Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador Marcos Degaut. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marcos Degaut. Mostrar todas as postagens

21 abril, 2023

Grupo EDGE, dos Emirados, avança em todas as frentes de exportação, inclusive no Brasil

- O Grupo Edge contratou Marcos Degaut, destacado ex-Secretário de Produtos de Defesa, para ser o novo executivo para os mercados latino-americanos, e abriu escritório em Brasília.


*Defense-Aerospace, por Tim Maxwell - 18/04/2023

Tornou-se lugar-comum dizer que os players ocidentais de defesa estão enfrentando uma concorrência cada vez mais acirrada dos recém-chegados ao mercado. Depois de décadas como um grande importador de armas, os Emirados Árabes Unidos parecem emergir como um desses novos concorrentes importantes, com sucessos notáveis ​​alcançados por seu recém-criado conglomerado de defesa EDGE (estatal). Quais mercados Abu Dhabi está conseguindo atender e como a pequena federação está fazendo isso?

A cada feira de defesa que passa, um novo player está deixando uma marca na indústria. O EDGE Group, o conglomerado industrial de defesa dos Emirados estabelecido em 2019, conseguiu capturar os holofotes em todos os eventos, seja pela apresentação de produtos às vezes com aparência futurista, seja pelo anúncio de novos contratos com clientes inesperados ou parcerias com empresas estabelecidas.

Este ambicioso concorrente está agora afirmando suas ambições de exportação, tendo feito grandes esforços para se transformar, de fornecedor nacional de equipamentos para as forças dos Emirados Árabes Unidos, em sério concorrente global. Em 2022, a empresa registrou US$ 1,5 bilhão em exportações (na época, um aumento de 500% em relação ao ano anterior), representando 30% do total de pedidos recebidos. Nesse mesmo ano, a empresa reorganizou sua estrutura para melhor atuar nos mercados de exportação, conforme relatado pela publicação confidencial francesa Intelligence Online, por meio da criação de um novo departamento dedicado.

Até agora, o EDGE tendia a se concentrar em projetos de baixo custo de entrada, como enxame de drones, conforme observado pelo membro sênior do Instituto do Oriente Médio, Bilal Saab, na Shephard Media. No entanto, o grupo está presente em uma impressionante variedade de segmentos: de pequenas armas à construção naval, a mísseis e sistemas de defesa antimísseis, UAVs e sistemas anti-UAV, veículos blindados, guerra eletrônica e soluções cibernéticas…

A jornada dos Emirados rumo ao estabelecimento de uma indústria nacional de defesa provou ser bastante eficaz. Conforme expresso pelo diretor de negócios internacionais do EDGE, Miles Chambers, em entrevista ao Flight Global, “passamos dos Emirados Árabes Unidos como destinatários da transferência de tecnologia para os Emirados Árabes Unidos como aquele que transfere a tecnologia”.

Vamos mergulhar em alguns desses sucessos e delinear as razões pelas quais alguns players ocidentais devem realmente se preocupar com seus mercados tradicionais.

Vários sucessos de exportação já reservados
O exemplo mais impressionante de sucesso de exportação ocorreu em fevereiro passado, quando a subsidiária naval da empresa Abu Dhabi Ship Building (ADSB) anunciou um acordo de US $ 1 bilhão - o maior contrato de exportação do EDGE - para a construção de quatro corvetas BR71 Mk II para a Marinha Angolana.

Afastando-se do negócio naval, mas ainda na África, o EDGE firmou uma parceria estratégica com os militares da Tanzânia, outro exemplo do potencial de mercado ainda a explorar para o conglomerado no continente.

Olhando para a Ásia, o EDGE esteve presente na Indo Defense 2022, com o CEO Mansour AlMulla falando sobre “a importância estratégica do mercado indonésio” para a empresa. A Índia é mais uma importante perspectiva de mercado para o conglomerado dos Emirados.

A subsidiária Al Tariq do EDGE, desenvolvida a partir de uma JV forjada entre o fundo soberano Tawazun e a sul-africana Denel Dynamics, assinou dois MoUs com parceiros indianos em 2023: um com a Bharat Dynamics para a produção conjunta de munições Al Tariq na Índia, e outro com a HAL para a integração das munições nas plataformas de asa fixa desta última (nomeadamente Tejas).

Fontes também indicaram que Al Tariq ajudaria a HAL a comercializar seu LCA para os países do MENA, abrindo mais possibilidades de exportação para suas munições guiadas de precisão na região. A região MENA, e o Golfo em particular, é um mercado natural para o EDGE, que participou do Riyadh World Defense Show inaugural em 2022, com seu presidente executivo Faisal Al Bannai dizendo que “a Arábia Saudita é um mercado estratégico fundamental para a empresa.”

O EDGE fez parceria com a Saudi Arabian Military Industries (SAMI) no passado: em 2021, sua subsidiária NIMR assinou um acordo com a SAMI para a produção de veículos militares na Arábia Saudita.

Rio de Janeiro como futura potência da América Latina
O EDGE também acaba de participar do LAAD Defence & Security 2023 no Rio de Janeiro, onde vários anúncios foram feitos sobre a futura cooperação com entidades brasileiras. A reaproximação foi originalmente iniciada em um nível muito político no governo Bolsonaro, notadamente através do filho do ex-presidente Eduardo Bolsonaro e Marcos Degaut, ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa do Brasil, que então se tornou chefe do EDGE Brasil.

Questionado sobre como uma presença mais forte do EDGE no Brasil beneficiaria o país, Degaut disse que enquanto “empresas de vários países” têm um “viés predatório”, citando EUA, Itália ou Egito, os Emirados Árabes Unidos não. As últimas notícias do Brasil mostram que a chegada de Lula no lugar de Bolsonaro não acabou com essas boas perspectivas, como demonstra a visita do atual ministro da Defesa do Brasil, José Lúcio, ao estande do EDGE na feira LAAD em 11 de abril.

Além de propor soluções convincentes do ponto de vista tecnológico a preços mais baixos (pelo menos, assim diz a propaganda do EDGE), o player dos Emirados se beneficia de seu posicionamento político, abertura para transferência de tecnologia e apoio ao surgimento de players industriais de defesa em suas exportações mercados.

Esse sucesso não vem sem desafios, no entanto: o EDGE agora precisa aumentar sua capacidade de produção, que ainda não está adaptada para produção em larga escala, e fortalecer sua cadeia de suprimentos, contando com a integração de fornecedores estrangeiros. Tudo isto, mantendo a PI recém-adquirida… e continuando a apostar no desenvolvimento de novas competências e conhecimentos tecnológicos.

Em suma, ainda há um longo caminho a percorrer para que o EDGE se torne o principal player de defesa que deseja ser; ainda assim, as empresas ocidentais tradicionais devem ficar de olho nesse novo concorrente, especialmente em países emergentes. Os mercados há muito considerados seguros podem acabar sucumbindo aos encantos dos Emirados…
===xxx===

Acordos, parcerias e MoU firmados pelo Grupo EDGE durante a LAAD 2023


*LRCA Defense Consulting - 21/04/2023

- com a Marinha do Brasil: acordo de desenvolvimento conjunto para cooperar no desenvolvimento de mísseis anti-navio de longo alcance e mísseis hipersônicos;

- com a Akaer: parceria estratégica para a área de Defesa e Aeroespacial. As duas companhias assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver e produzir sistemas e equipamentos de altíssima tecnologia no setor de aeroespaço e defesa em ambos os países;

- com a Kryptus: parceria para colaborar para aprimorar os recursos de comunicações cibernéticas e seguras e buscar oportunidades estratégicas nos mercados de tecnologia avançada e defesa;

- com a SIATT: MoU para cooperar no domínio de armas inteligentes;

- com a Condor, especialista em tecnologias não letais do Brasil, para combinar as capacidades das empresas e buscar conjuntamente oportunidades de negócios nos mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Brasil. O MoU com a Condor já foi assinado por Marcos Degaut.

Sobre a participação do Grupo EDGE na LAAD 2023, Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO disse: “A participação do EDGE na LAAD 2023 nos permite mostrar nossas capacidades avançadas nos domínios aéreo, terrestre, marítimo e cibernético, e é uma indicação clara da grande importância que a EDGE atribui ao mercado brasileiro. mercado, e outros grandes mercados na América Latina. Nosso objetivo é aproveitar as valiosas parcerias que mantemos com alguns dos principais players da região e forjar novas colaborações para expandir nossa presença por meio de exportações, aumentando as cadeias de suprimentos locais e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional em todo o continente.”

Abertura de escritório em Brasília para gerenciar negócios na América Latina

O Grupo EDGE anunciou, em 11 de abril, que abrirá um novo escritório regional na capital federal do Brasil, Brasília. O novo escritório, que será administrado por uma equipe dedicada e experiente de profissionais da indústria de defesa e dos ecossistemas de negócios locais, está programado para ser inaugurado em breve. O anúncio foi feito no estande do EDGE na LAAD Defence & Security 2023.

A mudança sinaliza a confiança do EDGE nos mercados latino-americanos à medida que expande sua presença global nas áreas de tecnologia avançada e defesa.

Mansour AlMulla, diretor administrativo e CEO do EDGE, disse: “Este é um momento de enorme orgulho para o EDGE como uma empresa relativamente jovem de pouco mais de três anos. O anúncio de hoje de nosso novo escritório regional LATAM em Brasília é um sinal claro de nossa confiança nos mercados de todo o continente e nas valiosas oportunidades que eles apresentam para o desenvolvimento de negócios internacionais, compartilhamento de conhecimento e maior prosperidade.

“À medida que expandimos nossa presença global, agora estamos tendo um grande interesse comercial nesses mercados com o objetivo de apresentar nossa tecnologia avançada líder do setor e soluções de defesa, forjando novas parcerias e auxiliando no desenvolvimento de capacidades de defesa nacional, no espírito de colaboração internacional e para realizar objetivos mútuos e apoiar o crescimento econômico”.

25 fevereiro, 2023

Apoio do Itamaraty a produtos de defesa brasileiros é quase inexistente, diz ex-secretário Degaut


*Sputnik Brasil - 24/02/2023

Embargo da Alemanha à venda de veículos blindados brasileiros colocam a indústria de armamentos de volta à ordem do dia. A Sputnik Brasil conversou com o ex-secretário de Produtos de Defesa, Marcos Degaut, e especialistas de ponta para saber como o conflito na Ucrânia e o governo Lula impactam a indústria de defesa brasileira em 2023.

Nesta quinta-feira (23), a Alemanha confirmou o embargo à venda de veículos blindados brasileiros para as Filipinas, por possuírem peças de fabricação alemã em sua composição.

O contrato previa a venda de 28 viaturas blindadas VBTP-MSR 6X6 Guarani ao Exército de Manila. De propriedade intelectual do Exército Brasileiro, os Guaranis são produzidos pela empresa IDV, localizada na cidade mineira de Sete Lagoas.

A notícia coloca em evidência a capacidade exportadora da Base Industrial de Defesa brasileira (BID). Mesmo sendo um país pacífico internacionalmente, o Brasil produz uma ampla gama de equipamentos militares, que vão desde facas até aeronaves de ponta, como o KC-390 da Embraer.

"A base industrial brasileira tem vocação exportadora", disse o ex-secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa do Brasil, Marcos Degaut, à Sputnik Brasil. "Cerca de 75% a 80% dos produtos de defesas fabricados no Brasil se destinam ao exterior, fazendo com que o setor se converta em um importante gerador de divisas, empregos de alta qualificação e renda."

Degaut, que também ocupou o cargo de secretário especial adjunto de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, lembra que as exportações são um pilar da Política Nacional da Base Industrial de Defesa publicada em agosto de 2022.


"Neste cenário, merecem relevo os sucessivos recordes de exportações do último triênio", relatou Degaut. "Em 2021, não obstante aos efeitos da pandemia, alcançou-se a cifra recorde de US$ 1,7 bilhão [cerca de R$ 8,7 bilhões], representando acréscimo de 87,2% em relação a 2018."

Segundo Degaut, os principais destinos das exportações brasileiras são o Oriente Médio e a América Latina. O ex-secretário defendeu sua gestão, notando que "conseguimos aumentar significativamente nossa presença em outros mercados relevantes, mas nos quais não tínhamos capacidade de penetração, como o Sudeste Asiático e a África Subsaariana".

"Dentre alguns dos principais produtos, destacam-se sistemas de artilharia por saturação de área, sistemas de criptografia e de proteção das comunicações, material não letal para controle de distúrbios, [...] mísseis e foguetes guiados, aeronaves, sistemas de controle de tráfego aéreo", elencou Degaut. "Aliás, somos o maior fornecedor de munições da OTAN."


Apesar do crescimento das exportações, existem diversos obstáculos à contínua expansão da BID. Degaut pediu maior atenção do governo na prospecção de novos mercados para os produtos brasileiros e não poupou críticas à atuação do Ministério das Relações Exteriores.

"De maneira absolutamente anacrônica, produtos de defesa ainda são vistos com muita desconfiança e reticências no Itamaraty, fazendo com que o apoio daquela Casa seja tímido, quando não francamente inexistente", declarou Degaut.

Segundo ele, "é importante lembrar que a mera presença de embaixadores brasileiros em feiras de produtos de defesa mundo afora apenas para cortar a fita inaugural do Pavilhão do Brasil [organizado pelo Ministério da Defesa e pelo setor privado, com auxílio da APEX] nesses eventos ou o oferecimento de um jantar de boas-vindas às delegações brasileiras nessas ocasiões estão longe de configurar atividades de promoção comercial".

Made in Brasil
O caso do embargo alemão à venda de Guaranis brasileiros também coloca em pauta a necessidade de garantir maior índice de conteúdo nacional nos produtos de defesa brasileiros. Para Degaut, no entanto, esse esforço envolve financiamento, políticas públicas e cooperação internacional.

"Não se trata de aumentar conteúdo nacional ou diminuir componentes importados por meio de uma 'canetada' presidencial ou ministerial. A história recente do Brasil demonstra que isso não funciona, o que foi bastante evidente durante o governo Dilma Rousseff", disse o ex-secretário do Ministério da Defesa. "É necessária a alocação de recursos financeiros para fomentar e viabilizar projetos de pesquisa de interesse da Defesa, para o desenvolvimento endógeno de alta tecnologia."

O analista militar e consultor Pedro Paulo Resende acredita que as Forças Armadas brasileiras devem capitanear as compras dos produtos nacionais, e lembra que a dificuldade em garantir investimentos consistentes já prejudicaram importantes projetos da BID.

"Um dos principais obstáculos é a falta de encomendas internas, precisamos ter mais", disse Resende à Sputnik Brasil. "Produtos que foram vencedores no passado entraram em obsolescência, como é o caso do A-29 Super Tucano. O Tucano original T27, um avião de treinamento que poderia ser substituído por uma nova família de treinadores, é outro que ficou pra trás e precisa ser retomado com urgência."


O analista ainda cita a necessidade de modernizar os sistemas de lançamento de foguetes Astros da Avibras, que devem atender à crescente demanda dos clientes por sistemas de mísseis guiados.

"Isso é uma deficiência que tem que ser suprida no sistema, mas depende de encomendas das Forças Armadas brasileiras", acredita Resende.

Governo Lula e Produtos de Defesa
Já nas suas primeiras semanas, o governo Lula enfrentou alguns atritos com setores militares. A troca precoce no Comando do Exército poderia anunciar uma reticência por parte do petista em investir na base industrial de defesa.

No entanto, o professor da UNICAMP e pesquisador da área de indústria aeroespacial e de defesa, Marcos José Barbieri Ferreira, não acredita que o governo Lula terá dificuldades ideológicas em apostar na BID.

"Não acredito nisso, aliás os sinais apontam para o contrário", disse Ferreira à Sputnik Brasil. "A primeira reunião que Lula teve com setores da defesa incluiu não só os comandantes militares e o ministro Alckmin, mas também o presidente da FIESP, justamente para atender a demandas das Forças Armadas na área de defesa", disse Ferreira.

Para o pesquisador, a nova política econômica do governo busca a retomada do crescimento e a reindustrialização nacional, o que favorece os investimentos na BID.


"No mundo inteiro, a relação entre Estado e empresas de defesa é uma relação simbiótica. Um auxiliando o outro. Se não tiver apoio do Estado, não tem indústria de defesa", disse Ferreira.

De acordo com Marcos Degaut, "a BID representa, atualmente, 4,8% do PIB nacional e gera cerca de três milhões de empregos, diretos e indiretos", o que favorece o setor como propulsor do crescimento econômico.

"O novo governo prometeu aumentar os recursos para investimentos das Forças Armadas. Isso é uma iniciativa extremamente bem-vinda e muito necessária. Vamos esperar que a promessa seja cumprida", disse Degaut. "Investimentos significam recursos não apenas para aquisição de produtos, mas também para o desenvolvimento de novas tecnologias, de forma a superar situações de dependência tecnológica de produtos estrangeiros."

Ferreira faz uma ressalva ao otimismo, lembrando que "o contexto internacional agora é muito mais complicado do que era nos governos Lula anteriores".

Conflito ucraniano e BID brasileira
O conflito ucraniano e aumento de tensões entre potências como EUA, Rússia e China geram aumento total nos gastos militares o que, teoricamente, favoreceria o aumento das exportações de produtos de defesa brasileiros.

"Estamos em um contexto de disputa hegemônica, que se concretizou em um conflito de facto entre Ocidente, OTAN e Rússia, que está ocorrendo na Ucrânia", ponderou Ferreira. "Isso está gerando um aumento nos gastos militares totais, que precisa estar aliado a investimentos em novas tecnologias."

Os especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil divergem quanto aos impactos do conflito ucraniano na indústria brasileira.

Para Pedro Paulo Resende, o envolvimento de uma ampla gama de países no conflito ucraniano pode dificultar as exportações nacionais.

"Por enquanto [o conflito na Ucrânia] serviu como um obstáculo", acredita Resende. "O Brasil não fornece para países em guerra, e houve várias tentativas de governos ocidentais de burlar esse embargo para repassar [produtos de defesa] para a Ucrânia. Obviamente o Brasil não aceitou. Então [o conflito] restringiu as nossas exportações."

Degaut acredita que o Brasil deve transformar essa crise geopolítica em oportunidade para desenvolver sua indústria de defesa, que pode funcionar como um pilar para o desenvolvimento do país.

"Baseada na constatação de que não se pode ser pacífico sem ser forte, a permanente capacitação da indústria nacional deve figurar como um dos pilares centrais das políticas e estratégias nacionais de defesa do Brasil", disse Degaut. "Em Defesa, não há espaço para improviso."

Nesta quinta-feira (23), a Alemanha embargou a venda brasileira às Filipinas de veículos blindados Guarani que contêm componentes de fabricação alemã. Os veículos brasileiros Guarani já foram exportados para países como o Líbano e vendas para Argentina e Malásia estão em negociação. Em 2021, as exportações de produtos de defesa brasileiros atingiram US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,7 bilhões), recorde histórico para o setor.

30 junho, 2022

Secretário Marcos Degaut fala sobre a importância da Base Industrial de Defesa para o Brasil


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2022

No dia 25 último, o programa “Por Dentro da Defesa” recebeu o Secretário de Produtos de Defesa, Marcos Degaut, para abordar os Projetos Estratégicos do Ministério da Defesa e das Forças Armadas, bem como as ações em conjunto com a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

Em sua entrevista, o Secretário esclareceu como o investimento no setor de Defesa é benéfico em diferentes níveis para nosso país, seja para uma integridade e soberania no campo, ou para o crescimento econômico, já que um grande retorno financeiro é feito através do investimento de tecnologias que beneficiam não apenas o setor de defesa, mas a população no geral.

“Por Dentro da Defesa” é um programa que traz personalidades militares e civis para debates em diversos segmentos de Defesa. A proposta é aproximar e fortalecer a integração civil e militar, por meio de comunicação direta, acessível e transparente, além de promover a troca de conhecimentos por parte de especialistas da área.



https://www.youtube.com/watch?v=OmtZXfDlwBY

11 dezembro, 2021

Marcos Degaut: Base Industrial de Defesa forte significa autonomia tecnológica e estratégica, mais emprego, renda e investimentos


*LRCA Defense Consulting - 11/12/2021 

Em uma esclarecedora entrevista ao programa "Os Pingos no Is", da TV Jovem Pan, o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, comenta e explica os motivos de o Governo Federal continuar impulsionando a Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil, que vem batendo sucessivos recordes de exportação, tendo superado 1,5 bilhão de dólares na comercialização de produtos para o exterior no mês de novembro de 2021. 

A meta é fechar o ano com a soma de 2 bilhões de dólares em exportações.

BID forte significa autonomia tecnológica e estratégica, mais emprego, renda e investimentos.  


 

12 setembro, 2021

Defesa tem destaque nas exportações


*CIEAM - Centro da Indústria do Estado do Amazonas - 11/09/2021

Por Marcos Rosas Degaut Pontes*

Durante o ano de 2021, a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, desenvolveu várias atividades e iniciativas, com base em seu planejamento estratégico, para a promoção dos produtos, serviços e tecnologias da Base Industrial de Defesa (BID), buscando o desenvolvimento da economia de Defesa do país.

Destaco que o Ministério da Defesa tem buscado derrubar barreiras; inovar em soluções que ampliem e fortaleçam a base industrial de Defesa brasileira, com ênfase nas ações focadas em novas formas de financiamentos e garantias para o setor; aperfeiçoar a Tríplice Hélice (que congrega ações envolvendo academia, Estado e iniciativa privada); e buscar isonomia normativa e tributária, que permita uma concorrência entre a indústria nacional e os fabricantes internacionais, em igualdade de condições.

Dessa forma, em 2019, as exportações autorizadas atingiram um número recorde até então, US$ 1.231.091.652,66, com um salto de mais de 30% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a média de exportações autorizadas desde 2001, o ano de 2020 foi também muito significativo para a economia de Defesa, com exportação superior à média, atingindo o total de US$ 777.087.845,52, mesmo no cenário de pandemia.

Fruto de todas as ações do governo federal em prol da retomada econômica, e das ações estratégicas que vêm sendo elaboradas por este ministério, atingimos um número recorde de exportações autorizadas, US$ 1.322.690.166,19 (até 26 de agosto de 2021), o que fará do ano de 2021 o melhor resultado até o momento. Ainda existem grandes negociações em andamento, confirmando o ano de 2021 como o melhor resultado para a indústria de Defesa brasileira.

A economia de Defesa é importante para o país, pois gera renda e empregos altamente qualificados. É um setor que tem um efeito multiplicador sobre a economia, que impulsiona qualitativamente o desenvolvimento tecnológico, com forte efeito sobre o PIB. Segundo estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2021, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre a Mensuração da Base Industrial de Defesa e Segurança, o setor representa 4,46% do PIB brasileiro, gerando 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos (2,19% dos empregos do Brasil). Esse estudo é um dos resultados do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre o Ministério da Defesa e a Confederação Nacional da Indústria, e será lançado brevemente para consulta.

A exportação fortalece a indústria nacional de Defesa, além de mantê-la com capacidade de fornecer produtos, serviços e tecnologia de ponta. Assim, a exportação assume um papel crucial, por ser um caminho eficaz num ambiente globalizado, cada vez mais competitivo, e é nesse contexto que o Ministério da Defesa tem prestado relevante apoio à Base Industrial de Defesa (BID) na consecução de seus objetivos.

*Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa

Postagem em destaque