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07 agosto, 2023

Grupo EDGE, dos Emirados, estaria negociando para adquirir participação na Avibras

 
*LRCA Defense Consulting - 07/08/2023

O portal Defense Arabia publicou ontem (06) uma matéria com declarações de Patrícia Marins, citada pela reportagem como especialista brasileira em defesa, dando conta das negociações que estariam havendo entre o Grupo EDGE, a Avibras, a Marinha do Brasil e a SIATT, visando a aquisição de uma parcela da Avibras. A matéria cita também o interesse do EDGE no míssil tático de cruzeiro MTC-300, da Avibras, e no míssil antinavio MANSUP, em desenvolvimento pela SIATT e pela Marinha.

Como há algumas inconsistências nas informações (Ex: a SIATT não é subsidiária da Marinha), a matéria está sendo reproduzida por uma questão de oportunidade, mas esta editoria está tentando contato com Marcos Degaut, chefe do escritório do Grupo EDGE para a América Latina, a fim de confirmar ou não o que foi publicado.

Saiba mais:

- Grupo EDGE recebe uma delegação de alto nível do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil

- Marinha e Grupo EDGE (Emirados) assinam acordo para acelerar o desenvolvimento de míssil antinavio

- Grupo EDGE, maior indústria de defesa dos Emirados, reafirma interesse no Brasil

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Especialista brasileira revela a nova estratégia de expansão do EDGE e sua parceria com o Brasil

*Defense Arabia - 06/08/2023

O Grupo EDGE, líder global na indústria de defesa, está em negociações para adquirir uma pequena participação na Avibras, uma das principais empresas de defesa do Brasil. Esta informação exclusiva vem diretamente de Patricia Marins, especialista em defesa e segurança.

O Grupo Edge primeiro procurou adquirir a propriedade total da empresa brasileira Avibras. No entanto, viu-se enfrentando um confronto de órgãos governamentais e funcionários. Então, a empresa decidiu mudar sua abordagem para se tornar um parceiro com uma participação menor. Essa mudança ressalta a resiliência e a determinação do Edge em formar parcerias estratégicas mesmo em circunstâncias difíceis.

Patricia Marins revela o objetivo dessa parceria, que é ampliar as capacidades da Marinha do Brasil com a introdução de mísseis MCT-300 de longo alcance em sua frota de navios e submarinos. Essa parceria fortalece as capacidades da Marinha do Brasil e abre oportunidades sem precedentes para joint ventures com países vizinhos da América Latina. Vale ressaltar que a Marinha do Brasil já havia cooperado anteriormente com o “Edge Group” no projeto do míssil antinavio Mansup.

O Grupo EDGE, por meio da aquisição de uma participação na Avibras, forjou um elo crítico para facilitar a integração do míssil MCT-300 em navios de guerra e submarinos. A Marinha do Brasil vê no EDGE o parceiro ideal para a concretização deste ambicioso projeto, que está sendo liderado pela Marinha do Brasil, na medida em que atua como ponte entre a Marinha do Brasil e a Avibras, e a SIATT, subsidiária da Marinha do Brasil, responsável para o desenvolvimento do sistema de mísseis Mansup.

Os fuzileiros navais também revelaram a estratégia da Edge para penetrar em mercados de baixa concorrência. Essa estratégia está incorporada na escolha do míssil Mansup, que é um sistema avançado que supera seus equivalentes devido ao seu longo alcance, graças à sua inovadora tecnologia de turbina. O EDGE visa lidar com marinhas latinas que ainda dependem de armas ultrapassadas, como o míssil Exocet.

O que diferencia a abordagem do EDGE de outras iniciativas é o interesse compartilhado com seus parceiros. Patricia Marins explica que a colaboração entre o Edge e a Marinha do Brasil gira em torno tanto do desenvolvimento quanto da produção, e o objetivo é atender toda a região latina, não apenas o mercado brasileiro.

Por outro lado, outras iniciativas, como a empresa de defesa SCOPA, focam na transferência de tecnologia e na produção de armas independentes em diferentes países.

Patricia Marins acrescenta que a colaboração entre o Edge e a Avibras evidencia a disposição de grandes empresas em adequar suas estratégias às necessidades de diferentes parceiros.

31 março, 2023

Em nota, Avibras afirma que prioridade é manter as operações da empresa no Brasil

- Avibras está buscando ampliar seu capital através de investimentos diretos de empresas estratégicas.
- Empresa está confiante de que superará todos os desafios e retomará o crescimento em breve.

 

Lançamento Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 a partir do Sistema Astros

*LRCA Defense Consulting - 31/03/2023

Em Nota à Imprensa, a Avibras agradece as últimas manifestações de reconhecimento da sua importância estratégica para a soberania do Brasil. A empresa está fortemente empenhada em garantir a sua recuperação, enfrentando os desafios e as dificuldades do momento com o apoio, a resiliência e o engajamento dos seus colaboradores.

Após quase dois anos da pandemia da COVID-19, sem dúvida a pior crise sanitária na história recente da humanidade, a empresa entrou em Recuperação Judicial, medida que auxilia as empresas em sua reestruturação econômico-financeira. Mesmo com as condições impostas durante pandemia, a Avibras manteve as operações e preservou ao máximo os empregos, porém não houve como a companhia minimizar os impactos da crise em seus negócios. Em paralelo ao processo de Recuperação Judicial, a companhia segue focada no esforço de vendas tanto no Brasil quanto no exterior. O governo brasileiro também está mobilizado em apoiar ativamente a empresa nas suas iniciativas de recuperação.

Novos investidores, mas com as operações no Brasil
A Avibras está buscando ampliar seu capital através de investimentos diretos de empresas estratégicas e o governo acompanha de perto a evolução deste processo, que é complexo e sigiloso. Há vários investidores interessados, porém nenhuma transação ocorreu até o momento. Na busca de novos investidores, a prioridade da Avibras e do governo brasileiro é manter as operações da empresa no Brasil juntamente com seu capital humano, físico e intelectual, preservando assim a sua história de conquistas construída ao longo de mais de seis décadas.

A Avibras reforça o seu empenho e compromisso com a sua recuperação, com os seus colaboradores, parceiros e clientes. A companhia está confiante de que superará todos os desafios e retomará o crescimento em breve com trabalho, inovação e criatividade.

15 setembro, 2020

Míssil brasileiro de longo alcance está em fase final, diz Ministro da Defesa

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300

*Agência Câmara via MoneyTimes - 15/09/2020

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje (15), em Manaus, que o projeto de criação de um míssil brasileiro capaz de percorrer 300 quilômetros de distância até seu alvo final está “em fase final de desenvolvimento”.

“Falta muito pouco para ele complementar a artilharia de foguetes do Exército brasileiro, dando-nos um poder dissuasório muito grande”, respondeu o ministro ao ser perguntado sobre o atual estágio de produção do Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 – cujo desenvolvimento, junto com o Foguete Guiado SS-40, faz parte do Projeto Estratégico Astros 2020, lançado em 2011, durante o governo Dilma Rousseff, que, à época, concedeu R$ 45 milhões de crédito para aquisição de todo um novo sistema com alta mobilidade e capaz de lançar mísseis e foguetes a longas distâncias.

Com alcance de até 300 quilômetros de distância e uma precisão de até 30 metros, o armamento desenvolvido pela companhia nacional Avibrás ampliará o poderio bélico brasileiro, podendo ultrapassar os limites do território nacional e atingir alvos estratégicos muito além da capacidade dos foguetes hoje em uso no Brasil. Atualmente, a família de foguetes Astros compreende quatro modelos com menor alcance que variam entre 30, 40, 60 e 80 quilômetros.

O principal objetivo do AV-TM 300, conforme sugere o ministro ao mencionar o “poder dissuasório” do armamento, é desencorajar eventuais ameaças externas. Além disso, o projeto Astros 2020 prevê outras iniciativas para dotar o país de “meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade”. Entre estas iniciativas está a implantação de unidades militares de mísseis e foguetes, de um centro de instrução e de bases administrativas.

A previsão inicial era de que as primeiras unidades do AV-TM 300 fossem entregues ao Exército ainda este ano, mas ao ser questionado sobre os prazos, Silva respondeu acreditar na “possibilidade” de serem entregues entre 2021 e 2022.

Lançamento Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300


Exercício
Uma bateria do sistema de lançadores múltiplos de foguetes Astros 2020, já em uso pelo Exército, foi deslocada de Formosa (GO), a cerca de 90 quilômetros do centro de Brasília (DF), até a região de Manaus, onde, até o próximo dia 23, efetivos das Forças Armadas participam de um exercício militar coordenado pelo Exército.

Batizado de Operação Amazônia, o treinamento envolve cerca de 3.600 militares, e simula um ataque externo à região amazônica. “Fiquei impressionado com a concentração estratégica dos meios, particularmente do Exército brasileiro”, comentou o ministro da Defesa, que chegou ontem (14) à região para acompanhar o exercício militar.

De acordo com Silva, foram necessários dois meses para transportar a bateria do sistema de lançadores de foguetes pertencente ao 6º Grupo de Mísseis e Foguetes de Formosa até próximo a capital amazonense. “Foram dois meses de deslocamento até ele ser posicionado nos pontos para treinamento. O que demonstra a mobilidade dos meios do Exército.”

Presente no exercício, o comandante do Exército, Edson Leal Pujol, destacou a importância dos militares brasileiros estarem aptos a atuar na região. “A preparação para estarmos aptos a defender este rincão da Nação é extremamente importante. É um esforço muito grande, mas é nosso dever para com a sociedade brasileira nos prepararmos e treinarmos para se, um dia, houver a necessidade de defendermos nossa Amazônia. Por tudo que ela representa em termos de riquezas minerais, biodiversidade, para a economia e para a vida dos brasileiros”, disse Pujol.



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