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08 julho, 2026

Embraer leva o Ipanema 203 à Exposición Rural, na Argentina, em novo passo de internacionalização

Avião agrícola movido a etanol participa pela primeira vez do maior evento do agronegócio argentino, após acordo para produção de etanol no país e certificação recente no Paraguai 


*LRCA Defense Consulting - 08/07/2026

A Embraer confirmou, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (8), que apresentará o Ipanema 203 pela primeira vez na 138ª Exposición Rural, um dos eventos de agronegócio mais tradicionais da América Latina. O evento ocorre de 16 a 26 de julho, no predio ferial de Palermo, em Buenos Aires, e reúne produtores, empresários e técnicos de toda a região.

A participação argentina integra a estratégia da fabricante brasileira de ampliar a presença internacional do Ipanema 203, avião agrícola líder de mercado no Brasil e único do mundo movido integralmente a etanol. Segundo a empresa, mais de 1.700 unidades já foram entregues, o que garante à aeronave papel de destaque entre operadores que buscam baixo custo operacional, alta produtividade e precisão de aplicação.

Durante o evento, a Embraer participará de um painel com outros líderes do setor para discutir o futuro da aplicação aérea inteligente e as tecnologias emergentes voltadas ao aumento da produtividade agrícola. Para Sany Onofre, líder da área de Aviação Agrícola da Embraer, a presença na Exposición Rural reforça a estratégia de expansão em mercados chave para o desenvolvimento da aviação agrícola regional.

Acordo para produção de etanol na Argentina
A movimentação da Embraer na Argentina não se limita à exposição. A empresa avançou recentemente ao assinar um Memorando de Entendimento (MoU) com a Essential Energy Holding, empresa especializada em soluções de eficiência energética, e com a Bioenergías Agropecuaria, do mesmo grupo, responsável pela produção de biocombustíveis. O acordo prevê estudos de viabilidade para produção e distribuição de etanol destinado a futuros operadores do Ipanema no país.

Paraguai já opera o Ipanema
Em paralelo, a companhia também anunciou a certificação do Ipanema 203 no Paraguai, concedida pela Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DINAC) em dezembro de 2025, o que abre caminho para a operação em maior escala da aeronave no país vizinho. A homologação paraguaia foi apresentada pela Embraer como o primeiro passo de uma estratégia mais ampla de internacionalização da aviação agrícola brasileira na América Latina, com Uruguai e Argentina já mapeados para os próximos movimentos.

Desempenho e sustentabilidade
Movido a etanol, o Ipanema 203 pulveriza mais de 200 hectares por hora, com desempenho equivalente a quatro grandes pulverizadores terrestres operando simultaneamente. Segundo a Embraer, a aplicação aérea uniforme evita danos às plantações causados por equipamentos terrestres e reduz a disseminação de pragas pelo contato com o solo, o que pode elevar a produtividade em até 15 sacas por hectare, a depender do tipo de cultura e das condições de operação.

Desde a certificação do modelo a etanol, em 2004, o Ipanema já evitou a emissão de mais de 28 milhões de toneladas de CO2, uma média de 1,4 milhão de toneladas por ano, segundo dados históricos divulgados pela fabricante.

01 junho, 2026

Brasil quer construir em Itaguaí os submarinos Scorpènes que a França vai vender à Argentina

Ministro Múcio voltou de Buenos Aires com a perspectiva de que o Complexo Naval de Itaguaí seja o estaleiro dos três submarinos encomendados pelo governo Milei; KC-390 também está na pauta, mas enfrenta obstáculo britânico


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LRCA Defense Consulting - 01/06/2026

O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro Filho, retornou da Argentina na semana passada com uma perspectiva estratégica que pode transformar o Complexo Naval de Itaguaí em peça central do rearmamento submarino da América do Sul: os três submarinos classe Scorpène que Buenos Aires pretende comprar da França devem ser construídos no Brasil. A revelação foi feita pelo próprio ministro em evento promovido pela Seta, em Brasília, na quarta-feira, 28 de maio.

A visita de Múcio à Argentina, no dia 26, foi a primeira de uma série de missões de diplomacia das Forças Armadas planejadas pelo ministro para promover a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira nos países vizinhos. Na bagagem de volta, além da perspectiva sobre os submarinos, veio o interesse do homólogo argentino, tenente-general Carlos Alberto Presti, em analisar a compra do cargueiro militar KC-390, fabricado pela Embraer.

O modelo financeiro e o papel de Itaguaí
A operação tem uma lógica triangular: o Naval Group, empresa estatal francesa que detém 41% do capital do Complexo Naval de Itaguaí (sendo os demais 59% da Novonor) já é o parceiro industrial do Brasil no programa PROSUB desde 2008. Os quatro submarinos convencionais da classe Riachuelo, derivados do mesmo projeto Scorpène, foram todos construídos em Itaguaí. O quarto deles, o Almirante Karam (S43), foi lançado ao mar em novembro de 2025.

Segundo o Estadão, o Tesouro francês esteve em Buenos Aires antes da visita de Múcio e ofereceu aos argentinos um modelo de cofinanciamento franco-brasileiro. Esse modelo contemplaria a construção das embarcações no Brasil. O ministro foi direto ao resumir a operação: "O nosso submarino aqui é feito também pelo francês. Então, o submarino que ele vai comprar na França será feito aqui. O que é que nós queremos na indústria de defesa: o emprego, o imposto, o desenvolvimento tecnológico."

Para o Brasil, a equação é clara. O Complexo de Itaguaí está atualmente ocupado com a construção do Álvaro Alberto, o submarino de propulsão nuclear convencional previsto para entrar em operação em 2034, o que tornará o Brasil o primeiro país fora dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e da Índia a operar esse tipo de embarcação. Uma encomenda argentina criaria uma fila de trabalho para o estaleiro e diluiria custos fixos do programa.

 

A demanda argentina: urgência estratégica, restrição financeira
Do lado argentino, a necessidade é premente. Desde 2017, quando o ARA San Juan naufragou com 44 tripulantes, a Marinha argentina não tem nenhum submarino operativo. O ARA Salta é usado apenas para instrução em doca, e o ARA Santa Cruz tem o programa de reparos suspenso. "Desde a tragédia do ARA San Juan, a Argentina não tem capacidades submarinas reais", resume a análise publicada pelo portal especializado Zona Militar em março de 2026.

O presidente Javier Milei anunciou em novembro de 2025 que o país está em processo de aquisição de três submarinos Scorpène e quatro patrulheiros oceânicos (OPV) à França. A carta de intenções com o Naval Group foi assinada em novembro de 2024, sob o então ministro da Defesa Luis Petri. O valor estimado do contrato oscila entre 2 bilhões e 2,3 bilhões de dólares.

O principal obstáculo, porém, é o financiamento. A Argentina não pode pagar à vista e exige que os pagamentos sejam realizados contra entrega da primeira unidade, modelo que a França ainda analisa conceder. Segundo o portal Infobae, Laurent Mourre, diretor de vendas para a América Latina do Naval Group, reconheceu publicamente que a negociação está "parada" por falta de acordo financeiro. Em fevereiro de 2026, o governo argentino confirmou oficialmente que não houve avanços concretos nas negociações.

O cenário é agravado por cortes orçamentários recentes. Em maio de 2026, o governo Milei editou a Decisão Administrativa 20/2026, que podou mais de 45 bilhões de pesos do orçamento de Defesa, desafio que, na avaliação de analistas argentinos consultados pelo jornal Ámbito, impacta o alistamento e adestramento das Forças Armadas.

Construir em Itaguaí ou na França: o debate que Buenos Aires precisa resolver
Há uma tensão interna na Argentina entre dois modelos de aquisição. O Ministério da Defesa argentino descartou a construção local, pois os estaleiros da Tandanor não têm infraestrutura adequada, embora a estratégia aponte para recuperar capacidades técnicas por meio de manutenção e reparos. A proposta que emerge da articulação franco-brasileira seria uma terceira via: construir em Itaguaí, aproveitando a infraestrutura já consolidada pelo programa PROSUB.

O contraste com o modelo brasileiro é frequentemente citado na imprensa especializada argentina. O Brasil investiu de forma estruturada desde 2008 em transferência de tecnologia e construção local, formando equipes e desenvolvendo uma potente indústria naval militar. A Argentina, por restrições fiscais e ausência de um projeto industrial de longo prazo, avalia agora uma rota mais curta, mas ainda indefinida.

Há também a questão dos prazos. Segundo análise do portal iProfesional, Buenos Aires quer que os submarinos comecem a ser entregues entre 2032 e 2036, janela que conflita com a agenda de comprometimentos já assumidos pelo Naval Group para outros clientes.

 

KC-390: interesse argentino esbarra em veto britânico
Além dos submarinos, Múcio apresentou a Presti o catálogo da BID brasileira, que inclui mais de 360 sistemas e produtos de 154 empresas. O KC-390 Millennium, da Embraer, foi destacado pelo ministro como carro-chefe da oferta. "Já vendemos 57 aviões pela Europa toda, e os vizinhos não têm", disse Múcio, acrescentando que o financiamento do BNDES facilita as negociações.

A ironia é que a Argentina já é parceira industrial do programa KC-390: a Fábrica Argentina de Aviões (FAdeA), de Córdoba, fabrica componentes estruturais da aeronave, como portas de trem de pouso, cone de cauda, carenagens, entre outros desde 2011. Mas a venda do avião à Força Aérea Argentina esbarra em um obstáculo de difícil solução: o KC-390 contém componentes críticos de fabricação britânica, incluindo sistemas fornecidos pela BAE Systems e pela Cobham Mission Systems.

Desde a Guerra das Malvinas, em 1982, o Reino Unido bloqueia a exportação de equipamentos militares com componentes britânicos para a Argentina. O impedimento alcança também o caça Gripen, da Saab. Analistas consultados pela Sputnik Brasil avaliaram que a missão de Múcio enfrentará "obstáculos substanciais" justamente nos produtos mais avançados da BID brasileira. A Embraer já descartou a viabilidade de substituir os componentes britânicos por alternativas sem a recertificação da aeronave, processo de custo e prazo proibitivos.

Cone Sul em disputa: EUA ampliam presença enquanto Brasil avança
A visita de Múcio ocorre em um contexto de crescente competição de influência no Cone Sul. O governo Milei vem aprofundando acordos estratégicos com Washington e com Israel, o que cria um cenário de múltiplas frentes de fornecimento para a modernização militar argentina. Analistas ouvidos pela imprensa brasileira avaliaram que o ministro chegou a Buenos Aires com uma "missão ingrata": os produtos mais emblemáticos da indústria de defesa brasileira estão bloqueados ou condicionados por restrições externas, enquanto a capacidade financeira argentina permanece limitada.

Mesmo assim, o horizonte de médio prazo oferece janelas concretas. O MANSUP, míssil antinavio desenvolvido pela SIATT com tecnologia 100% nacional, foi apresentado como alternativa às limitações da Argentina em ataque naval, e não tem componentes britânicos. Blindados VBTP-MR Guarani 6x6, drones, radares e a aeronave de patrulha E-99M também compõem o portfólio ofertado.

Para o Brasil, o resultado mais concreto e de maior alcance estratégico da missão de Múcio pode ser justamente o que ainda está em negociação trilateral: se os Scorpènes argentinos forem de fato construídos em Itaguaí, o Complexo Naval passará a operar como estaleiro regional, com os empregos, os impostos e o desenvolvimento tecnológico que o ministro fez questão de enumerar.

21 maio, 2026

Múcio voa a Buenos Aires para oferecer armamentos e reforçar laços entre Brasil e Argentina

 

 
*LRCA Defense Consulting - 21/05/2026

O ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, desembarcará em Buenos Aires na segunda-feira, 25 de maio, para uma série de reuniões bilaterais com seu homólogo argentino, o tenente-general Carlos Alberto Presti. A visita ocorre em meio à frieza política que marca a relação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei, mas é apresentada pelos dois lados como um encontro estritamente institucional, orientado por interesses estratégicos e comerciais.
Uma missão de 'diplomacia de defesa'
A visita foi confirmada por altas fontes dos ministérios da Defesa dos dois países. A principal reunião entre Múcio e Presti está marcada para a manhã de terça-feira, 26 de maio, e deve incluir um encontro técnico de trabalho, seguido de uma passagem pela embaixada do Brasil em Buenos Aires. O ministro brasileiro tem previsão de retornar ao Brasil ainda naquele dia.
Nos despachos oficiais de Brasília, a iniciativa é chamada de 'diplomacia de defesa'. O objetivo central é aproveitar o movimento global de rearme para reposicionar o Brasil como o grande fornecedor tecnológico e logístico da América do Sul, tendo a Argentina como primeira parada de uma gira regional.
No entorno do ministro Múcio, a escolha das palavras é cuidadosa: 'A defesa é um tema de Estado, não é um tema político de governo. Nossa área é como o Palácio do Itamaraty, somos instituições de Estado. Estas relações são puramente institucionais e a questão política entre os mandatários não é relevante para esta estratégia', disseram fontes do governo de Lula ao jornal La Nación.
O catálogo brasileiro: 364 produtos e 154 empresas
Múcio chega a Buenos Aires com um extenso dossiê apresentado oficialmente em Brasília em março deste ano: o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa do Brasil. O documento reúne 154 empresas do setor e detalha 364 produtos de desenvolvimento nacional, que vão de embarcações e veículos blindados a aeronaves, sistemas eletrônicos de navegação e de monitoramento avançado.
Entre os itens na lista de oferta estão drones, radares, sistemas de comunicação, armamento leve, munições e veículos blindados. Empresas como Embraer, Helibras e Taurus integram a cadeia industrial que o Brasil busca projetar na região. O ministério brasileiro faz questão de destacar que a visita não se resume à venda de armas: parte significativa da oferta é de 'tecnologia de uso dual', plataformas desenvolvidas para as forças militares com aplicações civis diretas, como sistemas de comunicação e satélites utilizáveis na agricultura de precisão ou na logística.
A indústria de defesa brasileira encadeou dois recordes históricos consecutivos de exportação, superando US$ 3,4 bilhões no último ano, segundo a La Nación.
Blindados Guaraní e negociações em andamento
Conforme apurado pela La Nación, alguns produtos já se encontram em estágio avançado de negociação, próximos à conclusão de um acordo. A conversa mais adiantada envolve a venda dos veículos blindados de transporte Guaraní (6x6), produzidos no estado de Minas Gerais em parceria com a italiana Iveco. Em 2023, as discussões contemplavam a aquisição de até 156 unidades para o Exército argentino, mas restrições financeiras e dificuldades para estruturar garantias de crédito interromperam o processo àquele momento.
Do lado argentino, o Ministério da Defesa adotou um tom mais cauteloso sobre o escopo das conversas. 'O interesse existe, mas não acredito que seja só para com o Brasil', disseram fontes do Edifício Libertador ao Infobae. Um funcionário de alto escalão acrescentou que o governo está 'escutando muitas ofertas de diversos países' e que, por ora, muitas estão orientadas para a aquisição de material e unidades dos Estados Unidos e de Israel. 'A reunião não é só para vender armas. É uma visita oficial com reunião sobre temas mais amplos', reforçou a mesma fonte, apontando que a prioridade argentina está na aquisição de drones.
O contexto argentino: reequipamento e cortes simultâneos
A visita de Múcio se encaixa em um momento específico da política militar argentina. Semanas atrás, o presidente Milei oficializou o Decreto 314/2026, que institui o Plano de Adequação e Reequipamento Militar Argentino. O texto prevê que 10% dos recursos obtidos com privatizações de empresas estatais e 70% dos valores gerados por imóveis que estiveram afetados ao Ministério da Defesa sejam destinados ao financiamento de programas de reequipamento, infraestrutura estratégica e recuperação de capacidades militares.
Esse cenário de modernização atrai o interesse brasileiro, mas convive com uma contradição: ao mesmo tempo em que lança o plano de reequipamento, o governo argentino impôs um corte de 59,6 bilhões de pesos nas verbas das Forças Armadas. O Infobae também noticiou que a visita ocorre em um momento de turbulência interna no ministério argentino, após a publicação de uma investigação que aponta supostos sobrepreços na compra de um avião para a Força Aérea; o aparelho teria custado US$ 4,085 milhões, enquanto outro fornecedor orçou aeronave similar e em melhores condições por US$ 2,3 milhões.
Múcio além da defesa: o 'solucionador' de Lula
José Múcio Monteiro não é um ministro ordinário. Engenheiro civil e político experiente, filiado ao PRD (Partido Renovação Democrática), ele foi chamado por Lula para a pasta da Defesa justamente por sua capacidade de articulação com todos os espectros do poder, inclusive com a cúpula das Forças Armadas, tarefa essencial no início do terceiro mandato do petista, após a presidência de Jair Bolsonaro.
'É mais do que isso, é o troubleshooter de Lula', afirmam altas fontes de Brasília, segundo o Infobae. Atualmente, Múcio acumula a função de mediador em uma tensa disputa interna no governo brasileiro: tenta construir uma trégua entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após a rejeição do candidato oficial ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, a primeira derrota legislativa desse tipo em mais de um século.
Nesse quadro de fricção política bilateral, a visita do ministro ganha uma dimensão adicional. Milei já sinalizou alinhamento com Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e principal adversário de Lula nas pesquisas para as eleições presidenciais brasileiras previstas para o último trimestre deste ano. Os dois foram fotografados se abraçando na posse do presidente chileno José Antonio Kast.
Uma gira regional com olhos no mundo
Buenos Aires não é o único destino. Após a escala argentina, Múcio tem prevista uma viagem técnica à Suécia em junho, onde o Brasil mantém parceria com a Saab para a coprodução dos caças Gripen. Em julho, o ministro seguirá para Lima, onde será realizada a Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), em Cusco, e pretende replicar a oferta comercial levada à Argentina diante do governo peruano.
O desenho da gira revela a ambição brasileira: consolidar-se como referência em defesa em toda a América do Sul, aproveitando o momento de rearme global para transformar sua ainda incipiente base industrial militar em uma plataforma de projeção regional.

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