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02 novembro, 2024

Novo recorde: exportações de produtos de defesa atingem R$ 9,53 bilhões em 2024

 

*Ministério da Defesa, por Rayane Bueno - 01/11/2024

O setor de defesa alcançou um novo recorde nas autorizações de exportações de produtos e serviços. Em 2024, o Brasil atingiu a marca de R$ 9,53 bilhões (US$1,65 bilhão), o que representa o melhor índice nos últimos 11 anos, ultrapassando a marca anterior de US$1.62 bilhão em comercializações para o exterior registrada em 2021.

Atualmente, a indústria de defesa nacional comercializa para cerca de 100 países, sendo que 40% das exportações são de aeronaves. Entre os itens mais exportados estão aeronaves de asa fixa e rotativa, armamentos leves, munições, armamentos não letais e serviços de engenharia em produtos de Defesa.

A evolução no índice deve-se a fatores como a busca crescente de novas oportunidades comerciais, o potencial competitivo e a capilaridade da Base Industrial de Defesa (BID), que representa 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB) e gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos no país. Um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que para cada emprego aberto no setor de defesa, outros três são abertos em outros setores.

O Secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, ressalta que o resultado é fruto de um trabalho constante que vem sendo realizado pelo Ministério da Defesa há muito tempo. “Buscamos facilitar, junto às empresas, a produção e a exportação. Enfim, oferecemos as condições necessárias para que as empresas possam, efetivamente, vender um produto, produzi-lo com segurança no país e transportá-lo até o seu destino final com toda a garantia envolvida nesse processo”, disse.

O Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), também participa de eventos, feiras, visitas e encontros empresariais, realizando a promoção comercial dos produtos e serviços de defesa nacionais. Outro trabalho desempenhado é o acompanhamento a nível mundial dos nichos e dos países potenciais compradores.

Soberania e desenvolvimento nacional

A BID é composta por  empresas estatais ou privadas que participam de etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de defesa (bens e serviços) que contribuam para os objetivos relacionados à segurança ou à defesa do país.

A BID possui 252 empresas cadastradas no MD. O portfólio brasileiro é composto por cerca de 1.700 produtos, como aeronaves, embarcações, soluções cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação e armamentos, entre outros itens de alta tecnologia.

04 outubro, 2024

Marinha sedia Reunião de Projetos de Interesse da Defesa


*Agência Marinha de Notícias - 03/10/2024

A Marinha do Brasil, por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), sediou a 22ª Reunião de Projetos de Interesse da Defesa (REPID), organizada pelo Ministério da Defesa (MD). Autoridades e especialistas do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação participaram do encontro.

O evento ocorreu de 1º a 3 de outubro de 2024, no Comando da Força de Submarinos, situado no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), Rio de Janeiro, com o objetivo de promover o desenvolvimento de projetos estratégicos para fortalecer as capacidades das Forças Armadas e da Base Industrial de Defesa (BID).A REPID foi aberta pelo Secretário de Produtos de Defesa (SEPROD), Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, seguida pelo pronunciamento do anfitrião, o Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria.Segundo o SEPROD, a cooperação entre os envolvidos é essencial para o sucesso dos projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) desenvolvidos pelas Forças Armadas.

O SEPROD destacou a importância da gestão eficiente dos projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação - Imagem: 3SG-ET Coronha“Os projetos priorizados pelas Forças Armadas, ajustados às linhas estratégicas de Defesa e às demandas de órgãos de fomento, resultaram em melhor aproveitamento dos recursos e recebimento para os projetos em CT&I. Alinhar os projetos às diretrizes estratégicas da Defesa traz a garantia do trabalho em prol de um objetivo comum, fortalecendo a capacidade de resposta das Forças Armadas e assegurando a proteção do Brasil”, explicou o Tenente-Brigadeiro Heraldo. Para o Diretor-Geral, o evento foi uma oportunidade singular de promover ainda mais a integração entre as Forças Armadas, o setor industrial e a academia.

O DGDNTM comentou que sediar o evento reforça o compromisso contínuo da Marinha com o avanço da Ciência, Tecnologia e Inovação foi um fórum importante para promover o intercâmbio de experiências, a discussão de projetos e a coordenação de esforços, incentivando a obtenção e o aprimoramento de capacidades, com base no desenvolvimento científico e tecnológico, com a cooperação da comunidade científica e a participação da indústria nacional. Dessa forma, avançamos continuamente na modernização e na capacitação das nossas Forças Armadas. Além disso, criamos oportunidades para gerar a sinergia necessária ao fortalecimento de setores estratégicos, como o nuclear, o cibernético e o espacial, bem como para a Base Industrial de Defesa.

 

Os processos de obtenção de capacidades militares são reconhecidamente indutores de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, contribuindo para fortalecer a soberania do nosso País e assegurar a defesa dos nossos interesses”, afirmou o Almirante de Esquadra Rabello. 

Durante o evento, foi apresentada a proposta de criação de Grupos de Trabalho Temáticos Interforças (GTTI), no qual cada Força será responsável pela liderança de um grupo de pesquisa, definidos em quatro temas: grupo sobre Interoperabilidade de Comunicações, a ser coordenado pela Seção de Operações do Comando e Controle do Ministério da Defesa, grupo sobre Materiais Avançados, coordenado pela Marinha do Brasil, grupo sobre Tecnologias Quânticas, coordenado pelo Exército Brasileiro, e grupo sobre Sistemas de Navegação Inercial, de responsabilidade da Força Aérea Brasileira.

A DGDNTM, o Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Força Aérea apresentaram considerações sobre projetos e programas estratégicos, ressaltando a importância de iniciativas que fortalecem o setor de Defesa. Além disso, foram expostos os resultados alcançados em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), pelo presidente Celso Pansera. Houve ainda a apresentação da Portaria de Apoio à Governança em CT&I, realizada pelo Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DECTI), e a apresentação dos resultados das deliberações da Ata da 21ª REPID/2023, além de debates sobre as propostas em andamento. 

O diretor de inovação da FINEP, Elias Ramos, afirmou que a REPID é essencial para unir esforços entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o Ministério da Defesa, as Forças Armadas e a FINEP. O objetivo dessa colaboração é fortalecer a Defesa e a Base Industrial, promovendo maior autonomia tecnológica e redução da dependência estrangeira em materiais de defesa. Ele também ressaltou a recuperação e o descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) como fundamental para o avanço da política de inovação associada à política industrial. Elias destacou, ainda, que somente em 2023 foram contratados projetos na área de Defesa e Aeroespacial no valor de R$ 1,1 bilhão em recursos de subvenção econômica, não reembolsáveis. Esses valores são altamente representativos. “A FINEP prosseguirá com expressivos investimentos, em especial por meio do Programa Pró-infra, do Mais Inovação e dos programas estratégicos nacionais e de autonomia em tecnologias críticas de Defesa”, ressaltou.

Outro tema importante abordado foi a V Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, conduzida pelo Diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes. O representante da unidade de pesquisa, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), explanou sobre a relevância da Conferência para o fortalecimento da agenda de CT&I no Brasil.Além das apresentações e discussões de projetos, o evento proporcionou um espaço para debates sobre o avanço da governança em projetos de Ciência e Tecnologia, com ênfase na inovação e na entrega de resultados para a sociedade e para as Forças Armadas. O assessor de Ciência, Tecnologia e Inovação da DGDNTM, Vice-Almirante Alfredo Martins Muradas, pontuou a importância estratégica do evento e das visitas realizadas.

“A REPID contribuiu para novas iniciativas interoperáveis e integradoras da área de Ciência, Tecnologia e Inovação das Forças Armadas e do MD. As visitas ao Estaleiro de Construção, ao elevador de navios, a maquete 3D do CNI e ao Departamento de Treinadores e Simuladores (DTS) permitiram demonstrar na prática o desenvolvimento tecnológico da Marinha do Brasil e reforçaram a importância de projetos inovadores para a Defesa Nacional. Esse tipo de interação busca caminhos para que o conhecimento científico gere processos de inovação e produtos de defesa, tanto para as Forças Armadas quanto para a nossa Base Industrial de Defesa, fomentando o desenvolvimento científico-tecnológico e, por consequência, o desenvolvimento sustentável do País”, afirmou o Almirante Muradas.

10 agosto, 2023

Min. da Defesa promove encontro entre empresas brasileiras de defesa e nações amigas


*LRCA Defense Consulting - 10/08/2023

O Ministério da Defesa, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), promoveu, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), um encontro entre o corpo diplomático de nações amigas e representantes de empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil. 

O evento, que recebeu o nome de Brazilian Defense Day Embaixadas, foi realizado nesta quarta-feira (9), no Clube da Aeronáutica de Brasília, com o objetivo de estreitar relações e criar oportunidades para comercialização de produtos, serviços e sistemas de defesa no exterior. Estiveram presentes representantes de cerca de 50 países, entre eles Áustria, Chile, Índia, Moçambique, Nigéria, Omã, República Tcheca e Zimbábue.

No evento, ocorreram apresentações de 48 empresas brasileiras da BID, nos moldes de Pitch Competition, que significa exibir e defender o negócio para investidores. O evento também contou com a participação do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE) e do Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Para a embaixadora da República Tcheca no Brasil, Pavla Havrlíková, o encontro é importante para desenvolver mais colaborações nas áreas de defesa e segurança entre os países. “As áreas prioritárias para desenvolver a colaboração entre o Brasil e a República Tcheca são, exatamente, a área da defesa, segurança e indústria aeroespacial. Esse evento é muito importante para conhecer melhor a estrutura brasileira, para conhecer as Forças Armadas Brasileiras e saber mais das empresas ativas, que estão no mercado, na parte de indústria aeroespacial", reforçou.

Gerar proximidade entre as embaixadas e as empresas nacionais, e um consequente aumento das exportações no setor industrial de defesa, foi o que motivou a Seprod a realizar o encontro. Na ocasião, o Secretário de Produtos de Defesa, Rui Chagas Mesquita, enfatizou que “o Brazilian Defense Day Embaixadas é uma iniciativa inédita e importante da Seprod, totalmente alinhada com suas atribuições governamentais.

A indústria de defesa e aeronáutica do país está sendo apresentada ao corpo diplomático das nações amigas, de maneira a contribuir para a internacionalização das empresas, tornando-as mais conhecidas no mercado exterior e proporcionando novas oportunidades de negócios para a nossa BID, o que tem potencial para gerar avanços econômicos e sociais para o país”, disse.

O presidente da ABIMDE, Roberto Gallo, comentou que o evento já é um sucesso e acredita que grandes negócios podem ser gerados. “Defesa, seja do ponto de vista de capacidade militar, seja do ponto de vista de indústria, é relacional. O relacionamento se constrói com presença, com continuidade, com transparência, e, neste evento, a gente tem a oportunidade de, junto às nações amigas, mostrar o que a indústria e a defesa têm a oferecer, e, muitas vezes, o que têm a trabalhar juntas, com as indústrias de defesa dos países”, ressaltou.

19 maio, 2023

Governo e setor privado se mobilizam para fortalecimento da Defesa Nacional

 


*SIMDE - 18/05/2023

O coordenador do Comitê de Produtos Controlados do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa - SIMDE, Christian Callas e o Vice-Presidente executivo, José Cláudio Manesco, estiveram na última quarta-feira (17/05), na Secretaria de Produtos de Defesa - SEPROD onde foram recebidos pelo diretor do Departamento de Produtos de Defesa - DEPROD, General Plácido.

Na ocasião discutiu-se de forma exaustiva os meios para fazer com que os discursos do Ministro da Defesa, José Múcio e do Secretário da Seprod, Brigadeiro Mesquita, sejam efetivamente concretizados com medidas práticas. Uma das questões abordadas foi a necessidade de uma ação intergovernamental para que a questão das compras efetivadas pelas forças auxiliares e forças armadas, obedeçam a critérios uniformizados com respeito à equalização, margem de preferência e certificação.

Na mesma toada de apoio incondicional à Base Industrial de Defesa, o Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, esteve no mesmo dia, participando de audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), da Câmara dos Deputados. Defendeu a ampliação de recursos orçamentários para a Defesa como forma de assegurar a soberania e contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do País. Assim como no Senado, em audiência com a mesma temática no dia 4 de maio, o ministro esteve acompanhado dos Comandantes das Forças Armadas e do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

29 abril, 2023

1º Seminário de Proteção do Conhecimento para empresas da Base Industrial de Defesa

O seminário tem o objetivo de transmitir orientações sobre proteção do conhecimento sensível e aprimorar estratégias para aumentar a competitividade das indústrias de defesa



*ABIMDE Notícias - 28/04/2023

O Ministério da Defesa realizará o 1º Seminário de Proteção do Conhecimento para empresas da Base Industrial de Defesa, que será coordenado pelo Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação (DECTI), da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) deste Ministério, em parceria com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e a Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC), a fim de tratar de temas sensíveis à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de interesse da Defesa.
 
Esse seminário tem por objetivo difundir orientações sobre proteção do conhecimento sensível para empresas da BID e, por conseguinte, aprimorar estratégias para aumentar a competitividade das indústrias de defesa.
 
O evento será realizado no dia 3 de maio de 2023, no Auditório Lacaz Neto do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), situado na Praça Marechal Eduardo Gomes, nº 50, Vila das Acácias, CEP 12228-900, na cidade de São José dos Campos/SP – Brasil.
 
A empresa interessada deverá indicar um representante (nome, função, telefone e e-mail), até o dia 30 de abril de 2023 para a Doutora Fernanda das Graças Corrêa, Coordenadora de Prospecção Tecnológica e Gestão do Conhecimento no DECTI/SEPROD, por meio do endereço eletrônico fernanda.correa@defesa.gov.br com cópia para abimde@abimde.org.br.

27 janeiro, 2023

Brigadeiro Mesquita destaca prioridades da nova gestão da Seprod


*LRCA Defense Consulting - 27/01/2023

Estruturação de uma ampla base de dados para uma melhor consciência situacional da Base Industrial de Defesa, simplificação tributária, fomento à produtividade e desenvolvimento tecnológico estão entre as prioridades do novo Secretário de Produtos de Defesa (Seprod), do Ministério da Defesa, Major-Brigadeiro do Ar Rui Chagas Mesquita. Ele debateu estes e outros temas com as associadas da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), durante a plenária mensal realizada nesta última terça-feira (24).

A reunião, em formato online, contou com a participação de cerca de 100 associadas e convidados. A plenária foi aberta pelo Presidente do Conselho Diretor da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, que cumprimentou todos os participantes na pessoa do Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, Comandante da Marinha do Brasil, representado pelo Alte Muradas, passando a palavra ao Brigadeiro Mesquita.

Abertura da Plenária
O Secretário de Produtos de Defesa fez sua apresentação a partir do MD, em Brasília, ao lado de parte de sua equipe: Brigadeiro Antonio Ferreira de Lima Júnior, Diretor do Departamento de Promoção Comercial; Brigadeiro Alex Orçay Reis, Diretor do Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa; Coronel Rafael Aquino dos Santos, coordenador do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação, representando o diretor, General Carlos Eduardo da Mota Góes; Capitão de Mar e Guerra Leonardo José Trindade de Gusmão, Coordenador-geral do Departamento de Produtos de Defesa, e da Gerente do Gabinete da Seprod e Assessora Especial para o Comércio Exterior, Juliana Ribeiro Larenas.

Ao abrir a apresentação, o Brigadeiro Mesquita enalteceu o trabalho realizado por seus antecessores à frente da Seprod, destacando a atuação do Dr. Marcos Degaut e do General Luis Antônio Duizit Brito, e revelou a escolha de duas palavras como principais vertentes da sua gestão: continuidade e produtividade.

A primeira, explicou o Secretário, refere-se a dar continuidade à missão que foi iniciada com a criação do Ministério da Defesa, para implementação e fortalecimento dos marcos referenciais da Base Industrial de Defesa. Já a segunda vertente, produtividade, indica que a Seprod seguirá a diretriz do novo governo, que tem como máxima a reindustrialização do parque industrial brasileiro, buscando soluções disruptivas, com bases tecnológicas e de inovação.

Foco no PAED...
O Brigadeiro afirmou que o objetivo principal da Seprod é manter o foco no PAED (Plano de Articulação e Equipamento de Defesa) e nas necessidades de produção, emprego e treinamento das Forças Armadas. “Esse é um alerta à nossa Base Industrial de Defesa: olhar para nosso Plano de Articulação e Equipamento de Defesa [PAED], lá estão nossas necessidades.”

Nova Política Industrial
O Secretário acredita que o MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio) implementará uma política moderna de desenvolvimento industrial, que beneficiará também a Base Industrial de Defesa.

“Um dos primeiros atos do novo governo foi criar o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, que convergirá os discursos público e privado, e, certamente, trabalhará nos gargalos dos incentivos para aumentar a nossa produção industrial, no sentido da competitividade, das exportações e, principalmente, do atendimento ao mercado interno”, disse o Brigadeiro Mesquita.

Considerando a vocação tecnológica e para as exportações da Defesa, ele afirmou que a Seprod já iniciou uma boa relação com as pastas que possam contribuir com o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID), principalmente o MDIC, MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e o MRE (Ministério das Relações Exteriores).

“Com o MDIC, estamos em uma estreita articulação no sentido de ter nossas garantias e incremento dos nossos financiamentos. Esse é um grande desafio, que eu vejo como uma das principais metas para este ano”, citou como exemplo.

Outra urgência ressaltada pelo Secretário é a necessidade da simplificação e da isonomia tributária no comércio exterior, lembrando que esta foi uma das primeiras pautas que o Presidente da ABIMDE apresentou a ele.

Ciência Tecnologia e Inovação
Ao longo de toda a apresentação, o Brigadeiro Mesquita enfatizou o desenvolvimento científico e tecnológico como premissa para o fomento industrial e aumento da competitividade da Indústria de Defesa.

Neste sentido, ele aponta que a aproximação do BNDES ao MCTI, também anunciada pelo novo governo, representaria um avanço também para a Indústria de Defesa, pois será mais um player no fomento da competitividade e das exportações de produtos com maior valor agregado.

Na agenda da produtividade, ele destacou ainda a necessidade de formação e qualificação da mão de obra especializada, da fusão das tecnologias da Indústria 4.0, do foco em sustentabilidade e da inserção da bioindústria na nossa Base Industrial de Defesa.

Pedido de Colaboração

O Brigadeiro Mesquita aproveitou a oportunidade para solicitar a colaboração da ABIMDE e das empresas da Base Industrial de Defesa em ações prementes que poderão contribuir com o crescimento do setor, com foco em: gargalos à produtividade, comunicação institucional, agenda regulatória, políticas de pesquisa e desenvolvimento, e acordos de compensação, entre outros.

Entre estas ações, ele destacou a necessidade de regulação e normatização da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação de Defesa, da Política Nacional da Base Industrial de Defesa, da Política de Compensação Tecnológica das Exportações e Importações de Produtos de Defesa, e das diretrizes relacionadas aos processos de investimento, seguros e garantias para exportações.

Sobre esta última questão, ele afirmou: "nós já sensibilizamos nossos Conselhos e Comitês do MDIC da importância que é dar esse apoio no financiamento e nas garantias das exportações de produtos de defesa."

Com relação à promoção comercial da BID no exterior, o Secretário disse que já estão sendo criados Grupos de Trabalho (GT) direcionados a países interessados em fazer negócios com a Base Industrial de Defesa do Brasil.

"Eu queria reforçar que a nossa missão está pautada permanentemente na formulação dos nossos marcos referenciais, iniciativa de valor estratégico para o desenvolvimento permanente da nossa Base Industrial de Defesa. Para isso, nós temos que atender as necessidades de preparo, prontidão, emprego, aparelhamento e modernização das nossas Forças Armadas", finalizou o Secretário, ressaltando que a Seprod está de portas abertas para receber as demandas e dialogar com todas as empresas da BID e instituições interessadas.

Após a apresentação, o Secretário ainda falou sobre quatro temas encaminhados pelo General Aderico Mattioli, Presidente Executivo da ABIMDE: TLE (Termo de Licitação Especial), feiras internacionais, Observatório da Indústria (para identificação de demandas logísticas internas e externas) e catalogação de empresas e produtos.

Lembrando à audiência que está iniciando sua terceira semana à frente da Seprod e por isso ainda está se adaptando às funções e vivenciando a fase da curva de aprendizagem, o Brigadeiro Mesquita respondeu assertivamente às perguntas.

Termo de Licitação Especial
“O TLE é muito importante para fortalecimento da Base, mas está sendo pouco utilizado. Fiquei surpreso com esse baixo uso pela importância que ele representa para a Base Industrial de Defesa, principalmente, na qualidade e segurança que dá aos produtos. Já pedi para fevereiro uma conversa com as três Forças para divulgação e fortalecimento desse processo e já determinei também que o Departamento Comercial da Seprod iniciasse o planejamento para um workshop, ou um seminário, reunindo todos os atores.”

Feiras de Defesa
“Logicamente são o carro-chefe da promoção comercial. Nós temos o planejamento já aprovado para este ano, pelo menos até o segundo semestre. Estaremos presentes e incentivaremos todas as feiras que estiverem dentro do nosso alcance. Para as áreas que não forem abarcadas por essas feiras, estamos abertos para conversas, para pensar em uma promoção especial dedicada a elas, principalmente com relação a outros países.

Por isso os Grupos de Trabalho que estamos fazendo com os países interessados; por exemplo, já recebemos Marrocos. Já estamos combinando com a ABIMDE uma visita à Apex, e ao Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança do MRE. Precisamos dessa união de esforços para que as feiras gerem negócios.”

Observatório da Base Industrial
“Eu senti falta disso aqui. Precisamos ter um sistema de gestão do conhecimento e de nossas funções, principalmente em relação à modernização do cadastro da Indústria de Defesa. Mas não é só um cadastro dos produtos, nós temos que tirar inferências desse banco de dados, para podermos reagir principalmente com relação ao comércio exterior. É uma demanda que está em nossa meta estratégica: o melhoramento e aperfeiçoamento desse sistema da indústria, para que ele tenha mais dados e consiga apresentar inferências e informações para nossas decisões e planejamento.”

Catalogação de Produtos e Empresas de Defesa
A parte de catalogação nesse sistema dual vai ao encontro do que eu falei, realmente ainda carecemos de fomentar essa base com mais dados para podermos tirar inferências.

O Secretário aproveitou para solicitar às empresas da BID, principalmente as certificadas como ED (Empresas de Defesa) e EED (Empresas Estratégicas de Defesa), para atualizarem suas informações para que a Seprod possa fazer as conexões e buscar caminhos para fomentar o desenvolvimento de novos produtos e negócios.

Ele também apontou a necessidade de registro dos resultados gerados à Base Industrial de Defesa nas feiras, missões, negociações com embaixadas e quaisquer ações que visam a promoção comercial. Isso permitiria a mensuração e o escalonamento das entregas em direção à meta de crescimento da BID.

“O resultado do nosso trabalho é que vai fortalecer o nosso planejamento para o ano que vem. Queria colocar essas entregas no papel, eu tenho certeza que com essa motivação a nossa alta direção não terá dúvida da nossa dedicação e da nossa presença nesses eventos”, explicou o Brigadeiro.

O Presidente do Conselho Diretor da ABIMDE agradeceu as palavras do Secretário e disse estar feliz com o direcionamento da nova gestão da Seprod. “Claro que temos muitas preocupações que precisam ser endereçadas, mas quero crer que aproveitar aquilo que deu certo e avançar naquilo que precisa de avanço é sempre o caminho mais adequado.”, disse Dr. Gallo.

Ele parabenizou a intenção da Seprod de buscar uma melhor consciência situacional criando uma ampla base de dados e colocou a ABIMDE como parceira nesta empreitada. “Vamos pensar como podemos auxiliar o Ministério da Defesa a ter uma maior consciência situacional.”

O General Aderico Mattioli, Presidente Executivo da ABIMDE, também agradeceu ao Secretário pela apresentação e ressaltou o constante apoio que a entidade e toda a Base Industrial de Defesa tem recebido das diretorias da Seprod.

“Com certeza, as nossas associadas estão percebendo que apesar do pouco tempo que o senhor está à testa da Secretaria, por uma vocação pessoal, por seu background e pela determinação que está trazendo, aqueles temas que são caros para nossas associadas estão sendo rapidamente absorvidos, identificados e trabalhados. E, além de dar continuidade, o senhor está estabelecendo novas metas”, disse o General Mattioli.

Assuntos de Interesse do Setor
Dando prosseguimento à plenária, o General Mattioli abriu a pauta sobre os assuntos de interesse das associadas, falando sobre a colaboração da ABIMDE com a Agenda Legislativa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) e a criação do Catálogo de Empresa, Produtos e Serviços, dentre outros temas.

O Diretor Executivo da ABIMDE, Coronel Armando Lemos, falou sobre a participação da entidade na SHOT Show, em Las Vegas, e destacou os principais eventos e ações programados para este ano.

A primeira feira internacional com a participação do Pavilhão Brasil será a IDEX, entre 19 e 24 de fevereiro, em Abu Dhabi (EAU), com presença de 14 empresas brasileiras.

Outro evento importante previsto no calendário é a LAAD 2023, feira internacional de Defesa e Segurança que acontece no Rio de Janeiro, em abril, com presença da ABIMDE.

De acordo com o Coronel, os organizadores da LAAD estão oferecendo um pequeno espaço gratuito às empresas que participam pela primeira vez do evento, as interessadas podem contatar a administração da ABIMDE para obter mais informações..

Parcerias e Novas Associadas
Ao final da plenária, Coronel Lemos apresentou as novas empresas associadas da ABIMDE: Energy Source, de São João da Boa Vista (SP); Indústria Nacional de Pinus, de São Paulo (SP); Infinity Safe Tecnologia em Segurança, de São Paulo (SP); Liramax Etiquetas, de São Paulo (SP); e Trilobit Comercio, Montagem e Fabricação de Placas Eletrônicas, de São Paulo (SP).

O Presidente Executivo deu as boas-vindas e enalteceu as capacidades das novas associadas. "Tenho certeza que as novas associadas vêm fortalecer ainda mais a nossa entidade. Reitero aqui que a ABIMDE está sempre com suas portas abertas ao diálogo com todas as suas associadas e disposta a ouvir e atender as demandas que possam fomentar e promover o crescimento do nosso setor de Defesa e Segurança.”

21 outubro, 2022

ABIMDE e ApexBrasil realizam missão prospectiva na Índia

Coronel Antônio Ribeiro e Sr. Anirudh Sharma na DefExpo 2022, junto ao estande da JHind Taurus India

*LRCA Defense Consulting - 22/10/2022

A ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) realizam uma missão de prospecção de novas oportunidades de promoção dos Produtos de Defesa e Segurança brasileiros no mercado indiano.

Durante esta semana, o Coronel Antonio Ribeiro, Diretor de Projetos da ABIMDE, juntamente com o Sr. Anirudh Sharma, do escritório da ApexBrasil em Dubai (Emirados Árabes Unidos), visitam a DefExpo 2022, na Índia, para avaliar a viabilidade de organizar um “Pavilhão Brasil” na próxima edição do evento.

Considerada a maior exposição de material de defesa e segurança da Índia, a DefExpo 2022 começou nesta terça-feira (18) e segue até sábado (22) na cidade de Gandhinagar.

O objetivo da missão é gerar oportunidades para que as indústrias brasileiras de defesa e segurança possam mostrar ao governo indiano e ao mercado asiático todas as suas capacidades e potencialidades e, assim, possam repetir a iniciativa de sucesso de algumas empresas que já iniciaram parcerias muito produtivas com companhias locais.

Ministério da Defesa
A ABIMDE atua em estreita interação com o Ministério da Defesa do Brasil que, por intermédio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), também está presente na DefExpo 2022.

De acordo com o MD, a participação brasileira no evento possibilita o incremento de parcerias visando ao desenvolvimento tecnológico e industrial na área de Defesa e ampliação de relacionamentos com governos e forças armadas de países amigos e suas respectivas indústrias de defesa.

Na terça-feira (18), o Diretor do Departamento de Produtos de Defesa, contra-almirante Vagner Belarmino, participou de reunião bilateral com o Secretário de Defesa Indiano, Sr. Ajay Kumar, durante a qual foram tratados assuntos relacionados à cooperação em defesa.

Contra-almirante Vagner Belarmino visita a DefExpo 2022


ABIMDE

Com 37 anos de atividades, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) é reconhecida como legítima interlocutora da Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil. A Entidade promove ações para valorização e fomento das empresas do setor nos mercados nacional e internacional, e para fortalecimento ou implementação de políticas e programas que assegurem o desenvolvimento desta indústria. Dentre suas mais de 200 associadas, estão as principais empresas de defesa e segurança instaladas no país.

ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. A Agência realiza ações diversificadas de promoção comercial, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira.
 

05 setembro, 2022

Secretaria de Produtos de Defesa do MD tem novo titular

Gen Duizit Brito, ainda na ativa em 2021, como Diretor do Departamento de Ciência Tecnologia e Inovação do MD

*LRCA Defense Consulting - 05/09/2022

Com a saída do Dr. Marcos Rosas Degaut Pontes do cargo de Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (SEPROD/MD) para ocupar cargo diplomático no exterior, foi nomeado para assumir a pasta o General de Divisão R/1 (da reserva) Luis Antonio Duizit Brito, que, desde janeiro, era o Chefe de Gabinete do Secretário.

A nomeação do Gen. Duizit Brito para o comando da SEPROD foi realizada pelo Ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira Lima Filho e oficilizada via publicação no DOU de 01 de setembro.

Oriundo do Quadro de Material Bélico do Exército, o Gen Duizit Brito tem uma larga experiência na área de Produtos de Defesa, pois já foi Diretor do Departamento de Promoção Comercial do MD, Diretor do Departamento de Ciência Tecnologia e Inovação do MD e Chefe de Gabinete do Secretário de Produtos de Defesa do MD.

Além disso, sua vida militar ainda registra as seguintes funções, todas também ligadas à área:
- Comandante do Curso de Material Bélico – AMAN – Resende/RJ;
- Chefe do 10º Depósito de Suprimento – Fortaleza/CE;
- Comandante da 5º Região Militar – Região Heróis da Lapa - Curitiba/PR;
- Diretor de Material – Brasília/DF;
- Chefe de Operações Logísticas do Comando Logístico - Brasília/DF;
- Comandante da 7ª Região Militar – Região Matias de Albuquerque - Recife/PE.

 

Sob a dinâmica e profícua liderança de Marcos Degaut, o Gen. Duizit Brito foi um dos pilares responsáveis pela promoção e fortalecimento da BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança) e pelas grandes conquistas viabilizadas e/ou facilitadas pela SEPROD para a indústria nacional no Brasil e no exterior.

30 junho, 2022

Secretário Marcos Degaut fala sobre a importância da Base Industrial de Defesa para o Brasil


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2022

No dia 25 último, o programa “Por Dentro da Defesa” recebeu o Secretário de Produtos de Defesa, Marcos Degaut, para abordar os Projetos Estratégicos do Ministério da Defesa e das Forças Armadas, bem como as ações em conjunto com a Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS).

Em sua entrevista, o Secretário esclareceu como o investimento no setor de Defesa é benéfico em diferentes níveis para nosso país, seja para uma integridade e soberania no campo, ou para o crescimento econômico, já que um grande retorno financeiro é feito através do investimento de tecnologias que beneficiam não apenas o setor de defesa, mas a população no geral.

“Por Dentro da Defesa” é um programa que traz personalidades militares e civis para debates em diversos segmentos de Defesa. A proposta é aproximar e fortalecer a integração civil e militar, por meio de comunicação direta, acessível e transparente, além de promover a troca de conhecimentos por parte de especialistas da área.



https://www.youtube.com/watch?v=OmtZXfDlwBY

25 junho, 2022

Na Nigéria, Ministério da Defesa e Itamaraty promovem Base Industrial de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 25/06/2022

O Ministério da Defesa (MD), por intermédio da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), e a Embaixada do Brasil na Nigéria, organizaram o Brazil - Nigeria Aviation Security & Defense Trade Forum. O evento, que teve por objetivo aproximar ambos os países para cooperarem na área de aviação, segurança e defesa, ocorreu entre os dias 21 e 23 de junho, em Abuja, Nigéria.

Compareceram autoridades governamentais e representantes da iniciativa privada nigeriana, juntamente com os representantes do Ministério da Defesa Brasileiro e das empresas da Base Industrial de Defesa do Brasil: Embraer, Embraer Radar, Atech, Avibrás, Akaer, Condor e Iveco. Contou, também, com o apoio da Associação Brasileiras das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde).

Projetos - No evento, o Gen Div R1 Luiz Antônio Duizit Brito, representando a Seprod, apresentou os projetos estratégicos das Forças Armadas brasileiras, entre eles o programa nuclear da Marinha Brasileira e o programa de construção de Fragatas, bem como as empresas brasileiras que dão suporte a esses programas. Apresentou, ainda, o programa de aquisição do carro de combate Guarani, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira (Sisfron) e o programa de lançamento de foguetes e mísseis.


Por último, apresentou os projetos estratégicos da Força Aérea Brasileira, como o cargueiro KC-390 e o caça Gripen, assim como o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (Pese) e o programa de desenvolvimento da aeronave hipersônica. Em sua exposição, o General afirmou que o Brasil está pronto para receber as autoridades nigerianas a fim de conhecerem a Base Industrial de Defesa (BID).

Segundo o Embaixador do Brasil na Nigéria, Ricardo Guerra de Araújo, as empresas brasileiras trouxeram soluções significativas para fortalecer a área de aviação, defesa e segurança nigerianas, cooperando para trocas comerciais e tecnológicas que podem ser pontes permanentes para aproximação dos dois países. Após a realização do evento, a comitiva brasileira realizou uma série de reuniões com as Forças Armadas Nigerianas, sendo também recebida pelo Comandante da Marinha Nigeriana.


14 maio, 2022

Governo brasileiro promove missão comercial a países árabes

Missão coordenada pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República contará com empresas de defesa, agronegócio e infraestrutura.

*Agência de Notícias Brasil-Árabe - 13/05/2022

O governo do Brasil está promovendo uma missão comercial a dez países árabes, de 17 de maio a 6 de junho. Quem coordena a viagem é a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, e a delegação contará com empresários e representantes de associações dos setores de defesa, agronegócio e infraestrutura. Os países árabes visitados serão Marrocos, Egito, Emirados Árabes, Omã, Kuwait, Bahrein, Catar e Arábia Saudita. Um pequeno grupo da delegação visitará também o Iraque para cumprir agenda específica.

O secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, Flávio Augusto Viana Rocha (foto), esteve na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta sexta-feira (13) para realizar reunião com os empresários e associações participantes. O presidente da Câmara Árabe, Osmar Chohfi, participou do evento.

O objetivo da missão, segundo o secretário, é fazer contatos e possíveis negócios com as contrapartes dos setores e apresentar opções de parcerias entre empresários brasileiros e árabes. Rocha disse que também haverá agenda com fundos de investimentos árabes. A agenda completa da missão ainda não foi divulgada. O assessor de Comunicação da Secretaria, Marcos Viana, coordena a missão e também participou da reunião híbrida, que teve participantes presenciais e por videochamada.

Embraer, Mac Jee, Taurus, Condor e Avionics estarão presentes
Estão confirmadas as participações da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), e empresas como Embraer, Mac Jee, Taurus, Condor e Avionics.

Participam também a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A Câmara Árabe será representada na missão pela diretora de Relações Institucionais, Fernanda Baltazar.

No final da missão, haverá agendas também na Hungria e República Tcheca. A viagem será feita em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), um KC-390, modelo de carga da Embraer que será adaptado para o voo com acomodação de classe econômica.

19 dezembro, 2021

Brasil bate recorde de venda de armamentos e foca em Ásia e África

  O foco das negociações nos próximos anos serão países do sudeste asiático, Golfo Pérsico e África.

Caças Super Tucano estão entre os principais produtos de defesa que fizeram o Brasil bater em 2021 recorde de exportações no setor| Foto: Divulgação/Embraer

*Gazeta do Povo - 18/12/2021

Aviões de transporte KC-390, caças Super Tucano, radares, lançadores de foguetes Astros, softwares de uso militar e munição não letal. Esses são alguns dos principais produtos de defesa que fizeram o Brasil bater em 2021 um recorde de exportações: US$ 1,65 bilhão (R$ 9,4 bilhões). O foco das negociações nos próximos anos serão países do sudeste asiático, Golfo Pérsico e África.

Segundo um levantamento do Ministério da Defesa, as exportações de armamentos e produtos de defesa cresceram mais de 150% nos últimos dez anos.

Uma boa parte desse montante se explica pela comercialização de produtos de alto valor agregado, como o KC-390, a maior aeronave militar já produzida no país. Trata-se de um avião a jato, de médio porte, usado para transporte de tropas e equipamentos e reabastecimento de caças. A ideia é que ele substitua o americano Hércules C-130 no mercado global.

Já foi vendido para países como Portugal e Hungria. E negociações de novas aeronaves estão em andamento com Holanda, Emirados Árabes, Egito, Catar e Arábia Saudita. O Brasil também usa o KC-390 internamente, mas a Aeronáutica recentemente reduziu de 28 para 11 seu pedido de compra para essas aeronaves.

Outra “joia da coroa” é o caça leve A-29 Super Tucano - o avião conhecido pelos brasileiros por ser usado pela Esquadrilha da Fumaça. Mas ele não é uma aeronave só de exibição. É hoje usado ou está em fase de aquisição por forças aéreas de 15 países. Entre suas funções, estão atacar forças em terra com mísseis, bombas, metralhadoras e canhões e interceptar aeronaves de baixa velocidade (o Super Tucano voa a 590 km/h).

Sua autonomia de mais de oito horas de voo também o habilita a missões de patrulhamento e reconhecimento. Já foi comprado pelos Estados Unidos para combates no Afeganistão e usado pela Colômbia em ataques na época dos conflitos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Uma das vendas mais recentes, de seis unidades, foi feita para as Filipinas - que estuda dobrar o pedido.

Também se destaca nas exportações o sistema de foguetes de saturação de área Astros II, da empresa Avibras. Ele é uma arma de artilharia capaz de disparar diversos foguetes ao mesmo tempo, para atacar simultaneamente uma grande área. Também pode ser adaptado para disparar mísseis de cruzeiro.

Ele já foi vendido para oito países e usado em conflitos no Golfo Pérsico e em Angola. Atualmente, vendas estão sendo negociadas com o Catar, com a Arábia Saudita e com países da Otan (aliança militar ocidental).

Mas as exportações de produtos de defesa não são compostas apenas de armas e aeronaves de guerra. Menos de 2% das mais de 1,1 mil empresas envolvidas na indústria de defesa brasileira fabricam armas de fogo e munições, segundo o Ministério da Defesa.

Uma área que se destaca é a venda de sistemas de radares. Estima-se que a maior parte dos sistemas de defesa e controle de tráfego aéreo civil usados na África subsaariana foi fornecida pelo Brasil.

Muitos desses equipamentos são desenvolvidos em parceria com as Forças Armadas do Brasil. O caso mais recente é o radar Saber M200 Vigilante, um sistema móvel capaz de monitorar 200 alvos simultaneamente a uma distância de 450 quilômetros e 6 quilômetros de altura. Desenvolvido pela Embraer e pelo Exército, ele é usado para guiar sistemas de defesa antiaérea, mas também pode ter uso civil para monitoramento de tráfego aéreo, se adaptado.

Esse aparelho torna completo o sistema de radares antiaéreos brasileiro. O foco agora é trabalhar em radares “antibateria”, capaz de localizar artilharia inimiga escondida no terreno.

O país também exporta softwares usados para conter ataques cibernéticos e em sistemas de aviônica - a estrutura eletrônica usada para operar aeronaves. Uma área de destaque são sistemas que evitam que pilotos de aviões militares disparem contra aliados em outras aeronaves ao confundi-los com inimigos.

São exportados ainda pelo Brasil sistemas eletrônicos usados no monitoramento de fronteiras e na criptografia de comunicações, além de armamento não letal para controle de distúrbios urbanos.

“Se hoje em dia nós temos produtos como internet, relógios de pulso ou teflon, é porque em algum momento foram feitos investimentos em produtos de emprego militar. Essa tecnologia transborda para o mundo civil. Não é só uma questão de fazer armas e munições”, disse à coluna Marcos Degaut, secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

A indústria de defesa é responsável por aproximadamente 2,9 milhões de empregos (1,6 milhão diretos e 1,3 milhão indiretos) no Brasil.

Segundo o Ministério da Defesa, em 2020, o setor movimentou 4,78% do PIB brasileiro, quantia equivalente a cerca de R$ 360 bilhões.

Dados levantados pela pasta também dão a entender que entre os anos de 2019 e 2020 o segmento de defesa cresceu mais que setores tradicionais da economia, como agricultura, petróleo e construção civil.

O período de crescimento coincide no cenário internacional com a escalada da guerra econômica entre Estados Unidos e China. E também com uma corrida armamentista em escala global envolvendo principalmente Pequim, Washington e Moscou.

E como acontecem as exportações brasileiras de defesa?
Elas começam geralmente com exibição de produtos em feiras internacionais e depois com a elaboração de protocolos de intenção entre governos durante visitas diplomáticas (onde diversos tipos de acordos comerciais são negociados, não só na área de defesa).

Um exemplo disso foi a viagem do presidente Jair Bolsonaro, em novembro, aos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar. O próximo destino deve ser a Rússia, no início de 2022, onde o governo quer firmar parcerias na área científica. Eles podem envolver o desenvolvimento de tecnologia militar.

Mas, diferente da Embraer ou da Avibras, a maioria das empresas de defesa não têm recursos, conexões e a estrutura necessária para vender internacionalmente. Para ajudar essas empresas menores a conquistar fatias do mercado estrangeiro, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) tem disponíveis para investimentos recursos da ordem de R$ 20 milhões.

A ideia é exibir produtos para possíveis clientes, criar estandes em feiras e aproximar compradores. Já estão em vista feiras de produtos de defesa que ocorrerão no ano que vem no Chile e na Malásia.

Depois que ocorre a exibição dos produtos, a diplomacia entra em cena. Acordos de intenções são assinados entre o Brasil e o país interessado. É aí que a negociação de venda realmente deslancha.

Em gestões de governos anteriores, o BNDES era colocado na negociação como um atrativo, oferecendo linhas de financiamento para os países interessados em obter recursos para as compras. Mas isso nem sempre se concretizava.

Hoje, no setor de defesa, o banco é mais voltado para financiamentos dentro do Brasil para o desenvolvimento dos produtos de defesa.

Além disso, as vendas desse tipo de produto não são feitas de forma direta e independente entre empresas brasileiras e governos estrangeiros. O Ministério da Defesa faz primeiro uma avaliação estratégica do comprador.

Um exemplo simplificado: se o Brasil desenvolver um míssil de cruzeiro, possivelmente não o venderia para nações próximas, que, em teoria, poderiam usá-lo para atingir o próprio Brasil no futuro.

Já o Itamaraty entra com a análise do cenário diplomático e dos interesses mais amplos do Brasil. Nesse campo, o que se pode observar hoje é uma posição mais pragmática do Planalto.

No início do governo, a proximidade da família Bolsonaro com o ex-presidente americano Donald Trump criou um alinhamento entre interesses geopolíticos brasileiros e americanos. Mas, com o fim do governo Trump e a queda do chanceler Ernesto Araújo (da chamada ala ideológica do governo), o Brasil ampliou o diálogo com países não alinhados com Washington.

Novo foco: sudeste asiático e norte da África
A estratégia de exportações envolvendo a indústria de defesa agora deve ter alguns países em foco.

Alguns deles devem ser Malásia, Filipinas e Indonésia, no sudeste asiático. A região vive um clima de forte tensão com a expansão militar promovida por Pequim na região marítima ao sul da China. Outro foco de interesse é o norte da África, especialmente a Tunísia.

A iniciativa aparentemente não tem motivação estratégica de apoiar países específicos no jogo geopolítico. Mas sim ganhar fatias do mercado global de defesa, majoritariamente dominado por países como Estados Unidos, Rússia, China, França e Alemanha. Esse mercado movimentou US$ 531 bilhões (R$ 3 trilhões) em 2020, no sexto ano consecutivo de alta, segundo o Sipri (sigla do Instituto Internacional de Pesquisas da Paz de Estocolmo).

Em paralelo, o Brasil quer desenvolver uma rede integrada de indústrias de defesa que possa ser mobilizada rapidamente em caso de catástrofe ou conflito. Durante pandemias como a da Covid-19, essas empresas poderiam ser acionadas mais rapidamente que outros setores para produzir insumos, como por exemplo, máscaras, respiradores e equipamentos de proteção individual. Em caso de conflito, o Brasil não dependeria tanto das grandes potências para comprar equipamentos de defesa.

08 dezembro, 2021

Defesa supera 1,5 bilhão de dólares em exportações em 2021

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*LRCA Defense Consulting - 08/12/2021

Os avanços nas exportações da Base Industrial de Defesa (BID) foram destaque em apresentação do Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, no painel “Base Industrial de Defesa - Proteção, desenvolvimento e geração de empregos”, durante o segundo dia (08) da 6ª Mostra BID Brasil, realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). Com novo recorde histórico, o setor de Defesa superou 1,5 bilhão de dólares na comercialização de produtos para o exterior, no mês de novembro de 2021. A meta é fechar o ano com a soma de 2 bilhões de dólares em exportações.

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 Na ocasião, o ministro Braga Netto destacou que o segmento de Defesa e Segurança gera 2,9 milhões de empregos no Brasil, sendo 1,6 milhão diretos e 1,3 milhão indiretos. Para ele, o fortalecimento da BID é uma prioridade da pasta e um importante vetor para a recuperação da economia no período de pandemia.

“Os resultados mostram que estamos no caminho certo. A Base Industrial de Defesa brasileira vem se desenvolvendo de maneira sólida, com a diversificação de produtos, e mostra plena capacidade de desenvolver os projetos estratégicos das Forças Armadas, a fim de que elas possam cumprir, adequadamente, as suas missões constitucionais”, afirmou.

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De acordo com estudo realizado, este ano, pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a participação da Base Industrial de Defesa no PIB nacional cresceu mais de 8% no biênio 2019-2020 em relação a 2018, representando, atualmente, 4,78% do PIB nacional (Gráfico 2). Conforme o estudo, a taxa de crescimento da BID superou, em 2020, a de setores tradicionais da economia brasileira, como a construção civil, a agricultura e a extração de petróleo.

O setor nacional de Defesa possui 146 empresas cadastradas no Ministério da Defesa. O portfólio brasileiro é composto por aeronaves, embarcações, ferramentas cibernéticas para proteção de dados, radares, sistemas seguros de comunicação, armamentos, entre outros itens de alta tecnologia.

Para o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Marcos Degaut, o Governo Federal tem atuado para otimizar o desenvolvimento do setor. “Esse crescimento é fruto de um meticuloso planejamento estratégico elaborado pelo Ministério da Defesa, em articulação com a Base Industrial, as associações representativas do setor, o Ministério das Relações Exteriores e a APEX. O resultado que estamos observando é a grande geração de renda, empregos, atração de investimentos externos e fomento à tecnologia dual, com benefícios para toda a sociedade brasileira”, destacou.

O painel, promovido pelo Ministério da Defesa, integra a programação da 6ª Mostra BID Brasil, da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). Representantes da Apex, do BNDES, da CNI, parlamentares, empresários e delegações estrangeiras participaram também. O evento teve início na terça-feira (07/12) e encerra nessa quinta-feira (9). 


 

*Com informações do Ministério da Defesa.

06 dezembro, 2021

Painel BID: Proteção, Desenvolvimento e Geração de Empregos


*LRCA Defense Consulting - 06/12/2021

No dia 08 de dezembro (Quarta-feira), às 10 horas, será a abertura do painel "BID: Proteção, Desenvolvimento e Geração de Empregos", realizada pelo Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto.

O evento contará com a participação da ABIMDE, BNDES, APEX, CNI e SEPROD do MD, que apresentarão os resultados mais recentes da Indústria Brasileira de Defesa, que em 2021, bateu recorde de exportações.

O evento está inserido na 6ª Mostra da Base Industrial de Defesa, que acontecerá de 7 a 9 de dezembro no Centro de Convenções de Brasília, podendo ser acompanhado pelo link youtube.com/VideosDefesa

BID forte, autonomia tecnológica das Forças Armadas!

18 novembro, 2021

Ministério da Defesa assina acordo no Oriente Médio para ampliar parceria comercial sobre a Indústria de Defesa brasileira

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*LRCA Defense Consulting - 18/11/2021

Nesta quinta-feira (18), o Secretário de Produtos de Defesa, Marcos Degaut, do Ministério da Defesa (MD), formalizou memorando de entendimento com o CEO do International Golden GROUP (IGG), Fadel Al Kaabi. Trata-se de empresa sediada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e líder no fornecimento de produtos de Defesa e Segurança às Forças Armadas daquele país. O acordo visa definir diretrizes para o desenvolvimento, a produção e a comercialização de produtos de Defesa.

Com esse intuito, foi estabelecido cronograma de trabalho para cooperação mútua em produtos de Defesa, incluindo, entre outros, aquisição, intercâmbio de experiências em indústrias de Defesa, parceria industrial, inovação, pesquisa e desenvolvimento, investimento, marketing e atividades de comercialização, exportação e importação.

Os Emirados Árabes Unidos estão entre as cinco nações que mais adquirem produtos brasileiros nesse segmento. De 2019 a 2020, o Brasil exportou ao país asiático U$S 426,2 milhões. A relação do Brasil com os Emirados foi fortalecida em 2019, quando o governo brasileiro firmou dois acordos com o Fundo Tawazun, visando à expansão da capacidade produtiva na área de Defesa.

Fomento à indústria de Defesa
O fortalecimento da Indústria Nacional de Defesa é um dos objetivos estratégicos do Ministério da Defesa e importante vetor para o desenvolvimento da economia brasileira. O setor gera 2,9 milhões de empregos, sendo 1,6 milhão diretos e 1,3 milhão indiretos. Em novembro deste ano, as exportações brasileiras de material de Defesa atingiram novo recorde, U$S 1,6 bilhão. A previsão é que atinjam a cifra de U$S 2 bilhões até o final de 2021.

Comitiva
Até amanhã (19), comitiva do Ministério da Defesa cumpre missão oficial no Oriente Médio para ampliar parcerias comerciais e captar novos investimentos para a Indústria Nacional de Defesa. A missão teve início no sábado (13). A comitiva participa da "Dubai Air Show", nos Emirados Árabes Unidos, considerada uma das principais exposições da indústria aeroespacial no mundo.

*Com informações da SEPROD

14 novembro, 2021

Defesa faz parceria na área militar com árabes

 Em visita aos Emirados Árabes, Bolsonaro esteve no prédio mais alto do mundo


*BLOG DO NOLASCO | Thiago Nolasco, da Record TV, e Renato Souza, do R7- 14/11/2021

Com o objetivo de impulsionar a indústria nacional de defesa, o governo brasileiro fará parceria no setor com países árabes. A comitiva do Ministério da Defesa permanece na região até o próximo dia 18, e neste domingo (14) os representantes do Brasil participam do Dubai Air Show, uma das principais exposições da indústria aeroespacial no mundo.

O presidente Jair Bolsonaro acompanha a agenda. De acordo com a pasta, a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) formaliza um "memorando de entendimento" com o International Golden Group, a empresa líder no fornecimento de produtos destinados às Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Os Emirados Árabes estão entre os cinco países que mais adquirem produtos brasileiros ligados à indústria de defesa. Somente entre 2019 e 2020, o Brasil exportou para a região 426,2 milhões de dólares em equipamentos bélicos. Dois novos acordos foram firmados há dois anos, o que expandiu o comércio.

A comitiva brasileira também vai passar por Bahrein e Catar, onde é esperada a realização de novas parcerias. No dia 17, no Catar, será assinado um acordo com o Ministério da Defesa do país. 

24 outubro, 2021

SEPROD (Min. da Defesa) e CNI promovem o curso EAD "Economia de Defesa"

 Economia de Defesa será tratada em curso a distância — Português (Brasil)


*LRCA Defense Consulting - 24/10/2021

Com abordagens atuais e relevantes sobre a Economia de Defesa e o seu papel na indústria brasileira, a Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), do Ministério da Defesa, promove, de 08 de novembro a 08 de dezembro, a 3ª edição do "Curso de Educação a Distância sobre Economia de Defesa", resultado do Acordo de Cooperação Técnica assinado entre a Pasta e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

As inscrições estão abertas, a todos os interessados, até 03 de novembro. As aulas serão oferecidas por meio de plataforma disponibilizada pela CNI.

O curso contará com sete módulos, que serão aprofundados em mais de 20 conteúdos. Ao fim da capacitação, os participantes receberão certificado de conclusão. Entres os assuntos em análise, estarão: Base Industrial de Defesa (BID), Inovação e Tecnologia em Defesa, Bases Legais e Benefícios para a BID, Promoção Comercial, e Economia de Defesa e Apoio à Exportação. Além disso, serão debatidos aspectos relativos ao Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE). 

Os participantes serão capacitados sobre o que é a Economia de Defesa e tudo o que ela engloba, desde a atuação da SEPROD até a exportação de produtos, serviços e tecnologias do setor de defesa.

Esse setor é de elevada importância para o Brasil, pois, além de representar 4,46% do PIB nacional, gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos, de acordo com estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), em 2021.

SERVIÇO
Projeto: Curso de Educação a Distância sobre Economia de Defesa
Data: de 08 de novembro a 08 de dezembro
Inscrições até 03 Nov: https://pt.surveymonkey.com/r/MTJQKYC 

22 outubro, 2021

Parcerias firmadas pelo Min. da Defesa fomentam novos negócios e oportunidades tecnológicas

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*LRCA Defense Consulting - 22/10/2021

O Ministério da Defesa (MD), por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), celebrou parcerias com instituições que estimulam a Base Industrial de Defesa (BID) na área de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I). Foram oito protocolos de intenções mútuas, sem fins lucrativos, assinados, de maio a setembro, para fortalecer o desenvolvimento de negócios e de oportunidades tecnológicas.

Os mais recentes, firmados em 13 de setembro, envolveram a Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC) e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília (FINATEC/UnB). A parceria com a APTSJC contribuirá para o fortalecimento da base científica e tecnológica nacional, em prol da BID, visando a união de esforços dos partícipes para definir as formas de incentivo e para facilitar a integração com o MD. Já a parceria com a FINATEC/UnB prevê a aproximação das demandas tecnológicas estratégicas do País e a geração de negócios fomentados no ambiente acadêmico, fortalecendo a BID e a tripla hélice.

No mesmo mês, foram assinados quatro protocolos de intenções com as Federações das Indústrias dos Estados de Santa Catarina (FIESC), de Minas Gerais (FIEMG), do Rio de Janeiro (FIRJAN) e do Rio Grande do Sul (FIERGS). Esses documentos, também, contribuirão para fortalecer a base científica e tecnológica nacional, em prol da BID. No dia 2, foi firmado o documento com a FIESC e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional de Santa Catarina (SENAI/SC). No dia 10, foram firmados os protocolos com as demais Federações. O primeiro foi com a FIEMG e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional de Minas Gerais (SENAI/DRMG). O segundo envolveu o Serviço Social da Indústria – Departamento Regional do Rio de Janeiro (SESI/RJ) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional do Rio de Janeiro (SENAI/RJ). O terceiro contemplou a FIERGS e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional do Rio Grande do Sul (SENAI/RS).

Esses quatro protocolos visam a união de esforços dos partícipes para definir as formas de incentivo e para facilitar a integração com o MD. Assim, o elo entre Institutos de Ciência e Tecnologia, Indústria e Governo é fortalecido, ao tempo que fomenta parcerias tecnológicas e promoção de negócios, a partir do planejamento e da realização de visitas técnicas e de eventos nacionais e internacionais que divulguem produtos, pesquisas, serviços e empresas associadas, referentes à área de Defesa e de C,T&I e às suas interfaces com as demais políticas públicas e com a BID.

No primeiro semestre deste ano, em 5 de maio, foi firmada a primeira parceria de 2021. O protocolo de intenções foi assinado com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - Departamento Regional da Bahia – SENAI-BA, por intermédio do Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia, denominado SENAI-CIMATEC. O documento contempla estudos e pesquisas de interesse mútuo, principalmente, sobre temas referentes às políticas nacionais de Defesa e de C,T&I, e as suas interfaces com demais políticas públicas e com a Indústria Nacional de Defesa.

Outra parceria, no dia 25 do mesmo mês, envolveu a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Esse acordo possibilita maior envolvimento de empresas, em especial as da BID, no desenvolvimento de projetos de interesse da Defesa nas etapas de pesquisa, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de Defesa.

Para acessar os protocolos, clique aqui.

20 outubro, 2021

Setores de Defesa e de Segurança contam agora com uma fintech específica

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*LRCA Defense Consulting - 20/12/2021

O Ministério da Defesa anunciou o lançamento da Fintech Defesa Mezzo, primeira empresa financeira do Brasil com perfil tecnológico e criada, especificamente, para atender às demandas de financiamentos e investimentos dos setores de Defesa e Segurança.

A Fintech Defesa Mezzo é resultante de iniciativa do Ministério da Defesa, por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD).

Segundo o MD,  os setores de Defesa e Segurança têm competitividade, tradição e competências reconhecidas globalmente. O lançamento da nova fintech ocorreu em 2 de setembro, na capital paulista, e reuniu cerca de 30 investidores.

O projeto da Fintech Defesa Mezzo foi concluído em abril, após ser viabilizado por meio da assinatura de acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Defesa e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O acordo prevê a elaboração de soluções estratégicas de financiamentos e investimentos na Base Científica, Tecnológica e Industrial de Defesa (BCTID).

A iniciativa representa mecanismo financeiro inovador e digital para captação de recursos que viabilizem projetos de crescimento e alavancagem das exportações pela indústria de defesa brasileira, com a atração de potenciais financiadores – notadamente, internacionais – com ganhos para todos os atores envolvidos. A estrutura da Fintech Defesa Mezzo foi concebida a partir do mapeamento real das demandas de recursos, com base nos projetos identificados e investidores interessados em sua execução, sejam esses clientes finais capitalizados, governos ou órgãos de fomento locais e internacionais, visando otimizar a eficiência do investimento e amplificar o potencial de alavancagem.

O evento de lançamento da Defesa Mezzo contou com a presença do Diretor de Financiamentos e Economia de Defesa da SEPROD, Major-Brigadeiro Intendente Marcos Aurélio Pereira Silva, além de outros militares e dos representantes da nova financiadora, o diretor executivo, Calil Buainain, e o sócio-gerente, André Skaf; entre outros integrantes.

12 setembro, 2021

Defesa tem destaque nas exportações


*CIEAM - Centro da Indústria do Estado do Amazonas - 11/09/2021

Por Marcos Rosas Degaut Pontes*

Durante o ano de 2021, a Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), da Secretaria-Geral do Ministério da Defesa, desenvolveu várias atividades e iniciativas, com base em seu planejamento estratégico, para a promoção dos produtos, serviços e tecnologias da Base Industrial de Defesa (BID), buscando o desenvolvimento da economia de Defesa do país.

Destaco que o Ministério da Defesa tem buscado derrubar barreiras; inovar em soluções que ampliem e fortaleçam a base industrial de Defesa brasileira, com ênfase nas ações focadas em novas formas de financiamentos e garantias para o setor; aperfeiçoar a Tríplice Hélice (que congrega ações envolvendo academia, Estado e iniciativa privada); e buscar isonomia normativa e tributária, que permita uma concorrência entre a indústria nacional e os fabricantes internacionais, em igualdade de condições.

Dessa forma, em 2019, as exportações autorizadas atingiram um número recorde até então, US$ 1.231.091.652,66, com um salto de mais de 30% em relação ao ano anterior. Se considerarmos a média de exportações autorizadas desde 2001, o ano de 2020 foi também muito significativo para a economia de Defesa, com exportação superior à média, atingindo o total de US$ 777.087.845,52, mesmo no cenário de pandemia.

Fruto de todas as ações do governo federal em prol da retomada econômica, e das ações estratégicas que vêm sendo elaboradas por este ministério, atingimos um número recorde de exportações autorizadas, US$ 1.322.690.166,19 (até 26 de agosto de 2021), o que fará do ano de 2021 o melhor resultado até o momento. Ainda existem grandes negociações em andamento, confirmando o ano de 2021 como o melhor resultado para a indústria de Defesa brasileira.

A economia de Defesa é importante para o país, pois gera renda e empregos altamente qualificados. É um setor que tem um efeito multiplicador sobre a economia, que impulsiona qualitativamente o desenvolvimento tecnológico, com forte efeito sobre o PIB. Segundo estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2021, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), sobre a Mensuração da Base Industrial de Defesa e Segurança, o setor representa 4,46% do PIB brasileiro, gerando 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos (2,19% dos empregos do Brasil). Esse estudo é um dos resultados do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado entre o Ministério da Defesa e a Confederação Nacional da Indústria, e será lançado brevemente para consulta.

A exportação fortalece a indústria nacional de Defesa, além de mantê-la com capacidade de fornecer produtos, serviços e tecnologia de ponta. Assim, a exportação assume um papel crucial, por ser um caminho eficaz num ambiente globalizado, cada vez mais competitivo, e é nesse contexto que o Ministério da Defesa tem prestado relevante apoio à Base Industrial de Defesa (BID) na consecução de seus objetivos.

*Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa

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