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14 outubro, 2026

Embraer vence disputa com Airbus e conquista encomenda de até 26 E190-E2 da Japan Airlines

Decisão confirma vantagem antecipada pelo LRCA em setembro, amplia presença da fabricante brasileira no Japão e fortalece perspectivas para a família E2



*LRCA Defense Consulting - 13/10/2026 - 08h15

A Japan Airlines (JAL) anunciou nesta quarta-feira, 14 de outubro, a escolha do Embraer E190-E2 para renovar a frota regional de sua subsidiária J-AIR. O compromisso abrange 26 aeronaves, sendo 16 pedidos firmes e dez opções de compra, com entregas previstas a partir do ano fiscal japonês de 2029. A decisão representa uma vitória comercial da fabricante brasileira em uma concorrência na qual o Airbus A220 também era considerado.

A confirmação dá sequência à reportagem publicada pelo LRCA em 22 de setembro, que apontava a vantagem da Embraer na disputa, ainda sem decisão formal. Na ocasião, a expectativa divulgada era de aproximadamente 20 aeronaves. O anúncio oficial estabelece agora o volume contratado e a composição entre encomendas firmes e opções.

Renovação de uma operação consolidada 
A J-AIR, sediada no Aeroporto Internacional de Osaka (Itami), conecta cidades de diversas regiões japonesas. Sua frota regional reúne 18 E170 e 14 E190, segundo o levantamento publicado anteriormente pelo LRCA. O E190-E2 foi selecionado como sucessor dessa geração de aeronaves, mas a JAL ainda não detalhou o ritmo de retirada de cada modelo, a configuração de cabine nem a eventual conversão das opções em pedidos firmes.

A escolha se insere na estratégia JAL Group Management Vision 2035, que procura preservar a conectividade doméstica em um ambiente marcado pela redução da demanda de viagens de negócios, mudanças demográficas, inflação e pressões cambiais. Para a companhia, modernizar a frota é uma forma de conciliar custos operacionais, eficiência ambiental e manutenção de rotas essenciais à economia regional.

Tecnologia e custos operacionais 
O E190-E2 emprega motores Pratt & Whitney PW1900G e asas redesenhadas. Segundo a JAL, essas características proporcionam menor consumo de combustível, emissões de dióxido de carbono e ruído em comparação com aeronaves da geração anterior, além de contribuir para reduzir custos de manutenção. A ficha técnica divulgada pela empresa indica capacidade padrão de 97 a 114 assentos e alcance de até 5.463 quilômetros. A configuração específica da J-AIR não foi informada.

Em declaração publicada no comunicado, Mitsuko Tottori, presidente e CEO do Grupo JAL, destacou o desempenho ambiental e econômico do novo avião e sua contribuição para preservar uma rede aérea doméstica sustentável, considerada infraestrutura social indispensável para as comunidades japonesas.

O peso da relação com a Embraer 
A encomenda sucede a renovação plurianual, anunciada em setembro, do Programa Pool de suporte a componentes da atual frota da J-AIR. O acordo cobre peças reparáveis e serviços de manutenção, favorecendo a disponibilidade das aeronaves durante a transição. Conforme informações divulgadas anteriormente pela Embraer e reproduzidas pelo LRCA, a frota regional havia registrado confiabilidade média de serviço de 99,8% nos seis meses anteriores à renovação do contrato.

Essa experiência operacional ajuda a explicar a competitividade da fabricante brasileira, embora a JAL não tenha divulgado os critérios e pesos utilizados na comparação entre propostas. A continuidade com a família Embraer pode oferecer vantagens em familiaridade operacional e estrutura de suporte, mas os benefícios concretos dependerão dos contratos e do planejamento de implantação.

Japão ganha relevância para a família E2 
A escolha da JAL se soma aos compromissos anteriormente anunciados pela ANA Holdings, concorrente japonesa que, segundo o levantamento do LRCA, acumulava 23 pedidos firmes de E190-E2 e cinco opções. Considerados esses números e o anúncio atual, as duas empresas passam a representar 39 encomendas firmes e 15 opções da família E190-E2. Essa concentração pode favorecer, ao longo do tempo, uma base mais ampla de serviços, treinamento e manutenção no Japão, embora não exista anúncio específico de novos investimentos nesse sentido.

A decisão também tem valor simbólico após o encerramento, em 2023, do programa japonês Mitsubishi SpaceJet. A JAL havia planejado incorporar 32 aeronaves desse projeto, que não chegou à fase de entregas. O E190-E2 passa agora a integrar a solução de renovação regional, sem que isso permita equiparar automaticamente os volumes dos dois programas.

Uma vitória confirmada, com detalhes ainda pendentes 
O anúncio encerra a incerteza sobre o fabricante escolhido, mas não esclarece o valor financeiro do negócio, o cronograma completo das entregas ou os aeroportos e rotas que receberão primeiro os novos aviões. Também não significa que as dez opções já constituam vendas definitivas.

Para a Embraer, o resultado consolida a presença em um mercado exigente e fortalece sua posição perante a Airbus no segmento de jatos regionais. Para a JAL, representa uma decisão de longo prazo destinada a manter a capilaridade de sua malha doméstica. O que o LRCA havia identificado em setembro como uma vantagem competitiva transforma-se, agora, em uma encomenda formal.

22 setembro, 2026

Embraer avança sobre Airbus em disputa por até 20 jatos da Japan Airlines

Companhia japonesa estaria inclinada a escolher o E190-E2 para a primeira etapa da renovação da frota regional; decisão poderá ocorrer em outubro, mas ainda não foi formalizada


*LRCA Defense Consulting - 22/09/2026

A Embraer abriu vantagem sobre a Airbus na disputa por uma encomenda de aproximadamente 20 jatos regionais da Japan Airlines (JAL). Segundo pessoas familiarizadas com as negociações ouvidas pela Bloomberg, a companhia japonesa está inclinada a escolher a família E2, enquanto avalia também o A220. A decisão poderá ser tomada já em outubro de 2026, embora ainda não esteja concluída e possa mudar.

A informação representa uma evolução importante em um processo acompanhado desde 2024. A JAL planeja começar a receber sua nova geração de aeronaves regionais no ano fiscal de 2028, iniciado em 1º de abril daquele ano. Em novembro de 2025, a Bloomberg informou que o estudo poderia envolver cerca de 40 jatos regionais, além de até 30 turboélices. O número agora mencionado, próximo de 20 aeronaves, sugere uma primeira etapa da renovação, possivelmente concentrada nos E170 mais antigos da subsidiária J-AIR.

Nem a JAL nem os fabricantes confirmaram a escolha. A Japan Airlines não respondeu à consulta feita pela Bloomberg durante o feriado japonês, enquanto Embraer e Airbus recusaram-se a comentar. Portanto, o negócio deve ser tratado como uma concorrência em andamento, na qual a fabricante brasileira aparece como favorita, e não como uma encomenda fechada.

E190-E2 se ajusta à operação atual
A J-AIR, subsidiária regional integralmente controlada pelo Grupo JAL, opera 32 E-Jets: 18 E170 com 76 lugares e 14 E190 configurados para 95 passageiros, dos quais 15 na Classe J e 80 na classe econômica. Os E170 começaram a chegar em 2008 e entraram em serviço em 2009; os E190 foram incorporados a partir de 2016.

Esse perfil ajuda a explicar a vantagem do E190-E2. Em uma configuração de duas classes citada pela Bloomberg, o modelo transporta cerca de 97 passageiros, capacidade muito próxima dos 95 assentos dos E190 atuais. O concorrente Airbus A220-100 acomoda aproximadamente 120 passageiros em configuração comparável. Para rotas regionais com demanda limitada, a diferença pode tornar o avião da Embraer mais adequado, permitindo preservar frequências sem oferecer assentos em excesso.

A opção pelo E2 também reduziria a ruptura operacional. Embora o E190-E2 tenha novos motores, asas redesenhadas e sistemas atualizados, a aeronave preserva elevada comunalidade com a geração anterior dos E-Jets. A J-AIR já dispõe de pilotos, técnicos, procedimentos, experiência operacional e relacionamento logístico construídos ao longo de 18 anos com a Embraer. A adoção do A220 exigiria incorporar uma família inteiramente nova à operação regional.

Os motores, isoladamente, não devem decidir a disputa. Tanto o E190-E2 quanto o A220 utilizam versões da família de turbofans com engrenagens da Pratt & Whitney. Os problemas de disponibilidade e manutenção que atingiram esses motores vêm apresentando melhora nas variantes que equipam os jatos menores, segundo representantes do setor de leasing ouvidos pela Reuters.

Primeira etapa pode substituir os E170
A frota de E170 da J-AIR tem idade média próxima de 15 anos, enquanto os E190 estão em torno de nove anos. Isso reforça a hipótese de que uma encomenda inicial de aproximadamente 20 E190-E2 seria destinada prioritariamente à substituição dos 18 E170, com alguma margem para crescimento ou reserva operacional. Uma segunda etapa poderia alcançar os E190 ou ampliar a frota, dependendo da demanda doméstica e da estratégia de malha da JAL.

Essa interpretação concilia os dois números conhecidos. A avaliação divulgada em 2025 abrangia cerca de 40 jatos; a negociação agora descrita envolve aproximadamente 20. Não há confirmação de que a necessidade maior tenha sido abandonada. A companhia pode estar dividindo a renovação em lotes para escalonar investimentos, entregas, treinamento e retirada das aeronaves atuais.

A decisão preenche ainda a lacuna deixada pelo Mitsubishi SpaceJet. A Japan Airlines havia contratado 32 unidades do jato regional japonês, inicialmente denominado MRJ, que deveriam tornar-se aeronaves centrais da futura frota da J-AIR. Os sucessivos atrasos impediram as entregas, e a Mitsubishi Heavy Industries encerrou o programa em 2023. Sem o SpaceJet, a JAL permaneceu dependente dos E170 e E190 que o novo avião deveria complementar e, progressivamente, substituir.

Programa Pool fortalece a posição da Embraer
A notícia surge imediatamente após a Japan Airlines e a Embraer renovarem, por vários anos, o acordo do Programa Pool que sustenta os 32 E170 e E190. O contrato, anunciado em 21 de setembro, cobre componentes reparáveis, manutenção e peças de reposição, além de manter estoque relevante próximo às bases da companhia japonesa.

Segundo a Embraer, a frota da J-AIR registrou confiabilidade média de serviço de 99,8% nos seis meses anteriores ao anúncio. O índice, associado à continuidade do suporte, fornece à JAL uma referência concreta sobre a capacidade da fabricante de manter os aviões disponíveis em uma rede na qual a mesma aeronave pode cumprir vários trechos diários.

A renovação do Programa Pool não equivale a uma escolha do E190-E2. A frota atual permanecerá em operação durante a transição e continuará necessitando de peças e reparos. Entretanto, o acordo reforça a relação entre as empresas justamente quando a JAL se aproxima da decisão sobre seu próximo jato regional. Também permite imaginar uma substituição gradual, na qual E170, E190 e E190-E2 convivam por alguns anos sob uma estrutura integrada de suporte.

ANA ajuda a criar uma base japonesa para o E2
Outro elemento favorável à Embraer é a escolha já feita pela ANA Holdings, maior concorrente da Japan Airlines. A ANA encomendou inicialmente 15 E190-E2, com cinco opções, e acrescentou oito unidades firmes em 2026. O compromisso alcançou 23 aeronaves, mantidas as cinco opções, com primeiras entregas previstas para 2028.

Se a JAL confirmar aproximadamente 20 unidades, as duas maiores companhias aéreas japonesas somarão pelo menos 43 E190-E2 firmes. Essa escala poderá estimular a formação de um ecossistema nacional de treinamento, manutenção, peças e conhecimento técnico, reduzindo riscos e custos para os operadores. Também representará uma conquista estratégica para a Embraer em um mercado tradicionalmente dominado por Boeing e Airbus e abalado pelo encerramento do projeto SpaceJet.

Para a Airbus, uma derrota retiraria do A220 a oportunidade de conquistar uma operadora regional de grande visibilidade no Japão. A fabricante europeia obteve encomendas importantes para o modelo, mas o programa ainda enfrenta o desafio de elevar a produção e melhorar sua rentabilidade. Já a família E2 conquistou, no último ano, pedidos de empresas como ANA, Finnair e SAS, além de disputar uma possível grande encomenda da indiana IndiGo.

Decisão terá alcance além das 20 aeronaves
A eventual vitória da Embraer não significará apenas a venda de cerca de 20 aviões. Ela poderá assegurar a continuidade de uma relação iniciada em 2008, estabelecer o E190-E2 como sucessor natural dos E-Jets da J-AIR e consolidar o Japão como um dos mercados mais relevantes da nova geração de jatos comerciais brasileiros na Ásia-Pacífico.

Para a Japan Airlines, a escolha definirá a capacidade, os custos e a flexibilidade de parte importante de sua rede doméstica por décadas. A decisão precisará equilibrar preço, consumo, manutenção, disponibilidade de motores, treinamento, capacidade de passageiros e desempenho nos aeroportos regionais. Nos elementos já conhecidos, o E190-E2 reúne uma vantagem decisiva: oferece tecnologia de nova geração sem obrigar a companhia a abandonar um modelo operacional que alcançou elevada confiabilidade.

Até o anúncio formal, permanecem em aberto a quantidade definitiva, eventuais opções de compra, configuração interna, valor do contrato e cronograma de entregas. A indicação de preferência, porém, coloca a Embraer em posição concreta de transformar sua presença histórica na J-AIR em uma nova encomenda e de vencer mais uma disputa direta com o Airbus A220.

03 setembro, 2026

Japonesa ANA Holdings assina novo pedido de oito jatos E190-E2 à Embraer

Acordo eleva para 23 as encomendas firmes da companhia aérea japonesa pela família E2 e confirma decisão do conselho de administração tomada em julho


 
*LRCA Defense Consulting - 03/09/2026 

A Embraer e a ANA Holdings Inc. (ANA HD) assinaram, nesta sexta-feira (4), em Tóquio, o contrato para a compra de oito aeronaves E190-E2. O acordo formaliza a decisão anunciada em 29 de julho de 2026 pelo conselho de administração da holding japonesa de ampliar sua frota regional e eleva para 23 o total de encomendas firmes da ANA HD pela família E2 da fabricante brasileira. A companhia japonesa ainda mantém cinco opções de compra adicionais para o mesmo modelo.

O novo pedido se soma ao contrato original, firmado em fevereiro de 2025, por 15 unidades firmes do E190-E2, com opção para outras cinco. Segundo apuração da imprensa especializada, a operação atual está avaliada em cerca de 105 bilhões de ienes (em torno de US$ 642 milhões) e as entregas devem ocorrer entre os anos fiscais de 2029 e 2032; já a primeira aeronave E2 da ANA HD, oriunda do contrato original, tem entrega prevista para 2028.

"Este pedido adicional de E190-E2 acelera nossos esforços para construir uma rede de aviação regional sustentável no Japão", afirmou Koji Shibata, presidente e CEO da ANA Holdings. "Isso também reforça nossa confiança na tecnologia da Embraer para reduzir tanto o impacto ambiental quanto os custos operacionais. Estamos animados em aprofundar essa parceria, elevando a conectividade regional e proporcionando uma experiência superior aos passageiros em todo o Japão."

"Estamos honrados com a confiança contínua da ANA HD no pequeno narrowbody E2 da Embraer e aguardamos poder apoiar os planos de crescimento da companhia aérea no Japão", declarou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. "Com sua economia excepcional e eficiência de combustível, o E2 vai apoiar a ampliação da conectividade em todo o Japão, além de oferecer mais conforto e espaço aos passageiros."

De acordo com veículos do setor, as oito novas aeronaves serão operadas pela IBEX Airlines, parceira regional da ANA, em um esquema de ACMI (aeronave, tripulação, manutenção e seguro fornecidos por terceiros), em substituição aos jatos CRJ700 atualmente empregados pela companhia. Pelo modelo, a ANA segue responsável pelo planejamento de rotas, pela programação e pela venda de passagens, enquanto a IBEX responde pela operação dos voos.

A escolha do E190-E2 pela ANA ocorreu depois do fim do programa SpaceJet, da Mitsubishi Aircraft, do qual a companhia japonesa era cliente lançadora. A fabricante japonesa tentou por anos certificar o jato regional até que a Mitsubishi Heavy Industries cancelasse o projeto em 2023, após sucessivos atrasos e bilhões de dólares em custos de desenvolvimento.

O E190-E2 integra a família E-Jets E2 da Embraer, reconhecida pela eficiência de combustível, pelas menores emissões, pelos níveis reduzidos de ruído e pela experiência superior de passageiros. Segundo a fabricante, a versatilidade da aeronave permite às companhias aéreas atender com eficiência tanto mercados já existentes quanto novas rotas, com ganhos operacionais e ambientais relevantes. Os E-Jets da Embraer operam no Japão desde 2009 e contam com suporte de pessoal da fabricante brasileira no País.

Estabelecida em 2013, a ANA Holdings é a maior holding de grupo aéreo do Japão, reunindo 72 empresas. O grupo inclui a companhia aérea de serviço completo All Nippon Airways (ANA) e a Peach Aviation Limited, principal companhia aérea de baixo custo do País. A ANA HD supervisiona um portfólio diversificado de negócios centrado no transporte aéreo, incluindo operações de passageiros e de carga, além de empresas de apoio ao setor de aviação. O grupo destaca ainda a classificação máxima de cinco estrelas da SKYTRAX conquistada pela ANA anualmente desde 2013, feito que faz da companhia a única aérea japonesa a manter a distinção por 13 anos consecutivos; também figura entre as empresas mais admiradas do mundo segundo a revista Fortune e integra o Dow Jones Best-in-Class World Index há nove anos consecutivos.

29 julho, 2026

ANA Holdings confirma compra de mais oito Embraer E190-E2

Novo pedido eleva para 23 o total de encomendas firmes da fabricante brasileira junto ao grupo japonês, que prepara parceria operacional mais ampla com a IBEX Airlines


*LRCA Defense Consulting - 29/07/2026

A ANA Holdings, controladora da All Nippon Airways (ANA), aprovou nesta quarta-feira (29), em reunião de conselho, a compra de mais oito jatos Embraer E190-E2. A decisão foi confirmada por registro da própria companhia na bolsa japonesa e reproduzida por veículos especializados, entre eles a AVIATOR e a FlightGlobal.

O novo pedido soma-se ao contrato firmado em fevereiro de 2025, quando a ANA Holdings encomendou 15 unidades firmes do modelo, com opção para outras cinco. Com a nova confirmação, o total de compromissos firmes do grupo japonês para o E190-E2 sobe para 23 aeronaves. Segundo o registro da bolsa, o valor do pedido adicional gira em torno de 105 bilhões de ienes (cerca de US$ 642 milhões). As entregas estão previstas para o período entre o ano fiscal de 2029, que começa em 1º de abril daquele ano, e 2032.

Configurado na versão de 100 assentos, o E190-E2 é apresentado pela Embraer como o jato de sua categoria com menor consumo de combustível e menores emissões sonoras entre os modelos equivalentes, graças a motores e tecnologias de geração mais recente. A ANA Holdings afirma que a aeronave dará mais flexibilidade para ajustar a oferta de capacidade à demanda nas rotas domésticas, em um contexto de mudanças demográficas no Japão, incluindo o encolhimento da população em determinadas regiões.

A compra das oito novas unidades está diretamente ligada a um movimento de reorganização das operações domésticas da ANA. Segundo apurado pelo portal TRAICY, a companhia e sua parceira de codeshare, a IBEX Airlines, sediada em Tóquio, anunciaram um acordo para ampliar a atual parceria, que passará de um simples compartilhamento de código para uma parceria operacional mais abrangente. Nesse novo arranjo, a ANA seguirá responsável pelo planejamento de rotas, frequências e vendas, na condição de transportadora comercializadora, enquanto a IBEX Airlines operará os voos, na condição de transportadora operadora, sob o código e os números de voo da ANA.

As oito novas aeronaves E190-E2 serão usadas em conjunto com a frota já existente do grupo ANA e devem substituir os jatos CRJ da IBEX Airlines, que hoje opera nove unidades do modelo CRJ700. A companhia afirma que o novo desenho de parceria permitirá a ambas as empresas usar de forma mais eficiente seus recursos de gestão, ao mesmo tempo em que a ANA preserva sua rede doméstica e ganha eficiência operacional.

O pedido original de fevereiro de 2025 fazia parte de uma encomenda maior, de até 77 aeronaves, fechada pela ANA Holdings com a Boeing, a Airbus e a Embraer, e marcou a primeira chegada da família E2 ao mercado japonês. Até então, a frota regional do grupo era composta por turboélices De Havilland Canada DHC-8-Q400, operados pela subsidiária ANA Wings. As entregas do primeiro lote de E190-E2 devem começar em 2028.

A Embraer não havia se manifestado publicamente sobre o novo pedido até a publicação desta matéria.

02 setembro, 2025

Primeiro Embraer E190-E2 da Austrália é entregue à Virgin Australia

 


*LRCA Defense Consulting - 02/09/2025

A Azorra entregou a primeira nova aeronave de passageiros bimotor Embraer E190-E2* para a Virgin Australia, marcando uma nova parceria aérea para a locadora e o primeiro Embraer E190-E2 a ser operado por um grande grupo de companhias aéreas na Austrália.

A entrega do E-Jet foi marcada por uma cerimônia de entrega hoje nas instalações da Embraer em São José dos Campos, com a presença de representantes seniores da Azorra, Virgin Australia e Embraer. Com 1.900 entregas desde 2004, o E-Jet é a terceira aeronave mais entregue da história.

Essas aeronaves de fuselagem estreita de nova geração apoiarão os esforços de modernização da frota da Virgin Australia Regional Airlines, substituindo sua frota atual de Fokker 100 pela variante Embraer E2. Entregues a partir da carteira de pedidos firmes da Azorra com a Embraer, outras três aeronaves serão entregues à Virgin Australia ainda este ano e até 2026. A Virgin Australia tem um total de oito pedidos firmes de aeronaves E2.

O novo E190-E2, com capacidade para 100 passageiros, proporcionará economia de combustível de até 30% em comparação com a frota atual de Fokker 100 da Virgin Australia, reduzindo as emissões e os custos operacionais em rotas importantes na Austrália Ocidental. Equipado com motores Pratt & Whitney GTF, o E190-E2 oferece maior eficiência, alcance e desempenho superior, enquanto sua cabine silenciosa e espaçosa, com dois assentos, garante uma viagem mais confortável para os passageiros.

John Evans, CEO e fundador da Azorra, diz: Receber a Virgin Australia como novo cliente representa um marco de orgulho para nossa equipe, pois entregamos o primeiro E2 operado por um grande grupo aéreo na Austrália e expandimos nossa presença na Oceania. O E190-E2 oferece excelente eficiência e menor consumo de combustível, tornando-o a aeronave ideal para o programa de modernização da frota da Virgin Australia. Equipada com motores GTF da Pratt & Whitney, esta moderna aeronave reforça o compromisso da Virgin Australia com um serviço confiável e de alta frequência, ao mesmo tempo em que aprimora o desempenho operacional geral.

Nick Rohrlach, Executivo do Grupo Virgin Australia Regional Airlines, afirma: “Estamos extremamente entusiasmados com a introdução dos Embraer 190-E2 na frota da Virgin Australia Regional Airlines. Substituir nossos Fokker 100 por esses jatos de última geração nos permite conectar melhor os clientes da indústria de recursos e as comunidades regionais em toda a Austrália Ocidental, com maior confiabilidade, redução significativa de ruído e emissões. Essas aeronaves são perfeitamente projetadas para os climas e ambientes desafiadores em que operamos, ao mesmo tempo em que oferecem aos nossos clientes uma experiência de voo espaçosa e confortável.”

Arjan Meijer, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirma: “A entrega do primeiro E190-E2 à Virgin Australia, em conjunto com nossa parceira de leasing, a Azorra, é um marco significativo para a evolução e o crescimento da Embraer na região. Com sua eficiência excepcional, baixo perfil de ruído e emissões e maior conforto para os passageiros, o E190-E2 representará um avanço revolucionário em relação à venerável frota de Fokker da companhia aérea, complementando perfeitamente os aviões de fuselagem estreita maiores da empresa.”                                                                                                              
Sobre a Azorra
A Azorra é uma empresa de leasing de aeronaves orientada por relacionamentos que oferece soluções de leasing, financiamento, transição de frota e gestão de ativos para investidores, financiadores e operadoras de companhias aéreas em todo o mundo. A equipe multicultural da Azorra reflete os mercados globais que atendemos e inclui competências essenciais em direito aeronáutico, financiamento de aeronaves, manutenção, marketing, vendas, negociação e leasing.

Sua equipe é liderada por veteranos experientes com um histórico compartilhado de sucesso e complementada por jovens profissionais que trazem novas perspectivas, ideias e entusiasmo. A Azorra atualmente possui e gerencia uma frota de mais de 150 aeronaves e motores. Incluindo compromissos e pedidos de novas aeronaves Airbus A220-100/300 e Embraer E190/195-E2, a frota total da Azorra ultrapassa 280 ativos. A empresa tem sede em Fort Lauderdale, Flórida, e um escritório em Dublin, Irlanda.

Sobre a Virgin Austrália

A Virgin Australia (ASX:VGN) foi fundada em 2000 e é atualmente uma das maiores companhias aéreas australianas, operando uma extensa rede doméstica, além de voos internacionais de curta distância, voos fretados e de carga, além de seu programa de fidelidade, o Velocity Frequent Flyer. Membros do Velocity podem usar seus pontos para resgatar voos para mais de 650 destinos em todo o mundo através da Virgin Australia e da extensa lista de companhias aéreas parceiras internacionais da companhia aérea. A Virgin Australia emprega mais de 8.000 pessoas. 

12 junho, 2025

Embraer destaca potencial para o crescimento da conectividade aérea intra-africana


*LRCA Defense Consulting - 12/06/2025

A Embraer publicou um relatório sobre o potencial inexplorado para aprimorar a conectividade aérea intra-africana. O estudo abrangente destaca o papel crítico da melhoria das viagens aéreas no crescimento econômico e no desenvolvimento em todo o continente africano e foi apresentado hoje na conferência AviaDev em Zanzibar.

Apesar de a África representar 18% da população global, ela contribui com menos de 3% para o PIB global e apenas 2,1% para o tráfego aéreo global de passageiros e cargas, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Essa disparidade é fundamental para a limitada conectividade aérea intra-regional do continente, um gargalo significativo no desenvolvimento econômico e da aviação da África.

O relatório identifica a necessidade de voos mais diretos, mais frequências, hubs eficientes, tecnologia aprimorada e parcerias/alianças mais fortes, além de foco no tamanho certo de aeronaves e na experiência do passageiro, e está disponível para download.

Potencial de Crescimento Econômico e da Aviação

Espera-se que o PIB da África cresça 3,8% ao ano nos próximos 20 anos, com um crescimento projetado do RPK (Passageiro-Quilômetro Operacional) de 4,4% ao ano, superando as taxas de crescimento da Europa e da América do Norte. Embora a África tenha a menor propensão a viagens do mundo, seu potencial de crescimento é imenso. O desenvolvimento da conectividade intrarregional será um fator-chave para esse crescimento.

Desafios Atuais de Conectividade
Atualmente, 64% dos mercados intra-africanos são atendidos com sete voos semanais ou menos, indicando uma oportunidade significativa para aprimorar a conectividade. Muitos mercados africanos de origem e destino (O&D) continuam mal atendidos ou totalmente desassistidos por voos diretos, forçando alguns passageiros a fazerem conexões por meio de hubs distantes, às vezes tão distantes quanto a Europa ou o Oriente Médio.

Oportunidades Estratégicas
O relatório da Embraer identifica 45 rotas intra-africanas atualmente não atendidas por um voo direto, que poderiam sustentar múltiplos voos diretos semanais, apoiando o crescimento econômico regional. As 10 principais rotas poderiam sustentar pelo menos três voos diretos por semana com uma aeronave de 100 assentos.

O relatório também utiliza uma curva de estímulo intra-africana desenvolvida pela Embraer, com base em dados de tráfego dos últimos 10 anos, que estima o número esperado de passageiros ao abrir um voo direto. Os dados mostram que o fator de estímulo varia de acordo com o tamanho do mercado. Por exemplo, um mercado com 50 passageiros antes da abertura de um voo direto terá um aumento de 40% na demanda. Para um mercado menor, como 20 passageiros, a abertura de um voo direto resultaria em um aumento de 80% na demanda.

Operações eficientes em hubs e o aumento das frequências também são cruciais para melhorar a qualidade da conectividade, oferecendo aos passageiros mais flexibilidade e conveniência.

Implantação de Aeronaves
Aeronaves do tamanho certo, como o E2 da Embraer, são essenciais para o desenvolvimento da conectividade em mercados fragmentados. Essas aeronaves oferecem custos de viagem mais baixos e maior alcance, tornando-as ideais para rotas de curta e média distância, além de se destacarem na abertura, manutenção e expansão de novas rotas.

Stephan Hannemann, Vice-Presidente Sênior de Vendas e Marketing, Chefe da Região Oriente Médio e África da Embraer Aviação Comercial, afirmou: “Este relatório, e os dados que o sustentam, destacam o potencial significativo para novas rotas e melhor conectividade de hubs em toda a África. Ao implantar a aeronave certa e aprimorar as viagens aéreas intrarregionais, a África pode desbloquear novas oportunidades econômicas, melhorar a experiência geral de viagem para milhões de passageiros e liberar o potencial econômico do continente.”

"A AviaDev África se dedica a apoiar o desenvolvimento da conectividade aérea de, para e dentro da África Subsaariana. O novo relatório da Embraer ilustra as vastas oportunidades já disponíveis para proporcionar melhor conectividade intra-africana e garantir um futuro robusto e resiliente", afirma Jon Howell, CEO e fundador da AviaDev. 

16 abril, 2025

Jatos Embraer E190-E2 e E195-E2 são certificados para operar na Mongólia

 


*LRCA Defense Consulting - 16/04/2026

Os jatos E190-E2 e E195-E2 aeronaves de corredor único mais silenciosas e com maior eficiência de combustível do mundo, receberam os certificados de tipo da Autoridade de Aviação Civil da Mongólia. Esse é um marco importante para a introdução da família E-Jets E2 no promissor mercado de aviação da Mongólia. 

A certificação é resultado de avaliações rigorosas realizadas no país asiático, que se alinham com os padrões globais de aviação já atendidos pelos jatos da Embraer por meio de certificações da FAA (EUA), EASA (Europa), ANAC (Brasil), CAAS (Singapura) e CAAC (China). 

"Somos gratos à Autoridade de Aviação Civil da Mongólia por sua avaliação diligente e pela confiança nas aeronaves da Embraer", afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. "A certificação abre caminho para mais oportunidades de negócios, à medida que continuamos a expandir nossa presença na Mongólia. O E2 está pronto para ser um ativo estratégico para as companhias aéreas locais, que buscam modernizar suas frotas e expandir suas malhas. Temos grandes expectativas de apoiar o promissor mercado de aviação da Mongólia com nossos jatos inovadores”. 

A Embraer está presente na Mongólia desde 2018, quando o ERJ 145 entrou em serviço com a Aero Mongolia. Em seguida, a Hunnu Air - maior companhia aérea privada do país - adicionou dois E190s à sua frota, em 2019. A Hunnu Air beneficiou-se da eficiência e da versatilidade dos jatos da Embraer para atender rotas domésticas e internacionais dentro da Mongólia e em seu entorno. Mais recentemente, em 2023, a Hunnu Air lançou voos diretos entre Ulan Bator e Pequim com os E-Jets de sua frota. Esses marcos reforçam a parceria de longa data da Embraer com as companhias aéreas locais, para apoiar o avanço dos recursos da indústria de aviação disponíveis para a Mongólia.

02 abril, 2025

Turkish Aerospace e Embraer explorarão oportunidades de produção do E2 na Turquia

 


*LRCA Defense Consulting - 02/04/2026

A Turkish Aerospace e a Embraer assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para explorar uma potencial cooperação industrial entre as empresas. 

A Embraer está buscando ativamente novos fornecedores e parceiros em todo o mundo para atender à crescente demanda pelos produtos da fabricante. A Turkish Aerospace pretende alavancar suas capacidades estratégicas na fabricação e montagem de estruturas metálicas e compostas, montagem final de fuselagens, componentes, voos de teste e de produção, e pintura. 

O acordo aborda a fase colaborativa entre a Embraer e a Turkish Aerospace para discussão de uma potencial parceria industrial abrangente envolvendo Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). 

O MoU foi assinado por Mustafa Gursoy, Vice-Presidente Executivo da Turkish Aerospace, e Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer durante a LAAD Defence & Security 2025, no Rio de Janeiro. Também marcaram presença na cerimônia o Vice-Presidente do Brasil e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin,; Muhammet Kasım Gonullu, Vice-Ministro da Indústria e Tecnologia da Turquia; e Şuay Alpay, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Turkish Aerospace. 

“Este memorando é um marco significativo para a indústria de defesa e aeroespacial da Turquia. Buscaremos aprimorar ainda mais as nossas capacidades tecnológicas e moldar o futuro da aviação por meio da nossa colaboração com a Embraer. Ao combinar os nossos pontos fortes, não estamos apenas construindo para hoje, mas também lançando as bases para o ecossistema de aviação de amanhã,” afirma Mehmet Demiroğlu, CEO da Turkish Aerospace. 

“A Embraer está entusiasmada com estas oportunidades significativas com a Turkish Aerospace. A sua experiência na fabricação e montagem aeroespacial alinha-se perfeitamente com os nossos objetivos estratégicos. Este Memorando de Entendimento marca um passo significativo para explorar soluções inovadoras e expandir a nossa presença global,” afirma Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer. 

Sobre a Turkish Aerospace
A Turkish Aerospace (TUSAŞ - Türk Havacılık ve Uzay Sanayii A.Ş.) é a principal empresa aeroespacial da Turquia, especializada no projeto, desenvolvimento, fabricação e integração de sistemas aeroespaciais. Com experiência abrangendo aviação militar e comercial, tecnologias espaciais e fabricação avançada de compósitos, a Turkish Aerospace desempenha um papel fundamental na inovação aeroespacial global. 

A empresa desenvolve e produz uma ampla gama de plataformas, incluindo caças, veículos aéreos não tripulados, helicópteros e satélites. Com instalações de última geração e um forte foco em P&D, a Turkish Aerospace continua a expandir suas capacidades por meio de colaborações internacionais, moldando o futuro da aeroespacial com tecnologia de ponta.

 

30 março, 2025

Além de negociar a venda de 50 aviões comerciais e militares, Embraer poderá estabelecer atividades de produção no Vietnã

Imagem meramente representativa gerada por IA

*Viêt Nam News - 29/03/2025

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse no sábado que sua segunda visita ao Vietnã foi muito produtiva, com resultados significativos visando fortalecer a Parceria Estratégica entre as duas nações.

“Estou retornando ao Brasil após uma semana de viagem, acompanhado de uma delegação importante, possivelmente a mais significativa com a qual um presidente brasileiro já viajou”, disse o presidente Lula em uma entrevista coletiva em Hà Nội antes de encerrar sua visita de Estado de três dias ao Vietnã. A presença de 11 ministros e dois líderes parlamentares do Brasil ressaltou o crescente interesse do país no Vietnã e os laços estreitos entre seus povos.

Embraer negocia a venda de 50 aviões e atividades de produção
O Brasil também está em negociações com o Vietnã sobre a venda de 50 aviões pela Embraer e explorando a possibilidade de estabelecer atividades de produção no Vietnã, permitindo que o país participe da montagem de aeronaves da Embraer.

"O Vietnã pode servir como uma porta de entrada para nossos jatos de 150 passageiros no mercado da ASEAN, o que é extremamente importante tanto econômica quanto politicamente", disse o presidente Lula.

"Convidamos o Vietnã para o Brasil e para investir em nosso país, e encorajamos os empreendedores brasileiros a investirem no Vietnã. Agora, a mesa de negociação foi montada. O Vietnã fez seus pedidos, nós fizemos nossas ofertas, e agora precisamos transformar essas discussões em oportunidades reais de negócios entre nossos dois países", disse o líder brasileiro.

Imagem meramente representativa, gerada por IA, de um C-390 nas cores do Vietnã

Encontros com principais líderes e alto crescimento do Vietnã
Durante sua visita de três dias, o líder brasileiro se encontrou com os quatro principais líderes vietnamitas — incluindo o presidente Lương Cường, o secretário-geral do Partido, Tô Lâm, o primeiro-ministro Phạm Minh Chính e o presidente da Assembleia Nacional, Trần Thanh Mẫn — e pediu uma cooperação mais estreita para promover as metas de desenvolvimento de ambos os países.

"Eu estava no Vietnã em 2008 como presidente do Brasil e, visitando novamente 17 anos depois, vi a força do povo vietnamita. O crescimento do país é evidente — você pode ver seu progresso em infraestrutura, desenvolvimento econômico e a melhoria na qualidade de vida de seu povo", disse o presidente brasileiro.

"O Vietnã cresceu quase 8 por cento anualmente. Poucos países no mundo, exceto a China, conseguiram sustentar um crescimento tão consistente por um período tão longo", ele observou.

"É essencial que entendamos que o Brasil pode servir como uma porta de entrada para o Vietnã na América Latina e América do Sul. Também é importante que trabalhemos para trazer o Vietnã para um acordo com o Mercosul. Da mesma forma, o Vietnã pode ser uma porta de entrada para o Brasil na ASEAN. Só por isso, essa visita já valeu a pena", disse o presidente Lula à imprensa.

Carne bovina

O líder brasileiro disse que o Vietnã anunciou durante sua visita que permitiria a importação de carne bovina brasileira, uma medida vista como um passo em direção ao equilíbrio comercial.

As empresas brasileiras também priorizariam investimentos em fábricas de processamento de alimentos no Vietnã, disse ele.

Interesses culturais, políticos, científicos e econômicos compartilhados
O presidente Lula destacou interesses culturais compartilhados, particularmente o futebol, como uma forma de aprofundar os laços interpessoais.

Os dois lados assinaram um memorando de entendimento para impulsionar a cooperação no esporte, e o presidente Lula sugeriu que o Vietnã poderia enviar jovens jogadores para serem treinados no Brasil após discussões com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Ministério do Esporte.

O presidente Lula disse que os lados vietnamita e brasileiro também discutiram parcerias em ciência e tecnologia, particularmente em inteligência artificial e a integração da internet em todas as escolas públicas de ambos os países.

De acordo com o presidente Lula, o Vietnã e o Brasil compartilham perspectivas sobre o multilateralismo e a necessidade de melhorar a governança nas Nações Unidas, e o Brasil é grato pelo apoio contínuo do Vietnã ao Brasil para que tenha um assento no Conselho de Segurança da ONU reformado.

Ele também pediu aos ministros e autoridades que acompanham o evento que "transformem as discussões políticas e econômicas" em planos e ações concretas.

O presidente Lula disse que está ansioso para receber o primeiro-ministro Phạm Minh Chính e a delegação vietnamita de volta ao Brasil para a Cúpula do BRICS em julho e para a COP30 em novembro em Belém, Pará.

O Brasil pretende expandir a cooperação com o Vietnã em mudanças climáticas e proteção ambiental em níveis bilaterais e multilaterais, acrescentou. 
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Leitura complementar importante:
- Com C-390, E190-E2 e MRO, Embraer poderá fazer parcerias de sucesso no Vietnã

- Embraer e companhias aéreas vietnamitas estão promovendo contratos de compra de aeronaves

 

29 março, 2025

Embraer e companhias aéreas vietnamitas estão promovendo contratos de compra de aeronaves

Primeiro-ministro Pham Minh Chinh e o Sr. Francisco Gomes Neto, presidente do Grupo Embraer do Brasil - Foto: VGP/Nhat Bac

*Báo Điện tử Chính phủ (Jornal Eletrônico do Governo do Vietnã), por Hà Văn - 29/03/2025

Na tarde de 29 de março, em Hanói, o Primeiro Ministro Pham Minh Chinh recebeu o Sr. Francisco Gomes Neto, Presidente do Grupo Embraer do Brasil, que acompanha a delegação empresarial do Presidente brasileiro Lula da Silva em visita oficial ao Vietnã.

Atualmente, a Embraer é uma das principais empresas fabricantes de aeronaves do mundo; é especializada na fabricação de aeronaves comerciais de passageiros, aeronaves militares e aeronaves agrícolas. Em 2024, a Embraer terá cerca de 24.000 funcionários, operando em 80 países ao redor do mundo, com receita de cerca de 6,4 bilhões de dólares.

Durante a visita oficial ao Brasil (setembro de 2023), o Primeiro-ministro visitou a fábrica de aeronaves da Embraer e trabalhou com o presidente Francisco Gomes Neto no Brasil. Por ocasião da participação na Cúpula do G20 no Brasil (novembro de 2024), o Primeiro Ministro recebeu o Vice-presidente Global do Grupo Embraer.

Contratos de compra de aeronaves
A aeronave Embraer (E190) recebeu o reconhecimento da Autoridade de Aviação Civil do Vietnã para poder operar no Vietnã desde dezembro de 2020. Em dezembro de 2024, a Embraer trouxe uma série de aeronaves militares (transporte multifuncional C-390 Millennium) para participar da Exposição de Defesa do Vietnã.

Atualmente, a Embraer e as companhias aéreas vietnamitas estão promovendo contratos de compra de aeronaves.

PM Pham Minh Chinh espera que o relacionamento da Embraer com o Vietnã se torne cada vez mais próximo e efetivo, no espírito de cooperação ilimitada entre os dois países - Foto: VGP/Nhat Bac

Reunião com o Primeiro-ministro Pham Minh Chinh
Na reunião, os parceiros vietnamitas discutiram as necessidades e oportunidades de cooperação com a Embraer.

Com o prazer de se reunir novamente com o Sr. Francisco Gomes Neto, Presidente do Grupo Embraer, o Primeiro-ministro Pham Minh Chinh espera que o relacionamento da Embraer com o Vietnã se torne cada vez mais próximo e efetivo, no espírito de cooperação ilimitada entre os dois países.

O Primeiro-ministro disse que, com uma economia em desenvolvimento dinâmico, o Vietnã atualmente tem grande potencial e demanda crescente no setor de aviação; Identificar a indústria da aviação e espacial como tendo um papel importante na exploração de novos espaços de desenvolvimento, incluindo o espaço.

Especificamente, o Primeiro-ministro sugeriu que a Embraer cooperasse com parceiros vietnamitas para produzir equipamentos de aviação, contribuindo para o desenvolvimento da indústria da aviação por meio da transferência de tecnologia moderna, treinamento de recursos humanos de alta qualidade, suporte técnico e troca de experiências.

Junto com isso, cooperar para:
- fornecer aeronaves a preços preferenciais;
- cooperar para construir centros de serviços de manutenção e reparo de aeronaves;
- pesquisar e desenvolver combustíveis de aviação renováveis ​​e sustentáveis;
- implementar medidas de redução de emissões;
- promover a ecologização da indústria da aviação.

O Primeiro-ministro solicitou que as agências e parceiros relevantes executem prontamente os procedimentos de acordo com os regulamentos para implementar efetivamente os projetos, contribuindo para concretizar acordos de alto nível durante a visita do Presidente Lula da Silva ao Vietnã, tornando a indústria da aviação um campo de cooperação inovador nas relações bilaterais nos próximos tempos.

O Primeiro-ministro afirmou que o Governo vietnamita está comprometido em sempre acompanhar e compartilhar com as empresas, garantindo que elas operem de forma legal, saudável e eficaz.

Por sua vez, o Sr. Francisco Gomes Neto agradeceu sinceramente ao Primeiro-ministro o tempo que dispensou para se encontrar com ele; disse que a Embraer aprecia a oportunidade de cooperar e está muito satisfeita em contribuir para o desenvolvimento do Vietnã e quer introduzir linhas de aeronaves modernas, bem como cooperar na implementação de serviços de aviação.

Informando o Primeiro-ministro sobre as atividades e intercâmbios com parceiros vietnamitas durante a visita, o Presidente da Embraer disse que está pronto para trabalhar com parceiros vietnamitas para promover a cooperação nas áreas mencionadas pelo Primeiro-ministro.
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Leitura complementar importante:
- Com C-390, E190-E2 e MRO, Embraer poderá fazer parcerias de sucesso no Vietnã

23 março, 2025

Embraer mostrará sua força em feira na Austrália e entregará oito E190-E2 para a Virgin Australia

 


*LRCA Defense Consulting - 23/03/2025

A Embraer marca sua presença na Austrália no Avalon Airshow de 25 a 30 de março de 2025, refletindo a relevância e a presença de longa data da Embraer no mercado com E-Jets e o portfólio de jatos executivos da Embraer. 

A frota da Embraer na Austrália crescerá em breve com a entrega de oito E190-E2 para a Virgin Australia Regional Airlines.

Hoje, há cerca de 50 E-Jets e 20 jatos executivos Embraer operando na Australásia; incluindo a série Phenom 300, o jato leve mais vendido e mais entregue do mundo nos últimos 13 anos consecutivos.

Embraer E190 da Virgin Australia

Na frente da aviação comercial, a região abriga uma das maiores frotas de E-Jets da região APAC. As operadoras incluem Alliance Airlines, Airnorth, National Jet Express e Air Kiribati. A Alliance Airlines, a maior operadora de E-Jets do país, atende rotas domésticas em nome da Qantas.

Raul Villaron, Vice-Presidente da Ásia-Pacífico da Embraer Commercial Aviation, disse: "A Austrália é um mercado vital para a Embraer, e nossa presença em Avalon ressalta nosso compromisso de longo prazo com a região. Com uma base sólida de operadores de E-Jet existentes e a adição empolgante da frota E190-E2 da Virgin Australia, estamos confiantes de que as aeronaves da Embraer continuarão a desempenhar um papel crucial na conexão de comunidades e no impulso do crescimento econômico em toda a Austrália."

No ano passado, a Embraer e a Virgin Australia anunciaram um pedido firme de oito E190-E2, como parte do plano de renovação da frota da Virgin Australia. As entregas estão programadas para começar no segundo semestre deste ano e a frota ficará baseada em Perth, Austrália Ocidental.

Com base nos 20 anos de excelência operacional dos E-Jets de primeira geração, a aerodinâmica aprimorada, o novo design de asa e as novas tecnologias do E190-E2 proporcionam melhorias significativas nas emissões de carbono e no consumo de combustível. Ele foi certificado para voar com misturas de até 50% SAF e demonstrou por meio de voos de teste a compatibilidade do motor com 100% SAF. 

A Embraer está comprometida em desenvolver produtos, soluções e tecnologias para contribuir com a meta da indústria da aviação de atingir emissões líquidas zero até 2050. A família de aeronaves E2 é certificada para voar com misturas de até 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e demonstrou por meio de voos de teste a operabilidade do motor com 100% de SAF, com certificação completa prevista para 2030, reforçando ainda mais o compromisso da Embraer com a redução de emissões e a aviação sustentável.

Além da aviação comercial, a equipe de Defesa & Segurança da Embraer apresentará seu portfólio de aeronaves e soluções de defesa, incluindo o KC-390 Millennium. Desde que entrou em serviço na Força Aérea Brasileira em 2019, na Força Aérea Portuguesa em 2023 e, mais recentemente, na Força Aérea Húngara em 2024, o KC-390 provou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A frota atual de aeronaves em operação tem uma taxa de capacidade de missão de 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando produtividade excepcional na categoria.

Além do Brasil, Portugal e Hungria, a Holanda anunciou sua escolha para o Millennium em 2022. Em 2023, Áustria, República Tcheca e República da Coreia também selecionaram o KC-390, confirmando o sucesso desta plataforma revolucionária. Em 2024, Suécia, Eslováquia e um cliente não divulgado também optaram pelo KC-390.

A Embraer está presente e dá suporte a clientes na Austrália desde 1978, completando 47 anos no mercado desde que a primeira aeronave da Embraer, o Bandeirante,  voou pelos céus australianos.

20 março, 2025

Com C-390, E190-E2 e MRO, Embraer poderá fazer parcerias de sucesso no Vietnã

Presidente e CEO do Grupo Embraer, Francisco Gomes Neto (à direita) e o Primeiro-ministro Pham Minh Chinh visitam a área de exposição das linhas de aeronaves da Embraer e da moderna infraestrutura de produção em setembro de 2023 (Foto: Duong Giang/TTXVN)

*LRCA Defense Consulting - 20/03/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará o Vietnã de 27 a 29 de março, levando uma delegação de empresários que inclui executivos da Embraer, visando possíveis acordos com os setores de aviação desse país.

A Embraer está negociando a venda de dez jatos narrowbody E190 para a Vietnam Airlines e de aviões de transporte militar tático C-390 Millennium para a Força Aérea Popular do Vietnã, podendo realizar um voo de demonstração em maio nesse país. 

Para evidenciar o excelente relacionamento entre o governo vietnamita e a Embraer, esta Consultoria preparou um retrospecto  de tais relações a partir de 2023. Com base nesses fatos é que se acredita que a gigante brasileira possa ter chances reais de estabelecer parcerias de sucesso no Vietnã.

Visita do primeiro-ministro vitnamita à Embraer
O primeiro-ministro Phạm Minh Chính e uma delegação de alto escalão do Vietnã realizaram uma visita oficial ao Brasil de 23 a 26 de setembro de 2023, a convite do governo brasileiro. O PM Pham Minh Chinh foi o primeiro líder do Partido e do Governo do país a visitar oficialmente o Brasil desde a visita do Secretário Geral Nong Duc Manh em 2007.

Durante o período, o PM Chinh visitou a Embraer em São José dos Campos (SP), sendo recebido pelo seu presidente e CEO, Francisco Gomes Neto, que apresentou a empresa  ao líder vietnamita. No Vietnã, a Embraer entregou cinco aeronaves E190 à Bamboo Airways.

Dirigindo-se ao PM Chính e à comitiva vietnamita durante a reunião de trabalho, Francisco Gomes Neto afirmou apreciar muito o potencial do mercado vietnamita, adequado às linhas de aeronaves disponíveis no Grupo Embraer, especialmente desenvolvidas para voos curtos e com número de passageiros administrável.

O CEO da Embraer expressou também o seu desejo de continuar a receber atenção e apoio do governo vietnamita no processo de procura de oportunidades de cooperação e expansão de mercados no Vietnã, afirmando que sua empresa está preparada para implantar serviços de manutenção e reparo de aeronaves (MRO) no país, além de fornecer soluções tecnológicas para a indústria aeronáutica, apoiar a previsão e prevenir riscos nas atividades de gestão de voo.

Primeiro-ministro Pham Minh Chinh em visita à Embraer (Foto: VGP/Nhat Bac)

Por sua vez, o PM Pham Minh Chinh disse que a indústria de aviação do Vietnã se desenvolveu muito rapidamente nos últimos tempos, juntamente com o ritmo do desenvolvimento socioeconômico, o aumento da procura de turismo e outras atividades, havendo muitas companhias aéreas operando no país.

O PM afirmou apreciar muito as aeronaves comerciais da Embraer pela sua segurança operacional e respeito ao meio ambiente, acreditando que as aeronaves comerciais de nova geração do Grupo podem ser uma solução para ajudar as companhias aéreas vietnamitas a desenvolver suas frotas e garantir eficiência operacional e segurança dos voos.

Expressando confiança no futuro mais aberto do comércio de aviação entre o Vietnã e o Brasil, o PM propôs que a Embraer expandisse a cooperação e os investimentos para desenvolver o ecossistema de negócios do Grupo no Vietnã.

Especificamente, o PM solicitou à Embraer que continuasse a contatar e discutir com as companhias aéreas vietnamitas para buscar oportunidades de cooperação, negócios, pesquisa e participação na prestação de serviços de manutenção e reparo de aeronaves.

O PM também solicitou à Embraer que participe na formação de recursos humanos para a indústria da aviação, forneça cursos de formação profissional de curto/longo prazo para funcionários da indústria de aviação vietnamita e apoie o Vietnã com soluções tecnológicas para ajudar a melhorar a capacidade de gestão no setor da aviação, aumentar a automação, apoiar a previsão e prevenir riscos nas atividades de gestão de voo.

Primeiro-ministro do Vietnã mostra interesse no Embraer C-390
Em 17 de novembro de 2024, ao receber José Serrador, Vice-presidente Global da Embraer, no Rio de Janeiro, o Primeiro-ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, que estava Brasil para participar da Cúpula do G20, disse esperar que o Grupo Embraer vá ao Vietnã não apenas para trabalhar na área de aviação civil, mas também na de cooperação em campos militares.

"Devemos estar determinados a cooperar, não apenas na cooperação civil, mas também na defesa, como o avião de transporte C-390. Espero que o façam vir ao Vietnã para cooperar juntamente com empresas como Vietnã Airlines, Vietjet e parceiros militares e de defesa", disse o PM Pham Minh Chinh.

O Vice-presidente Global da Embraer expressou sua disposição em promover atividades de manutenção e treinamento para melhorar a capacidade do Vietnã no campo da aviação civil e expandir-se para novos campos. A Embraer também quer promover a cooperação com o Vietnã na área de comércio de defesa.

Vietnã quer ser um centro de trânsito aéreo do mundo com apoio da Embraer
Enfatizando que é essencial promover a cooperação aérea com grandes companhias aéreas como a Embraer, o Primeiro-ministro convidou o Grupo a pesquisar e consultar para ajudar a transformar o Vietnã em um centro de trânsito aéreo do mundo.

“O Oriente Médio tem uma localização geográfica que não é tão favorável como a do Vietnã, mas ainda assim se torna o centro de trânsito do mundo, por isso o Vietnã não tem razão para não o poder fazer”, disse o Primeiro-ministro.

Primeiro-ministro do Vietnã convidou a Embraer a pesquisar e prestar consultoria para ajudar o país a se tornar um centro mundial de trânsito aéreo, em 17/11/2024

Além disso, o PM também pediu à Embraer que desenvolvesse um centro de manutenção e reparos de aeronaves no Vietnã, bem como que elaborasse pesquisas para ajudar o Vietnã a construir um centro de treinamento de pilotos. O PM solicitou ainda que a Embraer continue promovendo relacionamentos com companhias aéreas vietnamitas e venha diretamente ao Vietnã para explorar oportunidades de cooperação, porque a aviação é uma ponte importante para promover as relações entre os dois países.

Encontro de negócios Brasil & Vietnã
No dia 17 de dezembro do ano passado, em Brasília, durante encontro de negócios entre Brasil e Vietnã, que contou com a participação de quase 50 delegados de ministérios, setores, corporações e empresas brasileiras, o embaixador vietnamita, Bui Van Nghi, afirmou que o Vietnã está disposto a criar condições favoráveis ​​para que empresas brasileiras invistam e cooperem em agricultura, alta tecnologia, energia renovável e logística.

Ele enfatizou a meta de elevar o comércio bilateral para 10 bilhões de dólares até 2025 e 15 bilhões de dólares até 2030. Nos primeiros 11 meses deste ano, o valor foi de 7,1 bilhões de dólares.

Pham Hong Trang, chefe do Escritório Comercial do Vietnã no Brasil, destacou o potencial de cooperação econômica entre os dois países, enfatizando que o Primeiro Ministro Pham Minh Chinh pediu o início das negociações sobre um acordo de livre comércio (ALC) entre o Vietnã e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), onde o Brasil desempenha um papel fundamental.

Espera-se que o ALC facilite o acesso de empresas de ambos os lados aos mercados uns dos outros, impulsionando assim as exportações e a cooperação econômica, acrescentou ela.

Marcelo Salum, chefe interino da Divisão de Promoção de Investimentos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, afirmou que elevar o relacionamento bilateral para uma parceria estratégica não apenas abre oportunidades mais fortes de cooperação em comércio e investimento, mas também impulsiona a parceria em defesa, aviação e outras áreas estratégicas.

Salum disse que representantes do Ministério da Defesa do Brasil e da fabricante de aeronaves Embraer participarão da Vietnam International Defence Expo 2024 em Hanói, acrescentando que o Brasil também está buscando ativamente oportunidades de cooperação com companhias aéreas vietnamitas, como a Vietnam Airlines e a Vietjet Air.

Verônica Prates, diretora de relações internacionais da Embraer, disse que a empresa deseja fortalecer a cooperação com o Vietnã, particularmente na introdução da aeronave C-390 Millennium para missões humanitárias, assistência em desastres e combate a incêndios.

Em relação à aviação civil, a Embraer espera contribuir para conectar regiões dentro do Vietnã, bem como entre o país do Sudeste Asiático e a região, promovendo assim o desenvolvimento econômico, turístico e comercial, disse Prates, observando que o Vietnã não é apenas um mercado importante, mas também tem potencial para se tornar um centro de aviação e aeroespacial na região.

Também estiveram presentes no evento representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de Brasília e de grandes empresas como Apex Brasil, JBS, MK Group e BI Commodities. 

Embraer na Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024
De 19 a 22 de dezembro de 2024, a Embraer apresentou seu portfólio de aeronaves e soluções de defesa na Exposição Internacional de Defesa do Vietnã 2024. O portfólio inclui o C-390 Millennium, aeronave de transporte militar multimissão, e o A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, reconhecimento e treinamento avançado. A participação reflete o fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Vietnã.

Opção moderna, tecnológica e "politicamente correta" aos antigos Antonov AN-26
O tecnológico e moderno cargueiro multimissão C-390 Millennium pode ser a opção perfeita para substituir, com muitas vantagens, os 30 antigos e obsoletos aviões de transporte tático Antonov AN-26 da Força Aérea Popular do Vietnã.

É claro que a Lockheed Martin, com seu C-130J Super Hercules, também está no páreo e já há uma proposta feita. No entanto, as turbulentas relações comerciais do governo Trump com seus parceiros ao redor do mundo e, principalmente, as lembranças ainda muito vivas da Guerra do Vietnã, onde os Estados Unidos eram o grande inimigo, são obstáculos de porte às pretensões da empresa americana e podem favorecer a Embraer.

25 fevereiro, 2025

Japonesa ANA encomendará 20 aeronaves Embraer e será a primeira operadora do E2 no país


*LRCA Defense Consulting - 25/02/2025

A ANA Holdings, Inc. anunciou hoje (25) a decisão de encomendar 77 aeronaves na reunião do conselho de administração.

Em antecipação ao crescimento futuro na demanda de passageiros, incluindo forte demanda de entrada, a ANAHD decidiu introduzir proativamente aeronaves competitivas e tecnologicamente avançadas para crescimento sustentável a médio e longo prazo. Isso será alcançado renovando a frota que foi suspensa devido à COVID-19 e colocando pedidos adicionais para novas aeronaves. O número total de aeronaves na frota do Grupo, incluindo aquelas já encomendadas e aquelas a serem encomendadas, será de aproximadamente 320 aeronaves no AF2030, com aproximadamente 120 aeronaves da série Boeing 787. Como resultado, a proporção de aeronaves com baixo consumo de combustível aumentará para 91%, contribuindo para medidas ambientais.

Para rotas internacionais da marca ANA, em antecipação à forte demanda da Ásia-América do Norte e à reexpansão do Aeroporto Internacional de Narita, a ANAHD encomendará 18 aeronaves Boeing 787-9 (com motores GE). Construiremos uma base para o crescimento sustentável introduzindo agressivamente novas aeronaves em rotas internacionais, que é a área de crescimento do nosso negócio. Em comparação com o AF2023, espera-se que os quilômetros de assentos disponíveis (ASK) em rotas internacionais aumentem em aproximadamente 1,5 vezes no AF2030.

20 aeronaves Embraer E190-E2
Para rotas domésticas da marca ANA, a fim de se adaptar a futuras mudanças no ambiente de negócios, a ANAHD encomendará 20 aeronaves Embraer E190-E2 de 100 assentos (15 pedidos confirmados e 5 opções) pela primeira vez no Japão. Ao introduzir os mais recentes motores e tecnologias, a marca ANA alcançará baixo consumo de combustível e emissões de ruído, e também reduzirá os custos operacionais em busca de um equilíbrio flexível entre oferta e demanda em rotas domésticas a médio e longo prazo. Esta aeronave está programada para ser introduzida no AF2028.

Além do acima, a ANAHD fará um pedido de 14 aeronaves Airbus A321neo adicionais e 12 aeronaves Boeing 737-8 (8 pedidos confirmados e 4 opções) para atualizar as frotas atuais.

A Peach atualizará parte de sua frota atual com 10 aeronaves Airbus A321neo e 3 aeronaves Airbus A321XLR, que têm eficiência de combustível superior e longo alcance de voo, para dar suporte ao crescimento futuro do Grupo ANA.

A ANAHD também finalizou opções para 5 aeronaves Boeing 787-9, anunciadas em 25 de fevereiro de 2020, e 10 aeronaves Boeing 737-8, anunciadas em 29 de janeiro de 2019.

Com este pedido de aeronave, o ANA Group promoverá tanto a expansão de suas operações internacionais quanto a otimização da oferta e demanda por voos domésticos. Nós nos esforçaremos para aumentar o valor corporativo mantendo a segurança como a base da gestão, melhorando a qualidade e o serviço da perspectiva do cliente e aumentando a lucratividade, ao mesmo tempo em que estamos conscientes do custo de capital para atender às expectativas de nossos acionistas.

Koji Shibata, Presidente e CEO da ANA Holdings comenta:
"Este pedido será o catalisador para melhorar a lucratividade dos voos domésticos e a expansão dos voos internacionais, que é uma área de crescimento futuro do nosso negócio de companhias aéreas. Utilizaremos totalmente esta oportunidade para nos tornarmos uma companhia aérea líder do setor com crescimento sustentável."

Sobre a ANA HOLDINGS
A ANAHD foi fundada em 2013 como a maior holding de grupo de companhias aéreas do Japão, composta por 70 empresas.

Ela oferece três marcas distintas de companhias aéreas: ANA, Peach, a LCC líder no Japão, e AirJapan, lançada em 2024 para rotas internacionais que cobrem a Ásia.

O legado de serviço superior da ANA rendeu a classificação 5 estrelas da SKYTRAX todos os anos desde 2013, tornando-a a única companhia aérea japonesa a ganhar esta prestigiosa designação por 12 anos consecutivos.

A ANAHD foi selecionada como membro da lista do Dow Jones Sustainability World Index por oito anos consecutivos e da lista do Dow Jones Sustainability Asia Pacific Index por nove anos consecutivos.


Embraer garante pedido firme de 15 jatos E190-E2 da All Nippon Airways, do Japão

*LRCA Defense Consulting - 25/02/2025

A ANA Holdings Inc. encomendou 15 jatos E190-E2 da Embraer (NYSE: ERJ / B3: EMBR3) com opções para mais cinco aeronaves. A seleção do E190-E2 faz parte do plano de renovação da frota da ANA. A economia e a eficiência da aeronave permitirão que a companhia aérea japonesa aprimore a conectividade em todo o país, enquanto oferece mais espaço e conforto para os passageiros. As entregas dos jatos E190-E2 para a ANA têm início previsto para 2028. 

"Estamos honrados com a seleção do E190-E2 para a frota da ANA, e esperamos que o jato small narrowbody da Embraer integre a frota da ANA em 2028", afirma Martyn Holmes, Diretor Comercial da Embraer Aviação Comercial. “O E190-E2 é a aeronave mais silenciosa e eficiente em termos de combustível do mercado. O porte do jato complementa perfeitamente a frota de larger narrowbodies da ANA. O excelente conforto e espaço da cabine do E2, sem assentos do meio, também agradarão aos passageiros. Estamos entusiasmados para ver a aeronave decolar pelos céus do Japão.” 

Os E-Jets operam no Japão desde 2009 e contam com o apoio da equipe da Embraer no país. O E190-E2 da ANA será o primeiro E-Jet de nova geração a operar no Japão. O interior de última geração da aeronave apresenta uma cabine espaçosa e silenciosa, com configuração 2x2, característica dos jatos da Embraer. Além disso, as janelas maiores ampliam a percepção de luz e espaço, enquanto as Unidades de Serviço de Passageiros individuais com saída de ar e luz de leitura adicionam conforto personalizado, garantindo que cada passageiro desfrute de mais espaço pessoal e para suas bagagens na cabine. 

A família de aeronaves E2 da Embraer oferece a melhor eficiência ambiental, desempenho operacional e conforto para os passageiros. Concebido a partir de 20 anos de excelência operacional dos E-Jets de primeira geração, o E190-E2 apresenta aerodinâmica aprimorada, design de asa de última geração e novas tecnologias que proporcionam uma diminuição de 25% nas emissões de carbono e no uso de combustível, em comparação aos E-Jets de geração anterior.

A Embraer está comprometida em desenvolver produtos, soluções e tecnologias para contribuir com a meta da indústria da aviação de alcançar zero emissões até 2050. A família de jatos E2 é certificada para voar com misturas de até 50% de combustível de aviação sustentável (SAF) e demonstrou a capacidade de operação em voos de teste com 100% de SAF, reforçando ainda mais o compromisso da Embraer com a redução de emissões e a aviação sustentável, apoiando rota para uma indústria aérea mais sustentável no Japão. 

O programa E-Jet da Embraer é um dos programas de aviação comercial de maior sucesso na indústria. Os E-Jets e E-Jets E2 são operados por mais de 80 companhias aéreas em 50 países, com mais de 1.800 unidades entregues.

 
 

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