*LRCA Defense Consulting - 24/04/2026
A TKMS informou hoje que assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Ministério da Defesa do Brasil e a Embraer com vistas à construção de um segundo lote de quatro fragatas da classe Tamandaré.
A assinatura ocorreu durante uma cerimônia da Marinha do Brasil que marcou a entrada em serviço da fragata Tamandaré (F200), o primeiro navio do Programa de Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), na frota brasileira, e contou com a presença do CEO da TKMS, Oliver Burkhard, outros representantes de alto escalão da TKMS e das empresas participantes, bem como da Marinha do Brasil e do governo, incluindo o Almirante Marcos Sampaio Olsen, Comandante da Marinha do Brasil.
A PFCT é o projeto naval mais moderno e inovador já desenvolvido no Brasil. A construção da F200 foi concluída dentro do prazo, em menos de quatro anos, e mais três fragatas serão entregues à Marinha do Brasil até 2029.
O memorando de entendimento estabelece agora as bases para a continuação e expansão do Programa de Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), com foco no fortalecimento das capacidades operacionais da Marinha do Brasil e da base industrial de defesa do país.
Oliver Burkhard, CEO da TKMS: “A aquisição de uma nova leva de fragatas é essencial para manter capacidades críticas e preservar o conhecimento desenvolvido por meio da transferência de tecnologia no âmbito do Programa Tamandaré. Este memorando de entendimento também reflete a forte cooperação entre o Brasil e a Alemanha e o compromisso de longo prazo da TKMS com o Brasil.”
O acordo está alinhado com a Carta de Intenções assinada esta semana pelos governos do Brasil e da Alemanha na Feira de Hannover para iniciar as negociações para um novo lote de fragatas. As fragatas contribuirão para a renovação da frota naval brasileira e oferecerão potencial de exportação, com benefícios para ambos os países.
O segundo lote amplia ainda mais o impacto industrial e socioeconômico do PFCT no Brasil. Além de seu papel estratégico na defesa, o programa envolve cerca de 1.000 empresas brasileiras em toda a sua cadeia de suprimentos, fortalecendo a indústria local, fomentando o desenvolvimento tecnológico e gerando aproximadamente R$ 5 bilhões em conteúdo local, bem como cerca de R$ 500 milhões em impostos.
Atualmente, cerca de 2.000 profissionais estão diretamente envolvidos na construção das embarcações. Incluindo os efeitos indiretos e induzidos, espera-se que o programa gere cerca de 23.000 empregos, refletindo seu forte efeito multiplicador na economia.

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