorrentes, tanto em vendas - já que passou a se constituir na maior vendedora de armas leves do mundo em 2021, como em suas margens, haja vista que sua margem EBITDA é igual ou até superior à margem bruta de muitas delas.

A multinacional gaúcha está hoje focada em manter o forte desempenho operacional que tem apresentado em seus balanços nos últimos anos. Assim, para se adequar ao perfil de mercado atual, a empresa está ampliando a produção de revólveres, arma que se constitui em um produto clássico no qual é líder de produção no mundo. Diferente do segmento de pistolas, cuja demanda aumentou muito nos últimos dois anos e agora começa a se estabilizar, o revólver conta com um mercado mais estável, especialmente nos Estados Unidos.

Por ter previsto esse movimento ainda quando o mercado americano de armas estava superaquecido, a Taurus investiu forte em novas máquinas e no treinamento/formação de recursos humanos envolvidos com o projeto chamado internamente de "Excelência Revólver", automatizando operações, racionalizando processos, diminuindo custos e otimizando seu sistema de vendas.

Tal estratégia se mostrou um grande sucesso e já está fazendo diferença nos resultados da empresa, haja vista que as margens da Linha Revólver, que eram cerca da metade das demais armas, agora estão praticamente iguais. Com isso, a companhia ganha em lucratividade.

Em 2022, além dinamizar ainda mais o esforço de vendas nos EUA e em outros países de alto potencial, o foco da empresa é realizar o lançamento de produtos que tragam ainda melhores margens, visando atingir ou reforçar nichos específicos de mercado, contando também com tecnologias de ponta, como a inserção de grafeno e, inclusive, com o chamado "revólver mais barato do mundo".

O "novo normal" do mercado americano não é tão normal assim
Nos EUA, a intenção de compras de armas medida pelo número NICS ajustado de maio deste ano foi a 3º maior da história para o mês, o que mostra que a demanda por armas de fogo é constante e sustentada, embora abaixo dos totais de pico de 2020 e 2021, anos totalmente atípicos.

O número de maio (ajustado), continuou a sequência de mais de 1 milhão de verificações de antecedentes para a venda de uma arma de fogo ao longo de 34 meses, demonstrando que os consumidores americanos continuam buscando esse produto em níveis elevados. Com essa longa sequência de meses nesse patamar, analistas americanos do setor acreditam que ele tenha passado a se constituir no "novo normal" para o mercado de armas de fogo dos EUA.

No 1T22, mesmo com o NICS variando em -23,8%, as vendas da Taurus nesse país se mantiveram praticamente no mesmo nível do 1T21. Como 2021 foi um período atípico, caracterizado por uma demanda "fora da curva", a performance do empresa no 1T22 evidenciou e caracterizou uma maior presença da marca brasileira/americana no maior mercado consumidor de armas leves, contrariando as oscilações verificadas no NICS e, também, a baixa performance de suas concorrentes locais.

Outro fator relevante a considerar foi que, em 2021, 8,5 milhões de americanos adquiriram sua primeira arma e a tendência é que estes mostrem comportamento semelhante aos demais consumidores locais, ou seja, que continuem comprando mais armas depois da primeira. Além disso, as intenções de compra de 2022 já são 26% maiores do que os dois anos pré-pandemia. Para tais consumidores, o custo mais acessível das "armas de entrada" da Taurus, como a pistola G2c e o revólver 856, são a opção mais interessante.

Armas longas
No maior mercado do mundo para armas leves (pistolas, revólveres, submetralhadoras e fuzis), as armas longas (fuzis, carabinas e rifles) representam cerca de 40% do total, tornando-se um atrativo para qualquer grande empresa mundial do setor.

Até o ano de 2020, a Taurus não manifestava a intenção de entrar nesse mercado, haja vista que produzia apenas um modelo de fuzil e este ainda não estava consolidado internacionalmente. Além disso, todas as grandes empresas americanas do setor, além de centenas de outras pequenas, fabricam uma versão do AR-15/M4.

Com o reconhecimento internacional de seus fuzis obtido nos últimos dois anos, com o desenvolvimento de várias versões do T4 (em tamanhos de cano e calibres), do recente T10 no calibre 7,62 x 51mm e de um rifle de ferrolho (bolt action), a empresa redefiniu sua estratégia e, pelo visto, partirá para o ataque nos EUA. Segundo CEO Global, Salesio Nuhs, a empresa pretende concretizar esse novo e importante passo tendo, como carros-chefes iniciais, o novo rifle de ferrolho e as carabinas lever action (ação por alavanca), sendo que estas já têm uma fatia de mercado de cerca de 4% nos EUA com as carabinas Puma.

As altas margens da empresa, devidas a um custo de produção significativamente menor, permitem que possa ser bastante agressiva, tanto em licitações para o mercado de Law Enforcement (órgãos de segurança americanos), onde ainda não está presente, como para a venda de grandes lotes ao mercado civil.

A propósito, a fábrica de armas longas merecerá uma ampliação própria, haja vista a nova estratégia nos EUA e, também, à possibilidade de vir a fornecer fuzis para o imenso mercado asiático.

Fuzil T4 .300 MLOCK

Ásia, África e Oriente Médio ampliam a diversificação geográfica das vendas
Em mais uma antecipação à normalização da demanda nos EUA (mesmo que em patamares muito mais altos ao período pré-pandemia), a multinacional brasileira continua ampliando a diversificação geográfica de suas vendas, conquistando novos mercados e passando a ter posição de proeminência em outros com grande potencial e/ou com expressivo crescimento.

Dentro dessa estratégia, a Ásia assume importância capital para a empresa, haja vista que alguns de seus países estão entre os que mais crescem no mundo. Além disso, é a região que possui o maior adensamento populacional do planeta e onde os mercados civil, militar, policial, paramilitar e de segurança privada estão entre os mais promissores, haja vista que, via de regra, dispõem de armamentos de muitas origens e, em vários casos, parcialmente obsoletos.

Com esse foco, a empresa já tem uma fábrica na Índia, que deve iniciar suas operações em 2022, contando ainda com a perspectiva paralela de vencer a licitação fast track (regime de urgência) para fornecer em torno de 94 mil fuzis T4 5.56mm ao Exército Indiano, além da possibilidade de concorrer com êxito em uma licitação maior de 350 mil fuzis T4 para essa Força Armada. Há ainda licitações menores em curso, envolvendo forças paramilitares e policiais interessadas em armamentos da Taurus.

A "vizinha" República das Filipinas é outro dos países asiáticos onde a empresa brasileira tem sucesso, já tendo vendido quase 30 mil pistolas TS9 para a Polícia Nacional e mais de 13 mil fuzis T4 para o Exército do país.

Ainda na Ásia, a empresa está direcionando seus esforços atuais de vendas para dois outros países muito promissores e que poderão anunciar novidades ainda em 2022: a  República Popular do Bangladesh (um antigo cliente) e o Nepal, também vizinhos da Índia, o que facilitaria futuros negócios.

Por outro lado, desde o final de 2021, a estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa brasileira passou a ter alguns novos países em foco, como Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente o Egito e a Tunísia.

Em maio de 2020, a Taurus Armas realizou a venda de 1 mil fuzis modelo T4 e 200 submetralhadoras para as forças de segurança do Senegal (Gendarmerie Nationale Sénégalaise). A entidade já utilizava as pistolas Taurus e passou a contar também com o Fuzil T4 e com a submetralhadora SMT no calibre 9mm.

Em meados de 2021, o fuzil T4 calibre 5,56mm e a submetralhadora SMT9 calibre 9mm foram aprovados na dura bateria de testes a que foram submetidos pela Malaysian Royal Police (Polícia Real da Malásia). Os testes abordaram: precisão, intercambialidade, areia, lama, imersão em água, queda e funcionalidade. Segundo a Taurus, "o sucesso obtido nessa etapa abre caminho para negociações relevantes do fuzil T4 e da submetralhadora SMT9 com a força policial do país, em uma ação que está em linha com plano estratégico da companhia de expandir sua penetração na região asiática".

Em julho de 2021, a empresa vendeu 4 mil pistolas TS9 calibre 9mm para a Polícia Nacional e Força de Segurança do Líbano. A ISF possui um efetivo de mais de 40 mil policiais. A Taurus foi escolhida para o fornecimento do armamento em licitação internacional aberta, em meio a importantes concorrentes mundiais.

Em setembro de 2021, a Taurus Armas realizou uma venda de armamentos para um país da África Subsaariana, cujo nome não pode ser divulgado por questões de contrato, ampliando a atuação da companhia no mercado dessa região. A nova aquisição pela Força Policial desse país contempla 3.650 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 3.500 pistolas 9mm PT 92. Em junho de 2021, a Taurus havia realizado a venda de outras 1.850 unidades do fuzil T4 calibre 5,56 e 550 unidades da pistola 9mm PT92 para as Forças Armadas deste mesmo país. Em consequência, o total de armas vendidas para esse país da África Subsaariana é de 5.500 fuzis T4 e de 4.050 pistolas PT92.

Atualmente, o fuzil Taurus T4 participa de uma licitação no Egito, para a venda de 2.000 unidades dessa arma. 

Novos lançamentos para ocupar nichos no mercado internacional
Além desse esforço em outros países para aumentar a diversificação de suas vendas, a Taurus está preparando o lançamento de uma nova gama de fuzis em vários calibres e tamanhos de cano, de uma submetralhadora compacta e de um rifle de ferrolho para ocupar importantes nichos mercadológicos mundiais, como foi o caso do fuzil T4 .300 MLOCK e como será, ainda em 2022, do fuzil T4 em 7,62x39mm, do fuzil T10 em 7,62x51mm e da carabina CTT9c Executive Grade (remove a coronha e vira uma pistola), além de uma nova e atrativa gama de revólveres em diversos modelos e/ou calibres.

É importante ressaltar que o foco da empresa, nos EUA e no resto do mundo, é o mercado de armas civis, pois é neste que obtém as melhores margens, sendo o motivo primordial de a fábrica indiana começar sua fase operacional produzindo esse tipo de armas. As licitações, como toda a venda por atacado, causam uma diminuição das margens, que é compensada, no entanto, pelos altos volumes envolvidos.

Pistola TS9 e fuzil T4

Uma equipe ímpar
A grande equipe que vem transformando a história da Taurus Armas desde 2018, sob a liderança do CEO Global Salesio Nuhs, caracteriza-se pela competência, pelo dinamismo e, principalmente, pela visão de futuro que possui, haja vista que empreendeu um verdadeiro turnaround "de livro" na empresa, levando-a de uma situação difícil à posição de maior vendedora mundial de armamento leve em 2021. E isso não seria conseguido se seus produtos não evidenciassem qualidade e tecnologia.

Servindo-se das informações coletadas e analisadas por um robusto sistema de inteligência de mercado e do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), o staff diretivo tem conseguido antecipar fatos e tendências, indo ao encontro dos desejos/necessidades dos clientes e realizando/executando planejamentos de curto, médio e longo prazos para se adequar às muitas variáveis do mercado e à visão de futuro da empresa.

Além de uma mentalidade de alta produtividade, tecnologia, economia de custos e primorosa qualidade, presente hoje desde o CEO até o funcionário mais simples, é de se ressaltar ainda o dinamismo das equipes de vendas nacional e internacional, trabalhando dia e noite na conquista de novos clientes e na manutenção dos atuais.

Rumo ao futuro
O sucesso crescente do fuzil T4 e da Pistola TS9 entre forças armadas e policiais mundiais - especialmente da Ásia, da África e do Oriente Médio (onde há outras boas possibilidades de vendas) - pode fazer com que a Taurus tenha que replanejar sua estratégia de produção da armas, pelo menos enquanto a ampliação na unidade brasileira e a fábrica da Índia não estiverem plenamente operacionais, haja vista que eventuais pedidos de grandes proporções terão que ter o suporte fabril necessário. Neste cenário, é possível que a empresa já possa estar estudando uma solução mais próxima, seja por meio de uma aquisição estratégica, seja pela formação de uma nova joint venture internacional.

Para concluir e responder à pergunta-título desta matéria, tomou-se por ainda base as seguintes considerações:
- o crescimento histórico do mercado americano de armas leves nos últimos 20 anos (7%, segundo a Taurus) e a tendência de seu prosseguimento para os próximos anos, mas agora em um "novo patamar normal";
- a conquista constante de um maior market share nos EUA, como tem ocorrido anualmente desde 2018;
- a visão de futuro da atual administração, que se caracteriza por antecipar movimentos do mercado e aproveitá-los a seu favor; e
- as enormes possibilidades que se abrem na Índia, principalmente, mas também no restante da Ásia e na África.

Portanto, com base nessas e nas demais considerações, esta Consultoria acredita que a produção de 15.000 armas/dia por volta de 2025 possa se tornar real e necessária, sendo viabilizada pela já planejada ampliação/modernização dos parques fabris da Taurus no Brasil, nos EUA e na Índia, concretizando assim um crescimento da demanda por seus produtos e mantendo o alto índice de lucratividade que a tem caracterizado.

A Embraer pode conquistar a Ásia?

A fabricante regional de jatos está de olho na Índia, no Vietnã e além. Os concorrentes têm outras ideias

A Embraer realiza a montagem final de seus jatos de passageiros em um grande hangar em São José dos Campos. Até seis jatos podem ser acomodados em um hangar. (Foto cortesia da Embraer)

*NIKKEI Asia - 24/06/2022

Na ampla fábrica de montagem da fabricante brasileira de jatos Embraer, uma pequena placa japonesa está fixada em um quadro branco: "Kaizen", diz, uma palavra japonesa para melhoria contínua.

"Fazemos centenas de projetos kaizen todos os anos para aumentar a produtividade em nossos locais de produção", disse um gerente de fábrica, observando onde um E195-E2 de 146 lugares aguarda suas asas, motores e pintura. “No ano passado, conseguimos uma redução de 17% [no lead time de produção], apesar de toda a dificuldade que tivemos na cadeia de suprimentos”, disse. A empresa pretende atingir uma redução de 40% até o final de 2023.

Kaizen ficou famoso no Japão pela Toyota e outros, e o pedaço de papel preso na fábrica é emblemático de um campeão nacional brasileiro cada vez mais aberto a ideias de fora. Francisco Gomes Neto, o novo CEO da Embraer, veio da indústria automobilística. A Embraer agora tem dois cidadãos norte-americanos em seu conselho. A ampliação da perspectiva é crucial: a batalha pela participação de mercado é global e, de acordo com entrevistas com executivos daqui, será cada vez mais travada na Ásia.

A Embraer prevê que sua produção de jatos de passageiros aumentará para 60-70 aeronaves este ano e, eventualmente, voltará ao nível anterior de 100-110, após dois anos prejudicado pela pandemia. Mas atingir o objetivo pode não ser tão simples. A empresa agora enfrenta a concorrência da Airbus por jatos maiores e da estatal Commercial Aircraft Corp. of China (COMAC) para os menores – enquanto a japonesa Mitsubishi Heavy Industries, que adquiriu o negócio de jatos regionais da canadense Bombardier em 2020, está pressionando seus clientes usar suas frotas existentes pelo maior tempo possível em vez de comprar da Embraer.

Gomes Neto está realizando um verdadeiro turnaround na Embraer
"O mercado é muito competitivo", reconheceu Gomes Neto em entrevista. Ele diz que a Embraer está buscando redução de custos e expansão para novos mercados para sua divisão de aviação comercial. "Esse segmento é extremamente importante para nós. A aviação comercial era e será o maior negócio da nossa organização. Acreditamos que temos potencial para dobrar o tamanho da empresa em cinco anos."

Os pequenos jatos de passageiros são um nicho distinto do mercado de grandes jatos que há muito é dominado pela Boeing e Airbus. Os chamados jatos regionais, com 100 assentos ou menos, são um nicho dentro de um nicho, utilizado pelas companhias aéreas para conectar cidades menores aos grandes aeroportos. É um negócio pequeno, mas estável, que os players existentes, como a Embraer e a antiga Bombardier, agora chamada MHI RJ sob a Mitsubishi Heavy Industries, estão tentando manter contra novos participantes como a COMAC. Permanecer magro é fundamental.

“Antes da COVID, a Embraer produzia de 100 a 110 aeronaves comerciais por ano e costumava perder dinheiro”, disse Victor Mizusaki, analista do Bradesco BBI, banco de investimento brasileiro. "Agora falamos de 45-50 aeronaves por ano e eles estão ganhando dinheiro. Eles são muito mais eficientes em termos de custo."

Sob Gomes Neto, CEO desde 2019, a Embraer reduziu sua força de trabalho em quase 3.000 funcionários, para 18.320. Vendeu fábricas em Portugal. Nos EUA, consolidou a produção de jatos executivos na Flórida e reestruturou as operações de manutenção e suporte em Connecticut. "Queremos ser atraentes para os investidores", disse Gomes Neto. "Queremos crescer e ser muito rentáveis.

Gomes Neto também representa uma crescente diversidade de gestão. No passado, os executivos da Embraer eram principalmente da escola de engenharia de elite ITA, também localizada aqui, disse Mizusaki. Hoje, os não-engenheiros do C-Suite incluem o diretor financeiro Antonio Carlos Garcia, ex-executivo da ThyssenKrupp. Os membros do conselho não são mais apenas brasileiros com pouca experiência global na indústria aeroespacial, disse Mizusaki. Tem dois americanos, da Boeing e da GE Aviation, de olho em mercados como o asiático.

"A diversificação é fundamental", disse Gomes Neto. Ela “traz conhecimento diferenciado e relacionamento diferenciado para a empresa. Mais de 80% do faturamento que fazemos está fora do Brasil”.

A Ásia ocupa um lugar de destaque na busca da Embraer por novos mercados. A empresa planeja desenvolver uma aeronave turboélice no final da década de 2020 para rotas de curta distância que espera serem populares na região. Um turboélice pode decolar e pousar em pistas mais curtas e é mais eficiente em termos de combustível em distâncias curtas do que jatos.

Índia
Na Índia, a Embraer está em negociações para vender jatos regionais para a transportadora de baixo custo IndiGo. A nomeação de Pieter Elbers pela IndiGo como CEO em maio gerou especulações de que a companhia aérea indiana se tornará mais aberta ao uso de jatos da Embraer. Elbers foi o ex-CEO da transportadora nacional holandesa KLM, um grande cliente da Embraer.

"Claro que conheço Pieter muito bem. Claro que temos um bom relacionamento com Pieter porque ele era nosso cliente", disse Arjan Meijer, chefe de aviação comercial da Embraer, durante um recente evento de mídia. "Mas teremos que falar com a IndiGo, não apenas com Pieter, para o desenvolvimento de sua frota."

Outra companhia aérea indiana, a Star Air, é usuária do ERJ-145 de 50 lugares da Embraer e precisa de uma atualização. "Estamos em contato com potenciais clientes na Índia. Já temos nossas aeronaves operando na Índia", disse Gomes Neto. "A Índia pode ser um mercado importante para o nosso turboélice, bem como para o E2", acrescentou, referindo-se à principal família de jatos de passageiros que podem transportar entre 100 e 146 pessoas.

Vietnã e China
Em abril, a Embraer realizou uma demonstração de sua aeronave E190-E2 para companhias aéreas do Vietnã, incluindo a Bamboo Airways, uma companhia aérea de baixo custo que oferece acesso a resorts e pontos turísticos dentro do longo e estreito país. A Bamboo conta atualmente com cinco aeronaves Embraer da geração anterior.

A Embraer, no entanto, tem tido mais dificuldade em expandir na China, onde o governo de Pequim quer nutrir uma indústria aeroespacial doméstica como parte de sua política industrial "Made in China 2025", e é vista pressionando as companhias aéreas chinesas a comprar da COMAC, não da fornecedores estrangeiros.

A COMAC está expandindo sua família de aeronaves. Já estão em operação o jato regional ARJ21 com até 90 assentos e o jato de fuselagem estreita C919 maior com capacidade para 168. O jato widebody C929 para 280 passageiros está em desenvolvimento. A China pretende reduzir sua dependência da Airbus e da Boeing para o fornecimento de aeronaves comerciais ao ter seu próprio fabricante de aeronaves. O país poderia até desenvolver uma rede de instalações de vendas e serviços em todo o mundo em um impulso de exportação. Mas sem certificação da Europa ou dos EUA, as aeronaves da COMAC só podem ser usadas na China por enquanto.

A Embraer costumava produzir ERJ-145 de 50 lugares na China de 2003 a 2016, mas agora enfrenta desafios para vender ou produzir jatos lá.

"Na China, ainda estamos trabalhando para certificar o E2", disse Gomes Neto. Sem certificação, uma aeronave não pode voar no país.

A poderosa Mitsubishi (antiga Bombardier) tem foco na América do Norte
A japonesa Mitsubishi Heavy - a nova proprietária do programa de jatos regionais da Bombardier - está focada em vender na América do Norte e cética quanto à oportunidade na Ásia, onde aeronaves de fuselagem estreita maiores produzidas pela Boeing e Airbus são mais populares entre as companhias aéreas e empresas de leasing . Em parte, isso ocorre porque eles podem transportar mais pessoas entre as cidades densamente povoadas da Ásia. Eles também têm maior valor de revenda.

"As aeronaves regionais, abaixo de 100 assentos ou abaixo de 70 ou 80 assentos, realmente serão tão populares na Ásia quanto nos EUA? Talvez. Talvez não", disse Hiroaki Yamamoto, CEO do MHI RJ Aviation Group. Desde a aquisição do CRJ na divisão da Bombardier, a MHI RJ encerrou a produção, concentrando-se em fornecer suporte e serviços para as aeronaves em serviço.

Os EUA têm sido o maior mercado para jatos regionais. Tem muitas grandes cidades espalhadas por grandes distâncias e carece de infraestrutura ferroviária. O mercado dos EUA também foi apoiado por uma cláusula de escopo entre as principais companhias aéreas e seus sindicatos de pilotos, que limitava o tamanho das aeronaves que as companhias aéreas regionais podem operar. "Nos próximos três anos, não acreditamos que haverá uma mudança significativa" na cláusula de escopo, disse Meijer, da Embraer.

A Mitsubishi não tem pressa em retomar a produção de aeronaves, seja do antigo CRJ ou do seu próprio SpaceJet, em meio a um ambiente de negócios altamente incerto, incluindo a pandemia e a invasão russa da Ucrânia. "Se a situação for como hoje, realmente não sabemos o que vai acontecer. E a ciclicidade desse negócio já foi comprovada. Naturalmente, [as companhias aéreas] são um pouco tímidas" para fazer grandes investimentos, disse Yamamoto. "A escolha natural seria ficar com o produto existente pelo maior tempo possível."

A estratégia da Mitsubishi é manter e desenvolver a base de clientes da Bombardier e buscar uma parceria para o possível lançamento futuro de aeronaves de emissão zero, talvez movidas a hidrogênio.

"Eu não desisto de nada", disse Yamamoto sobre a atual participação de mercado da CRJ. "Farei qualquer coisa para permanecer no jogo e até ganhar participação de mercado, seja por meio de novos produtos ou melhoria da aeronave... ou melhores serviços de manutenção", disse ele.

Ambição global da Embraer
A Embraer também está desenvolvendo seus próprios aviões de emissão zero, mas é sua ambição global que a destaca. Embora a COMAC esteja limitada à China por enquanto e a Mitsubishi se concentre principalmente na América do Norte, ela está olhando para a Ásia e além. "Vendemos muitos produtos nos EUA, jatos comerciais e jatos executivos", disse Gomes Neto. "E queremos vender para a China também. Ambos são importantes mercados de aviação para a Embraer."

19 junho, 2022

Na Ásia,Taurus vai fincando bandeiras em países com expressivo crescimento e grande potencial


*LRCA Defense Consulting - 19/06/2022 (atualizado em 23/06)

A multinacional brasileira Taurus Armas S.A. continua ampliando a diversificação geográfica de suas vendas, conquistando novos mercados e passando a ter posição de proeminência em outros com grande potencial e/ou com expressivo crescimento.

Dentro dessa estratégia, a Ásia assume importância capital para a empresa, haja vista que alguns de seus países estão entre os que mais crescem no mundo. Além disso, é a região que possui o maior adensamento populacional do planeta e onde os mercados militar, policial, paramilitar e de segurança privada estão entre os mais promissores, haja vista que, via de regra, dispõem de armamentos de muitas origens e, em vários casos, parcialmente obsoletos.

Bangladesh
A República Popular do Bangladesh, localizada na fronteira Leste da Índia e o oitavo país mais populoso do mundo, tem registrado um enorme crescimento nos últimos anos, mesmo num momento em que as economias dos gigantes asiáticos perderam força. O país deve registrar uma taxa de crescimento superior a China. Ainda segundo um relatório de competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2019, Bangladesh foi o segundo país asiático que mais subiu nesse ranking.

O país asiático é um dos com maior adensamento populacional do mundo, com 162 milhões de habitantes em 147.570 quilômetros quadrados, o que evidencia também o potencial mercado consumidor.

Desde 2017, período em que a Taurus passou por uma forte transformação e iniciou seu turnaround, a fabricante brasileira vem conquistando este importante mercado. 

A polícia nacional de Bangladesh - maior força policial do mundo - já é cliente da empresa desde 2017, quando adquiriu 2.500 submetralhadoras 9mm (SMT9). Em maio de 2019, a Taurus entregou um grande lote de pistolas PT57SC e submetralhadoras SMT 9mm para a Bangladesh Air Force – BAF, no primeiro negócio fechado junto à essa instituição.

Além do fornecimento de submetralhadoras, o contrato firmado incluiu a realização de cursos de manutenção de armas longas táticas, com o objetivo de preparar cerca de 40 oficiais – um para cada batalhão de Bangladesh – para torná-los multiplicadores dos protocolos de segurança e manuseio exigidos pela marca.

Submetralhadora Taurus SMT-9C 9x19mm em uso pela polícia de Bangladesh

Índia
Outro país promissor e que está entre os que mais crescem mundialmente é a Índia, onde a Taurus assinou uma joint venture dentro do programa do governo local na área de defesa “Make in Índia”, que permitirá a fabricação e comercialização de armas leves no país. A poderosa parceria com o Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, possibilitará a abertura do grande mercado indiano aos produtos da Taurus.

No país, a empresa está participando de uma licitação de 93.895 fuzis calibre 5,56x45, lançada pelo Ministério de Defesa indiano em 2021, por meio de um processo chamado Fast Track Procedure (FTP - compra rápida). Além dessa oportunidade específica, a Índia tem uma demanda de outros 365.000 fuzis no calibre 5,56x45 para os próximos cinco anos, a serem adquiridos através do Programa Make-in-India, o que a torna um dos mercados mais atrativos do mundo.

A multinacional brasileira também está disputando armamentos para Guarda de Segurança Nacional (submetralhadora SMT9), para a polícia de um estado indiano (até 4.000 unidades do fuzil T4) e para polícia da cidade de Aizawl, que está interessada nas pistolas TS9 e TH9c.

De acordo com relatório do Fundo Monetário Internacional, a perspectiva de crescimento econômico da Índia é superior à da China. O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas), que deve ultrapassar a China nos próximos 10 anos, é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China.

Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Na área de segurança pública, o número de agentes e policiais armados impressiona. A Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de 7 milhões de agentes de segurança particulares.

A obsolescência e a diversidade de origens de seu armamento leve faz com que a Índia esteja enfrentando graves problemas operacionais e também logísticos, haja vista a dificuldade para suprir, manutenir as armas e repor peças gastas ou defeituosas.

Como seu objetivo é se tornar uma das nações proeminentes no mundo dentro de alguns anos, suas forças armadas e de segurança necessitarão caminhar no sentido de padronizar o respectivo armamento leve, limitando-o a poucos modelos e passando a utilizar armas modernas e de alta qualidade fabricadas no próprio país (Make in India / Atmanirbhar Bharat - Feito na Índia / Índia Autossuficiente). Só assim obterão excelência operacional e logística, com grande economia de tempo e recursos.

A estrutura da fábrica de armas da Taurus Jindal no país já foi concluída na cidade de Hisar, sendo aguardada para breve sua entrada em operação.

“Nossos engenheiros estão na fábrica para dar todo o suporte na questão de infraestrutura, receber os equipamentos e maquinários, para iniciar a produção ainda este ano. Temos boas expectativas para 2022 com a entrada no mercado indiano que já está nos trazendo oportunidades para possíveis licitações das Forças Armadas e Policiais indianas. E na Índia tudo é superlativo, é o segundo país mais populoso do mundo, com números muito grandes em qualquer licitação, inclusive para o abastecimento do imenso mercado militar, policial e de segurança privada. Estamos bastante esperançosos de que a Índia vai gerar um resultado bastante firme nos próximos anos”, afirmou o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs.

Filipinas
A Taurus também vem conquistando o exigente mercado filipino, comprovando a qualidade, a confiabilidade e a resistência de seus produtos. Recentemente, a empresa realizou o fornecimento de 13.530 dessas armas ao Exército das Filipinas. Foi a primeira vez que esta força armada adquiriu fuzis de um país diferente dos Estados Unidos. Após a entrega da primeira leva (12.430 armas), ocorreu também a estreia do Fuzil T4 na dotação regular de um exército mundial.

Fuzil Taurus T4 em uso pelo Exército das Filipinas

Em 2018, a companhia venceu um grande contrato para o fornecimento de pistolas striker modelo TS9 para Polícia Nacional das Filipinas e, de lá até dezembro de 2021, já foram vendidas 29.500 pistolas desse modelo para essa força policial, sendo que as últimas 9.500 armas serão entregues neste segundo semestre. As armas passaram por um dos mais rigorosos testes de avaliação, incluindo teste de resistência de 20.000 disparos, onde as amostras foram plenamente aprovadas sem nenhuma falha. Os testes aplicados superaram em vários requisitos os testes da Norma NATO AC-225.

Assim como Bangladesh e Índia, as Filipinas possuem uma economia dinâmica e também em rápida expansão. Projeta-se que a economia desse país seja a 5ª maior da Ásia e a 16ª maior do mundo até 2050. Sendo um país densamente povoado, com mais de 108 milhões de habitantes em 300.000 quilômetros quadrados de área (um pouco maior que o estado brasileiro do Rio Grande do Sul), seu grande mercado interno tem potencial para se expandir ainda mais.

Nepal
O Nepal é um país localizado entre a Índia e o Tibete, tendo uma das maiores densidades demográficas do continente, com 184 habitantes por quilômetro quadrado.

O país tem laços estreitos com ambos os seus vizinhos, especialmente com a Índia. De acordo com um tratado de longa data, os cidadãos indianos e nepaleses podem viajar livremente entre os dois países, sem passaporte ou visto. Cidadãos nepaleses podem trabalhar na Índia, sem qualquer restrição legal.

As forças armadas do país consistem no Exército, que inclui a Força Aérea do exército nepalês. A Polícia Nepalesa é a polícia civil, enquanto a Polícia Armada do Nepal é a força paramilitar (segue normas e costumes militares mas não é ligada ao Exército).

A maioria dos equipamentos usados ​​pelo exército nepalês é importada de outros países. A Índia é o maior fornecedor de armas e munições do exército, bem como de outros equipamentos logísticos, que geralmente são fornecidos sob generosos subsídios militares. Alemanha, Estados Unidos, Bélgica, Israel, Reino Unido, União Soviética, China e Coreia do Sul também forneceram ou ofereceram armas ao exército nepalês.

O primeiro rifle padrão do Exército foi o belga FN FAL, que foi adotado em 1960. Os FAL nepaleses foram posteriormente complementados por variantes não licenciadas fabricadas na Índia, bem como sua contraparte britânica, o rifle L1A1 Self-Loading. A partir de 2002, estes foram oficialmente suplementados no serviço militar pelo fuzil americano M-16, que tomou o lugar do FAL como fuzil de serviço padrão do exército. No entanto, o FAL e suas respectivas variantes continuam sendo a arma mais prolífica no serviço do exército nepalês, com milhares de exemplos de segunda mão fornecidos pela Índia até 2005.

A pistola padrão do Exército Nepalês é a obsoleta Browning Hi Power (FN P-35) uma pistola semiautomática de ação simples no calibre 9mm, com modelo inicial de 1935 e aperfeiçoamentos introduzidos em 1962.

Indonésia
As Forças Armadas da Indonésia (TNI) incluem o Exército (TNI–AD), a Marinha (TNI–AL, que inclui o Corpo de Fuzileiros Navais) e a Força Aérea (TNI–AU). O exército tem cerca de 400.000 militares ativos. Os gastos de defesa no orçamento nacional foram de 0,7% do PIB em 2018, com envolvimento controverso de fundações e interesses comerciais de propriedade militar.

As Forças Armadas foram formadas durante a Revolução Nacional da Indonésia quando empreendeu a guerrilha junto com a milícia informal. Desde então, as linhas territoriais formaram a base de toda a estrutura das sucursais da TNI, visando manter a estabilidade interna e dissuadir as ameaças externas. Os militares possuem uma forte influência política desde a sua fundação, que atingiu o pico durante a Nova Ordem. As reformas políticas em 1998 incluíram a remoção da representação formal do TNI da legislatura. No entanto, sua influência política permanece, embora em nível reduzido.

Soldados de infantaria do exército indonésio

O armamento leve padrão das Forças Armadas é produzido pela PT Pindad (inglês: Indonesian Army Industries Ltd.), empresa estatal indonésia especializada em produtos militares e comerciais. Pindad fornece os armamentos e munições para as Forças Armadas Nacionais da Indonésia e para outras agências uniformizadas.

A pistola padrão é a Combate G2 (desenvolvida em parceria com a indiana Bhukhanvala Industries), uma pistola semiautomática de ação única no calibre 9×19mm, embora ainda haja muitas Pindad P1 e P2 em uso, que são cópias locais da Browning Hi-Power.

A submetralhadora padrão é a M12 nas versões PM1 e PM1A1 e no calibre 9×19mm, fabricadas sob licença da Beretta.

O fuzil de assalto padrão atual é o SS2, com calibre 5.56×45mm, que está substituindo gradualmente a versão antiga SS1 (uma versão licenciada do FN FNC). O supressor de flash do SS2 é baseado no do Colt M16A2 e possui uma alça de carregamento recíproca que pode ser usada para assistência à frente, com a mira frontal baseada nos rifles AK.

MD apresenta atuação das Forças Armadas para comitiva da Índia, Bangladesh, Nepal e EUA
No dia 08 de junho, o Ministério da Defesa do Brasil recebeu a visita de militares do Colégio de Defesa Nacional da Índia. A comitiva, que contou também com militares de Bangladesh, do Nepal e dos Estados Unidos, participou de um ciclo de palestras. O encontro fortalece as relações do Brasil com essas nações amigas.

Durante as palestras, foram apresentados temas como o planejamento estratégico e a atuação conjunta das Forças Singulares brasileiras, além dos principais aspectos da indústria de defesa nacional. A iniciativa é uma oportunidade para projetar a atuação das Forças Armadas brasileiras no cenário internacional, além de contribuir para o fortalecimento dos laços de cooperação entre as nações.

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