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13 maio, 2021

Uniformes Inteligentes são testados e aprovados em treinamento nos Estados Unidos


*Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) - 12/05/2021

O novo uniforme de combate do Exército – Uniforme Inteligente, proposto e entregue ao Exército Brasileiro pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) obteve aprovação de Muito Bom e Excelente (de Classe B).  O fardamento foi testado pela tropa brasileira que participou da Operação Culminating/2021, entre 03 de janeiro a 22 de fevereiro. nos Estados Unidos. Após a conclusão dos testes de campo, o Exército Brasileiro e a ABDI constataram, por meio de avaliações, que o enquadramento conforme o padrão de desempenho apresentado pelo Uniforme foi de Muito Bom e Excelente em todos os quesitos.

A tropa brasileira que participou da Operação Culminating/2021 foi composta por uma Equipe de Ligação (Estado Maior), uma Companhia Paraquedista (Cia Pqdt) reforçada e por um Destacamento Logístico (Dst Log). Durante o treinamento, a Companhia Paraquedista e o Destacamento Logístico participaram de uma série de instruções preparatórias, de adaptação ao salto, de salto de paraquedas e de uma rotação no Joint Readiness Training Center (JRTC) do Exército Norte Americano, no Fort Polk, Louisiana.

As Rotações do JRTC são mundialmente conhecidas como um exercício de quinze dias que mais se aproxima a um combate real. Os testes ocorreram na região sul dos EUA, com condições de clima frio, precipitação de neve, sol e chuva, e incluiu deslocamentos e ações em área urbana e rural, mata aberta e fechada, e locais alagadiços, utilizando equipamentos militares. Na oportunidade, foram avaliadas 203 amostras do Uniforme Inteligente.

“O Uniforme Inteligente é uma plataforma de demonstração de tecnologia que visa contribuir para a capacitação produtiva e tecnológica da Base Industrial de Defesa Brasileira nos segmentos de produtos têxteis e confecções. O próximo passo consistirá na incorporação de sensores integrados às tecnologias e equipamentos da IMBEL”, destacou o Presidente da ABDI, Igor Calvet.

A avaliação positiva ressalta a importância da agregação de propriedades físico-químicas avançadas em tecido de alto desempenho à mais moderna modelagem, para as missões e desafios da Força.

“O desempenho do Uniforme Inteligente no Exercício Culminating 2021 foi bastante satisfatório, a tropa aprovou e identificou nele aspectos que o caracterizam como uma evolução em relação ao uniforme atualmente utilizado. As melhorias incorporadas aumentaram as capacidades de utilização e o conforto desse novo Uniforme, maximizando assim o desempenho do soldado brasileiro no dia a dia e nas operações e no combate”, afirmou o Coronel Paulo Filho, Gerente do Projeto COBRA.

Dentre os aspectos avaliados, Facilidade de manutenção, Rusticidade, Ergonomia e Conforto, obtiveram mais de 80% de avaliação ‘bom’, ‘muito bom’ e ‘excelente’. Foram testados os seguintes aspectos Uniforme Inteligente: rusticidade, conforto, ergometria, conforto térmico, frescor, repelência a mosquitos, odor, facilidade de uso/operação, facilidade de manuseio, facilidade de montagem/desmontagem, facilidade de manutenção, funcionalidade, acabamento, apresentação, coloração.

O resultado revelou que a tropa aprovou e também demonstrou preferir o Uniforme Inteligente em substituição ao atual. Além disso, baseado nas respostas, alguns itens deverão ser modificados para melhorar ainda mais as capacidades de utilização e o conforto do uniforme, de forma a maximizar o desempenho do soldado brasileiro no dia a dia, em operações e em combate. As melhorias já deverão constar dos 400 conjuntos do Uniforme Inteligente que serão entregues pela ABDI ao Exército Brasileiro, até o final de julho de 2021.

A modelagem do Uniforme Inteligente foi proposta pelo Exército Brasileiro, com o objetivo de testar atualizações que pudessem deixar o fardamento mais moderno e adaptado ao desempenho das funções militares.  Ao tecido do uniforme foram incorporadas funcionalidades baseadas em substâncias e princípios ativos nanoencapsulados, com o objetivo de proporcionar mais frescor, conforto térmico (por meio da aplicação de Phase Change Material), repelência a mosquitos e ação antimicrobiana para controle de odor. O Uniforme Inteligente é composto por gandola camuflada, calça de combate camuflada, camiseta camuflada, gorro camuflado e meias verde oliva.

Além disso, o Uniforme Inteligente traz diferenciais ao fardamento comumente utilizado como caraterísticas do tecido de alto desempenho solicitado pelo Exército Brasileiro: tingimento de alta solidez; proteção UPF +50 – Proteção solar superior a 50 UPF; e, composição do tecido: 50% Fibras de poliamida de alta tenacidade 6.6 e 50% Algodão, com gramatura de 220 g/m2, proporcionando secagem mais rápida, menor amarrotamento e maior resistência mecânica.

Além do 27º Batalhão Paraquedista do Rio de Janeiro, também realizaram os testes de campo com o Uniforme Inteligente com ótimo desempenho as seguintes Organizações Militares: 5º BI Leve – Lorena, SP; 20º BI Blindado – Curitiba, PR; 52º BI de Selva – Marabá, PA, 25º Batalhão Paraquedista – Rio de Janeiro e Centro de Adestramento Leste – Rio de Janeiro, RJ.

A ABDI contou, no início do Projeto Uniforme Inteligente, com o apoio do Ministério da Defesa, da Força Aérea, da Marinha do Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções – ABIT, Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI/CETIQT, Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico / Universidade de São Paulo - LSITEC-USP e Instituto Federal Fluminense – IFF.

Impressão final dos Usuários a respeito do Novo Uniforme de Combate do Exército – Uniforme Inteligente


09 setembro, 2020

Uniformes Inteligentes: ABDI entrega 950 unidades para Exército Brasileiro

 


*Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) - 08/09/2020

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) entregou para o Exército Brasileiro 950 conjuntos do lote piloto dos Uniformes Inteligentes, na quinta-feira (27/8). As fardas serão distribuídas nos próximos 30 dias às Unidades Operacionais do Exército para serem feitos os testes de resistência e das funcionalidades de nanotecnologia aplicadas. O projeto é fruto da parceria da ABDI com o Exército Brasileiro, e do contrato com a empresa ASTRO ABC.

Os experimentos de campo serão realizados no período de setembro a dezembro por Organizações Militares específicas, como: Batalhão de Infantaria, blindada, Paraquedista, de Selva, Leve e pelo regimento de Cavalaria Mecanizado. Depois dessa fase, as organizações militares submeterão à Agência e à empresa ASTRO relatórios para análise.  Com os novos usos aprovados, serão entregues outras 400 unidades, correspondentes ao lote final, com correções e adaptações.

“O recebimento do lote-piloto dos uniformes operacionais com aplicações tecnológicas desenvolvidos pela ABDI constitui um marco importante na evolução tecnológica dos uniformes operacionais”, afirmou o Coronel Paulo Roberto da Silva Gomes Filho, Gerente do Projeto COBRA, de modernização do equipamento individual do Exército Brasileiro. De acordo com o coronel, os resultados dessa avaliação contribuirão para ratificar as vantagens que as tecnologias agregadas conferem ao uniforme e, consequentemente, à performance do combatente que o utiliza.



A líder do projeto da Agência, Larissa Querino, explicou a importância do projeto para o setor produtivo. “Com essa iniciativa, a ABDI pretende contribuir para a difusão tecnológica e para a geração de inovações que possam ser incorporadas com sucesso e rapidez no setor produtivo”, disse. De acordo com a especialista, o material de uso militar, junto com o segmento esportivo, é o primeiro setor que incorpora inovações na indústria têxtil. “O sucesso de sua atuação depende da produção e da utilização de produtos e serviços de alta tecnologia e na fronteira do conhecimento”, completou.

Cynthia Mattos, a Gerente da Unidade de Projetos Especiais da ABDI explicou que “as inovações tecnológicas aplicadas ao uniforme têm caráter dual, podendo ser aproveitadas em outros segmentos de mercado”.

A última etapa contemplará a incorporação de novas funcionalidades baseadas em tecnologias eletrônicas, que deverão ser integradas ao rádio e ao computador operacional da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL).


Uniformes inteligentes trazem ganhos para ações militares e setor têxtil
Projeto Uniforme Inteligente é uma plataforma de integração de competências tecnológicas, de demonstração e de difusão de tecnologias inovadoras em campos distintos da indústria, a têxtil e a eletrônica.

Frescor, controle térmico, ação repelente, e ação antimicrobiana em um tecido de alta performance. Essas são as funcionalidades de nanotecnologia aplicadas aos novos uniformes do Exército. As primeiras cinco unidades estão prontas e outras 950 serão produzidas após o teste das primeiras peças. A iniciativa é da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) junto com o Exército Brasileiro.

As 950 fardas distribuídas ao Exército serão testadas na prática, em ambiente relevante. Em seguida, os soldados que usarem o uniforme serão submetidos a um questionário de avaliação desenvolvido pela Agência e pela corporação. A fabricante das peças é a Astro ABC Indústria e Comércio LTDA, empresa vencedora da licitação aberta pela ABDI em setembro de 2019.

Depois da fase de teste de campo, com os novos usos aprovados, a empresa contratada entregará outras 400 unidades, correspondentes ao lote final, com potenciais aperfeiçoamentos. A inovação deve melhorar as condições de conforto e o desempenho operacional dos soldados. “A ABDI está propondo um novo produto com potencialidades que vão garantir maior capacidade de ação e que o Exército não fazia uso no fardamento. Nós, junto com eles, vamos atestar as novas funções”, destaca Larissa Querino, responsável pelo projeto na Agência.

O Uniforme Inteligente é uma iniciativa da ABDI e recebe o apoio do Exército, que já desenvolve o Projeto Combatente Brasileiro (COBRA). O objetivo é atender uma demanda das Forças Armadas por vestimentas mais confortáveis e adequadas às operações militares e, ao mesmo tempo, difundir técnicas inovadoras do setor têxtil.

No início de 2019, foi criada uma força tarefa contando com a participação do Ministério da Defesa (MD), Exército, Marinha e Aeronáutica, IMBEL (Indústria de Material Bélico do Exército), Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), SENAI-CETIQT, Instituto Federal Fluminense (IFF) e Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI-USP) . O grupo definiu os itens que deverão compor o Uniforme Inteligente, bem como as funcionalidades, requisitos e tecnologias a serem exigidas no lote piloto do produto. As cinco primeiras unidades a serem verificadas são a primeira entrega do projeto. Às peças, foram incorporadas funcionalidades e tecnologias de última geração.

A ABDI apoia o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID) por meio da articulação e cooperação com o Governo (demandante) e empresas fornecedoras de produtos e serviços de defesa. Entre as iniciativas, destacam-se ações orientadas ao desenvolvimento da inovação e à adoção de tecnologias voltadas para o aumento da competitividade do setor produtivo, com o foco em produtos, tecnologias e aplicações para os mercados interno e externo. “Desta forma, promovemos o desenvolvimento da inovação na indústria, por meio do estímulo das competências no setor têxtil e de eletrônica”, explica Larissa.

Setor Têxtil
A indústria de defesa é um dos principais demandantes de inovação, de novos materiais e de processos inovadores, no entanto os benefícios também transbordam para o uso civil. "No começo trabalhamos com um grupo pequeno mas depois que essa tecnologia é testada e aprovada, ela entra num conceito dual, ou seja um conceito que pode atender tanto a área militar quanto a civil", afirma Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O presidente destacou também que as funcionalidades impactam toda a cadeia de fornecedores. "A corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Não adianta ter elementos díspares de capacidade para determinado fim se um é muito diferente do outro, e aquela falha de um dos elementos, ou aquele não-desenvolvimento, coloca em risco totalmente o uniforme ou o equipamento que está sendo oferecido."

De acordo com Pimentel, a economia circular também é considerada na estratégia de desenvolvimento dos uniformes inteligentes . A indústria têxtil tem a preocupação de viabilizar novos usos aos materiais, posteriormente, sem ferir a segurança, a confiança e a confiabilidade do que será feito.


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