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25 novembro, 2024

WEG realiza atualização tecnológica para prolongar a vida útil do transformador na Usina Hidrelétrica Salto Osório


*LRCA Defense Consulting - 25/11/2024

Na infraestrutura da geração de energia elétrica, os transformadores desempenham um papel fundamental para atender às variadas demandas residenciais, comerciais e industriais. No entanto, devido ao uso prolongado e às condições operacionais adversas ao longo do tempo, esses equipamentos inevitavelmente sofrem desgaste. Nessas situações, o serviço de reforma de transformadores se mostra essencial para prolongar sua vida útil e otimizar a eficiência energética.

Nesse contexto, a WEG realizou o serviço de reforma de um transformador com 210 MVA de potência e 230/13,8 kV – com comutador sem tensão, fabricado em 1975 que operava desde então. O equipamento pertence ao cliente ENGIE e compõe a Usina Hidrelétrica Salto Osório, localizada em São Jorge d'Oeste (PR).

No processo de reforma, componentes desgastados são restaurados e peças defeituosas são substituídas, resultando em transformadores revitalizados e prontos para oferecer desempenho equivalente aos novos. As atividades incluíram limpeza da parte ativa, modernização do sistema de canais de óleo do núcleo, secagem da parte ativa em sistema Vapour Phase (VP) com controle de temperatura. Além disso, foram realizados jateamento e pintura do tanque, em caldeiraria própria da WEG, rigorosos processos de inspeção e testes de desempenho em laboratório de ensaios conforme norma. Assim, garantindo o funcionamento seguro e confiável, fundamental para evitar interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Em transformadores de grande potência como este, a importância da utilização da Vapour Phase no processo de finalização da reforma do transformador é essencial. Durante esta etapa, a parte ativa do transformador é aquecida a uma temperatura de 85°C. Isto é essencial, pois a distribuição da temperatura nos isolamentos tem uma importante função na qualidade da secagem, que deve ocorrer com a temperatura uniformemente distribuída, interna e externamente nos isolamentos. Depois a parte ativa é reapertada e colocada no tanque, onde é realizado vácuo e abastecimento do transformador com óleo novo.

Além da reforma de transformadores ser atrativa pela redução de investimento quando comparado a uma substituição integral, citamos também outros pontos fortes como o impacto positivo na eficiência energética e a personalização. Cada transformador pode ser ajustado às necessidades específicas do cliente, considerando características de carga, condições ambientais e critérios de eficiência, assegurando que o equipamento reformado opere com confiabilidade dentro do sistema elétrico em que está inserido.

14 junho, 2021

WEG e Engie instalam o impressionante primeiro aerogerador nacional de 4,2 MW

WEG e Engie, a segunda maior do mundo no ramo de energia, concluem instalação da turbina eólica do primeiro Aerogerador Nacional

*Click Petróleo e Gás, por Flávia Marinho - 14/06/2021


A WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, e a ENGIE Brasil Energia, estão concluindo a fase mais importante do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento “Aerogerador Nacional”, que é a montagem da turbina eólica.

Localizado no município de Tubarão, em Santa Catarina, a turbina eólica está instalada no parque experimental de pesquisa e desenvolvimento da ENGIE e é resultado de um Projeto Estratégico do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O aerogerador foi projetado e construído pela WEG e a segunda etapa do projeto também contou com recursos do P&D das Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (CELESC).

O projeto denominado “Desenvolvimento e certificação de aerogerador nacional de 4,2 MW de acoplamento direto, com gerador síncrono de ímãs permanentes e conversor de potência plena” tem por objetivo desenvolver e incentivar a tecnologia nacional em energia eólica para reduzir a dependência de outros países, por meio do fortalecimento da cadeia brasileira de fornecedores de componentes e prestadores de serviços para a fabricação e instalação de turbinas eólicas de grande porte.

A fabricação dos segmentos da torre de concreto, com mais de 1.100 toneladas de aço e concreto, foi realizada pela WEG no próprio local de instalação da turbina eólica (aerogerador), o gerador, o hub e a nacele, instalados no topo da torre de concreto, foram produzidos pela WEG, cuja matriz e principal operação global está localizada em Jaraguá do Sul/SC. Já as pás eólicas foram fabricadas pela empresa Aeris, em Caucaia/CE.




Desafios para a instalação das turbinas eólicas
Um dos desafios do projeto foi a logística, dadas as dimensões dos equipamentos e as distâncias percorridas. O gerador, o hub e a nacele, que somados pesam 201,3 toneladas, percorreram 300 km em viagem rodoviária, de Jaraguá do Sul/SC até Tubarão/SC. Já as pás das turbinas eólicas, que medem 72 metros e pesam 22,5 toneladas cada, foram transportadas de navio do Porto de Pecém, no Ceará, até o Porto de Imbituba/SC, de onde seguiram por 50km em uma carreta especial até Tubarão/SC. Em seus trajetos rodoviários, os equipamentos contaram com escoltas da Polícia Rodoviária Federal e apoio da CELESC para elevação da fiação elétrica ao longo do caminho.

Essa nova turbina eólica, com 4,2 MW de potência, foi instalada a 600 metros de outro aerogerador, de 2,1 MW, resultado da primeira etapa deste Projeto Estratégico de P&D, o qual foi primeiro protótipo construído pela WEG no Brasil. Ele entrou em operação em 2015, e a análise do seu desempenho contribuiu para o desenvolvimento deste novo aerogerador, mais adequado às condições de vento do Brasil. A energia elétrica gerada será futuramente fornecida ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que faz a conexão entre as unidades de geração e os consumidores de energia elétrica.

As duas turbinas eólicas são conectadas mecanicamente uma de frente para a outra, atuando uma como gerador e o outra como motor, simulando o vento

“O desenvolvimento do aerogerador AGW 147/4.2 contou com times multidisciplinares de engenharia. A validação final dos componentes foi realizada na sede da WEG em Jaraguá do Sul através da bancada back-to-back. Em tal arranjo, dois aerogeradores são conectados mecanicamente um de frente para o outro, atuando como gerador e o outro como motor simulando o vento o que permite mais autonomia ao nosso processo de P&D. Vale enfatizar que esta estrutura de testes é a maior do tipo das Américas, estando apta a atender futuras plataformas de até 6 MW. Já o segundo aerogerador utilizado no arranjo será destinado ao mercado indiano, com instalação deste protótipo de 50 Hz prevista ainda em 2021”, conforme explica o Diretor Superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva.

“O investimento da ENGIE neste projeto é superior a R$ 80 milhões e busca incentivar o mercado nacional para a energia eólica. O desenvolvimento de tecnologia brasileira pode trazer benefícios socioeconômicos para diversas regiões, aumentar a competitividade do país para o fornecimento destes equipamentos no exterior e pode vir a reduzir o custo da energia gerada, trazendo benefícios diretos para o consumidor”, relata o Diretor de Novos Negócios, Estratégia e Inovação da ENGIE Brasil Energia, Guilherme Ferrari.

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