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10 maio, 2022

Lucro da Taurus quase triplica em relação ao do primeiro trimestre de 2021


*LRCA Defense Consulting - 10/05/2022

A Taurus Armas S.A. divulgou hoje, após o fechamento do mercado, os seus números referentes ao primeiro trimestre de 2022 e, mais uma vez, trouxe boas notícias para seus acionistas.

Lucro líquido quase três maior que o do 1T21
O primeiro grande destaque foi o lucro líquido perído. Com R$ 195,0 milhões no 1T22 e margem sobre a receita operacional líquida de 28,8%, o resultado da Taurus é quase três vezes maior (+ 186,4%) do que o lucro obtido no 1T21. Este é o nono trimestre consecutivo de lucro líquido, o que espelha a solidez da empresa.

O resultado bruto do 1T22, de R$ 334,5 milhões, superou em 31,7% o obtido no 1T21. A evolução é superior ao crescimento da receita no mesmo período de forma que, mesmo com a pressão exercida pela valorização do real em relação ao dólar norte-americano no período, a Taurus obteve aumento da rentabilidade bruta de 3,4 p.p., com a margem atingindo 49,4% no 1T22.

Ebitda superior a R$ 240 milhões pelo terceiro trimestre consecutivo
O Ebitda de R$ 242,2 milhões do 1T22 é outro grande destaque, já que mostra uma evolução de 37,8%, ante os R$ 175,7 obtidos no mesmo período de 2021. Da mesma forma, a rentabilidade operacional, medida pela margem Ebitda, manteve evolução positiva no período, atingindo 35,38%, com alta de 3,9 p.p. no mesmo período de comparação.

A receita operacional líquida consolidada apresentou aumento de 22,8% na comparação entre o 1T22 e igual trimestre do ano anterior, percentual bastante superior aos 3,8% de alta no volume de vendas verificado no mesmo período. Considerando isoladamente o segmento de armas & acessórios, a receita no 1T22 foi de R$ 651,9 milhões, 27,2% superior ao apurado no 1T21. 

No entanto, comparado ao 4T21, a receita líquida consolidada foi pressionada pela redução no volume de vendas de armas (férias coletivas e manutenção), pela desvalorização de 6,4% do dólar médio frente ao real no período e, ainda, pela contração da receita dos demais segmentos de atuação da empresa.

Produção supera em mais de 15% o 1T21
A produção total da Taurus no 1T22, considerando as operações industriais do Brasil e dos EUA, atingiu a média de 9 mil armas por dia, volume 15,4% superior ao registro no mesmo período do ano de 2021. O volume total produzido, de 574 mil unidades, superou em 16,8% o alcançado no 1T21.

Tradicionalmente, a produção no primeiro trimestre do ano é mais baixa do que nos demais e, portanto, foi inferior à realizada no ano de 2021, 9,3 mil unidades/dia. Isso ocorre em razão do processo de ramp up das fábricas após a parada de manutenção e férias coletivas realizada em dezembro, além do fato de não haver a retomada integral em janeiro, uma vez que, durante esse mês, o grupo de funcionários que ficou fazendo inventário em dezembro tem seu período de férias. 

A unidade norte-americana produziu 216 mil armas no 1T22, volume 23,5% superior ao apurado no 1T21, totalizando 909 mil unidades produzidas nos últimos 12 meses. A produção de armas da unidade brasileira no 1T22 foi de 358 mil unidades, o que representa aumento de 13,0% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Vendas aumentam no Brasil e em outros países. Back order de 770 mil armas
Com relação às vendas, foram 517 mil unidades de armas vendidas pela Taurus no 1T22, volume 3,8% superior ao registrado no 1T21, resultado do aumento de 23,9% no volume de vendas no Brasil e de 22,2% no volume de vendas para outros países além dos EUA. Já no mercado norte-americano, as vendas se mantiveram praticamente estáveis no mesmo período de comparação. Ao final do trimestre, a Taurus registrava back order de 770 mil unidades de armas para entrega nos mercados norte-americano e brasileiro, volume equivalente a 4,5 meses de produção integrada nos dois países.

Relação dívida líquida/Ebitda de apenas 0,2 mostra a saúde financeira da empresa
Ao final de março, a dívida bruta da Companhia era de R$ 535,4 milhões, o que indica redução de 22,8% ou R$ 157,9 milhões em relação à posição registrada no encerramento do exercício de 2021. Houve redução de R$ 238,5 milhões na posição da dívida líquida (dívida bruta menos Caixa e aplicações financeiras) no decorrer dos três primeiros meses de 2022.

A contínua e consistente redução da dívida no decorrer dos últimos anos, acompanhada de aumento da geração de caixa permitiu a plena desalavancagem financeira da Taurus. Ao final de março, considerando o Ebitda gerado nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda atingiu 0,2, indicando que 20% da geração de caixa anual medida por esse indicador seria suficiente para quitar a totalidade da dívida, isso sem contar ainda a fábrica de capacetes, o terreno em Porto Alegre e os bônus de subscrição a vencer, que poderão injetar mais R$ 249 milhões na empresa.  

Dividendos
O lucro líquido de R$ 195,0 milhões no primeiro trimestre superou a totalidade do lucro líquido distribuído na forma de dividendos referente ao resultado de 2021, que foi de 194,3 milhões, equivalente a R$ 1,62 por ação. Com a estrutura da empresa plenamente ajustada e a consolidação dos bons indicadores operacionais e financeiros, a Taurus evidenciou o objetivo de seguir remunerando os acionistas de forma diferenciada.

09 maio, 2022

Taurus participará de três lives para mostrar seus resultados do 1T22


*LRCA Defense Consulting - 09/05/2022

Amanhã (10), após o fechamento do mercado, a Taurus Armas estará divulgando os seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2022 (1T22).

No dia seguinte (11), o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, e o CFO, Sérgio Sgrillo, participarão de três lives com entidades do mercado a fim de comentar e debater esses resultados.

Lives
- Sara Invest: quarta-feira (dia 11), às 08h00, pelo seu canal no YouTube;

- Eleven Financial Reserach: quarta-feira (dia 11), às 10h00, pelo seu canal no YouTube;

- Nord Research: quarta-feira (dia 11), às 12h10, pelo seu canal no YouTube.



 

28 abril, 2022

Embraer tem prejuízo, mas conta com maior backlog e melhoras no fluxo de caixa, margem bruta e dívida

Embraer alcança receita líquida de R$ 22,7 bilhões em 2021


*Air Insight e LRCA Defense Consulting - 28/04/2022

A Embraer  reduziu seu prejuízo do primeiro trimestre em relação ao ano passado, relatando um prejuízo líquido de US$ 31,7 milhões atribuível aos acionistas. Isso se compara a US$ -89,7 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, a empresa brasileira voltou a ter prejuízo depois de relatar um pequeno lucro de US$ 2,1 milhões no último trimestre do ano passado.

O prejuízo líquido ajustado foi de US$ 78,5 milhões em comparação com US$ -95,9 milhões no primeiro trimestre do ano passado. O EBIT ajustado foi de US$ 27 milhões versus US$ 29,6 milhões, o EBITDA Ajustado foi positivo em US$ 13,2 milhões versus US$ 18 milhões em 2021. O EBIT inclui US$ 9,3 milhões em despesas relacionadas à Eve Urban Mobility, que se soma aos US$ 5,3 milhões já incluídos no resultado do quarto trimestre de 2021.

As receitas do grupo caíram para US$ 600,9 milhões, ante US$ 807,3 milhões. Por segmento de negócios, a Aviação Comercial produziu apenas US$ 169,2 milhões em receitas em comparação com US$ 272,2 milhões no mesmo período do ano passado. A Embraer atribui isso a  menores entregas de aeronaves (seis versus nove) devido ao desligamento da unidade em janeiro, quando foi concluída a reintegração da Aviação Comercial à empresa. A unidade havia sido preparada anteriormente para a joint venture com a Boeing, que entrou em colapso em 2020.

Os jatos executivos também produziram receitas menores, de US$ 89,9 milhões, em comparação com US$ 152,1 milhões, também causadas por entregas menores de 13 aeronaves no ano passado para oito neste primeiro trimestre. A área de Defesa e Segurança reportou US$ 68,3 milhões em receitas, abaixo dos US$ 128,5 milhões. Isso foi causado pela falta de entregas de KC-390 durante o trimestre. Serviços e Suporte foi a única unidade a aumentar suas receitas para US$ 271,2 milhões, de US$ 250,6 milhões, à medida que as atividades de MRO decolaram graças ao aumento das atividades de vôo dos clientes das companhias aéreas.

Durante o trimestre, a Embraer investiu US$ 21,4 milhões no desenvolvimento dos jatos E e E2, incluindo os recém-lançados cargueiros E190F e E195F, programados para entrar em serviço no início de 2024. Os investimentos totais foram de US$ 8,7 milhões. A carteira de pedidos total da Embraer cresceu para US$ 17,3 bilhões, ante US$ 17 bilhões no quarto trimestre e o maior nível desde o segundo trimestre de 2018. Isso inclui 315 E-jets, dos quais 166 E195-E2s, 143 E175s, três E190s e três E190-E2s .

A empresa encerrou o primeiro trimestre com US$ 1,453 bilhão em dívida líquida, ligeiramente acima dos US$ 1,392 bilhão em dezembro. A dívida total foi de US$ 3,6 bilhões, uma queda de US$ 0,5 bilhão. A liquidez melhorou para US$ 2,6 bilhões. O fluxo de caixa livre melhorou drasticamente de US$ -226,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ -67,8 milhões, resultado de um resultado líquido mais alto e rigorosa disciplina de capital de giro, estoques mais baixos e pagamentos antecipados de clientes.

A Embraer mantém sua orientação para 2022, esperando  entregar 60-70 E-jets, 110 a 110 jatos executivos, receitas entre US$ 4,5 a US$ 5,0 bilhões e margem EBIT Ajustado de 3,5 a 4,5% e fluxo de caixa livre de US$ 50 milhões.

Por sua vez, a empresa os seguintes destaques em seu balanço:

- Entrega de 14 jatos no primeiro trimestre, dos quais 6 aeronaves comerciais e 8 jatos executivos (6 leves e 2 médios).

- A Carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 1T22 em US$ 17,3 bilhões (+US$ 0,3 bilhão comparado ao 4T21). O maior nível desde 2T18, impulsionado por um nível de pedidos consistente.

- A Receita líquida foi de R$ 3.076,1 milhões no trimestre, queda de 31% comparado com 1T21, apesar de quase um mês de paralisação da Companhia em janeiro devido à reintegração sistêmica e legal da unidade de negócio da Aviação Comercial. Em contrapartida, a margem bruta consolidada reportada foi de 20,3%, superior aos 9,5% reportado no 1T21 devido ao melhor desempenho de margem bruta em todos os segmentos da Companhia.

- O EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ (163,4) milhões e de R$ 45,4 milhões, respectivamente, levando a margem EBIT ajustada de -5,3% e margem EBITDA ajustada de 1,5%. Incluindo despesas não-recorrentes de R$ 89,0 milhões no trimestre.

- O Fluxo de Caixa Livre (FCL) no 1T22 teve um uso de R$ (434,8) milhões, que representou uma melhora significativa em relação ao consumo de R$ (1.211,0) milhões no fluxo de caixa livre no 1T21, tendo seu melhor desempenho desde o 1T10, e consistente com as medidas de otimização de capital de giro e de eficiência da Companhia.  

- Variação Cambial & Hedge – no 1T22, houve reconhecimento de créditos de R$ 3,8 milhões relacionados a despesas com a folha de pagamento devido ao hedge de fluxo de caixa, que mitigou a exposição frente à variação cambial tendo em vista que aproximadamente 13% dos custos são em Reais.

- A Companhia encerrou o trimestre com dívida total de R$ 16,8 bilhões, ou R$ 5,6 bilhões menor quando comparado ao 4T21 e em linha com a estratégia de melhoria da estrutura de capital.

- A Companhia reafirma todos os aspectos de suas projeções financeiras e de entregas para o ano de 2022, sem variação material em relação à última divulgação de resultados.

Receita Líquida e Margem Bruta
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A Receita liquida consolidada de R$ 3.076,1 milhões (US$ 600,9 milhões) no 1T22 representou uma redução de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente por menores entregas na Aviação Comercial e Executiva e menores receitas na Defesa & Segurança, apenas parcialmente compensadas por maiores receitas em Serviços & Suporte. Além disso, as entregas no trimestre foram impactadas negativamente pelo período de um mês de paralisação da Companhia, em janeiro de 2022, devido a reintegração da unidade de negócio de Aviação Comercial.
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Aviação Comercial reportou uma redução na receita de 44% no ano para R$ 853,9 milhões devido à expectativa de entregas menores de aeronaves no trimestre. No 1T22, a margem bruta consolidada da Aviação Comercial foi de 11,2%, superior aos -1,3% reportado no 1T21.

Aviação Executiva apresentou receita de R$ 448,9 milhões no 1T22, que quando comparada ao 1T21 foi 47% menor, devido a uma redução esperada de 38% nas entregas do período. No entanto, a margem bruta consolidada reportada no 1T22 foi de 18,5%, superior aos 6,6% reportados no 1T21.

Defesa & Segurança reportou uma queda de receita de 50% para R$ 353,8 milhões, impactada principalmente por não ocorrerem entregas de KC-390 no trimestre. A margem bruta consolidada de Defesa & Segurança reportada no 1T22 foi de 14,5%, superior aos 10,4% reportados no 1T21.

Serviços & Suporte apresentou receita de R$ 1.407,9 milhões, representando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior, demonstrando a contínua e sólida recuperação das atividades de voo das companhias aéreas desde o pico da pandemia em 2020. A margem bruta consolidada de Serviços & Suporte no 1T22 foi de 26,9% superior aos 24,3% relatados no 1T21.

A margem bruta consolidada da Companhia, reportada no 1T22, foi de 20,3% e superior aos 9,5% reportados no 1T21, com melhora em todos os segmentos, especialmente na Aviação Comercial e Executiva.

EBIT e EBIT ajustado
No 1T22, os resultados reportados da Companhia incluem um item específico relacionado às despesas do negócio da Eve de R$ (46,5) milhões, conforme resumido na tabela abaixo.
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Excluindo-se esse item especial, o EBIT Ajustado do 1T22 foi de R$ (163,4) milhões, e a margem EBIT Ajustada foi de -5,3%, comparado ao 1T21, quando o EBIT Ajustado foi de R$ (159,6) milhões e a margem EBIT Ajustada foi de -3,6%. O EBIT Ajustado do 1T22 também inclui despesas relacionadas a reintegração da Aviação Comercial, Arbitragem e outras despesas não recorrentes totalizando R$ 89,0 milhões. Se excluirmos todos os efeitos extraordinários, a margem EBIT Ajustada teria sido de -2,4%.

No 1T22, o EBIT Ajustado foi negativo, impulsionado principalmente por menores entregas na Aviação Comercial e Executiva e pela queda na receita no segmento de Defesa & Segurança.

Resultado líquido
No 1T22, a Embraer apresentou Prejuízo líquido e Prejuízo por ação de R$ (170,7) milhões e R$ (0,23), respectivamente, comparados ao Prejuízo líquido de R$ (489,8) milhões e R$ (0,67) em Prejuízo por ação no 1T21.
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Gestão de dívidas e passivos
A Embraer encerrou o 1T22 com uma posição de Dívida líquida de R$ 6,9 bilhões, ante os R$ 7,8 bilhões na comparação com à Dívida líquida do 4T21 e dos R$ 10,8 bilhões do 1T21. A posição de Dívida líquida da Companhia aumentou no trimestre devido ao uso do fluxo de caixa livre. Além disso, a posição de liquidez caiu para R$ 10,0 bilhões, de R$ 14,7 bilhões no 4T21, com pagamento de R$ 2.692,5 milhões (US$ 471,1 milhões) de dívida de curto e longo prazo.

No 1T22, a maturidade do endividamento foi de 3,8 anos, comparado a 3,7 no 4T21. O custo da dívida em dólar no 1T22 foi de 5,20% a.a., em linha com os 5,08% a.a. no 4T21. Enquanto o custo da dívida em reais aumentou para 6,39% a.a. no 1T22 comparado a 5,04% no 4T21.

A Companhia continua a gestão futura de passivos e lançou um cash tender de ~USD 300 milhões para recomprar títulos em circulação, com isso, a maturidade do endividamento está próximo a quatro anos em 1T22.

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Fluxo de caixa livre
No 1T22, o uso de Fluxo de caixa livre ajustado foi de R$ (434,8) milhões, que representou uma melhora significativa em relação aos R$ (1.211,0) milhões reportados no 1T21. Decorrente do melhor resultado líquido e da disciplina contínua com relação ao capital de giro, especialmente ao manter estoques menores, bem como imobilizado e adiantamentos de clientes mais elevados (passivos de contratos).
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Capex
As Adições liquidas ao imobilizado totalizaram R$ 91,9 milhões no 1T22, comparado aos R$ 100,4 milhões do 1T21. Além disso, no total de Adições liquidas ao imobilizado no 1T22, o Capex representou R$ 43,9 milhões, e Adições do programa de Pool de peças de reposição representaram R$ 51,2 milhões, parcialmente compensados pela Baixa de imobilizado de R$ (3,2) milhões provenientes do resultado de venda de imobilizado.

Além disso, as Adições ao intangível no 1T22, foram de R$ 109,6 milhões e estão relacionadas ao desenvolvimento de produtos, principalmente ao programa dos E-Jets E2, da Aviação Comercial. Em 1T22, a Companhia investiu um total de R$ 91,9 milhões em Adições líquidas ao imobilizado e R$ 198,4 milhões em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).
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Capital de Giro
O capital de giro refletiu positivamente no desempenho geral do caixa da empresa, mesmo ao se considerar a sazonalidade, entregando seu melhor fluxo de caixa do primeiro trimestre desde 2010. Os principais contribuintes foram a otimização da gestão de estoques e maiores passivos contratuais quando comparados ao 4T21.
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Backlog
Ao final do trimestre, a carteira de pedidos firmes era de US$ 17,3 bilhões, representando um aumento de 22% e 2% em relação ao 1T21 e 4T21, respectivamente, atingindo a maior carteira de pedidos do trimestre desde o 2T18.
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Aviação Comercial

Em 1T22, Embraer entregou 6 jatos comerciais, conforme demonstrado abaixo:
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Foram entregues quatro E175 para a Skywest (Alaska) e dois E195-E2 para a Aircastle (KLM). Foi planejado um menor número de entregas devido à reintegração do segmento de negócio da Aviação Comercial e serviços e suportes relacionados. As atividades relacionadas a reintegração dos sistemas foram realizadas em janeiro, nesse período a fábrica esteve praticamente fechada.

Na Aviação Comercial, a Embraer entrará no mercado de transporte aéreo de carga com o lançamento das Conversões de Passageiros para Cargas (PPC) das aeronaves E190F e E195F. A conversão completa para o cargueiro estará disponível para todas as aeronaves E190 e E195 usadas, com entrada em serviço prevista para o início de 2024. A iniciativa surge ao endereçar três grandes oportunidades: (1) A condição atual de cargueiros antigos com fuselagens estreitas, que estão dentro da janela de final de operação e possuem tecnologia ineficiente e altamente poluentes;
(2) A contínua transformação da intersecção entre comércio e logística;
(3) Os E-Jets que entraram em serviço há cerca de 10-15 anos estão em um período de conclusão de seus contratos de arrendamentos de longo prazo e iniciando seu ciclo de substituição. O PPC é uma oportunidade de estender a vida útil dos E-Jets mais maduros por mais um período de 10 a 15 anos e continuar oferecendo desempenho e economia impressionantes na próxima década. As conversões E190 e E195 PPC também facilitam a substituição das aeronaves de passageiros mais antigas por E2s de nova geração.

A carteira de pedidos (backlog) e as entregas da Aviação Comercial ao final do 1T22 eram as seguintes:
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Aviação Executiva
A Aviação Executiva entregou seis jatos leves e dois jatos médios, totalizando oito aeronaves entregues no 1T22.

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As vendas de Aviação Executiva mantiveram-se fortes no trimestre, com pedidos de vendas superando os níveis do ano anterior. Como resultado, o índice book-to-bill permanece acima de 2,5 para 1, o mais alto do setor.

O crescimento nos segmentos de jatos executivos leves e médios continua. A Aviação Executiva da Embraer está bem-posicionada para capitalizar esse crescimento, com produtos de performance solida e aumento da demanda dos clientes.

Defesa & Segurança
A Tempest bateu recordes de receita, registrando crescimento de 11% em relação ao 1T21. Esse crescimento foi sustentado por um sólido portfólio de produtos e serviços de segurança cibernética, ampliando sua base para mais de 300 clientes ao longo do ano.

Em abril, a Embraer assinou dois contratos com o Exército Brasileiro. O primeiro para a aquisição de quatro unidades adicionais de radar SABER M60 e o segundo para o desenvolvimento e implantação da Fase Dois do Programa Estratégico do Exército para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), que serão incluídos no backlog do 2T22.

Serviços & Suporte
A Embraer assinou uma extensão de contrato de longo prazo para o Programa Pool com a German Airways. Além disso, um destaque para o novo programa de Serviços Técnicos de longo-prazo de Pool de E190 celebrado entre a Embraer e a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, juntamente com a RPM, em um acordo para estender o suporte aos componentes de simulador de voo. Atualmente, o programa Pool da Embraer apoia mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

27 abril, 2022

Vendas da Weg no Brasil saltam no 1T22 com regulação de energia solar

 ANSYS: Tecnologia inestimável no desenvolvimento de produtos de energia  renovável da WEG


*Seu Dinheiro, por Flavia Alemi - 27/04/2022 (atualizado com vídeo da WEG em 30/04)

A WEG começou o ano mostrando bom desempenho de vendas nas principais linhas de negócio, com destaque para o mercado interno da área de geração, transmissão e distribuição de energia.

Com o Marco Legal da Geração Distribuída sancionado no Brasil em janeiro, houve aumento na demanda pela geração solar - e esse foi um dos motores de receita da área. No mercado interno, a receita da área mais que dobrou em um ano, chegando a R$ 2,01 bilhões no primeiro trimestre.

No total, a receita líquida subiu 34,5% no primeiro trimestre, para R$ 6,83 bilhões, sendo que o mercado interno foi responsável por R$ 3,47 bilhões. Os R$ 3,36 bilhões restantes vieram das vendas ao exterior.

Aliás, esta é a primeira vez que há uma inversão na proporção da receita da WEG, com o mercado interno maior que o externo, em ao menos dois anos.

Leque amplo
Para a Weg (WEGE3), tão importante quanto a diversificação geográfica é a amplitude de sua atuação. Ela possui quatro grandes áreas, todas elas com exposição aos mercados doméstico e internacional — e todas elas com dinâmicas e ciclos próprios de vendas. Portanto, vamos analisar cada uma delas:

1. Equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI)
Receita no mercado interno: R$ 1,005 bilhão (+11,6%)
Receita no mercado externo: R$ 2,18 bilhões (+34,8%)
Participação na receita total: 46,7%

No principal ramo de atuação da Weg, o destaque ficou com as vendas de equipamentos de ciclo curto para a China e os Estados Unidos, especificamente motores elétricos de baixa tensão. A demanda, segundo a empresa, foi bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais.

No Brasil, a Weg afirmou que a demanda se manteve boa, principalmente nos setores agrícola, papel e celulose e mineração.

2. Geração, transmissão e distribuição de energia (GTD)
Receita no mercado interno: R$ 2,01 bilhão (+106,8%)
Receita no mercado externo: R$ 750 milhões (-0,9%)
Participação na receita total: 40,5%
Conforme mencionado no começo da matéria, o aumento da demanda por geração solar distribuída marcou as vendas desse segmento no mercado interno. Na transmissão e distribuição houve elevado volume de entregas, impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão.

Na América do Norte, principal região de atuação da área, a Weg destaca o processo de utilização da capacidade da nova fábrica de transformadores nos Estados Unidos, inaugurada no final do ano passado.

3. Motores comerciais e appliance
Receita no mercado interno: R$ 206,5 milhões (-26,4%)
Receita no mercado externo: R$ 374,6 milhões (+21,2%)
Participação na receita total: 8,5%
Aplicações como bombas e compressores foram os destaques da área no mercado externo. O crescimento da demanda foi justificado pela aceleração da recuperação da economia e ganho de participação de mercado nos Estados Unidos e no México.

Por aqui, a WEG viu alguma acomodação da demanda, especialmente nos motores destinados a equipamentos como máquinas de lavar e ar condicionado.

4. Tintas e vernizes
Receita no mercado interno: R$ 244,7 milhões (+30,5%)
Receita no mercado externo: R$ 48,3 milhões (+2,8%)
Participação na receita total: 4,3%
No Brasil, a demanda seguiu elevada nos setores de implementos agrícolas, rodoviários e saneamento; no exterior, houve queda no desempenho das vendas na Argentina, onde a Weg tem operação importante para esta área de negócio.

Lucro cresce 23,5%

A WEG fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 943,9 milhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na mesma toada, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21,3% na mesma base de comparação, para R$ 1,23 bilhão.

De acordo com a WEG, a receita do mercado interno cresceu 48,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.

Já no mercado externo, a receita cresceu num ritmo menor, de 22,8%, com destaque para as vendas de equipamentos industriais para os segmentos de óleo e gás, mineração e papel e celulose. Vale notar que a receita do mercado externo foi impactada pela desvalorização do dólar ante o real no começo do ano.

Aumento dos custos espremem margens
Os aumentos nos custos da principais matérias-primas utilizadas pela WEG reduziu as margens operacionais da empresa no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 42,7% no custo dos produtos vendidos, o que provocou uma redução de 4,1 p.p. na margem bruta, passando de 31,9% para 27,8%. 

Andre Menegueti Salgueiro, Diretor de Finanças e RI da WEG, comenta os principais destaques da Divulgação de Resultados do 1T22


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